
Bacelo denunciou o que trabalhadores consideram arbitrariedades cometidas pelo banco Santander Banespa (Fotos: Elson Sempé/CMPA)
Helen Lopes
O presidente do Sindicato dos Bancários de Porto Alegre, Juberlei Bacelo, denunciou na Tribuna Popular da Câmara Municipal, nesta segunda-feira (10/4), o que os trabalhadores consideram arbitrariedades cometidas pelo banco Santander Banespa. Segundo Bacelo, contratação de estagiários e de empresas terceirizadas para executar tarefas exclusivas de profissionais do setor e demissões em massa estão se tornando uma constante nas agências do Estado e do resto do País. “Com essas ações, o Santander está promovendo uma política de desvalorização do trabalho dos bancários. Na véspera do último Natal, foram demitidos 600 funcionários do Banespa”, denuncia.
Bacelo revelou aos vereadores que durante o feriado de Páscoa o Santander planeja implantar o novo sistema de informática e convocou os cerca de cinco mil funcionários para trabalhar sem o pagamento de horas extras. Após a intervenção da Igreja Católica, através da Cúria Metropolitana, o Santander recuou e permitiu feriado na Sexta-Feira Santa e no Domingo de Páscoa. No entanto, conforme ele, o banco não abre mão de que os empregados trabalhem no Sábado de Aleluia. Os dirigentes sindicais reclamam que o recuo do banco não resolve o impasse, já que impede os funcionários de viajar e passar a Páscoa com suas famílias no interior e em outros estados.
Os bancários não concordam com a imposição de trabalho na Semana Santa e querem garantir o pagamento das horas extras para todos os funcionários, inclusive nos dois domingos que ocorreram simulações no novo sistema (19 de fevereiro e 26 de março).
Na semana passada, o Santander Banespa demitiu cerca de 100 funcionários, a maioria das agências do Banespa, em São Paulo. De acordo com Bacelo, o banco se comprometeu em analisar as dispensas. Os bancários reclamam que as demissões realizadas foram arbitrárias, dirigidas e discriminatórias, atingindo funcionários próximos à estabilidade pré-aposentadoria e também com jornada de seis horas. Eles também cobraram o compromisso assumido pelo banco em dezembro do ano passado, após as 600 demissões às vésperas do Natal, de que não haveria demissões em massa.
A assessoria de imprensa do Santander em Porto Alegre informou que o banco não vai se manifestar sobre o assunto.
Moção de solidariedade
A maioria dos vereadores presentes no plenário criticou a postura do banco e apoiou a reivindicação dos bancários. Para o vereador Raul Carrion (PCdoB), essas imposições do Santander “desrespeitam a nossa cultura e a nossa nação”. Carrion propôs uma moção de solidariedade aos trabalhadores, para que os parlamentares possam ajudar nas negociações. O documento conta com 30 assinaturas e deve ser votado na próxima quarta-feira (12/4).
Os vereadores Sofia Cavedon (PT), Bernardino Vendrúscolo (PMDB), José Ismael Heinen (PFL) e o presidente da Casa, Dr. Goulart (PDT), também manifestaram solidariedade ao sindicato.
*Com informações do site da Câmara de Vereadores

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