Pedro Longes e Cruz & Jobim celebram a musicalidade latino-americana, no Amadeus Lounge

O músico Pedro Longes e o duo Cruz & Jobim celebram a amizade, a poesia e a musicalidade latino-americana em show neste sábado, dia 22 de dezembro. A partir das 22h, os músicos, que integram a nova geração de compositores gaúchos, encerram a sua temporada de apresentações 2018 interpretando canções do disco “Longes canta Spinetta” e  “Desencontro” – lançados neste ano. A exibição acontece no Amadeus Lounge (Rua Octávio Corrêa, 39 –  2º andar) e os ingressos custam R$20, à venda no local, no dia do evento.

O show começa com músicas do disco “Longes Canta Spinetta” de Pedro Longes. No trabalho, ele segue sua conexão musical celebrando um dos maiores nomes da música argentina e latino-americana: Luis Alberto Spinetta. Produzido e gravado em Santiago do Chile, o álbum mostra uma outra faceta de Pedro como artista, ao rearranjar e interpretar em português oito canções de Spinetta de forma poética, lúdica e intimista.

O duo é a segunda atração da noite. Foto: Créditos Bruno Duluoz /Divulgação

Na sequência, o duo Cruz & Jobim apresenta composições do disco “Desencontro”. O trabalho traz dez canções assinadas pela dupla, formada por Jean Cruz e Marcos Jobim, e passeia pelos gêneros do samba-canção, da bossa nova e do world music, flertando com a tradição e a vanguarda. O duo será acompanhado pelos músicos Texo Cabral (flauta/harmônica/assovio), Marcelo Pimentel (percussão/sonoplastia) e Felipe Magrinelli (guitarra, lap steel e dobro). “Desencontro” , que teve as vozes, o violão e a percussão gravadas ao vivo em estúdio, foi produzido em parceria com o Estúdio Soma, sob a concepção estética de Ana Rebelo e a produção musical de Felipe Magrinelli.

SERVIÇO

Show de Pedro Longes e Cruz & Jobim

Sábado, 22 de dezembro

Horário: 22h

Amadeus Lounge (Rua Octávio Corrêa, 39 –  2º andar)

Ingressos: R$20, à venda no local, no dia do evento.

Johnny O'Donnell mostra seu "groove" ao lado dos The Exterminadores, no Café Fon Fon

Johnny O’Donnell and The Exterminadores tocam pela primeira vez em sua recém-adotada casa em Porto Alegre, o Café Fon Fon, neste sábado, dia 22 , às 21h30min. Natural de Nova Orleans, o cantor, compositor e guitarrista norte-americano promete fazer uma jornada através da história e da geografia, o que inclui os pântanos da Louisiana, os ritmos crioulos do Caribe, osdark jazz lounges, o antigo romance de Hollywood e muita fantasia. Todos esses ingredientes são o que entram nos pratos das composições originais. As músicas que serão apresentadas pertencem aos mais de 12 álbuns que O’Donnell lançou ao longo dos anos. Inclui, ainda, alguns títulos de compositores similares ao camaleão (do Brasil e dos Estados Unidos).

Escrevendo, compondo, organizando e produzindo música em Los Angeles nos últimos dez anos e excursionando pela Europa antes disso, como parte do grupo glam-rock do Holy Ghost Revival (Sony Records), as colaborações de O’Donnell exemplificam sua trajetória global. Arranjos com Van Dyke Parks (Beach Boys), produzindo discos com Gordon Rafael (The Strokes) e compondo música para múltiplas indústrias através de gêneros (pop, electro, jazz, soul e funk), O’Donnell lançou uma série de álbuns criticamente elogiados nos últimos 15 anos.

Liderados pela diretora musical, pianista e empresária Bethy Krieger, aliada aos ritmos de Edu Mereilles (baixo) e Bruno Neves (bateria / percussão), Johnny O’Donnell and The Exterminadores pretendem “trazer o glamour, os ritmos acrobáticos, o mistério sombrio da Louisiana e as sensibilites dos cantores e compositores dos anos 70, como Harry Nilsson, Leon Russel e David Bowie, ao ambiente íntimo do Café Fon Fon”.

SERVIÇO:

Johnny O’Donnell and The Exterminadores (Bethy Krieger, Edu Mereilles e Bruno Neves)  

Sábado, dia 22,  às 21h30min, com dois blocos de 40 min., cada.

Café Fon Fon (Rua Vieira de Castro, n° 22, Farroupilha), Porto Alegre

Couvert artístico ao preço de R$ 30,00 antecipados e R$ 40,00 na hora.

Reservas pelo fone (51) 998807689. Para comprar, sem sair de casa: baixe o aplicativo e faça sua aquisição em um dos links abaixo:

Rasga Coração, o filme,  fiel a peça de Vianinha

Francisco Ribeiro 
           O conflito de gerações, tema central da peça Rasga coração – escrita por Oduvaldo Viana Filho (1936-1974), o Vianinha, nos anos de chumbo da ditadura militar –, ganha atualização na adaptação fílmica de Jorge Furtado sem, contudo, perder o vigor do texto original. Vianinha escreveu Rasga coração nos dois últimos anos de sua curta vida, abreviada por um câncer pulmonar. Morreu sem vê-la encenada.
A peça compreende um período histórico de 40 anos. Dos anos 1930 ao começo da década de 1970. Da era Vargas ao pós-1968. Um abismo de tempo, mas onde ainda era fácil uma geração entender a precedente. Assim, Custódio Manhães, ou melhor, Manguari Pistolão, um comunista old school no estilo do velho partidão tem problemas de relacionamento com o filho, Luca, um adolescente neo-hippie, adepto da macrobiótica e para quem o único engajamento possível é a defesa do meio ambiente.
A peça, devido à censura, só foi liberada em 1979, já em plena “Abertura” e volta dos exilados. Teve a sua primeira montagem em 1979, com atuações, entre outros, de Raul Cortez e Vera Holtz. Foi um arraso. Ficou um tempão em cartaz, apresentações por vários palcos através do país, marcando, como Furtado, todos que a viram, graças, principalmente, a exuberante performance de Cortez no papel de Manguari Pistolão. Inesquecível.
O filme
           
Há vários tipos de adaptação, da mais fidedigna, quase uma ilustração da concepção original – romance, conto, peça – a outras (tipo baseado em, ou inspirado em) que de tão livres só tem de comum com a fonte o título, às vezes nem isso. Furtado, além de respeitar as intenções de Vianinha manteve, algo comum na adaptação de textos teatrais, boa parte dos diálogos da peça. Também utiliza a mesma estratégia do autor para viajar do presente ao passado através das comparações que Manguari (Marco Ricca) faz entre ele e Luca (Chay Suede) em situações análogas. Seja através dos conflitos com o pai (Nélson Diniz), ou do contraponto efetuado pelo amigo morto, Lorde Bundinha (George Sauma), um ser anárquico, pândego, devasso, artista, meio dândi, meio lúmpen.
Respeitado o essencial, Furtado contextualizou as ações para entre a virada dos anos 60-70 do século passado (flashback) à segunda década deste. O mundo é outro, a cidade ficou violentíssima e a cena, vista da janela, do corpo e do sangue na calçada de Copacabana passa longe de ser uma simples metáfora do Rio de Janeiro atual. Mas o mundo continua cheio de boas causas para lutar: sociais, caso de Manguari; ambientais, no de Luca, que passou de macrobiótico a vegano na versão cinematográfica.
Há outras mudanças. Não escapou da atualização de Furtado um certo  olhar sobre a polêmica questão de gênero. Nisto, Luca tem como cúmplice Mil (Luisa Arraes), a namorada, que se veste como homem, enquanto ele, ao longo da história, vai adquirindo cada vez mais trejeitos femininos, pinta as unhas e termina vestido num saiote oriental. Esta “transgressão” indumentária substitui o cabelo comprido de Luca no texto de Vianinha como origem do futuro confronto.
A conduta “desviante” segue a repressão institucional, pois, segundo a visão reacionária, conservadora do diretor da escola, a “licenciosidade” dos alunos – roupas, drogas, sexo – conduzirão, se continuar, o estabelecimento aquilo que a geração de Manguari chamava de frege, bagunça. O protesto estudantil eclode e o velho Manguari, mesmo sem imaginar que o filho se torne um bolchevique, vê com simpatia o movimento e adere como braço auxiliar, embora discorde das táticas.
Soa sempre engraçado a maneira como as novas gerações olham as velhas. No filme, Manguari escreve um plano de ações que lido por Mil na assembléia estudantil é caçoado por parecer um roteiro turístico. Não importa, vale a postura combativa, a capacidade imorredoura da sociedade, ou uma parte dela, de num determinado momento mandar a classe dirigente a merda, se organizar, sair para as ruas.
Furtado, numa entrevista, disse ter percebido que Rasga coração ganhara atualidade durante as Jornadas de Junho, em 2013, quando jovens de todo o país saíram às ruas, inicialmente, em protesto contra o aumento de 20 centavos da passagem de ônibus. O movimento ganhou amplitude e serviu de batismo político para muita gente. Mostrou que a capacidade de contestar não estava anestesiada.
Mas em Rasga coração o quesito alienação versus conscientização é mais complicado. Luca, de uma postura reivindicatória e radical, muda para outra, alternativa. Ela é incompreensível para Manguari que, humildemente, quer apenas entender o filho. Este, entretanto, já não considera o pai como um revolucionário, mas sim um acomodado, gado, como os demais, pegando o ônibus para ir ao trabalho.
Ponto de vista de Luca: fora à revolta dos Cabanos e da guerra de Canudos (onde morreu todo mundo) a história do Brasil é um eterno “arriar de calças”.
A posição de Manguari: (…) “eu sempre estive ao lado dos que têm sede de justiça, menino. Eu sou um revolucionário, entendeu? (…) Você é o covardezinho que quer fazer do medo de viver um espetáculo de coragem”.
O conflito se estabelece e já que o diálogo foi abolido, Luca, mesmo contra a sua vontade, é posto para fora do ninho. Adeus adolescência. Sem rancor. Será? Conflitos de geração e do tempo. O novo às vezes parece velho, e o antigo pode continuar a ser revolucionário. Não se trata de ter ou não razão e os dois pontos de vista são plausíveis desde que não termine num diálogo de surdos. Rasga coração.
Marco Ricca veste bem a pele de um funcionário público que não jogou a toalha, onde ainda vive o Manguari que conservou seus ideais, ou parte deles, os sonhos de quem já quis mudar o mundo. Utopias que aos olhos de Luca podem parecer doentes como o ar, a água, a comida, as cidades. Resistir. E Manguari, mesmo pra lá de escaldado, não se tornou um conformista, mesmo que não transe mais com a mulher, Lena (Drica Morais) ou que se masturbe, sexo voyeur, olhando a vizinha na janela do prédio da frente.
Entre Luca e Manguari, o amor incondicional da mãe, mulher, Lena, cujo horizonte vai pouco além da lista, sempre sujeita a cortes, do supermercado, ou o desejo, sempre postergado, da reforma do apartamento. Ela retrata bem aquilo que o escritor João Antônio (1937-1996), outro ex-morador da princesinha do mar, denominou de classe mérdea (sic).  “O sol já não bate no parapeito da janela (…) não queima o cotovelo”, comentam, cena final, Lena e Manguari. Não foi só isso que mudou. A luta continua.
Vianinha
 
De volta ao texto de Vianinha, percebe-se que no discurso de Luca, Vianinha antecipa, em parte, o pensamento de Fernando Gabeira, ex-guerrilheiro, que em sua volta ao Brasil, 1979, fará da política do corpo, da ecologia, da alimentação natural, algumas de suas bandeiras. Isto culminará, na década seguinte, com a criação do Partido Verde. Assim, Luca pode ser considerado um “verde” avant la lettre.
Isto é uma prova das antenas superligadas de Vianinha que como ator e autor viveu, profissionalmente, algumas das mazelas expostas em Rasga Coração. Como ator, o processo de conscientização do jornalista Marcelo em O desafio (1965, de Paulo César Sarraceni). Ou  o de Flávio, um desempregado, também em conflito com o pai, de Um homem sem importância (1971, de Alberto Salva).
Por fim, como um dos criadores da primeira versão de A grande família (Rede Globo, 1972-1975), onde o personagem Tuco (Armando Queiroz), também um neo-hippie, lembra Luca, mas num período onde a discussão política, por causa da censura, era proibida.  O comportamento de Tuco era uma das poucas transgressões “permitidas” numa época em que boa parte da sociedade brasileira – anestesiada pelo consumo, graças “milagre econômico” – esquecia as prisões, a tortura, os “desaparecimentos”.
Mas não faltavam focos de resistência, e a arte – música, cinema, teatro, literatura – apesar da censura era um deles. Como dramaturgo Vianninha expôs em Rasga coração o conflito, as contradições que conhecia muito bem por tê-las vivido, como muita gente, em casa. Manteve-se politicamente engajado até o fim num tempo onde isso era risco de vida. Tempo também onde a música era boa, cheia de poesia como a existente nas letras das belas canções do filme – Tom Zé, Capinan, Macalé, etc – que trazem um pouco da atmosfera da época em que Vianinha escreveu a peça. Uma justa homenagem.
 
 
 

"Leitura às Cegas", com Deborah Finocchiaro e Andréa Cavalheiro se debruça sobre a mentira

A atriz Deborah Finocchiaro e a cantora Andréa Cavalheiro aterrissam no Von Teese Bar, na próxima quinta-feira (20), para mais um encontro do Leitura às Cegas. Nesta edição, elas partem do livro O Círculo dos Mentirosos, de Jean-Claude Carrière, e de músicas que falam sobre o mundo da mentira para criar essa jam lítero-musical. O evento ocorre às 20h30 e os ingressos custam entre R$ 20,00 e R$ 25,00.

Em O Círculo dos Mentirosos – Contos Filosóficos do Mundo Inteiro, Jean-Claude Carrière, no papel de narrador anônimo, chega em uma praça de um vilarejo, reúne a população e começa a contar suas histórias. O livro traz 21 capítulos temáticos, reunindo contos de diversas tradições, do zen-budismo ao mundo islâmico, em que narradores de terras distantes tratam de vários assuntos – mas sempre se interrogando sobre a origem do mundo, da morte e do mundo do além.

O projeto “Leitura às Cegas” tem como principal objetivo o estímulo à leitura. A partir da escolha de um determinado livro, se elege o tema e as músicas que serão executadas ao vivo. A leitura dos trechos se dá também por parte dos espectadores, que são, de forma horizontal, convidados a participar desse processo criativo. “Queremos com este projeto provar que através dos livros se pode desbravar universos diferentes, que se pode voar. Junto com os espectadores experimentamos o prazer da leitura em voz alta – transformamos a palavra escrita em sons, em diferentes significados. Exercitamos o pensamento crítico, o compartilhamento e a generosidade por meio da fusão da literatura e da música”, explica Deborah.

SERVIÇO
Leitura às Cegas com Andrea Cavalheiro e Deborah Finocchiaro

Quando: 20 de dezembro | Quinta-feira
Hora: 20h30.
Local: Von Teese Bar (Rua Bento Figueiredo, 32 – Bairro Rio Branco)
Ingresso: R$ 20,00 em dinheiro e R$ 25,00 no cartão

O cartunismo de Moa, premiado no exterior, é destaque no Sarau dos 18 anos da ALICE

Higino Barros
Dentro das celebrações dos 18 anos da ALICE ( Agência Livre para Informação, Cidadania e Educação), uma tem sabor especial para a entidade e para o cenário do cartum gaúcho. O desenho do cartaz do Sarau Comemorativo, que assinala a data, é feito por Moa, artista de reconhecimento internacional e recém premiado no 35º Aydin Dogan International Cartoon Competition. O evento realizado na Turquia, no final de novembro, é o principal salão de cartum do mundo. Seus prêmios em dinheiro são muito atraentes e acima de tudo receber qualquer galardão nele representa para o premiado entrar no concorrido clube de grandes cartunistas mundiais.
É a quarta vez que Moa Guterres, 56 anos, é distinguido no salão promovido em Istambul. Os brasileiros têm uma forte tradição na competição que premia o primeiro lugar com 8 mil dólares, o segundo lugar com 5 mil dólares e o terceiro com 3 mil dólares. O restante das dez menções honrosas recebe 500 dólares, além de participação nos quatro dias do evento, como convidados da organização. O salão recebe cerca de três mil inscritos e a participação do público atinge cinco mil pessoas, de todas as partes do mundo.
Os principais concorrentes da representação brasileira tem sido os iranianos, segundo Moa. “Cada lugar traz para o cartum uma particularidade desses país. Os do Leste Europeu têm um humor pesado, no desenho e no conteúdo. É sempre um humor com crítica, tem sempre alto teor crítico”.
O salão turco é uma espécie do Oscar do cartunismo mundial, nenhum evento semelhante é tão intenso, promove tanta interação entre os participantes e nele, cada vez mais, aumenta a participação feminina. “Como a cidade é uma espécie de Riviera turca, sua prefeitura é muito rica e tem uma tradição multicultural, isso se reflete no salão, que é promovido por uma Faculdade de Arte”observa Moa.

Cartum premiado na Turquia

Mais patifaria
Moa é representante do que ele define como o humor latino, “com mais safadeza, mais patifaria”, explica, emendando. “O humor da Europa em geral é mais sóbrio”.
Ele começou a desenhar em 1986, quando cursava comunicação na PUC de Porto Alegre e logo decidiu que era isso que queria para sua vida. O humor crítico, em geral, exercido por cartunistas já tinha passado por seu período de apogeu, em publicações impressas e começava uma fase de transição em outra plataforma, agora a digital.
“De lá para cá, o cenário se transformou demais, tornando-se um pouco confuso. Para uma geração acostumada com veículos impressos, tornou-se mais difícil. Mas como em todas as mudanças, há gente que é bem sucedida na área. Seja qual for, no entanto, o suporte do desenho fazer cartun continua e sempre será, para quem pratica, o chamado prazer solitário”, define Moa.
Apesar de reconhecimento no exterior, Moa chama a atenção das dificuldades e precariedades de trabalho para os cartunistas brasileiros. A maioria exerce o cartunismo por hobby e tem outra atividade profissional. A redução das publicações impressas, em todos os níveis, podou ainda mais, nos últimos anos, um mercado que estava cada vez mais diminuto.
Dessa vez, foi premiado em Istambul, junto com Moa, Silvano Mello. Dos cartunistas gaúchos ganharam em anos anteriores, Ronaldo Cunha Dias, Rafael Corrêa, duas vezes consecutivas, Vila Nova e Rodrigo Rosa, duas vezes.

 

Sarau celebra 18 anos da ALICE, com projetos sociais alternativos e autônomos

A Agência Livre para Informação, Cidadania e Educação (ALICE) chega aos 18 anos reunindo o sol e a lua, ou seja: desafiando o impossível, conservando a independência e mantendo seus projetos sociais unicamente por meio de parcerias e apoios de quem se identifica com a causa. Não por acaso, a data é marcada por um trabalho artístico do cartunista Moa – autor do logotipo da Ong, ao lado de Ivete Cattani – que retrata a própria ALICE confortavelmente sentada em um quarto crescente, pescando o astro rei.
Para comemorar a data será realizado um Sarau Festivo na próxima terça-feira, dia 18, a partir das 20 horas, no Bar Divina Comédia (República, 649), com canja de músicos e poetas, FeirArteira e, ainda, a presença do DJ Daison Teixeira. O ingresso custa R$ 12,00, mas os aniversariantes do dia e os estudantes não pagam.
Obras de cartunistas como Santiago, Moa, Edgar Vasques e Rafael
Correa; dos artistas visuais Augusto Abreu, Ernani Chaves, Amaro
Abreu; dos fotógrafos Otávio Teixeira, Marco Nedeff, Eneida Serrano e Luiz Abreu; das artesãs Mariza Rigo, Nina de Oliveira, Lúcia Achutti e Rosina Duarte; dos escritores Rafael Guimarãens, José Antônio Silva, Dois Santos dos Santos, bem como livros da Editora Libretos estarão a disposição dos presentes.
Os frequentadores do Sarau poderão, inclusive, adquirir uma camiseta com a arte de Moa comemorativa aos 18 anos da instituição. A renda dos ingressos e da comercialização das obras é parcialmente revertida para os projetos sociais da ALICE, sendo a outra parcela destinada aos próprios artistas parceiros.
Música e poesia
Na parte musical, se apresentam os músicos Cristiano Hanssen e Nivaldo José, o pandeirista Clebes Pinheiro, e o duo de violões Batuque de Cordas, integrado por Vinícius Corrêa e Cláudio Veiga, com microfone aberto para outros artistas parceiros. A noite contará, ainda com a poesia de Mário Pirata, Fátima Farias e Gonçalo Ferraz.
Com 18 anos de atuação, ALICE é uma organização sem fins lucrativos que trabalha para revelar o que a sociedade não vê, defendendo o direito de todos à comunicação, à cultura, à arte e à convivência harmônica em uma sociedade sustentável. Nessa linha, desenvolve projetos alternativos e autônomos envolvendo comunidades ignoradas pela mídia tradicional e negligenciadas pelas políticas públicas, entre eles o Jornal Boca de Rua – feito e vendido por moradores de rua de Porto Alegre desde o ano 2000. Assim, contribui para democratizar e qualificar a informação e alinha-se à luta por um mundo mais justo.

Livro estimula cultura da diversidade e da inclusão social junto ao público infantil

Livro de Silvana Corbellini é para crianças até seis anos. Foto: Divulgação

Silvana Corbellini lança o livro “Ciranda de Natal” nesta próxima terça-feira, dia 18 de dezembro, às 16h, na Escola Municipal Cantinho Amigo (Praça Garibaldi, s/n°, Cidade Baixa), em Porto Alegre. O livro tem ilustrações da artista plástica Diane Sbardelotto e projeto gráfico e direção de arte assinado pelo artista plástico Maurício Porto e foi financiada pelo Governo Federal/Ministério da Cultura, por meio da Lei de Incentivo à Cultura (Lei Rouanet), com o patrocínio das empresas Charrua e Benoit. Na ocasião, a autora realizará a contação da história e produzirá um varal com desenhos criado pelas crianças. A obra tem como proposta a difusão da cultura da inclusão e da acessibilidade.

Além do livro ilustrado, o Projeto Ciranda inclui um CD com narração e audiodescrição da história, visando atingir a uma maior amplitude de leitores. A iniciativa cultural, além de contribuir para práticas pedagógicas criativas no ambiente escolar, vem minimizar a carência existente, na sociedade, de literatura para a infância agregada aos dispositivos de acessibilidade, no intuito de contribuir para a construção de uma cultura da inclusão.

Distribuição gratuita

 “Ciranda de Natal” objetiva estimular, através da literatura infantil, junto ao público infantil,uma cultura da diversidade e da inclusão social j afirma Silvana Corbellini. Segundo a autora, além de aproximar o livro dos pequenos (e grandes) leitores, o projeto pretende ir além. A partir do conceito de uma cultura da inclusão, almeja contribuir para as modificações necessárias na cultura vigente na sociedade: a prática das exclusões. – Desta forma, o que se pretende de uma maneira formativa, é estimular a partir da infância, mais especificamente, crianças de 0 a 6 anos, o exercício de uma cultura em que a diversidade faça parte de seu cotidiano, não fomentando desta maneira, estigmas, mitos, estereótipos, constituídos culturalmente, nem as exclusões, mas sim, as inclusões das diferenças, afirma a autora.

Segundo Silvana Corbellini, a inserção de conceitos e práticas de inclusão, de acessibilidade e de sustentabilidade no dia-a-dia das crianças pode auxiliar na formação de suas subjetividades, singular e social, alterando, desta forma, umstatus quo que ainda se sustenta na prática da exclusão.

“Ciranda de Natal” está sendo distribuído gratuitamente às escolas da rede pública de ensino do Estado do RS, por meio do Sistema Estadual de Bibliotecas Públicas, e, também, diretamente, em ações dirigidas à entidades beneficentes. No dia do lançamento, haverá distribuição gratuita de exemplares (número limitado).

Sobre a autora

Silvana Corbellini é professora adjunta da Faculdade de Educação na Universidade Federal do Rio Grande do Sul / UFRGS, possui formação em Psicologia (UNISINOS), Mestre em Psicologia Clínica (PUC) e Doutora em Educação (UFRGS). É autora da obra “Era uma vez… história de uma perda” e tem vários artigos científicos publicados no Brasil e no Exterior.

 

FICHA TÉCNICA:

“Ciranda de Natal”, de Silvana Corbellini. 18 páginas

Ilustrações de Diane Sbardelotto

Projeto Gráfico e Direção de Arte: Maurício Porto.

Consultoria em Acessibilidade: Letícia Schwartz (Mil Palavras)

Produção e edição: Silvia Abreu Produções Artísticas e Culturais Ltda

SERVIÇO:

Lançamento: Dia 18 de dezembro de 2018, terça-feira, às 16h

Local: Escola Municipal Cantinho Amigo (Praça Garibaldi, s/n°, Cidade Baixa), em Porto Alegre

Distribuição gratuita

Obra sobre a Palmarinca, a livraria que virou tema de livro

“PALMARINCA – Livros, Sentimentos, Capitalismo e Resistência” (Editora Evangraf), do pesquisador e professor da Unipampa Cesar Beras, homenageia a Livraria Palmarinca pela passagem dos seus 45 anos, completados em 2017. Em sua reflexão sobre os diferentes momentos políticos que a livraria enfrentou, resistiu e persiste até hoje, o autor percorre diferentes caminhos para contar a singular experiência, liderada pelo livreiro Rui Gonçalves.

Para compor seu registro histórico sobre uma pequena livraria, de esquerda e humanista, o autor percorre as ideias de pensadores e intelectuais. Seu relato também é embasado em pesquisas e entrevistas com escritores, professores, advogados e políticos, entre outras profissões, frequentadores da livraria.

Ao longo do tempo, a Livraria Palmarinca tem se destacado por ser um espaço plural e agregador no campo das ideias. Suas áreas preferenciais são as ciências sociais e humanas, a literatura e a poesia. Não foram poucos os embates, mas todos eles sempre orientados por fortes convicções democráticas. Na entrevista que concedeu ao autor do livro, o advogado e ex-deputado Carlos Araújo, recentemente falecido, declarou: “A onda capitalista vai crescendo, mas vai deixando fissuras, várias fissuras, e é nessas fissuras que se localiza a Palmarinca”.

Em muitos momentos, o livro refere-se à relação afetiva que o leitor estabelece com os livros e o livreiro. Rui Gonçalves, o livreiro-leitor, que herdou da família a paixão pela leitura, é apontado como um experiente e dedicado parceiro do leitor, seja ele um jovem estudante ou personalidades como Olívio Dutra, Pedro Dutra Fonseca, Maria Eunice Moreira, Flávio Loureiro Chaves, Gentil Corazza e Dilma Rousseff. Ponto de encontro de intelectuais e local de compartilhamento da leitura, a Livraria Palmarinca resiste ao tempo e a suas intempéries. Não por acaso, este é o único livro no Brasil que fala, exclusivamente, da história de uma livraria.

PALMARINCA – Livros, Sentimentos, Capitalismo e Resistência (Editora Evangraf), 382 páginas.

Dia: 20 de dezembro (quinta-feira)

Hora: 19h

Local: Livraria Palmarinca (Rua Jerônimo Coelho, 281 – Centro Histórico)

Uma viagem ao universo feminino, no novo espetáculo da Nós Cia. de Teatro

Elas são fascinantes. São alegres, são tristes, são furiosas, são sensíveis. São mulheres. Uma viagem ao universo feminino, a partir de cinco atrizes que se encontram em espaço-tempo permeado por fragmentos de imagens, sons e sensações. Esta é a proposta do espetáculo ELAS, que estreia em Porto Alegre em dezembro. As apresentações serão no dia 18/12, no Teatro do Sesc (Av. Alberto Bins, 665), e dia 20/12, na Cia/Estúdio Stravaganza (R. Dr. Olinto de Oliveira, 64), ambas às 20h.
ELAS se identificam, se distinguem e se reconhecem em imagens refletidas. Num espetáculo sensível e, ao mesmo tempo, forte; que canta e encanta; que desperta sentimentos; e que sugere diversas nuances do ser mulher,  Kacau Soares, Leticia Kleemann, Paula Cardoso, Raquel Tessari e Val Barcellos transformam em cena seus próprios registros emocionais.
O espetáculo está localizado em um território onde a realidade objetiva perde sua supremacia, onde os fluxos da alma preponderam, onde o corpo feminino se faz e refaz em poesia, dança e teatro. A música se transforma em ação e a fala se confunde com a luz. Como num sonho,ELAS evocam suas ancestrais, arquétipos e símbolos como forma de reverem, deglutirem e se libertarem do presente. “Eu acredito que fazer um trabalho como esse, que conversa sobre feminino, mostrando experiências, cotidiano, coisas pesadas e mais leves, que grande parte das mulheres passam, ajude a criar entre as mulheres uma fortaleza. A plateia vai se identificar com questões, situações, detalhes de quem está lá representando uma parte desse universo feminino”, pondera Raquel Tessari.
Linguagem cênica
Everson Silva, que conduz a direção, recria a linguagem de seus sonhos. Dando continuidade à pesquisa da Nós Cia. de Teatro sobre a linguagem cênica – desenvolvida nos espetáculos Homem in Vitro (2008), DentroMundo (2009), Ser de Dentro (2015) e Nós, Os Outros (2017), compõe um universo com imagens e ações, sentimentos e sons, num processo de investigação e criação coletiva.
A montagem foi financiada pelo projeto Elas na Cena!, que captou recursos para viabilizar os custos de produção. Os ingressos antecipados já estão disponíveis por R$ 40, inteira e R$ 20 para pessoas maiores de 60 anos, estudantes, classe artística e pessoas com deficiência. Podem ser adquiridos pela página no Facebook www.fb.com/nos.ciadeteatro, pelo telefone (51) 9 9858-0333 e o pelo site www.entreatosdivulga.com.br/elas.  No local, os valores são R$ 50 e R$ 25, respectivamente. A classificação indicativa é 14 anos.
Sobre a Nós – Cia. de Teatro – é um grupo de artistas com sede em Porto Alegre/RS que pesquisa teatro e produz encenações, com o objetivo de aprofundar o estudo sobre a linguagem cênica e proporcionar novas experiências para o grupo e para o público. A cia surgiu em 2008, com o nome Tantos Nós, capitaneada pelo diretor Everson Silva, vencedor do Prêmio Açorianos de Diretor Revelação (2013). Atualmente tem a participação de mais de 15 profissionais das artes cênicas e visuais, que criam espetáculos contemporâneos de teatro. A Nós – Cia. de Teatro realiza produções independentes e tem criação coletiva.
Elas – Porto Alegre
Nós Cia. de Teatro
Data: 18 de dezembro
Horário: 20h
Local: Teatro do Sesc (Av. Alberto Bins, 665)
 
Data: 20 de dezembro
Horário: 20h
Local: Cia/Estúdio Stravaganza (Rua Dr. Olinto de Oliveira, 64)
 
Ingressos antecipados
R$ 40 – inteira
R$ 20 – meia entrada: pessoas maiores de 60 anos, estudantes, classe artística e pessoas com deficiência
Pela página no Facebook www.fb.com/nos.ciadeteatro, pelo telefone (51) 9 9858-0333 e o pelo site www.entreatosdivulga.com.br/elas
Ficha técnica:
Direção: Everson Silva
Texto: criado coletivamente com citações de Dessa Cor de Fernanda Bastos
Produção: Pedro dos Santos
Elenco: Kacau Soares, Leticia Kleemann, Paula Cardoso, Raquel Tessari, Val Barcellos e Daisy Reis [stand-in]
Trilha sonora original: Maninho Melo
Músicos: Maninho Melo, Leandro Alves e Edu Coelho
Técnico de Gravação e Mixagem: Leandro Alves
Gravação: L&A Produções Musicais
Cenografia: Jony Pereira
Iluminação: Veridiana Mendes Matias
Figurinos: Leticia Brochier
Realização: Nós Cia. de Teatro

Gelson Oliveira apresenta "Trajetória", a última atração do Chapéu Acústico de 2018

Para finalizar o ano de 2018, o projeto Chapéu Acústico, realizado em uma parceria da Biblioteca Pública do Estado (BPE-RS) com o produtor Marcos Monteiro, preparou um show muito especial, trazendo um dos maiores cantores e compositores do Brasil: Gelson Oliveira. Intitulado “Trajetória’, será realizado no dia 18 de dezembro (terça-feira), a partir das 19h, no Salão Mourisco da instituição, localizada da Riachuelo (nº 1190), esquina com General Câmara.
Acompanhado de seu violão, o músico, que completará 40 anos de carreira em 2019, cantará obras relevantes de sua estrada sonora, como “Salve-se Quem Souber” (tema do longa-metragem “O Sonho Não Acabou”, do cineasta carioca Sergio Resende), “Papagaio Pandorga” (tema de abertura do programa infantil “Pandorga” da TVE-RS), assim como “Pimenta” , gravada com Gilberto Gil, no álbum “Imagem das Pedras”.
Ao longo de sua carreira, Gelson recebeu os principais prêmios destinados à música do Rio Grande do Sul e do país, como Troféu Açorianos de Música, Prêmio Sharp – hoje Prêmio Música Brasileira – e o Prêmio Fiat de Música. Fez mais de 100 espetáculos pela Europa, quando se apresentou na França, Suiça, Áustria, Alemanha, Itália e Inglaterra. Também mostrou seu trabalho na Argentina e Uruguai.
Seu trabalho está ligado a grandes nomes da música: Nelson Coelho de Castro, Bebeto Alves, Antonio Villeroy, Borguettinho, Gilberto Gil, Chico Cesar, Paulo Moura e Nei Lisboa. Com vários álbuns gravados, solo ou com parceiros, no momento está preparando um novo CD, com lançamento previsto para 2019.
Serviço:
Dia: 18 de dezembro de 2018 (terça-feira).
Hora: a partir das 19h.
Local: Biblioteca Pública do Estado/BPE-RS (Riachuelo, 1190).
Informações: Na BPE-RS, pelo telefone (51) 3224-5045 ou com o produtor, via e-mail [email protected].
Contribuição espontânea.