Categoria: HOTSITE JÁ Cultura

  • Primeiro mundo é o bairro

    Agora os campeões da liberdade de imprensa estão descobrindo o jornalismo local. Antes tarde do que nunca.

    Nelson Rodrigues dizia que o verdadeiro jornalismo é o jornalismo policial, aquele que lida com os fatos cabais, que desvendam as entranhas da sociedade.

    É possível parodiá-lo e dizer que o verdadeiro jornalismo hoje é o jornalismo local. Aquele que o repórter pode exercer usando todos os seus sentidos. É o fato local que ele pode ver, tocar, cheirar, ouvir, sentir. Ali ele vai conviver com a fonte, o leitor e o anunciante do jornal.

    Além de escola incomparável para o jovem jornalisa, o jornalismo local é um indutor de cidadania. As pessoas talvez estejam descrentes quanto à possibilidade de mudar o mundo.

    Mas, quando elas sabem que algo errado está acontecendo no bairro, na rua, perto delas, elas não ficam inertes. Elas agem e geralmente dão respostas satisfatórias aos problemas.

    O jornalismo local pode ser também um caminho de renovação da imprensa.

    A imprensa virou terra arrasada. O jornalismo tem que se reiventar, retomar os seus fundamentos. Não haverá uma sociedade democrática sem um sistema que forneça informações confiáveis para a cidadania.

    O micro-jornalismo que garimpa os fatos dos bairros e das comunidades, pode ser uma fonte de renovação e inspiração. Sim, a eleição americana influi na sua vida, mas um buraco na esquina quebra sua perna.

  • Vagas para novos artesãos no Brique da Redenção

    Estão abertas as inscrições para novos artesãos na Feira de Artesanato do Bom Fim, o Brique da Redenção.

    Os interessados devem se cadastrar até o dia 16 de novembro no Núcleo de Fomento ao Artesanato da Secretaria Municipal da Produção, Indústria e Comércio (Smic), de  segunda a sexta-feira, na avenida Osvaldo Aranha, 308, sala 16, bairro Bom Fim, ao lado do Túnel da Conceição, das 10h às 16h.
    Documentos necessários (original e cópia) – Carteira de identidade, CPF e comprovante de residência (em nome do candidato) e carteira de artesão. Outras informações podem ser encontradas no Núcleo de Fomento ao Artesanato da Smic, telefones 3289-4713 e 3289-4752, ou no edital publicado no Diário Oficial de Porto Alegre de 1º de novembro de 2016 (disponível aqui).
  • Vieira de Castro retoma Travessa Cultural neste sábado, o dia inteiro

    Música, teatro, brechó, shiatsu, numerologia. A segunda edição da Travessa Cultural Redenção terá uma programação intensa ao longo do dia inteiro neste sábado. As atividades começam à 9h, no Espaço Saber de Luz, que vai oferecer massagem relaxante, reiki, marmaterapia, shiatsu, entre outros.
    Na sequência, apresentam-se diversos artistas como o Grupo Cerco – que encena o espetáculo infantil Puli-Pulá, a banda Som Central e o Conjunto Bluegrass Portoalegrense. O evento encerra com as apresentações do artista de rua Margarida Bailarina, às 19h, e do músico Ian Ramil, às 20h
    A intenção do projeto Travessa Cultural Redenção é revitalizar o espaço da rua Vieira de Castro na quadra entre a avenida Venâncio Aires e a rua José Bonifácio. Para isto, conta com variadas atividades artísticas, ocupando a rua, unindo moradores, comerciantes e frequentadores do bairro. Além do encontro, o projeto busca melhorar as condições do canteiro central, propondo adoção da área e melhor iluminação.
    A Travessa Cultural foi uma iniciativa dos artistas Vinícius Ávila e Rodrigo Marroni. A curadoria do evento fica por conta da Casa Musgo. A programação completa pode ser acessada aqui.

  • Autores mirins autografam obras na Feira neste sábado

    Dentro da programação da 62ª Feira do Livro de Porto Alegre, o Teatro Carlos Urbim recebe um grupo de autores diferente na manhã deste sábado: os estudantes do 2º ano do Ensino Fundamental do Colégio Marista Rosário farão o lançamento de suas próprias obras.
    Os livros são o resultado do projeto Pequenos Escritores, desenvolvido pela escola. A iniciativa desafia as crianças a produzir textos e ilustrações para criar histórias em parceria com os colegas e oferece a oportunidade de realizar uma sessão de autógrafos especial em um dos principais eventos culturais do Estado.
    O lançamento inicia às 8h30 e é aberto ao público. O Teatro Carlos Urbim fica na Avenida Sepúlveda, entre a Mauá e a Siqueira Campos.

  • Sementes sem veneno à venda na feira de orgânicos da Redenção

    Sementes sem veneno cultivadas por assentados da reforma agrária começam a ser vendidas neste sábado (22) na Feira Ecológica da Redenção, em Porto Alegre.
    Dezenas de variedades de sementes, produzidas por 180 famílias ligadas à Rede de Sementes Agroecológicas Bionatur, cooperativa fundada pelo MST no Assentamento Roça Nova, no município de Candiota, poderão ser adquiridas mensalmente no local, das 7h30 às 13 horas. A partir de novembro, a comercialização será no segundo sábado de cada mês.
    Roberta Coimbra, assentada que representa os agricultores da Bionatur na banca, conta que o principal objetivo da cooperativa é oferecer sementes saudáveis, especialmente de hortaliças, aos feirantes e à população que cultiva alimentos em espaços urbanos.
    “Teremos sempre à disposição sementes embaladas em pequenos sachês, que podem ser utilizados para o consumo familiar em diferentes tamanhos de hortas, seja no campo ou na cidade. Mas também temos para pronta-entrega embalagens especiais, que comportam quilos de sementes, para o agricultor profissional. Se ele quiser é só encomendar que a gente traz”, informa a assentada.
    Futuramente, segundo Roberta, a Bionatur também oferecerá sementes crioulas, como milho, feijão, tomate, melancia, entre outras, na feira. Hoje, as famílias ligadas à cooperativa produzem 17 variedades.
    Origem das sementes
    Toda a produção da banca da Bionatur na feira da Redenção é oriunda de assentamentos da reforma agrária das regiões Sul, Missões e Campanha do RS, e Norte e Sul de Minas Gerais, onde são produzidos 3,5 toneladas de sementes de hortaliças agroecológicas ao ano. A meta, até 2018, é produzir 8 toneladas. A cooperativa também quer passar das atuais 60 variedades, todas certificadas como orgânicas, para 100.
    Mantenedora de sementes
    Conforme consta no Registro Nacional de Cultivares do Ministério da Agricultura (Mapa), desde agosto deste ano a Bionatur é mantenedora de sete variedades de hortaliças: repolho louco de verão, couve manteiga da Geórgia, BRS tortéi, rúcula cultivada, moranga de mesa, abobrinha de tronco redonda e abobrinha de tronco caserta.
    De acordo com a legislação vigente, a partir de 2018, a cooperativa estará apta a produzir suas próprias sementes destes setes cultivares, que, posteriormente, darão origem aos campos de produção de sementes comerciais da Bionatur.
    “Trata-se de um importante passo para alcançar a autonomia na produção de sementes de geração superiores, considerando o prazo estabelecido pelo Ministério da Agricultura, que se encerra a partir da safra 2018/2019, para utilização de sementes de categoria S2”, diz a agrônoma Patrícia Martins.
    Segundo o presidente da Bionatur, Alcemar Adílio Inhaia, há pelo ao menos dois anos buscava-se, por meio de pesquisas e experimentos, a condição de mantenedora, conquista que é considerada fundamental por se tratar de sementes que geram alimentos saudáveis e estão no cardápio da maioria das famílias brasileiras.
    “Esse novo passo garante, junto a outros fatores, nossa permanência na produção de sementes, o que vai minimizar a dependência de terceiros. Enquanto Bionatur nosso objetivo é, até o final deste ano, registrar pelo menos cinco outras variedades”, explica Inhaia.
    (Informações do MST)

  • Estudantes criam bloco de papel reciclado que pode ser plantado

    Um grupo de estudantes do Colégio Marista Rosário está lançando um produto inovador. Os alunos arrecadaram mais de 10 quilos de papel, reciclaram e desenvolveram um bloco de anotações que, depois de usado, pode ser plantado. As folhas trazem sementes de girassol e camomila, e quando o papel perde a serventia, pode ser plantado na terra.
    A iniciativa está inserida em um projeto de miniempresas do qual o colégio participa. O grupo de 29 estudantes do segundo ano criou a Vivá S.A/E, que tem como lema “da terra para a terra”. Os blocos custam R$ 10 e podem ser adquiridos na escola ou diretamente com a empresa, através das redes sociais.
    A ideia é um papel que tenha uma vida útil maior e que, quando for descartado, ao invés de se tornar um problema ecológico, volte a ser uma planta. Na próxima leva, os estudantes querem incluir sementes de outras espécies, como temperos.

    Os bloquinhos custam dez reais / Foto: Divulgação/Vivá
    Os bloquinhos custam dez reais 

    A sugestão do produto partiu da estudante do segundo ano do Ensino Médio Luisa Fossatti Chisté Florian. “Eu me dei conta de que eu anotava as coisas e depois que passava a prova, por exemplo, aquele papel ia pro lixo. Assim, nós devolvemos para a natureza o que ela nos dá.” Luisa é a diretora de produção da empresa. Ela pretende fazer faculdade de engenharia de produção, mas ainda não tem certeza em relação à área e acredita que o trabalho na miniempresa ajuda na decisão, pois é uma possibilidade de experimentar.
    A miniempresa dos estudantes rosarienses faz parte de um projeto da Junior Achievement, empresa internacional que realiza parcerias com escolas para desenvolver iniciativas de empreendedorismo. Anualmente, são concedidos prêmios para os projetos de maior destaque. O Rosário foi premiado em 2015 pela miniempresa que criou uma espécie de miniatura de quadro negro para anotações.
    A Vivá funciona como uma empresa de verdade, produz, vende, organiza as finanças e paga contas. A equipe se divide por funções, são quatro diretorias – finanças, recursos humanos, marketing e produção – e tem até presidente, escolhida pelo voto da maioria. O projeto cria ainda despesas como aluguel de sala, com valores simbólicos que, ao fim da execução, serão doados a uma entidade escolhida pelo grupo. Se houver lucro, será dividido entre os acionistas da empresa – cada aluno comprou uma ação e teve de vender outra.
    A presidente da Vivá é a estudante Patricia Carvalho. “O projeto nos proporciona uma simulação bem realista de como é uma empresa”, afirma ela, que diz não temer a possibilidade de a empresa falir. “Quem está na chuva é pra se molhar”, comenta. Além disso, ela destaca a oportunidade criada pelo projeto de conhecer pessoas de outras turmas e até mesmo de outros colégios.
    A equipe da miniempresa tem encontros semanais de cerca de 3h, nas quais são produzidos os blocos. As estudantes garantem que todo mundo tem que colocar a mão na massa, incluindo diretores e a presidente. A comunicação interna funciona também através de grupos no whatsapp. Se o projeto engrenar, as estudantes não descartam dar continuidade ao trabalho da  empresa para além do ambiente escolar.

  • Sábado ensolarado, parque lotado: blues e jazz até a noite

    O Festival BB Seguridade de Blues e Jazz, do Banco do Brasil com Ministério da Cultura, trouxe músicos brasileiros e nomes da música internacional para o Parque da Redenção no sábado (8/10).
    Começou no final da manhã, com a Orleans Street Jazz Band, tradicional grupo de jazz de rua de São Paulo. Quando terminou, já era noite, e o parque continua lotado, ouvindo Stanley Jordan e Maria Gadú.
    Porto Alegre foi a última cidade da programação do festival, que antes passou por Recife, São Paulo e Brasília.

  • Roda de capoeira recebe músico nigeriano na Redenção

    Matheus Chaparini
    “Vou chamar capoeira, eu vou! Capoeira de Angola, eu vou!” Existe um lugar em Porto Alegre onde os capoeiras se encontram, onde capoeira Angola e contemporânea dialogam, onde diversos grupos se misturam na mesma roda. Um sábado sim outro não, acontece a roda de capoeira da feira ecológica, junto ao Mercado do Bom Fim, no principal parque da cidade, que já foi refúgio dos negros após o fim da escravidão – não sem motivo, o lugar já foi chamado de Campos da Redenção. A iniciativa partiu do capoeirista Maicon Vieira, do grupo Africanamente.
    Cliente assíduo do comércio de orgânicos, Maicon conta que começou a sentir falta do som de berimbau nos sábados de feira. “A capoeira sempre teve essa característica de ser realizada em locais de circulação de público, na feira, no largo, no chafariz. Até porque antigamente a feira era onde as pessoas se encontravam, onde se informavam dos acontecimentos. A feira era a rede social”, afirma. Além disso, ele vê outra ligação entre as duas atividades que acontecem paralelamente. “São duas resistências: as práticas angoleiras, com a cultura de matriz africana, e as práticas agroecológicas, a preocupação com uma boa alimentação.”
    A roda da feira começou em maio de 2014, com a ideia de reunir gente de diferentes grupos. Maicon conta que já chegaram a se reunir quase 60 capoeiristas de 11 grupos distintos em uma mesma roda, no início deste ano. Muitos vêm com as famílias, então é forte a presença das crianças, no colo dos pais, cantando em volta da roda, ou jogando capoeira, no meio dela. A atividade começa pela manhã, atrai a atenção dos passantes e o público vai crescendo.
    Maicon defende o aprendizado da capoeira não apenas como um jogo de movimentos corporais ou uma luta. Ele destaca a importância do que chama de 3R: ritmo, ritual e respeito.
    A Nigéria tá na roda
    Antes de começar a roda de capoeira propriamente dita, neste sábado, o círculo já estava formado e os tambores soando. O músico e produtor nigeriano Ìdòwú Akínrúlí, mais conhecido como Akin, realizava uma breve vivência sobre a cultura yorubá, incluindo uma fala sobre suas raízes e a prática com os instrumentos típicos. É o projeto Tá na roda: práticas angoleiras e outros saberes ancestrais, que acontece mensalmente antes da roda. Às 9h inicia o projeto, a partir das 11h começa a roda de capoeira, que encerra no mesmo horário da feira, às 13h. A partir daí, o clima é de maior descontração e o ritmo é o samba de roda.

    O nigeriano Akin / Foto: Thaís Ratier
    O nigeriano Akin / Foto: Thaís Ratier

    O projeto foi criado este ano e a atividade realizada pelo nigeriano Akin foi a quarta edição. As anteriores tiveram como tema os valores civilizatórios da capoeira, o samba de roda e o makulelê.
    Akin vive em Porto Alegre desde 2012. Saiu de seu país em 2010 e primeiramente foi para Belo Horizonte, onde já viviam dois irmãos seus. Na chegada ao Sul, sentiu uma receptividade muito menor em relação a sua cultura. Enquanto os mineiros se apresentavam curiosos e atentos à história e aos saberes, em Porto Alegre chegou a organizar cursos que tiveram apenas um aluno inscrito. O primeiro grupo que lhe acolheu foi o Africanamente. Ele conta que se sentiu desafiado pela pouco aceitação, e foi justamente o que o levou a escolher Porto Alegre.
    Na Nigéria, Akin teve sua criação marcada fortemente pela presença da religião e da música. Dentro da religião, ocupa o importante posto de babalaô. De família de músicos, ao se estabelecer em Porto Alegre, logo se articulou com diversos artistas locais. Em quatro anos vivendo na cidade, criou pelo menos três projetos que seguem ativos: o grupo de dança Ibeji, o Ògúndabède, que trabalha com teatro e contação de histórias, e o Òséètúrá African Jazz, que mistura jazz com música africana.
    Quando deixou a Nigéria, Akin pode escolher entre Brasil e Estados Unidos, como destino. Preferiu o Brasil, por ver uma semelhança cultural maior. Entretanto, em relação às práticas religiosas viu menos semelhanças do que esperava. Frequentando terreiros mineiros, percebeu diferenças na forma de executar alguns rituais em relação aos seus, na Nigéria, o que gerou um certo incômodo. Deparou-se com diferenças entre a cultura de matriz africana praticada no Brasil e a cultura yorubá, na África. Em Porto Alegre decidiu por não se envolver muito a fundo na religião. “Eu não vim aqui pra tentar corrigir nada, vim pra somar, então eu preferi colocar minhas energias na música.”
    Foto: Thaís Ratier
    Sob os 3R: ritmo, ritual e respeito / Foto: Thaís Ratier

    3R: ritmo, ritual e respeito.
    Na roda, Akin falou sobre a cultura yorubá, “a cultura dos nosso ancestrais, que foram arrastados da África para serem escravizados aqui.” Na sequência, veio uma prática com os tambores, onde o atabaque da capoeira se misturou com o bàtá, o dùndún, o gángan e outros instrumentos trazidos em sua bagagem.
    Akin defende a importância de uma conversa sobre cultura e singificações antes de se executar a música. “A gente não toca só para tirar o som, cada toque tem um significado, cada tambor está falando alguma coisa”, explica.
    À uma da tarde, os feirantes já desmontavam suas barracas, os últimos clientes atrasados tentavam negociar algum desconto nos produtos e a capoeira chegava ao fim. Mas não a roda. Logo um rapaz de dread pegou um atabaque e puxou um canto. “Sou empregado da leste, sou maquinista do trem, vou me embora pro Sertão, que eu aqui não vivo bem. Ô viola…” Estava formado o samba de roda.

  • Aids: teste gratuito com resultado em meia hora, hoje na Redenção

    Fique Sabendo Jovem é um projeto do Unicef com governos locais, para combater o aumento da Aids na população jovem. Neste domingo, 9, testes de HIV para pessoas de 15 a 29 anos de idade estarão disponíveis na Redenção, das 16h às 20h, em frente do Monumento ao Expedicionário. Com segurança e privacidade, o resultado sai em apenas 30 minutos.
    Na sexta-feira, o ônibus este no bairro da Restinga. O equipamento foi doado à Secretaria Municipal da Saúde pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef). Tem dois consultórios, laboratório para testagem rápida e é adaptado para receber pessoas com necessidades especiais.
    Na Capital, o projeto é administrado pela Gerência de Políticas Públicas de Cuidado em Saúde – Transmissíveis da SMS e tem página no Facebook.
    O projeto visa ampliar o número de testes voluntários e a prevenção, com o uso de preservativo, além de aumentar o encaminhamento para tratamento e a retenção, para que o jovem diagnosticado reagente ao HIV comece o tratamento o quanto antes e não abandone o uso da medicação antirretroviral, crucial para a manutenção da qualidade de vida.
    Porto Alegre é a cidade brasileira com os mais altos índices de detecção de aids nos últimos cinco anos – em 2014, foram 94,2 casos por 100 mil habitantes, de acordo com dados do Boletim Epidemiológico do Ministério da Saúde.
    Hoje, os efeitos mais graves da epidemia de aids no Brasil recaem sobre os adolescentes. No mundo, um terço das novas infecções ocorre em jovens na faixa etária dos 15 aos 24 anos, sendo que os meninos são os mais afetados. No Brasil, entre 2004 e 2014, o número de novos casos em meninos com idades entre 15 e 19 anos aumentou em 58%.
    Em 2014, a incidência de HIV em adolescentes do sexo masculino com idades entre 13 e 19 anos foi 60% maior do que em meninas da mesma faixa etária, segundo o Ministério da Saúde. Além disso, meninos da faixa etária de 17 a 21 anos que fazem sexo com outros meninos têm 10 vezes mais chance de contrair o HIV do que jovens heterossexuais da mesma idade.
     
    Foto: Cristine Rochol / PMPA

  • Festival traz shows de blues e jazz para a Redenção no sábado

    O passeio de sábado no parque da Redenção terá uma trilha sonora especial. O Festival BB Seguridade de Blues e Jazz traz grandes nomes da música internacional para o Parque da Redenção ao longo do dia.
    A programação inicia às 11h, com o show da Orleans Street Jazz Band, tradicional grupo de jazz de rua de São Paulo, e se estende até o final da tarde com nomes como Blues Etílicos, Hamilton de Holanda, Stanley Jordan e Maria Gadú.
    O festival é promovido pelo BB seguridade, do Banco do Brasil, junto ao Ministério da Cultura. Porto Alegre é a última cidade da programação do festival, que já passou por Recife, São Paulo e Brasília.
    Confira a programação:
    11h00 – Orleans Street Jazz Band
    11h30 – João Maldonado Trio
    12h30 – O Bando
    13h30 – Hamilton de Holanda
    15h00 – Blues Etílicos
    16h00 – Stanley Jordan e Dudu Lima
    17h30 – Maria Gadú em show de blues com participação de Tony Gordon