Na reta final de 2017, o Santander Cultural traz um show exclusivo que marca o encerramento das atividades musicais deste ano: o Sexteto Gaúcho, formado por professores da Oficina de Choro da instituição, com uma seleção do melhor do gênero genuinamente brasileiro.
Formado em 2012 por músicos que se conheceram nas rodas de choro da capital do Rio Grande do Sul, o grupo apresenta sonoridade tradicional dos conjuntos brasileiros de choro com composições contemporâneas de seus próprios integrantes.
O grupo de músicos é responsável pela Oficina de Choro Santander Cultural, tendo na sua formação Mathias Pinto (violão 7 cordas), Alexandre Susin (cavaquinho), Guilherme Sanches (pandeiro), Lucian Krolow (flauta), Samuca do Acordeon e Elias Barboza (Bandolim). No repertório, obras de Altamiro Carrilho, Pixinguinha, Copinha e Garoto, e composições próprias.
SERVIÇO
Show com SEXTETO GAÚCHO com participação especial do Bandão da Oficina de Choro do Santander Cultural
DATA: 25, SÁBADO.
HORA: 17 H.
LOCAL: ÁTRIO- RUA SETE DE SETEMBRO, 1028.
INGRESSO: R$ 12,00.
Categoria: HOTSITE JÁ Cultura
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Sexteto Gaúcho faz show de choro no Santander Cultural
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Margs promove exposição " Nervo Óptico e os novos meios – experiências na arte contemporânea"
O Museu de Arte do Rio Grande do Sul Ado Malagoli promove a exposição “Nervo Óptico e os novos meios – experiências na arte contemporânea”, com curadoria do próprio MARGS. A mostra, contendo 20 obras, pode ser visitada desta quarta feira, 22 de novembro, a 11 de março de 2018, com entrada franca.
Dando continuidade à proposta de divulgar a história da arte no Rio Grande do Sul a partir de obras do Acervo do MARGS, este módulo contempla as ações realizadas por um coletivo de jovens artistas gaúchos, ligados ao Instituto de Artes da UFRGS, intitulado “Nervo Óptico”.
Entre as décadas de 70 e 80, esses artistas passam a experimentar novas linguagens para expressar suas poéticas visuais, dentre elas, fotografia, instalações, performance, super-8, objetos, fotomontagem; sem a preocupação com o suporte, muito menos em gerar um produto final, apenas queriam manifestar-se artisticamente.
Coletivo e manifesto
Inicialmente, o coletivo era formado por Carlos Asp, Carlos Pasquetti, Clóvis Dariano, Mara Alvares, Vera Chaves Barcellos e Telmo Lanes. Sendo que também fizeram parte, os artistas Jesus Escobar e Romanita Disconzi.
Em 1976, assumiram uma posição pública de repúdio às políticas culturais locais que valorizavam a arte somente como objeto de mercado, através de um “Manifesto” (cartazete) e uma exposição-relâmpago (24 horas ininterruptas), denominada “Atividades Continuadas”, no Museu de Arte do RS – MARGS. Os cartazetes ou publicações do “Nervo Óptico” além de divulgar a produção dos artistas serviam também como espaço expositivo de suas propostas.
Em 1977, lançaram o primeiro periódico – de um total de treze edições- intitulado “Nervo Óptico”, com uma tiragem de três mil exemplares distribuídos gratuitamente a críticos e artistas locais e internacionais, visando ampliar a rede de diálogo sobre arte, o que gerou uma maior legitimidade e visibilidade ao coletivo e suas novas proposições.
Espaço N.O.
O Centro Alternativo de Cultura Espaço N.O.”, mais conhecido como “Espaço N.O.”, idealizado em 1979, por Vera Chaves Barcellos e alguns alunos do Instituto de Artes da UFRGS, deu prosseguimento ao trabalho iniciado pelo coletivo, visando criar em Porto Alegre um local destinado às atividades relacionadas à arte contemporânea, realizando exposições, palestras, cursos, debates, tanto nas artes visuais, quanto nas áreas da dança, teatro, literatura e música.
O coletivo de artistas Nervo Óptico, com sua atitude provocativa e sua postura irônica, se desfez em 1978, deixando uma reflexão sobre o que era ser artista, para que servia a arte, quem a consumia ̶ questões que marcaram um período de intensa renovação no meio artístico/cultural local e que reverbera até os dias atuais.
O MARGS funciona de terças a domingos, das 10h às 19h, com entrada gratuita. Visitas mediadas podem ser agendadas pelo e-mail educativo@margs.rs.gov.br.
ARTISTAS PARTICIPANTES
CARLOS ASP, CARLOS PASQUETT,CLÓVIS DARIANO, JESUS ESCOBAR, MARA ALVAREZ, ROMANITA DISCONZI, TELMO LANES E VERA CHAVES BARCELLOSSERVIÇO
SERVIÇO
Exposição Nervo Óptico e os novos meios – experiências na arte contemporânea
VISITAÇÃO: 22 de novembro de 2017 a 11 de março de 2018
Curadoria: MARGS
Local: Galeria Aldo Locatelli do MARGS
Entrada Franca
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Casa de Cinema de Porto Alegre promove mostra comemorativa aos seus 30 anos de fundação
São 21 longas, 14 médias, 31 curtas, 18 séries e mais de 200 episódios, em 7593 minutos de material produzido, que construíram 30 anos de história da Casa de Cinema de Porto Alegre. Para comemorar a produtora promove, a partir desta segunda-feira, 20/11, uma mostra com 30 títulos produzidos neste período, um de cada ano. As produções, disponibilizadas gratuitamente através do site da produtora, ficarão disponíveis por uma semana, por streaming na plataforma Vimeo, com a melhor qualidade de imagem disponível e alguns com opções de legendas em português, inglês e espanhol.
A programação inicia com o curta-metragem O Dia em Que Dorival Encarou a Guarda, dirigido por Jorge Furtado e José Pedro Goulart, filme produzido antes da criação da Casa de Cinema, mas que conta com parte de seus sócios fundadores em sua ficha técnica. Integram a lista produções como Ilha das Flores (1989), Anchietanos (1997), episódio da série da TV Globo Comédias da Vida Privada, o curta Dona Cristina Perdeu a Memória (2002), dirigido por Ana Luiza Azevedo e o piloto da série Doce de Mãe (2012), indicado ao Emmy Internacional.
A seleção, feita pelos quatro atuais sócios da Casa de Cinema, Ana Luiza Azevedo, Giba Assis Brasil, Jorge Furtado e Nora Goulart, buscou contar de alguma maneira um pouco da história da produtora e de seus antigos sócios e parceiros. “Nestes 30 anos muitas pessoas participaram da história da Casa e a mostra também é uma maneira de celebrar e homenagear os profissionais que já passaram por aqui e construíram essa trajetória conosco”, afirmam.
A Mostra encerra em 21 de dezembro, com a exibição da série Grandes Cenas, dirigida por Ana Luiza e Vicente Moreno, que foi ao ar no Canal Curta! e uma pequena amostra do que está por vir em 2018.
Programação da mostra:
/ Segunda-feira 20/nov
PRÉ-1987 / O DIA EM QUE DORIVAL ENCAROU A GUARDA (14 min)
Direção: Jorge Furtado e José Pedro Goulart
Numa prisão militar, numa noite de muito calor, o negro Dorival tem apenas uma vontade: tomar um banho. Para consegui-lo, vai ter que enfrentar um soldadinho assustado, um cabo com mania de herói, um sargento com saudade da namorada, um tenente cheio de prepotência – e acabar com a tranquilidade daquela noite no quartel.
Roteiro: Giba Assis Brasil, José Pedro Goulart, Jorge Furtado e Ana Luiza Azevedo
Direção de Fotografia: Christian Lesage
Direção de Arte: Fiapo Barth
Música: Augusto Licks
Direção de Produção: Gisele Hiltl e Henrique de Freitas Lima
Montagem: Giba Assis Brasil
Assistente de Direção: Ana Luiza Azevedo
Elenco Principal: João Acaiabe (Dorival), Pedro Santos (Soldado), Zé Adão Barbosa (Cabo), Sirmar Antunes (Sargento), Lui Strassburger (Tenente)
Disponível com legendas em inglês, espanhol, francês e português.
Créditos completos:
http://www.casacinepoa.com.br/os-filmes/cr%C3%A9ditos/o-dia-em-que-dorival-encarou-guarda
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/ Terça-feira 21/nov
1988 / BARBOSA (13 min)
Direção: Jorge Furtado e Ana Luiza Azevedo
Trinta e oito anos depois da Copa do Mundo de 1950, um homem volta no tempo a fim de impedir o gol que derrotou o Brasil, destruiu seus sonhos de infância e acabou com a carreira do goleiro Barbosa.
Roteiro: Jorge Furtado, Ana Luiza Azevedo e Giba Assis Brasil
Direção de Fotografia: Sérgio Amon
Direção de Arte: Fiapo Barth
Música: Geraldo Flach
Direção de Produção: Nora Goulart e Gisele Hiltl
Montagem: Giba Assis Brasil
Assistente de Direção: Betty Perrenoud
Elenco Principal: Antônio Fagundes (o viajante), Pedro Santos (o cúmplice), Zé Vitor Castiel (o porteiro), Ariel Nehring (o menino), Abel Borba (o pai)
Disponível com legendas em inglês, espanhol, francês e português.
Créditos completos:
http://www.casacinepoa.com.br/os-filmes/creditos/barbosa
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/ Quarta-feira 22/nov
1989 / ILHA DAS FLORES (12 min)
Direção: Jorge Furtado
Um tomate é plantado, colhido, transportado e vendido num supermercado, mas apodrece e acaba no lixo. Acaba? Não. ILHA DAS FLORES segue-o até seu verdadeiro final, entre animais, lixo, mulheres e crianças. E então fica clara a diferença que existe entre tomates, porcos e seres humanos.
Produção Executiva: Monica Schmiedt, Giba Assis Brasil e Nora Goulart
Roteiro: Jorge Furtado
Direção de Fotografia: Roberto Henkin e Sérgio Amon
Direção de Arte: Fiapo Barth
Música: Geraldo Flach
Direção de Produção: Nora Goulart
Montagem: Giba Assis Brasil
Assistente de Direção: Ana Luiza Azevedo
Elenco Principal: Paulo José (Narração), Ciça Reckziegel (Dona Anete)
Disponível com legendas em inglês, espanhol, francês, português, italiano, alemão e russo.
Créditos completos
http://www.casacinepoa.com.br/os-filmes/cr%C3%A9ditos/ilha-das-flores
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/ Quinta-feira 23/nov
1990 / MEMÓRIA (14 min)
Direção: Roberto Henkin
No Brasil, cópias de filmes eram exibidas por 5 anos, e depois destruídas. Uma fábrica em São Paulo utiliza essas cópias na confecção de vassouras. Jânio Quadros volta a se eleger prefeito de São Paulo. Em 1989, o Brasil tem sua primeira eleição presidencial direta em três décadas. Alguns candidatos são velhos conhecidos. Mas ninguém lembra mais o que aconteceu da última vez.
Produção Executiva: Luciana Tomasi
Roteiro: Roberto Henkin e Jorge Furtado
Direção de Fotografia: Christian Lesage
Direção de Arte: Fiapo Barth
Música: Leo Henkin
Direção de Produção: Nora Goulart
Montagem: Giba Assis Brasil
Assistente de Direção: Ana Luiza Azevedo
Elenco Principal: João Batista Diemer (Narração masculina), Maria Verbena de Souza (depoimento)
Disponível com legendas em inglês, espanhol, francês e português.
Créditos completos:
http://www.casacinepoa.com.br/os-filmes/produ%C3%A7%C3%A3o/curtas/mem%C3%B3ria-cr%C3%A9ditos-completos
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/ Sexta-feira 24/nov
1991 / O VAMPIRO DE NOVO HAMBURGO (4 min)
Quadro do programa “Dóris para maiores” para TV Globo
Direção: Jorge Furtado
Falso documentário sobre o falso cineasta Volker Freunden e seu falso e pioneiro filme de terror, falsamente rodado na década de 1920 na verdadeira cidade de Novo Hamburgo.
–>Também da série de quadros produzidas para o mesmo programa, estarão disponíveis “Tempo” (3 min) e “Dona Sílvia não gostava de música” (5 min).
Roteiro: Jorge Furtado
Produção executiva: Nora Goulart
Direção de fotografia: Alex Sernambi
Direção de arte: Fipao Barth
Direção musical: Leo Henkin
Assistente de direção: Ana Luiza Azevedo
Apresentadora: Ilana Kaplan
Disponível sem legendas.
Créditos completos:
http://www.casacinepoa.com.br/os-filmes/produ%C3%A7%C3%A3o/curtas/o-vampiro-de-novo-hamburgo
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/ Sábado 25/nov
1992 / ESTA NÃO É A SUA VIDA (16 min)
Direção: Jorge Furtado
Documentário sobre a vida de Noeli Joner Cavalheiro. Noeli mora num subúrbio de Porto Alegre, é dona de casa e tem dois filhos. Nasceu numa cidade do interior, foi pra capital, trabalhou numa padaria, casou. É uma pessoa comum. Mas não existem pessoas comuns.
Produção Executiva: Nora Goulart e Ana Luiza Azevedo
Roteiro: Jorge Furtado
Direção de Fotografia: Alex Sernambi
Direção de Arte: Fiapo Barth
Música: Leo Henkin
Direção de Produção: Dainara Soares
Montagem: Giba Assis Brasil
Assistente de Direção: Ana Luiza Azevedo
Elenco Principal: Noeli Cavalheiro (depoimento), José Mayer (narração)
Disponível com legendas em inglês, espanhol, francês e português.
Créditos completos:
http://www.casacinepoa.com.br/os-filmes/cr%C3%A9ditos/esta-n%C3%A3o-%C3%A9-sua-vida
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/ Domingo 26/nov
1993 / VENTRE LIVRE (48 min)
Direção: Ana Luiza Azevedo
O país do futuro é onde as crianças engravidam? O maior país católico do mundo é onde mais de trinta mil mulheres morrem em conseqüência de aborto? A 10ª economia do planeta é a do país onde 27% das mulheres estão esterilizadas? VENTRE LIVRE conta um pouco da história de Vera, Ivonete, Carmen, Denise, Maria do Carmo, Marlove – pessoas que nasceram no país com a mais desigual distribuição de renda do planeta. Um documentário sobre direitos reprodutivos no Brasil, enquanto o futuro não chega.
Direção: Ana Luiza Azevedo
Produção Executiva: Nora Goulart
Roteiro: Ana Luiza Azevedo, Giba Assis Brasil e Rosângela Cortinhas
Direção de Fotografia: Alex Sernambi
Direção de Arte: Fiapo Barth
Música: Leo Henkin
Direção de Produção: Luciana Tomasi
Montagem: Giba Assis Brasil
Assistente de Direção: Amabile Rocha
Elenco Principal: Lisa Becker (Narração), Ciça Reckziegel (professora)
Disponível com legendas em inglês, espanhol, francês e português.
Créditos completos:
http://www.casacinepoa.com.br/os-filmes/cr%C3%A9ditos/ventre-livre
Casa de Cinema de Porto Alegre
A Casa de Cinema de Porto Alegre ganhou em 2015 o Emmy Internacional de Melhor Comédia pela série Doce de Mãe. A produtora foi criada em 1987 por um grupo de cineastas do sul do Brasil. Em 30 anos, a Casa já produziu mais de uma centena de filmes, vídeos, programas de TV e séries. Nossos parceiros e clientes incluem empresas como TV Globo, Globosat, RBS TV, Canal Futura, Canal Brasil, Canal Curta!, a britânica Channel 4, a alemã ZDF, HBO Latin America, as fundações norte-americanas Rockefeller e Macarthur, as distribuidoras Columbia, Elo Company, Imagem Filmes, Espaço Filmes, Fox e a produtora argentina 100 Bares. A estratégia da Casa de Cinema de Porto Alegre é produzir conteúdo exclusivo com relevância social, com foco no desenvolvimento artístico e cultural.
www.casacinepoa.com.br | http://www.facebook.com/casacinepoa | http://www.youtube.com/user/casacinepoa | http://vimeo.com/casacinepoa | @casacinepoa
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Flora Almeida e Gilberto Oliveira apresentam show 'Revendo Pérolas' no Chapéu Acústico
Dentro do projeto Chapéu Acústico da Biblioteca Pública do Estado (BPE), a cantora Flora Almeida, em parceria com o instrumentista, compositor e arranjador Gilberto Oliveira, realiza o show “Revendo Pérolas”, na terça-feira, 21, a partir das 19h, no Salão Mourisco. A apresentação terá ainda a participação especial do trompetista Luiz Fernando Rocha. A entrada se dá mediante contribuição espontânea
Flora preparou um balanço de seus 35 anos de carreira, que serão completados em março de 2018, selecionando canções de compositores brasileiros, seus discos, assim como alguns temas de jazz constantes em sua trajetória. Estes definiram os vários momentos, em diferentes e variados shows realizados ao longo desse tempo, tanto em Porto Alegre como em outras cidades do Brasil.

Instrumentista, compositor e arranjador, Gilberto Oliveira/ Divulgação
No repertório inclui “Deixa”, de Baden Powell; “Influência do Jazz”, de Carlos Lyra; “Beco´s Blues”, de Raul Ellwanger; “Blue Note”, de Filó e Fátima Guedes; “Formicida Corda e Flor”, de Rosa Passos; “Último Desejo” de Noel Rosa; “Beleza”, de Luís Henrique New; “Lobo Bobo”, de Carlos Lyra e Ronaldo Bôscoli; “Sapato de Trecê”, de João Nogueira e “Beijo Partido”, de Toninho Horta; “Purpurina”, de Jerônimo Jardim; “Cadeira Vazia”, de Lupicínio Rodrigues; “Summertime,”, de George e Ira Gershwin e “Tenderly” de Jack Lawrence e Walter Gross.
Serviço:
Dia: 21 de novembro de 2017 (terça-feira).
Hora: 19h
Local: Biblioteca Pública do Estado/BPE (Riachuelo, 1190).
Contribuição espontânea. -
Os desafios de uma Feira que encolheu
Com 7 mil metros quadrados ocupados na Praça da Alfândega, a Feira do Livro de Porto Alegre de 2017 teve a metade do tamanho alcançado nos anos em que parecia não haver limites para sua expansão.
Em 2005, por exemplo, no cinquentenário, além de toda a praça e a avenida Sepúlveda, a feira ocupou três armazéns do Cais Mauá com os livros infantis e uma programação que incluía até um campo de futebol para garotos de rua. Até uma regata pelo Guaíba foi promovida.
Todas as grandes redes de comunicação tinham verdadeiras estações dentro da feira. A RBS tinha um stand de 300 metros quadrados num ponto central da Praça. Os patrocinadores eram: Gerdau, Correios, Braskem, Ipiranga, Caixa Federal. A Câmara do Livro levantou mais de R$ 6 milhões para fazer a festa.
Em 2017, quando noventa barracas não ocuparam mais do que dois terços da praça, chega-se ao máximo de um declínio, iniciado há dez anos. Inicialmente lento, quase imperceptível. Nos últimos três anos acelerado, quase assustador.
Das redes de rádio e tevê, apenas a Pampa manteve seu estúdio na feira. A Câmara do Livro orçou em R$ 4 milhões o custo da feira deste ano, já com muitos cortes. Levantou R$ 2 milhões “a pau e corda”.
“Chegou a um ponto, ali por agosto/setembro, que achamos que não ia ter feira este ano”, diz o presidente, Marco Cena Lopes.
Cena está encerrando o segundo mandato de dois anos como presidente da Câmara Riograndense do Livro.
À frente de uma diretoria de nove voluntários, ele enfrentou o período mais difícil, que culmina com a “feira da resistência”, como definiu.
Segundo ele, mesmo com tamanho menor, a feira manteve a qualidade de seus eventos, ainda que com algum prejuízo.
A palestra do escritor Mia Couto, por exemplo, teve metade do público porque o Teatro Carlos Urbim que antes tinha quase mil lugares num galpão do cais, agora está numa barraca de lona com capacidade para 300 pessoas.
Crítico do “gigantismo”, que ameaçava transformar a feira num mega-evento dominado pelo marketing, o presidente vê na crise uma oportunidade de repensar a feira e devolvê-la à sua verdadeira vocação, que é promover o livro e a leitura.
Para isso, terá necessariamente que rever suas relações com o poder público, com quem as negociações este ano foram extremamente desgastantes.
O governo do Estado cortou isenções fiscais, limitando a captação de patrocínios pela Lei de Incentivo à Cultura.
A prefeitura alimentou a expectativa de que seriam mantidos os patrocínios. Em julho, simplesmente anunciou que não tinha dinheiro.
No final, depois de muita pressão, liberou pouco mais de 20% do valor esperado, que era mais de R$ 1 milhão.
Além disso, anunciou, às vésperas da abertura da feira, que o serviço de limpeza da praça pelo DMLU só seria feito mediante pagamento, mais de R$ 30 mil. “Como não tínhamos o dinheiro, tivemos que improvisar contratando garis para limpar a área ocupada pela feira. O problema é que o restante da praça está um lixão, uma vergonha”, diz o presidente da Câmara.
Este ano foi também suspenso o serviço de desratização, feito sempre pela Saúde, e o resultado se podia ver nos pontos mais sujos da praça, onde nutridas ratazanas circulavam.
“Bibliotecas já tem muitos livros”, diz secretário
A prefeitura financia um dos mais importantes programas da Feira do Livro, o “Adote um Escritor” que este ano envolve 90 escolas.
O programa tem 16 anos, é referência, copiado por várias cidades. As atividades, junto às escolas, duram o ano inteiro. Durante a feira, uma intensa atividade envolve milhares de estudantes.
A prefeitura dispendia R$ 1 milhão por ano com cachê de escritores, compra de livros, passagens e hospedagem. Este ano liberou R$ 220 mil reais.
O secretário de Educação do município, Adriano Naves, tentando justificar o corte e chegou a afirmar que “as bibliotecas já têm muitos livros”.
Foi preciso muita criatividade para manter o essencial do programa, o que só foi possível com o apoio das editoras, dos autores e das próprias escolas e professores.
“Foi essa solidariedade que permitiu manter o programa cortando algumas atividades, improvisando locais, mas mantendo a qualidade no essencial. E é isso que nos anima e nos faz acreditar que vamos superar esse momento”, diz Sônia Zanchetta, que tem 21 anos de feira e coordena a área infanto juvenil.
Ela vê nisso o lado positivo da atual crise.: “O envolvimento é muito grande. A feira mobiliza muitas energias e é daí que vai vir a solução”.
Prefeitura cobra pelos serviços
A prefeitura vai cortar toda a verba da Feira do Livro e ainda pretende cobrar por todos os serviços utilizados pela feira, inclusive um aluguel pelo uso da praça da Alfândega.
Dirigentes da Câmara do Livro, que participaram das negociações com a prefeitura este ano, afirmaram ao JÁ que esse recado já foi passado aos organizadores. O presidente da Câmara não confirma. Ele teve uma reunião, rápida e formal, com o prefeito antes da feira e diz que isso não foi falado: “Não ouvi isso do prefeito mas, da maneira como as coisas foram encaminhadas este ano, não é de se duvidar que façam isso”.
Nesse caso, a Câmara, além da desratização e da limpeza da praça, terá que pagar pelos serviços da Procempa, que fornece os serviços de informática, e da EPTC, que cuida do trânsito no entorno. -
Ospa apresenta ‘Festival Tangos’ no Araújo Vianna
A Orquestra Sinfônica de Porto Alegre (Ospa) preparou uma fina seleção de tangos para o seu próximo concerto no Auditório Araújo Vianna. No dia 19 de novembro, domingo, às 11h, obras de consagrados compositores do estilo musical ganham roupagem especial em arranjos orquestrais. A regência fica a cargo do maestro Arthur Barbosa. O solista convidado da exibição é o músico, arranjador e regente uruguaio Carlitos Magallanes, referência no gênero, que já se apresentou ao lado de Fito Páez, Hique Gomez, Família Lima e Paula Fernandes.
Os dançarinos Marlise Machado e Maurício Miranda fazem performances a partir da trilha sonora. Na ocasião, a sinfônica homenageia os 100 anos de “La Cumparsita”, música considerada o “tango dos tangos” e reverenciada no mundo inteiro. A entrada é franca com distribuição de senhas.
Distribuição de senhas:
Sábado, dia 18/11, das 10h às 17h, na bilheteria do Auditório;
Domingo, dia 19/11, das 8h às 11h, na bilheteria do Auditório;
Cada pessoa poderá retirar duas senhas.
Serviço
Concerto da Série Araújo Vianna | Festival Tangos
Quando: 19 de novembro, domingo, às 11h
Onde: Auditório Araújo Vianna (Avenida Osvaldo Aranha, s/nº – Redenção).
Entrada franca
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Comitê Carlos Ré promove o “Sarau das Resistências”, no Clube de Cultura
Como é tradicional nos finais de ano, o Comitê Carlos Ré da Verdade e Justiça do RS realiza o “Sarau das Resistências”, ocasião em que pessoas e entidades que lutaram contra a ditadura militar se confraternizam em um sarau com poesia, música e conversas. A celebração acontece no próximo sábado, dia 18/11, no palco do Clube de Cultura, um local simbólico na resistência cultural de Porto Alegre.
Segundo o músico Raul Ellwanger, um dos organizadores do evento, “como temos ao longo deste ano manifestado e nos solidarizado, estamos vivendo um período de intenso ataque as organizações e coletivos que lutam diariamente em defesa dos Direitos Humanos fundamentais. Estamos propondo este encontro como um momento de uma troca alegre entre as muitas resistências e lutas que circulam pela cidade”.
Haverá a participação musical da dupla “Unoamérica”, formada por Zé Martins e Dão Real. Outras participações artísticas são esperadas. Ellwanger conclama: “esperamos à todas e todos com o palco e os braços abertos”.
Serviço:
“Sarau das Resistências”;
Sábado, 18 de novembro;
Hora: a partir das 19h;
Local: Clube de Cultura, Rua Ramiro Barcelos, 1853.
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Elias Barboza lança prévia do disco 'Luminoso', no projeto Chapéu Acústico
O bandolinista Elias Barboza dará uma prévia de seu disco “Luminoso”, a ser lançado em 2018, em show do Projeto Chapéu, na Biblioteca Pública do Estado (BPE) com João Vicente (violão 7 cordas) nessa terça-feira, 14. A dupla, além de uma parceria musical, mantém uma grande amizade, e na ocasião apresentará pérolas do choro e do instrumental brasileiro, em composições de Pixinguinha, Jacob do Bandolim, Radamés Gnatalli e do próprio Elias.
Natural de Porto Alegre, Elias é músico, bandolinista, educador musical e compositor. Possui um sólido trabalho na área do choro brasileiro, na qual já compôs mais de 200 músicas dentre choros, valsas, polcas e maxixes. Em 2012 lançou seu primeiro disco, “Puro Sentimento”, junto com o Regional Ponto a Ponto, grupo que fundou em 2011, no show que contou com a presença do célebre pandeirista Jorginho do Pandeiro, líder do Conjunto Época de Ouro, fundado por Jacob do Bandolim. Pelo trabalho foi indicado a quatro categorias no Prêmio Açorianos de Música neste ano.
Temporada de Choro
Em 2014 foi ganhador na 28ª Moenda da Canção, na categoria instrumental, com seu choro “Luminoso”, interpretado pelo seu grupo, Elias Barboza Quinteto. No mesmo ano Elias Barboza foi solista da Orquestra da Ulbra, solando a Suíte “Retratos”, de Radamés Gnatalli, sob a regência e Tiago Flores.
Em 2015 fez participação especial no show ”Intimo”, no StudioClio, do violonista e concertista internacional, Yamandu Costa. Também foi solista do concerto “Choro na Pauta”, com a Orquestra Filarmônica da PUC, sob regência de Marcio Buzatto e da Orquestra da Unisinos; além de estreiar o show “Elias Barboza Quinteto”, em Porto Alegre, com a Temporada do Choro, evento no qual foi curador.
Iniciou 2016 fazendo show do Quinteto no Café Fon Fon; solou a Suíte “Retratos” ao lado de João Vicente Macedo, Fabio Azevedo e Orquestra Unisinos Anchieta, sob regência de Evantro Matté, no Festival Internacional Sesc de Música de Pelotas; solou ao lado de Augusto Britto o “Concerto em Sol Maior” de Vivaldi, com Orquestra da Ulbra, sob regência de Tiago Flores e recebeu um concerto em sua homenagem, a “Suite Concertante”, de Dimitri Cervo, que estreiou com a Orquestra da PUC, sob a batuta de Buzatto. Com Elias Barboza Quinteto tocou na Noite dos Museus, evento da Tocha Olímpica, Brilha Porto Alegre e em novembro fez a primeira sessão do disco “Luminoso” com Elias Barboza Quinteto formado por Elias Barboza (bandolim, violão tenor, composições e arranjos), Fabio Azevedo (cavaquinho), João Vicente (violão sete cordas), Fernando Sessé (percussões) e Matheus Kleber (acordeon e teclado).
Este 2017 iniciou com sua nomeação para professor da Oficina de Choro do Santander Cultural, coordenada por Mathias Pinto, e conduzida com Samuca do Acordeon, Guilherme Sanches, Alexandre Susin, Lucian Krolow e Monica Kern. Além disso, Elias está produzindo o disco da cantora Ju Rosenthal, do compositor Adilson Rodrigueiro e continua ministrando suas aulas na Espaço Arte Musical, além de estar voltado para o lançamento de “Luminoso”, com Elias Barboza Quinteto e diversas participações especiais.
Serviço:
Dia: 14 de novembro de 2017 (terça-feira);
Hora: 19h
Local: Biblioteca Pública do Estado/BPE (Riachuelo, 1190) Contribuição espontânea.
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A realidade é novela, na ficção de Caco Belmonte lançada na Feira do Livro
Filho do lendário jornalista de rádio esportivo gaúcho, João Carlos Belmonte, Caco Belmonte cresceu em um ambiente impregnado de jornalismo. Assim, seu trabalho de ficção de maior fôlego até agora, lançado nesse domingo, 12/11, na Feira do Livro de Porto Alegre, a novela “Lambuja”, após dois livros de contos e participações em coletâneas, tem esse componente de realidade entremeada com ficção.
No material de divulgação é explicado que “Lambuja é uma novela construída para desconstruir os jeitinhos e hipocrisias que permeiam a sociedade brasileira. História linear, entremeada por vozes que complementam e ampliam a trama, conduzindo o leitor por uma Porto Alegre que surge em cenário e também como reforço à densidade narrativa, vertendo em suas páginas o reflexo dos acontecimentos que assinalam o momento tensionado na política nacional. Informações, pistas e insinuações surgem ao longo do caminho nos bastidores do poder. Um livro que tem história aparente e história subterrânea. Caco retrata um Brasil torto de futuro incerto.”
Fatos reais
Edição de Marcelo Spalding, pela Editora Metamorfose, apresentação de Luiz Paulo Facccioli, dois rigorosos intérpretes e intermediadores da literatura que se produz no Rio Grande do Sul, a obra aborda a questão da modernidade (somos dependentes e “viciados” em coisas dispensáveis, supérfluas); fala dos jovens e os compara com jovens de outras épocas; critica o consumo excessivo de medicamentos e questiona a moralidade de categorias que deveriam estar acima de qualquer suspeita, como médicos e membros do Judiciário, além dos políticos. O leitor, conforme avançam os capítulos, recebe “pistas e dicas” sobre informações que o protagonista desconhece.
Segundo Caco, a ficção é toda desenvolvida em cima de fatos reais e quem desejar saber quem é quem na história ele explica tim tim por tim, pessoalmente. É a verdadeira literatura em que a vida imita a arte. E vice versa. O autor trabalhou em veículos de comunicação e assessoria institucional. Natural de Porto Alegre (1972), cursou a Oficina de Criação Literária da PUCRS (1992) e participou de diversas coletâneas. É autor de “Contos para ler cagando” (2004), lançado na Festa Literária Internacional de Parati (Flip), e “No Orkut dos outros é colírio” (2006). Mantém atualizado o blog “O Exu Literato – A palavra no nível subatômico”.
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“O País da Suruba” tem lançamento e debate na Feira do Livro neste sábado
Um partido das mulheres sem mulheres, um deputado que discursa em defesa de um bombom, um senador que se apresta a nomear uma melancia, um presidente que troca Paraguai por Portugal e confunde Noruega com Suécia. É o que acontece em um lugar que ficou muito estranho nos últimos anos. Que país é este? Ora, é o país onde o líder do governo no Senado fala assim: “Se acabar o foro, é para todo mundo. Suruba é suruba. Aí é todo mundo na suruba, não uma suruba selecionada”. Podemos chamá-lo então de “O País da Suruba”. Este o título do livro do jornalista Ayrton Centeno que a Libretos está lançando escudado pelo subtítulo “155 provas – e não apenas convicções – de como o golpe de 2016 diminuiu, ridicularizou e emburreceu o Brasil”.
Neste sábado, 11/11, o livro será lançado na Feira do Livro e às 14h30, no Santander Cultural, haverá um debate com a presença do ilustrador Edgar Vasques e o jornalista Elmar Bones.
Usando a farsa como instrumento para contar onde estamos metidos, o autor singra as mesmas águas que outro jornalista, Sérgio Porto, navegou para recontar a explosão do bestialógico após o golpe de 1964. Na época, tornou-se o Febeapá, ou seja, o “Festival de Besteira que Assola o País”.
Como todo regime espúrio aumenta exponencialmente a produção da besteira nacional, a História se repete agora e, claro, novamente como comédia. Ou, mais precisamente, como tragicomédia.
Acontece que uma das afinidades entre os golpes de 1964 e de 2016 está no regressismo, a revanche do Velho contra o Novo, do Arcaico contra o Moderno, do Passado contra o Futuro. “O golpe apresentou-se como uma gigantesca volta ao que a modernização havia relegado”, escreveu o crítico literário Roberto Schwartz sobre 1964. Figuras apagadas, muitas vezes caricatas, ergueram-se das sombras para encenar aquilo que Schwartz definiu como “um espetáculo de anacronismo social”.
Anacrônico é justamente o picadeiro feroz em que o Brasil se converteu pós-golpe de 2016. O Executivo sob o tacão de um bando de homens brancos, ricos, velhos, retrógrados e, dizem por aí, corruptos, remete diariamente à sociedade decisões toscas, cabeçadas na parede e gafes em escala industrial.
O insaciável Legislativo disputa com o Executivo quem é o mais impopular.
O Judiciário, antes discreto, move-se para o centro do palco, jogando-se também na fogueira das vaidades. Fascínio que também engolfou promotores, procuradores e policiais, além dos donatários das capitanias hereditárias da mídia e seus comunicadores, apresentadores e colunistas quase todos atrelados ao discurso patronal.
Autor de outros três livros, entre eles ‘Os Vencedores’, de 2014, onde resgata o combate dos jovens à ditadura de 1964, Centeno compilou na imprensa, ao longo dos dois últimos anos, centenas de situações pitorescas, que selecionou para recontá-las agora com permanente bom humor e pitadas de ironia.
O País da Suruba ainda tem lançamento agendado para as feiras do livro de Porto Alegre e de Pelotas.
Serviço:
O país da suruba, de Ayrton Centeno.
Dia 11 de novembro – Feira do Livro de Porto Alegre – às 14h30, no Santander Cultural, incluindo debate com o ilustrador Edgar Vasques e o jornalista Elmar Bones.
Preço sugerido R$29,00 – 128 páginas
