Música e Literatura se encontram em um sarau especial do projeto “Escola da Ospa na Comunidade”. Os estudantes de trombone da Escola de Música da Ospa se apresentam na Sala Armindo Trevisan do Instituto Estadual do Livro (IEL), na Rua André Puente, 318, nesta quinta-feira, 21, às 15h. Junto a eles, um grupo de leitores do IEL recitarão trechos de livros selecionados pelo instituto e pela Associação Lygia Averbuck.
José Milton Vieira, trombonista da Ospa e professor da Escola de Música da orquestra, é o responsável pela seleção musical. Obras de Edward Elgar, George R. Poulton, Georges Bizet, Gilberto Gagliardi, Joseph Haydn e Luiz Gonzaga estão no programa do recital.
A leitura dos textos, sintonizados com o repertório, fica a cargo dos escritores Waldomiro Manfroi, Marô Barbieri, Jacira Fagundes, Maria da Gloria de Oliveira e, por fim, da diretora do IEL, Patrícia Langlois.
A Escola de Música da Ospa
Fundada em 1972, a Escola de Música da Ospa – Conservatório Pablo Komlós cumpre função fundamental para o fomento cultural no Rio Grande do Sul. Promove formação musical gratuita, voltada para músicos de orquestra, oferecendo oportunidade de profissionalização na área.
Hoje a escola atende mais de 200 alunos, contando com dois grupos orquestrais e um coro jovem.
Buscando levar a música para os mais diferentes espaços da cidade e mostrar seu trabalho para públicos variados, o Conservatório lançou em 2015 o projeto Escola da Ospa na Comunidade. A iniciativa consiste em uma série de recitais de grupos de alunos em lugares como hospitais, escolas, lares de idosos e bibliotecas.
O Instituto Estadual do Livro
O Instituto Estadual do Livro – IEL – foi criado em 1954 com o objetivo de difundir a literatura produzida no Estado, apoiando o surgimento de novos escritores e trabalhando para a preservação da memória literária e cultural do Rio Grande do Sul. Órgão vinculado à Secretaria de Estado da Cultura, Turismo, Esporte e Lazer, o IEL tem como função principal realizar atividades associadas ao livro, tais como edições de textos originais de autores estreantes ou obras clássicas, promoção de encontros de escritores com a comunidade, organização de seminários, viabilização de uma política do livro e da leitura, cooperação com entidades públicas e editoras locais.
PROGRAMA
Edward Elgar: Pomp and Circumstance
Anonimo: Greensleves
George R. Poulton: Aura Lee
Georges Bizet: Habanera de “Carmen”
Gilberto Gagliardi: Coral 01
Joseph Haydn: Achieved Is the Glorious Work
Anônimo: Scarborough Fair
Luiz Gonzaga & H. Texeira: Qui nem Giló
SERVIÇO
Projeto Escola da Ospa na Comunidade
Quando: 21 de setembro de 2017, quinta-feira, às 15h
Onde: Sala Armindo Trevisan do Instituto Estadual do Livro (Rua André Puente, 318), Apresentação: Grupo de Trombones da Escola de Música da Ospa.
Leitores convidados: Waldomiro Manfroi, Marô Barbieri, Jacira Fagundes, Maria da Gloria de Oliveira e Patrícia Langlois
Categoria: HOTSITE JÁ Cultura
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Ospa e Instituto Estadual do Livro reúnem música e literatura em sarau especial
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Luiz Mauro toca com amigos temas executados antes apenas com piano
O pianista Luiz Mauro Filho convida seus amigos, o baterista Marquinhos Fê e o baixista Rodrigo Maia, para um encontro musical que há bastante tempo vinha pensando, nessa terça-feira, 19/09, a partir das 19h, na Biblioteca Pública do estado (Riachuelo, 1190). Dentro do Festival Chapéu Acústico, que celebra um ano da iniciativa do produtor e fotógrafo Marcos Monteiro na instituição, o show tem contribuição espontânea.
A ideia é executar com trio temas que antes eram tocados só com piano. Nesse formato que ganha novas sonoridades, o trio desenvolveu o projeto exclusivamente para o Chapéu Acústico Festival. Trata-se da improvisação criada em conjunto, em temas de outros estilos adaptados pra terem outra sonoridade e autorais, entre outras surpresas que farão parte da apresentação.
Pianista gaúcho de grande talento, Luiz Mauro Filho circula com desenvoltura pelo jazz, salsa, pop/rock e MPB. Estudou com o pianista, arranjador e maestro Paulo Dorfman e cursou Bacharelado em Piano na UFRGS. Recebeu o prêmio de melhor Instrumentista no III Festival do Choro de Porto Alegre (1993). Participou de três discos e shows de Nei Lisboa, acompanhou o show de Edu Martins e do célebre saxofonista americano David Lieberman no Theatro São Pedro, entre muitos outros.
Compõe temas instrumentais e arranjos para outros compositores. Como compositor, teve a canção “Piu-Piu” em 3º lugar no I Festival de Música Instrumental do RS/1996. Participou também do álbum “Brasil 500 Anos”, que viajou para Argentina e Buenos Aires. Atualmente atua como arranjador e compositor.
Chapéu Acústico
O projeto vem movimentando o Salão Mourisco da BPE, da instituição da Secretaria da Cultura, Turismo, Esportes e Lazer (Sedactel), com performances de grandes nomes do cenário musical gaúcho, entre instrumentistas de formação jazzística e cantores (as). A ideia surgiu da vontade de desenvolver atividades musicais sem depender de verba pública ou privada, com a parceria de artistas dispostos a movimentar a cena; a ação se dá sem cobrança de ingressos, usando o chapéu como forma de arrecadação.
Confira a agenda do Festival Chapéu Acústico: dia 21 (quinta) – Sérgio Rojas Grupo; dia 22 (sexta) – Octeto Jazz Gig; dia 26 (terça) – Brothers Orquestra. Dia 28 (quinta) – Um Piano e Dois Trompetes – Jorginho do Trompete, Rochinha e Luiz Mauro Filho; dia 29 (sexta) – Dinho Oliveira Quarteto.
Serviço:
Dia: 19 de setembro de 2017 (terça-feira).
Hora: 19h
Local: Biblioteca Pública do Estado/BPE (Riachuelo, 1190) -
Fotos e pinturas em recursos figurativos na mostra de Marcos Monteiro e Pena Cabreira
A mostra “S:O.M – Olhar Musical”, nasce do encontro de dois artistas e grandes amigos que se reúnem em torno de um tema caro aos dois, a música. Com o desafio de dar materialidade a esta paixão abstrata, Marcos Monteiro e Pena Cabreira utilizam-se dos recursos figurativos que dominam: fotos e pinturas.
Segundo o material de divulgação, Marcos Monteiro capta, através de seus instantâneos rigorosamente enquadrados, a intimidade dos músicos, os momentos de profunda concentração e prazer que a arte proporciona aos que a executam com delicada obsessão. “A técnica educada e o olhar intuitivo de Marcos resultam em uma composição geométrica precisa que jamais trai a sua sensibilidade. Suas fotos são a combinação irretocável de beleza e emoção”, afirma o texto.
Forma de expressão

Desenho de Pena Cabreira / Divulgação
Pena Cabreira é um desenhista obstinado que tem na imprecisão a sua melhor forma de expressão. “Combinando técnica com intuição, ele busca na agilidade de execução uma espontaneidade que imprime na obra um resultado de forte carga emotiva. Suas releituras de instrumentistas trazem o frescor do momento da execução musical. Suas mãos representadas graficamente não existem na anatomia humana, mas possuem uma liberdade gráfica vital à composição. O traço ágil e original de Cabreira assimila o possível erro e o torna belo e necessário ao desenho”, explica o texto de divulgação.
Igualmente dinâmico é o modelo de comercialização das obras: além do formato convencional (entrega dos originais expostos após a mostra), as reproduções (impressão fine art – qualidade museológica) em papel artístico e tiragem limitada, serão vendidas, autografadas e entregues presencialmente. Este modelo permite a aquisição imediata de peças de alta qualidade técnica em um valor bem mais acessível.
SERVIÇOServiço: S:O.M. (Série:Olhar Musical)
Quando: terça-feira (19), às 19h. Visitação de 21 de setembro a 21 de outubro
Local: Sala O Arquipélago, Centro Cultural CEEE Erico Verissimo, na Rua dos Andradas, 1223, no Centro Histórico de Porto Alegre.
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Biografia resgata a trajetória do ídolo colorado Sadi Schwerdt
Um jogador com espírito de liderança e técnica apurada, que marcou época como capitão do Sport Club Internacional num período em que poucos atletas ousavam expressar suas opiniões e adotar atitudes independentes. Este é o perfil que desponta em Sadi Schwerdt – Nosso Capitão, autobiografia do lateral-esquerdo que vestiu a camisa colorada na década de 1960, lançada pela editora Libretos, na quinta-feira, 14/09, no restaurante Terra & Cor Gastronomia.
No livro, Sadi traz à tona, pela primeira vez, na condição de protagonista, os bastidores da década perdida do Internacional, tempo em que o clube investiu mais na construção do estádio Beira-Rio do que na formação de equipes competitivas, preparando o terreno para as conquistas que viriam a seguir, quando o time se consagraria tricampeão brasileiro em 1975, 1976 e 1979. Reconstitui ainda polêmicas que marcaram sua época de jogador, como a disputa entre futebol-arte e futebol-força, além de esclarecer o episódio no qual perdeu o posto de capitão por se negar a criticar um colega diante do grupo de atletas, como desejava a diretoria colorada.
Ambiente tenso
Eleito melhor lateral-esquerdo do País em 1967 e 1968, Sadi atuou nove partidas com a camisa da seleção nacional ao lado de craques como Tostão, Rivellino, Djalma Santos, Jairzinho e Carlos Alberto Torres, além de disputar outros dois jogos por um selecionado gaúcho que representou o Brasil em amistosos internacionais. Em Sadi Schwerdt – Nosso Capitão, o autor relembra o ambiente tenso no hotel da concentração brasileira em Montevidéu, vigiado por agentes policiais a serviço do regime militar do Brasil, além de expor a guerra de vaidades que dividia comissão técnica e jogadores do escrete nacional durante excursão por quatro continentes.
Nascido em Arroio dos Ratos (RS) em 1942, Sadi aprendeu a jogar bola nas calçadas esburacadas do bairro Jardim Botânico, em Porto Alegre, para onde a família Schwerdt se transferiu no início da década de 1950.
Antes de seguir carreira profissional, enfrentou os campos de várzea da Redenção e deu os primeiros passos nos juvenis e aspirantes do Internacional sob a inspiração do ídolo de infância, Paulinho de Almeida Prado, o Capitão Piranha, líder do Rolinho, equipe vitoriosa do Internacional dos anos 1950. Por coincidência, Paulinho – já na condição de técnico – lhe daria o posto de capitão em 1966.
A autobiografia resgata também a bem sucedida trajetória política que o jogador construiu após abandonar a carreira de atleta, aos 29 anos, devido a um grave acidente automobilístico – com dois mandatos de vereador entre 1973 e 1982, Sadi é o autor da lei que criou o táxi-lotação na capital gaúcha.
SERVIÇO
Obra: Sadi Schwerdt – Nosso Capitão
Autor: Sadi Schwerdt
Edição de Textos: Paulo César Teixeira
Design gráfico: Clô Barcellos
Produção de imagens: Marco Nedeff
Editora Libretos
224 pgs, 14 cm x 21 cm
Preço sugerido: R$ 30,00
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O tempo e as memórias de imigrantes italianos, no livro de estreia de João Agostini
O tempo e as memórias construídas ao longo de 53 anos não se perderam nas paisagens da pequena Monte Real. E a vida que corria por lá era tão ou mais semelhante a de outras paragens, com seus dramas e paixões embalados por lembranças longínquas. Essa é a apresentação do romance de estreia, “O Lagarto na Taipa” – 1936 (Editora AMZ), de João Celeste Agostini que aborda a relação conflituosa entre duas famílias de imigrantes.
Segundo o material de divulgação da obra, “os momentos ora dramáticos, ora pungentes, ora líricos, que se intercalam com os acontecimentos, aos poucos vão intensificando os embates entre as famílias Giovelino e Piúco”.
“Vincenzo, o personagem principal, retorna a casa numa pacata colônia italiana, em 1936, depois de 18 anos preso injustamente. Vem com a cabeça cheia de ideias para melhorar a vida da família, mas o que encontra parece querer fazê-lo desistir de seus sonhos: Luigi, o homem que fez com que fosse preso continua lá, ainda disposto a roubar-lhe as terras nas quais acalentou durante vários anos, na prisão, a construção de um moinho d’água, que traria energia elétrica à sua família. E enquanto ele luta para reaver as próprias terras, buscando provar na justiça que são suas por direito e herança, são lembrados pelos diversos personagens os acontecimentos que tiveram início em 1883, com a chegada de seus antepassados ao Brasil, todos eles interligados às duas famílias de colonos”.
João Celeste Agostini é formado em Letras pela PUC-RS, e foi durante muitos anos professor de Língua e Literatura Brasileira e Portuguesa.
SERVIÇO
O LAGARTO NA TAIPA -1936, de João Celeste Agostini
Dia: 14 de setembro (quinta-feira)
Hora: a partir das 18h30min
Local: Livraria Bamboletras (Rua General Lima e Silva, 776 – Centro Histórico) -
Marta Dischinger expõe breves fugas para um lugar mais pessoal e absorto, no Solar do IAB
Higino Barros
Joias, bichos, flores, formas geométricas, plantas, lugares, ambientes, situações, climas e natureza, fazem parte das explicações que Marta Dischinger dá sobre sua exposição no Ponto de Cultura do Solar do IAB. Ter uma visão da mostra, no entanto, é mais fascinante. Ela fascina pela leveza, encantamento e reflexão que provocam no expectador. É bem o que ela anuncia: uma visita.
Segundo sua curadora, Ester Meyer, a exposição reúne uma produção de obras que abrangem diversas técnicas: gravuras, desenhos e objetos. “Marta Dischinger cria uma relação afetiva com a Paisagem compreendidas através de memórias e redescobertas em seus territórios como lugares de arte. Nestes percursos, plantas, águas, animais, rochas, etc, são incorporados às fantasias e convidam às diversas reinterpretações”, escreve Ester Meyer na apresentação da mostra.
Já para a artista plástica Marta Dischinger, o trabalho exposto no Ponto de Cultura Solar do IAB é fruto de uma trajetória: “Desde criança gostava de construir no chão cidades e jardins com folhinhas, flores e pós coloridos, desenhar plantas e paisagens imaginárias, recortar figuras, animaizinhos – a tesoura definindo as voltas e cortes e descobrindo as formas. Dentre as muitas coisas que fiz e faço, algumas surgem a partir de uma necessidade de buscar soluções para um problema, onde a partir de espaços, formas, objetos, ações, leituras algum tipo de mudança pode ocorrer. Já outras surgem quase que sozinhas, sem motivo aparente, criando no momento do fazer distância e proximidade apenas ao que está materialmente presente – cores, tintas, linhas, papel, plástico, contas, instrumentos – e aos gestos prazerosamente repetidos que geram por si só formas, figuras, sentimentos e significados”.
E a artista continua: “Nesta exposição tento mostrar um pouco de algumas destas breves fugas para um lugar mais pessoal e absorto. Alguns desenhos presentes nos livrinhos são frutos de preocupações e angústias, outros são puras brincadeiras ou histórias para crianças, outros ainda estratégias para enfrentar reuniões de trabalho. Já as xilogravuras nascem do traçar com instrumentos de corte linhas finas na madeira e principalmente no plástico, e de recortar formas para compor montagens numa matriz. As serigrafias, quase todas foram feitas a partir de recortes em lâminas de radiografia montadas depois para criar imagens, com exceção do “visitante” feito a partir de uma aquarela.
As pequenas joias e móbiles de acrílico tem duas origens: minha antiga paixão por contas de vidro e coisas pequeninas e por colecionar, montar e desmontar meus colares – até o dia em que pela primeira vez pensei em desenhar minhas próprias peças. A outra origem vem do trabalhar com o material acrílico que utilizamos, eu e Ivan de Sá, para fazer as figuras que se movem em luminárias criadas para aliviar stress de crianças em ambulatório de um hospital de São Paulo. Já os móbiles em PVC foram o primeiro trabalho conjunto com Ivan de Sá, eu com o saber de meus brinquedos de soprar, e Ivan com a vontade e o saber construir”.
Marta Dischinger- Florianópolis, agosto de 2017
SERVIÇO:

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Velcy Soutier comemora 50 anos de pintura com exposição na Galeria Duque
O artista plástico Velcy Soutier inicia as comemorações de seus 50 anos de pintura com exposição na Galeria Duque. O vernissage acontece nesta quarta-feira, 13/09, às 17h30, e a mostra fica em cartaz até 14 de outubro. A galeria apresenta também novidades no seu acervo, entre elas obras de mestres como Di Cavalcanti, Heitor dos Prazeres, Burle Marx e Iberê Camargo. No quarto andar do local, a artista convidada Elisa Tesseler exibe sua coleção de colares de parede.

Velcy Soutier / Divulgação
Produzidas a partir de 2010, as telas de Soutier foram organizadas em quatros temas: musas, encontros, liberdade e horizontes.
As musas representam a fase atual e a maior parte dessa produção é de 2017.
A exposição tem caráter eclético e é representativa da carreira do artista de 66 anos de idade, mas sem conotação de retrospectiva.
Os pássaros, tornados iconográficos ao longo da obra do pintor, contribuem para estabelecer uma ligação entre as telas, como protagonistas ou coadjuvantes nas narrativas. Batizada de Alma de Pássaro, a mostra tem a curadoria de Susan Felix.
Cores e alegrias
Soutier, que tem obras no exterior – principalmente na Suíça -, fez sua primeira individual em Passo Fundo em 1968. Os 50 anos de sua carreira são marcados pela atividade no atelier, obras em pintura, desenho, viagens, pesquisas, cursos realizados e ministrados, trabalhos acadêmico, palestras, curadorias. O artista pintou naturezas mortas, paisagens, figuras humanas, traduzidas em seus nus, e figuras monumentais representadas em murais temáticos que decoram os interiores de diversas igrejas.
Consagrados e convidados
A Galeria Duque firma-se em Porto Alegre como um espaço que apresenta obras de artistas consagrados ao longo da segunda metade do século 20, de seu acervo, ao lado de artistas convidados contemporâneos com propostas consolidadas.
Nesta Cores e alegrias, serão mostradas, por exemplo, obras de mestres como Di Cavalcanti (Colombinas 1956, óleo s/tela, 40 x 34 cm), Burle Marx (Abstrato, óleo s/tela, 73 x 60cm), Heitor dos Prazeres (Um dia na roça,1963, óleo s/eucatex, 34,5 x 43,5 cm) e Iberê Camargo (Figuras, 1988, óleo s/tela, 35 x 25 cm), além de trabalhos de Armando Romanelli, Aldemir Martins, Eduardo Vieira da Cunha, Glênio Bianchetti e Nelson Jungbluth, entre outros.
A artista convidada Elisa Tesseler apresenta, em Entrelaçados pelo tempo, seus colares de parede. “Neste novo tempo que se inicia (ela está completando 60 anos de idade), minha expressão criadora quer ser rebelde, original, mas, também, reinventar trabalhos que foram importantes e retomar materiais artísticos, trazendo-os para o aqui agora; como a homenagear o decorrer do tempo. A proposta é, então, transportar um colar de seu lugar usual, para colocá-lo na parede, no limite, na divisória”, declara ela.
SERVIÇO
Exposição Cores e alegrias
Vernissage: 13/09 (quarta-feira), às 17h30
Em cartaz até 14/09
Rua Duque de Caxias, 649- Centro Histórico
De segunda a sexta: das 10h às 19h. Sábado: das 10h às 17h
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Grupo Unamérica e Clary Costa mostram “Caminhando e Cantando”, no Sarau Especial
O espetáculo musical “Caminhando e Cantando” no Sarau Especial, no Solar dos Câmara, nessa quarta-feira, 13, às 19h, faz parte da programação da Semana Farroupilha da Assembleia Legislativa. Ele promove o encontro de duas referências da música gaúcha e latino-americana: Clary Costa e Grupo Unamérica.
Suas trajetórias musicais e políticas, segundo o material de divulgação do espetáculo, se cruzam ao longo de suas trajetórias. Para eles é “andar por estes caminhos americanos e ao longo destas últimas décadas. Muitos encontros para celebrar a vida, a resistência e cantar histórias”

Dão Real e Zé Martins formam o Unamérica.
No repertório do show, músicas como Andante e Una Esperança Mas (Dão Real), Un Ruiseñor Poeta (Zé Martins/Tony Guerrero), América Morena (Zé Martins), Ecos (Pedro Munhoz/Tony Guerrero), Barranca e Fronteira (Luiz Telles/Antônio Fagundes), Macchu-Picchu (Hermes de Aquino) entre outras.
“Caminhando e Cantando” conta com os músicos Dão Real (voz, quatro venezuelano e violão), Zé Martins (voz, charango, zampoña e percussão), Clary Costa (voz), Jefferson Pereira (violão) e Joca Przyczynski (harmônica). Também terá participação especial do artista plástico Mai Bavoso, registrando ao vivo um momento do espetáculo.
Quem canta
O Grupo Unamérica (Dão Real e Zé Martins) vem há mais de três décadas desenvolvendo um trabalho musical identificado com a cultura popular e regional do sul da América, tendo como proposta a difusão da música latino-americana. Busca unir com a música gaúcha aspectos culturais da latinoamérica e do Brasil urbano e rural. Sempre defendeu a rica diversidade das culturas dos povos deste continente, considerados elementos de universalização e congregação. O grupo surgiu em 1983, do encontro entre Zé Martins, Dão Real, então estudantes universitários, e o músico e professor de história Protásio Prates (Tuca).
Clary Costa começou sua carreira profissional aos 17 anos, juntamente com seu marido Algacir Costa, como cantora no grupo Os Fronteiriços, um dos maiores grupos vocais das décadas de 1980 e 1990. Canta a música de fronteiras, Brasil, Argentina e Paraguai e tem no chamamê um dos seus ritmos preferidos. Em 2009 gravou seu primeiro CD solo, produzido no Rio de Janeiro por seu filho Yamandu Costa e lançado aqui em Porto Alegre em 2012 no teatro Túlio Piva. Há cinco anos apresenta o programa “Amiga” na rádio Tertúlia.
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Catarina Domenici e João Maldonado mostram músicas de Ernesto Nazareth, no Chapéu Acústico
A pianista e compositora Catarina Domenici apresenta músicas de três projetos que vem desenvolvendo paralelamente à carreira de concertista, no show que fará nessa terça-feira, 12/09, às 19h, na Biblioteca Pública do Estado (BPE).
Nesse evento do “Festival Chapéu Acústico”, que celebra um ano de existência, a instrumentista interpretará composições autorais e obras de Ernesto Nazareth, atuando também com a participação do pianista João Maldonado. Ele é convidado especial desta apresentação. A entrada se dá mediante contribuição espontânea.
Catarina teve seu primeiro contato com a música em uma escola de samba, a ZôLivre de São Miguel Arcanjo (SP). Conheceu a percussão e o samba bem antes de conhecer e apaixonar-se pelo piano e seu repertório, já na adolescência. Cursou simultaneamente os cursos de piano erudito e jazz/MPB, no Conservatório de Tatui. No jazz, teve como professores os pianistas Homero Lotito, Mariô Rebouças e Hilton Valente (Gogô). Na música erudita, seus mestres foram Yara Bernette, Beatriz Balzi, David Burge e Rebecca Penneys.
Pianista versátil, fluente em vários estilos, vem, em anos recentes, mostrando seu trabalho como compositora, destacando-se apresentações no Projeto Café Fon Fon Palco Musical, Ecarta Musical, Chapéu Acústico, Noite dos Museus, e a interpretação de “Para Márcia” pelo Julio Herrlein Quartet, no 3º POA Jazz Festival.
O “Chapéu Acústico” vem movimentando o Salão Mourisco da BPE, com apresentações de grandes nomes do cenário musical gaúcho, em sua maioria, instrumentistas de formação jazzística e cantores(as).
Serviço:
Data: 12 de setembro de 2017 (terça-feira).
Local: Salão Mourisco da Biblioteca Pública do Estado (Riachuelo, 1190, esquina com General Câmara).
Hora: 19h.
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UFRGS promove evento internacional sobre estética
Um dos pontos centrais da filosofia dos séculos XIX e XX – a estética com a sua recepção, seus alcances e seus limites no pensamento da atualidade – é o tema do evento internacional que o Museu da UFRGS, o Grupo Racionalidade e Formação – CNPq, o Instituto de Artes, o Departamento de Música e a Faculdade de Educação da UFRGS promovem em setembro. O Simpósio Internacional Estética, Hermenêutica e Filosofia da Educação será no dia 28 de setembro, a partir das 9h na Sala Qcorpo Santo (av. Paulo Gama, s/nº – Prédio 12.203 – Campus Centro).
Organizado pelos professores Luiz Carlos Bombassaro, Raimundo Rajobac e Nadja Hermann, o evento contará com a participação dos palestrantes Hans-Georg Flickinger – A questão do estético em Hegel; Ernildo Stein – A questão do estético em Heidegger; Scarlett Marton – A questão do estético em Nietzsche; Jayme Paviani – A questão do estético em Merleau-Ponty; e Luiz Rohden – A questão do estético em Gadamer.
As inscrições são gratuitas e realizadas através de formulário eletrônico no site do Museu da UFRGS. As vagas são limitadas. Mais informações pelo telefone 51 3308-1947
