Carlos Araújo, ex-marido e um dos principais interlocutores da presidente Dilma Rousseff, falou ao JÁ, na tarde desta sexta-feira.
Ele disse que havia falado com Dilma logo de manhã e que ela estava “confiante que vai vencer”.
Isso antes ainda de os jornais começarem a noticiar – já no início da noite -, que a oposição perdia votos. Segundo o jornalista Jorge Bastos Moreno, de O Globo, governadores que defendem o mandato de Dilma Rousseff estariam conseguindo mudar votos de parlamentares.
Pode ter contado ainda nesta mudança de panorama, uma reportagem do New York Times, republicada em todos os jornais, que mostra o panorama da votação assim: o parlamento que julga Dilma é dominado por políticos acusados dos mais diversos crimes – desde Eduardo Cunha, que é réu na Lava Jato, a Paulo Maluf, passando por latifundiários que usam trabalho escravo em suas terras; lembra que as pedaladas passariam a ser um crime a partir de Dilma, já que outros presidentes utilizaram o expedientes sem questionamento; sublinha que não há prova de corrupção contra a presidente da República e compara isso com sua linha sucessória, que tem Temer, Cunha e Renan, no mínimo, sendo investigados.
Ao longo da sexta-feira (15), movimentos sociais se mobilizaram em diversas cidades do País para defender o mandato da presidente.
Em Porto Alegre, desde a manhã ocorreram atos a favor de Dilma, com agricultores familiares e a Via Campesina marchando sobre a cidade. No final do dia, a Esquina Democrática reuniu 10 mil pessoas para escutar os discursos dos ex-governadores Tarso Genro, Olívio Dutra e do ministro Miguel Rossetto.
A perda de vantagem numérica entre os deputados pró-impeachment fez o vice-presidente, Michel Temer, voltar à Brasília. Ele pretendia acompanhar a votação do impeachment desde São Paulo, base que escolheu desde que rompeu com o governo e passou a ser considerado líder da oposição.
O JÁ vai atualizar a entrevista com Araújo ao longo deste sábado.
Carlos Araújo: "Falei com Dilma, ela está confiante que vai vencer"
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