Os grupos que compõem o Condomínio Cênico do Hospital Psiquiátrico São Pedro entraram com representação no Ministério Público Estadual pedindo a mediação do MP com o poder público estadual. A representação foi entregue em audiência com o Procurador de Justiça César Faccioli na tarde desta quarta-feira. A intenção dos grupos é que o MP ajude na mediação entre eles e as secretarias estaduais da saúde e da Cultura. A mediação deve envolver ainda a promotoria de Defesa da ordem urbanística.
Os artistas afirmam que a intenção é conversar para chegar a uma solução e criticam a falta de diálogo do governo. “Estamos questionando qual será o destino dos prédios. Querem nos tirar? Ok, desde que a gente vá para outro lugar público ocioso. Mas o que será feito dos pavilhões?”, questiona Hamilton leite, do Oigalê.
Hamilton afirmou que os grupos artísticos devem pedir ainda uma audiência pública, para discutir o futuro das edificações do Hospital São Pedro.

Os pavilhões 5 e 6 do São Pedro, que desde 2000 serviam como local de ensaio e apresentação para os grupos, foram interditados em novembro de 2016. Atualmente, os grupos só têm acesso ao local para retirar materiais e acompanhados por funcionários da Secretaria da Saúde.
Na ocasião, uma vistoria do Corpo de Bombeiros constatou a falta de PPCI no local. Os artistas contestam o fato de os outros quatro pavilhões, que atendem a atividades diárias com os pacientes, não tenham sido visitados para inspeção. Para o grupo, a inspeção ter sido realizada apenas nos dois pavilhões que abrigam os grupos representa uma opção política. A visita ocorreu na véspera da estreia do espetáculo que comemorava os 25 anos do grupo Falus e Stercus.
Em relação ao PPCI, os artistas afirmam que já tomaram providências e que o Cpletivo Obras, que tem escritório de obras, se comprometeu a realizar o projeto de adequação ás exigências do Corpo de Bombeiros.
Os grupos tem ainda um projeto de reforma dos pavilhões 5 e 6, elaborado pelo Escritório Modelo Albano Volkmer, da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da UFRGS, e que foi entregue ao Governo do Estado na gestão passada.
Os dois pavilhões haviam sido cedidos à pasta da Cultura na gestão passada. Em janeiro de 2016, a Secretaria Estadual de Saúde, afirmou que cederia também os outros quatro pavilhões, mas, após alguns meses, a pata mudou de posicionamento e não só desistiu de ceder os pavilhões 1, 2, 3 e 4, como pediu de volta o 5 e o 6.
Secretaria de Cultura não apresenta alternativas
Em novembro de 2016, após a interdição, os grupos teatrais se reuniram com o secretário da Cultura, Victor Hugo. Na ocasião, o secretário se comprometeu a apresentar uma lista de possíveis locais para onde os grupos poderiam migrar suas atividades. Hamilton leite afirma que até agora nenhuma sugestão foi apresentada pelo secretário.
Por parte dos grupos, foram apontados dois galpões localizados no bairro Partenon, que pertencem ao Ipê e atualmente estão desativados. Porém, até o momento, segue indefinido o futuro do Condomínio Cênico.
Participaram da audiência com o procurador César Faccioli, representantes dos cinco grupos que atualmente compõem o condomínio cênico – Falus e Stercus, Neelic, Oigalê, Povo da Rua e Caixa Preta – o SATED (Sindicato de Artistas e Técnicos de Espetáculos de Diversão), além do deputado estadual Pedro Ruas (PSOL).
Na representação, o grupo destaca ainda dois fatos ocorridos no dia da inspeção do Corpo do Bombeiro. Segundo o texto, o laudo emitido pelo Corpo de Bombeiros teria definido “interdição total” do hospital, tendo sido rasurado posteriormente para “interdição parcial”. O outro fato apontado é a agressão a um integrante de um dos grupos, que foi filmada e divulgada na época.
Artistas vão ao MP pela volta do Condomínio Cênico do São Pedro
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