Casa dos Bancários: sindicalismo e cultura

Naira Hofmeister
A partir da próxima segunda-feira, 28 de agosto, os 7 mil filiados do Sindicato dos Bancários de Porto Alegre e Região Metropolitana (SindBancários) contam com uma nova sede de atendimento. É a Casa dos Bancários, que vai concentrar os serviços de atendimento médico, jurídico e a central de relacionamentos da categoria num só local. A data da inauguração marca as comemorações pelo Dia do Bancário.
“Nos sentimos muito orgulhosos desse investimento, que não é de uso restrito dos sindicalizados, mas contribui com a cidade”, comemora o presidente do SindiBancários, Juberlei Bacelo. O prédio localizado na General Câmara, 424, a popular Rua da Ladeira, foi totalmente reformado.
A construção, formada por duas casas geminadas, recebeu cores vivas e recupera a arquitetura da década de 1920. As salas dianteiras dos quatro andares também foram restauradas e conservam o estilo do início do século XX. Em compensação, o resto da arquitetura recebeu design moderno e decoração requintada, com luminárias estilizadas e algumas paredes e pisos de vidro.
A população de Porto Alegre também poderá desfrutar dos 1840m² do prédio. Além de sede do Sindicato, terá um centro cultural com teatro, biblioteca, local para exposições e realização de oficinas de arte abertas à comunidade. Uma sala de cinema deve estar pronta até meados de 2007.
Centro Cultural será exemplo de tecnologia
O andar térreo da Casa dos Bancários vai abrigar o centro cultural, que terá como grande destaque a moderna sala de cinema, que ainda não tem previsão de funcionamento em razão da inclusão do projeto na Lei Rouanet.
“Acreditamos que até o inicio do próximo ano já tenhamos a verba, pois estamos com tratativas avançadas com algumas empresas”, revela Bacelo. Entre os candidatos a patrocinador do Cine Bancários, a Refap – Refinaria Alberto Pasqualini e a Cia Zaffari. A estimativa de custos é de R$ 800 mil para viabilizar o cinema.
O projeto do Cine Bancários inclui sala de projeção híbrida, que pode passar filmes em película e formato digital, som digital 5.1, assentos especiais para obesos e local reservado para cadeirantes. Além disso, o espaço terá palco e camarins, que poderão ser utilizados para espetáculos teatrais.
A programação do futuro cinema também será diferenciada, priorizando a exibição de produções brasileiras e gaúchas, tanto em longas, como em curtas-metragens. “Por ano, são lançados mais de 40 longas-metragens na indústria cinematográfica nacional, que não têm espaço nas salas comerciais”, avalia Cícero Aragon, presidente da Fundacine, parceira do projeto do sindicato.
Também estão localizados no andar mais baixo, a biblioteca – que conta com um acervo de mais de 7 mil volumes, em constante atualização –, salas para exposições de arte, e centro de inclusão digital, que, até setembro deve disponibilizar programas educacionais voltados à comunidade carente. Nos fundos do prédio, um café-bar começa a ser montado, com estrutura capaz de receber apresentações musicais e saraus literários.
“Além de tudo isso, colocamos toda estrutura a serviço das secretarias estadual e municipal de Cultura, Câmara Municipal e Assembléia Legislativa para realização de eventos durante o ano”, explica Juberlei Bacelo. A Feira do Livro é alvo preferencial, em vista da necessidade de espaços para a programação alternativa.
Serviços do sindicato unificados
Os três andares superiores da Casa dos Bancários serão destinados à categoria. O atendimento aos sindicalizados será realizado no segundo andar da instituição, que vai unificar os serviços de atendimento médico, jurídico e de relacionamento com filiados. Até agora, o sindicato se dividia em duas sedes, uma na Avenida Mauá e outra na Galeria Malcon. Nesse pavimento também está a churrasqueira, local de lazer para os sindicalizados, que conta com geladeira e microondas.
No segundo andar ficam as salas da direção, onde a tecnologia de ponta está por toda parte, em computadores de última geração, com tela de plasma e aparelhos multimídia. O auditório, com capacidade para 200 lugares, se divide em três salas menores, cada qual comportando cerca de 60 pessoas. Finalmente no quarto e último pavimento, construído especialmente para o projeto, um amplo salão de festas com cozinha e bar americano vai receber eventos.
SindBancários investiu R$ 2,5 milhões na obra
Os R$ 2,5 dois milhões e meio de reais investidos na recuperação do prédio e nos equipamentos das novas instalações foram totalmente tirados das mensalidades dos 7 mil filiados ao SindBancários.
“Fizemos diversas assembléias para decidir, e os bancários hoje sentem-se orgulhosos de ver essa obra realizada”, afirma o presidente Juberlei Bacelo. O projeto existe desde 2003, quando começaram as tratativas técnicas para sua realização. No final desse mesmo ano, iniciaram as reformas.
Ainda sem o orçamento de manutenção da nova sede, Juberlei Bacelo estima que a economia para o SindBancários será de cerca de R$ 5 mil ao mês: “Vamos gastar mais em segurança, mas em compensação, não teremos mais que pagar o condomínio das duas outras sedes, que sai mais de R$ 6 mil por mês”.
A manutenção não preocupa Bacelo, pois toda a instalação elétrica e hidráulica é zero quilômetro. “O sistema de iluminação também é inteligente, e a arquiteta garantiu que teremos poucos gastos com luz”, orgulha-se.
Faz parte ainda do centro cultural um projeto de memória, patrocinado pela Caixa Econômica Federal, que digitalizou todo o acervo de documentos adquirido ao longo da história do SindBancários.

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