Brique de Ipanema é um sucesso desde a inauguração

Felipe Uhr
Quem circulou neste domingo, 6, pela orla do Guaíba no bairro Ipanema, em Porto Alegre, encontrou um movimento diferente. Havia comida artesanal (pães, bolachas, cucas e bolos), artesanato, artes plásticas e objetos antigos em quase 40 barracas na avenida Guaíba, entre as rua Laranjeiras e a avenida Jardim. Foi a estreia do Brique de Ipanema, que animou a zona Sul no primeiro domingo do mês. A organizadora foi a gestora cultural Márcia Morales, moradora do bairro desde que nasceu. “Eu já havia organizado há 10 anos o Mix Bazar Ipanema,  aqui na orla. Agora, conversando com o pessoal da Secretaria Municipal de Turismo, surgiu esta oportunidade e desde agosto viemos reunindo interessados para montar o brique”.
A partir disso, em reuniões semanais, o Brique foi sendo retirado do papel e se tornando realidade. Hoje são 40 cadastrados e as barracas divididas em quatro grupos: alimentação, artesanato, artes visuais e antiguidades.
Movimento animou expositores
Desde o início, o brique teve grande circulação de pessoas. Os expositores comemoraram a estreia e o sucesso nas vendas. Foi o caso do aposentado Neivo Moser,, que pela primeira vez estava num brique vendendo suas antiguidades compradas ao longo de muitos anos. “Lá em casa não há espaço que não tenha raridades” relata a esposa. Para ele, o movimento foi muito positivo. Moser havia sido convidado pelo amigo e também expositor Sergio Oliveira, um veterano no ramo. Ele fechou a loja que tinha na região depois de sofrer vários assaltos. Agora ele trabalha apenas em feiras e comentou os resultados positivos: “Realmente surpreendeu, já deu pra recuperar o investimento e deu até lucro”

Saboreando o mate fervido no fogãozinho de lenha, seu Neivo comemorou as vendas do Brique

Comércio ao redor também aproveita
Mas o brique não movimentou apenas o negócio dos expositores. Restaurantes e outros vendedores também aproveitaram a grande circulação de pessoas. Foi o caso do casal Alberto e Loreni  da Silva, que há 19 anos vendem cachorro quente na orla de Ipanema. “Chegamos aqui às 8 horas, arrumamos o local, tiramos o lixo e o pessoal começou a chegar”, contou Alberto, feliz com o novo Brique, que o ajudou a aumentar as vendas de cachorro-quente.
Música  boa e muita diversão
Além das exposições, o Brique trouxe outras novidades. Quem chegou por volta das 14 horas pode ouvir a música do trio de rock clássico Annie Hall Ragtime Group. O clima era de descontração. Segundo Márcia, 90% dos expositores são moradores da Zona Sul “É um brique construído com a participação conjunta de todos nós, foi muito bacana”, comentou.
Á tarde, a banda xxxxx animou quem circulou pelo Brique
À tarde, a banda Annie Hall Ragtime Group animou quem circulou pelo Brique

Todos os domingos, o brique terá a participação de expositores de fora. Neste primeiro, foram as artesãs Lizete Morales e Daiane Conforti, que fazem parte da Feira do Partenon. Daiane não conhecia a orla do Guaíba em Ipanema, achou lindo. “Estou adorando” disse ela.
O brique também animou quem gosta de ver coisas antigas. Foi o caso do professor Elimar Teixeira. Morador da zona Sul, Teixeira é frequentador assíduo do brique da Redenção e achou muito legal ter mais uma opção para achar relíquias ou antiguidades. “É sempre bom ter lugares novos pra visitar, a gente acaba conhecendo gente nova e também descobrindo coisas raras”. Mas, apesar da conversa e da barganha, acabou não levando nada. O brique de Ipanema estará em fase de teste por três meses. Estava previsto para acontecer no primeiro domingo de cada mês, mas o resultado foi tão positivo que já existe a possibilidade de se repetir na próxima semana.

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