Categoria: HOTSITE JÁ Cultura

  • Casa da Música realiza seu segundo concurso de piano

    O Concurso de Piano Casa da Música de Porto Alegre, em sua segunda edição (a primeira foi em 2014), recebe candidatos brasileiros e estrangeiros, tendo como homenageada a pianista Dirce Knijnik.
    Nesta edição, inscreveram-se candidatos de nove estados brasileiros (RS, SC, SP, RJ, MG, PR, PB, PE e AC), além de dois países sul-americanos (Argentina e Uruguai).
    Serão cinco turnos, nos quais os candidatos estarão divididos de acordo com a faixa etária. Foram aceitos pianistas com até 25 anos. Haverá premiações em dinheiro e medalhas para os melhores colocados. Os vencedores também poderão apresentar recitais nas séries de concertos oficiais da Casa da Música, que ocorrem mensalmente.
    O Concurso acontecerá nos dias 27 (sábado) e 28 (domingo) de maio na Casa da Música, na rua Gonçalo de Carvalho, 22 (atrás do Shopping Total).
    As etapas são abertas ao público, com entrada gratuita.
    Haverá duas Bancas Julgadoras, formadas por pianistas:
    Banca I: Joana Holanda (UFPel) – presidente, Rosiane Lemos (UFU/doutoranda UFRGS) e Karin Engel (doutoranda UFRGS);
    Banca II: Lucia Barrenechea (UNIRIO) – presidente, David Jacob Korevaar (University of Colorado-Boulder) e Claudia Deltregia (UFSM).
    Segue a programação completa do 2º Concurso de Piano Casa da Música:
     
    27/05, sábado
    Casa ao lado
    14:30 – Provas  do 1º turno
    15:30 – Provas do 2º turno
     
    Auditório da Casa da Música
    14:30 – Provas do 5º turno – Eliminatórias
     
    28/05, domingo
     
    Casa ao lado
    09:00 – Provas do 3º turno
     
    Auditório da Casa da Música
    08:30 – Provas do 4º turno
    13:00 – Provas do 5º turno – Final
    18:00 – Recital de Premiação (Homenagem à Dirce Knijnik)
    Endereço: Casa da Música (Rua Gonçalo de Carvalho, 22, Porto Alegre – RS).
    Telefones: (51) 99968-0576 e (83) 99144-5234
     
     

  • Mostra Jerry Lewis na Sala Redenção

    Cinema Universitária faz uma homenagem ao ator, comediante, roteirista, produtor e diretor estadunidense Jerry Lewis. O rei da comédia, como ficou conhecido (e que mais tarde seria o título de um de seus filmes), estilo pastelão, fez enorme sucesso tanto no cinema quanto nos palcos. Joseph Joseph Levitch, filho de um ator de Vandeville e de uma pianista, fez sua primeira atuação quando tinha cinco anos. Atuou com Dean Martin nos palcos e em 16 filmes antes de a dupla acabar e Lewis partir para a carreira solo.
    Foi indicado ao prêmio Nobel da Paz em função de sua militância e doações para a causa da distrofia muscular. Escreveu sua autobiografia, e foi eleito pelo Entreitaimente Weekley como um dos maiores diretores de todos os tempos.
    Com graves problemas de saúde, ficou 18 anos sem filmar. Em 2013 voltou às telas em Max Rose, que foi exibido no Festival de Cannes no mesmo ano. Dizem que foi Lewis que inventou o video assist system, com o objetivo de ter mais visibilidade como ator e diretor ao mesmo tempo durante a gravação de um filme.
    De origem judaica, em 1972 realizou, mas não lançou, The Day the Clown Cried. O filme conta a história de um palhaço que leva crianças judias para a câmara de gás até o dia que entra e morre junto com elas. Em 1983 foi chamado por Martin Scorsese para fazer O rei da comédia, ao lado de Robert de Niro. Em 2016, atua em The trust, junto com Nicolas Cage e Elijah Wood.
    Dizem que quem lê Monteiro Lobato na infância nunca mais para de ler. No caso do cinema, acreditamos que quem assiste aos filmes de Lewis nunca mais deixa de assistir a filmes, a bons filmes. Essa é a nossa homenagem a Jerry Lewis, nos 30 anos da Sala Redenção.
    O quê: Mostra Jerry Lewis
    Quando: 22 a 31 Maio
    Onde: Sala Redenção – Cinema Universitário (Rua Eng. Luiz Englert, s/n., Campus Central UFRGS
    Quanto: Entrada Franca
    Coordenação e curadoria da Sala Redenção – Cinema Universitário: Tânia Cardoso de Cardoso/Departamento de Difusão Cultural da UFRGS 
    O Mocinho Encrenqueiro (The Errand Boy, EUA, 1961, 92 min) Dir. Jerry Lewis
    22 de maio – segunda-feira – 16h
    O grande estúdio de Hollywood Paramutual Pictures quer saber onde todo seu dinheiro está indo e contratam Morty para ser seu espião. Mesmo sendo gentil e honesto, Morty tem um dom para arranjar confusão, transformando o estúdio em um pandemônio.
     
    Artistas e Modelos (Artists and Models, EUA, 1955, 109 min) Dir. Frank Tashlin
    22 de maio – segunda-feira – 19h
    23 de maio – terça-feira – 16h
    Rick Todd usa o sonho de seu colega de apartamento Eugene como base para uma famosa história em quadrinhos.
     
    Bancando a Ama Seca (Rock-a-Bye Baby, EUA, 1958, 103 min) Dir. Frank Tashlin
    23 de maio – terça-feira – 19h
    24 de maio – quarta-feira – 16h
    Um comum reparador de televisão deve cuidar dos trigêmeos recém-nascidos de sua antiga paixão, agora uma famosa estrela de cinema, para que a carreira dela não sofra.
     
    Errado pra Cachorro (Who’s Minding the Store?, EUA, 1963, 90 min) Dir. Frank Tashlin
    Norman Phiffier trabalha como atendente em uma grande loja de departamento. Desajeitado e incapaz, ele não consegue fazer nada certo.
    25 de maio – quinta-feira – 16h
     
    O Mensageiro Trapalhão (The Bellboy, EUA, 1960, 72 min) Dir. Jerry Lewis
    25 de maio – quinta-feira – 19h
    26 de maio – sexta-feira – 16h
    Em Miami Beach, o mensageiro mudo Stanley trabalha no luxuoso hotel Fontainebleau. Apesar de ser um empregado útil e amigável, o desajeitado Stanley vive se metendo em confusão por seus erros.
     
    Cinderelo sem Sapato (Cinderfella, EUA, 1960, 91 min) Dir. Frank Tashlin
    26 de maio – sexta-feira – 19h
     
    29 de maio – segunda-feira – 16h
    Quando seu pai morre, o pobre Fella é deixado à mercê de sua madrasta esnobe e seus dois filhos, Maximilian e Rupert. Enquanto é escravizado por sua desagradável família, Maximilian e Rupert tentam encontrar um tesouro que o pai de Fella supostamente escondeu na propriedade.
     
    O Terror das Mulheres (The Ladies Man, EUA, 1961, 95 min) Dir. Jerry Lewis
    29 de maio – segunda-feira – 19h
    30 de maio – terça-feira – 16h
    Depois de sua namorada trocá-lo por outro homem, Herbert fica bastante depressivo e começa a procurar por um emprego. Ele finalmente encontra-o em uma grande casa cheia de muitas mulheres.
     
    O Professor Aloprado (The Nutty Professor, EUA, 1963, 107 min) Dir. Jerry Lewis
    30 de maio – terça-feira – 19h
    31 de maio – quarta-feira – 16h
    Para melhorar sua vida social, um desajeitado professor toma uma poção que o transforma temporariamente em Buddy Love, belo, mas desagradável homem.
     
    O Otário (The Patsy, EUA, 1964, 101 min) Dir. Jerry Lewis
    31 de maio – quarta-feira – 19h
    Quando um famoso comediante morre, sua equipe decide treinar um desconhecido para substituí-lo em um grande programa de TV. Porém, o substituto não consegue fazer nada certo.
     

  • Guinga ao vivo ao cair da tarde de sábado, uma rara oportunidade

    Carlos Althier de Sousa Lemos Escobar, o Guinga, toca no último sábado de maio, dia 27, às 17h, no Átrio do Santander Cultural.
    Guinga, um dos mais destacados compositores e instrumentistas da música popular brasileira, apresenta-se no projeto Ouvindo Música, da unidade de cultura do Santander em Porto Alegre. ´
    Guinga é carioca da zona norte do Rio de Janeiro, especialmente do bairro de Madureira, onde nasceu em 1950. Foi aluno de violão clássico de Jodacil Damasceno, e aos 16 anos, começou a compor. Trabalhou profissionalmente como violonista, acompanhando artistas como Clara Nunes, Beth Carvalho, Alaíde Costa, Cartola e João Nogueira.
    Com várias de suas músicas gravadas por músicos como Elis Regina, Michel Legrand, Sérgio Mendes, Leila Pinheiro, Chico Buarque, Clara Nunes, Ivan Lins, Guinga coleciona elogios da crítica especializada. Parcerias com Paulo César Pinheiro, Aldir Blanc, Chico Buarque, Nei Lopes, Sérgio Natureza, Nelson Motta, Simone Guimarães, Francisco Bosco, Mauro Aguiar e Luís Felipe Gama estão traduzidas em diversos trabalhos ao longo de sua carreira.
    Em 2002, foi publicada biografia do artista carioca escrita pelo jornalista Mário Marques (Guinga, os mais belos acordes do subúrbio, Ed. Gryphus). Em 2003, foi lançado seu songbook (A música de Guinga, Ed. Gryphus).
    Seu disco Rasgando Seda, em parceria com o Quinteto Villa-Lobos, lançado pelo selo SESC-SP, foi indicado ao Grammy na categoria Melhor Disco Instrumental do Ano-2012. Mais informações e vídeos estão no site  http://www.guinga.com/index.php/channel-videoteca
    Ingressos a R$ 12,00, com meia entrada para estudantes e pessoas acima de 60 anos. Funcionários e clientes Santander têm entrada franca.
    O Santader Cultural fica na rua Sete de Setembro, 1028, Centro Histórico.
    Abre de terça a sábado, das 10h às 19h, e domingos, das 13h às 19h. Não abre aos feriados. Bilheteria: de terça a domingo, das 14h às 19h
     

  • Sábado de Noite dos Museus, com intensa programação em dez endereços

    Neste sábado (20) repete-se o evento Noite dos Museus, este ano em dez endereços para visitação gratuita, das 19 horas à meia-noite, com diversos nomes da música local.
    Com tanta programação, foi criado até um aplicativo para acompanhar o que acontece aonde e a que horas. O projeto, que começou ano passado, foi ampliado em 2017 com a inclusão de mais dois museus no circuito de visitação.
    Além dos espaços que participaram da primeira edição – Museu de Arte do Rio Grande do Sul (Margs), Museu de Arte Contemporânea (Macrs), Museu de Porto Alegre Joaquim Felizardo, Museu da Ufrgs, Memorial do Rio Grande do Sul, Planetário, Pinacoteca Ruben Berta e Fundação Iberê Camargo – neste ano o Instituto Goethe e o Museu Júlio de Castilhos farão parte da noite cultural e também recebem a iluminação artística característica do evento.
    Depois de mobilizar mais de 16 mil pessoas em 2016, a iniciativa espera atrair um público ainda maior e consolidar o Noite dos Museus no calendário cultural da cidade. O projeto  fomenta e valoriza a ocupação desses espaços públicos, com a intenção de gerar  sensação de pertencimento do cidadão e criar uma nova perspectiva de relacionamento com a cidade.
    A curadoria do projeto, da produtora Rompecabezas, agregou o músico, compositor e escritor Kledir Ramil, que está trabalhando neste ano com o historiador e arqueólogo Francisco Marshall, que já atuou na primeira edição. Juntos, eles desenvolveram uma programação musical especial para a noite em cada local.
    Ao todo, serão mais de 40 apresentações musicais. Músicos como Bebeto Alves, Renato Borghetti, Ernesto Fagundes, Thiago Ramil, Antonio Villeroy e Nani Medeiros vão dar ritmo aos centros culturais. A programação trará jam sessions entre os artistas, e abarca ritmos e performances tão distintos quanto o Maracatu Truvão, a Orquestra de Flautas Transversas do Instituto Popular de Arte-Educação e do Conjunto Bluegrass Porto-Alegrense.

    O Museu Joaquim Felizardo, um dos espaços da Secretaria Municipal da Cultura, recebe uma das novidades desta edição, um pequeno festival para resgatar a memória musical afro-brasileira  com apresentações de Negra Jaque, Alabê Ôni, Floresta Aurora, Afro-Sul Odomode e a formação de uma roda de capoeira e de uma roda de samba.
    No Planetário, deleite para as crianças: a Orquestra de Brinquedos e a visita do Mini Museu de Brinquedo da Alice Urbim e da Kombi 1961, que guarda o acervo do projeto.
    O ônibus da Linha Turismo fará um circuito entre os dez endereços, das 18h até a meia-noite, ao preço de R$ 20, com meia-entrada para estudantes, idosos, pessoas com deficiência, servidores públicos de Porto Alegre, professores e crianças de 2 a 12 anos. Será possível embarcar e desembarcar em qualquer um dos museus e fazer o pagamento dentro do próprio ônibus em dinheiro ou com cartões de crédito e débito.
    Para quem quiser fazer o circuito de bicicleta, o grupo Bike Tour Poa fará um passeio guiado e gratuito. O roteiro terá saída do Margs, às 19h e circulará por todos os espaços até voltar à Praça da Alfândega e terminar a viagem no Memorial do Rio Grande do Sul, por volta da meia-noite. Para participar, não é necessário se inscrever, apenas levar capacete, corrente para cadear bicicleta e luzinhas para iluminar a noite.
    Neste ano, o evento oferece diversas opções gastronômicas para o público. Na Praça da Alfândega, onde estão localizados o Margs e o Memorial do Rio Grande do Sul, haverá food trucks e cervejarias com comidas e bebidas. Os museus da UFRGS, Macrs, Júlio de Castilhos, Fundação Iberê Camargo Pinacoteca Ruben Berta também terão espaços gastronômicas em seu entorno para atender crianças e adultos durante a noite.
    A inspiração veio de Berlim
    Inédito no Brasil até o ano passado, quando Porto Alegre sediou a primeira edição do evento, o Noite dos Museus é inspirado no já tradicional projeto europeu Lange Nacht Der Museen (A Longa Noite dos Museus), que existe há 20 anos em Berlim, na Alemanha.
    A intenção é incentivar a visitação de museus da Capital, atraindo novos públicos e mostrando à população que conhecer um espaço de memória está longe de representar uma visita a um local estático, responsável apenas por conservar relíquias.
    Com esta proposta, crianças, jovens e adultos podem percorrer as diferentes salas de exposições, apreciar os acervos, além de desfrutar gratuitamente de diferentes apresentações musicais.
    Programação Musical
    Museu de Arte do Rio Grande do Sul – Margs (Praça da Alfândega – Centro)
    19h – Maracatu Trovão
    20h30 – Bebeto Alves
    22h – Pedro Dom
    23h – Orquestra de Flautas Transversas do Instituto Popular de Arte-Educação (IPDAE)
    Museu de Arte Contemporânea – Macrs (Rua dos Andradas, 736 – Centro)
    19h30 – CCOMA
    20h30 – Thiago Ramil
    22h – Felipe Zancanaro
    23h – Jam Session com Thiago Ramil e Felipe Zancanaro
    Pinacoteca Ruben Berta (Rua Duque de Caxias, 973 – Centro)
    19h30 – Choro das Gurias
    20h30 – Catarina Domenici e James Correa
    22h – João Maldonado
    23h – Jam Session com João Maldonado e Catarina Domenici
    Memorial do Rio Grande do Sul (Praça da Alfândega – Centro)
    19h30 – Renato Borghetti, Renato Müller e Fábrica de Gaiteiros
    20h30 – Antonio Villeroy
    21h30 – Ernesto e Paulinho Fagundes
    23h – Conjunto Bluegrass Porto-Alegrense
    Museu de Porto Alegre Joaquim Felizardo (Rua João Alfredo, 582 – Cidade Baixa)
    19h30 – Floresta Aurora
    20h15 – Afro-Sul Odomode
    21h – Roda de Capoeira com Africanamente
    21h45 – Negra Jaque
    22h30 – Alabê Ôni
    23h – Roda de Samba com Mestre Paraquedas, Pâmela Amaro, Eduardo Moreira, Andressa Ferreira e convidados
    Planetário (Av. Ipiranga, 2000 – Santana)
    19h30 – Felipe Zancanaro
    21h – Orquestra de Brinquedos
    22h30 – Fernando Cordella e Marcio Cecconello
    23h30 – Kula Jazz
    Museu da UFRGS (Av. Osvaldo Aranha, 277 – Bom Fim)
    19h30 – Areal do Futuro
    20h30 – Daniel Wolff e Christine Beard
    22h – Amauri Iablonovski & Michel Dorfman
    23h – Milene Aliverti
    Fundação Iberê Camargo (Av. Padre Cacique, 2000 – Cristal)
    19h30 – Pedro Dom
    20h30 – Milene Aliverti
    22h – Zé Flávio Trio
    23h – Amauri Iablonovski & Michel Dorfman
    Museu Júlio de Castilhos (Rua Duque de Caxias, 1205 – Centro)
    19h30 – João Carlos Maldonado
    20h30 – Kula Jazz
    22h – Ò̩s̩é̩è̩túrá Africa’njazz
    23h30 – CCOMA
    Instituto Goethe (Rua 24 de Outubro, 112 – Independência)
    19h30 – Orquestra de Flautas Transversas do Instituto Popular de Arte-Eduaação (IPDAE)
    20h30 – Alabê Oni
    22h – Nani Medeiros
    23h – Daniel Wolff e Christine Beard

  • Erotismo, ancestralidade e olhar de mestres: a tarde de sábado na Galeria Duque

    Propondo-se a ser uma espécie de avant-première da Noite dos Museus, a Galeria Duque promove no sábado (20/5), em um inusitado horário vespertino compatível com a grande programação noturna prevista para Porto Alegre, o vernissage de três exposições simultâneas. Entre 15h e 18h30, serão inauguradas as mostras Men – Santificados e Eróticos, do artista visual caxiense Rafael Dambros, Anthropos – Cartas para o Futuro, do artista, arquiteto e curador Anaurelino Corrêa de Barros Neto, Imagem, espelho, humanidades, em que a galeria renova o seu acervo com novas obras de mestres como Tarsila, Malagoli, Di Cavalcanti e Iberê Camargo, sob a curadoria de Daisy Viola.

    Curvas, de Dambros

    Dambros desenha nus masculinos com caneta esferográfica e em grandes dimensões. “Trabalho com esta temática principalmente movido pela tentativa de quebrar paradigmas sociais em relação à representação masculina e na tentativa de explorar novos meios de provocar reflexão sobre nossos preconceitos”, diz ele, que realiza sua primeira individual na cidade. Dambros também faz uma releitura da iconografia católica, expondo a sensualidade e a sexualidade dentro da fé e da religião.
    Os tons terrosos de Anaurelino

    Anaurelino busca inspiração no passado ancestral, em pinturas de técnica mista sobre papel resistente com bordas recortadas, rasgadas, re-coladas, coloridas nas cores da terra. Seu interesse é pelo processo civilizatório do homem primitivo, a evolução dos costumes, as descobertas através do tempo e sua relação com o divino. Formado pelo IA/UFRGS, esse processo iniciou-se para ele com aquarela e desenho com giz pastel em 1986. Anaurelino é, também, o curador da mostra de Dambros.
    O nu de Tarsila do Amaral, do acervo da Galeria Duque

    Inspirada nos trabalhos dos dois artistas convidados, a curadora da galeria propõe um recorte com obras do acervo que apresentam “diversas formas de os artistas perceberem a sua imagem refletida num espelho ou num outro humano que esteja ao alcance de seu olho. Coisas de humanidades”, diz Daisy Viola.
    Para acentuar o caráter diferenciado da programação, a banda Maha Mantra executará releituras de mantras indianos milenares, com arranjos ocidentais, além de outros ritmos.
    SERVIÇO
    Galeria Duque – Rua Duque de Caxias, 649 – Centro Histórico, Porto Alegre
    (51) 3228-6900
    Horário de visitação: de segunda a sexta-feira das 10h às 19; sáb: 10h às 17h

    Fotos: divulgação Rafael Dambros; divulgação Anaurelino Neto; divulgação Galeria Duque

  • Ephemeros, a feira de artes visuais que estreia no IAB neste sábado à tarde

    O Solar do Instituto de Arquitetos do Brasil (IAB RS) abre neste sábado à tarde para receber a primeira edição do projeto Ephemeros, a partir das 14 horas.
    Os artista visuais gaúchos autores do Ephemeros exibem ao público, gratuitamente, mais de 20 exposições, feira de artes gráficas, publicações impressas, fotografia, projeções de videoarte, intervenções e performances teatrais.
    O projeto Ephemeros surge a partir das experiências pessoais dos produtores e curadores do evento – Fabricio Sortica, Jaqueline Sampaio e Ziza Ferreira, vindos de diferentes áreas da cultura.
    Entre as projeções de videoarte, a Ephemeros contará com uma edição especial do Festivau De C4nn3$, que abriu convocatória dedicada ao evento. Na área de feira de arte gráfica e publicações impressas, estará presente a Poutsplaf, do artista Gustavo Razzera, que há seis anos vem desenvolvendo este projeto que envolve fotografia, performance e corpo.
    O ator Antônio Carlos Falcão apresenta a versão pocket do espetáculo “A Doce Bárbara” que este ano completa 36 anos em cartaz. O evento cultural contará com a realização de uma intervenção em pintura mural do artista visual Eduardo Turski, que nos últimos anos tem se dedicado ao projeto Triangulogia.
    A feira ainda terá uma área de alimentação com a presença da Cerveja artesanal Bugio, lanches de Eduardo Althaus, atual chef do Estômago Café Vegano, além de doces da Brigaderia Barnabé.
    “A ideia é promover artistas e agentes locais, oportunizando ao público uma vivência cultural interdisciplinar e múltipla, com a participação de cerca de vinte artistas em um total de 6 horas de intensa programação”, contam os curadores.
    Confira os nomes dos participantes:
    – FEIRA DE ARTES GRÁFICAS E PUBLICAÇÕES IMPRESSAS
    * Cactus Edições
    * Dani Amorim
    * Coletivo Decimal
    * Giovani Urio
    * Kaijuu Editora
    * Larissa Fauri
    * Lívia dos Santos
    * Poutsplaf
    – PERFORMANCES E INTERVENÇÕES
    * Antonio Carlos Falcão
    * Diego Esteves
    * Fernanda Bertoncello Boff
    * Isabella de Mendonça
    * Qex
    – VIDEOARTE
    * Élle de Bernardini
    * Estúdio Hybrido
    * Festivau de C4nn3$
    * Renata Sampaio
    SERVIÇO
    O QUE: Feira de Artes Ephemeros #1 edição
    ONDE: Solar do IAB – Rua General Canabarro, 363, Centro Histórico de Porto Alegre
    QUANDO: 20 de maio, das 14 às 20h
    QUANTO: Entrada Franca
    APOIO
    Mi Repro e Adetec Digital

  • Em “Cachorro não é uísque”, José Weis mostra seu estilo sintético de fazer poesia

    Higino Barros
    O poeta Vinicius de Moraes, além de ser um dos mais consagrados letristas da bossa nova, tornou-se conhecido por ser autor de frases que entraram na memória filosófica e poética do Brasil. Uma delas dizia que” uísque é o cachorro engarrafado, por ser o melhor amigo do homem”.
    Pois o reverso desse anunciado, “Cachorro não é uísque” (Ed. Kazuá), dá o nome ao livro de poemas, primorosamente editado, que o ex-jornalista José Weis lança na sexta-feira, dia 19, às 19 h, no bar Tutti Giorni, na escadaria do viaduto Otávio Rocha, no centro da capital.
    É o segundo livro de poemas de Weis. O primeiro foi “Lenhador de Samambaias”, em 2012, edição do Instituto Estadual do Livro. Da atual obra, o poeta e ensaísta Caio Cardoso Tardelli registra: “Embora não seja farta de micropoemas (aqueles que não passam de um ou dois versos e que se tornaram comuns em terras tupiniquins) mostra como seu autor tem um profundo domínio sobre o estilo sintético de se escrever poesia”.
    Econômica em rimas, a poesia de José Weis reflete sobre as relações humanas, seu universo existencial, sua visão de mundo, dores, amores, descobertas, chegadas e partidas, embora praticada para obter o que dá para se chamar de “não poesia”.
    Sem cerimônia
    Sobre isso, o poeta e crítico Ronald Augusto, que faz o prefácio do livro de José Weis, pontifica: “ a poesia não existe, o que existe mesmo é a obra desse ou daquele poeta, um troço sensível pra cachorro, se quisermos adotar como explicação essa metáfora sem cerimônia de José Weis. A poesia precisa ser presentificada em um percurso poético-textual; ela deve se entranhar nos poemas dos poetas”.
    José Weis conta que sua produção é somatório de leituras que passam por Monteiro Lobato, Julio Verne, Guimarães Rosa, João Antônio e Graciliano Ramos, no terreno de romance, enquanto na poesia é influenciada por Cecília Meireles, Adélia Prado, Alice Ruiz, João Cabral de Melo, Carlos Drummond de Andrade, mestres da rima, entre outros. Mas acima de tudo, por Manoel Bandeira.
    “Esses poemas foram gestados nos últimos três anos e alguns retrabalhados até chegar ao atual formato. Agora eles pertencem ao mundo, ganham vida própria e já começo a pensar em outros escritos. Gosto de narrativas curtas, a poesia é a mais instigante, mas pretendo me aventurar em contos”, conclui José Weis.
    SERVIÇO:
    O que: Cachorro Não É Uísque, de José Weis (Editora Kazuá, São Paulo,2016), 125 páginas. Preço: R$ 40,00
    Onde: Bar Tutti Giorni, avenida Borges de Medeiros, escadaria “Outono” do Viaduto Otávio Rocha,  710 – Centro Histórico
    Quando: Dia 19 de maio, sexta-feira, às 19h.

  • Cartazes sobre maio de 68 marcam o lançamento da UniLivre

    Um evento nesta quinta-feira (18) marca a abertura de uma exposição de cartazes sobre Maio de 68 e o lançamento da programação da primeira edição da UniLivre, nova unidade da editora Armazém Digital.
    A mostra é composta por vinte e cinco cartazes com temáticas variadas sobre política, economia, cultura, entre outros. Os cartazes, impressos originalmente em serigrafia, formato 48×33 cm, foram criados pelo Atelier Populaire da Escola de Belas Artes da Sorbonne (França), onde mais de 300 artistas se reuniam para elaborar coletivamente essas obras.
    O evento de abertura será no Teatro do Instituto Histórico e Geográfico do RS a partir das 19h. Além dos cartazes, o evento contará com músicas e imagens que marcaram maio de 1968 no Brasil e no mundo. A exposição segue em cartaz até 8 de junho, com visitação de terça a sexta, das 14h às 18h.
    Na mesma ocasião, será apresentada a programação da UniLivre, que inclui palestras, minicursos e oficinas que serão realizados bimestralmente, com o objetivo de proporcionar ao público em geral acesso a uma programação variada e diversificada, voltada para a discussão de temas e conteúdos que normalmente ficam restritos ao meio acadêmico.
    Serviço:
    Apresentação da programação da UniLivre e abertura da exposição de cartazes do Maio de 68
    Dia 18 de Maio, quinta-feira, às 19h
    Teatro do Instituto Histórico e Geográfico do RS (Rua Riachuelo 1317, 3º. andar – Centro Histórico)
    Evento gratuito
    Confira a programação completa da primeira edição da UniLivre:
     
    25 de maio:
    Maio de 68: a revolta dos estudantes e trabalhadores franceses
    Palestra com o sociólogo Enno D. Liedke Fº.
    As manifestações estudantis iniciadas em Nanterre e em Paris, na França, às quais logo se associaram trabalhadores de grandes empresas, que entraram em greve geral.
    26 de maio:
    Contexto mundial e o significado de 68
    Palestra com o sociólogo Enno D. Liedke Fº.
    Os eventos e movimentos político-ideológicos e socioculturais ocorridos ao redor do globo durante o ano de 1968 que alteraram profundamente o imaginário e o próprio cenário político-societário mundial.
    28 de maio:
    Produção de cartazes políticos
    Oficina com o publicitário Francisco dos Santos
    Inspirado no Atelier Populaire. Os fundamento do cartaz; princípios de composição; fundamentos de diagramação; os cartazes do Maio de 68; o contexto atual; e atividades práticas com a produção de cartazes políticos.
    Exposição e reprodução dos cartazes produzidos pelos participantes.
    31 de maio e 1º de junho
    Fotoreportagem / Oficina com o repórter fotográfico Jorge de Aguiar
    A linguagem e as técnicas da fotoreportagem desenvolvidas em atividades teóricas e práticas com o objetivo de estimular a produção de fotografias de grupos humanos, atividades culturais e do meio ambiente.
    Saídas de campo para realização de pautas, exposição de fotos e produção de fotolivro dos participantes.
    1º de junho:
    As origens do 1º. de Maio no Brasil
    Palestra com o historiador Carlos Fernando de Quadros
    O surgimento da data e sua relação com as lutas operárias; as comemorações no Brasil; e as diferentes formas de celebração de acordo com a localidade e as entidades envolvidas.
    2 de junho:
    História das lutas dos operários gaúchos para construir suas organizações
    Palestra com o historiador Guilherme Machado Nunes
    O movimento operário gaúcho através de suas lutas e organizações desde o século XIX até a ditadura civil-militar.
    13 a 20 de junho:
    Literatura e História do ponto de vista dos/das historiadores/as
    Minicurso com a historiadora Mara Rodrigues
    Erico Verissimo e Moysés Vellinho: por uma identidade intelectual do Rio Grande do Sul; o lugar social da escrita da história; aproximações e distinções da escrita literária; e regionalismo (rural e urbano).
    O acesso às palestras, ao minicurso e às oficinas serão feitas mediante inscrição e pagamento dos participantes. As vagas são limitadas. Inscrições e informações podem ser obtidas através do e-mail unilivre@armazemdigital.com.br.

  • Feira orgânica da Auxiliadora completou um ano de sucesso

    A feira orgânica do bairro Auxiliadora completou um ano em abril. Funciona nas manhãs de terça-feira na Passagem Lanceiros Negros, que liga as ruas Coronel Bordini e Mata Bacelar. Em apenas um quarteirão, reúne 16 bancas que vendem frutas, legumes, verduras, tubérculos, flores, sucos, molhos, mel e pães. Os feirantes vêm da região metropolitana, do litoral e a Serra. Alguns participam de outras feiras (ver a lista abaixo).
    Há bancas que às 10 horas da manhã ficam sem mercadoria. É o caso do produtor de ovos Luiz Ernesto Dable, estabelecido no Sítio Querência em Itapuã, município de Viamão. A partir daquele horário, ele se limita a anotar os pedidos da semana seguinte, mas só desarma a banca no horário determinado para todos, uma da tarde.
    Os produtores-feirantes praticam preços pouco acima dos supermercados vizinhos. O público, 80%  mulheres, parece satisfeito. Como a passagem é exclusiva para pedestres e possui uma longa bancada para descanso, a feira semanal está se tornando também um ponto de encontro de moradores dos bairros Auxiliadora, Floresta e Moinhos.
    Segundo José Carlos Winck, agricultor que vem de Santa Rita, onde possui área em assentamento da reforma agrária, inicialmente o desejo dos feirantes era fazer a feira aos sábados, mas nesse dia, um ano atrás, a Passagem dos Lanceiros Negros estava reservada para uma feira de brechó que deixou de ser realizada por falta de público, especialmente no verão, quando parte da população do bairro vai para o litoral.
     
    FEIRAS ORGÂNICAS DE PORTO ALEGRE
    Terça-feira:
    AUXILIADORA – das 7 às 13h
    Travessa Lanceiros Negros (passagem de pedestres entre as ruas Mata Bacelar e a Coronel Bordini)

    Quarta – feira:

    MENINO DEUS – das 13 às 19h
    Avenida. Getúlio Vargas (no pátio da Secretaria Estadual da Agricultura)
    PETRÓPOLIS – das 13 às 18h
    Rua General Tibúrcio, parte lateral da praça Ruy Teixeira.
    Sábado:
    BOM FIM – das 7 às 13h
    Avenida  José Bonifácio , 675
    MENINO DEUS – 7 às 12h30
    Avenida. Getúlio Vargas (no pátio da Secretaria Estadual da Agricultura)
    PETRÓPOLIS – das 7 às 13 horas
    Rua Rômulo Telles Pessoa, ao lado da praça André Forster
    TRISTEZA – das 7 às 12h30
    Avenida Otto Niemeyer esquina com a anenida Wenceslau Escobar
    TRÊS FIGUEIRAS – das 8 às 13h
    Rua Cel. Armando Assis, ao lado da praça Desembargador La Hire Guerra
     

  • Jornal JÁ Porto Alegre: saiu a edição de maio!

    Está circulando pelas calçadas, pelos pequenos e médios comércios, a edição de maio do jornal JÁ Porto Alegre. Nesta edição:
    Os “motivos pessoais” que causaram as primeiras baixas do governo Marchezan;
    Boemia X Sossego: uma reportagem sobre o conflito histórico entre moradores e frequentadores no bairro Cidade Baixa;
    A volta do colunista PC de Lester, abordando as ameaças constantes de privatização da Carris e a falta de transparência da gestão;
    SOS Café do Lago: dois dias de música para alertar sobre o abandono do tradicional imóvel, localizado na Redenção;
    E mais.
    Pegue teu exemplar nos anunciantes e nos principais bares, cafés e restaurantes dos bairros de circulação do JÁ Porto Alegre: Bom Fim, Farroupilha, Rio Branco, Moinhos de Vento, Independência, Santana, Cidade Baixa, Santa Cecília, Centro e Floresta.
    Ou leia on line aqui.
    JA2017-05_maio_capasombra