PSOL pede tombamento de escola

A bancada do PSOL na Câmara Municipal protocolou, nesta sexta-feira, 17, um projeto de lei propondo tombamento da Escola estadual de Ensino Fundamental Maria Thereza da Silveira. Localizada na rua Furriel Luiz Antônio de Vargas, 135, entre os bairros Bela Vista e Mont´Serrat, zona nobre de Porto Alegre, a escola tem 164 alunos, mas condições para acolher até 250 nas suas salas de aula que além de toda a infraestrutura, contam com ar-condicionado, oferecendo conforto aos alunos.
A defesa da escola é uma bandeira defendida pelo deputado Pedro Ruas desde 2016. A escola está sob ameaça de fechamento, devido a uma Ação Civil Pública proposta pelo Ministério Público Estadual, em 2014, sob a alegação de que o uso da área onde se localiza a escola, de propriedade do IPE, estaria causando prejuízo ao IpeSaúde.
O MP quer que o Estado remunere o uso da área ou a saída do local, o que significaria a venda do terreno para que os recursos entrem nos cofres do IPE. Como o Judiciário não acatou os pedidos, mandando apenas regularizar com documentação o uso por parte da Secretaria de Educação, o MP recorreu e, nova decisão foi tomada, no sentido de que as partes firmassem acordo.
“Foi o acordo mais inacreditável que vimos. Secretaria de Educação e Ipergs decidindo pela fechamento da escola e apontando cronograma para essa finalidade. O ensino, a educação e a vida daqueles alunos não foi levada em conta”, afirma Ruas.
Pelo projeto de lei apresentado pelos vereadores Fernanda Melchionna, Roberto Robaina e Alex Fraga, a escola deve ser tombada porque representa, um dos últimos endereços onde Leonel Brizola construiu uma “brizoleta”.
Fundada em 1956, nos fundos da igreja Mont`Serrat, na Anita Garibaldi, com saída para a Furriel, a escola precisou deixar o endereço que era da Curia Diocesana e então o governador Leonel Brizola, em 1962, mandou construir três pavilhões “brizoletas” no endereço, uma área pertencente ao IPE. A inauguração ocorreu em 1963, portanto, há 54 anos no mesmo endereço. A deputada Juliana Brizola e seu irmão gêmeo, vereador pelo Psol no RJ, Leonel Brizola Neto, foram alfabetizados nas “brizoletas” em 1982. O que mudou foi o prédio, a partir de autorização do governo do estado, em 1985.

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