Categoria: HOTSITE JÁ Cultura

  • Um grandioso Brahms, em concerto da Ospa

    A Orquestra Sinfônica de Porto Alegre (Ospa) e seu Coro Sinfônico apresentam uma das mais grandiosas obras de Johannes Brahms em concerto na sua Casa da Música. No dia 12 de maio, sábado, às 17h, os músicos interpretam o Réquiem alemão sob a batuta do maestro Manfredo Schmiedt, após quase sete anos sem executá-lo. A exibição conta com as participações especiais da soprano belenense, radicada em Porto Alegre, Raquel Fortes, e do barítono uruguaio Alfonso Mujica. Os ingressos à venda podem ser encontrados por alores entre R$ 10 e R$ 80 em www.ospa.org.br ou no local, no dia do evento, das 14 às 17h.
    Na ocasião, a Ospa presta homenagem à memória de Eva Sopher, falecida neste ano, uma grande incentivadora da cultura porto-alegrense e da orquestra. A Casa da Música da Ospa fica no Centro Administrativo Fernando Ferrari (Av. Borges de Medeiros, 1501 – Centro/Porto Alegre).
    Textos da Bíblia
    Um dos ícones do Romantismo, Brahms (1833 – 1897) escreveu o “Réquiem alemão” entre 1865 e 1868. A estreia aconteceu na Catedral de Bremen. O compositor, que era luterano, reuniu textos da Bíblia da tradução alemã de Martinho Lutero, diferenciando-se de uma tradição musical de séculos ao não optar pelo uso de qualquer trecho em latim. “Brahms usa a tradução para que o povo possa compreender o verdadeiro significado de cada passagem bíblica”, conta o maestro. No concerto da Ospa, haverá a projeção dos textos traduzidos para o português, simultaneamente à execução musical.
    Manfredo compartilha mais detalhes sobre a peça: “Encontramos como cerne desse réquiem a preocupação com o consolo aos que sofrem, a vitória da vida eterna em relação à morte, e a graça de Deus”. O maestro comenta, ainda, que o Coro Sinfônico da Ospa está se preparando com numerosos ensaios para superar todos os desafios que essa obra impõe, “não somente para conseguir as nuances necessárias, mas também para alcançar a resistência física, pois os cantores entoam a música ininterruptamente por mais de 1 hora e 15 minutos”, afirma.
    SERVIÇO
    Concerto da Ospa | Série Pablo Komlós
    Quando: 12 de maio, sábado
    Horário: 17h
    Local: Sala de Concertos da Casa da Música da Ospa
    Av. Borges de Medeiros, 1501 – Centro Administrativo Fernando Ferrari
     

  • Da Restinga ao Theatro São Pedro, Palco Giratório do Sesc oferece espetáculos variados

    Intensidade, emoção e diversão marcam a programação do 13º Festival Palco Giratório Sesc/POA deste final de semana.
    Entre os destaques está o musical “Suassuna – O Auto do Reino do Sol”, da Cia. Barca dos Corações Partidos (SP). O enredo simples, característica da literatura de Ariano Suassuna (escritor homenageado pela peça), se engrandece diante das narrativas cênicas, figurino, repertório e cenografia. O espetáculo, que ganhou o 30º Prêmio Schell de Teatro em três categorias e foi destaque nesta quarta-feira com quatro troféus no 12º Prêmio APTR, será neste sábado e domingo (12 e 13/05), no Theatro São Pedro. O Festival segue até 26 de maio, com diversas atrações.
    Outra opção para o fim de semana é a peça “Tom na Fazenda”, com direção de Rodrigo Portella. O trabalho que rendeu diversos destaques, como o de melhor direção e melhor ator no 30º Prêmio Schell de Teatro, trata sobre o preconceito de gênero enraizado na sociedade. O espetáculo ocorre no sábado e domingo (12 e 13/05), no Teatro Renascença. É indicado para pessoas acima de 18 anos e tem duração de 120 minutos.
    No sábado e domingo (12 e 13/05), às 19h, será encenado o espetáculo “Tripas”, na Sala Álvaro Moreyra. Com texto e direção sensíveis de Pedro Kosovski, Ricardo Kosovski interpreta o próprio drama, em um monólogo visceral que dialoga sobre a relação de pai e filho, fios que se enrolam, confundem e rompem. A peça foi contemplada com o 30º Prêmio Schell de Teatro na categoria Inovação.
    Outro destaque é “Insetos”, roteirizado, dirigido e estrelado por um time renomado da dramaturgia. O autor Jô Bilac, criador de mais de 20 montagens e vencedor de diversos prêmios, utiliza a narrativa fabulesca para dialogar sobre questões políticas da sociedade contemporânea. O texto ganha vida sob a direção do dono de mais de 140 prêmios – como o 30º Prêmio Schell de Teatro, Rodrigo Portella. A peça pode ser conferida na sexta-feira e sábado (11 e 12/05), no Teatro do Sesc. Os ingressos para o dia 11/05 já estão esgotados. Para os amantes da dança, as dicas são “Como manter-se vivo”, de Flavia Pinheiro (PE), e “Caverna”, da Cia. de Dança de POA (RS), ambos na sexta-feira (11/05). As apresentações serão às 19h, na Sala Alvaro Moreyra, e 21h, no Teatro Renascença, respectivamente.
    Teatro de Rua na Restinga
    No sábado (12/05), a comunidade da Restinga poderá curtir uma tarde de cultura e diversão com a peça “Os Cavaleiros da Triste Figura”, do Grupo Teatral Boca de Cena (SE). A releitura da obra Dom Quixote é um convite para a toda família. Oriundo da periferia de Aracaju, o coletivo precisou lutar para construir a própria sede, onde, hoje, realiza atividades teatrais e ajuda a transformar a realidade ao redor pela arte. A montagem será encenada às 15h, no Centro Cultural Multimeios Restinga, e tem entrada franca.
    INGRESSOS: Os ingressos estão à venda em todas as Unidades Sesc do Estado e também pelo site online em www.sesc-rs.com.br/palcogiratorio. Com o intuito de promover o acesso à cultura, o evento oferece ingressos com valores a partir de R$ 10, além de atividades gratuitas. Para pessoas que possuem o Cartão Sesc/Senac na categoria Comércio e Serviços, o ingresso é R$ 10; para Empresários com o Cartão Sesc/Senac, R$ 15; e R$ 20 para público em geral.

  • 40 imagens de estudantes negros da rede pública de ensino, no Memorial/RS

    De 18 de maio a 17 de junho de 2018, no segundo andar do Memorial do Rio Grande do Sul (Sala Múltiplos Usos), o público pode conferir a exposição fotográfica Tornar-se negroA mostra exibe cerca de 40 imagens de estudantes negros da rede de ensino pública, acompanhadas de depoimentos, cujo projeto busca valorizar o sentimento de pertença étnico-racial dos jovens e também contribuir para a afirmação da identidade negra. Entrada franca.
    A iniciativa é do Coletivo Quilombo de Ação Educativa, com apoio do coletivo Africanidades – grupo de educadores que responde pelo projeto educativo homônimo, realizado no Memorial do Rio Grande do Sul.

    As fotografias em preto e branco, registradas com diafragma aberto, diminuem a profundidade de campo, causando o efeito desfocado. O objetivo é propiciar um diálogo mais próximo entre o fotografado e o público, buscando maior sensibilização nas imagens apresentadas. “Os retratos e as falas são utilizadas como ferramenta para a positivação da negritude e de valorização do sentimento de pertença étnico-racial desses jovens negros” – revelam os coordenadores do projeto Giovanna Luvizetto, João Pedro Siliprandi e José Ernesto Melo.
    As escolas selecionaram os alunos para sessões de fotos e entrevistas. Outra seleção elegeu as imagens e os depoimentos que integram a mostra. Após o evento no Memorial do RS, a exposição será apresentada de forma itinerante nas escolas participantes, conforme cronograma estabelecido junto às unidades escolares.
    Além da exposição física, uma mostra virtual contemplará a totalidade dos alunos que integraram o projeto. O evento busca financiamento de forma colaborativa (http://www.vakinha.com.br/vaquinha/projeto-tornar-se-negro).
     
    SERVIÇO
    Exposição fotográfica: Tornar-se negro.
    Memorial do Rio Grande do Sul – Sala Múltiplos Usos – 2º andar.
    Av. Sete de Setembro, 1020 –  Centro Histórico de Porto Alegre/RS.
    Entrada franca.
     

  • Os brasileiros que estão mudando o budismo

    A sala, ainda iluminada pelo sol da tarde, está lotada. Umas sessenta pessoas, sentadas em cadeiras, almofadas, no chão e até na escada.
    O homem fala sem microfone mas a voz pausada alcança todo o ambiente    em silêncio.
    O homem que fala é o professor, filósofo, músico, poeta   e ecologista Celso Marques, hoje o monge zen Seikaku, criador do Instituto Zen Maitreya e do Zendô Diamante (Kongô Zendô), um dos três centros budistas de Porto Alegre.
    Naquele domingo, 8 de abril, dia do Nascimento de Buda, o Instituto comemorava seu primeiro ano de atividades. Ao fim de uma tarde de práticas budistas, Celso Marques,  está abrindo o painel para debater: “O budismo que queremos”.
    Outros dois monges budistas ladeiam o mediador: o lama Padma Samten e o monge zen Dengaku.
    Padma Samten lidera o CEBB, Centro de Estudos Budistas Bodisatva,  a  maior rede de comunidades budistas do país, coordenando mais de 40 centros de prática no Brasil e no exterior. O monge Dengaku é o líder do  Via Zen, centro  urbano de Porto Alegre  e do Vila Zen, mosteiro zen localizado em Viamão, do Via Zen de Zurique, na Suiça e outros locais de prática zen, inclusive no Uruguai.
    “Eramos uma meia dúzia de de gatos pingados”, lembra Celso Marques, recordando o ano de 1968, quando mudou-se de Porto Alegre para São Paulo e juntou-se a um grupo de brasileiros que se iniciavam no zen-budismo, sob orientação dos monges Tokuda Igarashi, Ricardo Mário Gonçalves e o Superior (Sookan) Riohan Shingu no Templo Bushinji, no bairro japonês da Liberdade.
    Minoria no meio de uma numerosa comunidade japonesa, aos poucos, eles foram percebendo que naquela época as prioridades no templo budista de São Paulo estavam mais voltadas para a atender as demandas espirituais da colônia japonesa e a preservação dos valores culturais do Japão.
    “A prioridade não era o zazen,  mas cerimônias fúnebres, casamentos e a Escolinha Mahayana,  onde o monge Tokuda dava aula, para as crianças aprenderem a língua e os costumes japoneses”.
    Naquela época o Templo Busshinji iniciava sua  abertura para brasileiros que acompanhavam o grande interesse ocidental pelo zen. Descontente com esta situação o monge Tokuda saiu do Busshinji, indo morar em Campos do Jordão. De volta para Porto Alegre em 1972, Celso Marques integrou-se no grupo de estudantes de karatê da escola Wadô Kai do sensei Takeo Suzuki. O monge Tokuda periodicamente vinha a Porto Alegre orientar a prática do zazen do grupo.
    Este grupo se reuniu, semanalmente, durante 24 anos, para meditar e estudar o budismo na residência de Celso Marques, dando origem ao pujante movimento budista do zen e do budismo tibetano no Sul do Brasil.  Celso Marques diz que se surpreende hoje quando  vê o movimento budista que se desenvolveu a partir daquele grupo de “gatos pingados”. É, segundo ele, um budismo novo que está surgindo no Brasil e que desperta admiração internacional. “Até o Japão agora está interessado no budismo que se pratica no Brasil”, diz. Há poucos dias ele deu entrevista a uma equipe  de cineastas japoneses que está fazendo um documentário sobre o budismo no Brasil. “Eles ficaram  impressionados com a expansão do budismo que de Porto Alegre migrou para Santa Catarina e Paraná, todo o Sul.
    Inclusive o núcleo fundador deste movimento, o Bushinji, em São Paulo, ampliou suas prioridades, acolhendo praticantes budistas brasileiros.  “Em dezembro de 2017 participei do retiro da Iluminação de Buda no Busshinji  e me senti em casa, sem aquela distância que  antes existia”.
    ENTREVISTA COM CELSO MARQUES, MONGE SEIKAKU

    Celso Marques: “Diante da crise civilizatória e ecológica, qual é a contribuição que o budismo pode trazer ?” /Felipe Burger Marques/Divulgação

    Existe um budismo brasileiro?
    Sim, há um budismo brasileiro que começou através de  discípulos do monge Tokuda, patriarca do zen brasileiro e meu primeiro mestre japonês.
    O que ele tem de novo?
    É um budismo que está se estruturando sem obedecer certas formas, vinculadas à cultura japonesa. Também temos nossas formas culturais. Nós sempre nos colocamos como brasileiros,  por um lado vinculados à cultura européia e por outro tributários de um multiculturalismo das culturas africana, indígenas, e de outras culturas.  O budismo é um paradigma para se pensar isso, para nos situarmos diante desta riqueza multicultural.
    Um budismo que olha a realidade brasileira…
    Tínhamos um budismo, digamos, informal, sem instituições, hoje está se institucionalizando e tem que dizer para a coletividade brasileira a que vem. Por exemplo: diante da crise civilizatória e ecológica planetária  contemporânea e brasileira, qual é a contribuição que o budismo pode trazer ?
    Qual é a contribuição?
    Essa é uma questão que se abre, é o que estamos começando a discutir. O monge Tokuda, o introdutor do Zen budismo no Brasil falava sempre da hesitação do Buda. Buda teve a iluminação aos 35 anos, precisava comunicar aquilo. Mas tratava-se do desafio de como comunicar essa experiência indizível. Mas como comunicar algo que é incomunicável ? O cânon pali diz que a hesitação do Buda durou sete dias e que depois ele se levantou do lugar onde se iluminou e deu início ao seu magistério de 45 anos. Mas há eruditos nas escrituras que afirmam que Buda levou muitos anos na busca dos meios de expressão para formatar o seu ensinamento.
    O que Buda comunica?
    A visão do Buda é um lugar,  esse lugar não tem conteúdo e não tem engano, é o ponto de partida, de onde se pode ver o não construído na origem do construído. Essa realidade é inalcançável pelo logos, discursivo e cheio de palavras. Para chegar à realidade tem que entrar numa dimensão de silêncio. Mas como transmitir essa experiência com palavras, com uma linguagem que é a negação do silêncio.
    O que é o budismo para Celso Marques?
    O budismo considera que a realidade é indescritível.  A única maneira de se tocar o real é pela vivência da prática meditativa, quando se chega à experiência abolitiva do sentido. Fora desta experiência sempre se terá uma versão deformada do real que leva a mente ao equívoco. A experiência abolitiva do sentido é a única ponte para o acesso à realidade última.  Ali não há linguagem, não há ego, não há discurso. Só o vazio silencioso, que é a origem e o fim de  tudo. Fora dali tudo é construção da mente. O antropólogo francês Claude Lévi-Strauss, um dos maioreres humanistas do século XX, considerava o budismo a mais radical crítica do sentido que a humanidade a sua história.  .
    Como foi a ida para São Paulo?.
    Foi em meados de 1968. Me mudei para lá motivado pelo budismo, li primeiras coisas e imediatamente me interessei…o que impressionou no zen é o  desafio de compreender o próprio zen.  E é entrar num universo que coloca em questão tudo o que a gente pensa e acredita…
    Nessa época, o mais comum num jovem inquieto era abraçar o marxismo…
    Sim, eu morava numa república na rua Vila Nova, a meia quadra da Maria Antonia, onde ficava a Faculdade de Filosofia da USP e o Mackenzie, os dois pólos da agitação estudantil de 1968. Fui testemunha ocular da história. Nosso grupo, com exceção de um paulista, era todo gaúcho, de esquerda. Eu saia para  fazer o zazen (meditação), isso era considerado o máximo da alienação tinha que estar me justificando…os caras falando em luta armada e eu meditando…
    Zen bundismo, falavam.
    É, intelectuais como Leando Konder e Eduardo Coutinho chamavam o zen de zé- bundismo…
    Qual era a justiticativa diante dessa crítica?
    Pra mim foi verdadeira bússola foi o Lévi-Strauss, quando ele disse que não existe contradição entre o marxismo e o budismo… Ambos fazem a mesma coisa em níveis diferentes. Depois, quando conheci José Lutzenberger em 1972 e me envolvi com a ecologia vi que o marxismo era insuficiente.
     
    UM LOCAL DE MEDITAÇÃO
    O Instituto Maitreya, na Riachuelo 301, no Centro Histórico de Porto Alegre, é um centro de estudos budistas, meditação zen e o cultivo de artes.
    Ikebana de Eleara Manfredi para a inauguração do Instituto / Isadora Manfredi Marques/Divulgação

    Mantém também uma programação regular de atividades como oficinas de artes contemplativas, tais como a ,ikebana, cerimonia do chá, poesia, caligrafia, filosofia budista, e ocidental… e ecologia.
    A biblioteca reúne 8 mil títulos /Isadora Manfredi Marques/ Divulgação

    Organiza grupos de estudos e dispõe de uma biblioteca com mais de oito mil obras sobre budismo, orientalismo, ecologia, antropologiaindiana,tibe, psicologia, filosofia, literatura ocidental, latinoamericana,japonesa, chinesa e tibetana.
    NÚCLEOS BUDISTAS
    Não há um levantamento ou estatística, mas é um consenso de que Porto Alegre tem o segundo maior contingente de budistas do Brasil, depois de São Paulo. Seriam dois mil praticantes budistas na capital gaúcha.
    Há também núcleos em Viamao, São Leopoldo, sem falar no templo de Três Coroas, que é o maior do Brasil. Lá é a sede do Centro de Estudos Budistas (CEB) coordena mais de trinta templos sob a orientação do monge Padma Santem. Padma Santem era Alfredo Aveline professor de Física na Universidade Federal há 40 anos, quando se integrou ao grupo budista que se reunia semanalmente na casa de Celso Marques. Seus cursos pela internet envolvem duas mil pessoas.
    Em Viamão, sob a orientação do monge Deikaku tem a Via Zen, na localidade de Aguás Claras, onde tem um mosteiro que é um dos maiores núcleos do budismo em Porto Alegre. Promove retiros com mais de 100 participantes. “É o grupo mais forte de zen que tem aqui”.
     

  • Movimento negro, Shakespeare e seminário nas atrações do Palco Giratório do Sesc

    Com ingressos esgotados em algumas sessões,  o 13º Festival Palco Giratório Sesc/POA segue até 26 de maio movimentando o cenário cultural da cidade. Nesta semana o evento prevê uma programação intensa com grupos de diversos estados brasileiros e espetáculos premiados. Peças de teatro adulto, circenses, danças, máscaras e musical compõem a programação da segunda semana do evento. Também acontece nesta semana o Seminário Palco Giratório, com bate-papos diários, sempre das 14h às 17h, no Teatro de Arena.
    Entre os destaques deste início de semana, está a “Farinha com açúcar ou sobre a sustança de meninos e homens”, do Coletivo Negro (SP). A “peça-show” une fala, canto, gestos e cena para expressar o sentimento de ser um homem negro na realidade urbana da periferia. O trabalho homenageia o legado dos Racionais MC’s e rendeu ao diretor o 6º Prêmio Questão de Crítica em 2017. A atração, que faz parte do Circuito Nacional Sesc Palco Giratório, tem apresentação única no dia 10/05, às 19h, no Teatro do Sesc Centro .
    Bahia e Armazém
    Também fazendo parte do Circuito Nacional, “Looping: Bahia Overdub”, concepção dos baianos Felipe de Assis, Leonardo França e Rita Aquino, estará em Porto Alegre nos dias 09 e 10/05, com sessão às 20h, no Pátio do Centro Cultural Vila Flores. A trilha sonora executada ao vivo traz referências da cultura afro-brasileira e das sonoridades urbanas. O looping sonoro se faz um elemento cênico, que unido aos movimentos de repetição, tensão e distensão, dialoga com o público em uma posição estético-política. A atração tem duração de 90 minutos e é indicada para pessoas a partir de 18 anos.
    Outra grande presença da semana é o Armazém Cia de Teatro (RJ), que completa 30 anos em 2018. O coletivo traz ao Festival uma leitura cênica do clássico homônimo do escritor William Shakespeare, “Hamlet”. O trabalho rendeu ao grupo o 30º Prêmio Schell na categoria “Cenário”, e será apresentado nos dias 09 e 10/05, às 21h, no Teatro Renascença.
    Inspirado na obra “Primeiras Estórias” de Guimarães Rosa, a peça “O Crivo” traz a poética do escritor por meio da dança a dois, em uma relação de intimidade e busca de si. O espetáculo tem apresentação única no dia 09/05, às 19h, no Teatro do Sesc. Já, no dia 11/05, a bailarina Flavia Pinheiro (PE) apresenta o solo “Como manter-se vivo”, que questiona a necessidade de se manter em movimento diante da fragilidade das relações e da própria realidade. O espetáculo inicia às 19h, na Sala Álvaro Moreyra.
    Ainda nesta semana, o Festival Palco Giratório também conta com espetáculos como “Clake, do Circo Amarillo (SP), “Imobilhados”, do Máscara Encena (RS), “O Filho”, do Teatro da Vertigem (SP), “Insetos”, da Cia dos Atores (RJ), Caverna”, da Cia Municipal de Dança (RS), Os Cavalheiros da Triste Figura, Boca de Cena (SE), “Tripas”, dirigido por Pedro Kosovski (RJ), “Suassuna – O Auto do Reino do Sol”, da Cia Barca dos Corações (RJ), e “Tom na Fazenda”, dirigido por Rodrigo Portella (RJ). Confira, logo abaixo, a agenda desta semana e mais detalhes podem ser obtidos em www.sesc-rs.com.br/palcogiratorio
    INGRESSOS: Os ingressos estão à venda em todas as Unidades Sesc do Estado e também pelo site online em www.sesc-rs.com.br/palcogiratorio. Com o intuito de promover o acesso à Cultura, o evento oferece ingressos com valores a partir de R$ 10, além de atividades gratuitas. Para pessoas que possuem o Cartão Sesc/Senac na categoria Comércio e Serviços, o ingresso é R$ 10; para Empresários com o Cartão Sesc/Senac, R$ 15; e R$ 20 para público em geral.
    13º Festival Palco Giratório Sesc/POA – O evento acontece de 04 a 26 de maio, em Porto Alegre. São mais de 50 espetáculos e 100 sessões artísticasdurante 25 dias, entre teatro, dança, circo, música, cinema, artes visuais e diversas ações formativas, como oficinas, seminário, encontros e bate-papos. O Festival traz a Capital gaúcha 48 grupos, entre coletivos e artistas locais e oriundos de 14 estados brasileiros, parte também integrante do 21º Circuito Nacional Palco Giratório. Confira mais informações em www.sesc-rs.com.br/palcogiratorio.
    Programação 2ª Semana
    O Filho
    Teatro da Vertigem / SP
    Datas: até10/05
    Local: Ginásio Sesc Protásio Alves
    Horário: 20h e dia 10/05 às 18h e 21h
    (INGRESSOS ESGOTADOS – Todas as sessões)
    Teatro adulto
    Indicação: 16 anos
    Duração: 90min
    Roda de Conversa (ATIVIDADE FORMATIVA)
    Eliana Monteiro e Guilherme Bonfanti (Teatro da Vertigem)
    Data: 07/05
    Horário: 10h
    Local: Departamento de Artes Dramáticas da UFRGS
    Clake
    Circo Amarillo / SP
    * Espetáculo integrante do Circuito Nacional Palco Giratório Sesc
    Data: 08/05
    Local: Teatro do Sesc
    Horário: 15h
    Circo
    Indicação: Livre
    Duração: 60min
    Seminários Palco Giratório – Lugar de Mulher (ATIVIDADE FORMATIVA)
    Isabel Nogueira (RS), Monica Dantas (RS) e Celina Alcântara (RS)
    Data: 08/05
    Horário: 14h às 17h
    Local: Teatro de Arena
    O Crivo
    Ateliê do Gesto / GO
    * Espetáculo integrante do Circuito Nacional Palco Giratório Sesc                      
    Data: 09/05
    Local: Teatro do Sesc
    Horário: 19h
    Dança
    Indicação: Livre
    Duração: 45min
    Imobilhados
    Máscara EmCena / RS
    Datas: 09 e 10/05
    Local: Sala Álvaro Moreyra
    Horário: 19h
    Teatro adulto
    Indicação: 12 anos
    Duração: 80min
    Looping: Bahia Overdub
    Felipe de Assis, Leonardo França e Rita Aquino / BA
    * Espetáculo integrante do Circuito Nacional Palco Giratório Sesc
    Datas: 09 e 10/5
    Local: Pátio do Centro Cultural Vila Flores
    Horário: 20h
    Dança
    Indicação: 18 anos
    Duração: 1h30
    Hamlet
    Armazém Cia de Teatro / RJ
    Datas: 09 e 10/05
    Local: Teatro Renascença
    Horário: 21h
    Teatro adulto
    Indicação: 16 anos
    Duração: 140min
    Farinha com açúcar ou Sobre a sustança de Meninos e Homens
    Coletivo Negro / SP
    * Espetáculo integrante do Circuito Nacional Palco Giratório Sesc
    Data: 10/05
    Local: Teatro do Sesc
    Horário: 19h
    *Mediação após o espetáculo com Fábio Prikladnicki / RS
    Teatro Adulto
    Indicação: 16 anos
    Duração: 80min
    Insetos
    Cia dos Atores / RJ
    Datas: 11 e 12/05
    Local: Teatro do Sesc
    Horário: 19h
    (INGRESSOS ESGOTADOS – 11/05)
    Teatro adulto
    Indicação: 14 anos
    Duração: 80min
    Como manter-se vivo
    Flavia Pinheiro/ PE
    * Espetáculo integrante do Circuito Nacional Palco Giratório Sesc
    Data: 11/05
    Local: Sala Álvaro Moreyra
    Horário: 19h
    Dança
    Indicação: Livre
    Duração: 50min
    Caverna
    Cia de Dança de Poa / RS
    Data: 11/05
    Local: Teatro Renascença
    Horário: 21h
    Dança
    Indicação: Livre
    Duração: 45 min
    Seminários Palco Giratório – Corpo Político (ATIVIDADE FORMATIVA)
    Camila Moraes (BA), Mad Blusch (RS) e Luisa Stern (RS)
    Data: 11/05
    Horário: 14h às 17h
    Local: Teatro de Arena
    Os Cavaleiros da Triste Figura
    Grupo Teatral Boca de Cena / SE
    Data: 12/05
    Local: Centro Cultural Multimeios Restinga
    Horário: 15h
    Rua
    Indicação: Livre
    Duração: 60min
    Tripas
    Dir. Pedro Kosovski / RJ
    Datas: 12 e 13/05
    Local: Sala Álvaro Moreyra
    Horário: 19h
    Teatro adulto
    Classificação etária: 14 anos
    Duração: 50 minutos
    Suassuna – o auto do reino do sol
    Cia Barca dos Corações Partidos / SP
    Datas: 12 e 13/05
    Local: Theatro São Pedro
    Horário: 12/05, às 21h, e 13/05, às 18h
    Teatro adulto / musical
    Indicação: 12 anos
    Duração: 120min
    Tom na fazenda
    Dir. Rodrigo Portella / RJ
    Datas: 12 e 13/05
    Local: Teatro Renascença
    Horário: 22h
    Teatro adulto
    Indicação: 18 anos
    Duração: 120min
    Cena em Questão – Oficina Olhares da Cena (ATIVIDADE FORMATIVA)
    Datas: 12, 15 e 24/05
    Horário: 15h às 18h
    Local: Studio Stravaganza
    * Inscrições antecipadas e limitadas.
    Exposição “Varal” 
    Leandro Machado
    Datas: até 31/05
    Horário: 8h às 20h, de segunda a sexta-feira, e 1h antes dos espetáculos, aos sábados e domingos.
    Local: Café Sesc Centro
    INFORMAÇÕES GERAIS:
    INGRESSOS e ACESSOS:
    Vendas em todas as Unidades Sesc no RS e pelo site www.sesc-rs.com.br/palcogiratorio
    Atendimento no Sesc Centro: segunda a sexta, das 8h às 19h45, e até às 15h para a apresentação do dia. Sábados, das 8h às 13h.
    Ingressos para apresentação do dia: havendo disponibilidade, 01h antes na bilheteria do local do espetáculo.
    VALORES:
    R$ 10,00 – Categoria Comércio e Serviços do Cartão Sesc/Senac. Estudantes. Classe artística. Maiores de 60 anos*
    R$ 15,00 – Categoria Empresários com Cartão Sesc/Senac*
    R$ 20,00 – Público geral
    * Mediante apresentação do Cartão Sesc/Senac e para as demais categorias as devidas comprovações. Obrigatória a apresentação do mesmo na entrada ao teatro.
    Não aceitamos devolução e/ou troca de ingressos.
    ATIVIDADES FORMATIVAS OU GRATUITAS:
    Para participar, verifique no site do Festival sobre a retirada de senhas ou inscrições.
    ESPETÁCULOS DE RUA:
    Em caso de chuva, os espetáculos de rua podem sofrer alteração. Informe-se no site do Festival.
    CLASSIFICAÇÃO ETÁRIA:
    Confira, antecipadamente, a classificação etária de cada espetáculo.
    Programação sujeita a alterações. Ingressos não numerados.
    PROJETO FORMAÇÃO DE PLATEIAS:
    O Festival possibilita o encontro entre as mais diferentes plateias com espetáculos das diversas regiões do país.

  • Casa dos Leões vai abrigar o Instituto Zoravia Bettiol

    Começaram pela pintura artística do tapume as atividades o Instituto Zoravia Bettiol na sua futura sede, a Casa dos Leões, uma construção tombada e deteriorada na rua dos Andradas.

    Zoravia com os estudantes surdos durante a primeira pintura no tapume/Divulgação/Izobe

    O Izobe recebeu da Prefeitura a permissão para uso do palacete no dia 22 de março e convidou três escolas da cidade para participar.
    A primeira a fazer sua intervenção foi uma turma da Escola Municipal de Ensino Fundamental de Surdos Bilíngue Salomão Watnick, no dia 20 de abril.
    Depois veio a EPA, escola Meninos e Meninas de Rua do Centro. Por fim, dia 18 de maio será a vez do projeto Cidade das Crianças.
    Além da preservação, pesquisa e difusão do acervo de Zoravia, o Izobe pretende incentivar manifestações de arte contemporânea e promover ações educativas e pedagógicas. Ali serão desenvolvidos projetos expográficos, editoriais e de pesquisa, cursos de formaçãoo artística, oficinas, seminários e workshops.
    O Instituto é resultado da iniciativa conjunta de Zoravia Bettiol e quatro arquitetos que, nos últimos três anos, elaboraram o projeto do Instituto. A trajetória da artista, a última viva de sua geração, sempre envolvida com causas sociais e com a defesa do patrimônio cultural e ambiental, pautou todo o projeto.
    O telhado precisa de conserto urgente /JÁ

    A próxima fase, a ser cumprida este ano, é orçar a recuperação do palacete para então partir para a captação de recursos para a restauração do imóvel. “Não vai ser fácil, pela atuação contestadora de Zoravia, atrair apoiadores”, prevê a arquiteta Lídia Fabrício, diretora técnica do Izobe.
    Segundo ela, o mais urgente agora é consertar uma parte do telhado, nos fundos, para impedir que a chuva agrave a situação do imóvel.
    As pinturas feitas pelos estudantes usam obras de Zoravia como referência

  • Homenagem ao Jazz promoveu celebração musical com João Bosco, no Parcão

    Higino Barros
    O Parcão foi cenário nesse domingo de uma celebração musical com um dos artistas mais talentosos do mundo, João Bosco, “que ainda por cima é brasileiro”, como foi registrado por um dos produtores do espetáculo, Carlos Badia.
    Dessa vez, durante uma hora, só com violão e voz, o músico mineiro desfilou uma série de canções que fazem parte da trilha sonora da vida das centenas de pessoas que estiveram no local, no vigor de seus 72 anos.
    A apresentação foi o destaque da segunda edição do evento “Homenagem ao Jazz”, apoiado pelo Poa Jazz Festival de Jazz ., Como parte da homenagem feita à João Bosco, uma banda formada por 18 músicos gaúchos tocou versões instrumentais da obra do compositor. Na edição anterior, o show ao ar livre e gratuito foi na Redenção, com o músico Hermeto Pascoal.
    O espaço físico do Parque Moinhos de Ventos tem se caracterizado por ser um local onde o MBL e opositores ao PT, em Porto Alegre, concentram suas atividades.
    Na tarde ensolarada do domingo recebeu outro público, mais identificado com os partidos de esquerda, já que o compositor tem uma obra caracterizada também por leituras devastadoras e contundentes sobre a realidade brasileira.

    Parque Moinhos de Ventos recebeu bom público / Ricardo Stricher / JÁ

    Panteão dos melhores
    Cantando canções de Tom Jobim, Vinicius de Moraes e Dorival Caymmi, além de repertório próprio, o músico demonstrou porque faz parte do panteão dos melhores compositores da MPB.
    A maior parte das suas canções foram acompanhadas pelo público e antes de finalizar a apresentação, João Bosco relembrou seus laços com o Rio Grande do Sul, através principalmente do artista plástico Glauco Rodrigues, autor de capas de seus LPs iniciais, onde se destaca o disco “Galo de Briga”.
    Faltou, no entanto, uma referência ao seu laço mais profundo e duradouro com os gaúchos, a cantora Elis Regina. Que chancelou o início de sua carreira, gravando suas composições que se tornaram grandes sucessos. Principalmente “O Bêbado e o Equilibrista”, em parceria com Aldir Blanc, estranhamente ausente do set list das canções apresentadas por João Bosco.
    Fora isso, o show, gratuito e num dos espaços nobre da cidade, foi impecável e só resta dizer aos responsáveis pela vinda de João Bosco: “Obrigado, gente!”

  • Nelson Pereira dos Santos, um mestre do cinema

    Morreu neste sábado, 21, aos 89 anos, no Rio, o cineasta Nelson Pereira dos Santos, um dos nomes fundamentais do Cinema Novo. Ele estava internado havia uma semana no Hospital Samaritano, na zona sul da cidade.
    Às 17 horas, a família confirmou a morte, em consequência de um câncer de fígado diagnosticado há 40 dias.

    Rio 40 Graus, de 1955

    Ele inventou o cinema do Brasil”
    Rio 40 GrausRio Zona NorteBoca de OuroVidas SecasMemórias do Cárcere são alguns dos longas dirigidos por Nelson Pereira dos Santos.
    “O Nelson inventou a maneira de fazer cinema no Brasil”, disse, por exemplo, Cacá Diegues. “É um dos construtores deste pais”, afirmou Caetano Veloso, para quem o autor trouxe “um núcleo que faltava” ao cinema nacional.
    O compositor e também cineasta Sérgio Ricardo escreveu um depoimento emocionado em rede social. “Nelson Pereira dos Santos, dos Deuses, dos Sábios, dos Gênios, dos humildes, da generosidade, do amor maior, por aí afora na dança dos predicados do ser íntegro, que deixa um lastro quilométrico de competência e humanidade, merecedor de um monumento de gratidão a se erguer no cenário de nossa cultura, cujo cinema emancipou-se a partir de sua obra como ponto de partida da linguagem de um Brasil verdadeiro.”
    Com obras precursoras, como Rio 40 Graus, de 1955, retratando o morro e sua realidade, o diretor abriu caminho para o que depois se chamaria movimento do Cinema Novo. O ex-ministro da Cultura Juca Ferreira afirmou que ele “enxergou o Brasil e o povo brasileiro como ninguém havia feito antes”, criando “um olhar original e universal”. Foram mais de 20 longas, lembrou: “Em quase todos, mesmo na comédia, denunciou as mazelas do capitalismo subdesenvolvido nacional e elogiou nossa capacidade de criar e resistir às injustiças”.

    “Nelson Pereira dos Santos inventou um jeito brasileiro de fazer cinema e um jeito cinematográfico de amar o Brasil. Essa é uma luz que não se apaga”, disse Juca, que postou uma foto com cena do filme Vidas Secas (1963), inspirado no romance de Graciliano Ramos. (da RBA)

    Leia mais:
    Todas as línguas do cineasta

  • Duo Unamérica canta "Canções de Luta-Ontem, Hoje e Sempre", no Comitê Latino Americano

    O grupo Unamérica apresenta o show” Canções de Luta – Ontem, Hoje e Sempre”, no sábado, 21 de abril, a partir das 20h, no Comitê Latino Americano, rua Vieira de Castro, 133. No repertório, além de músicas do CD “Pássaro Poeta”, serão apresentadas canções que fazem parte da trajetória deste grupo que é referência da música latino-americana.
    Fundado em 1983, o Unamérica, composto pelos músicos Dão Real (violão, quatro venezuelano e voz) e Zé Martins (charango, zampoña, percussão e voz), desenvolve um trabalho musical identificado com a cultura popular e regional, tendo como proposta a difusão e divulgação da música latino-americana.
    Em sua trajetória o Grupo gravou pela gravadora ACIT dois LPs e um CD. O primeiro lançado em 1989 denominado de Unamérica, traz canções como América Morena, Gaúchos Doidos, Paz Pra Nicarágua, Rosa Amarela, dentre outras. O segundo, lançado em 1992, com o título de Unamericando, apresenta as músicas inéditas Andante, Antes da Lua, Mulungu e Por Um Canto Apenas e composições consagradas da música popular brasileira e latino-americana como Pra Lennon e Mc Cartney, Trem do Pantanal, Guantanamera e El Condor Pasa.
    Em 1998 lança o CD Unamérica 15 Anos, com uma coletânea de seus melhores trabalhos. Em 2009 participa do CD Trovas da Pátria Grande, juntamente com músicos brasileiros, chilenos, uruguaios e cubanos. Seu mais recente trabalho, o CD Pássaro Poeta, foi lançado em junho de 2017.
    O Unamérica marcou a história da música gaúcha. Com um estilo próprio, suas composições foram sempre influenciadas pelos vários momentos históricos e políticos da América Latina. Com uma inquietante preocupação com questões sociais e ambientais, bem como com a defesa da rica diversidade das culturas dos povos deste continente, sendo sempre considerados elementos de universalização e congregação.
    Pássaro Poeta
    A ideia de produção deste CD acompanhado de um livreto como encarte, surgiu no Fórum Social Temático 2010, no evento Casa Cuba, realizado na cidade de São Leopoldo/RS. Na ocasião, o músico cubano Vicente Feliú entregou aos quatro músicos gaúchos poesias inéditas de Antônio Guerrero, compostas dentro de uma prisão nos Estados Unidos em novembro e dezembro de 2009.
    Antônio (Tony) Guerrero é um dos cinco cubanos que se encontravam presos nos EUA até o início de 2015, condenados por espionagem, desde 1998. Juntamente com Gerardo Hernández, Ramón Labañino, René González e Fernando González, atuavam combatendo e denunciando ações terroristas de grupos extremistas de origem cubana em Nova Jersey e na Flórida.
     

  • Em maio, acontece a grande celebração do teatro com o 13º Palco Giratório Sesc/Poa

    Já estão à venda os ingressos para o 13º Festival Palco Giratório Sesc/Poa. O evento promove mais de 100 sessões artísticas, entre os dias 04 e 26 de maio, em Porto Alegre. A 13ª edição reúne 43 grupos, entre coletivos e artistas locais e oriundos de 13 estados brasileiros, parte também integrantes do 21º Circuito Nacional Palco Giratório. O Festival é uma realização do Sistema Fecomércio-RS/Sesc e integra a agenda do Arte Sesc – Cultura por toda parte.
    O lançamento do evento ocorreu na noite desta terça-feira, 17, e contou com a presença de autoridades, artistas e convidados. O lançamento teve também a participação expressiva da classe teatral da capital gaúcha. O encontro foi igualmente uma grande celebração pela realização do projeto, em uma época que as atividades culturais estão cada vez mais restritas.
    Na solenidade, conduzida pela compositora e cantora Valéria, o gerente de Cultura do Sesc/RS, Silvio Bento, destacou a importância do projeto para a cena cultural. “Chegamos a 13ª edição de um jovem festival, que é a concretização de sonhos nossos e de muitos coletivos. Este é um festival que está articulado em uma grande rede nacional, sendo a legitimação de um esforço permanente das artes cênicas no Brasil. É uma honra muito grande integrar o Projeto Palco Giratório, o único que, por meio do Circuito, consegue levar diversas linguagens artísticas a todas as regiões do país”, concluiu.
    Inscrição para oficinas e seminário
    Além de ser um fomentador cultural com espetáculos e apresentações, o Festival Palco Giratório Sesc/POA também é um agente promotor de diálogos, troca de experiências e conhecimentos.
    Nesta edição, em homenagem aos 25 anos do Teatro da Vertigem, o grupo promove o Laboratório Cênico. A atividade que ocorre entre 1º e 05 de maio, tem 20 vagas para atores gaúchos, que podem se inscrever até 26/04 pelo e-mail palcogiratoriosesc@sesc-rs.com.br.
    Ao final da vivência, cinco artistas serão convidados a participar da montagem “O Filho”.
    A organização ressalta que os participantes precisam ter disponibilidade no período de 1º a 04 de maio, das 14h às 18h, para o Laboratório em si, no Studio Stravaganza; e de 05 a 10 de maio, das 17h até o término do espetáculo, para as apresentações no Sesc Protásio Alves. O Teatro da Vertigem é patrocinado pela Petrobras.
    Além desta ação, o Festival também oferece a oficina Cena em questão – Oficina Olhares da cena”, ministrada pelos editores do site AGORA – Crítica teatral, Michele Rolim e Renato Mendonça – nos dias 06, 12, 15, 24/05; e o Seminário Práticas de Reinvenção em Tempos de Urgência, que contará com cinco encontros temáticos, das 14h às 17h, no Teatro da Arena.
    Para ambas as atividades, as inscrições podem ser feitas pelo e-mail palcogiratoriosesc@sesc-rs.com.br.
    Esta edição também traz a novidade dos “Encontros com a plateia”, em que grupos realizam bate-papos com a comunidade escolar. No dia 16/05, a Cia Marginal (RJ), participa de encontro com alunos de escola do bairro Restinga.
    Destaques da edição
    Em sua 13ª edição, o evento conta com a presença de grupos de grande bagagem nas artes cênicas, como o Teatro da Vertigem (SP), que completa 25 anos em 2018. A companhia é conhecida pela estética própria dentro do teatro de vivência, ao utilizar espaços públicos – uma igreja, um presídio e até um rio já se tornaram palco para seus espetáculos – como cena e imergir o espectador nesse universo criado. Após mais de uma década sem apresentar espetáculos em Porto Alegre, o coletivo traz a peça “O Filho”, que será encenada no Ginásio do Sesc Protásio Alves (Av. Protásio Alves, 6220), entre os dias 06 e 10 de maio.
    A programação do Festival reúne, também, atrações cariocas como “Insetos”, da Companhia dos Atores; “Suassuna – O Auto do Reino do Sol”, da Cia Barca dos Corações Partidos; “Tom na Fazenda, dirigido por Rodrigo Portella; e O Jornal – The Rolling Stones”, com direção de Kiko Mascarenhas e Lázaro Ramos.
    A música também marcará presença neste Festival, com o espetáculo “Mulamba”. Unindo influências que vão da MPB ao rock, Mulamba (PR) representa um grito de vozes silenciadas que têm muito a dizer. Neste show, munidas de instrumentos de cordas e vocais de peso, o sexteto curitibano apresenta um repertório impactante e inteiramente autoral. O espetáculo será apresentado nos dias 25 e 26 de maio, no Theatro São Pedro.
    Informações Gerais:
    INGRESSOS e ACESSOS: .Os tickets podem ser obtidos a partir de R$ 10, nas Unidades Sesc de todo o Estado e também pelo site www.sesc-rs.com.br/palcogiratorio
    Atendimento no Sesc Centro: segunda a sexta, das 8h às 19h45, e até às 15h para a apresentação do dia. Sábados, das 8h às 13h.
    Ingressos para apresentação do dia: havendo disponibilidade, 01h antes na bilheteria do local do espetáculo.
    VALORES:
    R$ 10,00 – Categoria Comércio e Serviços do Cartão Sesc/Senac. Estudantes. Classe artística. Maiores de 60 anos*
    R$ 15,00 – Categoria Empresários com Cartão Sesc/Senac*
    R$ 20,00 – Público geral
    * Mediante apresentação do Cartão Sesc/Senac e para as demais categorias as devidas comprovações. Obrigatória a apresentação do mesmo na entrada ao teatro.
    ATIVIDADES FORMATIVAS OU GRATUITAS: Para participar, verifique no site do Festival sobre a retirada de senhas ou inscrições.