As tratativas para a realização do carnaval de rua de Porto Alegre já começaram. Uma reunião realizada no Ministério Público, nesta terça-feira, 07/11, abriu as discussões sobre a realização da festa em 2018. O encontro reuniu representantes dos blocos, das produtoras envolvidas na realização da festa, dos moradores da Cidade Baixa e da Prefeitura de Porto Alegre, com a mediação da promotora de Justiça do Meio Ambiente, Annelise Monteiro Steigleder. O objetivo é definir, de forma conjunta, os detalhes para a realização do evento.
Em 2018, a Cidade Baixa terá desfiles em seis datas, a exemplo do que ocorreu em 2017. As datas serão concentradas entre o final de semana anterior ao carnaval e o seguinte. Nos últimos anos, a festa teve um grande crescimento de público, estrutura e calendário, chegando a programação completa a se estender por mais de três meses. Com menos datas no bairro, reduziram também as reclamações dos moradores.
Uma das questões a serem resolvidas nos encontros é a colisão de datas, com a possibilidade de mais de um bloco querer desfilar na mesma região em um mesmo dia. O escritório de eventos vai centralizar as solicitações de data para evitar conflitos.
As maiores preocupações dos moradores são em relação à segurança e à dispersão dos foliões após os eventos. Os blocos têm horários definidos para início e final dos desfiles, porém, quando acaba a apresentação, a festa segue e boa parte do público permanece lotando as ruas da Cidade Baixa. A Prefeitura se comprometeu a reforçar a fiscalização em relação aos ambulantes. A ausência da Brigada Militar na reunião foi cobrada por representantes dos moradores.
Para 2018, o carnaval de rua de Porto Alegre deve ter três programações paralelas. A Liga da Entidades Burlescas da Cidade Baixa vai fazer seu carnaval de forma independente. A Opinião Produtora tem um projeto aprovado na Lei de Incentivo à Cultura, do Governo do Estado, que conta com dez blocos, sendo três datas na Cidade Baixa e as demais na orla. Há ainda a Liga dos Blocos Descentralizados, que realiza seus desfiles em diversos bairros da capital.
Os representantes do bloco Deixa Falar, um dos mais antigos da Cidade Baixa, apresentaram um documento da Associação de Moradores atestando que em 2017 o desfile do bloco não causou transtornos para os moradores e fizeram sua única solicitação: manter o desfile do bloco na terça de carnaval.
Um próximo encontro está marcado para o dia 16 de novembro, no Ministério Público.
Carnaval de rua 2018: tratativas já começaram
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