Categoria: HOTSITE JÁ Cultura

  • Exposição coletiva na Aberto Caminhos das Artes dialoga com a 11 ª Bienal de Artes do Mercosul

    Uma das galerias mais atuantes de Porto Alegre, a Aberto Caminhos das Artes, está com uma exposição coletiva que dialoga com a 11 ª Bienal de Artes do Mercosul em curso na capital gaúcha. Trata-se da Exposição Travessias Contemporâneas ao Sul do Atlântico, com curadoria de José Francisco Alves.
    A abertura da mostra aconteceu sábado passado, 14, e o evento contou com a presença de muitos artistas e da comunidade cultural de Porto Alegre, em uma grande celebração junto a Feira do Caminho dos Antiquários, com apresentações dos músicos Paulo Dionísio e Gilberto Oliveira e o RAP de N Jay e DJ Anderson da Ultramen, ao som do vinil.
    Segundo a gestora cultural da galeria, Marla Trevisan, a exposição se apresenta especialmente como uma forma de se incorporar às atividades em torno da 11.ª Bienal do Mercosul, propiciando uma exposição paralela e com apoio cultural da Fundação Bienal,  propondo-se como forma de divulgação da produção local sobre 11.ª Bienal, O Triângulo Atlântico, o qual busca “lançar um olhar sobre o triângulo que, há mais de 500 anos, interliga os destinos da América, da África e da Europa” (Curador Alfons Hug, conforme site da 11ª Bienal do Mercosul).
    Cruzamento de produções
    “Para nós, esta aproximação com o tema vem na ideia das travessias, mas no sentido de cruzamentos entre produções da arte atual gaúcha, este território fronteiro ao sul do Oceano Atlântico, sempre pronto a olhar para o mundo, e na arte, principalmente, por meio não só da Bienal do Mercosul, mas pelo constante, abnegado e qualificado trabalho dos artistas do Rio Grande do Sul”, explica o curador José Alves.
    Os artistas participantes da mostra que produziram no Brasil e exterior, a partir de suas vidas e produções realizadas em Porto Alegre são: Dirnei Prates, Irene Santos, Leandro Machado, Marcos Porto, Paulo Chimendes, Renato Garcia e Rommulo Vieira Conceição. Para a curadoria, “os artistas comungam e cruzam certas linguagens e alguns interesses comuns; artistas que criam seus próprios universos, conectando-se ou opondo-se a situações e problemas que a arte do presente ou mesmo a situação atual nos apresenta. A exposição faz ainda uma homenagem póstuma aos grandes artistas gaúchos, J. Altair e Magliani.
    Localizado no Caminho dos Antiquários, o Aberto Caminho de Artes trabalha com a ideia de uma arte “aberta” a todas as manifestações culturais, ancoradas na arte contemporânea. Esta exposição faz parte a vocação do espaço de valorização da produção artística local, visando intercâmbio das manifestações e formas do fazer a arte, segundo a gestora Marla Trevisan.

  • Aos 97 anos, morre no Rio a sambista Ivone Lara

    A cantora e compositora Dona Ivone Lara morreu na noite de ontem (16), aos 97 anos, no Rio de Janeiro. Ela estava internada desde a última sexta-feira (13) no Centro de Tratamento e Terapia Intensiva (CTI) da Coordenação de Emergência Regional (CER), no Leblon, com um quadro de anemia.

    O corpo será velado agora de manhã na quadra da Império Serrano, sua escola do coração, em Madureira, na zona norte da cidade. O sepultamento está marcado para a tarde, no cemitério de Inhaúma.
    A Portela, outra escola tradicional de Madureira, divulgou nota chamando dona Ivone Lara de “patrimônio do Império, da Portela e da cultura brasileira”. Considerada um dos maiores nomes da música popular brasileira em todos os tempos, a cantora sempre foi muito ligada também aos compositores da Portela. Era grande amiga de Candeia, Monarco e Paulinho da Viola, por exemplo.
    Nascida em 13 de abril de 1921, no Rio de Janeiro, dona Ivone Lara compôs seu primeiro samba aos 12 anos, “Tiê, tiê”, depois de ganhar de seus primos um pássaro da espécie tiê.
    Aprendeu a tocar cavaquinho com o tio Dionísio Bento da Silva, que tocava violão de sete cordas e integrava o grupo de chorões que reunia Pixinguinha e Donga.
    Sua primeira escola de samba foi a Prazer da Serrinha, que começou a frequentar em 1945 e para quem compunha sambas que eram assinados pelo seu primo Fuleiro, devido ao preconceito contra as mulheres que existia nas agremiações naquela época.
    Enfermeira e assistente social, trabalhou com pacientes que tinham doença mental. Ingressou na Império Serrano em 1965 e gravou seu primeiro disco, “Samba minha verdade, samba minha raiz”, em 1974. Ao se aposentar da área da saúde em 1977, passou a se dedicar integralmente à música.
    Entre suas composições mais conhecidas estão Sonho meu e Acreditar, ambos em parceria com Délcio Carvalho.

  • Orquestra Camerata Florianópolis celebra o rock em versão sinfônica, no Araújo Vianna

    Em sua 25ª temporada de concertos, a Camerata Florianópolis mostra o espetáculo Rock’n Camerata em Porto Alegre, no domingo, 15, no Auditório Araújo Vianna.  Canções como Bohemian Rhapsody, do Queen, Satisfaction, The Rolling Stones – com inspiração na célebre Aria Rainha da Noite, de Mozart – são algumas das pedidas das 16 produções do set list da Camerata.
    Segundo o material de divulgação, o segredo da consagração atual da orquestra está na escolha de batidas explosivas como base de suas apresentações. Essa habilidade está bem expressa em seu show de maior sucesso nos últimos 10 anos, o Rock’n Camerata – que percorre as capitais brasileiras a partir de Porto Alegre. Aqui o público gaúcho já ovacionou a orquestra quando ela se apresentou com o cantor Lenine em 2017 e com o espetáculo Clássicos com Energia, na Redenção, em 2014.
    O Rock’n Camerata já lotou centenas de teatros e levou multidões para os concertos ao ar livre. É um projeto desenvolvido há uma década pela orquestra que presta homenagem ao mais planetário dos gêneros musicais: o rock. O concerto conta com as participações da banda de rock Brasil Papaya Instrumental e os vocalistas Daniel Galvão, Rodrigo Gnomo Mattos e a cantora de ópera Carla Domingues. A regência é do premiado maestro Jeferson Della Rocca, com arranjos especialmente criados para a ocasião pelo experiente compositor e pianista Alberto Heller. A produção de Maria Elita Pereira tem patrocínio da Intelbras através da Lei de Incentivo à Cultura – Ministério da Cultura e coprodução da Opus.
    Erudito e popular
    Della Rocca representa a ala criativa e renovadora da atual geração de maestros. A Camerata Florianópolis foi destaque no Rock in Rio 2015, onde se apresentou com o lendário guitarrista Steve Vai. Desde 2001, a orquestra vem desenvolvendo um bem elaborado programa de aproximação da música clássica com diversos outros gêneros, porque defende um conceito amplo da música erudita. “Existe apenas a música bem ou mal elaborada, então a mesma pode existir em qualquer gênero musical, inclusive nos ritmos populares”, explica o maestro.
    A orquestra busca romper o mito de que o músico erudito não “se mistura”, que é arrogante ou que não está aberto a também experimentar o novo. “Se a música africana influenciou a música brasileira, a árabe, a espanhola a de países da América, o blues e jazz composições de clássicos como Gershwin e Dvorak, por que não continuar se entregando a misturas? Certamente o resultado sempre será positivo e não existe o risco da música de cada qual deixar de existir, mas certamente o saldo da arte estar promovendo a união das pessoas de diferentes preferências é extremamente bem-vindo”, complementa.
    A junção da orquestra com a banda conta com arranjos elaborados com a intenção de não reduzir nenhum dos sujeitos em relação ao outro. A busca minimamente desejável é que a soma dos elementos de ambos os gêneros possa produzir algo novo, uma música erudita, de forma a influenciar o gosto musical do público que assistir ao espetáculo, quebrando mitos e derrubando barreiras.
    Os ingressos custam de R$ 10,00 a R$ 50,00. O DVD e Blu-ray do espetáculo, feitos pela Produtora 30 por Segundo, estarão sendo comercializados no local do evento.
    Santa Maria
    Pela primeira vez em Santa Maria, a Camerata Florianópolis leva para as terras gaúchas um Concerto de Música Clássica interpretando importantes obras para orquestra de cordas de Tchaikovsky, Grieg e Kreisler. O espetáculo terá como solista a Spalla da Camerata, Iva Giracca, que é natural da cidade e será apresentado no dia 14 de abril, a partir das 20h, no Theatro Treze de Maio. O concerto é gratuito e foi viabilizado através do patrocínio da Intelbras, via Lei Rouanet, Ministério da Cultura.
    SERVIÇO
    ROCK’N CAMERATA
    15 de Abril de 2018, às 18h
    Auditório Araújo Vianna – Avenida Osvaldo Aranha, 685 – Parque Farroupilha
    Bairro Bom Fim – Porto Alegre
    Duração: 100 minutos
     

  • Duo Siqueira Lima abre série internacional dos “Concertos Virtuosi”

    Porto Alegre receberá uma série de concertos internacionais do projeto “Concertos Virtuosi”, ao longo de 2018.  O primeiro concerto será com o Duo Siqueira Lima, um dos mais importantes duos de violões da atualidade. Formado pela uruguaia Cecília Siqueira e pelo brasileiro Fernando Lima, o duo é convidado com frequência para os principais palcos da Europa e EUA, tocando um repertório do erudito ao popular latino-americano. A apresentação será no dia 24 de abril no Theatro São Pedro, às 20h30.
    Cecília, do Uruguai, e Fernando, do Brasil, conheceram-se no II Concurso Internacional de Violão Pro-Música/SESC, em 2001, na cidade de Caxias do Sul (Brasil), quando dividiram o primeiro prêmio depois de uma concorrida disputa com violonistas de vários países. Esse evento foi decisivo para a formação do duo e também o início de uma promissora carreira interna.
    O grande sucesso internacional do Duo Siqueira Lima veio em 2009, através da publicação no YouTube de um vídeo de um arranjo a 4 mãos, num único violão, do Tico-Tico no Fubá. Arranjos a 4 mãos em violão não são novidade, mas o Duo Siqueira Lima foi o primeiro a escrever um arranjo com mãos invertidas, ou seja, enquanto um toca a melodia com a mão direita, o outro continua o movimento com a esquerda, exigindo grande sincronia. O trabalho foi postado na web e imediatamente o vídeo viralizou, lançando a carreira do duo para os principais festivais e salas de concerto do mundo, como o Lincoln Center (Nova Iorque), New World Center (Miami) e Concertgebouw (Amsterdam).
    Entrosamento perfeito
    O Duo Siqueira Lima é reconhecido pelo seu virtuosismo técnico e entrosamento perfeito, tendo sido comparado a grandes duos de violões da história, como o de Ida Presti e Alexandre Lagoya (França/Egito) e dos brasileiros Sérgio e Eduardo Abreu e Sergio e Odair Assad.
    De acordo com Ederson Urias, o diretor da série Concertos Virtuosi: “É sempre um prazer trabalhar com o Duo Siqueira Lima. Além de ótimos instrumentistas, eles são muito carismáticos e atraem grande público por onde passam. Nós já os trouxemos para Belo Horizonte e a procura foi tão grande, que umas 100 pessoas tiveram que voltar para casa sem ingresso. Certamente será um sucesso em Porto Alegre também”.
    A total dedicação ao instrumento rendeu até o momento cinco álbuns, sendo os mais recentes lançados pelos selos GHA Records (Bélgica) e GuitarCoop (Brasil). O CD The Art of Duo Siqueira Lima – onde interpretam obras de Granados, Oswald, Villa-Lobos, Piazzolla e Paschoal – reverberou internacionalmente, sendo considerado pela revista francesa Guitare Classique como um dos melhores álbuns de violão do ano de 2016
    Serviço:
    Local: Theatro São Pedro;
    Dia: 24/04;
    Horário: 20:30;
    Ingressos: Entre R$ 30,00 e R$ 120,00;
    Vendas: no site do theatro São Pedro.
     

  • 11 ª Bienal de Artes do Mercosul destaca a produção do "Triângulo Atlântico"

    Higino Barros
    Abre a partir dessa sexta-feira, 06/05, para o público mais uma edição da Bienal de Artes do Mercosul. É a décima primeira vez que o evento é realizado. Agora numa versão bem menos grandiosa do que as primeiras edições, mas não menos ambiciosa, segundo seus realizadores. Em um momento que as atividades envolvendo gastos com a área cultural estão sendo reduzidas em todo o País, principalmente no Rio Grande do Sul, a versão atual da Bienal tem o custo de R$ 5 milhões, dinheiro investido na amostragem da arte contemporânea do continente africano, europeu e sul-americano.
    O evento acontece de seis de abril a três de junho e exibe trabalhos de 77 artistas. Sendo 21 da África, 19 do Brasil, 20 da América do Sul, 11 da Europa e seis da América do Norte. As obras estão exibidas no MARGS, Memorial do Rio Grande do Sul, Santander Cultural, Igreja Nossa Senhora das Dores, Comunidade Quilombola do Areal e Casa 6, em Pelotas.
    Sob o tema “O Triângulo Atlântico”, a proposta para o evento é lançar um olhar sobre o espaço atlântico. “Pela força poética em diálogo com a história, a exposição constrói uma linha de pensamento que aborda problemáticas relativas à miscigenação oceânica em encontro com as artes. Com o olhar atentos aos fluxos migratórios – sejam estes de natureza voluntária, ou em sua maioria involuntária, se busca compreender a relação entre o indivíduo e sociedade estabelecida a partir da travessia do Atlântico, do comportamento humano e de sua organização. Sob a perspectiva cultural, a diáspora do Atlântico Negro levou a um intenso trânsito de religiões, idiomas, tecnologias e artes”, sinalizam os curadores da mostra.
    Ligações escassas

    Obras em exposição no Margs / Ricardo Stricher / JÁ

    O curador chefe da Bienal, Alfons Hug, destacou na apresentação do evento, a espécie de dívida que a sociedade brasileira e a gaúcha em particular, tem com as populações oriundas da África, “já que as ligações culturais entre o Atlântico Sul são escassas e as relações uma acumulação de cataclismos, possibilitando um depósito de memórias”.
    Hug destaca a parcela de trabalhadores escravos nas charqueadas no Rio Grande do Sul, constituindo-se 30% da população, maior do que as registradas na época, em Salvador e Rio de Janeiro. Testemunho dessa presença, até hoje, é a existência de 130 quilombos no Estado, sendo seis localizados em Porto Alegre. Por conta dessa história, em Pelotas também haverá exposição da 11 ª Bienal do Mercosul.
    A Bienal traz também a participação de artistas indígenas, em instalação na Igreja Nossa Senhora das Dores, em conjunto com artistas nigerianos.
    Para saber mais sobre programação da 11ª Bienal de Artes do Mercosul consulte o site ou a página do Facebook.
    Obra fotográfica em exposição no Margs / Ricardo Stricher / JÁ

    Ricardo Stricher / Jornal JÁ

  • Mestres do budismo se reúnem em Porto Alegre

    Três mestres do budismo no Rio Grande do Sul participam das comemorações do primeiro ano de atividades do Instituto Zen Maitreya, o mais novo centro budista de Porto Alegre, localizado na rua Riachuelo, 305.
    “O budismo que queremos” é o tema do painel com o Lama Padma Samten, Monge Dengaku e o Monge Seikaku.
    Será no domingo, 8 de abril, a partir das 15 horas.
    “Junto às comemorações do nascimento de Buda, celebramos o primeiro ano de atividades do Instituto”, diz o filósofo Celso Marques, coordenador do centro.
    PROGRAMAÇÃO
    08 de abril, DOMINGO
    15:00 Recepção dos convidados,
    15:30 ZAZEN,
    16:00  Apresentação Monge Seikaku
    MAITREYA
    O Buda do Futuro
    16:15 Painel com Lama Padma Samten, Monge Dengaku e Monge Seikaku.
    QUAL O BUDISMO QUE QUEREMOS?
    O que estamos fazendo aqui? O que realmente queremos?
    Contribuição sugerida: R$35,00
    (As contribuições são a única e tradicional forma de sustentação dos centros budistas — oferecer sustento é uma prática direta de compaixão e generosidade.)
    TODOS SÃO MUITO BEM VINDOS.
    GASSHO!

  • Museu Antropológico do RS marca seus 40 anos com exposição do acervo

    O Museu Antropológico do Rio Grande do Sul (Mars), sediado no Memorial do Rio Grande do Sul, destaca quatro décadas de existência com a mostra ‘Museu Antropológico do Rio Grande do Sul (1978-2018): 40 anos pesquisando a diversidade étnica’. O evento apresenta peças representativas do acervo etnográfico e arqueológico da instituição. A mostra começa na quarta-feira (4) e vai até 6 de maio, na Sala do Tesouro, com entrada franca.
    O público pode conferir materiais com as seguintes temáticas: etnologia indígena (Kaingang e Guarani), indumentária litúrgica da igreja católica, religiosidade afro-brasileira, peças representativas das tradições arqueológicas do estado, além de maquetes de arquitetura colonial açoriana, alemã e italiana.
    A exposição traz também um breve histórico das ações desenvolvidas ao longo da trajetória da instituição, entre 1978 e 2018, como trabalhos de campo em arqueologia, exposições, seminários, atividades de extensão e publicações diversas.
    O evento pretende restabelecer parcerias com instituições de memória para fortalecer a integrar o Mars no circuito cultural do Centro Histórico de Porto Alegre. A realização é da equipe do Museu Antropológico e conta com apoio do Memorial do RS, do Arquivo Histórico do RS (AHRS) e da Associação dos Amigos do Museu Antropológico do Rio Grande do Sul (Assomars).
    SERVIÇO
    O quê: Museu Antropológico do Rio Grande do Sul (1978-2018): 40 anos pesquisando a diversidade étnica;
    Quando: De 4 de abril a 6 de maio; de terça-feira a sábado, das 10h às 18h; domingos e feriados, das 13h às 17h;
    Onde: Memorial do Rio Grande do Sul, na Sala do Tesouro (Praça da Alfândega, Centro Histórico de Porto Alegre).

  • Camerata Florianópolis mostra seu lado rock no Araújo Vianna, dia 15 de abril

    O Espetáculo Rock’n Camerata chega à cidade que sempre gostou da mistura de rock com arranjos sinfônicos. O projeto catarinense que já lotou teatros em vários estados e cativou público para os concertos ao ar livre, será mostrado em Porto Alegre no dia 15 de abril, no Auditório Araújo Vianna, a partir das 18h.

    No repertório grandes sucessos do Led Zeppelin, Queen, Black Sabbath, Rolling Stones, Mettalica, AC/DC, Deep Purple, e até arranjos de temas da música clássica e opera com a Sinfonia 9 de Beethoven e Cosi fan tutte de Mozart.

    O Rock’n Camerata é um projeto desenvolvido pela orquestra Camerata Florianópolis durante os últimos 10 anos, e presta uma homenagem ao mais planetário dos gêneros musicais: o rock.

    O concerto conta com a participação da banda de rock Brasil Papaya Instrumental e os vocalistas Daniel Galvão, Rodrigo Gnomo Mattos e a cantora de ópera Carla Domingues. A regência fica por conta do maestro Jeferson Della Rocca e os arranjos especiais criados para cada música, são do experiente compositor e pianista Alberto Heller.

     A Camerata Florianópolis foi destaque quando participou do Rock in Rio 2015, onde se apresentou com a lenda da guitarra Steve Vai, um dos melhores guitarristas do planeta. Desde 2001, a orquestra vem desenvolvendo um programa de aproximação da música clássica com diversos outros gêneros, porque defende um conceito amplo acerca do conceito de música erudita. “Existe apenas a música bem ou mal elaborada, então a mesma pode existir em qualquer gênero musical, inclusive nos ritmos populares”, explica o maestro Jeferson Della Rocca. A última vez que a orquestra se apresentou em Porto Alegre foi em 2017, ao lado do cantor Lenine.

    Rompendo mito

    A orquestra busca romper o mito de que o músico erudito não “se mistura”, que é arrogante ou que não está aberto a também experimentar o novo. “Se a música africana influenciou a música brasileira, a árabe a espanhola, a espanhola a de países da América, o blues e jazz composições de clássicos como Gershwin e Dvorak, porque não continuar se entregando a misturas. Certamente o resultado sempre será positivo e não existe o risco da música de cada qual deixar de existir, mas certamente o saldo da arte estar promovendo a união das pessoas de diferentes preferências é extremamente bem vindo”, complementa o maestro.

    A junção da orquestra com a banda conta com arranjos elaborados com a intenção de não reduzir nenhum dos sujeitos em relação ao outro. A busca minimamente desejável é que a soma dos elementos de ambos os gêneros, possa produzir algo novo, uma música erudita, de forma a influenciar o gosto musical do público que assistir ao espetáculo, quebrando mitos e derrubando barreiras.

    Os ingressos estão sendo vendidos pelo site IngressoRápido, com preços populares que vão de 10,00 a 50,00 reais. O DVD e Blu-ray do espetáculo estará sendo comercializado no local do evento. A produção do espetáculo é de Maria Elita Pereira.

    FICHA TÉCNICA

    ROCK’N CAMERATA

    Maestro: Jeferson Della Rocca

    Banda: Eduardo Pimentel e Renato Pimentel (guitarras) / Baba Junior (baixo elétrico) / Rodrigo Paiva (bateria), / Marcio Bicaco (Percussão) Alberto Heller (teclado)

    Vocalistas: Daniel Galvão, Carla Domingues e Rodrigo Gnomo Matos

    Arranjos: Alberto Heller

    Produção: Maria Elita Pereira

    Realização: Camerata Florianópolis

    SERVIÇO

    ROCK’N CAMERATA

    Quando: 15 de Abril de 2018;

    Hora: 18hr;

    Onde: Auditório Araújo Vianna – Avenida Osvaldo Aranha, 685 – Parque Farroupilha – Bairro Bom Fim – Porto Alegre/RS;

    Duração: 100 minutos;

    Classificação: Livre.

    Ingressos:

    Plateia Alta Lateral: 20,00

    Plateia Alta Central: 30,00

    Plateia Baixa Lateral: 20,00

    Plateia Baixa Central: 40,00

    Plateia Gold: 50,00

    Venda online: www.ingressorapido.com.br

    Programa:

    1 – Sinfonia 9- Mov. 4 – Ludvig van Beethoven

    2- Don’t Stop Believing – Journey

    3 – Bohemian Rhapsody – Queen

    4 – Smoke on the Water – Deep Purple

    5 – Stairway to Heaven  – Led Zeppelin

    6 – Have You Ever Seen The Rain – Creedence

    7 – Aria da Opera “O Rapto no Serralho” – Wolfgang Amadeus Mozart

    8 –  Heaven and Hell Black Sabbath

    9 – Stargazer  – Rainbow

    10 – O Voo do Besouro   – Rimsky Korsakov

    11 – Mr. Crowley – Ozzy Osborne

    12 – Satisfaction / Aria Rainha da Noite – The Rolling Stones / Mozart

    13 – Sweet Child O’mine – Guns’n Roses

    14 – Enter Sandman – Methalica

    15 – Phantom of Opera – Nightwish

    16 – Highway to Hell – AC/DC

  • Sem data definida, Carnaval de Porto Alegre vive na incerteza

    O carnaval de Porto Alegre vive tempos de incertezas. Em 2017, as escolas desfilaram fora do período do carnaval, no final de março. Neste ano, o desfile das agremiações foi cancelado duas vezes. Onze escolas desfilariam pela Avenida Edvaldo Pereira Paiva, a Beira-Rio, na noite de 24 de março.
    Pela primeira vez, o desfile não seria competitivo, com a estrutura reduzida a uma espécie de muamba. O evento foi cancelado na véspera, em função da previsão de mau tempo. Em nota, as ligas das escolas de samba afirmam que divulgarão nova data.
    A exemplo de 2017, a Prefeitura cortou os recursos para o carnaval. Para o diretor de carnaval da Imperadores do Samba, Érico Leotti, a verba repassada pelo município é fundamental e está prevista em lei. Ele reconhece, porém, a crise e diz que o evento tem que ser feito a três. “Tem que ter o fomento do Poder Público, porque o carnaval tem um cunho social e o retorno que ele dá não é só financeiro, precisamos trazer a iniciativa privada, para investir no evento, e o próprio carnaval também tem que lamber suas feridas e se reciclar, em termos de gestão.”
    Érico foi coordenador de manifestações populares da Secretaria Municipal de Cultura nos primeiros quatro meses da gestão Marchezan, indicado pelo secretário de cultura Luciano Alabarse, com quem trabalhou na prefeitura de Canoas. Ele afirma que deixou o governo pois não havia um direcionamento de gestão pública para o carnaval. “O campo pra discussão destas questões vai ser daqui a dois anos no período eleitoral, onde temos que botar um projeto que respeite a cultura popular. Até lá é resistência”, define.
    As incertezas vividas pelas escolas frustram quem trabalha pelo carnaval durante o ano todo. Como Tatielle Faria da escola Dançando pro Amanhã. Tatielle, que carregou por doze anos o estandarte da Estado Maior da Restinga, ensina a crianças e adolescentes esta arte, que é uma peculiaridade do carnaval porto-alegrense.
    Em 2017, o Porto Seco foi interditado na noite da sexta-feira, quando desfilariam suas alunas. “Aquelas crianças se preparam o ano todo, chega no dia e o sonho delas simplesmente termina”, lamenta Tatielle.
    Este ano o projeto fez uma parceria para desfilar com a Imperadores do Samba. Tatielle já começa a preparar o reinício das aulas para abril, ainda sem saber como será o próximo ano. “Eu estou criando elas para o futuro do carnaval de Porto Alegre. Mas agora a gente nem sabe se vai ter futuro, se no ano que vem vamos ter carnaval.”
    Uma saída defendida pela gestão municipal e parte dos carnavalescos é uma parceria público-privada com alguma produtora que mantenha o Porto Seco e invista no carnaval em troca do uso do espaço ao longo do ano. Enquanto não há definições sobre o futuro, o carnaval e os carnavalescos de Porto Alegre resistem.

  • Dois shows na Paraíba marcam a volta de Geraldo Vandré, 50 anos depois

    O auditorio do espaço cultural Menino de Engenho, em João Pessoa, de 570 lugares foi pequeno  para o público que foi por duas noites (21 e 22)  ver a volta do cantor e compositor Geraldo Vandré, que não se apresentava no Brasil desde 1968.
    A distribuição de ingressos levou não mais do que meia hora. Muitos queriam que a apresentação fosse no Teatro Pedra do Reino, que tem capacidade para 3 mil pessoas, mas o local foi uma escolha do artista: o paraibano Geraldo Vandré, que cantou profissionalmente no Brasil pela última vez em 13 de dezembro de 1968.
    Reproduzimos trechos da reportagem de Vitor Nuzzi para a RBA:
    “Foi no mesmo dia do AI-5, que marcou o início do período mais violento da ditadura. Vandré e seu grupo na época, o Quarteto Livre (Franklin da Flauta, Geraldo Azevedo, Naná Vasconcelos e Nelson Ângelo), tinham ainda uma apresentação marcada para Brasília, no dia 14, que obviamente não aconteceu.
    Desde então, Geraldo Vandré subiu em alguns palcos, mas sem cantar, o que só aconteceu no Paraguai, também na década de 1980.
    Às 20h47 da quinta-feira (22), 17 minutos depois do horário previsto, inteiramente de branco e aplaudido de pé, Vandré surge ao lado da cantora e pianista paulista Beatriz Malnic, que desde 1986 mora nos Estados Unidos e é parceira do compositor nas cantilenas interpretadas ao piano.
    Veio especialmente para o recital. Beatriz está toda de vermelho. O músico Alquimides Daera, violonista, outro parceiro, veste preto. Branco, vermelho e preto são as cores da bandeira paraibana.
    Vandré agradece Beatriz pelas composições. “Suas mãos, seu coração e seu sentimento tornaram possível que eu pudesse assim expressar-me”, diz ao público. A mesma pianista, na época com o pseudônimo de Ismaela, dado por Vandré, havia tocado essas mesmas peças na Biblioteca Municipal de São Paulo, em 1987, na presença do compositor.
    Mas a primeira da noite é Canta Maotina, uma parceria com Di Melo, gravada pelo pernambucano no álbum Imorrível, de 2015. Uma letra com palavras inventadas, com sonoridade latina, cantada por Vandré e Beatriz.
    Vandré, 82 anos, cantou esta e mais três por ele nunca gravadas, em sua voz de timbre preservado, com arranjos de Jorge Ribbas: FabianaMensageira (para a bandeira da Paraíba) e À Minha Pátria, novo nome da canção originalmente conhecida como Pátria Amada, Idolatrada, Salve, Salve, composta por Vandré e Manduka e vencedora do Festival de Água Dulce, no Peru, em fevereiro de 1972, cantada por Manduka e pela venezuelana Soledad Bravo.
    Se é pra dizer adeus
    Pra não te ver jamais
    Eu, que dos filhos teus,
    Fui te querer demais
    No verso que hoje chora
    Pra te fazer capaz
    Da dor que me devora
    Quero dizer-te mais
    Que além de adeus agora
    Eu te prometo em paz
    Levar comigo agora
    O amor demais
     

    Com a exclusão da emblemática Disparada, apenas uma canção é realmente conhecida do grande público. Mais do que um canção, já chamada de Marselhesa brasileira por Millôr Fernandes e de hino nacional por Mário Pedrosa, atravessou gerações, mentes e corações, com versos imortalizados desde 1968, quando, depois da cantada para uma multidão no Maracanãzinho, no Rio de Janeiro, ganhou as escolas, ruas, campos e construções.

    Pra não dizer que não falei de flores (Caminhando) é interpretada pela Orquestra Sinfônica e pelo Coro Sinfônico da Paraíba, regidos pelo maestro Luiz Carlos Durier, que tinha 8 anos quando a canção foi composta por Vandré. No púlpito, ressalta a força da composição, que o tornou uma pessoa “mais politizada”. A surpresa e a maior emoção da noite virão em seguida, quando o próprio autor começa a cantar sua obra, acompanhado pelo público.

    O produtor Darlan Ferreira, outro responsável pela empreitada, traz uma bandeira brasileira, que Vandré segura, levanta e exibe ao público, sob aplausos. À distância, nem todos podem ver, mas o pavilhão nacional não traz os dizeres Ordem e Progresso, mas o verso Somos Todos Iguais. Logo depois, surge o inevitável grito “Fora, Temer”, presente em todos os shows da atual temporada de Chico Buarque.

    Entre os admiradores ou curiosos, contemporâneos de Vandré, familiares – como uma tia de 100 anos – e vários jovens, principalmente na segunda noite. Um grupo deles fica sentado no chão, à beira do palco, tomando vinho em garrafa plástica. Um deles confessa seu espanto com a extensão da obra do compositor. “Conforme eu fui vendo, eu falava ‘ah, a música é dele’, tá ligado?”, diz aos colegas, enquanto a apresentação não começa. Desta vez, o espetáculo vai se iniciar às 20h50. E o público tem muitas músicas para pedir, se pudesse. Uma rápida consulta revela preferências por Canção NordestinaRéquiem para MatragaPorta-EstandarteLadainha, Pequeno Concerto que Ficou Canção… O repertório é grande para quem pensa que Vandré fez apenas uma ou duas canções. E tem inéditas.

    Na primeira noite, na segunda fileira, está o governador Ricardo Coutinho (PSB), que Vandré levará ao palco para agradecer pelo convite feito há quase três anos. Foi em 2015 que a ideia do recital começou a criar forma. Naquele ano, o artista voltou à Paraíba, depois de duas décadas, para ser homenageado no Fest Aruanda, tradicional festival do audiovisual organizado no estado. Ali ele começou a cogitar um retorno definitivo à terra natal – Geraldo Pedrosa de Araújo Dias nasceu em João Pessoa em 12 de setembro de 1935. Saiu de lá aos 17 anos, em 1952. Estudou em Nazaré da Mata (PE), Juiz de Fora (MG), formou-se em Direito no Rio de Janeiro e foi fazer arte.

    Canções de protesto

    Enquanto Beatriz Malnic toca as peças para piano, Vandré se afasta, olha as páginas do roteiro, senta-se, levanta, posiciona-se à esquerda da intérprete, em pé (gesto que não repetirá na segunda noite), sai durante quase 10 minutos. Na volta, agradece ao secretário Lau Siqueira e sua equipe, “que me cercaram de atenções e amizade”. No recital de sexta (24), acrescentará às citações o maestro Durier, o arranjador Ribas, a Sinfônica, o Coro, o produtor Darlan e o violinista Daera.

    Na noite de estreia, Vandré fará um agradecimento especial a uma pessoa por quem diz ter amizade extrema: o capitão de mar e guerra Claudio José da Matta, reformado, que viajou de Salvador para prestigiá-lo. Uma pessoa ligada à produção conta que o militar foi consultado informalmente sobre os dizeres da bandeira, que veio de Campina Grande. A saudação a um oficial da Marinha, os versos de Fabiana (em homenagem à Força Aérea) e de Marina Marinheira (para a Marinha) certamente causará mais espanto a quem vê Vandré como um opositor das Forças Armadas. Durante anos, ele tentou várias vezes explicar que sua música mais célebre não era um libelo contra os militares. Definiu-a como uma “crônica da realidade”.

    Foi um evento cercado de cuidados, para satisfazer as exigências do artista. Na véspera, um apagão que atingiu grande parte da região Nordeste levou os organizadores a arrumar dois geradores para evitar surpresas de última hora. Durante os ensaios dos últimos três meses, por motivos diversos, não foram poucas as vezes em que se temeu pelo cancelamento.

    Mas aconteceu, e Vandré voltou a cantar no Brasil, com sorrisos e um pouco de humor. Logo no começo da segunda noite, o microfone falhou e, em seguida, ele acusou a falta do roteiro, sem deixar de ir em frente. “Ninguém tem pressa aqui. Quem tem pressa não pode voar. É desastre na certa.”

    Na véspera das apresentações, ele até participou de uma entrevista coletiva – disse ter reservas à expressão “canção de protesto”, carimbo posto pela mídia e que marcou profundamente a sua trajetória profissional, finda em 1968. Criticou o que considera falta de espaço para a música popular nos meios de comunicação de massa. Em outras conversas, usou expressões mais duras para referir-se à decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), em julgamento de 2015, de liberar as chamadas biografias não autorizadas.

    No final da segunda apresentação, ainda mais concorrida que a primeira, houve um incidente, justamente na interpretação de Caminhando. Vandré acaba de agradecer ao secretário da Cultura, ao governador, à família, “que emprestou-me, como sempre, o seu apoio”, e a todos os profissionais responsáveis pelo evento, revelando “orgulho e felicidade deste instante único”. De repente, um grupo abre faixa de apoio à vereadora carioca Marielle Franco, assassinada no último dia 14 – antes da apresentação, um manifesto havia sido distribuído à plateia. O ato inesperado surpreende a produção e irrita o artista, que retira os manifestantes e se despede. Sai do palco às 22h25, acenando.

    A polêmica, um tanto comum quando se fala em Vandré, chega rapidamente às redes sociais, com manifestações favoráveis, na maioria, e algumas críticas. O episódio impede o que seria o provável auge da noite: a apresentação de Disparada, outro sucesso imortal, de 1966, em parceria com Theo de Barros.

    Na entrevista coletiva, uma das perguntas foi sobre sua tendência política. A resposta veio no seu estilo enigmático. “Na mão esquerda trago uma certeza. Na mão direita, uma garantia. Atenção: às vezes eu troco de mão.”

    Ele parece feliz, jovial. Há muitos anos, disse que aqueles que cuidam da beleza têm função secundária na sociedade, dentro de padrões de “utilidade social”, mas observou que sem a beleza não existe “o homem feliz”.

    Depois das apresentações, recebe fãs e amigos no camarim, tira fotos e dá autógrafos. Em sua João Pessoa, gosta de passar boa parte do tempo olhando para o oceano, sentado diante de teu mar, como diz no poema Isso não muda. No próximo domingo (1º), participará do relançamento de Cantos Intermediários de Benvirá, livro de poesias publicado no Chile em julho de 1973, um mês antes de seu retorno ao Brasil, depois de quatro anos e meio de ausência forçada, período durante o qual andou pela América do Sul, África e Europa, com moradia, principalmente, no Chile e na França.

    E agora? Choveram convites para levar o “show” pelo país afora. Os companheiros de projeto se animam. Daera tem expectativa de preparar um CD. “Uma honra e uma alegria muito grande poder contribuir e interagir musicalmente com o filósofo Geraldo Vandré, cuja obra de rara beleza representa um grande amor pela arte musical, pela vida e pela pátria! Que este retorno seja estímulo para que as muitas belas canções, ainda desconhecidas, sejam produzidas e que encantem as novas gerações. Arte sincera em importante momento no nosso país”, escreveu Jorge Ribbas.

    O maestro Durier saiu com sensação de dever cumprido, lembrando que a Sinfônica tem “atenção forte” com a chamada MPB. “Senti que poderíamos ter feito muito mais. Mas valeu a pena  reviver Geraldo Vandré, principalmente motivados com a nossa triste situação política atual. O concerto nos levou e grandes reflexões.”

    O artista avisou que sua volta é “circunscrita à Paraíba”. Transmitido ao vivo pela Rádio Tabajara, o recital deve virar DVD.

    E aos muitos amigos que aqui vão chegar
    Procurando abrigo pra continuar,
    Digam, sem temores, depois de ajudar
    Que um pouco adiante, em qualquer lugar,
    Tem calor da gente e amor a esperar
    Que eu levei bastante pra sempre plantar.