Ato reivindica cotas na UFRGS


Manifestantes querem vagas para negros e índios (Fotos: Helen Lopes/JÁ)

Helen Lopes

Cerca de 60 pessoas realizaram um ato no campus central da UFRGS na tarde desta sexta-feira, 18 de agosto, para reivindicar a reserva de vagas para negros e índios. A manifestação marca o Dia de Mobilização Nacional em Defesa das Cotas Raciais nas universidades e no mercado de trabalho.

Depois de fechar a avenida Paulo da Gama por cinco minutos, com faixas e ao som de tambores do grupo Africanamente – do bairro Partenon, os manifestantes entraram no saguão da reitoria da Universidade, onde foram recebidos pelo reitor José Carlos Hennemann.

O reitor afirmou que o tema está avançado e que na próxima segunda-feira, 21 de agosto, a partir das 9h, será debatido num seminário no Salão de Atos. Mas lembrou que quem decidirá é o Conselho Universitário.


Reitor ouviu reivincidações dos jovens

A estudante da Enfermagem, Junara Ferreira, de 21 anos, lembrou que a questão das cotas é um direito do povo negro. “Não estamos pedindo nenhum favor”, ressaltou a ativista, que faz parte do Grupo de Trabalho Ações Afirmativas da UFRGS. “Conseguimos que a reitoria fizesse esses seminários para discussão e posterior votação”, explica.

O Grupo surgiu de um projeto de extensão e foi institucionalizado no semestre passado. Com aproximadamente 50 componentes, é coordenado pelo professor de antropologia, do Instituto de Filosofia e História, José Carlos dos Anjos. Entre as atividades realizadas pelo GT está uma passeata no dia 21 de março, data mundial Contra o Racismo, e outro ato, no dia 8 de julho, pela inclusão dos jovens na universidade.

A mobilização teve o apoio do Sindicato dos Municipários de Porto Alegre, Organização Não-Governamental Maria Mulher e Cpers/Sindicato.

Titulação do Quilombo Silva

O protesto também reivindicava a titulação do Quilombo Silva, no bairro Três Figueiras, na Capital. O parecer de desapropriação da área foi aprovado pelo Instituto Nacional da Colonização e da Reforma Agrária (Incra) estadual nesta semana. Agora, segue para referendo da presidência do órgão e da Casa Civil, em Brasília.

Com essa ratificação, os supostos donos da terra receberão uma quantia em dinheiro e o local passará oficialmente à Família Silva, que reside há 64 anos no quilombo. “Estamos na reta final”, comemora o integrante do Movimento Negro Unificado (MNU), Onir de Araújo, que acompanhou todo processo. Quando for titulado, o Quilombo Silva será o primeiro urbano do País.

Onir lembra ainda que existem cerca de 150 quilombos no Estado para serem regulamentados, desses, a Fundação Palmares já reconheceu 40. “Esse é o primeiro passo”, conta.

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