Câmara surpreende e aumenta teto salarial dos servidores municipais

Era pra ser uma votação simples, que autorizava gratificação a secretários, cedidos de órgãos estaduais ou federais, para terem equipação salarial, já que ganhavam menos no poder municipal.
Acabou sendo a aprovação que altera o teto dos servidores municipais, ao equivalente a 90,25% do de um juiz do STF, o que representa em torno de R$ 30 mil reais.
No dia 31 de março, o prefeito Nelson Marchezan Junior publicou decreto estabelecendo que nenhum salário pago ao funcionalismo público municipal poderia ultrapassar R$ 19.477,40.
A medida afetou 570 servidores e, segundo a Prefeitura, representava uma economia de R$ 66 milhões por ano. Servidores da Secretaria da Fazenda, que foram prejudicados com o decreto, estavam presentes na Câmara e apresentaram a emenda a vereadores.
Por 23 votos a favor e 11 contra, a Câmara aprovou nesta quinta-feira a emenda que altera o teto para servidores municipais do Executivo. Uma subemenda, também aprovada, estendeu ao Legislativo o teto.
O governo ainda não calculou quanto voltará a gastar.
Segundo a Associação dos Auditores Fiscais da Receita Municipal de Porto Alegre (AIAMU), com essa emenda, o custo da folha vai aumentar R$ 22 milhões por ano.
Apenas R$ 8 milhões serão economizados. Pelos cálculos da AIAMU, a conta da Prefeitura está errada. “Não são R$ 66 milhões e sim R$ 30 milhões, está tudo no Portal da Transparência de março”, declarou o vice-presidente da Associação, Rafael Serpa.
Prefeito deve vetar emenda 
Após a votação, o líder do governo, vereador Claúdio Janta (Solidariedade), admitiu a derrota inesperada ocorrida em plenário, mas advertiu que o governo deve vetar. “Ano passado eles já haviam perdido esse tema, hoje aprovaram esse imenso prejuízo” criticou Janta. Mesmo que prefeito vete, terá que submeter o veto à Câmara.

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