Categoria: HOTSITE JÁ Cultura

  • Bazar La Movida e samba na Casa de Cultura Mario Quintana

    A Travessa dos Cataventos da Casa de Cultura Mario Quintana recebe, nesta terça (5) e quarta feira (6), mais uma edição do LA MOVIDA – Bazar & Artes. Das 10h às 21h, estará aberta ao público poderá para ver peças de artesanato e arte, vinil, livros, moda sustentável, marcas independentes, acessórios e gastronomia.
    Na terça (5) haverá uma apresentação especial do Samba de Irajá, às 18h, na Travessa dos Cataventos, em comemoração ao Dia do Samba.
    Irajá de Almeida Guterres foi mestre de bateria das principais escolas de samba de Porto Alegre. Em suas várias visitas ao Rio de Janeiro trouxe o projeto de roda de samba de raiz nas quadras das escolas de samba de Porto Alegre, que iniciou na Bambas da Orgia. A partir de então, essas rodas passaram a ajudar também a entidades filantrópicas.
    SERVIÇO
    LA MOVIDA – Bazar & Artes;
    Quando: terça (5) e quarta-feira (6), das 10h às 21h;
    Local: Travessa dos Cataventos da Casa de Cultura Mário Quintana (Rua dos Andradas, 736).
    Entrada gratuita.

  • Orquestra Villa-Lobos apresenta espetáculo gratuito no Araújo Vianna

    A Orquestra Villa-Lobos promoverá, nesta quarta-feira, 06/12, no Auditório Araújo Vianna, o espetáculo “Faz Escuro, Mas Eu Canto”.
    A apresentação terá início às 15h para escolas inscritas e, às 20h, será aberta ao público mediante retirada de ingresso.
    O espetáculo reunirá 70 jovens instrumentistas e será inspirado na obra do poeta Thiago de Mello, que aborda questões como a proteção da natureza em sua obra.
    Além disso, convidados especiais participarão da apresentação, como os cantores Annadi, Beto Chedid, Eduardo Alves e Stephanie Soeiro.
    No repertório, estão as seguintes obras, entre outras: Adios Nonino (Piazzolla), O Sal da Terra (Beto Guedes), Nascente (Flávio Venturini/Murilo Antunes), Um Girassol da Cor de seu Cabelo (Márcio e Lô Borges), Live and Let Die (Paul McCartney), Feito um Picolé no Sol (Nico Nicolaiewski), Chovendo na Roseira (Tom Jobim), O Sol Nascerá (Cartola) e Vai Passar (Chico Buarque).
    A regência ficará a cargo de Cecília Rheingantz Silveira, idealizadora do programa, que neste ano completou 25 anos.
    A Orquestra Villa-Lobos já realizou mais de 1,2 mil concertos pelo país, além da Argentina e Uruguai.
    Em parceria com o Centro de Promoção da Criança e do Adolescente São Francisco de Assis, a iniciativa presta mais de 800 atendimentos gratuitos de educação musical em sete locais da Lomba do Pinheiro, tendo a Escola Municipal de Ensino Fundamental Heitor Villa-Lobos como sede.
    O programa é mantido pela Secretaria Municipal de Educação, realizadora do espetáculo junto com o Centro São Francisco de Assis e apoio da Secretaria de Cultura de Porto Alegre, Instituto Zen Maitreya e Cintia Turismo.
    Os ingressos da apresentação das 20h podem ser retirados na Banca da República, localizada na rua da República, nº 21, bairro Cidade Baixa.

  • Ingressos esgotados para o espetáculo Simplesmente Flamenco

    Estão esgotados os ingressos para as duas sessões do espetáculo Simplesmente Flamenco, da Cia. de Dança Tablado Andaluz, na III Mostra de Artes Cênicas e Música do Teatro Glênio Peres, da Câmara Municipal de Porto Alegre. As apresentações vão ocorrer nesta sexta-feira (1º/12) e neste sábado (2/12), às 20 horas, com entrada gratuita e classificação livre para todos os públicos.
    O espetáculo é, segundo a companhia, “um mergulho no universo flamenco, no dia-a-dia, na intimidade dos ensaios e na vida de cada um”. A fusão de coreografias com a iluminação serve de inspiração e de pano de fundo, onde se desenrolam todas as cenas. O espetáculo trata o baile flamenco com simplicidade, “traduzida na sua forma mais pura e na sua linguagem mais direta”.
    O grupo lembra que os hábitos do povo da Andaluzia de cantar e dançar, “traduzindo suas vidas, suas dores e seus sentimentos em arte”, são os elementos principais da alquimia que originou o flamenco.
    A direção geral e as coreografias são de Andréa Franco e das demais bailaoras (professoras) do Tablado. Acompanha as danças a Banda Flamencura, tendo o bailaor Pedro Fernández na voz e na direção musical. O repertório resultou de uma profunda pesquisa nas raízes do flamenco.

  • Divulgado os artistas premiados no 25 º Salão Internacional de Desenho

    O 25º Salão Internacional de Desenho para Imprensa (Sidi) divulgou os premiados dessa edição, na abertura da exposição do salão, que ocorreu na noite dessa quinta-feira, 30/11, no Paço Municipal.
    Os premiados são:
    Categoria Caricatura: artista Alan Souto Maior, com o trabalho Tonico Pereira.

    Categoria Cartum: artista Rafael Correa, com o trabalho Amor.

    Categoria Charge: artista Marcos Venicius, com o trabalho Lula X Moro.

    Categoria Histórias em Quadrinhos: artista Pablo Aguiar, com o trabalho Rita

     
    Categoria Ilustração Editorial: artista Kleber Sales, com o trabalho Morte de Fidel.

    O salão, que tem a participação decisiva da Grafar, (Grafistas Associados do Rio Grande do Sul) tem o objetivo de estimular e divulgar a expressão gráfica aplicada à imprensa. Ele atribui premiações em cinco categorias: Cartum, Charge, HQ, Caricatura e Ilustração Editorial, além de menções honrosas.
    A mostra pode ser visitada até 9 de março de 2018, de segunda-feira a sexta-feira, das 9h às 12h e das 13h30 às 18h. São 62 obras dos artistas selecionados e a exposição De Iberê para Maqui – anos 1990, de Iberê Camargo, artista homenageado desta edição do evento.
    Em suas 25 edições, o evento é um dos principais meios de promoção e divulgação do produto gráfico brasileiro, além de contar com a participação de artistas gráficos de países como China, Turquia, Alemanha, Ucrânia e Estados Unidos, entre outros.
    Artista homenageado
    O artista homenageado é Iberê Camargo, que, com o pseudônimo de “Maqui”, produziu uma série de charges de cunho político na primeira metade da década de 1990 até sua morte, em 1994. Esses trabalhos mostram a veia crítica e a profunda ligação do artista com as demandas sociais de seu tempo. É uma oportunidade de conferir a influência exercida pelas artes gráficas na sua obra.
    São apresentados 25 desenhos originais, os jornais onde as charges foram publicadas e o conto “Acidente em Angra” e suas ilustrações.
    Participaram do júri de seleção: Bruno Ortiz Monllor, Leandro Roberto Bierhals Bezerra, Edgar Luiz Simch Vasques da Silva e Neltair Rébes Abreu, o Santiago. Integraram o júri de premiação: Bruno Ortiz Monllor, Edgar Luiz Simch Vasques da Silva e Neltair Rébes Abreu, o Santiago.
    SERVIÇO
    25º Salão Internacional de Desenho para Imprensa
    Visitação até 9 de março de 2018, de segunda-feira a sexta-feira, das 9h às 12h e das 13h30 às 18h;
    Pinacoteca Aldo Locatelli. Praça Montevidéu, 10,  Centro Histórico Porto Alegre
     
     
     

  • Salão Internacional de Desenho para Imprensa abre nesta quinta

    O 25º Salão Internacional de Desenho para Imprensa (Sidi) terá abertura e divulgação dos premiados nesta quinta-feira, 30, às 18h30, no Paço Municipal. Na ocasião serão conhecidas as 62 obras dos artistas selecionados e a exposição “de Iberê para Maqui – anos 1990” do artista Iberê Camargo o homenageado do Sidi. O salão tem o objetivo de estimular e divulgar a expressão gráfica aplicada à imprensa, além de atribuir premiações em cinco categorias: Cartum, Charge, HQ, Caricatura e Ilustração Editorial, além de Menções Honrosas.
    Em suas 25 edições, o evento se consolidou como um dos principais meios de promoção e divulgação do produto gráfico brasileiro, além de contar com a participação de artistas gráficos de países como China, Turquia, Alemanha, Ucrânia e Estados Unidos, entre outros.
    O artista homenageado é Iberê Camargo, que com o pseudônimo de “Maqui” produziu uma série de charges de cunho político na primeira metade da década de 1990 até sua morte no ano de 1994. Estes trabalhos mostram a veia crítica e a profunda ligação do artista com as demandas sociais de seu tempo. É uma oportunidade de conferir a influência exercida pelas artes gráficas na sua obra. Serão apresentados 25 desenhos originais, além de jornais onde as charges foram publicadas e o conto “Acidente em Angra” e suas ilustrações.
    Participaram do júri de seleção: Bruno Ortiz Monllor, Leandro Roberto Bierhals Bezerra, Edgar Luiz Simch Vasques da Silva e Neltair Rébes Abreu, o Santiago, e do júri de premiação Bruno Ortiz Monllor, Edgar Luiz Simch Vasques da Silva e Neltair Rébes Abreu.
    O evento é uma realização da prefeitura, por intermédio da Coordenação de Artes Plásticas da Secretaria Municipal da Cultura e tem o apoio do Metro Jornal, que publicará os  trabalhos premiados em uma página exclusiva. Uma das apoiadoras do evento, a Viacolor, laboratório fotográfico, irá premiar os artistas vencedores com um álbum de capa fotográfica e 20 páginas no formato 25x25cm. A Fundação Iberê Camargo e GalArt, Galeria de Arte, completam a lista de apoiadores.
     
    25º Salão Internacional de Desenho para Imprensa
    Abertura – quinta-feira, 30, às 18h30
    Visitação até 9 de março de 2018, de segunda-feira a sexta-feira, das 9h às 12h e das 13h30 às 18h
    Pinacoteca Aldo Locatelli
    Praça Montevidéu, 10,  Centro Histórico – Porto Alegre
    Outras informações
    Coordenação de Artes Plásticas –  Pinacoteca Ruben Berta, rua Duque de Caxias, 973 – 3º andar, 3289-8291

  • Um olhar sobre os 20 anos da Parada Livre

    Higino Barros
    “A bichice nas ruas, sem vergonha de ser feliz”. Esse foi o título, politicamente incorreto nos tempos de hoje, de matéria publicada no Jornal JÁ, em 2004. Assinado pelo repórter Renan Antunes de Oliveira, o texto conta que no ensolarado domingo de 4 de julho, uma raridade no inverno da capital gaúcha, se comemorava, em grande estilo, sete anos de existência da Parada Livre.
    Público estimado em cem mil pessoas, pela Brigada Militar, o que se leva a crer que pode ter sido bem mais e um clima de celebração absoluta. Na primeira edição da parada, em 1997, foram cerca de 150 pessoas, segundo o registro do grupo Nuances, criador do evento.
    “O dia bonito desentocou bichas, sapas, gogoboys e bofes. O desfile engrossou com famílias inteiras que passeavam no Brique, agregou ONGs de todas as vertentes, inclusive sindicatos. Candidatos pegaram carona para panfletagem”, conta a matéria. Trilha sonora preferida dos dez carros de som que desfilaram: “I will survive”, com Gloria Gaynor, “hino oficial da bichice”, informa o repórter.
    Percepção imediata
    Foram duas horas de desfile no total. Poucas, comparadas ao tempo do desfile atual. O evento de agora, realizado em palco fixo na Redenção, teve público de 30 mil pessoas, segundo cálculo dos organizadores e da Brigada Militar. Agora não houve patrocínio público, ao contrário do evento de 2004, quando a Secretaria da Saúde e o Ministério da Saúde colocavam dinheiro nos desfiles, em troca de publicidade para suas campanhas de educação sexual.
    Entre os 20 anos que separam a primeira Parada Livre de Porto Alegre, em 1997, aos tempos de hoje, há uma percepção imediata de quem se debruça sobre as conquistas do movimento gay na sociedade contemporânea. Houve um avanço na questão do comportamento e da sexualidade. O desfile, onde quer que seja realizado, é a prova cabal, visível e irreversível disso.
    O fotógrafo Ricardo Stricher esteve na Parada Gay do dia 19 de novembro, domingo passado. Através de seu visão, temos as imagens de um pouco do que aconteceu no Parque da Redenção.
    Bom olhar.

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  • Espetáculo Simplesmente Flamenco tem duas sessões gratuitas no Teatro Glênio Peres

    A Companhia de Dança Tablado Andaluz apresenta seu espetáculo Simplesmente Flamenco nesta sexta e sábado no Teatro Glênio Peres, da Câmara Municipal. As apresentações iniciam às 20 h, com entrada gratuita e classificação livre.
    O espetáculo é, segundo a companhia, “um mergulho no universo flamenco, no dia-a-dia, na intimidade dos ensaios e na vida de cada um”. A fusão de coreografias com a iluminação serve de inspiração e de pano de fundo, onde se desenrolam todas as cenas. O espetáculo trata o baile flamenco com simplicidade, “traduzida na sua forma mais pura e na sua linguagem mais direta”.
    O grupo lembra que os hábitos do povo da Andaluzia de cantar e dançar, “traduzindo suas vidas, suas dores e seus sentimentos em arte, são os elementos principais da alquimia que originou o flamenco.
    A direção geral e as coreografias são de Andréa Franco e das demais bailaoras (professoras) do Tablado. Acompanha as danças a Banda Flamencura, tendo o bailaor Pedro Fernández na voz e na direção musical. O repertório resultou de uma profunda pesquisa nas raízes do flamenco.
    Até sexta-feira, das 9 às 12 horas e das 13h30 às 18 horas, os ingressos poderão ser retirados na Seção de Memorial da Câmara. As entradas também estarão disponíveis a partir de meia hora antes das apresentações, no saguão do Teatro Glênio Peres (Avenida Loureiro da Silva, 255, 2º piso). Estacionamento gratuito.
    As apresentações integram a III Mostra de Artes Cênicas do Teatro Glênio Peres. Nos dias 8 e 9, a mostra traz o espetáculo de dança SeteOito – Impermanências e nos dias 15 e 16, o teatro infantil A Arca de Noé.

  • Gil Jazz Trio, com Simplesmente Jazz, é a atração do projeto Chapéu Acústico

    A atração do projeto Chapéu Acústico nessa terça-feira, 28/11, a partir das 19h, na Biblioteca Pública do Estado, é o Gil Jazz Trio, com “Simplesmente Jazz”. O evento coordenado pelo fotógrafo e produtor Marcos Monteiro tem entrada mediante contribuição espontânea, feita no chapéu, como nas performances de rua.

    O trio foi formado em 2015, pelo multi-instrumentista Gilberto Oliveira e duas revelações da música instrumental brasileira, o baterista Lucas Fê e o baixista Dionísio Souza. As composições do Gil Jazz Trio trazem o melhor da música instrumental.
    GILBERTO OLIVEIRA
    Guitarrista, violonista, baixista, compositor, arranjador e produtor, é conhecido por imprimir seu estilo marcante tanto em suas músicas quanto nas dos artistas com quem produz e atua, sendo bastante requisitado em palcos e estúdios. Músico e professor há 38 anos, dividiu o palco e gravou com nomes brasileiros e estrangeiros. Atua com trabalho próprio e também com vários artistas como instrumentista, arranjador e diretor musical.
    DIONÍSIO SOUZA
    Natural de Rio Grande, o baixista e compositor é músico profissional e formando no curso de música da Universidade Federal de Pelotas (UFPEL). É fundador do grupo instrumental “KIAI” e atua com vários artistas como Luciana Lima, Quinteto Guitarreria, Big Band da Furg, Gilberto Oliveira entre outros.
    LUCAS FÊ
    Também de Rio Grande, seu primeiro contato com a música foi com o tio, o baterista consagrado Marquinhos Fê. Músico profissional, fundou o grupo instrumental KIAI e atua com vários artistas, como Luciana Lima, Grupo Sperandires, Frank Solari, Gilberto Oliveira, Renato Borguetti, Gastão Vileroy, Paulinho Fagundes, Marco Fhilomena, Ricardo Baumgarten, Djâmen Farias, entre outros. O baterista foi o grande vencedor do Concurso de Bateristas “Tamborim Drum Festival”, realizado em Porto Alegre, em novembro de 2015.

    Serviço:

    Dia: 28 de novembro de 2017 (terça-feira);
    Hora: 19h;
    Local: Biblioteca Pública do Estado/BPE (Riachuelo, 1190). Contribuição espontânea.

     

  • Nova produção de Eduardo Vieira da Cunha e Krajcberg são atrações na Galeria Duque

    A Galeria Duque inaugura na próxima sexta-feira, 24, às 18h, a exposição Diante do espelho, composta por 10 pinturas e 25 desenhos do artista plástico Eduardo Vieira da Cunha – a maior parte dos trabalhos foi produzida este ano. “Trata-se do resultado de uma pesquisa plástica na qual o imaginário do espelho aparece como uma procura pelo mistério da imagem”, revela ele.
    As obras se referem a um espaço labiríntico do sonho e seguem a linguagem pictórica consagrada pelo artista na representação dos meios de transporte e viagens e os reflexos na paisagem e na imaginação.
    Outro aspecto relevante é que a exposição reúne trabalhos desenvolvidos pelo artista como professor do Instituto de Artes da UFRGS, onde completa 35 anos de magistério. São investigações sobre a relação triangular que se estabelece entre a pintura, a imagem e as suas sombras na fotografia e que se refletem na obra plástica.
    “As referências entre essas duas linguagens – pintura e fotografia – são traduzidas nas obras que compõem a exposição como uma troca de influências. A fotografia representa um registro de algo que se perdeu, e a pintura, a recuperação destas perdas através de uma construção lenta destes instantes temporais que escapam à nossa percepção. A pintura transforma-se, assim, em um espelho, com uma memória conceitual e subjetiva”, explica o artista.

    “Folha Branca”, de Frans Kracjberg./ Foto: Divulgação

    Krajcberg e novidades do acervo
    A Galeria Duque, que está comemorando cinco anos de funcionamento, faz também uma homenagem a Frans Krajcberg, falecido no último dia 15, aos 96 anos, no Rio de Janeiro. A galeria expõe a obra Folha Branca (1970, textura fio algodão, 80 x 48 cm), do escultor, pintor, gravador e fotógrafo, pertencente ao acervo.
    Nesta última exposição de 2017, a Duque apresenta obras de mestres do seu vasto e rico acervo. A curadora Daisy Viola faz um recorte com obras que, associadas, criam uma proposta de diálogo com o público, estimulando a reflexão. “Abre-se para um público mais amplo do que aquele que frequenta normalmente o espaço tradicional de uma galeria, a possibilidade de se (re) encontrar com obras de grandes mestres da historia da arte brasileira, e com o trabalho de artistas atuantes no cenário cultural da cidade e do país”, diz Daisy.
    FICHA
    O quê: vernissage das exposições Diante do espelho, de Eduardo Vieira da Cunha, com curadoria do próprio artista, e Prazer em Re conhecer, obras do acervo com curadoria de Daisy Viola
    Data: 24/11 (sexta-feira), às 18h
    Entrada: gratuita
    Endereço: Rua Duque de Caxias, 649, Centro Histórico, Porto Alegre. F: 51 3228-6900
    Visitação: de segunda a sexta das 10h às 19h e aos sábados das 10h às 17h
    Término: 20 de janeiro de 2018

  • Mostra fotográfica de Jorge Aguiar traz temática da periferia ao MARGS

    O Museu de Arte do Rio Grande do Sul Ado Malagoli promove no início de dezembro a exposição “Jorge Aguiar 4.2  ̶  Uma vida na fotografia documental”, com curadoria conjunta dos fotógrafos Nilton Santolin e Eurico Salis. A mostra contêm 20 obras que retratam os mais de 40 anos de fotojornalismo de Jorge Aguiar, com abertura dia 7 de dezembro, às 19h, nas Salas Negras do MARGS.
    No dia 14 de dezembro, às 16h, o público está convidado para um bate-papo com o fotógrafo e os curadores sobre a mostra “ e suas histórias sobre o registro fotojornalístico da vida nas periferias. O encontro, organizado pelo Núcleo Educativo do MARGS, acontece nas Salas Negras do museu, com entrada franca.
    A exposição reúne imagens que correspondem a 10 documentários produzidos nos últimos 20 anos, totalizando 20 painéis que retratam o cotidiano de pessoas em situação de vulnerabilidade social.
    O fotógrafo explica que concebe seu trabalho ouvindo histórias de vida e observando com olhar atento o dia a dia nas periferias das cidades. Cada tema leva em média dois anos até ser finalizado. O trabalho vai amadurecendo conforme ele visita os locais, a cada 15 dias, conversando com as pessoas, absorvendo suas realidades e entrelaçando suas histórias. Somente após o longo período de reconhecimento e pesquisa é que começam os registros fotográficos.
    Um dos trabalhos que compõem a mostra intitulado “Manas Lisas da Periferia” é baseado na observação de mulheres das comunidades que estão assumindo sua negritude com orgulho. Assim, em contraponto ao quadro mais famoso do mundo, A Monalisa, o fotógrafo capta retratos de mulheres pobres, enquadradas por uma  moldura que ele coloca na frente delas.
    Jorge destaca que, os pontos mais altos em sua carreira, são: o Prêmio Direitos Humanos, dado pela Unesco, em 2003, referente ao projeto “O fio da navalha”; o convite que recebeu para representar o país em 2005, ano que o Brasil foi homenageado pela França; e, por último, esta exposição, por se tratar do primeiro trabalho exclusivamente sobre periferia apresentado no MARGS. Além da mostra aberta ao público no museu, a mostra será apresentada em forma de varal fotográfico nas comunidades em que foram registradas.
    A exposição pode ser visitada de 8 de dezembro a 28 de janeiro de 2018, com entrada gratuita. Visitas mediadas podem ser agendadas no e-mail educativo@margs.rs.gov.br.
    Apresentação
    Uma vez o diretor da agência Tony Stone me disse “o que importa no trabalho de um fotógrafo não é uma grande fotografia, mas o conjunto de sua obra.” Aqui em Porto Alegre nós temos um grande fotógrafo, Jorge Aguiar, que construiu sua trajetória com olhar voltado para documentar a vida dos pobres, dos desvalidos, e da vida simples, sempre com olhar tensionado, centrado na figura humana. Jorginho tem uma obra densa, definitiva. No seu trabalho de rua, ou “street photography”, estão presentes, lado a lado, de forma vibrante, a narrativa e a estética. Aquilo que forma a linguagem fotográfica, princípios que diferenciam o fotógrafo de verdade de um mero “batedor de fotos”.
    Sem cair no ativismo ideológico, na denúncia partidária ou na estética panfletária, Jorge nos mostra uma realidade ácida, instigante, tão perto do nosso dia-a-dia, muitas vezes tão longe do nosso mundo. Vejam os exemplos do que estou falando nas imagens lúdicas da série Pradinho, ou nas imagens sensíveis da série Fio da Navalha, ou ainda, nas imagens ácidas da série, Hades – Mergulho no Inferno. São fotografias que seriam reconhecidas como obras de arte em qualquer galeria do mundo. Jorge Aguiar assim como Sebastião Salgado, é um fotógrafo de nosso tempo. Assim como Cartier-Bresson, é um fotógrafo de nossa história. Um artista que sabe documentar a vida como ela é, sem fazer concessões ou se apropriar de modismos e truques ingênuos tão presentes nas fotografias contemporâneas publicadas em redes sociais. Suas fotografias nos propõe uma reflexão permanente sobre a vida dos desvalidos.
    As imagens desta retrospectiva fazem parte de dez documentários produzidos nos últimos vinte anos. Jorge Aguiar agora nos convida a percorrer o “conjunto de sua obra”, através de um conjunto de imagens que passa por Umbu, Pradinho, Pé de Meia, Hades – Mergulho no Inferno, Iemanjá, Oleiro, Meio Fio – Vida de Cadeirante, Fio da navalha, Santa Marta e Manaslisas. Uma obra tão complexa e tão simples, ao mesmo tempo. Uma obra local que atinge dimensão universal através de olhar singular. Um olhar que nos leva a conhecer um pouco mais da condição humana.  
    Eurico Salis – Fotógrafo
     O fotógrafo
    Jorge Aguiar tem 61 anos e é natural de Porto Alegre/RS, nascido e criado na Vila Jardim. Atua há 42 anos na fotografia jornalística e divide seu tempo entre aulas em workshops e oficinas de fotografias de rua.
    Trabalhou no Jornal do Comércio, Zero Hora e no extinto Diário de Notícias. Participou de exposições internacionais na Espanha, França, Portugal, Japão e Iraque. É fundador do Instituto Luz Reveladora Photo da Lata, instituição sem fins lucrativos que ministra oficinas de pinhole a jovens e adultos em áreas de vulnerabilidade social.
    É um dos grandes nomes da fotografia atual do Rio Grande do Sul, tendo recebido diversos prêmios, como o da VI Bienal de Fotografia da Europa em 1983. Com o projeto Photo da Lata/Fotógrafos Comunitários, recebeu, em 2003, o Prêmio Direitos Humanos da Unesco como melhor projeto de divulgação dos direitos humanos no RS. Expôs o seu acervo em diversos países como na Biblioteca de Documentação de Artes Contemporânea de Paris.
    O trabalho em que mais se dedica e que gera maior reconhecimento nacional e internacional é o “Luz Reveladora – Photo da Lata”, por meio deste projeto o fotógrafo percorre periferias ministrando oficinas da técnica Pinhole a jovens e adultos em áreas de vulnerabilidade social.
    SERVIÇO
    Exposição “Jorge Aguiar 4.2  ̶  Uma vida na fotografia documental”
    Abertura: 7 de dezembro de 2017, às 19h
    Visitação: De 8 de dezembro a 28 de janeiro de 2018, de terças a domingos, das 10h às 19h
    Local: Salas Negras do MARGS
    Entrada Franca
     
    Conversas com Artistas
    Participantes: Jorge Aguiar, Nilton Santolin e Eurico Salis
    Data: 14 de dezembro (quinta), às 16h
    Local: Salas Negras do MARGS
    Entrada Franca
    70 lugares, por ordem de chegada