No dia em que Porto Alegre completa 245 anos, uma opção bem porto-alegrense de lazer, o Brique da Redenção, também aniversaria: 39 anos.
Desfile de carros antigos, exposição de lambretas, distribuição de balões para as crianças, além de muita musica, são algumas das atrações que estão sendo preparadas para marcar o aniversário da Feira, que integra o Patrimônio Cultural do Rio Grande do Sul.
Considerado um dos principais atrativos turísticos da capital gaúcha, junto ao Parque Farroupilha (Redenção), chega a receber até 50 mil pessoas a cada domingo. “Apesar da concorrência dos shoppings, que têm crescido em número nos últimos anos, a população porto-alegrense continua gostando muito do Brique”, destaca Ernani Farias, da comissão que coordena os antiquários da Feira. Esses comerciantes deram origem ao Brique em 1978, quando inicialmente foi chamado de “mercado das pulgas”, obedecendo a uma tendência da época.
Em abril de 1982, os artesãos que comercializavam as suas mercadorias no interior do Parque Farroupilha, se incorporaram aos antiquários, acrescentando novos atrativos ao Brique que, posteriormente, viria a receber uma área para gastronomia e de artes plásticas. Atualmente, o Brique se completa com um variado número de artistas de rua, na maioria músicos, que realizam as suas performances na extensão da avenida José Bonifácio, local da Feira.
“A chegada do artesanato deu uma reativada importante no Brique que estava com pouco movimento naquela época”, diz o integrante da comissão do setor de artesanato, Paulo Grala. Ele lembra a importância da artesã Berenice Aurora de Medeiros Filber que, com o marido Paulo Alberto Filber, ambos falecidos, foi uma das idealizadoras da feira de artesanato no bairro Bom Fim, onde praticamente tudo começou. Os dois largaram suas carreiras como psicóloga e professor de Educação Física e se dedicaram à nova profissão. Berenice era chamada de a “artesã-mãe”.
Com pouco conhecimento sobre a história do Brique, mas dizendo-se fã número um da Feira, a aposentada Faustina Oliveira de Quadros, de 79 anos, espera ansiosa os domingos. “ Desde que cheguei a Porto Alegre, vindo de Rosário do Sul, em 1990, torço para que o domingo seja ensolarado só para visitar o meu Brique”, diz dona Dina, como é conhecida. Segundo ela, o Brique é a vitrine de Porto Alegre. Diz que neste domingo, acompanhada da cachorrinha Mel, estará cedo na Redenção para ajudar a comemorar a data.
Hoje estão no Brique 182 expositores de artesanato, 70 de antiguidades, 40 de artes plásticas e 10 de gastronomia. Representam um segmento de comércio regular muito bem estruturado na cidade. O controle e fiscalização destes serviços são feitos por intermédio da Secretaria de Desenvolvimento Econômico de Porto Alegre.
A capital possui, atualmente, além do Brique da Redenção, três feiras ecológicas, seis unidades do Mercadão do Produtor, 39 Feiras Modelo e 11 feiras de artesanato.
“Nossa ideia é ampliar o número de feiras, com o mesmo perfil do Brique da Redenção, com novos empreendedores, ocupando de forma inteligente áreas que hoje estão subutilizadas e até degradadas e que devem ser recuperadas, tornando-se inclusive mais seguras”, promete Ricardo Gomes, secretário de Desenvolvimento Econômico de Porto Alegre. O funcionamento do Brique é das 9h às 18 horas.
(Com informações da PMPA)