Categoria: HOTSITE JÁ Cultura

  • Ospa apresenta "Cântico de Louvor", de Mendelssohn, em homenagem aos 500 anos de Lutero

    Para comemorar os 500 anos da Reforma Luterana, a Orquestra Sinfônica de Porto Alegre (Ospa) apresenta concerto especial nesta terça-feira, 31/10. Sob a batuta do maestro Manfredo Schmiedt, os músicos interpretam a Sinfonia nº 2 (Lobgesang), também conhecida como Sinfonia Cantata ou Cântico de Louvor, de Felix Mendelssohn (1809-1847), um dos maiores compositores românticos alemães. Parte da Série UFRGS, o evento acontece às 20h30, no Salão de Atos da universidade. Os ingressos custam R$ 30 no dia do evento, na bilheteria local.
    Mais de 120 cantores, entre o Coro Sinfônico da Ospa, o Coro Universitário da Ulbra e o Grupo Cantabile, sobem ao palco. Os solos ficam a cargo dos gaúchos Elisa Machado (soprano), Paola Leonetti (soprano) e Maicon Cassânego (tenor). O concerto é uma parceria com a Igreja Luterana do Brasil e acontece exatamente no dia que marca os 500 anos da Reforma.
    Sobre o concerto
    Considerado um artista prodígio, Mendelssohn foi compositor, pianista, organista, regente e pintor. Começou seus estudos musicais aos sete anos de idade. Aos nove, teria realizado as primeiras apresentações e, aos treze, escrito e publicado as suas primeiras obras. A Sinfonia n.º 2 teve sua estreia em 1840 na Igreja São Tomás, em Leipzig. Na obra, Mendelssohn fundiu elementos da música secular e da música sacra, conservando características da sinfonia e da cantata.
    A peça foi composta entre 1838 e 1840 para festejar quatro séculos da invenção da imprensa por Gutenberg. “Por volta de 1440, Gutenberg tinha desenvolvido a técnica de impressão de livros através de tipos móveis e, de sua produção, destaca-se  a primeira impressão da Bíblia traduzida para o alemão, que foi fundamental para a Reforma de Martinho Lutero. Dentre os vários textos bíblicos selecionados por Mendelssohn, na produção desta Cantata-Sinfônica, o Salmo 150 é o mais emblemático, pois aparece em diversos pontos da obra”, afirma o maestro Manfredo Schmiedt.
    O compositor germânico inspirou-se na 9º sinfonia de Beethoven, uma obra igualmente monumental, para escrever a peça. Manfredo conta que a obra é dividida em duas partes: “A primeira parte, composta somente para a orquestra sinfônica, prepara o ouvinte para a imponência musical da segunda parte, com a participação dos coros e solistas. A utilização das diversas ‘forças’ vocais e orquestrais, solos, duetos, coros polifônicos e homofônicos são muito bem arquitetados por Mendelssohn para que o texto bíblico possa ser expresso da melhor maneira possível”.
    Os ingressos custam R$ 30, com 50% de desconto para estudantes, seniores e sócios do Clube do Assinante ZH. Podem ser adquiridos no dia do evento, na bilheteria do Salão de Atos da UFRGS, a partir das 11h.

  • Escola de Música da Ospa abre vagas para novos alunos

    A Escola de Música da Orquestra Sinfônica de Porto Alegre tem boas notícias para crianças e jovens que querem se aperfeiçoar em instrumentos musicais de orquestra ou em prática coral.
    Foi lançada a seleção de novos alunos da instituição para 2018. As inscrições para o processo seletivo podem ser feitas de 30 de outubro a 10 de novembro, das 9h às 12h e das 13h30 às 17h, na Escola de Música da Ospa (Av. Desembargador André da Rocha, nº 50).
    O edital da seleção está disponível em www.ospa.org.br
    Neste ano, a Escola aumentou 30% o número de vagas em relação ao ano passado. “São 83 novas vagas, maior quantidade em três anos. Além disso, pela primeira vez, estamos reservando 04 vagas para pessoas com deficiência, para o curso de Prática de Canto em Coro de Câmara”, comenta Diego Grendene de Souza, diretor da Escola de Música da Ospa. Nessa modalidade (prática em coro), dez vagas são reservadas a pessoas de baixa renda.
    Pessoas que tenham a partir de 8 anos podem se inscrever para as seguintes modalidades de instrumentos: violino, viola de arco, contrabaixo acústico tocado com arco, flauta transversal, oboé, fagote, trompa, trompete, trombone, eufônio, tuba e percussão.
    Já para aulas de canto coral, é necessário ter entre 8 e 20 anos, e não é obrigatório o conhecimento teórico-musical prévio. Os candidatos serão escolhidos conforme o seu desempenho na audição.
    Para todas as modalidades, os interessados precisam estar comprovadamente matriculados no Ensino Regular ou já ter concluído o Ensino Médio. Os testes, agendados no ato da inscrição, serão realizados até o dia 24 de novembro de 2017. As partituras das obras que serão avaliadas estão disponíveis no site da orquestra até o dia 1º de novembro.
    Mais informações pelo telefone (51) 3228-6737 ou por email: escolademusica.ospa@gmail.com
    Escola de Música da Ospa – Seleção de Novos Alunos
    Período de inscrições: de 30 de outubro a 10 de novembro;
    Onde: Escola de Música da Ospa (Rua André da Rocha, nº 50, Porto Alegre);
    Horário de funcionamento da escola: das 9h às 12h e das 13h30 às 17h30;
    Edital disponível em www.ospa.org.br
     

  • Versão de Chapeuzinho Vermelho, na programação infantil do projeto Chapéu Acústico

    Chapeuzinho Acústico é a versão infantil do projeto Chapéu Acústico que ocorre no mês das crianças, na Biblioteca Pública do Estado (BPE), a partir das 17h, no domingo, dia 29 de outubro, com entrada franca ou contribuição espontânea.
    Com 45 minutos de duração e voltado a crianças de até 8 anos e toda sua família, o espetáculo tem direção geral de Cláudia Braga, que assina a concepção, direção musical e arranjos com Nise Franklin. A dupla toca e canta, ao lado de Ursula Collischonn.
    Produzido pela Casa Elétrica, o trabalho musical infantil celebra 10 anos de trajetória com mais de 20 mil espectadores, 25 cidades visitadas, 14 temporadas, um CD, uma indicação ao Açorianos de Música e um livro, que será lançado em 2018. Sensível e lúdico, consiste em uma combinação de sons, brincadeiras e cores que a criançada e as famílias tem aplaudido e repetido.
    No palco, o resgate de canções, lendas e ditos. São 16 músicas pinçadas do rico repertório folclórico, 9 composições que costuram esse passeio musical, 3 lindas vozes e 40 instrumentos de origens variadas (indiana, indígena, africana e portuguesa), dividindo espaço com materiais musicais alternativos (vidrofone, megafone e apito de PET, celofanes, jornal). Flautas costuram “Bambalalão” à textura instrumental da tambura com o vidrofone. Caxixis embalam o metalofone em “Saci”. E a plateia é convidada a participar com a trupe, tocando clavas coloridas, caxixis, cantando, brincando de adivinhas e se remexendo.
    Chapéu Acústico – Idealizado pelo fotógrafo e produtor Marcos Monteiro, o projeto vem, desde setembro de 2016, movimentando o Salão Mourisco da BPE – instituição da Secretaria da Cultura, Turismo, Esportes e Lazer (Sedactel) – com performances de grandes nomes do cenário musical gaúcho, entre instrumentistas de formação jazzística e cantores (as). A ideia surgiu da vontade de desenvolver atividades musicais sem depender de verba pública ou privada, com a parceria de artistas destes profissionais, dispostos a movimentar a cena artística. A ação se dá sem cobrança de ingressos, usando o chapéu como forma de arrecadação.
    Serviço:
    Dia: 29 de outubro de 2017 (domingo);
    Hora: 17h;
    Local: Salão Mourisco da Biblioteca Pública do Estado/BPE (Riachuelo, 1190);
    Contribuição espontânea.
     

  • Farra de Teatro – Edição de Resistência acontece neste domingo no Parque Marinha

    Evento que faz parte do calendário teatral da cidade, a 12ª Farra de Teatro será realizado neste domingo, 29/10, das 15h às 20h, no parque Marinha do Brasil, na Avenida Edvaldo Pereira Paiva (próximo à Orla do Guaíba, ao lado da pista de Skate).
    Este ano será como uma Edição de Resistência. A performance a céu aberto tem entrada franca e é realizada anualmente pelo Depósito de Teatro, desde 2002. O formato foi criado pelo diretor carioca Márcio Vianna (falecido em 1996) com o nome “Farra dos Atores”.
    Atualmente a Farra conta com um elenco de cerca de 100 pessoas, entre atores e não atores de todas as idades. As cinco horas ininterruptas de espetáculo consistem de 40 cenas coletivas intercaladas com corridas, em um teatro físico que traz questionamentos fortes acerca de questões políticas, sociais e interpessoais, muito atuais na nossa sociedade. Entre os temas estão a questão da água, de violência de gênero, do lixo, das relações de amor, do uso da tecnologia nas relações, etc.
    Congelamento na Cultura
    Até o momento o evento sempre foi viabilizado pela Coordenação de Artes Cênicas. Este ano a Secretaria da Cultura sofre um congelamento, prejudicando muitos artistas e projetos, incluindo a Farra de Teatro.
    A organização teve que buscar outras alternativas, e optou por realizar uma campanha de financiamento coletivo. A situação crítica de desmonte pela qual a cultura está passando (por falta de investimento e até mesmo censura, na cidade e no país inteiro) faz a Farra deste ano ser uma forte Edição de Resistência.
    SERVIÇO:
    O que: Farra de Teatro – Edição de Resistência;
    Quando: Domingo, 29/10, 15h às 20h;
    Onde: Parque Marinha do Brasil, Av. Edvaldo Pereira Paiva (Ao lado da pista de Skate, na Orla do Guaíba);
    Ingresso: Entrada Franca;
    Organização: Depósito de Teatro.

  • Homenagem na Câmara lembra 50 anos de resistência do Teatro de Arena

    Os cinquenta anos do Teatro de Arena de Porto Alegre merecem homenagem da Câmara Municipal de Porto Alegre, na segunda feira, 30.
    A proposição é da vereadora Sofia Cavedon (PT).
    Fundado pelo Grupo de Teatro Independente, então composto por Jairo de Andrade, Araci Esteves, Alba Rosa, Câncio Vargas, Hamilton Braga e Edwiga Falej, foi inaugurado em 17 de outubro de 1967, com a peça de Dias Gomes: “O Santo Inquérito”.
    O Arena, desde então localizado nos altos doViaduto Otávio Rocha, no centro histórico, atuou como um núcleo de resistência cultural no período da Ditadura Militar (1964 – 1985)
    Desde 1991, o Teatro de Arena abriga ainda um Centro de Documentação e Pesquisa em Artes Cênicas.
    Seu acervo conta com textos oriundos do Departamento de Censura da Polícia Federal, 2.100 textos dramáticos, de autores nacionais e estrangeiros, adultos e infantis; livros de artes cênicas; além de uma videoteca com o Projeto Memória Viva.
    Memória Viva
    O Projeto Memória Viva – idealizado por Dilmar Messias no final da década de 80 – objetiva organizar e registrar em vídeo o depoimento de figuras representativas na área das Artes Cênicas, ampliando, assim, a memória artística do Estado do Rio Grande do Sul.
    Atualmente sob a responsabilidade de Clovis Rocha, diretor do Instituto Estadual de Artes Visuais (IEACen), o Teatro de Arena funciona em horários flexíveis, de acordo com os espetáculos em cartaz.
    E o Centro Documentação e Pesquisa em Artes Cênicas – Espaço Sônia Duro está aberto ao público interessado de segunda a sexta-feira das 13h30 às 17h.
    O Teatro lança todos os anos um edital de Prêmio de Incentivo à Pesquisa Teatral no Teatro de Arena, o qual contempla dois grupos para ocuparem o teatro nos dois semestres do ano. O objetivo é de fomentar o desenvolvimento de pesquisa no Teatro de Arena, com o intuito de valorização do espaço, devolvendo e desenvolvendo seu caráter de lugar de pesquisa e propiciando a realização de espetáculos teatrais profissionais de qualidade, fora de propostas do circuito comercial. Os grupos, além de poderem ensaiar na arena, recebem o valor de R$ 30.000,00 para a realização do projeto.
    A instituição está voltada para projetos variados, como teatro, dança, música e outros, há 50 anos.
     

  • Cia. de Teatro Íntimo estreia “220 Cartas de Amor” no São Pedro

    Ele morava em Porto Alegre. Ela, em Santa Maria. Mesmo cinco décadas depois, ao abrir e ler as cartas, é possível perceber que o amor segue lá, vivo e turbulento como costuma ser. E traz consigo outras histórias. Histórias de uma época em que as distâncias pareciam maiores e o tempo era realmente outro. Criado a partir das cartas trocadas pelos pais do ator Renato Farias quando eram namorados, entre 1956 e 1962, o espetáculo “220 Cartas de Amor” estreia no Theatro São Pedro, com apresentação única, no dia 31 de outubro, às 21h. No dia seguinte, a peça segue para a cidade de Santa Maria (com uma apresentação no Theatro Treze de Maio, às 21h).
    Os atores Renato Farias e Gaby Haviaras, se apropriam da  correspondência de Maria de Lourdes Lang e Lourenço Renato Medeiros de Farias, sob a direção  de Rafael Sieg. “Optamos por um caminho mais documental, mas com liberdade para algumas licenças poéticas. A dramaturgia se dá a partir da relação de amor construída através das cartas. A distância entre eles acabou nos parecendo fundamental para que o amor perdurasse.”, comenta o diretor do espetáculo.
    O material encontrado por Renato após o falecimento de seu pai, em 1998, ficou guardado por quase 20 anos. “Eram mais de 300 cartas, e pensamos sobre a possibilidade de transformá-la s em um espetáculo pela primeira vez há uns quatro anos, tendo em vista o nosso deslumbre frente ao potencial literário destes documentos. Este ano, a partir de uma mobilização familiar, achei que era hora de  colocar o projeto em prática.”
    Quebrando estereótipos, 220 Cartas de Amor apresenta um casal onde o homem não tem medo de ser romântico, lírico e delicado. Enquanto a mulher se permite ser mais retilínea, racional e objetiva (além de despojada e com uma atitude que, mesmo pelos padrões de hoje, pode ser considerada feminista). “Em um primeiro momento, pensamos em fazer um questionamento a partir dos nossos corpos em um espetáculo de dança, o que acabou não acontecendo. Mas a questão de  gênero, de  certa forma, persiste no espetáculo”, afirma Gaby. “No entanto, o mote da narrativa é o amor e a relação com o tempo.”
    Formada em 2005, a Companhia Teatro Íntimo (RJ) propõe em seus trabalhos que não haja barreiras entre atores e espectadores – de forma que a comunhão não se dê apenas no aplauso final, mas, sim, antes, durante e depois dos espetáculos. Conceitos como horizontalidade, singularidade, intimidade, afeto e a importância da palavra poética traduzem o foco da pesquisa do grupo, que conta com outros 16 integrantes. No currículo da Cia, constam espetáculos como “Os Dragões” (2005), “Veridiana e eu” (2006), “Cuidado com o Cão” (2007), “Degustação Poética” (2008/2009) “Histórias da Democracia” (2008/2009), “Adélia” (2010), “8 Solos Acompanhados” (2011), “Dorian” (2012), “Ere, Piá, Curumim” (2013), “João Cabral” (2015); entre outros.
    SERVIÇO:
    COMPANHIA DE TEATRO ÍNTIMO apresenta:
    220 CARTAS DE AMOR
    – Porto Alegre/RS
    Onde: Theatro São Pedro
    Quando: 31 de outubro (terça-feira)
    Horário: 21h
    Classificação Livre
    Valores dos ingressos:
    Plateia e cadeira extra R$ 60,00
    Camarote central: R$ 50,00
    Camarote lateral: R$ 40,00
    Galeria: R$ 30,00
    DESCONTOS
    50% para idosos com idade igual ou superior a 60 anos;
    50% para estudantes em até 40% da lotação do teatro: – até 15 anos mediante RG; – acima de 16 anos portando carteira da UGES, UEE, UNE;
    50% para jovens entre 16 e 29 anos, pertencentes a famílias de baixa renda, mediante comprovação de matrícula CADÚNICO;
    50% para sócios AATSP em 100 ingressos (temporada) ou 30 ingressos (apresentação única).
    50% para a Classe Artística
    Telefones do Teatro: (51) 3227.5100 E (51) 3227.5300
    PRODUÇÃO LOCAL: Nara Maia (51- 99997 2575)
    – Santa Maria/RS
    Onde: Theatro Treze de Maio
    Quando: 01 de novembro (quarta-feira)
    Horário: 21h
    Classificação Livre
    Valor dos ingressos:
    Plateia: R$ 40,00
    DESCONTOS
    50% para idosos com idade igual ou superior a 60 anos;
    50% para estudantes;
    50% para a Classe Artística
    Telefone do Teatro: (55) 3028.0909
    PRODUÇÃO LOCAL: Denise Copetti (55- 99104 9166)
    Ficha técnica:
    DIREÇÃO
    Rafael Sieg
    ELENCO
    Gaby Haviaras
    Renato Farias
    DRAMATURGIA
    Renato Farias – a partir da correspondência de Maria de Lo urdes Lang e Lourenço Renato Medeiros de Farias
    PRODUÇÃO RIO DE JANEIRO
    Damiana Guimarães
    PRODUÇÃO PORTO ALEGRE
    Nara Maia
    CENÁRIO
    Gigi Barreto
    FIGURINOS
    Tuca Sodré
    ILUMINAÇÃO
    Nara Maia
    TRILHA SONORA
    Rafael Sieg (seleção)
    PROJETO VISUAL
    Flavia Moretz
    PROJETO GRÁFICO
    Tarcísio Lara Puiati

  • Clube de Cultura abre espaço para o público infantil, programação especial domingo

    No mês da criança, o Clube de Cultura (Ramiro Barcelos 1853 – Bom Fim), tradicional espaço cultural e político de Porto Alegre, lança, neste domingo, 29/10, o Clubinho de Cultura.
    Para inaugurar a programação dedicada ao público infantil e juvenil, duas oficinas e um sarau estão agendados. A contribuição é espontânea e a renda é destinada a entidades humanitárias.
    A Oficina de Dança Expressiva, com a bailarina Lucina Ponso ocorre das 15h30 às 17h. Combinando movimento, música e objetos, a professora de dança vai incentivar a garotada dos 6 aos 12 anos a usar a criatividade, a ter consciência corporal e, principalmente, a se divertir.
    A meninada vai usar algodão para adentrar nuvens, rolar em um tapete de plástico bolha para recriar o som da chuva, fazer do corpo o ciclo de uma planta e interpretar o papel de diferentes animais de acordo com estímulos sonoros. Pais e avós estão convidados.
    Na sequência, das 17h30 às 19h30, tem Oficina de Charge com o cartunista e chargista Hals. Meninos e meninas dos 13 aos 16 anos vão ter noções de como ilustrar situações do cotidiano.
    As inscrições para as duas oficinas podem ser feitas, até o dia 28, pelo e-mail clubinhodecultura@gmail. As vagas são limitadas.
    E, sem limite de faixa etária e sem inscrição, estão todos convidados para, das 19h30 às 22h, participar do Sarau Anárquico organizado pelo recém criado Núcleo Jovem do Clube de Cultura. Vai ter show musical, contação de histórias, jogo de mímica de títulos de filmes e a atriz Maria Gallant vai falar como foi fazer o papel de Nalu no filme “A Mulher do Pai”.

  • Cleonice Bourscheid faz sessão de autógrafos e pré-lançamento do livro Ave, Água, em Porto Alegre

    A escritora, professora, tradutora e produtora cultural Cleonice Bourscheid faz pré lançamento de seu novo livro de poesias Ave, Água, com sessão de autógrafos no dia 26 de outubro.
    A obra reúne poemas inéditos da autora, inspirados na natureza e ilustrados com fotografias de Aristóteles Bourscheid, esposo e companheiro de viagem de Cleonice.
    A sessão de autógrafos será acompanhada de um recital, às 19h30min, no Clube Jangadeiros – Rua Ernesto Paiva, 139 – Porto Alegre (RS). A entrada é gratuita e aberta ao público em geral.
    O projeto propõe o diálogo entre diferentes formas de expressão artística: poesia, fotografia e música. Ave, água é o terceiro volume da trilogia composta por mais dois livros: Ave, pássaro e Ave, flor, todos com a proposta de unir verso, imagem e sensação. O encontro da natureza e o verso são presentes na obra de Cleonice.
    Em 2015 ela recebeu o Prêmio Filoteo Amodeo, em Castiglioni di Sicilia, pelo livro Piquenique no Jardim, obra poética que propõe a interação entre poesia, arte, culinária e o teatro infantil.

  • Um recorte da pintura de Scheffel, em exposição no Margs

    O Museu de Arte do Rio Grande do Sul Ado Malagoli promove a abertura da exposição “Scheffel por Ele Mesmo”, com curadoria de Angelo Rheinmer, nessa terça-feira, 24, às 19h, na Pinacoteca do MARGS.
    A Exposição “Scheffel por Ele Mesmo”, reúne obras da Coleção Família Zelmanowicz, , Fundação E. F. Scheffel e acervos privados e propõe revelar ao público um recorte sobre a obra de Scheffel, talvez o mais instigante de sua produção: a década de 1970, que permanece ainda pouco conhecida.
    A escolha das obras forma um conjunto estabelecido pelo próprio Scheffel – com texto de sua autoria – em uma exposição por ele sonhada e não realizada em vida. Apresenta ainda, uma mostra de retratos, promovendo uma visão panorâmica sobre a produção artística de Scheffel, a partir da década de 1950 até os anos 2000.
    Coletânea de obras

    Obra de Scheffel exposta no Margs / Divugação

    Em diálogo com a exposição, o Museu de Arte do Rio Grande do Sul apresenta uma coletânea de obras dos professores do artista, no Instituto de Belas Artes (atual Instituto de Artes da UFRGS), do período entre 1941 e 1946. Entre eles, nomes consagrados da pintura gaúcha, como: João Fahrion, Ângelo Guido, José Lutzenberger, Benito Castañeda, Maristany de Trias e Fernando Corona, possibilitando ao público um olhar sobre os Mestres que influenciaram diretamente a obra de Ernesto Frederico Scheffel.
    O Margs fez agradecimento público ao Dr. Rolf Udo Zelmanowicz, Presidente da Sociedade de Amigos da Fundação Scheffel, grande incentivador desta exposição.
    A exposição pode ser visitada de terças a domingos, das 10h às 19h, com entrada gratuita. Visitas mediadas podem ser agendadas pelo e-mail educativo@margs.rs.gov.br
    A batalha do retrato
    O autor das obras expostas escreveu o seguinte texto sobre o desafio de pintar retratos:
    O retrato: uma batalha à parte
    O retrato é considerado uma especialidade no mundo das Artes Plásticas – pintura e escultura – e significa para o artista, em particular, um duplo desafio. Trabalho de arte único, é uma proposta pessoal, elaborada através de recursos próprios. O retrato é a proposta que se antepõe e, eventualmente, se contrapõe ao artista que, paulatinamente, se exercita mental e fisicamente a devorar o seu objeto, de ponta a ponta, ao ponto de romper com o espaço e o tempo, pondo em desordem o pensamento e o sentimento. Isso não significa caos ou confusão, mas um diálogo pelos caminhos ocasionais das imagens e das sensações, interligadas numa atmosfera de contato, resultado de um pacto comum.
    A relação artista-retratado não é, portanto, uma divisão, uma oposição, um combate de rivais em exercício de mútua eliminação de personalidades antagônicas. O relacionamento artista-retratado, frente à frente, é um ato de antropofagia figurada, leal, pré-determinada pelas partes interessadas em criar, como resultado final, uma obra de arte de alto nível em conteúdo e forma.
    Com este procedimento – a posse através de uma absorção intensa – o artista não engravida o retratado nem recorre ao Espírito Santo, algo vindo de fora ou de cima, na realização da obra de arte. A obra nasce do entendimento e relacionamento de artista e retratado que decidem remover as máscaras, uma a uma, num ritual de concessão das diferentes formas assumidas pelo indivíduo. Aí que se encontra a revelação mais profunda de um caráter – em contínua formação – de uma individualidade única que é “relatada” com seriedade e simplicidade.
    Montaigne, nos Ensaios, expressa alguns conceitos mais permanentes e atuais que podem definir essa seriedade e simplicidade, necessárias ao artista, no ato da concepção do retrato, sintetizando numa só virtude: a fidelidade. “Os outros formam o homem (os moralistas), eu o relato”, escreve no Livro III, capítulo 2.
    Concluído o retrato, rompe-se o liame entre artista e retratado, em favor de uma obra de arte que pode ter atingido um estado de vida permanente, como se tocada pelo imprevisto sopro dos deuses, caprichosos, através da qualidade na composição, na técnica pictórica e na menção do mundo interior do indivíduo. Está superado o desafio da realização pessoal, como obra de arte”
    Ernesto Frederico Scheffel
    O artista e sua obra
    Ernesto Frederico Scheffel nasceu em 8 de outubro de 1927, em Campo Bom, Rio Grande do Sul. É descendente de imigrantes alemães de Berghausen – Westfalen, chegados em 1825 e estabelecidos na antiga colônia de São Leopoldo.
    Aos 12 anos de idade, Scheffel fez parte do Grupo de “coloninhos” que foram levados a Porto Alegre, numa ação do Governo do Estado do Rio Grande do Sul, dentro das políticas de nacionalização do Estado Novo. Foi convidado a estudar no Instituto de Belas Artes e, simultaneamente, na Escola Técnica Parobé.
    Em 1950, segue para o Rio de Janeiro, com bolsa de estudos do Estado do Rio Grande do Sul. É acolhido pelo pintor Osvaldo Teixeira, Diretor do Museu Nacional de Belas Artes, com quem trabalha como assistente. Scheffel participou dos Salões Nacionais de Belas Artes. Após receber as medalhas de bronze e prata, em 1958 conquista o Prêmio Viagem ao Estrangeiro com a obra “Jerônimo”. O quadro premiado está no Museu Nacional de Belas Artes, no Rio de Janeiro.
    Década de 70
    Partiu para a Europa, em 1959. Depois de viajar e conhecer diversos países estabeleceu-se em Florença, na Itália, onde desenvolveu sólida carreira. Trabalhou com o Professor Augusto Vemehren, Diretor do Laboratório de Restauro da Galeria dos Ofícios, restaurando pictoricamente obras de Rubens, Velázquez, Ticiano, entre outros. Ao longo dos anos 1960, Scheffel realizou oito obras públicas, a maioria de cunho religioso, em Florença.
    Inicia a década de 1970 influenciado pelas manifestações e protestos contra as instituições e os valores vigentes, que eclodem na Europa, na segunda metade da década de 1960, inaugurando uma nova fase, mais ousada e autêntica. Como o próprio Scheffel define:
    “… finalmente posicionei-me no campo da arte pela valorização da individualidade, no esplendor de suas características próprias, cujas qualidades devem ser exaltadas como um direito estético que une a humanidade…”.
    Em 1974, retorna ao Brasil como convidado oficial do Município de Novo Hamburgo para uma exposição retrospectiva, dentro das comemorações do Sesquicentenário da Imigração e Colonização Alemã no Brasil, que resultou na criação do Museu de Arte e também sua mantenedora Fundação Ernesto Frederico Scheffel, tornando possível a exposição permanente de grande parte da sua obra. Scheffel também inicia uma verdadeira cruzada pela preservação do patrimônio histórico relativo à colonização alemã no Rio Grande do Sul. A escolha de um prédio de características neoclássicas, construído em 1890, para a instalação do Museu de Arte, sinaliza o trabalho a ser desenvolvido nas décadas seguintes, culminando com o tombamento do Centro Histórico de Hamburgo Velho e o acervo pictórico da Fundação Ernesto Frederico Scheffel, pelo IPHAN – Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, em maio de 2015.
    Scheffel viveu os últimos anos da sua vida entre Itália e Brasil, e manteve sua rotina através da pintura e composição musical. Faleceu em Porto Alegre, em 16 de julho de 2015.
    SERVIÇO
    Scheffel Por Ele Mesmo
    Abertura: 24 de outubro de 2017, às 19h;
    Visitação: 25 de outubro a 5 de dezembro de 2017;
    Terças a domingos das 10h às 19h;
    Local: Pinacoteca do MARGS (Praça da Alfândega, s./n.).
     

  • A Cabeça de Gumercindo Saraiva: novo Filme de Tabajara Ruas ganha vida

    Na última semana, os Campos de Cima da Serra serviram como cenário do filme “A Cabeça de Gumercindo Saraiva”, uma realização da Walper Ruas Produções, com direção e roteiro de Tabajara Ruas.
    “A cidade de São Francisco de Paula está sendo uma grande inspiração para este trabalho. Quando olho essa paisagem verde, ondulada, na linha do horizonte, lembro muito de minha infância”, diz o diretor.
    A história acontece no final da revolução federalista de 1893, quando o capitão Francisco Saraiva e cinco cavalheiros cruzam o Rio Grande do Sul numa exasperante caçada para resgatar a cabeça de Gumercindo Saraiva, cortada pelos legalistas e levada como troféu para o governador Júlio de Castilhos, pelo major Ramiro de Oliveira.
    Nesta primeira etapa, a produção gravou com todos os principais atores. No núcleo Republicano, liderado pelo Major Ramiro, vivido pelo ator Murilo Rosa, gravaram coronel Firmino (Marcos Breda), vaqueano Caçapava (Marcos Verza) e tenente Lobo (Pedro de Oliveira).
    Já do lado rebelde dos maragatos, liderados por Francisco Saraiva, vivido por Leonardo Machado, estavam os tenentes Rosário (Marcos Pitombo) e Teófilo (Allan Souza Lima), mais o sargento Caminito (Sirmar Antunes) e o cabo Latorre (Rodrigo Ruas).
    A destacar também a participação especial do escritor Alcy Cheuiche, estreando como ator no papel de Aparício Saraiva.
    Este é o início da trama de perseguição e conflitos que vai cruzar o Rio Grande numa perseguição implacável. O filme foi o único representante da região Sul entre os 22 longas contemplados pelo edital PRODECINE 01 do Fundo Setorial do AudiovisualFSA/BRDE, de 142 propostas apresentadas.
    A Cabeça de Gumercindo Saraiva conta com o patrocínio master do Banrisul, e é inspirado no livro do mesmo nome escrito em 1997 por Tabajara Ruas e o jornalista Elmar Bones.
    O diretor Tabajara Ruas – Cineasta e escritor, tem 12 longas como roteirista, dos quais dirigiu quatro: Os Senhores da Guerra, que estreou em 2016 e recebeu dois Kikitos no Festival de Gramado; Netto e o Domador de Cavalos, Brizola Tempos de Luta e Netto Perde Sua Alma, o mais premiado filme gaúcho.