Categoria: HOTSITE JÁ Cultura

  • O racismo bem tratado por um escritor branco

    Geraldo Hasse
    Um bom narrador surgiu na praça. É Mauro Paz, gaúcho de Porto Alegre (1981) e publicitário em São Paulo. Publicado pela Editora Patuá em agosto de 2017, seu livro “Entre Lembrar e Esquecer” tem timing para se tornar filme. Até parece que foi escrito para a tela.
    A pegada do autor se revela logo nas cinco primeiras linhas: “Depois de mudar para São Paulo, sempre que o telefone vibrava e na tela surgia o número da casa da minha mãe, eu esperava uma notícia de morte. Numa tarde de setembro a notícia chegou. Ao contrário da ordem natural do tempo, não trouxe o nome de nenhum dos meus pais. Cadu, meu sobrinho de dezessete anos, estava morto.”
    Inspirado numa história real ocorrida em abril de 2013 em Porto Alegre, o livro investiga de forma coloquial a morte de um adolescente, de 17 anos, cujo corpo, com sinais de violência, apareceu nos fundos de uma casa vizinha de um condomínio residencial na zona sul onde se dera uma festa guardada por seguranças.
    Detalhes 1: o jovem morto era um negro da classe média; 2: a festa fora na casa de um deputado num condomínio; 3: a polícia não fez perícia no local do acidente/crime; 4: a imprensa ignorou o caso e só se mexeu meses depois, após uma manifestação pública de protesto.
    A história é narrada por um jornalista que se sente na obrigação de investigar o caso, já que a vítima é seu sobrinho. A intervalos mais ou menos regulares, o narrador oferece sacadas tri-pertinentes sobre o racismo embutido no comportamento da sociedade branca. O título do livro vem de um raciocínio segundo o qual “a sanidade vem do equilíbrio entre lembrar e esquecer.”

    Mauro Paz lançara o livro em Porto Alegre em outubro / Divulgação

    Formado em Letras, Mauro Paz é contista, com dois livros publicados, e tem participação em diversas antologias de contos, gênero literário que exercitou em oficinas dirigidas pelo escritor Luiz Antônio de Assis Brasil. Além do aprendizado em cursos, parece que herdou algo da vivência reportarial do pai, o jornalista Walmaro Paz. Pela forma como escreve, é leitor de novelas policiais.
    Seu livro, definido como romance, é mais uma novela que se desenrola sem digressões, agarrado ao estilo vapt-vupt dos roteiristas de takes cinematográficos. Não certamente por acaso, os assuntos são separados por números; a maior parte dos takes ocupa menos de uma página. Tática que poderia ajudar a manter o leitor preso à narrativa, não fosse ela extremamente fluída, com toques precisos sobre a geografia humana de Porto Alegre.
    Registrada na última página, a tiragem inicial de agosto foi de apenas 100 exemplares, número já superado em setembro, em atenção à demanda direta junto à Editora Patuá, de São Paulo, que vende exclusivamente pelo seu site (http://editorapatua.com.br/).
    Até o final de outubro o livro também estará disponível em algumas livrarias independentes – como a Bamboletras, de Porto Alegre. Está sendo vendido a R$ 40 o exemplar.

  • Metrópole Xadrez Clube comemora 80 anos com torneio e coquetel, no sábado

    O Metrópole Xadrez Clube vai comemorar 80 anos no próximo sábado, dia 7 de outubro, com a realização de um torneio e um coquetel.
    As inscrições para o torneio são individuais ou em equipe. Podem ser feitas diretamente na sede do clube (na rua Vigário José Inácio, 263, 3º andar, no Centro Histórico), por e-mail (diretor.mxc@gmail.com), por telefone (51) 3092-0711, ou Whats: 981316975. Limitadas aos primeiros 100 participantes que confirmarem o pagamento de sua inscrição.
    Enviar e-mail informando: NOME, DATA NASC, ID FIDE, ID CBX, CIDADE, SE É ASSOCIADO do MXC e TELEFONE CELULAR.
    Após este procedimento, acessar o Site do MXC, www.mxc.org.br, e confirmar na lista de inscritos, a sua pré-inscrição e o valor exato da taxa de inscrição a ser depositada no Banco Banrisul, Ag: 0062. CC: 060275710-8, em nome de Metrópole Xadrez Clube CNPJ: 89270938/0001-35. Os centavos servirão para identificar perfeitamente seu depósito e garantir sua vaga.
    Após o depósito sua inscrição constará como “PAGO” na lista de inscritos e estará confirmada.
    Inscrições de equipes: Agremiações enxadrísticas e grupos de cidades de fora da região metropolitana poderão inscrever equipes com 4 participantes ao preço de associados que concorrerão a medalhas e premio em dinheiro. Será considerada vencedora a equipe que acumular maior número de pontos no somatório individual de seus participantes. Em caso de empate, será somado o 2° critério de desempate (buchholz com o corte do pior resultado). Persistindo o empate, sorteio.

  • Thiago Ramil e espetáculo de dança são as atrações do Bar do IAB

    Todas as primeiras quartas-feiras do mês o Bar do IAB abre suas portas para uma atração cultural, sempre com entrada franca.
    A edição de 04 de outubro começará a partir das 19 horas e promete ser muito especial, pois terá duas atrações artísticas. O show musical de Thiago Ramil e o espetáculo de dança contemporânea “Duo para dois perdidos”, que tem criação e direção de Ivan Bernardelli.
    O jovem cantor e compositor gaúcho Thiago Ramil apresenta reportório da turnê “Leve Embora”, com músicas de sua autoria: “Casca”, “Desculpa”, “Amora”, “Pó”, “Deixa passar”, “Suspiro”, “Leite e nata”, “Dizharmonia”, “Show me”, “Salar”, “Canto” e “Gira-Sol”.
    Em 2106, o álbum “Leve Embora” foi indicado ao 17º Latin Grammy Awards, na categoria Melhor Álbum Pop.
    No dia 1º de novembro do mesmo ano, o cantor também recebeu, em Porto Alegre, o Prêmio Açorianos de Música 2016, nas categorias de Artista Revelação e Melhor Intérprete de Gênero Pop.
    Dois perdidos – Baseado no universo do texto teatral “Dois Perdidos Numa Noite Suja”, de Plínio Marcos, o espetáculo Duo Para Dois Perdidos aborda a relação entre dois mundos corporais extremamente distintos em choque e diálogo a partir de suas singularidades. O espetáculo propõe uma interface com o teatro e lança olhares sobre a desigualdade, a exploração e a injustiça social.
    O Bar do IAB ainda contará com as comidas da “Nunca Pensei – Cozinha Rural Contemporânea” e a cerveja artesanal da “Bugio”.
    SERVIÇO 
    Bar do IAB apresenta Thiago Ramil e o espetáculo de dança contemporânea “Duo para Dois Perdidos”.
    Quando: Dia 04 de outubro / Quarta-feira;
    Horário: Bar estará aberto a partir das 19 horas;
    Onde: IAB RS (Rua General Canabarro 363, Centro Histórico de Porto Alegre)
    Entrada Franca.

  • Margs promove palestra sobre 20 anos da Bienal do Mercosul

    No dia 2 de outubro foi completado 20 anos da abertura oficial da primeira Bienal do Mercosul, que aconteceu no Margs.
    A exposição foi um marco para o Estado, que concretizou uma reunião de arte contemporânea, colocando Porto Alegre no mapa das grandes mostras internacionais. A Bienal do Mercosul entrou para a história como a maior exposição já realizada sobre Arte Latino-Americana.
    Para relembrar e comemorar este grande feito, a Fundação Bienal do Mercosul e o Museu de Arte do Rio Grande do Sul convidam para uma palestra, que será realizada nessa quarta-feira, 04, no auditório do Margs. Será falado também sobre a edição da 11ª Bienal do Mercosul.
    A celebração desta data na história das bienais é uma iniciativa conjunta da Fundação Bienal do Mercosul e do Museu de Arte do Rio Grande do Sul Ado Malagoli – Margs.
    José Francisco Alves, professor do Atelier Livre da Prefeitura de Porto Alegre, vai abordar o projeto curatorial da primeira edição, que envolveu exposições em 14 espaços da cidade (instituições culturais e locais adaptados) e inúmeros locais ao ar livre, com intervenções urbanas temporárias em parques.
    Entre as heranças culturais da primeira Bienal está um dos resultados mais importantes para a capital gaúcha: o “redescobrimento” do Cais do Porto, que foi aberto para um evento cultural. A festa ainda vai contar com a exibição de um vídeo inédito, com momentos registrados pelo ministrante: as exposições e intervenções urbanas do evento.
    Serviço:
    Palestra: “20 anos de Bienal do Mercosul”.
    Ministrante: José Francisco Alves, Doutor em História da Arte e curador.
    Dia 4 de outubro de 2017.
    Horário: 16h.
    Local: Auditório do Museu de Arte do Rio Grande do Sul.
    Entrada franca.
    Promoção: Fundação Bienal do Mercosul e Museu de Arte do Rio Grande do Sul.

  • Grupo de artistas de Porto Alegre homenageia o centenário da chilena Violeta Parra, no Memorial da AL

    HIGINO BARROS
    Artista chilena mais conhecida no Brasil, a compositora Violeta del Carmen Parra Sandoval, recebe uma grande homenagem em Porto Alegre nessa quarta-feira, 04, pelo centenário de seu nascimento ocorrido em outubro de 1917. Um grupo de artistas gaúchos, argentino e chileno faz show, no Memorial da Assembleia Legislativa, com entrada franca, na rua Duque de Caxias, 1029, às 18h, cantando suas composições, entre elas “Gracias la Vida”, Volver a los 17″ “Casamiento de Negros”, “Que pena siente el alma” e “Rin de Angelito”, entre outras.
    O Rio Grande do Sul é um dos lugares com maior presença de chilenos no Brasil, grande parte deles vindo para cá, após o golpe militar que derrubou o presidente Salvador Allende, nos anos 1970. Muitos brasileiros também se refugiaram no Chile, depois do golpe militar no Brasil, em 1964.
    As canções de Violeta Parra foram popularizadas em território brasileiro, a partir dos anos 1980, principalmente, através de gravações de Milton Nascimento e Chico Buarque de Holanda, além da argentina Mercedes Sosa. No sul, músicos locais desenvolveram trabalhos conjuntos com músicos chilenos, incorporando em seus repertórios composições de Violeta Parra e Victor Jara, principalmente.
    Queremos mais?
    O cantor e compositor Raul Ellwanger, um dos artistas que se apresentará na homenagem gaúcha escreveu sobre o evento:
    “Poeta, compositora, letrista, pesquisadora, ativista cultural, artista plástica, feminista avant la lettre, política, independente, namoradeira, cozinheira, camponesa paupérrima, migrante econômica, mística socialista, de faca na bota, geratriz de um clã cultural – queremos mais?”.
    Os artistas que fazem a homenagem à Violeta Parra são: Maria Luiza Benitez, Daniel Torres, Grupo Sikuris, Lota Moncada, Martin Coplas, Nora Blanchet, Raul Ellwanger e Matias Carlucci.
    A iniciativa tem o apoio da presidência da Assembleia Legislativa, do Consulado Geral de Chile e a participação da comunidade chilena em Porto Alegre.
    SERVIÇO
    100 anos de Violeta.
    Quarta-feira- dia 04 de outubro.
    Memorial da Assembleia Legislativa.
    Rua Duque de Caxias – 1029.
    18 Horas.
    Entrada franca.

  • Margs expõe "Planeta Vermelho" – Desenhos de Fábio André Rheinheimer

    O Museu de Arte do Rio Grande do Sul Ado Malagoli apresenta a exposição “Planeta Vermelho – Desenhos de Fábio André Rheinheimer”, a partir da terça-feira, 03/09, às 19h, com entrada franca.
    A mostra pode ser visitada de 4 de outubro a 26 de novembro nas Salas Negras. São 16 obras que celebram o imaginário do artista, representado em uma topografia do seu universo poético, por meio de técnica apurada e subjetividade.
    O Margs distribuiu o seguinte texto sobre a mostra:
    Aquilo que se insinua sem se afirmar

    “O esforço em desvendar o espaço para compreender seus modos de representação acompanha a História da Arte desde suas mais remotas manifestações. Nessa busca, tanto artistas como arquitetos foram levados a explorar soluções por diversas vias, porém imbuídos de um mesmo objetivo: planificar em uma superfície como o papel ou a tela o que se dava a ver na tridimensionalidade do espaço — e também o seu inverso. Foi assim, por exemplo, que se desenvolveram os saberes do desenho geométrico projetivo e dos tratados de perspectiva da Idade Média e do Renascimento.

    Esse desejo de dominar o espaço pela sua representação encontrou no desenho o meio privilegiado de apreensão do real. A abordagem científica que é própria à razão conduziu ao domínio dos códigos visuais da realidade segundo os princípios rígidos das leis da matemática.

    Daí, ao mesmo tempo, ter-se desenvolvido a formação de um olhar naturalista que logo impôs um estatuto visual que concedeu privilégio à interpretação mimética da realidade, no sentido de reprodução e fidelidade ao que se vê e da maneira como se vê.

    O que as correntes modernas da abstração trouxeram com o século XX foi, entre outras coisas, a possibilidade de desnaturalizar esse olho que por séculos disciplinou-se a criar sentidos somente por fidedigna correspondência a um referente real externo. Ao se voltar ao que é específico à planaridade do meio, a orientação abstrata liberou o olhar da servidão naturalista a que fora submetido, confrontando o observador a experenciar o fenômeno visual a partir de novos entendimentos.

    A realidade não mais se encontrava necessariamente lá fora, na feição das coisas como elas se apresentam, mas, sim, dentro de uma realidade própria ao sujeito na sua capacidade de conferir sentido às formas em um processo interior e mental. Uma realidade enquanto imaginário, fruto da possibilidade de se criar imagens a partir do que ainda não era nem estava dado, mas somente concebível enquanto pensamento.

    No campo da arte, o impacto não foi algo menos que tremendo, pois ao artista não cabia mais oferecer a representação do mundo conforme se aparentava ao olhar. Seu estímulo passava a ser a possibilidade de poder ver tudo de outro jeito, muitas vezes radicalmente diferente. Foi então que o artista se viu lançado a percorrer uma realidade que era somente sua, porque localizada no interior de seu imaginário, ao qual a chance de acesso era dada somente a ele. Assim, esse novo entendimento “do ver” logo levou ao desafio “do mostrar”. Ou melhor, “do como mostrar”. Eis a empreitada encarada por diversos artistas desde então, como é agora o caso de Fábio André Rheinheimer em seu mais novo trabalho.

    “Planeta Vermelho” é a reunião de uma série de trabalhos de inegável orientação abstrata. O caminho até eles é conduzido pelo interesse do artista em tornar expresso um imaginário que antes existe apenas como ideia e conceito em sua poética. Estamos falando de um universo particular ficcional que convoca o desenho como recurso para estabelecer comunicação sobre algo que inicialmente habita apenas o universo criativo do artista — que se é real ao sujeito, é abstrato para o outro. Nesse sentido, o desenho não deixa também de corresponder a um desejo de projeção das profundezas da subjetividade individual para a exterioridade comum ao mundo e aos outros.

    Para Fábio André Rheinheimer, seus desenhos oferecem visões de relevo, como parte integrante de um imaginário sobre a superfície do referido Planeta Vermelho. É como se ele estivesse esboçando a topografia do terreno de pouso para onde nos leva em um plano de voo pelo seu universo poético. Embora o artista veja apenas pedras sobre pedras em seus desenhos, em um ato talvez de modéstia sobre o seu trabalho, aceitar essa visão de pronto seria reduzir a abertura que a arte pode proporcionar ao desestabilizar percepções.

    Sendo arquiteto de formação, Fábio André Rheinheimer já havia tido no passado uma relação instrumental com o desenho geométrico. Recentemente, reencontrou os lápis de cor e se viu experimentando um tipo de desenho um tanto diverso do que praticara na arquitetura. Ele continuava se valendo das formas geométricas, mas a rigidez do pensamento matemático cedera lugar à liberdade do criar. Se acompanharmos as linhas, perceberemos que elas fingem ser perspectiva, pois o que está contido nelas é algo de indisciplina e desvio, que sempre escapa à regra ou não a confirma. Ao observarmos as tramas que resultam das composições, também nada nos oferecerá o conforto da explicação do que são ou possam ser.

    Esses desenhos estabelecem jogos dinâmicos com os planos e as volumetrias por baralharem nossos códigos visuais pré-figurados. São jogos porque o que Fábio André Rheinheimer busca é extrair sensações pelo recurso da ilusão, interessado nas maneiras como cada percepção é atingida e ativada. Só que não se trata de ilusão de ótica como pode parecer, mas de acionar os artifícios ilusórios do desenho em sua tarefa de representar o tridimensional planificando-o.

    São desenhos que não fazem mais do que arquitetar espaços, ainda que tais espaços não sejam reais nem encontrem referentes externos. Apenas o título da série — “Planeta Vermelho” — pode sugerir algo que a cultura se encarregue de nomear. Se abrirmos mão da referência endereçada ao planeta Marte, logo nos veremos desamparados em meio às formas e volumes que se movimentam e confluem no plano do desenho. Aqui, desamparo significa potencialidade, uma vez que somente assim temos a chance de despir o olhar naturalizado para que possamos ver nos trabalhos o que neles se insinua sem se afirmar”.

    SERVIÇO
    Título: Planeta Vermelho – Desenhos de Fábio André Rheinheimer
    Artista: Fábio André Rheinheimer
    Texto de apresentação de Francisco Dalcol
    Abertura 3 de outubro (terça) de 2017
    Visitação: De 4 de outubro a 26 de novembro de 2017
    Local: Salas Negras do MARGS (Praça da Alfândega, s./n.)
    Entrada Franca
     
     

  • Feira do livro na sede do Sindicato dos Jornalistas permanece aberta até o dia 6 de outubro

    Entre as atividades alusivas ao aniversário de 75 anos do Sindicato dos Jornalistas Profissionais do RS (SINDJORS), foi montada uma feira do livro na sede da entidade (Rua dos Andradas, 1270, 13º andar). Obras das editoras Libretos e AGE, que estariam expostas até esta sexta-feira, dia 29, ficarão disponíveis até o dia 6 de outubro.
    Os livros têm 20% de desconto para o público em geral e 50% para os jornalistas sindicalizados e estudantes. O horário de atendimento do Sindicato a partir do dia 2 de outubro é do meio-dia até as 18h.

  • Blues e Jazz da melhor qualidade na Redenção

    O tempo teimou, mas, o público não arredou o pé de uma das extremidades do espelho d’água da Redenção, neste sábado, 30/09, à tarde e início da noite, durante a terceira edição do Festival BB Seguridade de Blues e Jazz.
    O Bando com o Tributo Deuses da Guitarra e os grupos gaúchos Cumbuca Jazz e Nicola Spolidoro Quarteto, abriram o festival.

    Hermeto Pascoal saudando o público / Ricardo Stricher / JÁ

    O carismático saxofonista americano Leroy Jones e o conceituado guitarrista Nuno Mindelis, Hermeto Pascoal e Zeca Baleiro contagiaram o público.
    Zeca Baleiro fechou a noite / Ricardo Stricher / JÁ

    Fora as atrações artísticas, as crianças tiveram à disposição oficinas de desenho e colagem, de malabares, de musicalização, artística facial.
    A terceira edição do Festival BB Seguridade foi criado com um conceito simples: um dia para curtir com a família e os amigos. Os shows são sempre realizados em locais ao ar livre, com bons espaços para o convívio social, loung com tomadas para carregar celular, no melhor espírito “música no parque”.
    Em 2015, em sua edição inaugural, o Festival BB Seguridade de Blues e Jazz contemplou São Paulo e Brasília com nomes como Stanley Jordan, Blues Etílicos, entre outros, com ótima repercussão. Em 2016, tivemos Maria Gadú, Steve Guyger, Marco Lobo Quinteto e David Liebman e Toninho Horta, com etapas em São Paulo, Porto Alegre, Brasília e Recife.
    O projeto é realizado via Lei Rouanet de Incentivo à Cultura, com patrocínio da BB Seguridade e realização da Marolo Produções, Ministério da Cultura e Governo Federal.

  • Ospa dá boas vindas à Primavera, depois de seis anos sem se apresentar no Jardim Botânico

    A Orquestra Sinfônica de Porto Alegre (Ospa) dá as boas-vindas à nova estação em grande estilo. Depois de seis anos sem apresentar concertos no Jardim Botânico da Capital gaúcha, a Ospa, em parceria com a Secretaria do Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Sema) ), realiza o tradicional Concerto de Primavera de volta ao local.
    No dia 1º de outubro, domingo, às 18h, o maestro Evandro Matté conduz os músicos, ao ar livre, em um programa repleto de trechos de óperas, danças e obras relacionadas a esta época do ano. O evento é aberto ao público, tem entrada franca e conta com os solos de Raquel Fortes (soprano) e André Carrara (pianista).
    O maestro Evandro Matté, que é também diretor artístico da Ospa, comenta a importância do concerto na Temporada 2017: “Entre as grandes orquestras do Brasil, a Ospa é uma das que mantêm uma programação mais diversificada. Realizamos concertos em vários locais da cidade e do Estado, abrangendo diferentes públicos. Nada mais sintonizado com nosso perfil do que retornar a um espaço tão importante e querido de Porto Alegre – o Jardim Botânico -, em um grande evento ao ar livre”.

    O Programa
    Ospa celebra nova estação
    Duas obras que retratam a Primavera integram o repertório da apresentação. Uma delas é Vozes da Primavera, valsa de Johann Strauss II (1825-1899), e a outra é “Primavera Porteña” de Astor Piazzolla (1921-1992) – parte do conjunto “Quatro Estações Portenhas” do compositor argentino. Desse grupo de obras, a orquestra também toca “Invierno Porteño”.
    O famoso primeiro movimento da Sinfonia nº 5 de Ludwig van Beethoven (1770-1827) é uma das primeiras atrações do fim de tarde. Óperas de Giuseppe Verdi (1813-1901) serão homenageadas – as Aberturas de “La Forza del Destino” e de “Nabucco” estão na lista, além de “Caro Nome, ária de “Rigoletto”. Raquel Fortes faz os solos dessa última, encarnando a personagem Gilda. A soprano participa, ainda, da interpretação da famosa ária “A Rainha da Noite de “A Flauta Mágica”, ópera de Wolfgang Amadeus Mozart (1756-1791).
    A música latino-americana não fica de fora da seleção. A dançante “Malambo”, parte da “Suite Estancia” do argentino Alberto Ginastera (1916-1983), e o “Tico-tico no Fubá” de Zequinha de Abreu (1880-1935) (Arranjo: Jambere), uma das melodias símbolo da música brasileira, aparecem no programa. André Carrara, pianista da Ospa, faz uma participação especial como solista desta última obra.

    Concerto de Primavera da Ospa
    Quando: Dia 1º de outubro de 2017, domingo
    Horário: 18h
     
    ENTRADA FRANCA
     
    PROGRAMA
    Giuseppe Verdi: Abertura de “La Forza del Destino”
    Ludwig van Beethoven: Sinfonia nº 5 (1º Movimento)
    Giuseppe Verdi: Abertura de “Nabucco”
    Giuseppe Verdi: “Caro Nome”, da ópera “Rigoletto”
    Johann Strauss II: Vozes da Primavera
    Astor Piazzolla (Arr.: José Bragato): Invierno Porteño e Primavera Porteña
    Wolfgang Amadeus Mozart: “Rainha da Noite”, da ópera “A Flauta Mágica”
    Alberto Ginastera: Malambo
    Zequinha de Abreu (Arr.: Jambere): Tico-tico no Fubá
    Regente: Evandro Matté (Brasil)
    Solistas: Raquel Fortes (soprano) e André Carrara (piano)
  • “O País da Suruba” tem lançamento na Pinoteca nesta quinta-feira

    Um partido das mulheres sem mulheres, um deputado que discursa em defesa de um bombom, um senador que se apresta a nomear uma melancia, um presidente que troca Paraguai por Portugal e confunde Noruega com Suécia. É o que acontece em um lugar que ficou muito estranho nos últimos anos. Que país é este? Ora, é o país onde o líder do governo no Senado fala assim: “Se acabar o foro, é para todo mundo. Suruba é suruba. Aí é todo mundo na suruba, não uma suruba selecionada”. Podemos chamá-lo então de “O País da Suruba”. Este o título do livro do jornalista Ayrton Centeno que a Libretos está lançando escudado pelo subtítulo “155 provas – e não apenas convicções – de como o golpe de 2016 diminuiu, ridicularizou e emburreceu o Brasil”.
    Em 26 de setembro, quinta-feira, a partir das 19h, na Pinacoteca Bar (República, 409), no coração da Cidade Baixa, haverá um lançamento da obra.
    Usando a farsa como instrumento para contar onde estamos metidos, o autor singra as mesmas águas que outro jornalista, Sérgio Porto, navegou para recontar a explosão do bestialógico após o golpe de 1964. Na época, tornou-se o Febeapá, ou seja, o “Festival de Besteira que Assola o País”.
    Como todo regime espúrio aumenta exponencialmente a produção da besteira nacional, a História se repete agora e, claro, novamente como comédia. Ou, mais precisamente, como tragicomédia.
    Acontece que uma das afinidades entre os golpes de 1964 e de 2016 está no regressismo, a revanche do Velho contra o Novo, do Arcaico contra o Moderno, do Passado contra o Futuro. “O golpe apresentou-se como uma gigantesca volta ao que a modernização havia relegado”, escreveu o crítico literário Roberto Schwartz sobre 1964. Figuras apagadas, muitas vezes caricatas, ergueram-se das sombras para encenar aquilo que Schwartz definiu como “um espetáculo de anacronismo social”.
    Anacrônico é justamente o picadeiro feroz em que o Brasil se converteu pós-golpe de 2016. O Executivo sob o tacão de um bando de homens brancos, ricos, velhos, retrógrados e, dizem por aí, corruptos, remete diariamente à sociedade decisões toscas, cabeçadas na parede e gafes em escala industrial.
    O insaciável Legislativo disputa com o Executivo quem é o mais impopular.
    O Judiciário, antes discreto, move-se para o centro do palco, jogando-se também na fogueira das vaidades. Fascínio que também engolfou promotores, procuradores e policiais, além dos donatários das capitanias hereditárias da mídia e seus comunicadores, apresentadores e colunistas quase todos atrelados ao discurso patronal.
    Autor de outros três livros, entre eles ‘Os Vencedores’, de 2014, onde resgata o combate dos jovens à ditadura de 1964, Centeno compilou na imprensa, ao longo dos dois últimos anos, centenas de situações pitorescas, que selecionou para recontá-las agora com permanente bom humor e pitadas de ironia.
    O País da Suruba ainda tem lançamento agendado para as feiras do livro de Porto Alegre e de Pelotas.
    Serviço:
    O país da suruba, de Ayrton Centeno.
    Dia 28 de setembro, na Pinacoteca, a partir das 19h. (R. Da República, 409)
    Dia 5 de novembro – Feira do Livro de Pelotas – às 19h, na Tenda de Autógrafos.
    Dia 11 de novembro – Feira do Livro de Porto Alegre – às 14h30, no Santander Cultural, incluindo debate com o ilustrador Edgar Vasques e o jornalista Elmar Bones.
    Preço sugerido R$29,00 – 128 páginas
    libretos@libretos.com.br