Categoria: HOTSITE JÁ Cultura

  • Capitólio exibe e debate curtas gaúchos premiados em Gramado

    Nesta terça-feira, 29 de agosto, às 20h, a Cinemateca Capitólio Petrobras promove uma sessão especial com os seis curtas premiados pelo júri oficial na Mostra Gaúcha do 45º Festival de Gramado.
    Serão exibidos Secundas, de Cacá Nazário, Yomared, de Lufe Bollini e Mariana Yomared, Sob Águas Claras e Inocentes, de Emiliano Cunha, Temporal, de Gabriel Honzik, 1947, de Giordano Gio, e Solito, de Eduardo Reis.
    Após a exibição, acontecerá um debate com realizadores e integrantes das equipes. A sessão tem entrada franca.
    A sessão é composta por filmes que receberam prêmios do júri formado pelo diretor de fotografia Alziro Barbosa, a cineasta Lara Lima, a documentarista Isabela Cribari, o ator João Campos e o cineasta, pesquisador e montador Geraldo Veloso.
    Troféu Assembleia Legislativa
    Melhor filme: “Secundas”, de Cacá Nazario
    Melhor direção: Emiliano Cunha por “Sob Águas Claras e Inocentes”
    Melhor ator: João Pedro Prates em “1947”
    Melhor atriz: Mariana Yomared em “Yomared”
    Melhor roteiro: Gabriel Honzik por “Temporal”
    Melhor fotografia: Carine Wallauer por “Temporal”
    Melhor direção de arte: Eduardo Reis por “Solito”
    Melhor música: Mariana Yomared e Banda da Convenção de Malabares de Florianópolis em “Yomared”
    Melhor montagem: Lufe Bollini em “Yomared”
    Melhor edição de som: Ivan Lemos e Thiago Gautério por “Temporal”
    Melhor produtor (produtor-executivo): Ausang, Davi De Oliveira Pinheiro, Emiliano Cunha e Pedro Guindani por “Sob Águas Claras e Inocentes”
    Menção honrosa: ao elenco do filme “Sob Águas Claras e Inocentes”, de Emiliano Cunha
    FILMES
    1947 (2017) – Porto Alegre Direção: Giordano Gio/ 20′ O jovem Hermes, isolado em seu sótão, envolve-se em uma insólita espiral emocional depois de flagrar o suicídio de seu avô, de quem herdou o nome, a curiosidade, as contradições e uma estranha obsessão por tudo que aconteceu no ano de 1947.
    Secundas (2017) – Porto Alegre Direção: Cacá Nazario / 16’ Uma fagulha pode incendiar uma pradaria.
    Sob Águas Claras e Inocentes (2016) – Porto Alegre Direção: Emiliano Cunha/ 17’21’’ As últimas horas de um sujeito numa cidade que não mais o aceita. Sozinho e irrelevante, se despede daqueles que ama, enquanto reconstrói sua identidade e encontra a redenção e o renascimento ao mergulhar, livre, em águas claras e inocentes. Uma carta para nossa pátria mãe em seu leito de morte.
    Solito (2017) – Porto Alegre Direção: Eduardo Reis / 5’ A Solidão segue um Morador de rua pela cidade.
    Temporal (2016) – Porto Alegre Direção: Gabriel Honzik / 13’ No passado, uma mulher canta sobre saudade. No presente, uma menina tem um encontro inesperado. A torre do clube viu tudo desde o início.
    Yomared (2017) – Porto Alegre Direção: Lufe Bollini e Mariana Yomared/ 15’00’’ O curta se estabelece na relação entre o diretor-montador e a bambolista Mariana Yomared, que convivem nos espaços do Palacete Bertiolli, onde atualmente (re)existe o Estúdio Lâmina. Uma relação afetuosa em que a câmera foi o dispositivo para uma singela observação sobre o feminino. O filme ainda é livremente inspirado no capítulo “O segredo como assassinos” do livro Mulheres que Correm Com os Lobos, da escritora e psicanalista Clarissa Pinkola Estés.

  • “Como Nossos Pais” é o grande vencedor do Festival de Cinema de Gramado

    O longa-metragem “Como Nossos Pais” foi o grande vencedor da 45ª edição do Festival de Cinema de Gramado, que encerrou oficialmente na noite deste sábado, 26/08, com a premiação dos melhores filmes e profissionais em dezenas de categorias de curtas e longas, brasileiros e estrangeiros.
    Além de ser considerado melhor filme, “Como Nossos Pais” levou outros cinco Kikitos entre os 16 prêmios previstos para longas-metragens nacionais: direção, para Laís Bodanzky, atriz para Maria Ribeiro, ator para Paulo Vilhena, atriz coadjuvante para Clarisse Abujamra e montagem para Rodrigo Menecucci.
    Já a produção “As Duas Irenes” também recebeu destaque, levando o prêmio de melhor filme do Júri da Crítica, melhor roteiro para Fábio Meira e melhor ator coadjuvante para Marco Ricca.
    “Bio”, de Carlos Gerbase foi escolhido o melhor pelo Júri Popular e ainda mereceu um Prêmio Especial do Júri para o diretor Carlos Gerbase, que dirigiu 39 atores e atrizes na obra. Paulo Betti e Eliane Giardini receberam a mesma honraria, pela contribuição à arte dramática no teatro, televisão e cinema brasileiros. “O Matador”, o primeiro filme original Netflix produzido no Brasil levou duas estatuetas para casa.
    Na mostra estrangeira, domínio dos filmes argentinos. “Sinfonía para Ana”, de Virna Molina e Ernesto Ardito recebeu o Kikito de melhor filme e também de melhor fotografia para Fernando Molina. Federico Godfrid foi eleito o melhor diretor, por “Pinamar”, película que também levou prêmios de melhores atores para Juan Grandinetti e Agustín Pardella, além do prêmio de melhor filme pelo Júri da Crítica. O Júri Popular preferiu o documentário uruguaio “Mirando al cielo”, de Guzmán García.
    Entre os curtas-metragens, o melhor filme foi “A Gis”, de Thiago Carvalhaes também eleito pelo Júri Popular. O Júri da Crítica preferiu “O Quebra-Cabeça de Sara”, de Allan Ribeiro, também vencedor do Prêmio Canal Brasil de Curtas.
    A lista completa de premiados segue abaixo.
    VENCEDORES 45º FESTIVAL DE CINEMA DE GRAMADO
    LONGAS-METRAGENS BRASILEIROS
    Melhor Filme: “Como Nossos Pais”, de Laís Bodanzky
    Melhor Direção: Laís Bodanzky, por “Como Nossos Pais”
    Melhor Atriz: Maria Ribeiro, por “Como Nossos Pais”
    Melhor Ator: Paulo Vilhena, por “Como Nossos Pais”
    Melhor Atriz Coadjuvante: Clarisse Abujamra, por “Como Nossos Pais”
    Melhor Ator Coadjuvante: Marco Ricca, por “As Duas Irenes”
    Melhor Roteiro: Fábio Meira, por “As Duas Irenes”
    Melhor Fotografia: Fabrício Tadeu, por “O Matador”
    Melhor Montagem: Rodrigo Menecucci, por “Como Nossos Pais”
    Melhor Trilha Musical: Ed Côrtes, por “O Matador”
    Melhor Direção de Arte: Fernanda Carlucci, por “As Duas Irenes”
    Melhor Desenho de Som: Augusto Stern e Fernando Efron, por “Bio”
    Melhor Filme – Júri Popular: “Bio”, de Carlos Gerbase
    Melhor Filme – Júri da Crítica: “As Duas Irenes”, de Fabio Meira
    Prêmio Especial do Júri: Carlos Gerbase, pela direção dos 39 atores e atrizes em “Bio”
    Prêmio Especial do Júri – Troféu Cidade de Gramado: Paulo Betti e Eliane Giardini, pela contribuição à arte dramática no teatro, televisão e cinema brasileiros
    LONGAS-METRAGENS ESTRANGEIROS
    Melhor Filme: “Sinfonia Para Ana”, de Virna Molina e Ernesto Ardito
    Melhor Direção: Federico Godfrid, por “Pinamar”
    Melhor Atriz: Katerina D’Onofrio, por “La Ultima Tarde”
    Melhor Ator: Juan Grandinetti e Agustín Pardella, por “Pinamar”
    Melhor Roteiro: Joel Calero, por “La Ultima Tarde”
    Melhor Fotografia: Fernando Molina, por “Sinfonia Para Ana”
    Melhor Filme – Júri Popular: “Mirando al Cielo”, de Guzman García
    Melhor Filme – Júri da Crítica: “Pinamar”, de Federico Godfrid
    Prêmio Especial do Júri: “Los Niños”, de Maite Alberdi
    CURTAS-METRAGENS BRASILEIROS
    Melhor Filme: “A Gis”, de Thiago Carvalhaes
    Melhor Direção: Calí dos Anjos, por “Tailor”
    Melhor Atriz: Sofia Brandão, por “O Espírito do Bosque”
    Melhor Ator: Nando Cunha, por “Telentrega”
    Melhor Roteiro: Carolina Markowicz, por “Postergados”
    Melhor Fotografia: Pedro Rocha, por “Telentrega”
    Melhor Montagem: Beatriz Pomar, por “A Gis”
    Melhor Trilha Musical: Dênio de Paula, por “O Violeiro Fantasma”
    Melhor Direção de Arte: Wesley Rodrigues, por “O Violeiro Fantasma”
    Melhor Desenho de Som: Fernando Henna e Daniel Turini, por “Caminho dos Gigantes”
    Melhor Filme – Júri Popular: “A Gis”, de Thiago Carvalhaes
    Melhor Filme – Júri da Crítica: “O Quebra-Cabeça de Sara”, de Allan Ribeiro
    Prêmio Canada 150 de Jovens Cineastas: Calí dos Anjos (“Tailor”)
    Prêmio Canal Brasil de Curtas: “O Quebra-Cabeça de Sara”, de Allan Ribeiro
    Prêmio Especial do Júri: “Cabelo Bom”, de Swahili Vidal e Claudia Alves
     

  • Mostra da fotógrafa Andréa Cocolichio homenageia artistas dos palcos de Porto Alegre

    A fotógrafa Andréa Ludwig Cocolichio fez uma incursão ao universo dos palcos em suas diversas manifestações, circo, teatro e música e mostra o resultado disso na exposição “Palcos em Movimento”, que abre domingo, 27/08, no Café do Museu de Arte do Rio Grande do Sul (Margs).
    Segundo o curador da mostra, Fábio André Rheinheimer, “muitos são os eventos memoráveis vivenciados pela fotógrafa, cujos os registros plenos de delicadeza e bom gosto são uma verdadeira homenagem aos artistas dos palcos de Porto Alegre.”
    Na abertura da exposição, dia 27, haverá a participação especial do ator Jairo Klein interpretando Fernando Pessoa. A.Curadoria e organização é de Fábio André Rheinheimer, arquiteto, artista visual e curador independente.

    Serviço:
    Palcos em Movimento – fotografias de Andréa Ludwig Cocolichio; Curadoria e organização: Fábio André Rheinheimer;
    Vernissage: 27 de agosto, das 16h00 às 18H30;
    Visitação: 27 de agosto a 08 de outubro de 2017; de terça a domingo, das 10h às 19h;
    Local: Café do MARGS, Museu de Arte do Rio Grande do Sul. Praça da Alfândega, S/N, Centro Histórico, Porto Alegre RS.

  • Sandro Ka expõe 30 obras em “Tanto barulho por nada”, no Margs

    Na próxima quinta-feira, 24, a partir das 19h, o Museu de Arte do Rio Grande do Sul abre a mostra de Sandro Ka – “Tanto barulho por nada”. A exposição individual do artista apresenta cerca de 30 obras inéditas que traduzem seu repertório criativo: um universo temático e processual marcado pela presença de objetos e imagens advindos da cultura popular e da indústria cultural. Ana Albani de Carvalho assina curadoria e Carlos Trevi oferece seu olhar para apresentar o artista.
    Com uma trajetória que inclui diversas exposições e premiação, Sandro Ka lança mão da apropriação como procedimento operatório central, tendo a ironia como figura de linguagem. Em seus trabalhos, a imaginação infantil, a religiosidade e a citação de ícones da historiografia da arte e da cultua pop são temas convocados como referências explícitas para questionar sistemas de crença, posições políticas, tradições e comportamentos.
    Segundo Ana Albani, “na arte contemporânea, diferentes propostas jogam com o humor e a ironia como estratégias para atiçar a brasa do pensamento crítico, seja no espectador, seja na instituição que acolhe a obra e a exposição. Em tanto barulho por nada, Sandro Ka lança mão dessa poderosa ferramenta e propõe jogos de montagens que, propositalmente, ferem as regras estéticas do “bom-gosto” e as definições convencionais para o que entendemos como “obra de arte.”
    Contextos distintos
    Trevi afirma que “interessa ao artista o estabelecimento de relações entre elementos advindos de contextos distintos com a intenção de estabelecer novas possibilidades de leitura. Essa re-significação é proposta no campo da produção de novos sentidos, agregando valores simbólicos e de status a elementos cotidianos em inusitadas articulações”.
    Sandro Ka possui obras em importantes acervos como Fundação Vera Chaves Barcellos (Viamão, RS), Museu de Arte do Rio Grande do Sul – MARGS (Porto Alegre, RS), Museu de Arte Contemporânea do Rio Grande do Sul – MACRS (Porto Alegre, RS) e Sesc Juazeiro (Juazeiro do Norte, CE), entre outros.
    SERVIÇO
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  • Músicas do álbum "Clube da Esquina" é atração do Chapéu Acústico

    Uma ‘viagem’ por Minas Gerais através da obra de três dos seus maiores compositores: Lô Borges, Beto Guedes e Milton Nascimento é o que propõe o “Clube da Esquina Tributo RS”, atração do dia 22 de agosto (terça-feira), a partir das 19h, na Biblioteca Pública do estado (BPE).
    O espetáculo  faz um apanhado de várias fases desses grandes artistas, com ênfase, obviamente, no álbum “Clube da Esquina” de 1972, uma das maiores obras-primas da MPB, tendo lançado uma estética inédita e forjado um movimento musical que conquistou o respeito mundial de músicos, crítica e público nos quatro cantos do mundo.
    Dentro do projeto Chapeu Acústico, coordenado pelo fotógrafo e produtor Marcos Monteiro, o show tem entrada mediante contribuição espontânea.
    Formado por Alemão Jef (Voz e violão 12 cordas), Zeca Garcia (guitarra semiacústica), Daniel Vlacic (contrabaixo) e Rainer Campos (bateria), o grupo tocará 14 músicas. São elas: “Trem Azul” (Lô Borges/Ronaldo Bastos), “Nada Será Como Antes” (Milton Nascimento/Ronaldo Bastos), “Paisagem da Janela” (Lô Borges/Fernando Brant), “Nuvem Cigana” (Lô Borges/Ronaldo Bastos), “Para Lennon e McCartney” (Lô Borges/Fernando Brant/Márcio Borges), “Trem de Doido” (Lô Borges/Márcio Borges), “Tudo Que Você Podia Ser” (Lô Borges/Márcio Borges), “Amor de Índio” (Beto Guedes/Ronaldo Bastos), “Um Girassol da Cor do Seu Cabelo” (Lô Borges/Márcio Borges), “Clube da Esquina 2” (Lô Borges/Milton Nascimento/Márcio Borges), “O Caçador” (Lô Borges/Márcio Borges), “A Força do Vento” (Rogério Freitas), “Feira Moderna” (Beto Guedes/Ronaldo Bastos/Lô Borges) e “Fé Cega, Faca Amolada” (Milton Nascimento/Ronaldo Bastos).
    Sobre os integrantes:
    Alemão Jef (Voz e violão 12 cordas): Músico genuinamente formado no rock e no blues, contrabaixista de origem, começa a tocar profissionalmente nos anos 1980, em pleno “boom” do Rock Gaúcho, com Frank Jorge, que na época integrava, em paralelo, “Os Cascaveletes”. Com Frank, viria a formar outros dois grupos nos anos 1990, tocando por todo o RS e Santa Catarina. Em meados dos anos 90 funda a banda de “Yellow Dog”, em atividade até hoje. No currículo, shows nos grandes teatros e casas de espetáculo do Sul, participações em vários discos e sessões de gravação. Hoje no violão de 12 cordas e vocais, especializou-se na estética folk. Fã do Clube da Esquina desde a adolescência, esteve duas vezes em Belo Horizonte, conheceu músicos mineiros ligados ao movimento e lá inspirou-se em realizar no Sul do Brasil o “Clube da Esquina Tributo (RS)”, aproveitando a veia folk do movimento mineiro, pesquisando e agregando seu estilo às harmonias instigantes dos geniais músicos mineiros. obteve a autorização de um dos “pais” do Clube da Esquina, Lô Borges, para a realização do projeto.
    Zeca Garcia (Guitarra Semiacústica): Guitarrista vinculado à ‘escola’ do guitarrista mexicano Carlos Santana, muito cedo desenvolveu uma técnica pessoal, mas carregada dessa influência, acrescida de uma personalidade marcante. Já tendo estudado com guitarristas do naipe de James Liberato, Nicola Spolidoro e Taba, participou de uma série de grupos na área do jazz, rock e blues, ao longo de muitos anos. Já acompanhou o cantor mineiro Walter Franco, no festival Musipuc, participou de projetos como a banda Abraxas, um tributo a Santana com toda a sofisticação que o mestre da guitarra merece.
    Daniel Vlacic (Contrabaixo): Estudou na antológica Escola de Música Palestrina, em Porto Alegre, mas se define como um autodidata. Tendo iniciado no heavy metal, mas partindo para estilos amplamente diferenciados, tornou-se um contrabaixista de mão cheia, com técnica apuradíssima. Traz para o Clube da Esquina Tributo um contrabaixo muito semelhante e adequado à música dos mineiros, com a sofisticação necessária à riqueza em harmonias que os caracteriza. Desde os anos 90 tem uma ampla gama de participações em bandas, gravações, shows, tanto em projetos autorais como em criações coletivas e até mesmo em montagens experimentais.
    Rainer Campos (Bateria): Versátil e experiente baterista, aluno de Kiko Freitas e Daniel Lima (Ospa), criou grandes projetos na área musical em Porto Alegre. Está envolvido em vários grupos atualmente, como a lendária banda de rock progressivo Apocalypse, conhecida internacionalmente, tendo aberto o último show da banda britânica Yes, no Auditório Araújo Vianna, em 2015. É muito conhecido na cena do rock pesado e realiza um sonho tocando músicas do Clube da Esquina, sua influência de adolescência..
    Com sua experiência na noite gaúcha, os integrantes da banda Clube da Esquina Tributo, músicos que acabaram se especializando na releitura do rock britânico dos anos 60 e 70, acalentaram por anos a ideia de revisitar a grande obra do Clube. Após uma longa espera, chegou o momento de mergulhar nas harmonias complexas e perfeitas da Turma de Minas e produzir esse registro inicial do projeto “Clube da Esquina Tributo”. Obtida a autorização de Lô Borges para a realização o projeto, é hora de trazer à tona esta sincera homenagem “de fã” e de músico. Hora de pegar a estrada e cantar nas esquinas. Mineiramente gaúcho…
    Dia: 22 de agosto de 2017 (terça)
    Hora: a partir das 19h.
    Local: Salão Mourisco – Biblioteca Pública do Estado (Riachuelo, 1190).
    Contato: Com Marcos Monteiro – 3085-0605 e 99935-0608
    Contribuição espontânea

  • Filme sobre ambientalistas gaúchas será exibido na Mostra Paralela, em Gramado

    Com depoimentos dos jornalistas Elmar Bones e Geraldo Hasse, do JÁ Porto Alegre, entre outros, o documentário “Substantivo Feminino” será exibido na mostra paralela de filmes gaúchos, fora de competição do 45º Festival de Cinema de Gramado.
    A produção, codirigida pela gaúcha Daniela Sallet e pelo colombiano Juan Zapata, será apresentada terça-feira, 22, às 14h, no Teatro Elisabeth Rosenfeldt.  A obra conquistou a Menção Honrosa em junho, em São Paulo, na Mostra Ecofalante de Cinema Ambiental.
    Magda Renner e Giselda Castro, as protagonistas do documentário, eram integrantes de famílias tradicionais de Porto Alegre e com representatividade nos meios políticos e sociais.
    Só que foram muito além dos limites domésticos para defender o meio ambiente. Começaram em 1964, na Ação Democrática Feminina Gaúcha (ADFG) com ações voltadas à autonomia das mulheres e à formação de jovens estudantes. Dez anos depois, inspiradas pelo ambientalista José Lutzenberger, passaram a militar pela ecologia.
    Trabalho em parceria
    A influência dele fez com que ADFG e AGAPAN – entidade criada por Lutzenberger – trabalhassem em parceria, apoiando-se mutuamente em inúmeras causas. Graças a mobilização de Magda e Giselda, a ADFG se tornou o braço brasileiro da Friends of the Earth (Amigos da Terra), Federação Internacional presente em mais de 70 países.
    Como presidente e vice da ADFG Amigos da Terra, as gaúchas circularam o mundo em conferências internacionais, participaram do Comitê de ONGs do Banco Mundial, com trânsito também em eventos da ONU.
    O documentário “Substantivo Feminino” foi realizado com recursos dos realizadores e ajuda de amigos em um sistema de crowfunding, sem plataforma digital.  Em cinco anos, a equipe gravou 45 depoimentos em Porto Alegre, São Paulo, Brasília, Montevidéu, no Uruguai, e Colônia, na Alemanha.
    A produção ainda contou com o trabalho de profissionais no Rio, Buenos Aires e cidades da Europa e EUA. Todos se engajaram, muitas vezes voluntariamente, envolvidos pela grandeza das biografadas. “A generosidade da equipe foi fundamental. Todos entendiam que esta história precisava ser conhecida”, diz a codiretora Daniela Sallet, que também assina o roteiro.
    A coletividade que marca a realização de ”Substantivo” repete um conceito que inspirava o trabalho de Giselda e Magda. O filme trata da ecologia em uma concepção ampla, que vai além do conservacionismo. “Envolve a participação cidadã, o engajamento social e político e o empoderamento feminino com causas atuais como desenvolvimento sustentável e consumo consciente”, explica Juan Zapata.
    Serviço
    O que: Exibição do documentário “Substantivo Feminino” na mostra paralela de filmes gaúchos fora de competição do 45º Festival de Cinema de Gramado Gramado
    Quando: Terça-feira, 22 de agosto de 2017
    Horário: 16h
    Onde: Teatro Teatro Elisabeth Rosenfeld- Rua Sao Pedro, 369, centro de Gramado
    Obs.: O debate com os realizadores ocorrerá às 18h na Sala de Debates do Hotel Serra Azul (Rua Garibaldi, 152)
    Ficha técnica
    Direção – Daniela Sallet e Juan Zapata
    Roteiro – Daniela Sallet
    Montagem – Lisi Kieling
    Montagem Adicional – Frederico Pinto
    Finalização – Luise Bresolin
    Edição de Arte – Alexandre de Freitas
    Direção Musical e Trilha – Leo Henkin
    Desenho de Som – Rafael Rhoden
    Pesquisa – Daniela Sallet e Gustavo Veiga
    Direção de Fotografia – Pablo Rosa, Juan Zapata, Edson Gandolfi e Pablo Chasseraux
    Produção Executiva – Daniela Sallet e Juan Zapata

  • Santiago lança novo álbum de “causos” desenhados

    Higino Barros
    Ao lado de Edgar Vasques, Neltair Santiago Abreu, 66 anos, é considerado o cartunista mais completo do Rio Grande do Sul. Tem reconhecimento nacional, premiações no exterior e um numeroso público leitor regional que se reconhece, se identifica e se delicia com as histórias de seus personagens, todos marcadamente gaúchos. Pois Santiago lança terça-feira, 22, no Clube de Cultura, às 19h, o álbum de quadrinhos “A menina do Circo Tibúrcio e outros causos desenhados”.
    É sua 17ª publicação em formato de álbum, bancado por ele e pela editora Libretos, que se caracteriza por publicar obras de autores gaúchos, num mercado globalizado e conflagrado pela crise econômica que assola o País. É Santiago que explica: “A edição do álbum, feita com rigor e paixão pela Clô Barcellos, está primorosa. Além do design, ela cuidou especialmente da impressão, dos tons das cores dos desenhos, já que são feitos com aquarelas. É uma tonalidade líquida e para funcionar tem que se respeitar a sua translucidez. E isso foi obtido”, assegura.
    Hergé, a referência
    Santiago tem como referência o belga Hergé, criador do personagem Tin Tin, para quem o desenho não pode brigar com a cor, o traçado que é importante e a cor é secundária. É a chamada linha clara belga, em que a cor mais insinua do que explicita. No seu desenho não há muita sombra e a linha é o mais importante. Santiago brinca: “procuro não perder a linha”.
    O álbum que está sendo lançado é o segundo que tem como tema os “causos”, frutos de sua memória, de relatos, de experiências de vida e andanças. Os outros trazem cartuns e charges feitos ao longo de sua trajetória. Santiago conta que consultou diversos dicionários e em nenhum deles o termo “causos” é registrado.
    “O corretor de palavras do computador, toda vez que escrevo causos troca para casos. Pois o que faço são causos desenhados. São histórias de apelo oral que têm outro sabor quando desenhadas. A maioria tem um componente de humor, mas há tragédia também. A partir dos 60 anos me permiti registrar fatos pessoais, na primeira pessoa. Deu boa repercussão e descobri um universo comum à muita gente”.
    Histórias realistas
    Santiago conta que no início de sua carreira tentou fazer histórias realistas, já que seu sonho era ser desenhista de histórias em quadrinhos. Quadrinizou um conto de Simões Lopes Neto. Inclusive no novo álbum essa história é publicada. “Eu tinha 20 e poucos anos e logo vi que não era a minha. Teria que saber mais de anatomia e percebi que no desenho de humor eu teria mais espaço”, relembra.
    Nos últimos 30 anos, Santiago tem marcado sua presença na cena cultural do Estado, algumas vezes trabalhando em jornais da capital e publicações de entidades sindicais. Crítico ferrenho do golpe político praticado em 2016 e das mazelas nacionais em geral, deixou esses temas fora dos “causos”. Mas compensa isso, com histórias saborosas em que transbordam poesia, leveza e humanidade. Tudo que anda em falta no Brasil de hoje.
    SERVIÇO
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  • João Carlos Martins rege e toca piano na abertura de Gramado

    Foi uma abertura para ficar na história essa que deu início à 45ª edição do Festival de Cinema de Gramado, na noite da sexta feira, 18.
    O público lotou a Rua Coberta para ver o concerto da Orquestra Sinfônica de Gramado dirigida pelo grande astro dessa primeira noite de exibições no Palácio dos Festivais: o maestro João Carlos Martins, cuja cine-biografia “João,
    O Maestro”, foi o filme hors-concours  exibido no Palácio dos Festivais. O maestro conquistou a plateia de Gramado e circulava pelo Tapete Vermelho sob aplausos, gritos de fãs e pedidos de fotografia.
    “Estou muito honrado de hoje estar à frente dessa orquestra que me emocionou pela qualidade dos músicos e do maestro”, elogiou Martins, antes de iniciar a regência do corpo de instrumentistas.
    O público se deleitou com a interpretação da canção tema do filme “A Missão” (1986), na qual Martins destacou a performance do oboísta Julio César Wagner. Depois de reger a peça, o maestro voltou às suas origens musicais, assumindo o piano.
    Considerado virtuose no instrumento desde a infância, ele foi obrigado a parar de tocar após sucessivos acidentes que reduziram os movimentos das mãos. Apesar da limitação, o desempenho de João Carlos Martins mereceu aplausos em cena aberta, após um solo durante a execução da canção-tema de “Cinema Paradiso”.
    O maestro voltou a reverenciar os músicos em várias oportunidades, inclusive quando subiu ao palco principal do Palácio dos Festivais para falar sobre o filme que o retrata: “É uma orquestra que orgulha não só gramadenses e gaúchos, mas todos os brasileiros apreciadores da boa música”.
    Repertório de filmes do começo ao fim do concerto
    Se o maestro João Carlos Martins escolheu interpretar um repertório todo dedicado à obra do compositor italiano Enio Morriconi, vencedor de vários Oscars de melhor canção ao longo de sua vida, a própria Orquestra Sinfônica de Gramado selecionou trilhas sonoras que marcaram o cinema internacional.
    A abertura do concerto da tarde de sexta-feira, antes da entrada em cena do maestro famoso, foi com a trilha sonora do filme Piratas do Caribe. Depois, os músicos entoaram acordes de clássicos do suspense, o tema mais famoso de “Cantando na Chuva” e encerraram a primeira parte da apresentação com a música de “O Último dos Moicanos”, dessa vez com a participação especial do peruano Alexander Castro, que deu um toque especial à apresentação com instrumentos de sopro indígenas – a flauta pan e o quenacho.
    Satisfeito com o desempenho de seus comandados, o maestro tradicional da Sinfônica de Gramado, Bernardo Grings, lembrou que o conjunto de instrumentistas foi criado em 2011, e que o trabalho ainda é recente. “Quando se fala em orquestra, geralmente são instituições centenárias, como a Filarmônica de Berlim”, exemplificou.
    Além da recente criação, a de Gramado ensaia de forma fixa apenas no segundo semestre do ano, período em que se concentram mais eventos na cidade. “Mas trabalhamos muito o repertório, trabalhamos as leituras e interpretações e assim conseguimos um resultado de excelência”, completa.
    Discursos exaltam empenho comunitário
    As autoridades que foram ao microfone na tardinha da sexta-feira destacaram o empenho da comunidade gramadense na realização do Festival, que chega aos seus 45 anos em 2017. “Quero agradecer a todos os trabalhadores do festival e também aos anônimos. É preciso muito esforço, e às vezes até abrir mão de outros afazeres ou do convívio familiar para viabilizar essa festa maravilhosa”, referiu o presidente da Gramadotur, Edson Néspolo.
    O secretário de Estado da Cultura, Turismo, Esporte e Lazer, Victor Hugo, começou seu discurso reverenciando “essa inigualável comunidade que serve de exemplo para todo o Brasil por conjugar cultura e turismo” de maneira única.
    Já o prefeito João Alfredo de Castilhos Bertolucci, o Fedoca, foi sucinto em sua fala e fez questão de exaltar o presente para os gramadenses que foi o concerto da Orquestra Sinfônica de Gramado e as atividades abertas do Festival de Cinema. “É uma parceria histórica maravilhosa entre a música e o cinema”, referiu. (Com a Assesoria de Imprensa)
     
  • Após 10 anos, Ospa ganha novos músicos aprovados em concurso

    A nomeação dos 27 músicos aprovados no mais recente concurso público da Fundação Orquestra Sinfônica de Porto Alegre (Fospa) foi publicada no Diário Oficial do Estado desta sexta-feira (18). O secretário da Cultura, Turismo, Esporte e Lazer, Victor Hugo, deu a notícia à orquestra nesta manhã, na Sala de Ensaios no Centro Administrativo Fernando Ferrari (CAFF).
    O maestro Evandro Matté comemorou a iniciativa. “Essas nomeações são fundamentais para a continuidade do trabalho da Ospa e, também, representam uma economia de recurso para o Estado, já que não precisaremos mais preencher o corpo orquestral com músicos extra. Poderemos qualificar cada vez mais o nosso desempenho, e seguir levando a Ospa para todo o Rio Grande do Sul”.
    Rogério Beidacki, por sua vez, chamou a atenção para o significado desse fato no contexto da história recente da Ospa. “É um ganho imensurável para a comunidade gaúcha. Há 10 anos a Ospa não conseguia nomear músicos devido à situação financeira do Estado e, mesmo com a crise, houve a sensibilidade do governo de enxergar esse ganho. Isso representa mais qualificação ainda nos concertos – qualidade que se refletirá na Fundação Ospa como um todo, na Escola de Música e no Coro”.
    As provas do concurso foram realizadas em novembro e dezembro de 2014. Mais de 553 músicos de todo o Brasil se inscreveram, na época, para a seleção.
    Os nomeados são Brigitta Calloni, Ana Paula Schmidt, Leonardo Mateus Bock, Silvani Cielo Guerra, Robert Edgar da Cruz Moraes, Marcio Cecconello e Ariel Santos Polycarpo (violinos); Gabriel Santos Polycarpo (viola); Martina Stroher e Romina Antonella Monsanto Colina (violoncelos); Eric Hilgenstieler e Rafael do Nascimento Figueiredo (contrabaixos); Tatiana Girassimova e Silas Paulino de Souza (flautas); Públio da Silva (oboé e especialista em corne-inglês); Ange Paola Bazzani Prada (fagote); José Luis Guede Vega, Anderson Bezerra Sabino, Nadabe Tomás da Silva e Álvaro Santos Braga (trompas); Adib Corrêa Vera (especialista trombone baixo); Douglas Gutjahr (tímpano); Paulo Fernando de Brito Bergmann (piano/Coro Sinfônico) e Elisa Conceição Machado (soprano).
    A Ospa possui uma extensa agenda de concertos em todo o estado, atingindo um público abrangente e diversificado. Orquestra mais antiga do país em atividades ininterruptas, sua programação é constituída pelas séries Theatro São Pedro, Ufrgs, Igrejas, Araújo Vianna, Interior, Música no Museu, Didáticos, Ospa Jovem e concertos especiais.

  • Pelotense Lourenço Cazarré ganha mais um prêmio literário

    Geraldo Hasse
    O gaúcho Lourenço Cazarré ganhou mais um prêmio literário, desta vez da Companhia Editora de Pernambuco (Cepe), empresa de economia mista que acaba de lançar os quatro livros escolhidos em concurso nacional de poesia, conto, romance e literatura infantojuvenil, esta a mais recente especialidade do jornalista nascido em 1953 em Pelotas e cuja carreira se consolidou em Brasília, onde foi redator do Senado.
    Autor de mais de 50 livros, entre novelas juvenis, coletâneas de contos, romances e livros de reportagem, Cazarré ganhou o concurso pernambucano com a novela “Os Filhos do Deserto Combatem na Solidão” (título nascido de um verso do poeta antiescravagista Castro Alves), superando 208 concorrentes.O livro conta a história de um menino envolvido em peripécias contra seus “donos” num navio negreiro do século XIX.
    “A obra se destaca não somente pelo domínio da técnica, mas também pelo tema escolhido: a história dos negros africanos trazidos como escravos para o Brasil e sua luta pela liberdade. (…) Representa um importante aporte para a compreensão da nossa história e identidade”, anotou a comissão julgadora formada pelo escritores Carola Saavedra, Márcia Denser e Antônio Carlos Viana.
    711 inscrições
    Realizado pela segunda vez, o Prêmio Cepe Nacional de Literatura teve 711 inscrições (146 de São Paulo, 91 de Pernambuco e 86 do Rio de Janeiro; os mineiros, que se destacavam em disputas literárias, parecem fora de forma). Dez inscrições vieram do exterior.
    Além de Cazarré, foram premiados, na categoria romance, o paulista Luís Sérgio Krausz, autor de Outro lugar; no conto, o também paulista Milton Morales Filho, com Dancing jeans – Baixo Augusta e outros contos; na poesia, o pernambucano Walther Moreira Santos, com o livro Arquiteturas de vento frio.
    Com os R$ 20.000,00 ganhos em Pernambuco, mais a publicação do livro (R$ 35,00, 130 páginas, com belas ilustrações coloridas de Luisa Vasconcelos), Cazarré soma mais de 20 prêmios literários de âmbito nacional. É provavelmente o veterano mais competitivo do Brasil. Ganhou duas vezes o maior certame literário dos anos 80, a Bienal Nestlé, nas categorias romance (1982) e contos (1984). Um de seus livros para jovens, Nadando contra a morte, de 1998, recebeu o Prêmio Jabuti, o maior do país. Sua novela juvenil A espada do general (1988) foi traduzida para o espanhol.
    Produzindo pelo menos um livro por ano, Cazarré é reconhecido como um dos principais contistas brasileiros. Nos sebos de Porto Alegre se encontram muitos dos seus livros: apesar de excelentes, poucos foram além da primeira edição. Alguns são recomendados por professores de literatura.  Há contos notáveis em “Ilhados” (WS Editor, 2001) e “Exercícios Espirituais para Insônia e Incerteza” (IEL/Corag, 2012). A novela “Estava Nascendo o Dia em que Conheceriam o Mar” (Saraiva, 2011) é uma narrativa extraordinária sobre a saga de um velho e um menino que percorrem uma longa estrada para chegar ao oceano Atlântico.
    Quem conhece um pouco da história pessoal de Cazarré intui que em seus escritos, sempre que a ocasião se apresenta, ele coloca seus personagens na geografia de Pelotas e arredores, sem porém denominar os lugares. Trata-se portanto de um criador que, mesmo deslocado para a capital do país, mantém a alma na província em que nasceu e se criou.