Categoria: HOTSITE JÁ Cultura

  • Gabriel Xè abre exposição “Palhaçada” na Casa Musgo nesta sexta

    O artista Gabriel Xè abre sua exposição “Palhaçada” na Casa Musgo, nesta sexta-feira, 10/11, a partir das 19h. Gabriel é residente da cidade de Florianópolis e vem a Porto Alegre para apresentar o seu mais recente trabalho. A exposição tem curadoria de Rodrigo Marroni e permanece até o dia 10 de dezembro.
    O espaço que recebe a exposição tem, na parede externa, uma obra de Xè. Em 2016, na segunda edição do evento Travessa Cultural Redenção, o artista pintou o seu personagem principal na época na fachada da Casa Musgo.
    Com uma produção transdisciplinar que reflete sobre temas da atualidade, o artista se utiliza de cores vivas para compor representações de anseios, desejos e emoções, retratando questões que vão do amor à internet, da sexualidade à espiritualidade, da diversão aos sacrifícios. Para tanto, o autor utiliza variadas técnicas, desde o grafite até a produção de objetos e assemblagens.

    Exposição vai até 10 de dezembro na Casa Musgo / Rodrigo Marroni / Divulgação

    Gabriel Xè é designer e atua no campo profissional como diretor da Xè Criatividade, empresa transmídia que visa a produção sustentável e a reciclagem criativa através da união entre arte e design. Entretanto, é nas ruas que o artista desenvolve boa parte de sua linguagem autoral.
    A Casa Musgo é um espaço voltado para a criação de projetos artísticos e sociais, assim como promover cursos e palestras. Um espaço cultural versátil com sala múltipla para reuniões, cursos, performances e vernissages e um estúdio de produção. Conta ainda com uma loja para venda de fotografias, gravuras, esculturas, desenhos e outros.
    Serviço
    Lançamento: Sexta-feira 10 de Novembro às 19h;
    Visitação: até 10 de dezembro – de terças à sextas das 14h às 18h – sáb e dom, das 10h às 18h;
    Onde: Casa Musgo – Av. Venâncio Aires 860, Porto Alegre RS.
    Entrada franca. Classificação livre.

  • Escola de Poesia lança documentário "Wole Soyinka – A forja de Ogum" em sarau na Feira do Livro

    Ogum é para mim um símbolo da multiplicidade da natureza humana. Ele me ajuda a entender que no mesmo indivíduo podem conviver um pacifista e um guerreiro. Posso adorar a tranquilidade, mas ao mesmo tempo ser energizado pelas lutas do mundo”, disse Wole Soyinka, que já descreveu Ogum, o orixá da tecnologia, do trabalho e da criação artística, como sua “divindade companheira”. Esta visão de mundo iorubá, com seus mitos e rituais, foi uma influência decisiva para a personalidade e a obra do dramaturgo, poeta, ensaísta e professor nigeriano, primeiro africano Nobel de Literatura, em 1986.
    Para homenagear o escritor, que vem pela segunda vez a Porto Alegre e, pela primeira vez, como uma das atrações da Feira do Livro, neste ano, a Escola de Poesia, que tem a obra de Soyinka como uma referência em seus estudos, vai lançar na Feira o documentário Wole Soyinka – A forja de Ogum, em sarau, no dia 18 de novembro, às 17h, na Tenda de Pasárgada (Praça da Alfândega).
    Comunidade local
    O filme mostra um pouco da obra e da vida de Soyinka e tem a participação de artistas e integrantes da comunidade local que se articulam, de algum modo, com a ancestralidade africana, como o grupo musical Alabê Ôni, o grupo teatral Pretagô, e seu diretor Thiago Pirajira, o Africanamente Ponto de Cultura e Escola de Capoeira Angola, e seu Contramestre Guto, o poeta Ronald Augusto, o escritor Jeferson Tenório, o pintor Paulo Montiel, os escultores Jonas e Marcos, a Iyalorixá Sandrali de Oxum, a Iyalorixá Bete Omidewa, a artista visual Manuzita, a poeta e psicanalista Lúcia Bins Ely e a psicanalista e poeta argentina Marcela Villavella.
    “Wole Soyinka – A forja de Ogum” é uma produção da Escola de Poesia em coprodução com o Coletivo Catarse. Concepção, roteiro e direção da poeta Eliane Marques (Prêmio Açorianos de Literatura/2016) e do poeta e tradutor Adriano Migliavacca, estudioso da obra de Soyinka. Apoio de Gustavo Türck (documentarista e produtor audiovisual), Billy Valdez (operação de câmera) e Marcelo Cougo (operação de áudio). Documentação de Lúcia Bins Ely e Anelore Schumann. Pesquisa de imagens de Priscila Pasko.
    O filme não estará à venda no lançamento, mas depois algumas edições poderão ser adquiridas, a preço de custo, na Escola de Poesia, além da doação de cópias que será feita a bibliotecas públicas.
    Ainda no sarau, Leitura dramática de A morte e o Cavaleiro do Rei, com o grupo teatral Pretagô, com direção artística de Thiago Pirajira, e a participação do grupo musical Alabê Ôni. Leitura de poemas de Wolé Soyinka pelos integrantes da Escola de Poesia e público em geral. E Intervenção com tambores, com o grupo Alabê Ôni.
    Outros lançamentos
    O lançamento da coleção de livros de poesia Adire (feitos à mão, em tecido com inspiração iorubá), por Luciana Simionovski, da editora patchbooks, com a colaboração de Liane Lummertz (fotógrafa) e Lu Gastal (designer de estampas), é a atração do dia 15 de novembro, às 17h30min, no Pavilhão de Autógrafos da Feira.
    A coleção é composta por seis livros, cada um com estampa escolhida pelo seu autor: Lúcia Bins Ely, Marcela Villavella, Anelore Schumann, Gustavo Burkhart, Adriano Migliavacca e Caren Lorea. Coordenação editorial de Eliane Marques.
    A oficina O mundo africano na obra de Wole Soyinka, com o professor, poeta e tradutor Adriano Migliavacca, será ministrada no dia 18 de novembro, às 15h30min, na Sala Leste do Santander Cultural.
    Formado em Psicologia e Letras, com mestrado em Literatura de Língua Inglesa, que concluiu em 2013 com dissertação sobre a obra do poeta Hart Crane, Adriano é um estudioso da obra de Soyinka, tema de sua tese de Doutorado em 2014, na UFRGS, quando se dedicou a ampliar seus estudos sobre a cultura iorubá. Para o pesquisador, nascido em Porto Alegre, em 1980, Soyinka, que se define como um “escritor iorubá”, é um exemplo de autor “cuja criatividade se realiza de múltiplas formas e de todos os gêneros em que trabalha, o teatro é aquele que exerce mais plenamente”.
     

  • “Não entender ironia parece um pré-requisito nas redes sociais”: humorista português participa de debate na Feira do Livro

    O escritor e humorista português Ricardo Araújo Pereira participa nesta quarta-feira de um debate na feira do livro ao lado de Luis Fernando Veríssimo, Gregório Duvivier e Antonio Prata. “Vou estar entre meus heróis”, confessa. O escritor falou com a reportagem do JÁ na manhã desta quarta.
    Em um tempo em que temas como o racismo, o machismo e a homofobia estão em pauta, abre-se um debate também no campo do humor. O autor afirma que “é óbvio” que é contra o machismo, a homofobia, mas não defende que se procure calar quem defende estes discursos. “Por uma questão de saber quem essa gente é, até para me afastar delas, por exemplo.”
    Ricardo critica também o comportamento de parte do público nas redes sociais. “Às vezes as pessoas olham para uma piada como se fosse um texto literal, têm dificuldade de entender ironia, principalmente no facebook. Não entender ironia parece ser um pré-requisito nas redes sociais.”
    Autor de “A doença, o sofrimento e a morte entram num bar ” – uma espécie de manual de escrita humorística, Ricardo Araújo Pereira destaca como característica do humor o autodidatismo, o fato de não se ter escolas. “É algo que não ensina, mas que se aprende. O Veríssimo, sem saber, me ensinou muita coisa. Ler os textos dele te faz entender a forma dele raciocinar e de olhar as coisas”, afirma
    Além de seus três colegas de mesa, ele cita outros autores brasileiros que contribuíram na sua formação como escritor e humorista, como Machado de Assis, Campos de Carvalho, Millôr Fernandes e Tati Bernardi. “A Tati é muito neurótica, ela tem uma certa dificuldade em estar viva, dá vontade de abraçar ela.”
    Para Pereira, o objetivo maior do humor é fazer o outro rir: “Quem acha que isso é pouco nunca tentou fazer rir outra pessoa. É um ato de generosidade, algo nobre. E além do mais, tem uma função de reduzir o tamanho dos problemas. A gente consegue viver melhor se conseguir ver o mundo como uma coisa não tão grande.”
    Sobre o conteúdo do debate, ele diz não saber exatamente o que será discutido e brincou: “Vai ter um moderador (Roger Lerina), eu só espero que ele faça as perguntas fáceis para mim e guarde as difíceis para os outros.”
    Ricardo Araújo Pereira é jornalista, roteirista, humorista e colunista da Folha de São Paulo. Em maio de 2013, recebeu o Grande Prémio da Crónica pelo livro “Novas Crónicas da Boca do Inferno”, pela Associação Portuguesa de Escritores e a Câmara Municipal de Sintra.
    O debate desta quarta-feira reunirá Ricardo Araújo Pereira, Luis Fernando Veríssimo, Gregório Duvivier e Antonio Prata e contará com a mediação de Roger Lerina. O tema do encontro é ““Humor, ou senso de humor, é, na verdade, um modo especial de olhar para as coisas e de pensar sobre elas? Uma estratégia para reagir a sofrimentos?”. O evento inicia às 19h30, no Teatro Carlos Urbim (Avenida Sepúlveda, entre o Margs e o Memorial do Rio Grande do Sul). A mesa terá tradução de Libras.
    Após o debate, três dos participantes têm sessões de autógrafo marcadas. Ricardo Araújo Pereira autografa “Se não entenderes eu conto de novo, pá” e “A doença, a morte e o sofrimento entram num bar”, Gregório Duvivier autografa “Caviar é uma ova” e Antonio Prata autografa “João do pum”.

  • A luta sindical, sob o viés do talento literário de Moah Souza

    “Sindicalismo em vivas tintas”. Assim José Edi Nunes da Silva, jornalista e escritor, apresenta seu colega de profissão e companheiro de militância sindical, Moah Souza, que está lançando livro na sede dos Sindicato dos Bancários, na próxima quinta-feira.
    “Militância cativante” é o primeiro livro do meu camarada de mais de 30 anos Moah Sousa. Uma avaliação crítica superficial o destinaria para o nicho literário da “crônica”. No entanto, considero um reducionismo intelectual confiná-lo na categoria de “crônica jornalística”. O livro é o registro em tempo real das reações emocionais dos protagonistas de um episódio que marcou a luta dos bancários de Porto Alegre em 2015. Moah usa o domínio da técnica jornalística para desvendar ao leitor, com bom humor, os impulsos existenciais que movem personagens normalmente não lembrados nos confrontos entre patrões e empregados. Ele dá nome, voz e rosto, espia e nos revela as motivações dos bancários quando em luta. Nas páginas desta obra a vida pulsa em uma narrativa engajada e inovadora. Trata-se de um modelo de relato jornalístico que discutíamos desde os anos 80, em longas noites animadas por nicotina, lúpulo, cevada e malte escocês. Tudo sob as bençãos de Ivan Lessa e a Turma d´O Pasquim.  Deleitem-se, damas e cavalheiros – José Edi Nunes da Silva, jornalista, autor do livro “O rei do campinho”
    Serviço
    Livro: Militância Cativante;
    Autor: Moah Sousa;
    Editora: MC Comunicação;
    100 páginas;
    Formato: 13 x 21 cm.
    Lançamento
    Dia: 9 de novembro;
    Onde: Casual GastroBar;
    Sindicato dos Bancários/POA;
    Horas: 19h
    Endereço: Rua General Câmara, 424, Centro Histórico, POA/RS.
     

  • Feira do Livro tem terça-feira dedicada a datas comemorativas históricas

    Muita história e celebração de datas comemorativas são destaques nesta terça-feira (7/11), na Feira do Livro. Entre outros temas, perspectivas para as mulheres no século XXI, a trajetória de uma família judia no Brasil e rock gaúcho.
    Cem anos da Revolução Russa
    Foi em 7 de novembro de 1917 (pelo calendário gregoriano) e em 25 de outubro de 1917 (pelo calendário juliano) que mulheres e homens conduzidos pelo partido bolchevique tomaram o poder na Rússia e começavam a mudar o mundo.
    O país agrário perdia espaço para a construção de uma potência nuclear. Os cem anos da Revolução Russa podem ser esmiuçados em várias obras expostas na Área Internacional, no 1º andar do Memorial do RS.
    Na Livraria Francesa, são encontrados, entre outros títulos, “1917 – L’ánnée qui a changé Le Monde”, (1917 – O ano que mudou o mundo), de Jean-Christophe Buisson, “La Revolution Russe vue par une française” (A Revolução russa visto por uma francesa ), de Marylie Markovitch, “Une Histoire Secrète de La Revolution Russe” (Uma Hisória Secreta da Revolução Russa), de Victor Loupan. E, em espanhol, na Livraria Calle Corrientes, além de livros sobre os principais nomes da Revolução Russa, tem “Diez Días que conmovieron al mundo” (Dez dias que comoveram o mundo), de John Reed. Os estandes da Área Internacional funcionam das 12h30min às 20h30min em dias úteis e das 10h às 20h30 aos sábados.
    Gutenberg, Lutero e a Reforma: 500 anos em leitura
    Às 18h30, na Sala Leste do Santander Cultural (Rua 7 de Setembro, 1028).
    A Reforma (1517-2017) foi decisiva para que a modernidade se constituísse como cultura baseada na leitura e no livro. Gutenberg e Lutero, respectivamente, pelo empreendimento inovador e pela produção intelectual, foram protagonistas centrais neste processo. Apresentação de Ricardo Willy Rieth.
    Outra Atrações
    A Feira do Livro, além de marcar feitos e datas comemorativas, destaca outras atrações desta terça-feira:
    Às 16h30min, “Veias feministas: memória, desafios e perspectivas para as mulheres do século 21”. Auditório Barbosa Lessa – Centro Cultural CEEE Erico Verissimo (Rua dos Andradas, 1223). As mulheres são maioria no mundo, mas persistem esmagadas pelo machismo e por várias violações de seus direitos. A mudança dessa realidade, tendo os direitos da mulher, os feminismos, o empoderamento feminino e a desconstrução dos machismos como bússola são os temas tratados por Sarita Amaro, Graziela Rinaldi da Rosa e Lívia Caetano da Silva Leão.
    Às 18h, Caco Ciocler apresenta Zeide Sucher no Auditório Barbosa Lessa. Em sua estreia como ficcionista; o ator, diretor e documentarista, constrói uma narrativa bem humorada e emocionante sobre a trajetória de uma família de judeus no Brasil, a partir da história de seu avô. O autor é apresentado por Mirna Spritzer e Celso Gutfriend.
    Às 18h30min e às 19h30min, SMC na Feira do Livro – Clássicos da Modernidade
    Às 18h30min, “Madame Bovary”, de Flaubert, apresentada por Altair Martins. Às 19h30, “A Morte de Ivan Ilitch”, de Tolstói, apresentada por João Armando Nicotti.
    Às 19h30min, Sarau Oliveira Silveira e Sérgio Vaz, na Tenda de Pasárgada – Praça da Alfândega, diante do Memorial do RS.
     

  • Melina Vaz Quarteto interpreta clássicos do jazz no projeto Chapéu Acústico

    A agenda de novembro do projeto Chapéu Acústico abre no dia 07 (terça-feira), com Melina Vaz Quarteto interpretando standards do jazz, a partir das 19h, na Biblioteca Pública do Estado (BPE), com contribuição espontânea.
    A cantora porto-alegrense estará acompanhada pelo pianista Ras Vicente, pelo contrabaixista Rodrigo Arnold e pelo baterista Martin Estevez, na apresentação que proporcionará à plateia uma viagem no tempo, ao contar um pouco da história da voz feminina no jazz, dos anos 1920 aos 60.
    O repertório consiste em uma coletânea de temas que fizeram sucesso nas vozes de divas, como Ella Fitzgerald, Nina Simone, Billie Holiday, Sarah Vaughan, Dinah Washington, Etta James, Edith Piaf, entre outras.
    Melina Vaz é uma jovem cantora gaúcha que a cada mês ganha mais espaço na cena artística de Porto Alegre e do Rio Grande do Sul. Com sua voz doce mesclada com o timbre forte, provoca no público uma sensação pouco vista em outros artistas. Recentemente arrebatou o  primeiro lugar na 10ª edição do Festival da Canção Francesa, onde ganhou o prêmio.
    Chapéu Acústico
    Idealizado pelo fotógrafo e produtor Marcos Monteiro, o projeto vem, desde setembro de 2016, movimentando o Salão Mourisco da BPE – instituição da Secretaria da Cultura, Turismo, Esportes e Lazer (Sedactel) – com performances de grandes nomes do cenário musical gaúcho, entre instrumentistas de formação jazzística e cantores(as). A ideia surgiu da vontade de desenvolver atividades musicais sem depender de verba pública ou privada, com a parceria de artistas destes profissionais, dispostos a movimentar a cena artística. A ação se dá sem cobrança de ingressos, usando o chapéu como forma de arrecadação.
    Serviço:
    Dia: 7 de novembro de 2017 (terça-feira);
    Hora: 19h;
    Local: Biblioteca Pública do Estado/BPE (Riachuelo, 1190).
     

  • Literatura fantástica, terror e quadrinhos são destaque na Feira do Livro no fim de semana

    Uma programação variada e com destaque para literatura fantástica é o atrativo da feira do livro no sábado, 04//11.
    Começa pela manhã, a Kombi Koringa, carro adesivado com decoração monstruosa e muitas brincadeiras será aberto às 10h na Rua Capitão Montanha, entre o Banrisul e o Margs. É um projeto dedicado ao universo do terror e da fantasia.
    A “Literatura Fantástica Brasileira” tem lugar, às 15h, no Auditório Barbosa Lessa – Centro Cultural CEEE Erico Verissimo CCCEV ( Rua dos Andradas, 1223). Cesar Alcázar, Christopher Kastensmidt, Duda Falcão, André Cordenonsi abordam suas produções de horror, ficção cientifica e fantasia.
    “Literatura e quadrinhos de horror no Brasil e no mundo” é tema do encontro do escritor sueco Kim W. Anderson com Duda Falcão, Fabiano Denardim e Ticiano Osório. Às 16h30min, no Auditório Barbosa Lessa – Centro Cultural CEEE Erico Verissimo CCCEV.
    Na Tenda de Pasárgada, durante toda a tarde e início da noite, ocorre o 12º Mutação na Feira – Quadrinhos, Zines e Cultura Pop.
    Já as crianças podem conhecer histórias e o mundo mágico de Hans Christian Andersen, às 15h, no estande dos Países Nórdicos, na Área Internacional, 1º andar do Memorial do RS.
    Sobre a Feira do Livro de Porto Alegre
    A Feira do Livro de Porto Alegre foi inaugurada em 1955 por incentivo do jornalista Say Marques, diretor-secretário do Diário de Notícias, junto aos livreiros e editores da cidade. O evento é considerado referência no país por seu caráter democrático e pela consistência do trabalho que desenvolve na área da promoção da literatura e da formação de leitores.
    Realizada desde sua primeira edição na Praça da Alfândega, Centro Histórico da capital gaúcha, a Feira é dividida em Área Geral, Área Internacional e Área Infantil e Juvenil. Centenas de escritores, ilustradores, contadores de histórias e outros profissionais participam do evento, que conta com sessões de autógrafos, mesas-redondas, oficinas, palestras e programações artísticas, entre outras atividades. Alguns desses eventos são realizados no Memorial do Rio Grande do Sul, Santander Cultural, Centro Cultural CEEE Erico Verissimo e Auditório Dante Barone da Assembleia Legislativa.
    Em 2006, a Feira do Livro de Porto Alegre recebeu a medalha da Ordem do Mérito Cultural, concedida pela Presidência da República, que a reconheceu como um dos mais importantes eventos culturais do Brasil. Um ano antes, havia sido declarada bem do Patrimônio Cultural Imaterial do Estado e, em 2010, foi o primeiro bem registrado, pela Prefeitura de Porto Alegre, como integrante do Patrimônio Histórico e Cultural Imaterial da cidade.
    A 63ª edição ocorre de 1º a 19 de novembro de 2017 e, entre os destaques da programação, estão Conceição Evaristo, Otávio Jr., Daniel Munduruku, Sergio Vaz, Ondjaki, Ricardo Araújo Pereira, Rosana Rios e Manuel Filho, entre dezenas de outros convidados, além de uma delegação de doze autores dos países nórdicos, região homenageada pelo evento. Todas as atividades têm entrada gratuita.

  • “A cabeça de Gumercindo Saraiva”: Tabajara Ruas filma um western em terras gaúchas

    Higino Barros
    As paisagens de Cambará do Sul serviram de cenário essa semana para as filmagens do longa metragem “A Cabeça de Gumercindo Saraiva”, uma realização da Walper Ruas Produções, com direção e roteiro de Tabajara Ruas. O diretor do filme, Tabajara Ruas, respondeu ao JÁ quatro perguntas sobre a obra:
    Já – O que representa “A Cabeça de Gumercindo”, na sua carreira como cineasta?
    Ruas – A Cabeça de Gumercindo Saraiva tem uma importância diferente: foi um projeto bem pessoal, o roteiro eu escrevi a partir de uma legenda gaúcha, que é o Gumercindo Saraiva. Ele realmente foi morto em uma tocaia, teve a cabeça decepada e enviada ao Governador que não quis recebê-la. Não se sabe o que foi feito desta cabeça.
    Aí entra a ficção, aí entra a história que criei: o major paulista Ramiro de Oliveira, a quem foi confiada a missão, parte para a Capital carregando a cabeça, saindo no noroeste do RS, com uma pequena vanguarda de mais dois oficiais. O filho de Francisco, instado pelo tio Aparício, sai atrás do trio, com um grupo de mais 5 rebeldes, na tentativa de resgatar a cabeça, numa perseguição que cruza o Estado.
    Episódios de aproximação e afastamento entre perseguidor e perseguido, confrontos e desafios num duelo de vontades movem os dois líderes até o encontro final em Porto Alegre. Fica aqui a dúvida: o que será feito da cabeça? No filme apresento a minha versão.
    O roteiro ganhou o concurso Prodecine 01, do fundo setorial do Audiovisual em 2013, sendo um dos 22 contemplados entre 142 inscritos e o único da região sul. E eu fiquei muito feliz, porque os analistas elogiaram muito o roteiro, dizendo entre outras coisas, que transpunha à perfeição o gênero western a uma situação histórica de nosso País.
    JÁ – O que difere e o que coincide com as obras anteriores?
    – Meus filmes anteriores “Netto perde sua alma”, “Netto e o domador de cavalos” e “Os Senhores da guerra” eram produções épicas, gigantescas, com batalhas a cavalo, muitos figurantes.
    Este filme é mais contido, tem cenas de ação e luta, mas com pouca gente. Então é mais simples no modo de fazer. Por outro lado, aposta mais na dramaturgia, nos personagens que são mais densos, mais cheios de nuances.
    Mas é também um filme de época, baseado em fatos históricos. Gostamos de fazer estes filmes, eles têm permanência, mostram nossa História de uma forma que a aproxima do público. Nossos heróis surgem de carne e osso, tem emoções, se movimentam. E contam uma história que daqui a cem anos vai fazer o mesmo sentido que agora.
    JÁ – Como é fazer cinema no Brasil, tão conturbado, de hoje.
    – Fazer cinema no Brasil continua sendo um desafio. Resolvemos boa parte do problema de produção, com a Ancine, o FSA, as políticas de Lei do Audiovisual. Mas ainda não temos público, não soubemos trazê-lo de volta para as salas de exibição. Por isso sempre digo que fazemos produtos audiovisuais, para que depois da estreia no cinema passem na TV. Netto perde sua alma e Netto e o domador de cavalos tiveram milhões de espectadores nas exibições que tiveram, após 5 anos em cartaz no Canal Brasil. E até hoje, mesmo assim, seguem sendo exibidos nas escolas de todo Estado a cada época da semana farroupilha.
    JÁ – Como se chegou ao nome do filme? Ele remete ao “Traga-me a cabeça de Alfredo Garcia”; do Sam Peckinpah.
    – A história deste filme é baseada na novela “Gumercindo”, lançada ano passado pela Besouro Box. Mas no filme, mantivemos o nome do ensaio que me inspirou a escrever este livro, que é “A cabeça de Gumercindo Saraiva”, que escrevi com o Elmar Bones nos idos de 1997. O ensaio foi o livro mais vendido da Feira do Livro de Porto Alegre naquele ano, teve edição também no Uruguai, e o prefácio foi do então presidente uruguaio Sanguinetti. Mas todo mundo achou que o nome era forte, por isso buscamos manter. Falei com o Elmar e ele concordou em usarmos “A cabeça de Gumercindo Saraiva” como título do filme.
    Cenários no interior
    Os parques nacionais de Aparados da Serra e da Serra Geral se transformaram no set de filmagens da produção que mostrará para o mundo as belas paisagens do local. Entre elas, o magnífico Cânion da Fortaleza e a deslumbrante cachoeira do Tigre Preto. Tudo isso, para emoldurar a história que acontece no final da revolução federalista de 1893.
    Nesta fase, está sendo utilizado um drone que ajudará a registrar com mais impacto a trama que percorre vários municípios gaúchos. O filme mostra a epopeia do capitão maragato Francisco Saraiva e cinco cavalheiros numa exasperante caçada para resgatar a cabeça de Gumercindo Saraiva, cortada pelos legalistas e levada como troféu ao governador Júlio de Castilhos, pelo major Ramiro.
    No fim desta semana as filmagens seguem para Gravataí. A catedral de São Miguel das Missões; o Theatro e também o Hospital São Pedro, em Porto Alegre, também serão cenários desta aventura.
     
     
     
     
     

  • Guitarrista de Erasmo Carlos apresenta show Visceral na Casa de Cultura

    O cantor, guitarrista e compositor carioca Luiz Lopez é o convidado do Instituto Estadual de Música (IEM) e Discoteca Natho Henn para sua nova tour Visceral em Porto Alegre.
    O show acontece na próxima quarta-feira (1º), às 19h30, no auditório Luis Cosme (4º andar da Casa de Cultura Mario Quintana).
    Sucessor de Primal (2014), Visceral é o segundo registro em carreira-solo do artista.
    Depois de gravar três discos e dois DVDs com Erasmo Carlos, Luiz introduz no novo CD mais da sua musicalidade marcada por uma forte carga emocional que fica clara em suas interpretações e no vocal rasgado. O single Eu não Quero Desacreditar exibe essa nova fase do músico.
    Aliás, o Tremendão é influência constante em seu trabalho, dividindo com ele palcos e estúdios há quase nove anos. Desde então, também teve a oportunidade de dividir o palco com Roberto Carlos, Marisa Monte, Arnaldo Antunes, Marcelo Jeneci, Paula Toller, entre outros grandes artistas.
    A canção vem do coração, literalmente
    Durante a gravação, Luiz optou por fazer um experimento e substituir o bumbo da bateria por batidas do próprio coração. O lançamento de Visceral acontece simultaneamente pela Toca Discos no formato digital e pela Canal 3 Distribuidora no formato físico. Além de Luiz Lopez na voz, guitarra e piano, ele conta com Mario Vitor no baixo e vocais e Rike Frainer na bateria.
    Serviço
    Show: Luiz Lopez toca Visceral;
    Data: Quarta-feira (1º de novembro);
    Horário: 19h30;
    Local: Auditório Luís Cosme – 4º andar da Casa de Cultura Mario Quintana (Rua dos Andradas, 736);
    Ingresso: Entrada franca, sujeito a lotação.

  • A obra de Rossini Perez é tema de palestra nas "Conversas de Museu" , do Margs

    O Museu de Arte do Rio Grande do Sul Ado Malagoli (MARGS) realiza atividade para o público no evento “Conversas no Museu”, dia 31 de outubro, às 16h, no auditório da instituição. Nesta edição, a convidada é Claudia Rocha curadora e chefe da Divisão Técnica do Museu Nacional de Belas Artes do Rio de Janeiro.
    A exposição foi organizada em parceria com o Museu Nacional de Belas Artes/Ibram/MinC, que doou ao MARGS 45 obras de autoria de Rossini Perez e outras pertencentes à sua coleção particular, que, no total, somam um investimento de cerca de R$ 700 mil reais em doações do governo federal, através do Ministério da Cultura e do Instituto Brasileiro de Museus, e simbolizam o retorno de um trabalho conjunto entre as duas instituições cujo principal objetivo é enriquecer o patrimônio cultural brasileiro.
    Caminhos de Rossini Perez está aberto ao público de 31 de outubro a 28 de janeiro 2018, de terças a domingos. A mostra pode ser visitada nas galerias João Fahrion, Pedro Weingartner e Ângelo Guido do museu. O Margs fica na Praça da Alfândega, no Centro Histórico de Porto Alegre, e tem entrada franca.
    SERVIÇO
    Conversas no Museu sobre a exposiçã.
    Caminhos de Rossini Perez – Coleção Museu Nacional de Belas Artes, com Cláudia Rocha – curadora e chefe da Divisão Técnica do Museu Nacional de Belas Artes;
    Data: 31 de outubro;
    Horário: 16h;
    Local: Auditório do MARGS;
    Entrada Franca. 70 lugares disponíveis, por ordem de chegada
    Exposição
    Caminhos de Rossini Perez – Coleção Museu Nacional de Belas Artes;
    Curadoria: Claudia Regina Alves da Rocha;
    Abertura: 31 de outubro de 2017;
    Visitação: 28 de janeiro de 2018;
    Galerias: João Fahrion, Pedro Weingartner, Ângelo Guido do MARGS.