Mundos em extinção. Material e animal. Esse é o foco do artista plástico Tomas Barth, na exposição “Extinção”, que abre dia 13, terça-feira, às 19h30 no Ponto de Cultura do Solar do IAB. A mostra, selecionada em edital, é composta por desenhos de animais de grande porte ameaçados gravemente de extinção. Os desenhos foram feitos com caneta Bic sobre folhas de lista telefônica, fazendo relação entre o abandono do recurso da lista telefônica com o desaparecimento destes extraordinários animais.
A artista plástica e professora Teresa Poester escreveu sobre a exposição “Extinção”
“Quando aluno de artes visuais no IA, Tomas Barth não queria outra coisa senão desenhar. Focou-se com rara determinação num desenho afastado de modismos, sempre realizando séries. Na primeira, escolheu ferramentas, natureza morta utilitária, como motivo para o exercício de uma prática que já misturava elementos contemporâneos, como referências aos alicates de Jim Dine, a uma técnica clássica na observação dos objetos e no tratamento gráfico.
Isso se verifica ainda hoje em sua série de animais por meio do emprego da caneta Bic preta sobre páginas impressas. Depois de retratar formigas, passa agora a concentrar-se em mamíferos selvagens que parecem aprisionados na folha de papel e no mundo que os oprime. Se o trabalho de Tomas Barth pretende denunciar o desaparecimento dessas espécies, não é à toa que o faça através do desenho sobre guias telefônicos antigos com suas listas de nomes impressa, linguagem e suporte também ameaçados de extinção”
SERVIÇO
Exposição individual”Extinção”
Local: Instituto de Arquitetos do Brasil – IAB RS.
Rua General Canabarro 363 ( esquina Riachuelo)
Centro histórico
Inauguração: 13 de setembro a partir das 19:30
Visitação: até 6 de outubro
Horário: 12h às 18h
Categoria: HOTSITE JÁ Cultura
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Tomas Barth expõe desenhos com caneta Bic de mundos em extinção
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Pesquisadores da FZB são coautores de livro didático sobre Ecossistemas do RS
Cleber Dioni Tentardini
Fundação Zoobotânica do RS assinam capítulos do livro recém lançado pela Editora da FURG, “Ecos Terrestres do Sul: Articulando os Ecossistemas ao Ensino de Ciências”. A publicação faz parte da iniciativa de uma rede brasileira que visa melhorar o ensino de ciências por meio de cursos e da elaboração de materiais paradidáticos voltados ao Ensino Básico, estimulando o interesse pela ciência.
A obra, coordenada pelas especialistas em Educação, Lavínia Schwantes e Paula Costa Ribeiro, busca auxiliar na fundamentação teórica dos professores numa linguagem menos técnica e com exemplos locais, sendo organizada em três eixos: a problematização do ensino de ciências nas escolas, os ecossistemas terrestres do RS e, por fim, sugestões de atividades e propostas pedagógicas.
Os capítulos que compõe a obra são de autoria de pesquisadores e estudantes da FURG, de professores do Ensino Fundamental do município de Rio Grande. Pela FZB, participaram os biólogos Marco Azevedo e Jan Karel Mahler Jr., que assinam um capítulo sobre as unidades de conservação como forma de preservação dos ecossistemas; Martin Molz, que aborda as formações florestais do estado; e Luiza Chomenko (atualmente na SEMA), que trata sobre os ecossistemas de campos do RS.
Os exemplares do livro deverão ser distribuídos a professores de ciências da rede pública. -
Pássaros e lagartos na exposição "voar..", da artista plástica Vera Rotta
Desenhos de pássaros e lagartos e colagens sobre papel, em diversos tamanhos, compõem a exposição “voar…”, a primeira mostra individual da artista plástica Vera Rotta. A exposição tem a curadoria do artista visual Ernani Chaves e fica todo o mês de setembro na Ginkgo 788, onde plantas e flores dividem o espaço com as mesas da cafeteria, situada à Avenida Osvaldo Aranha, 788, no Bom Fim.
A artista utiliza técnicas mistas para expor um universo lúdico que, segundo o curador, está em constante mudança. As colagens recebem interferências de linhas “que andam, conforme o coração bate”, escreve Ernani. Para ele, “isso se deve à capacidade da artista em manter o espectador em movimento interno, deixando rastros de olhar em sua imaginação”.
Técnicas mistas
Vera Rotta é jornalista e artista plástica. Mora e trabalha em Porto Alegre. Faz trabalhos em desenho com técnicas mistas, nanquim, lápis de cor e colagens. Participou da Feira Dada – edição Porto Alegre, maio de 2017, e da mostra “Arteiros Pintando o Sete”, do Sarau dos Amigos da A.L.I.C.E, em 2015.
Produtora e diretora de documentários, entre eles “Uma Dor Suspensa no Tempo”, que versa sobre as ditaduras latino-americanas; e “Paredes Invisíveis I e II”, sobre o impacto histórico da hanseníase na Amazônia e no nordeste brasileiro.
Vera Rotta tem larga experiência na curadoria de mostras multimídias. Entre esses trabalhos estão a exposição multimídia Para Todos – A História das pessoas com deficiência no Brasil, a Exposição fotográfica A Ditadura no Brasil 1964-1985 – exibida também em Buenos Aires e Coimbra (Portugal) -, e a mostra “68 – Utópicos e Rebeldes”, sobre os anos rebeldes que impactaram o Brasil e o mundo.
Organizadora e editora do livro A Cultura nas Mãos…, sobre os microprojetos Mais Cultura para o semiárido brasileiro. Coordenadora do projeto de memoriais – painéis e monumentos -, em homenagens a mortos e desaparecidos políticos brasileiros, colocados em mais de 20 cidades do país.
Mergulho no olhar
O curador Ernani Chaves é arte-educador e artista plástico. Vive e trabalha em Porto Alegre. Possui graduação em Licenciatura em Artes Visuais pela Universidade Estadual do Rio Grande do Sul (2007). Atua como docente com grupos de arte em comunidades através de gravuras, ilustrações, murais e grafitti. Também desenvolve metodologia de artes com educadores e pesquisa em arte contemporânea, advinda da gravura, denominada empilhamentos. Em 2009 foi selecionado pelo Programa Itaú Rumos Cultural em Artes Visuais.
“Com Vera Rotta teremos que sempre mergulhar no seu olhar que prolifera em possibilidades de enxergar o mundo internamente. Temos a satisfação de estar diante de uma artista que pode nos levar a mundos nunca vistos”, afirma Ernani.
Todas as obras expostas estarão a venda. Além dos originais, os interessados podem adquirir gravuras digitais das obras, numeradas e assinadas. Cada original terá disponível uma série de cinco gravuras.
Aberta ao público de 5 a 30 de setembro, das 9h às 20h, de terças a domingo
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Ex-integrantes do TNT, João Maldonado e Charles Master tocam no Bar do IAB
O Bar do IAB recebe nesta quarta feira, 6, véspera de feriado, os ex-integrantes do TNT, João Maldonado e Charles Master. No repertório, clássicos da banda gaúcha que estourou nos anos 80 e 90 no Brasil, como “O Mundo é Maior que o Seu Quarto”, “Nunca Mais Voltar” e “Irmã do Doctor Robert”, “Cachorro Louco” e “Não Sei”, além de canções de discos solos de Maldonado e Charles Master.
As comidas desta edição do Bar do IAB serão da “Nunca Pensei – Cozinha Rural Contemporânea” e o chopp da “Bugio”.
Esses encontros acontecem todas as primeiras quarta-feiras do mês, em uma promoção do Instituto de Arquitetos do Brasil, com atrações musicais variadas. O Solar abre suas portas a partir das 19h00, na rua General Canabarro, 363 – Centro Histórico. A entrada é gratuita.
SERVIÇO
João Maldonado e Charles Master.
Data: 06 de setembro | Quarta-feira.
Horário: a partir das 19h00
Local: Instituto dos Arquitetos do Brasil | Rua General Canabarro, 363 – Centro Histórico.
Entrada gratuita. -
Valeria Houston abre festival de comemoração de um ano do Chapéu Acústico
Higino Barros
Ocupar um espaço público com uma programação musical de qualidade. Essa foi a ideia que impulsionou o fotógrafo e produtor cultural Marcos Monteiro a criar em 2016 o projeto “Chapéu Acústico”, um dos mais bem sucedidos da cena cultural de Porto Alegre. Para marcar um ano de existência, em setembro, será realizado um festival com dez atrações, começando nessa terça feira, com Valéria Houston, na Biblioteca Pública Estadual (BPE). O projeto ocorre uma vez por semana, já apresentou 35 atrações e mais de uma centena de músicos e em setembro terá dez sessões.
“ O projeto parte de uma soma de vontades. A Biblioteca Pública entra com o local, os músicos com o talento e eu com a seleção dos artistas. Não há verba pública, nem patrocínio, nem cobrança de ingresso. Os músicos são pagos por contribuição espontânea. Literalmente a gente passa o chapéu entre o público. É uma fórmula que vem dando certo”, conta Marcos Monteiro.
O mais bonito
O Salão Mourisco, onde são realizadas as apresentações, é considerado o ambiente mais bonito da Biblioteca Pública Estadual. O local é decorado pelo pintor Ferdinand Schlatter. Ele inspirou-se em Alhambra, em Granada. O Salão combina as pinturas douradas com as luminárias em estilo florentino. Em cada canto, há uma coluna de mármore com os bustos de Dante Alighieri, Homero, Luís Vaz de Camões e William Shakespeare. É nesse cenário que acontece as apresentações musicais.
A diretora da Biblioteca Pública Estadual, Morganah Marcon, comenta com entusiasmo a parceria para a realização do Chapéu Acústico:
“A parceria com o Marcos Monteiro trouxe nova vida para a Biblioteca, um novo público e uma nova casa para os músicos locais. Público e músicos se beneficiam deste ambiente maravilhoso, com essa acústica impecável”.
Segundo ela o projeto se solidificou e já fez seu público fiel, que lota a casa todas as terças feiras. “Pelo menos um terço do público já é espectador constante que vem a todos espetáculos. A mídia dá excelente repercussão ao projeto, e consequentemente à biblioteca. O público é convidado a participar de outras atividades musicais, literárias, da associação de amigos da biblioteca. Para nós, foi e é uma grande parceria! Que esse projeto tenha vida longa”, diz Morganah Marcon.
Serviço:
“Música Colorida” – Com Valéria Houston e Rafael Erê ao violão, parceiro musical da cantora há dez anos, dentro e fora do Brasil. O show tem classificação etária de 16 anos, e duração de 1h15min.
Dia: 5 de setembro de 2017 (terça-feira). Hora: 19h Local: Biblioteca Pública do estado (Riachuelo, 1190) Contribuição espontânea.
PROGRAMAÇÃO DE SETEMBRO

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Fotógrafo Otávio Teixeira expõe "Pampianas Paisagens", na sala J.B. Scalco
O Pampa e suas nuances é o tema da exposição “Pampiana Paisagens”, do fotógrafo Otávio Aguiar. O conjunto de 10 fotografias em papel fotográfico, em preto e branco, está exposto na sala JB Scalco, no Solar dos Câmara da Assembleia Legislativa e integra o projeto Pampa Gaúcho, que lança um olhar sobre as belezas do bioma, principalmente para a parte meridional do Estado.
O expositor
Otávio Teixeira é natural de Viadutos (RS), Otávio Teixeira é graduado em Educação Física pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul e dedica-se à fotografia desde 1996. Foi colunista e fotógrafo do jornal eletrônico “Baguete Diário” entre 1999 e 2002. Recebeu Menção honrosa e exposição no 1º concurso fotográfico do Mercado Público de Porto Alegre. Participou da 1ª Mostra Fotográfica coletiva na cidade de Melo, Uruguai, e nas cidades de Bagé e Rio Pardo, Brasil, pelo Núcleo de Jornalistas de Imagem de RS; 2ª Mostra do Núcleo de Jornalistas de Imagem – Museu de Comunicação – Porto Alegre.
É também co-autor do Projeto Mosaicografia na Casa de Cultura Mario Quintana – Porto Alegre; Mostra Coletiva, Instantes Urbanos II – Fórum do Imaginário, RS; Curadoria, Organização e Produção Executiva, Mosaicografia 2016, Largo Glênio Peres – Porto Alegre; Curadoria e edição de imagens na exposição fotográfica “Por Onde Andei”, de Jorge Aguiar; Exposição “Estelar, Sobre os Céus do Pampa” no Centro Cultural CEEE Erico Verissimo.
Serviço
Exposição fotográfica “Pampianas Paisagens”
Local: Sala JB Scalco, do Solar dos Câmara da ALRS
Data: 04 a 20 de setembro
Visitação de segundas às sextas-feiras, das 8h30 às 18h30 -
Brasil em Transe: mostra reúne clássico do cinema novo no Capitólio
A mostra Cinema Novo – Brasil em Transe traz clássicos e obscuridades abertamente políticos realizados no Brasil entre 1965 e 1983 para a tela da Cinemateca Capitólio a partir deste sábado. A mostra marca os cinquenta anos de Terra em Transe, obra-prima de Glauber Rocha. Marca também o aniversário de um dos momentos mais críticos e paradoxalmente inventivos da história do cinema no Brasil.
Até o próximo final de semana, com entrada franca, o público pode conferir grandes clássicos e obras menos conhecidas da geração que transformou o cinema brasileiro, filmes realizados na época do Golpe de Estado de 1964 por nomes como Glauber Rocha, Joaquim Pedro de Andrade, Nelson Pereira dos Santos, Paulo César Saraceni, Carlos Diegues, Gustavo Dahl, Leon Hirszman, Gustavo Dahl, Sergio Bernardes Filho, Julio Calasso, Andrea Tonacci e Luiz Rosemberg Filho.
Entre os destaques da mostra estão as exibições das cópias restauradas de Terra em Transe, de Glauber Rocha, São Bernardo, de Leon Hirszman e de Conversas no Maranhão, de Andrea Tonacci. Após a exibição de O Desafio, de Paulo César Saraceni,ocorre um debate com a pesquisadora Helena Stigger.
A mostra faz parte do projeto Cinemateca Capitólio – Digitalização e Programação Especial 2017, patrocinado pela Petrobras e financiado através do Pró-Cultura RS da Secretaria de Cultura, Turismo, Esporte e Lazer do Estado do Rio Grande do Sul.
Sábado, 2 de setembro
18h – Cinema Novo
20h – Terra em Transe
Domingo, 3
18h – Desesperato
20h – O Desafio + debate com a pesquisadora Helena Stigger
Terça-feira, 5
20h – O Bravo Guerreiro
Quarta-feira, 6
20h – Os Herdeiros
Quinta-feira, 7
18h – Os Inconfidentes
20h – Quem é Beta?
Sábado, 9
18h – São Bernardo
20h – Longo Caminho da Morte
Domingo, 10
18h – Crônica de um Industrial
20h – Blábláblá + Conversas no Maranhão
Os filmes:
Terra em Transe – 1967, 111 minutos, Brasil – Direção: Glauber Rocha
País fictício da América Latina, Eldorado é palco de uma convulsão interna desencadeada pela luta em busca do poder. Exibição em DCP.
O Desafio – 1965, 94 minutos, Brasil – Direção: Paulo César Saraceni
O Golpe Militar de 1964 no Brasil leva um jovem jornalista a um vácuo existencial. Diante das desilusões amorosas e políticas, ele se encontra sem perspectivas de vida. Exibição em HD. Após a sessão, acontece debate com a pesquisadora Helena Stigger.
Desesperato – 1968, 100 minutos, Brasil – Direção: Sergio Bernardes Filho
A história de um escritor (Raul Cortez) que deixa seu lar para realizar pesquisas literárias nos cenários mais obscuros do país. Inconformado com o atual cenário nacional, o historiador junta-se a um líder político gerando sérias consequências. Exibição digital.
O Bravo Guerreiro – 1968, 100 minutos, Brasil – Direção: Gustavo Dahl
Querendo promover mudanças, um deputado passa para o partido da oposição e tenta levar suas ideias adiante. Mas vê o seu projeto de lei ameaçado e descobre que não é a melhor pessoa para lidar com os sindicatos. Exibição digital.
Os Herdeiros – 1970, 110 minutos, Brasil – Direção: Carlos Diegues
Para ganhar um neto, o decadente Barão do Café Joaquim resolve casar a filha com Jorge, um repórter da capital. Anos depois, Jorge trai o sogro, foge com a mulher e deixa o filho na fazenda. Exibição em HD.
Longo Caminho da Morte – 1971, 85 minutos, Brasil Direção: Julio Calasso
Uma família de coronéis é dona de terras para plantio de café e suas relações com o mundo escancaram as modificações na sociedade brasileira do século XX. Exibição em HD.
São Bernardo – 1972, 113 minutos, Brasi – Direção: Leon Hirszman
A trajetória de Paulo Honório, um modesto caixeiro-viajante que acaba enriquecendo valendo-se de métodos violentos.
Quem é Beta? – 1972, 85 minutos, Brasil – Direção: Nelson Pereira dos Santos
Depois de uma catástrofe que modificou o estado natural do mundo e destruiu a sociedade civilizada, um casal começa uma nova vida em um abrigo. Este relacionamento é perturbado pela chegada de uma mulher.
Os Inconfidentes – 1972, 80 minutos, Brasil – Direção: Joaquim Pedro de Andrade
Um grupo de intelectuais e integrantes da elite brasileira se une para libertar o país da opressão portuguesa. Dos engajados no movimento, Tiradentes é o que está disposto a levar a revolução às últimas consequências.
Crônica de um Industrial – 1978, 96 minutos, Brasil – Direção: Luiz Rosemberg Filho
Um empresário bem-sucedido, de esquerda quando jovem, continua um nacionalista convicto. Ele entra em crise quando é pressionado pelos interesses do capital estrangeiro e procura compensar no sexo seu vazio existencial. Exibição em HD.
Blábláblá – 1968, 26 minutos, Brasil – Direção: Andrea Tonacci
O sentido do poder e da palavra em crise situa o homem que os manipula numa idêntica crise pessoal, humana. A farsa do discurso de intenção humanista é total e absoluta. Um ditador num momento de uma grave crise nacional, institucional, confrontado na cidade e no campo por revoltas e guerrilha, na busca de uma paz ilusória, faz um longo pronunciamento pela televisão. Mas a realidade se impõe à sua ficção e o controle da situação lhe escapa das mãos. Sobra-lhe uma patética confissão antes de ser tirado do ar. Exibição em DCP.
Conversas no Maranhão – 1983, 117 minutos, Brasil – Direção: Andrea Tonacci
Realizado entre os anos de 1977 e 1983, Conversas no Maranhão nasceu do contato do diretor e fotógrafo Andrea Tonacci com os índios Canela Apãniekra nos anos 1970. Mais do que um documentário, o filme se tornou um manifesto da tribo ao governo brasileiro, no momento em que suas terras eram demarcadas pela Funai.
Cinema Novo – 2016, 90 minutos, Brasil Direção: Eryk Rocha
Um ensaio poético que investiga um dos principais movimentos cinematográficos latino-americanos, através do pensamento e fragmentos de filmes dos seus principais autores. O filme mergulha na aventura da criação de uma geração de cineastas que inventou uma nova forma de fazer cinema no Brasil – a partir de uma atitude política que juntava arte e revolução – e que tinha como desejo um cinema que tomasse as ruas e fosse ao encontro do povo brasileiro -
Fotógrafo Jorge Aguiar mostra “Hades-Deus do Inferno”, no Brique da Redenção
No próximo domingo, 03/09, haverá o lançamento em Porto Alegre de “Hades – Deus do Inferno”, exposição do fotógrafo Jorge Aguiar. O varal de fotos, já exposto fora do Estado, é um recorte que teve a curadoria coletiva de Guy Veloso, Fernanda Matos, Luciana Melo, Janaina Moura e Manuela De Lorenzo, realizada no 7º Festival Internacional Fotografia, em Tiradentes/MG. O trabalho temático levou o nome de “Um Mergulho no Inferno” e foi desenvolvido pelo fotógrafo entre 2012 e 2014.
O jornalista Renato Dorneles, especialista no sistema prisional gaúcho, ao comentar o trabalho escreveu: “O inferno existe. É a mais pura verdade. A prova está nas marcas deixadas nas paredes, no piso, no teto e nos portões que o cercam. Através da fotografia, o documentarista Jorge Aguiar nos levam a um profundo mergulho neste inferno. São imagens que dispensam legendas e, por si só, nos mostram a dura realidade do Presídio Central de Porto Alegre e do Instituto Psiquiátrico Forense Maurício Cardoso. E nem é preciso exibir rostos tristes, sofridos, malvados, doentios… Os cenários são suficientes para nos contar tudo sobre esses infernos cercados pelo concreto e pelo asfalto da cidade, tão próximos da vida cotidiana e, ao mesmo tempo, distantes e invisíveis aos olhos da sociedade”.
SERVIÇO
Local: Brique da Redenção, junto ao Bloco Deixa Falar
Dia 03 de setembro
Horário das 10H às 18H -
Curtas gaúchos lotam sessão e Capitólio fará exibição extra
Foi sucesso total a sessão especial de exibição dos curtas gaúchos premiados no Festival de Cinema de Gramado, promovida pela Cinemateca Capitólio na noite desta terça-feira. Todos os 164 assentos da sala foram ocupados e sobraram ainda cerca de 200 pessoas do lado de fora. Quando as senhas começaram a ser distribuídas, já havia fila.
Em função da lotação, o Capitólio vai fazer uma sessão extra, no dia 9 de setembro, sábado, às 16h. Assim como a primeira, a próxima sessão terá entrada franca e distribuição de senhas com meia hora de antecedência.
“Os filmes fizeram muito barulho em Gramado e o público e os jornais ficaram na expectativa. Dava pra ver que as pessoas estavam muito loucas para ver os filmes”, avalia o programador da cinemateca, Leonardo Bomfim.
Leonardo explica que o evento foi planejado com apenas uma semana de antecedência, em função de uma brecha na programação da sala. “Foi feito meio em cima da hora e deu este sucesso.” Foram exibidos os seis filmes contemplados com o Troféu Assembleia Legislativa, na Mostra de Curtas Gaúchos do festival: 1947, Sob águas claras e inocentes, Solito, Temporal, Yomared e Secundas.
Se uma sessão extra não for suficientes para contemplar todo o público interessado, o Capitólio estuda realizar uma terceira sessão. -
Nico Bueno e convidados tocam jazz e música brasileira no Chapéu Acústico
O show que encerra o mês de agosto no projeto Chapéu Acústico é o do baixista Nico Bueno, que convida os músicos Tonda Pecoits (piano) e Mano Gomes (bateria) para uma noite de improvisação,
com jazz e música brasileira, na Biblioteca Pública do Estado (BPE). O trio tocará alguns clássicos da MPB, de Tom Jobim, João Donato, entre outros e alguns standards do jazz americano, tudo regado a muita improviso e suingue nessa terça-feira, 29, às 19h, com contribuição espontânea.
O Chapéu Acústico é o projeto que surgiu da idéia de promover no Salão Mourisco da BPE atividades musicais, sem depender de verba pública ou privada, com a parceria de artistas profissionais dispostos a movimentar a cena musical, em shows sem a cobrança de ingressos, usando o chapéu como forma de arrecadação. Sob a produção e coordenação do fotógrafo e produtor Marcos Monteiro, ocorre sempre às terças-feiras, 19h, tendo como convidados em sua maioria, músicos instrumentistas de formação jazzística e cantores(as). No mês de setembro o projeto completa um ano, com uma programação especial, composta por dez shows de artistas de alta qualidade da cena local.
Serviço:
Dia: 29 de agosto de 2017 (terça-feira)
Local: Salão Mourisco da Biblioteca Pública do Estado/BPE (Riachuelo, 1190)
Hora: 19h
