Felipe Uhr
O BikePoa, serviço de aluguel de bicicletas em operação há três anos na Capital, pode parar de funcionar no próximo mês. O contrato atual com a Serttel, e patrocínio do banco Itaú, expira no dia 22 de setembro e a licitação está atrasada.
Segundo o gerente de Projetos da EPTC, Antônio Vigna, o edital previsto para julho atrasou devido ao grande número de licitações. “Por isso a nossa preocupação. O serviço só continuará operando se a atual empresa ganhar o processo. Caso contrário, o BikePoa deverá voltar só no verão, devido ao tempo de instalação e de modelação do projeto para a empresa que ganhe”, afirmou Vigna.
Durante a manhã desta quarta-feira, Vigna esteve reunido com representantes da Secretaria da Fazenda para alinhar a liberação do edital que já está pronto e deve ser publicado em duas semanas.
O edital será feito via pregão eletrônico, de caráter internacional e vai ofertar aos concorrentes a operação do serviço durante cinco anos e, assim como o modelo atual, vai permitir patrocínio externo – ou seja, a empresa vencedora poderá vender publicidade para financiar as bicicletas a preços populares. Hoje o usuário pode escolher pagar R$ 5 por um passe de 24 horas ou R$ 10 por mês, com uso livre dentro do horário de operação – das 06h às 22h.
Ampliação do serviço demandará outros editais
A experiência ao longo dos três anos permitiu que a EPTC fizesse uma análise de como iria funcionar o sistema de bicicletas. Hoje se sabe que o número de bicicletas e estações disponíveis está bem abaixo do que a população precisa. “Com certeza há necessidade de ampliarmos a oferta, mas fizemos uma experiência”, pondera Vigna.
Hoje o BikePoa funciona em apenas 5 bairros da Capital, mas a licitação não vai prever a ampliação da abrangência e do número de veículos disponíveis para uso público.
Calcula-se internamente que hoje seriam necessárias 5 mil bicicletas para suprir a demanda e fazer da bicicleta uma alternativa de transporte efetiva para toda cidade.
Dados de utilização serão públicos
Com a licitação, a empresa terá também a obrigação de tornar públicos dados e estatísticas sobre o atendimento. Hoje não se tem uma ideia correta de quantas pessoas utilizam o BikePoa para lazer e para o deslocamento ao trabalho.
O que se sabe são as estações de maior viagens e também os horários em que são mais utilizados porém não há garantia exata da utilização.
Em 3 anos foram feitas mais de 680 mil viagens, entre os 150 mil cadastrados que utilizaram 400 bicicletas em 40 postos. Ao todo, Porto Alegre tem 30 km de espaços de ciclovias. A previsão da EPTC é completar o ano com 35 km implantados (menos de 10% dos 495 km previstos pelo Plano Diretor Clicloviário, que é de 2009) com a conclusão dos espaços, atualmente em obras, da Ipiranga e Edvaldo Pereira Paiva.
BikePoa pode parar em setembro
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