Categoria: HOTSITE JÁ Cultura

  • Lau Siqueira lança nova coletânea de poemas em Porto Alegre

    A  passagem do tempo, a incompletude humana, a memória, a sensualidade, o fazer poético e as contradições da vida contemporânea.

    Estes são alguns dos temas aos quais Lau Siqueira se dedica em sua nova coletânea de poemas, intitulada “A memória é uma espécie de cravo ferrando a estranheza das coisas” (Casa Verde/Série Cidade Poema, 2017).

    O autor, natural de Jaguarão (RS) e residente na Paraíba desde 1985, autografa no dia 19 de dezembro, terça-feira, às 19h, no Quintal Cultural (Luiz Afonso, 549, Cidade Baixa, Porto Alegre/RS).

    Às 20h, tem início o “saLau” com participações confirmadas de André Ricardo Aguiar, Cinara Ferreira, Clara Tajes, Jorge Rein, Laís Chaffe, Lota Moncada, Maria Alice Bragança, Mariam Pessah, Miriam Batista Bender, Neli Germano, Paula Taitelbaum, Renato de Mattos Motta, Ricardo Silvestrin e Roberto Schmitt-Prym.

    O sarau tem entrada franca. A obra estará à venda no local por R$ 32,00 (R$ 30,00 para pagamentos em dinheiro).

    Com uma visão delicada sobre as “inutilidades necessárias”, o autor constrói uma poética firme, calorosa e úmida que passeia por silêncios e brevidades. O poeta desenha sobre o corpo (seios, salivas, bocas, braços, ombros) as possibilidades infinitas de sua poesia. Autor experiente, Lau Siqueira defende que “mais um livro de poemas, neste momento, significa investir na perenidade das incertezas”, conforme escreve na dedicatória da obra. Este é seu terceiro livro de poemas pela editora porto-alegrense. Em 2018, o autor e a editora promovem sessões de autógrafos em outras capitais e cidades brasileiras.

    Serviço:

    Lançamento de  “a memória é uma espécie de cravo ferrando a estranheza das coisas”, de Lau Siqueira e sarau com convidados.

    Quando: 19 de dezembro, terça-feira, a partir das 19h;

    Onde: Quintal Cultural (Luiz Afonso, 549, Cidade Baixa, Porto Alegre/RS).

  • Edgar Vasques faz sessão de autógrafos do livro “Desenhista Crônico”

    Um dos artistas gráficos mais consagrado do País, com reconhecimento internacional, Edgar Vasques realiza nova sessão de autógrafos do seu livro “Desenhista Crônico”, na boutique/café “Nossa Cara” nesse sábado, 16/12. A função acontece a partir das 18 horas, na rua Felipe Camarão, 677 (Bom Fim).
    O livro, lançado em 2013, é considerado um clássico no gênero por apreciadores de artes gráficas e tem edição e ensaios da professora Susana Gastal sobre a obra de Vasques. O autor o define como um “balancete” de 40 anos de carreira fazendo quadrinhos, charges, caricaturas, cartuns, aquarelas e desenhos.
    Quem desejar pode obter o livro autografado pelo autor, através dos Correios, mediante e-mail para edgar.vasques@gmail.com, enviando endereço para a entrega e obtendo os dados bancários para o depósito.
    SERVIÇO:
    Lançamento de “Desenhista Crônico” (149 pgs. R$ 50,00);
    Local: Boutique/café “Nossa Cara”;
    Dia 16: a partir das 18 horas;
    Rua Felipe Camarão- 677 (Bom Fim).

  • Clube de Cultura promove Colônias de Férias para público infantil e juvenil em janeiro

    Clube de Cultura (Ramiro Barcelos 1853 – Bom Fim), tradicional espaço cultural e político de Porto Alegre, lançou, no mês de outubro passado, o Clubinho de Cultura que, agora, institui sua primeira Colônia de Férias de Verão.
    A Colônia de Férias do Clubinho de Cultura promove, durante todo o mês de janeiro de 2018, em suas dependências, oficinas de teatro, artes visuais e dança para o público infantil e juvenil. Aula inicial e aberta será oferecida em cada modalidade. É necessário inscrição prévia pelo e-mail: clubinhodecultura@gmail.com
    No dia 3 de janeiro, 14h às 17h, a atriz Nora Prado convida a garotada de 8 a 17 anos para praticar exercícios corporais, jogos dramáticos, técnicas de sensibilização, concentração e desinibição. As noções básicas de atuação para iniciantes proporcionam melhora na comunicação e expressão. Nas aulas seguintes, mediante matrícula, serão formados dois grupos, sempre das 14h às 17h: nas segundas-feiras, de adolescentes entre 13 e 17 anos e, nas quartas-feiras, de gurizada entre oito e 12 anos.
    No dia 4 de janeiro, 14h às 16h, a artista plástica Ana Tedesco chama meninos e meninas de seis a 11 anos para terem noções de artes visuais. A aula experimental com entrada franca vai proporcionar uma tarde divertida entre cores, seres fantásticos e poesia. Depois, quem se cadastrar no workshop “Aquarela Divertida” terá aulas nas quintas-feiras, das 14h às 16h.
    No dia 9 de janeiro, 16h às 17h, é a vez da “Dança Criativa para Crianças”. A bailarina e professora de dança Tânia Baumann recebe pequenos de seis a 11 anos para demonstrar como serão desenvolvidas, durante os encontros de terças-feiras das 16h às 17h, as brincadeiras com o corpo que estimulam a criatividade e a espontaneidade.
    Serão oferecidos descontos para quem matricular mais de um aluno e também para os responsáveis por aqueles que participarem de mais de um curso.
    Mais informações: clubinhodecultura@gmail.com

  • “A Grafar vai na fumaça”

    Edgar Vasques resgata uma expressão que remonta às guerras do pampa, para definir a Associação dos Artistas Gráficos de Porto Alegre. Quem “vai na fumaça” é aquele que combate na vanguarda, debaixo do fogo da artilharia.
    A Grafar, da qual Vasques é um dos fundadores, está na origem de um movimento que é vanguarda no Brasil, reconhecido até no exterior.
    Desenhista em tempo integral, aos 68 anos, Vasques combate em todas as frentes do humor gráfico – charge, cartoon, caricatura, quadrinho. Sempre debaixo da fumaça.
    Desde a estreia, no distante ano de 1973, quando começou a publicar o Rango, na Folha da Manhã.
    Era plena ditadura, na euforia do milagre brasileiro. Ele apresentou um personagem que era o retrato da fome e da pobreza no país.
    Edgar Vasques falou ao JÁ sobre esse movimento dos artistas gráficos gaúchos, na linha de frente do humor que não dá tréguas.

    Os quadrinhos do Rango, um dos mais célebres anti-heróis das tiras brasileiras, que resumia na época da ditadura – e ainda resume – a miséria do nosso povo / Reprodução

    JÁ – Onde começa a Grafar?
    Vasques – Os antecedentes estão na Folha da Manhã, em 1973. Entrei para cobrir umas férias do Veríssimo. Criamos o Quadrão, um encarte editado pelo Fraga (José Guaraci Fraga). Ali surgiram o Santiago, o Corvo… Era ditadura… O que o jornalista não podia dizer, o humorista dizia, com um desenho ou uma charge.
    O espaço do humor foi valorizado. Vimos também que havia uma tradição e, então, juntamos os mais velhos: Bendatti, Mottini, Joaquim da Fonseca, Sampaulo, Sampaio, Canini – os mestres, com os guris que estavam começando – Bier, Iotti, Guazzelli, Rodrigo Rosa…
    O Quadrão teve uma fase no Coojornal…
    A Folha da Manhã mudou e, depois, fechou. O Coojornal levou o Quadrão e a partir dali a cooperativa criou um setor de arte aplicada, charge, ilustração, quadrinho, comandada pelo Sérgio Batsow, onde tinha o Ferré, o Corvo, Santiago, começando a chegar o Moa, o Juska, Roberto Silva.
    A cooperativa tinha diversas publicações impressas, demandava bastante ilustração. Tudo isso ajudou a aglutinar e resultou na Grafar, uma associação completamente anárquica. Já tentamos organizar, com mensalidade, sede, estatuto, não deu certo.
    Mas tem um presidente?
    Sim, o presidente é o Hauss, está no cargo há dez anos, porque não se consegue fazer uma eleição. Apesar disso, de todas as tentativas de se criar associações no país  na área a Grafar é mais bem sucedida.
    O que faz a Grafar?
    A Grafar “vai na fumaça”. Ela leva o humor e a crítica aos limites, vai onde precisa, através de publicações, salões, palestras…e por ultimo se expandiu pelo Estado: Rio Grande, Santa Maria, Passo Fundo, tem uma rapaziada furiosa. Tem lista na internet, tramam os planos e fazem acontecer, estão sempre produzindo. Claro, tem fases desleixo…faz parte.
    Da Grafar nasce o Salão de Desenho para Imprensa?
    O salão nasce daí, pensamos numa coisa institucional, da cidade, uma mostra anual dessa arte aplicada que é o desenho feito para a imprensa, para a população, aberta, gratuita. A ideia foi acolhida pelo secretário de Cultura, o jornalista Pilla Vares, e a vereadora Margarete Moraes aprovou uma lei incluindo o salão no calendário cultural do Município. Nesse período o salão teve muito apoio. Trazia o Millor Fernandes para ser jurado. Os irmãos Caruso, cartunistas da argentina e do Uruguai, os melhores.

    A Grafar era a curadora do Salão?
    No início sim, ajudamos a criar o regulamento, os conceitos porque era uma área que o poder público não conhecia. Mas era um evento da prefeitura. Depois nos afastamos, continuamos colaborando à distância. Sempre participamos do júri, por exemplo. Sugerimos nomes, eu este ano fui jurado nas duas instâncias, na seleção que escolhe 100 trabalhos de um total de 300 inscritos e na premiação que indica os cinco melhores.
    O que houve com o Salão este ano?
    As últimas administrações não se interessavam pelo Salão, mas as equipes da Secretaria de Cultura, briosamente, faziam cumprir a lei.
    Até que chegou abril deste ano e não aconteceu nada. Não tinha os editais, prazo de inscrição… A lei prevê uma dotação de verba para realizar o Salão, é 20 ou 25 mil reais. São 10 mil para cinco prêmios de 2 mil cada um e o restante para a produção do Salão.
    Falamos com a vereadora Sofia Cavedon, foi marcada uma reunião com o secretário Municipal de Cultura, Luciano Alabarse. Aí aconteceu que a reunião foi suspensa e não me avisaram, cheguei lá na secretaria não tinha ninguém. Mas quando estou saindo vem chegando o secretário Alabarse. Ele esteve também na prefeitura do PT, promotor do Porto Alegre em Cena…tem um currículo a zelar. Falei e disse que o Salão este ano completa 25 anos e inclusive é lei e burlar a lei tem consequência.
    Na verdade ele não era contra, não estava nem aí… mas viu que o negócio da lei podia dar problema, mobilizou o pessoal da coordenação de artes plásticas e acabou saindo, sem prêmio. O vencedor ganha um portfólio de seu trabalho. Não teve nem cachê para o júri, fomos de graça, amor à camiseta.
    E o resultado do Salão neste ano?
    São cinco categorias. Quadrinhos tava legal, tem em Rio Grande um maravilhoso aquarelista, Alyssom Afonso – o que ele faz com a aquarela… lindo visualmente, conceitualmente muito adequado. Não ganhou porque tinha Pablito Aguiar, de Alvorada. Ele aborda a vida daqueles em que ninguém presta – é um repórter.
    O artista Kleber Sales, com o trabalho Morte de Fidel, foi um dos premiados do salão de 2017 / Divulgação

    Na caricatura tinha coisas primorosas, a vencedora, do ator Tonico Pereira, é um requinte. Na ilustração, ganhou Cleber Salles, do Correio Brasiliense com uma caricatura de Fidel Castro.
    Charges e cartoon foram os mais fracos. Falta de informação é o maior problema, os caras tentam fazer humor em torno de assunto que entenderam errado. Apenas uma charge inscrita se referia ao impeachment da presidente Dilma Roussef.
    Como foi a participação, assim com uma organização tardia?
    Foi surpreendente, inclusive a inscrição de grandes nomes internacionais, da Bélgica, da Ucránia.
    E tem até charges de Iberê Camargo. “Iberê chargista” é o tema da mostra paralela do salão. É uma exposição surpreendente de trabalhos poucos conhecidos Iberê. Nem eu sabia que existia, uma coisa que o Iberê não tinha era humor, o que não quer dizer porque mau humor também é.
    E a imprensa local como reage a um salão sobre desenhos para a imprensa?
    A imprensa ignora solenemente. Os desenhistas dos grandes veículos não participam. As vezes são jurados, como o Fraga, da Zero Hora, o Iotti, quando está aí, porque mora nos EUA. Notícia mesmo quem dava alguma coisa era o Roger Lerina… Agora nem isso.
    Há sentido em falar em imprensa?
    O meio impresso está combatendo em retirada… Na internet ninguém é de ninguém… A crise é muito grande. Eu me sinto cercado, precisamos de uma sortida para romper o cerco.
    Vocês todos, de certa forma, são discípulos do Sampaulo, não?
    Sampaulo foi o primeiro profissional. O Sampaio, o irmão dele, excelente chargista, virou funcionário público. Ele não, viveu daquilo, mostrou para nós que esse atividade pode ser uma profissão. Além da grande qualidade, ele tem esse mérito.
    Ele consagrou também o humor político.
    Fizemos uma exposição das charges publicadas (ou censuradas) na imprensa gaúcha durante a ditadura militar. Já em 1965, Sampaulo escrachava o general Castelo Branco numa caricatura.
    Artista completo, Vasques vai desde cartuns a aquarelas / Reprodução


     

  • Tetê Espíndola traz ao Stúdio Clio o show “Outro Lugar”

    Márcia Ameriot (especial para o JÁ)
    Três anos após lançar seu último trabalho, “Asas do Etéreo (2014), e depois de um longo hiato dos palcos gaúchos, a cantora e compositora sul mato-grossense lança o álbum de inéditas, “Outro Lugar”, no StudioClio, em dois shows, nestas quarta e quinta feiras, às 20h. No disco, reúne parcerias de longa data como Maria Catunda, Arnaldo Black e Arrigo Barnabé e especiais, como o imortal Manoel de Barros (em poema musicado pela cantora).
    “Cada um de nós tem que encontrar um lugar ou lugares dentro da gente mesmo, pode ser na loucura da cidade ou no meio da natureza. Encontrar a tranquilidade dentro de si mesmo. É a sina de todo ser humano, encontrar o seu lugar e a paz interior”, conta Tetê sobre o lançamento do seu 18º disco.
    Embora inéditas, as faixas do novo álbum não foram escritas recentemente: “Comecei esse projeto organizando meus caderninhos, que chamo de ‘aguardados’. Quando me dei conta que ainda não tinha gravado Boca,por exemplo, um poema de Manoel de Barros, feito para o filme ‘Caramujo em Flor’, de Joel Pizzinia, em 1987, onde eu apareço grávida, senti que o repertório que queria ser gravado seria de várias épocas”, explica Tetê.
    No encarte do disco, a cantora relembra as datas em que elas foram escritas (entre 1974 e 2015) e conta um pouco da história delas. Produzido pela LuzAzul, selo de Tetê, o disco foi gravado em Campo Grande (MS), sua terra natal, em São Paulo e finalizado em Paris, com o francês Philippe Kadosch.
    Para o repertório do show, foram escolhidas músicas como Na chapada (de Tetê e Carlos Rennó), Escrito nas Estrelas (Arnaldo Black e Carlos Rennó), Ibiporã (Arrigo Barnabé) e Sertaneja (Rennê Bittencourt); e recentes, registradas em disco, como Itaverá (composição do irmão Geraldo), Anjo Só (Tetê Espíndola e Luisa Gimenez), Pé de Vento e Bodoque (ambas de Tetê Espíndola com Marta Catunda).
     Loucuras sonoras
    “Adoro cantar em Porto Alegre pois o público desta cidade sempre foi atento às minhas ‘loucuras sonoras’. Outro lugar é uma música composta em minha homenagem pelo Arnaldo (Black, autor do grande sucesso “Escrito nas Estrelas” e pai de seus filhos, o músico Dani e Patrícia, cineasta e documentarista que assina a direção de arte do show e a fotografia do álbum), me traz paz interior e com ela eu convido a plateia a meditar”.
    A cantora fará um show intimista, acompanhada por sua craviola, instrumento de 12 cordas, meio cravo – meio violão, criado pelo músico Paulinho Nogueira, que ela tomou como companheiro desde sua adolescência. Tetê é uma das raras instrumentistas a adotá-lo.
    Tetê se considera hoje mais madura como instrumentista, arranjadora e cantora; diz que está controlando mais a voz e atingindo tonalidades mais graves e suaves: “O mundo está muito barulhento. Agora, trago mais paz para os ouvidos do meu público”.  Mas, avisa, divertida: “vou cantar, sim, Escrito nas Estrelas no mesmo timbre da época que foi gravada. Adoro ver a reação da plateia”.
    As composições de Tetê têm o sabor da música do Mato Grosso do Sul, com influência da alma guarani, onde o Brasil foi Paraguai, com guarânias e polkas. Vencedora da edição de 1995 do Festival dos Festivais, da Rede Globo, a artista experimentou grande sucesso, mas persistiu como uma das cantoras mais originais da música brasileira.
    Suas melodias são extremamente elaboradas e seu trabalho incorporou pesquisas de vanguarda realizadas com sons de pássaros, influência de temas regionalistas e fusões do acústico com o eletrônico. No disco atual, fez questão de gravar a craviola antes, acompanhada do talento de grandes instrumentistas tocando ukelele, violão 7 cordas e harpa paraguaia, entre outros. O CD pode ser adquirido pela loja online da cantora, http://www.loja-tete-espindola.com.
    Sobre a cena musical atual, ela afirma gostar dos tons graves de Maria Gadu e Anelis Assumpção, mas também escuta “sopranos incríveis” como Luz Marina, não por acaso, sua sobrinha e herdeira de seu timbre inconfundível.
    Serviço
    Show Tetê Espíndola – Outro Lugar
    Data: 13 e 14 dezembro, quarta e quinta-feira Horário: 20h;
    Local: Studio Clio;
    Endereço: R. José do Patrocínio-698 – Cidade Baixa;
    Duração: 75 minutos;
    Classificação: Livre;
    Ingressos: Antecipados a partir de R$100 entrada solidária*, R$80 (meia-entrada) e R$160 (inteiro).
    Na porta, a partir de R$110 entrada solidária, R$90 (meia-entrada) e R$180 (inteiro *Entrada solidária – doação para Instituição de caridade
    Na bilheteria: desconto para a entrada inteira na entrega de 1Kg de alimento não perecível. No site: O valor de R$ 10,00 será utilizado para compra de alimentos.
     

  • Poeta uruguaio lança livro no Café Fon Fon com show de músicos gaúchos

    Palco de encontros musicais memoráveis, o Café Fon Fon dá guarida nessa quarta-feira, 13/12, à poesia do uruguaio Atílio Pérez Duncan da Cunha, o Macunaíma, que lança o livro “Otheroadagain- Proyecto Ferlinghetti 2”.
    A alcunha Macunaíma adotada por Atílio, nome do personagem do romance de Mário de Andrade, é uma pista da aproximação do intelectual uruguaio com a cultura brasileira. Para homenageá-lo e também celebrar sua veia de compositor, um grupo de músicos gaúchos estarão se apresentando no Café Fon Fon.
    São eles: Raul Ellwanger, Nelson Coelho de Castro, Bebeto Alves, Matheus Kleber, Monica Tomasi, Mário Falcão, Marcelo Delacroix, Daniel Wolff, Betty Krieger e Luisinho Santos, além de Luiz Heron da Silva e o próprio Atilio Pérez.
    Serviço:
    Lançamento do livro “Otheroadagain- Proyecto Ferlinghetti 2”;
    Local: Café Fon Fon;
    Data: 13 de dezembro;
    Hora: 20h30;
    Rua Vieira de Castro -22.
    Entrada franca

     
     

  • Poeta uruguaio lança livro no Café Fon Fon com show de músicos gaúchos

    Palco de encontros musicais memoráveis, o Café Fon Fon dá guarida nessa quarta-feira, 13/12, à poesia do uruguaio Atílio Pérez Duncan da Cunha, o Macunaíma, que lança o livro “Otheroadagain- Proyecto Ferlinghetti 2”.
    A alcunha Macunaíma adotada por Atílio, nome do personagem do romance de Mário de Andrade, é uma pista da aproximação do intelectual uruguaio com a cultura brasileira. Para homenageá-lo e também celebrar sua veia de compositor, um grupo de músicos gaúchos estarão se apresentando no Café Fon Fon.
    São eles: Raul Ellwanger, Nelson Coelho de Castro, Bebeto Alves, Matheus Kleber, Monica Tomasi, Mário Falcão, Marcelo Delacroix, Daniel Wolff, Betty Krieger e Luisinho Santos, além de Luiz Heron da Silva e o próprio Atilio Pérez.
    Serviço:
    Lançamento do livro “Otheroadagain- Proyecto Ferlinghetti 2”;
    Local: Café Fon Fon;
    Data: 13 de dezembro;
    Hora: 20h30;
    Rua Vieira de Castro -22.
    Entrada franca

     
     

  • Centro Cultural Erico Verissimo oferece oficina de artes

    O Centro Cultural CEEE Erico Verissimo oferece, de 9 de janeiro e 8 de fevereiro, a oficina multidisciplinar ‘Tecer’, que reúne teatro, texto, fotografia e música. A oficina ocorre às terças e quintas-feiras, das 15h às 16h30, na sala Noé de Mello Freitas. As vagas são limitadas.

    De acordo com a professora Anandrea Altamirano, “as diversas formas de expressão dialogam e se expressam de maneira que criam um universo de possibilidades criativas essenciais de cada um”, explica.

    Anandrea Altamirano é atriz e professora de teatro formada pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (Ufrgs). Cursou Licenciatura em Artes Cênicas no Colégio Superior de Artes Del Teatro y Comunicación (Cosatyc), em Buenos Aires, Argentina, onde estudou com os professores Cristina Banegas, Rubén Hernandez, Diego Starosta e Ruben Pagura. Começou a trabalhar como atriz em 2004 e em 2011 passou a ministrar oficinas de teatro para crianças e adolescentes no Projeto de Investigação e Extensão da Ufrgs, ‘Universidade sem fronteiras: Arte em Ação sociocultural’ e do PIBID (Programa Institucional de Incentivo a Docência) ministrando aulas para adolescentes de escolas da rede pública participantes do programa.

    Serviço

    O quê: oficina ‘Tecer’, de teatro, texto, fotografia e música;

    Quando: de 9 de janeiro a 8 de fevereiro, às terças e quintas-feiras,  das 15h às 16h30;

    Onde: Sala Noé de Mello Freitas, no Centro Cultural CEEE Erico Verissimo, na Rua dos Andradas, nº1223, no Centro Histórico de Porto Alegre;

    Quanto: R$ 90, pagamento por depósito bancário;

    Informações: com Anandrea Altamirano pelo email oficinatecer@gmail.com ou pelo telefone (51) 99454-3836.

  • Para celebrar os Direitos Humanos, show reúne músicos de diversos gêneros na Redenção

    Ana Barros 
    Um grupo de músicos de diversas vertentes, etnias e gêneros musicais participam do ato show que ocorre no Dia Internacional dos Direitos Humanos nesse domingo, 10 de dezembro, a partir das 10h, no Monumento ao Expedicionário da Redenção. Celebra-se, em especial, a retomada de área indígena em Maquiné, pelos Guarani Mbya.
    Em 27 de janeiro de 2017, 27 famílias Guarani Mbya entraram pacificamente na área da extinta Fundação Estadual de Pesquisa Agropecuária (Fepagro), em Maquiné, iniciando a primeira retomada de área ancestral no RS. A área de 367 hectares reivindicada pelos Mbya hoje abriga a Tekohá Ka’aguy Porã (aldeia mata sagrada), que já fez a primeira colheita do milho tradicional. “É território dos nossos antepassados guarani, somos um povo originário e queremos respeito às nossas tradições e cultura”, diz o cacique André Benites.

    Índios que retomaram área em Maquiné participarão do ato na Redenção / Divulgação

    Mata nativa
    O cacique conhece bem a região: cresceu por ali, em situação precária, assim como outras famílias, plantando em pequenos pedaços de terra cedidos por moradores. Mas conhecia muito bem aquela área com mata nativa, frutas silvestres, terra boa para o plantio de alimentos tradicionais  e ervas medicinais, além de água boa de um rio, explica André. Ou seja, os recursos naturais que permitem o manejo das espécies tradicionais da cultura guarani estão preservados. A retomada é também uma reação ao descaso dos governos com os Mbyá, que Benites define assim: “Estamos esquecidos na beira de estradas, vivendo em acampamentos precários. Queremos viver a nossa cultura com dignidade, que o Governo reconheça isso”.
    Apoios
    Desde o início a retomada tem conquistado apoios de diversos setores da sociedade gaúcha: de pesquisadores, professores e estudantes de Universidades e Institutos Federais a profissionais liberais, parlamentares, instituições e Ongs.
    E neste Dia Internacional dos Direitos Humanos de 2017, artistas dos mais diversos gêneros se somam a esse movimento de valorização dos povos originários e afirmação dos seus direitos fundamentais, como o de viver com dignidade em parte das suas terras ancestrais.
    Participam Mbyá Guarani das aldeias Anhetenguá (Lomba do Pinheiro), Cantagalo e Pindó Mirim (Viamão) e Kaa’guy Porã, de Maquiné.
    Ato show
    O ato show abre com Canto Coral dos jovens Mbyá Guarani, de Maquiné, e segue com apresentações dos tambores do Alabê Ôni, música de raiz popular de Mimmo Ferreira e Carolinne Caramão, jazz e blues de Nicola Spolidoro, MPB de Marcelo Delacroix, Nelson Coelho de Castro Três, Marias e Lila Borges. Os grupos Toque de Comadre e Bloco no Mundo da Lua.
    Horário:
    Das: 10H às 15h;
    Local: Monumento ao Expedicionário, Parque da Redenção.

  • A periferia no Margs, nas fotografias de Jorge Aguiar

    O Museu de Arte do Rio Grande do Sul Ado Malagoli promove a exposição “Jorge Aguiar 4.2  ̶  Uma vida na fotografia documental”, com curadoria conjunta dos fotógrafos Nilton Santolin e Eurico Salis. A mostra fotográfica conta com 20 obras que retratam os mais de 40 anos de fotojornalismo de Jorge Aguiar. A abertura é nessa quinta-feira, dia 7, às 19h, nas Salas Negras do MARGS.
    No dia 14 de dezembro, às 16h, haverá um bate-papo com o fotógrafo e os curadores sobre a mostra e suas histórias sobre o registro fotojornalístico da vida nas periferias. O encontro, organizado pelo Núcleo Educativo do MARGS, acontece nas Salas Negras do museu, com entrada franca.
    A exposição reúne imagens que correspondem a 10 documentários produzidos nos últimos 20 anos, totalizando 20 painéis que retratam o cotidiano de pessoas em situação de vulnerabilidade social.
    Photo da Lata
    Jorge Aguiar tem 61 anos e é natural de Porto Alegre/RS, nascido e criado na Vila Jardim. Atua há 42 anos na fotografia jornalística e divide seu tempo entre aulas em workshops e oficinas de fotografias de rua.
    Trabalhou no Jornal do Comércio, Zero Hora e no extinto Diário de Notícias. Participou de exposições internacionais na Espanha, França, Portugal, Japão e Iraque. É fundador do Instituto Luz Reveladora Photo da Lata, instituição sem fins lucrativos que ministra oficinas de pinhole a jovens e adultos em áreas de vulnerabilidade social.
    Aqui ele responde cinco perguntas:

    O fotógrafo Jorge Aguiar, mais de 40 anos de trabalho / Alisson da Silva Silveira / Divulgação

    JÁ: qual o significado dessa exposição no MARGS?
    Jorge Aguiar – Colocar uma temática de periferia no Margs e inédito, ainda mais que os retratado não tem a menor ideia do que seja um  Museu, sendo eles moradores de periferias e vivem na margem da miserabilidade, mas têm uma alegria fora do comum e recebem muito bem seus retratados. Usei esta temática para humanizar as paredes do museu, fotografar esses moradores e alimentar a Alma e provocar uma grande reflexão sobre as desigualdades sociais: O que e morador periférico e o que é Arte?, Ela vem no sorriso, no abraço, no aperto de mãos que recebo dessas pessoas.
    Quem são suas referências fotográficas?
    Sebastião Salgado, Robert Capa e Cartier-Bresson.
    O que é preciso para ser um, digamos, bom fotógrafo?
    – Um olhar humanista, e viver a cena com coração.
    Qual equipamento mais frequente que usa em seu trabalho?
    Uso uma Canon, lente 18×55, mas não é o equipamento que faz um bom fotógrafo, e sim seu olhar, sua sensibilidade e acima de tudo sua capacidade de observação.
    O quer dizer mais sobre a exposição no Margs?
    Agradecer a curadoria compartilhada com Eurico Salis e Nilton Santolin e a diagramação/ visual de Zezé Carneiro e claro ao diretor do Margs, Paulo Amaral, o convite para colocar minha periferia nas paredes do museu e provocar reflexões sobre o que é humanidade e o que é fotografia de rua.
     
    SERVIÇO
    Exposição “Jorge Aguiar 4.2  ̶  Uma vida na fotografia documental”;
    Abertura: 7 de dezembro de 2017, às 19h;
    Visitação: De 8 de dezembro a 28 de janeiro de 2018, de terças a domingos, das 10h às 19h;
    Curadoria: Nilton Santolin e Eurico Salis;
    Local: Salas Negras do MARGS.
    Entrada Franca