O Ministério da Educação (MEC) vai destinar R$ 111,5 milhões ao Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai) para o financiamento de bolsas do Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego (Pronatec). O repasse foi publicado em uma portaria do Diário Oficial da União desta quarta-feira (3).
O Pronatec é um programa voltado para a capacitação profissional técnica de jovens e adultos. O Senai é um dos principais parceiros do governo federal na oferta de vagas.
O programa tem se mostrado um dos maiores e mais efetivos sucessos da atual administração do país, sendo que através do programa, centenas de milhares de pessoas já conseguiram se especializar, e assim obter uma melhor colocação no mercado de trabalho.
As inscrições para o Pronatec ocorrem diretamente nas instituições de ensino que oferecem os cursos, e podem ser feitas à qualquer período do ano, desde que haja oferta de curso com bolsas.
Saiba mais Informações, acesse: 5 cursos mais procurados do Pronatec
Vagas Pronatec 2016
As vagas para o Pronatec 2016 ainda não foram divulgadas, mas espera-se que sejam oferecidas ainda mais vagas do que no ano de 2015. Sendo que apenas no primeiro semestre de 2015 foram oferecidas mais de 200 mil vagas em diversas instituições. Dessas mais de 200 mil vagas, apenas o Sisutec ofereceu mais de 85 mil.
Pronatec 2016 Cursos
Os cursos oferecidos pelo Pronatec 2016 estão disponíveis no site do programa, em www.pronatec.mec.gov.br, no catálogo de cursos, sendo que atualmente o Pronatec oferece mais de 600 cursos de curta duração, que vão de 30 a até 170 horas totais, chamados de cursos profissionalizantes ou livres, e mais de 220 cursos técnicos, que possuem em média, de 180 horas totais a até 340 horas totais.
Estes cursos de longa duração possuem certificação no MEC, assim como estabelece a lei. Cursos profissionalizantes não são certificados pelo MEC, pois o ministério somente avalia cursos que possuam nível técnico ou superior.
Saiba mais Informações, acesse: Programa Jovem Aprendiz 2016 – Vagas, cursos e inscrições
Entre os cursos técnicos oferecidos estão:
Técnico em Manutenção e Suporte em Informática
Técnico em Informática para Internet
Técnico em Logística
Técnico em Manutenção e Suporte em Informática
Técnico em Nutrição e Dietética
Técnico em Segurança do Trabalho
Técnico em Guia de Turismo
Técnico em Massoterapia
Técnico em Enfermagem
Técnico em Estética
Técnico em Secretaria Escolar
Técnico em Óptica
Técnico em Análises Clínicas
Técnico em Podologia
Técnico em Controle Ambiental
Técnico em Design de Interiores
Técnico em Produção de Moda
Técnico em Informática
Técnico em Meio Ambiente
Técnico em Redes de Computadores
Técnico em Farmácia
Técnico em Podologia
Técnico em Radiologia
Técnico em Eventos
Técnico em Saúde Bucal
Técnico em Prótese Dentária
Técnico em Rádio e Televisão
Técnico em Hemoterapia
Técnico em Processos Fotográficos
Técnico em Hospedagem
Técnico em Mecatrônica
Técnico em Eletrônica
Técnico em Mecânica
Técnico em Química
Técnico em Automação
Técnico em Administração
Técnico em Secretariado
Técnico em Programação e desenvolvimento de Software
Técnico em Web Design
Técnico em desenho de moda
Técnico em desenho industrial
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MEC libera R$ 111,5 milhões ao Senai para financiar bolsas do Pronatec
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A Revolução Eólica (57) – Geração deve continuar crescendo nos próximos anos
A capacidade de geração de energia eólica no Brasil deverá passar dos atuais 8,7 mil megawatts (MW) para 24 mil MW nos próximos oito anos. A estimativa do governo, que consta no Plano Decenal de Expansão de Energia, é que em 2024 o parque eólico brasileiro deverá responder por 11,5% de toda a energia gerada pelo país. Até o fim de 2016, a capacidade instalada deve chegar a 11 mil MW, segundo projeções da Associação Brasileira de Energia Eólica (Abeeolica).
A energia produzida com a força dos ventos é a que apresenta o maior crescimento no país. Entre novembro de 2014 e novembro de 2015 a capacidade instalada do setor cresceu 56,9% em relação aos 12 meses anteriores, de acordo com o Ministério de Minas e Energia. No ano passado, foram inauguradas mais de 100 usinas eólicas no país, com investimentos de R$ 19,2 bilhões. Atualmente, existem 349 usinas eólicas instaladas no Brasil, a maioria na região Nordeste.
“A energia eólica no Brasil é algo razoavelmente novo e essa indústria foi sendo construída com bases muito sólidas porque temos um recurso eólico muito bom no Brasil, um dos melhores do mundo e, ao entender e saber explorar esse recurso nós colocamos a eólica em uma situação de vantagem comparativa e competitiva muito grande”, diz a presidente da Abeeolica, Elbia Gannoum.
Para a coordenadora da campanha de Energias Renováveis do Greenpeace, Larissa Rodrigues, o panorama para a expansão da capacidade de geração desta energia no país é otimista, especialmente levando em conta que o desenvolvimento do setor aconteceu com maior força na última década. No entanto, ela avalia que a meta de alcançar 24 mil MW de capacidade instalada em 2024 ainda é tímida. “Quando você pega o que já está instalado hoje e o que está sendo construído, o que sobra não é muita coisa. Pelo que estamos vendo hoje, para 2024 poderíamos ter muito mais”, diz.
Transmissão
O escoamento da energia produzida pelas usinas eólicas foi um problema para os primeiros parques construídos, que ficaram prontos sem ter um sistema de transmissão concluído para levar a energia a outras regiões. Segundo a Abeeolica, isso aconteceu porque houve um desencontro entre os cronogramas de obras das usinas de geração de energia e das de linhas de transmissão.
“Hoje não tem mais aquele atraso e os próximos [projetos] tendem a não atrasar mais, porque o modelo é outro”, diz a presidente da Abeeolica. Desde 2013, os editais para a contratação de energia eólica condicionam a compra de energia desse tipo de fonte à garantia de conexão junto à rede de transmissão.
A entidade estima que cerca de 300 MW de capacidade instalada em 14 parque eólicos do Rio Grande do Norte e da Bahia estejam com problemas de conexão à linhas de transmissão. “Esse percentual não é relevante, é menos de 5% do total”, avalia Elbia.
Para o Greenpeace, o escoamento da energia é o principal gargalo para a expansão das eólicas no país. Larissa Rodrigues diz que o atrelamento da contratação à garantia de linhas de transmissão prejudica o setor. “No fundo, isso é muito ruim para a indústria eólica, porque quem faz a usina não é o mesmo agente que faz a linha de transmissão, são coisas completamente separadas no setor elétrico”, avalia.
Custo
O custo de geração da usina eólica, que era um entrave para o crescimento do setor há alguns anos, já não é mais obstáculo. Atualmente, ela é a segunda fonte de energia mais barata, atrás da energia hidrelétrica. “A eólica já chegou no seu grau máximo de competitividade, quando se tornou a segunda energia mais barata do Brasil em 2011”, diz Elbia.
Segundo ela, atualmente cerca de 70% dos equipamentos utilizados na geração de energia eólica no Brasil são produzidos no país. “Ao construir essa cadeia produtiva somando ao recurso dos ventos, nós temos um potencial eólico disponível para atender as necessidades do Brasil”.
Para a representante do Greenpeace, o debate sobre o custo da energia eólica atualmente é um mito, pois com o avanço da indústria o setor se tornou competitivo. “Há 10 anos quando se falava em energia eólica no país era uma coisa de maluco, ninguém acreditava. Hoje em dia só se fala nisso”, avalia Larissa Rodrigues.
Papel social
O presidente da Empresa de Pesquisa Energética, Maurício Tolmasquim, destaca que, além dos benefícios para a redução dos gases do efeito estufa, a expansão da energia eólica cumpre também um papel social. Isso porque pequenos proprietários arrendam parte de suas terras para colocar os aerogeradores e ganham uma renda extra por isso.
“A forte expansão da geração eólica no país é um elemento importante para o Brasil atingir a meta acordada na COP 21 para redução dos gases do efeito estufa. Além do benefício ao planeta, por menos emissões, tem ainda o benefício local, não apenas pela redução da poluição regional, mas também pelo benefício social ligado à renda que é gerada por essa atividade, que vem sendo desenvolvida geralmente em áreas mais pobres do Brasil”, avalia Tolmasquim.
Segundo estimativas da Abeeolica, cada família que arrenda suas terras para a instalação de aerogeradores ganha cerca de R$ 2,3 mil por mês e o no ano passado foram pagos cerca de R$ 5,5 milhões por mês em arrendamentos.
Os parques instalados atualmente possuem cerca de 87,5 mil hectares arrendados e 3% destas áreas são ocupadas com os equipamentos eólicos. O restante pode ser utilizado para agricultura, pecuária, piscicultura entre outras atividades.
Sabrina Craide, Agência Brasil -
Artistas instalam mosaico na ocupação Lanceiros Negros
Os moradores da ocupação Lanceiros Negros têm agora uma bela surpresa ao chegarem em casa. A entrada do edifício ganhou sua primeira obra de arte: uma enorme Monalisa lanceira negra em mosaico. A obra é assinada pelas artistas Silvia Marcon e Ini Viera, do Murb. O coletivo de mosaico urbano atua no Brasil, Argentina e estuda a criação de um núcleo em Portugal.

Obra em processo de criação / Divulgação
Outros mosaicos de Monalisas estilizadas podem ser vistos em diversos muros de Porto Alegre, seja na Cidade Baixa ou na Bom Jesus, além de Pelotas, Rio de Janeiro e Buenos Aires.
Silvia conta que a ideia surgiu há cerca de dois anos, motivada por uma oficina de mosaicos que foi convidada a ministrar na Paxart, que funciona como produtora e espaço de criação coletiva. “Como era uma oficina pra galera do grafiti, que trabalha com arte urbana, eu pensei que não poderia ser nada muito ‘mosaico para tia’. Pensei em vários personagens como Frida Khalo, Che Guevara, Bob Marley e optei pela Monalisa.”
Primeira Monalisa gigante foi feita em Buenos Aires
As duas artistas se conheceram através dos mosaicos. A argentina Ini Viera conhecia o trabalho de Silvia Marcon pela internet. Quando veio a Porto Alegre, no ano passado, fez questão de conhecê-la. O encontro rendeu uma parceria artística e fez as “Monas”, como elas costumam chamar, chegarem até Buenos Aires, onde já são seis. Lá, elas fizeram o primeiro exemplar de grandes dimensões e ficou a vontade de fazer um parecido em Porto Alegre.
O primeiro local pensado foi a travessa Lanceiros Negros, no bairro Auxiliadora, onde Silvia já havia instalado dez pequenos mosaicos, mas a comunidade não abraçou a ideia. Já os moradores da ocupação toparam de primeira, não reclamaram nem da sujeira do cimento e a Monalisa Lanceira Negra, de 2,70m x 1,50m colocada na parede da entrada.
A primeira Monalisa conjunta foi feita no final de novembro. “Em dois meses, evoluimos o que outros mosaicistas levam anos para evoluir. A primeira que a gente fez juntas ficou feia, não tem comparação com essa. Os nossos mosaicos parecem feitos por uma pessoa só, o que é muito importante quando se trabalha em duas ou mais pessoas”, afirmou Ini.
Para instalar o mosaico na ocupação, as artistas contaram com o apoio do pintor Nelson Sura, do aprendiz de mosaicista Marco Aurélio Martins e da fotógrafa Beatriz dos Anjos. Toda a cerâmica usada vem de doações e o cimento é pago pelas prórprias artistas.
Mas até que um monte de pequenas peças de cerâmica se tornem uma obra de arte na parede, há um longo processo. Tudo começa com uma imagem digitalizada, a partir da qual, é feito um plotter no tamanho desejado para a obra.
Essa imagem é coberta com uma tela de de fibra de vidro, onde a obra é montada. Em seguida, a artistas recortam a tela, separando as partes do mosaico por cores. Os fragmentos são reunidos novamente na parede, colados com cimento cola e rejuntados.
Foram dez dias de trabalho para que a Monalisa gigante tomasse forma sobre a tela, mas um dia inteiro para cimentar. No sábado, elas rejuntam o mosaico e o pintor Nelson Sura dá o arremate.

Crianças da ocupação observavam atentas o trabalho de montagem / Foto Matheus Chaparini -
Cisne Branco afundado, simbolo de um desastre climático
O naufrágio do barco Cisne Branco, ícone de Porto Alegre por seus passeios turísticos e festas embarcadas, tornou-se um fato simbólico do impacto que a tempestade da noite de sexta-feira terá na vida da cidade.
Fotografias, publicadas pelo JÁ em primeira mão, mostram a embarcação,por volta das 23 horas totalmente submersa no Guaíba e virada de lado.
Vai demorar para que se tenha uma avaliação geral dos danos, além da visível queda de árvores, numa quantidade nunca registrada. Mesmo depois que for tudo avaliado, ficará a pergunta: quando vai acontecer de novo?
O relato a seguir foi feito pela repórter Naira Hofmeister, na sexta-feira e publicado minutos antes que a cidade ficasse sem energia e comunicação, como, em parte, parte continua. .

Embarcação não aguentou fortes ventos e tombou
O vento sul encheu o Guaíba muito rapidamente. As rajadas atingiram quase 90 km/h na região do aeroporto.
Nas ruas do Centro Histórico o trânsito ficou caótico, com automóveis andando na contramão para fugir das ruas inundadas. Muitos motores não aguentaram e pararam de funcionar.
Pouco antes da meia-noite, a chuva parou; em seguida cessaram os ventos e o trânsito foi normalizando, apesar da falta de luz.
No lugar do caos instalado, passaram a soar as sirenes e alguns brigadianos eram vistos auxiliando moradores com problemas. -
Obras se arrastam no corredor da Protásio Alves
Previstas para a Copa do Mundo de 2014, as obras no corredor de ônibus das avenidas Osvaldo Aranha e Protásio Alves ainda se arrastam.
As obas fazem parte do projeto de implantação dos chamados BRTs – os corredores de ônubus especiais.
Os últimos trechos começaram a ser reformados no início deste mês. A nova previsão é que até março a reforma esteja concluída.
Dos sete quilômetros do corredor, do início da Osvaldo Aranha, na esquina com a Sarmento Leite, até a esquina da Protásio Alves com a Saturnino de Brito, apenas dois pontos ainda não tiveram a pavimentação substituída por concreto: a esquina da Osvaldo Aranha com a Paulo Gama e o trecho da Protásio entre as ruas Santa Cecília e Lucas de Oliveira.
Entretanto, há pontos que já foram concluídos, apresentaram problemas e precisaram ser refeitos: em frente ao restaurante Barranco, próximo à Igreja São Sebastião e na altura da avenida Cristiano Fischer, que está em obra atualmente.

Os ônibus utilizar a pista comum e as viagens acabam atrasando
Em função das obras, trechos do corredor estão isolados e os ônibus precisam disputar espaço com os carros na pista comum. Quando o ônibus sai do centro, a cobradora Cristina Santana já sabe que não vai conseguir cumprir o horário de chegada ao fim da linha e que, consequentemente, a viagem bairro-centro vai atrasar. O resultado, ao fim do expediente, é uma diminuição no número de corridas.
Cristina afirma que os chefes toleram os atrasos ocasionados pelos desvios, mas os passageiros reclamam se o ônibus não passa no horário da tabela.
“Nos momentos mais críticos da obra a corrida chegava a atrasar meia hora”, conta Cristina, que há dez anos trabalha na linha Rápida Protásio. Diariamente, ele percorre o corredor, nos dois sentidos, diversas vezes.
Obras causam transtornos ao comércio local

Para Alan Birk, os problemas são só a poeira e o barulho
Alan Birk é proprietário de uma padaria localizada atrás do ponto de ônibus da Vicente da Fontoura, no sentido bairro-centro.
Para ele, o movimento não foi afetado e teve até um pequeno aumento, pois, com a parada interditada, uma outra foi colocada provisoriamente bem em frente ao seu estabelecimento.
Para Birk, os problemas são somente aqueles comuns a qualquer obra: barulho e sujeira. “A poeira atrapalha. Ontem bateu um vento forte e eu tive que fechar as portas.”
Do outro lado da avenida, seu vizinho Leocir Brancher tem uma impressão diferente. Brancher é proprietário de uma fruteira atrás da parada do sentido centro-bairro. A prefeitura informou os comerciante e moradores que a parada vai mudar de lugar. Será recolocada logo após a esquina da Lucas de Oliveira. O comércio local deve sentir o efeito desta mudança.
“Estou aqui há 25 e vi se formar uma pequena concentração de estabelecimentos comerciais, muito em função da parada. Com a mudança, o movimento deve cair.” Na quadra entre a Santa Cecília e a Vicente, além da fruteira, há um brechó, dois bazares, duas farmácias, pequenas lojas de roupa, um bar, uma ótica e um pequeno centro comercial.
Estes comércios atendem aos moradores do entorno, mas boa parte da clientela é formada por quem desce do ônibus, como os alunos do colégio Santa Cecília e os funcionários do Zaffari.
Enquanto Brancher conversava com a reportagem, uma passageira desavisada procura a parada provisória. Acontece que, no sentido centro-bairro, não foi instalado um ponto provisório e os usuários precisam se deslocar até o próximo.
“O primeiro dia sem a parada eu abri as portas e era outra coisa. Não tinha aquele movimento, aquele burburinho que a gente está acostumado.”

Leocir Brancher teme que o movimento caia com a mudança de local da parada de ônibus -
Exposição apresenta imagens do acervo do jornal Última Hora
O Museu da Comunicação Hipólito José da Costa apresenta, a partir desta sexta-feira (29), a exposição “Última Hora: imagens de um acervo.” A mostra traz 90 imagens do acervo do jornal, recuperadas pelo Arquivo Público do Estado de São Paulo, em parceria com a Associação Amigos de Arquivo e com patrocínio da Petrobrás. A exposição já passou por São Paulo e Rio de Janeiro.
A iniciativa prevê ainda a digitalização de todas ampliações fotográficas do acervo, que já teve mais de 40 mil documentos digitalizados e disponibilizados na internet. Além da digitalização, o acervo será reorganizado, higienizado e acondicionado.
Em 1989, o Arquivo Público do Estado de São Paulo adquiriu o fundo Última Hora, composto por uma coleção de periódicos, 2.140 ilustrações originais (charges, caricaturas e desenhos), 600.000 negativos fotográficos em preto e branco e 166.000 ampliações fotográficas em gelatina e prata sobre papel.
O jornal Última Hora foi fundado no Rio de Janeiro em junho de 1951, pelo jornalista Samuel Wainer. Durante sua existência, consolidou uma linha editorial inovadora, além de inovações estéticas e temáticas que introduziram no país uma imprensa mais popular. Nas palavras se seu criador, se tratava de “um jornal de oposição á classe dirigente e a favor de um governo”, o de Getúlio Vargas.
A abertura da exposição será nesta sexta-feira, dia 21, às 19h, no Museu da Comunicação Hipólito José da Costa, localizado na Rua dos Andradas, 959, esquina com a rua Caldas Júnior. A mostra pode ser visitada gratuitamente até o dia 1º de abril, de terças a sábados, das 9h às 18h. -
Bolsonaro vive dias de candidato em Porto Alegre
O deputado Jair Bolsonaro viveu em Porto Alegre por dois dias uma prévia do que será a sua campanha como candidato da direita militarista à presidência da República em 2018.
Ele ainda não se declara candidato (provavelmente terá que trocar de partido), mas sua visita à cidade foi preparada através de redes sociais e uma claque de umas 200 pessoas estava no Aeroporto Salgado Filho para recebê-lo.
Em seguida participou de várias entrevistas previamente agendadas em emissoras locais.
À noite participou de um jantar em homenagem ao general Hamilton Mourão, destituído do Comando Militar do Sul em outubro do ano passado por fazer declarações políticas em evento num quartel em Santa Maria.

Durante o tumulto, um homem foi derrubado por manifestantes pró-Bolsonaro e agredido no chão / Foto Correio do Povo
Nesta terça-feira à tarde participou de uma audiência pública na Assembléia Legislativa, que começou com conflito.
Manifestantes ligados à causa LGBT, movimentos de mulheres e de defesa dos direitos humanos promoveram um “beijaço”, como forma de protesto contra as posições homofóbicas do deputado.
Os manifestantes já se retiravam do auditório Dante Barone quando começaram as agressões. Segundo relatos dos presentes, a briga começou quando um manifestante pró-Bolsonaro agrediu uma manifestante do outro grupo.
Os defensores de Bolsonaro chegaram a derrubar e agredir um homem no chão.
Um repórter do Jornal do Comércio foi agredido com um soco no rosto por um senhor que o chamou de comunista. Outros profissionais da imprensa foram hostilizados e intimidados a deixarem o local sob gritos de “vendidos”. Um manifestante carregava um cartaz com um trocadilho entre RBS e PSol, sugerindo que a maior empresa de comunicação do estado seja de esquerda.
Após o tumulto, a porta que dá acesso ao auditório Dante Barone foi fechada pela segurança da casa e os manifestantes contrários ao deputado, impedidos de acessar o local.
Quem tentava entrar, ouvia dos seguranças da casa um pequeno questionário: É LGBT? É a favor ou contra o deputado Bolsonaro?
Do lado de dentro, a plateia era toda composta por apoiadores do deputado Jair Bolsonaro, que aplaudiam efusivamente as manifestações ao microfone, sobretudo quando estas acabavam em “fora PT”.
Do lado de fora, os manifestantes contrários relatavam as agressões e reclamavam da restrição ao acesso.
Direita recebe Bolsonaro como candidato
Na chegada ao aeroporto, segunda-feira, Bolsonaro foi recebido por um grupo de cerca de duzentas pessoas. Estapeou um boneco inflável com a imagem da presidente Dilma Rousseff e foi carregado por apoiadores que traziam instrumentos musicais e cartazes e cantavam “vamos para a rua para derrubar o PT” e “Queremos Bolsonaro presidente do Brasil”.
Ao longo de segunda e terça-feira, deu entrevistas em diversos meios de comunicação.
Em entrevista ao programa Esfera Pública, da Rádio Guaíba, o deputado sinalizou com a possibilidade de trocar o PP pelo PSC para concorrer à presidência da República em 2018. A vaga para presidenciável no PSC estaria entre ele o deputado Edvaldo Dias Pereira, conhecido como Pastor Everaldo. Durante a entrevista, houve aglomeração em frente o estúdio e era possível ouvir diversos gritos de “fascista” e “mito”, além de hostilidades dirigidas ao repórter que colhia depoimentos do lado de fora.
O motivo da vinda de Bolsonaro a Porto Alegre, em meio ao recesso parlamentar, seria a troca do Comando Militar do Sul. O general Antonio Hamilton Martins Mourão foi afastado após fazer declarações polêmicas, em outubro passado, quando convocou militares da reserva para o “despertar de uma luta patriótica”. Para o seu lugar, foi designado o general Édson Leal Pujol, que foi comandante das tropas brasileiras no Haiti e estava na Secretaria de Economia e Finanças do Exército.
O evento “O atual cenário político brasileiro” foi promovido pela bancada do PP na Assembleia e contou com a presença dos deputados federais Luis Carlos Heinze e Covatti Filho, e estaduais Sérgio Turra, Adolfo Brito e João Fischer, todos do PP. -
Começam inscrições para programa de financiamento estudantil
As inscrições para o processo seletivo do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies), do primeiro semestre de 2016, estão abertas a partir desta terça-feira (26) e devem ser feitas até a próxima sexta-feira (29). Essas datas foram estabelecidas pelo Ministério da Educação na semana passada, com a publicação de calendário no Diário Oficial da União.
As inscrições serão realizadas somente pela internet. Cada estudante poderá optar por um único curso e turno, dentre aqueles com vagas ofertadas. O resultado da pré-seleção na chamada única e a lista de espera serão divulgados em 1º de fevereiro.
Para o processo seletivo do Fies, somente poderão se inscrever aqueles que tenham participado do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) a partir da edição de 2010 e obtido média igual ou superior a 450 pontos, nota na redação superior a zero.
Outra exigência é possuir uma renda familiar bruta per capita de até dois salários mínimos e meio. O estudante poderá se inscrever para um único curso e turno dentre as vagas ofertadas no processo seletivo.
O Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) é um programa do Ministério da Educação destinado a financiar a graduação na educação superior de estudantes matriculados em cursos superiores não gratuitas na forma da Lei 10.260/2001. Podem recorrer ao financiamento os estudantes matriculados em cursos superiores que tenham avaliação positiva nos processos conduzidos pelo MEC. -
Música e Nativismo levaram metade da LIC em 2015
Música e Nativismo (Tradição e folclore) foram o destino de 51% dos investimentos em Cultura, através da LIC (Lei de Incentivo à Cultura), no Rio Grande do Sul. A informação é do relatório de gestão, com o balanço de 2015, apresentado no início deste mês pela Secretaria de Cultura do Estado. O valor total é de R$ 35 milhões, obtidos pela LIC, através do abatimento de impostos das empresas que financiam os projetos culturais aprovados. Destes, 31% são destinados à música e 20% às manifestações culturais nativistas.
Setores como cultura popular, carnaval de rua, dança, teatro, artesanato e artes visuais somam dez por cento dos projetos aprovados.
O governo não interfere diretamente na escolha desses projetos. A responsabilidade é do Conselho Estadual de Cultura, formado por 24 membros. Dois terços dos conselheiros são eleitos por entidades representativas culturais e um terço, pelo governador do Estado.
O secretário da Cultura, Victor Hugo, diz que não pode avaliar as decisões do Conselho. “Apenas respeito, mas a nossa pasta trabalha para que a distribuição dos recursos seja a mais justa possível”, diz o secretário.
A LIC financiou 199 projetos, alcançando 169 municípios no ano passado. O governo também disponibiliza através do site do Pró-Cultura todos os projetos beneficiados, o valor captado para o evento e qual empresa patrocinou.
Confira abaixo a divisão dos recursos da LIC em 2015:

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Dilma se compara a Vargas por ataques à familia
Pinheiro do Vale
Quando a presidente Dilma Rousseff se compara a Getúlio Vargas, como fez na visita à reunião da Executiva do PDT que fechou questão contra o impeachment, ela de fato não se refere à questão política na Câmara, mas aos ataques à sua família.
Embora não tivesse falado de viva voz, ainda lhe repugnava a baixeza da reportagem de capa da revista Época em que uma equipe inteira procurou sem êxito encontrar alguma migalha que pudesse ligar seu ex-marido Carlos Araújo a algum malfeito, por menor que fosse.
A matéria de Época é um vexame para o jornalismo brasileiro, que se mostra ridículo por produzir profissionais dessa categoria. Expõe sócios controladores cobrando resultados a qualquer preço, sem nenhum prurido ético; um diretor de redação desesperado por sua incompetência para manter-se no cargo; editores de texto medíocres distorcendo declarações e comprometendo descaradamente amigos da família com conteúdos contrários ao que disseram; repórteres tresloucados, errantes no deserto a procura de cavalos com chifres. Uma vergonha! Diria o velho Boris Casoy.
Isto vem da sofreguidão para esconder o tamanho do fracasso, diminuir a distância de concorrentes. Uma ideia brilhante do gênio da redação de Época: “O ex-marido”. Deve ter pensado: como estes coleguinhas são burros, depois de tantos anos cavoucando não se deram conta que o ilibado Carlos Araújo seria o furo do ano. E lá se foram. Que equipe mais esperta…
A matéria foi um espanto: a capa dramática e, lá dentro, nada. Nada vezes nada. Nem uma pista. Coitadas das “fontes” expostas só em negativas. Nem uma linha que levantasse a menor suspeita. Apenas má fé e falta de assunto. Pobre leitor! Esse número da revista dá direito ao comprador de reclamar no PROCON.
Entre os profissionais de imprensa, Época expõe a fraude que se converteu esse tipo de jornalismo investigativo. Os velhos profissionais do ramo lembram-se dos tempos antigos, nos anos 70 e 80, quando o repórter precisava conquistar uma fonte antes de ter uma notícia. Era quase um ritual. Uma alta fonte contava um segredo (“não é para publicar”), deixava “descuidadamente” um papel sobre a mesa e pedia licença para dar um telefonema noutra sala. O repórter rapidamente lia e anotava. Chegando à redação era interrogado duramente pelo editor, tinha de ouvir o outro lado e, sempre, iniciava a matéria com a versão do acusado.
Na fase seguinte já havia mais flexibilidade do editor, a fonte passava um “dossiê”. Vieram os tempos do “denuncismo”. Em meio a muitas verdades também havia as manipulações. Muitas reputações de repórteres furões se fizeram por aí. Pelo menos o jornalista precisava ter uma fonte que lhe passasse um dossiê. Dava algum trabalho.
Agora é mais fácil. Tecnológico. Qualquer hacker passeia como se estivesse em casa nos arquivos dos órgãos públicos. É só plugar o pendrive e tem todo o vazamento em áudio e vídeo sem precisar se esforçar para encontrar uma fonte confiável para lhe passar o “vazamento”. Não precisa prática nem habilidade.
É o caso dos “vazamentos seletivos” do Lava Jato. É melhor para a imagem da Política Federal deixar o público pensando que há uma “garganta profunda” irrigando uma multidão de repórteres do que reconhecer que seus computadores são uma peneira de tela tão grossa que passa tudo. E pior: os órgãos de segurança máxima do País não têm como se defender.
Essa vulnerabilidade veio à tona quando os hackers do Wikileaks de Julian Assenge entraram nos escaninhos mais secretos da presidente Dilma Rousseff. Ela ficou quatro anos brigada com o presidente Barack Obama por causa disso, até o ministro José Eduardo Cardoso confessar que não podia fazer nada par impedir a invasão das delações. Quando um veículo diz que “teve acesso” está na verdade dizendo que invadiu um computador indefeso. Então ela fez as pazes com os norte-americanos.
Por estas e por outras que o programa prioritário do Exército Brasileiro para defender a soberania nacional não fala de tanques e canhões, mas de Segurança Cibernética (a Aeronáutica cuida de segurança espacial e a Marinha de motor nuclear). Se nem os mais profundos segredos de estado estão resguardados, imagine como não estão vulneráveis as pobres máquinas do tempo do Onça da Polícia Federal e do sistema judiciário.
Foi por isto aí que a “esperta” equipe da Época saiu a campo procurando escarafunchar a vida do irrepreensível e discreto Carlos Araújo. E é isto mesmo: tape o nariz e leia a matéria da Época e confirme que ele é irrepreensível e discreto.
Certamente foi por causa dessa grosseria que a presidente Dilma invocou o exemplo de Getúlio Vargas. Ele também teve seus parentes na alça da mira, o irmão Benjamin e o filho Lutero. Com Dilma já tinham procurado o irmão Igor, mas em vez de um nababo encontraram um advogado aposentado com um fusquinha igual ao do presidente Mujica, do Uruguai. Agora foram atrás do Araújo. Encontraram um ex-político de primeira linha retirado e um advogado que tem de trabalhar, mesmo doente, para ganhar seu sustento. Fizeram a anti-matéria. Vergonha!
Voltando a Getúlio, a imprensa ligou o pronunciamento de Dilma no PDT ao impeachment, pois a reunião fechava questão a seu favor e ela estava lá para isto. Entretanto, embora todos os presidentes de 1950 para cá tenham enfrentado pedidos de afastamento na Câmara (e só Collor perdeu), os casos são diferentes. Mas como os jornalistas não atinaram, ficou como se ela estivesse se comparando ao presidente suicida que se concluiu com um tiro no coração e a subsequente derrota eleitoral do candidato da oposição, general Juarez Távora, e eleição do candidato situacionista, Juscelino Kubitschek.
Em todo o caso, naquele ambiente, comparar-se a Vargas foi uma boa tirada retórica, pois ali estavam reunidos os que se apresentam como herdeiros legítimos do legado getulista.
