O mapeamento da Planície Inundável do Rio dos Sinos foi aprovado nesta tarde, em plenária do Comitesinos (Comitê de Gerenciamento da Bacia Hidrográfica do Rio dos Sinos). A votação aconteceu na Unisinos e teve 26 votos a favor e 4 contra. O mapeamento é uma das ações do projeto VerdeSinos, encabeçado pelo Comitê formado por diversas entidades representantes dos produtores rurais, dos associações de moradores, do poder público e de ongs ambientais, além das universidades Unisinos, Feevale e Ufrgs.
Com a aprovação, o mapa será encaminhado ao Conselho Estadual de Recursos Hídricos (CRH), onde, se ratificada, ganhará força de lei. Neste caso, os municípios da região do Sinos terão de levar o mapa em consideração em seus Planos Diretores.
Os estudos foram coordenados pelo pesquisador do Instituto de Pesquisas Hidráulicas da UFRGS, Carlos André Bulhões Mendes. O principal objetivo é evitar construções em áreas inundáveis do Rio dos Sinos. Já existem projetos para constução de condomínios residenciais em terrenos inundáveis entre Canoas e Esteio. Além dos riscos oferecidos aos moradores destas áreas, as construções podem impactar os município vizinhos.
Através de mediação do Ministério Público Estadual e Federal, o Comitê firmou convênio com a Caixa Econômica Federal, que se comprometeu em não oferecer financiamento para construções realizadas nestas áreas.
O supervisor regional da Emater/RS, Nelson Baldasso, defendeu a importância das áreas verdes nos bordos dos rios e o uso das áreas alagáveis para a produção de alimentos. Ele frizou o prejuízo dos moradores que investem em um imóvel em uma área inundável e os custos que o poder público tem q cada nova cheia.
“Nos interessa não destruir essas áreas e mantê-las para a agricultura ou pastagens. Se esta água cair no calçamento, ela volta para o rio. Com os espaços verdes, ela infiltra e se mantem o ciclo da água”, afirmou o supervisor. Segundo Baldasso, a planície de inundação do Rio dos Sinos apresenta uma produção bastante diversificada com destaque para a pecuária, o plantio de arroz e a produção de hortaliças.
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Comitê aprova mapa de áreas inundáveis da Bacia do Rio dos Sinos
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Com preços menores, Feira mantém o nível de vendas
Foi divulgado nesta terça-feira o balanço dos dez primeiros dias da Feira do Livro de Porto Alegre. Segundo o balanço, foram vendidos 209.814 publicações, um aumento de 7% em relação ao mesmo período do ano passado, e para um movimento de 854 mil visitantes somando os dois primeiros finais de semana do evento. Entretanto, nem todos os livreiros estão vendo este aumento.
Andando pela Feira, pode-se notar as consequencias da redução do orçamento que caiu de R$ 3,8 milhões no ano passado, para R$ 1,8 milhão este ano. A área central, que é dedicada aos estandes institucionais e geralmente fica cheia, tem cerca de metade dos espaços vazios. Os veículos de imprensa também têm menor presença em relação aos anos anteriores. Apesar do balanço, os comentários nos corredores apontam para uma feira com menos vendas, menos movimento e menos atrativos.

O vendedor Rodrigo Nunes, da Martins Livreiro, riu da notícia sobre aumento nas vendas em relação ao ano passado. Fotos Ramiro Furquim
Ivo Almansa, proprietário da Martins Livreiro, tem 38 anos de Feira e garante que o movimento deste ano está menor do que a média. Ele calcula uma redução de cerca de 10% nas vendas em relação a 2014. O vendedor Rodrigo Nunes concorda que as vendas estão em baixa. “O movimento aqui começou mesmo no feriado. Até tem circulação de gente, mas as vendas não se comparam com o ano passado.” Segundo o vendedor, os exemplares que estão tendo mais saída na banca são reedições de livros que estavam esgotados.
Não são só os livreiros que percebem o pouco movimento. Varceli Freitas trabalha com fotografia lambe-lambe há 50 anos, há 14 faz seus retratos na Feira do Livro. Freitas afirma que aos finais de semana o movimento é bom, mas durante a semana “é uma porcaria.” “Segunda-feira eu nem trabalhei. Hoje, durante toda a tarde, fiz só três retratos”, diz o fotógrafo.

O Último Lambe-Lambe do RS, Varceli Freitas, relata movimento fraco para seus retratos durante a semana, no final de semana há melhora. Fotos Ramiro Furquim
Para o engraxate Paulo Lopes, a Feira é sempre sinônimo de pouco movimento. “Olha em volta, quantas pessoas estão de sapato? A Feira muda muito o público da Praça da Alfândega. O pessoal que trabalha no centro, não quer passar por dentro da Feira.” O freguês que estava sendo atendido até brincou: “Todo ano alguém tira foto do Paulo, este ano nem foto teve.”

Para o engraxate Paulo Lopes, a Feira é a pior época de movimento em seu negócio pela mudança de público, em sua maioria usuários de tênis. Fotos Ramiro Furquim
Na Rua da Praia as vendas vão bem
Mas esta impressão de redução nas vendas não é compartilhada por todos. Daice Fuhr, responsável pela banca da editora L&PM, tem 35 anos de experiência na Feira e garante que as vendas deste ano estão melhores que as de 2014. “Estou super contente”, afirma. Os livros para colorir, em promoção, e os autores gaúchos são os mais buscados, além das edições de bolso, carro-chefe da empresa. Este ano a banca está localizada na Rua da Praia, no ano passado, ficava no corredor da rua Sete de Setembro. A mudança ajudou nas vendas. “Aqui pega o movimento da feira mais o movimento normal do centro. Os pocket books atraem quem está passando.”
A banca em frente, da Livraria Provincia, apostou nos saldos e o resultado agradou. “Existe a vontade de comprar, mas as pessoas estão com pouco dinheiro”, afirma Neiva Piccinini. Para ela, a Feira deste ano está sendo semelhante à do ano passado, em termos de faturamento. A quantidade de unidades vendidas cresceu, mas os leitores estão buscando livros de menor valor e negociando o preço. Quanto ao fluxo de visitantes, Neiva ve vantagem em estar na Andradas apenas de segunda a sexta. “Durante a semana, o movimento maior é aqui, sábados e domingos é na Sete de Setembro.”

Daice Fuhr, gerente da L&PM Editores, comemora aumento nas vendas com a troca de local da banca, que no ano passado era no corredor da rua Sete de Setembro, para a Rua da Praia. Fotos Ramiro Furquim -
"Avançamos para a deterioração do regime democrático"
Eduardo Maretti, da RBA
Em seminário realizado pelo Fórum 21 em São Paulo, especialistas em direito e relações internacionais dizem que, se proposta da Lei Antiterrorismo relatada por Aloysio Nunes passar, democracia estará em risco
A chamada Lei Antiterrorismo é uma séria ameaça aos direitos individuais e ao estado democrático de direito. “No plano da teoria do Estado, estamos avançando rapidamente para a deterioração absoluta do regime democrático”, afirmou o jurista Pedro Serrano, em seminário promovido pelo Fórum 21 sobre o tema, realizado hoje (11) na Assembleia Legislativa de São Paulo.
“A Lei do Antiterrorismo é pura importação de medidas de exceção de modelagem europeia, que foi transferida ao Brasil sem necessidade. Se na Europa é ruim, aqui vai ser terrível, porque aqui nós temos o Judiciário como agente de exceção”, disse Serrano.
Para Reginaldo Nasser, professor de Relações Internacionais da PUC-SP, a incorporação de países, principalmente com a importância do Brasil, entre aqueles que adotam medidas nesse âmbito “faz parte da estratégia dos Estados Unidos”. “O Brasil entrou na órbita dessa preocupação. A forma como o Brasil vai lidar com isso é considerada importante”, avalia Nasser.
Também presente ao evento, o ex-procurador-geral do estado de São Paulo (de 1995 a 2000) Márcio Sotelo Felippe afirmou que “o projeto traz grave risco à democracia”. “Tanto que, nas justificativas, faz referência aos compromissos internacionais do Brasil.”
O grande problema de tal legislação é que, diante da dificuldade de se conceituar o que é terrorismo, a interpretação caberá a agentes públicos como policiais, promotores e juízes. Segundo o artigo 2° do projeto, “terrorismo consiste na prática por um ou mais indivíduos de atos com a finalidade de provocar terror social ou generalizado, expondo a perigo pessoa, patrimônio, a paz pública ou a incolumidade pública”.
O perigo dessa previsão, avalia Felippe, é a ampla possibilidade de interpretação pelas autoridades. “O que é ‘terror generalizado’? Essas conceituações ‘abertas’ permitem a interpretação que for mais conveniente ao policial, ao promotor ou ao juiz. Terror generalizado pode ser um coquetel molotov? Pode ser a bomba de Hiroshima?”, ironiza.
A adoção, pelo Brasil, de medidas “de exceção” como a Lei Antiterrorismo não é casual. “Hoje se dissemina no mundo um crescimento da direita contra movimentos sociais”, constata Felippe. Ele cita a chamada Lei da Mordaça, da Espanha, que fala em “segurança da sociedade”. “Estamos diante de uma escalada repressiva em âmbito internacional.” Para ele, o fato de o senador Aloysio Nunes Ferreira (PSDB-SP) ter sido o relator do projeto no Senado é sintomático, assim como é estranho que a proposta seja de iniciativa do Executivo e, mais estranho ainda, do Ministério da Fazenda, e não da Justiça, como seria de se esperar.
O PLC 101/2015, já aprovado no Senado, precisa ser novamente votado na Câmara. Proposto pelo Executivo, o projeto relatado por Aloysio Nunes ficou ainda mais preocupante após passar no Senado dia 28 de outubro por 38 votos favoráveis e 18 contra.
Pelo texto aprovado na Câmara, estavam excluídas da tipificação de terrorista “pessoas em manifestações políticas, movimentos sociais, sindicais, religiosos, de classe ou de categoria profissional, direcionados por propósitos sociais ou reivindicatórios”. No texto original, ficavam fora da tipificação de terrorista “pessoas em manifestações políticas, movimentos sociais, sindicais, religiosos, de classe ou de categoria profissional, direcionados por propósitos sociais ou reivindicatórios, visando a contestar, criticar, protestar ou apoiar, com o objetivo de defender direitos, garantias e liberdades constitucionais”.
Aloysio retirou a exceção aos movimentos sociais do texto. Isso significa que um movimento de rua ou um protesto, caso a lei entre em vigor, pode ser enquadrado como “terrorismo”, de acordo com os debatedores no seminário do Fórum 21.História
Pedro Serrano acredita que, enquanto no século 20 as ditaduras eram implementadas por meio de “formas de governos com pretensão de provisoriedade”, no século 21 as medidas de exceção são adotadas “no interior da democracia”, como, por exemplo, por meio de leis ou da atuação do Judiciário. “Marcadamente depois do 11 de setembro, com o Patriot Act (adotado pelo governo norte-americano de George W. Bush), sob o pretexto de combater o inimigo muçulmano.”
Segundo Serrano, “hoje, no primeiro mundo, o que se observa são atos legislativos que se traduzem em medidas de exceção, as quais, a título de combater o inimigo, têm o condão de suspender os direitos humanos fundamentais.” O Brasil caminha nesse sentido, avalia. -
Senador recebe ameaças pelo telefone
Mensagens como “vou te matar” e “vamos botar fogo na sua casa”, além de outras de cunho ofensivo, começaram a chegar para o senador Randolfe Rodrigues, da Rede Sustentabilidade, depois que uma internauta divulgou o número de celular dele. O parlamentar deve acionar a Polícia Federal na tentativa de proteger a família
Por Ivan Longo
O senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP) vem recebendo, desde a última sexta-feira (6), mensagens de cunho ofensivo e ameaças à integridade física dele e também de sua família. De acordo com apuração da assessoria do parlamentar, as mensagens começaram a chegar depois que uma internauta que seria ligada a grupos fundamentalistas divulgou no Facebook o número do celular pessoal de Randolfe. Desde então, diversas ameaças foram enviadas por mensagens na rede social e via WhatsApp. “Quero prints”, ela escreveu ao passar o contato.
Segundo a assessoria de imprensa do senador, a princípio ele não deu importância para as mensagens que simplesmente se ocupavam em ofender. A maioria delas se limitava a xingamentos. Ao longo do final de semana, no entanto, as mensagens ganharam teor de ameaças. Entre as intimidações, surgiram frases como “vou te matar”, “o próximo ato será na frente da sua casa” ou “vamos botar fogo na sua casa”.
Quem denunciou o caso foi o próprio senador, por meio de uma publicação em seu Facebook. “Os prejuízos, não só à minha atividade parlamentar, como à minha vida pessoal e familiar são graves. Tenho confiança nas instituições e sei que em breve os responsáveis serão identificados e punidos na forma da lei”, escreveu.
Nos comentários, entre algumas mensagens de solidariedade, mais ofensas e até reações a um possível processo criminal. “Aguardando sentado a minha intimação…”, postou um internauta.
De acordo com Randolfe, a Polícia Legislativa já foi acionada e analisa, neste momento, o conteúdo das mensagens. O fato deve ser levado ainda à Polícia Federal para que os responsáveis pelos ataques sejam identificados e punidos. -
Novo presidente da CGTEE vê oportunidades para o carvão
Como o JÁ adiantou na semana passada, o engenheiro eletricista Francisco Romário Wojcicki assumiu nesta terça-feira, 10, a presidência da CGTEE, subsidiária da Eletrobrás, que controla usinas termelétricas no Rio Grande do Sul.
Funcionário de carreira do Ministério de Minas e Energia, ele substitui Sereno Chaise, que ingressou na empresa em 2003, como diretor Financeiro, e desde 2006 exercia o cargo de presidente.
A mudança na CGTEE é ainda reflexo da reforma ministerial, quando o setor elétrico federal tornou-se uma das áreas de influência do PMDB.
Segundo Romário, a sua indicação renova e aumenta seu empenho em assegurar ambiente propício a recuperação financeira da empresa, em assegurar ações em defesa do carvão mineral, recurso considerado importante para o Estado e para o País. Na sua opinião, assegurar novos investimentos, participações em leilões futuros, expansão da empresa e ampliação do parque gerador, com estratégia, regras claras e efetivas, são fundamentais.
“É certo afirmar que o atual modelo do setor elétrico foi exitoso e assegurou, além de mecanismos confiáveis e efetivos para contratação da energia necessária para atender o crescimento da demanda no País, a redução dos riscos de investimentos em energia, em geral intensivos em capital e de longo prazo. Este mesmo modelo consolidou o planejamento energético setorial. Porém, como tudo que é dinâmico, atualmente, requer aprimoramentos que venham assegurar respostas efetivas às questões que surgiram ao longo dos últimos anos ou que resultaram de sua própria aplicação. Neste sentido, tanto o modelo quanto o planejamento devem passar por adequações e aprimoramentos”, ressaltou em comunicado aos trabalhadores.
Romário frisa que neste cenário a geração termelétrica terá relevante destaque para o fortalecimento da segurança do Sistema Interligado Nacional. “É neste cenário favorável que surgirão novas oportunidades de expansão do nosso parque gerador e para uma maior participação do carvão na geração de base do Setor Elétrico Nacional, principalmente ao lembrarmos que o aproveitamento do potencial hidráulico existente no Brasil tende, nos próximos anos, ao seu limite”, completa.
Para o novo presidente, muitas boas oportunidades virão. “Acredito em uma nova e promissora fase para a geração de energia por centrais termelétricas a carvão, implementados os devidos requisitos técnicos que garantam a harmonia, o atendimento às condicionantes ambientais envolvidas e o respeito ao meio ambiente”, revela.
A Companhia de Geração Térmica de Energia Elétrica – Eletrobras CGTEE é uma empresa do Sistema Eletrobras e possui os direitos de exploração e produção de energia elétrica através de suas usinas termelétricas instaladas no estado do Rio Grande do Sul. Sua maior unidade fica localizada em Candiota, Metade Sul do RS.
Francisco Romário Wojcicki é gaúcho. Possui graduação em Engenharia Elétrica pela Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (1983), especialização e mestrado em Engenharia Elétrica pela Universidade Federal de Itajubá (1997 e 1999) e mestrado em Gestão pela Escola Superior de Administração e Gerência (ESAG). Engenheiro da Eletrosul desde 1983, atuou como secretário adjunto do MME nos últimos dez anos.
Integrantes do novo Conselho de Administração:
Josias Matos de Araujo (Presidente)
Francisco Romário Wojcicki
Jaime Renato Esteve Garcia
Mauro Henrique Moreira Sousa
Ricardo Spanier Homrich
Walter Baere de Araújo Filho
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Zelotes retoma foco e caso RBS vai ao Supremo
Tereza Cruvinel, do Brasil 247
Retomando seu foco original, a investigação do esquema bilionário de sonegação montado entre grandes empresas e membros do CARF, a Operação Zelotes apresentou denúncia contra o grupo de comunicação RBS, parceiro regional das Organizações Globo, ao Supremo Tribunal Federal. A denúncia subiu para o STF por conta do envolvimento do ministro do TCU Augusto Nardes, relator da rejeição das contas da presidente Dilma, e do hoje deputado Afonso Mota (PDT-RS), ex-executivo do grupo, que têm foro privilegiado. O inquérito sobre a RBS é o de número 4150 e a relatora já foi indicada. Será a ministra Carmem Lúcia. Outras sete empresas serão denunciadas à Justiça comum.
Postagens realizadas ontem numa rede social pelo deputado Paulo Pimenta (PT-RS) diziam que a Zelotes retomaria o foco original na sonegação, atingindo setores da mídia e do meio cervejeiro. O Brasil247 confirmou com procuradores ligados à operação que, além da RBS, outras sete grandes empresas serão mesmo denunciadas e entre elas figura a cervejaria Itaipava, assim como bancos e montadoras.
Com isso, a Zelotes retoma o objetivo original de investigar o esquema em que membros do CARF – Conselho Administrativo de Recursos Fiscais da Receita Federal, recebiam propinas de dar inveja a Paulo Roberto Costa, da máfia da Petrobras, para acolher recursos tributários que resultaram em perdas de quase R$ 20 bilhões para a União entre 2005 e 2013.
Nas últimas semanas o foco da Zelotes havia se voltado para a investigação de suposta “compra” de medida provisória que concedeu incentivos fiscais para montadoras instaladas nas regiões Norte-Nordeste-Centro-Oeste, editadas em 2009 (governo Lula) e 2011 (governo Dilma). A investigação resultou em ação de busca e apreensão na empresa do filho do ex-presidente Lula, Luis Cláudio, que em 2015 recebeu pagamentos de uma empresa ligada à máfia do CARF, a Marcondes & Mautoni, segundo sua defesa pela prestação de serviços de marketing esportivo. A Polícia Federal chegou a levar intimação ao filho de Lula às 23 horas do último dia 27, depois de ele ter saído da celebração dos 70 anos do pai no Instituto Lula, com a presença da presidente Dilma. As ações atípicas da Polícia Federal irritaram o ex-presidente, que se queixou da falta de comando do ministro da Justiça sobre a PF. Ontem José Eduardo Cardoso afirmou em entrevista que Lula “tem todo o direito de não gostar dele”.
As investigações teriam comprovado (veja no final cópia de trecho do inquérito) que a RBS, grupo de comunicação hegemônico no Sul do Brasil, pagou R$ 11,7 milhões à SGR Consultoria para livrar-se de multa de R$ 113 milhões. O hoje deputado Afonso Mota era o vice-presidente jurídico e institucional da RBS na época. O ministro Augusto Nardes é suspeito de ter recebido R$ 2,6 milhões da mesma SGR Consultoria por meio da empresa Planalto Soluções e Negócios, da qual foi sócio até 2005 e que continua registrada em nome de um sobrinho dele.
Os procuradores da Zelotes dizem que o esquema continua surpreendendo por sua magnitude. “Quando mais cavucamos, mais descobrimos”, disse um deles ao 247. Agora os investigadores tentam confirmar a existência de um esquema anterior ao julgamento dos recursos pelo CARF, pelo qual auditores ligados à máfia aplicavam as multas já com objetivo de obter as propinas para negociar depois a redução ou anulação delas no conselho, mediante cobrança de propinas.
Eles descobriram também a participação do filho de um conselheiro que movimentou mais de R$ 500 milhões, supostamente derivados de propinas, através de 32 empresas registradas em seu nome. A identidade do conselheiro não foi revelada mas é sabido que ele foi chefe regional da Receita em um estado importante da federação.
Em outra linha de investigação a Zelotes está buscando identificar a existência de contas milionárias de membros da máfia do CARF no exterior, bem como de imóveis adquiridos principalmente nos Estados Unidos. Para isso a Zelotes precisa de apoio do DRCI-Ministério da Justiça, órgão que viabiliza os acordos internacionais com este objetivo, tais como os que têm permitido a identificação das contas dos corruptos da Petrobras.
Abaixo, trecho da denúncia apontando o pagamentos da RBS à SGR.

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Porto Alegre entra na rota do turismo gay
O programa Porto Alegre LGBT, lançado no final de setembro pela Secretaria Municipal de Turismo (SMTUR), terá as primeiras adesões nesta quarta-feira, 11.
Oito empresas e profissionais liberais do segmento de eventos da capital assinarão a Carta de Compromisso, aderindo formalmente ao programa, que incluiu Porto Alegre entre os destinos gay-friendly reconhecidos pela Embratur (Instituto Brasileiro do Turismo).
Ao todo, são 7 capitais no país com esta certificação.
O objetivo do programa é aumentar o fluxo de turistas entre o público homossexual, que responde por uma parcela importante do movimento turístico mundial.
Segundo dados da Organização Mundial do Turismo, o público LGBT representa 10% do fluxo total de turistas no mundo (1,13 bilhão de pessoas) e por 15% do faturamento mundial do setor (1,2 bilhão de dólares).
Enquanto o mercado mundial de turismo cresce 3,8% ao ano, o segmento avança a 10,3%
De acordo com a Embratur, o público LGBT apresenta gastos per capita, em média, 30% superiores, gasta mais em cultura e arte, lazer, entretenimento e vida noturna, dando preferência a estabelecimentos de boa qualidade e amigáveis, onde sejam respeitados e bem acolhidos.
Secretaria oferece qualificação gratuita
Para aderir ao programa, os empresários e profissionais participaram de um módulo de qualificação oferecido pela secretaria. A primeira turma contou com 15 participantes e passou pelo módulo no dia 28 de outubro. A qualificação da próxima turma está marcada para o dia 23 de novembro e será oferecida a agentes da Delegacia de Polícia para Turistas (DEPTUR). Os módulos são oferecidos gratuitamente, conforme demanda e podem ser realizados na própria secretaria ou diretamente nas empresas.
O documento de adesão propõe a adoção de boas práticas de atendimento e a construção de uma relação positiva com os turistas LGBT. As empresas se comprometem a sensibilizar seus funcionários para os direitos humanos de lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais, qualificar 80% da equipe gerencial e das pessoas que atuam no atendimento ao público, além de oferecer um espaço seguro e acolhedor que promova a diversidade sexual e de gênero, tornando essas ações uma política constante e duradoura na organização.
O ato das assinaturas será ás 17h, durante a 1ª Expo Entre Iguais, evento onde serão expostos produtos e serviços dirigidos a cerimônias de casamento entre pessoas do mesmo sexo. A exposição conta com 40 estandes de profissionais de fotografia, gastronomia, cenografia, iluminação, viagens, locações, entre outras empresas especializadas no segmento. Durante a feira, a SMTUR também fará a divulgação do programa Porto Alegre LGBT e do processo de adesão aos demais expositores. O evento, é aberto ao público, nesta quarta-feira, das 17h às 22h, na Mansão Isla (rua do Pescador, 113, Ilha das Flores). -
Brasil tem 16 milhões em áreas ameaçadas pelo aquecimento global
Da Envolverde
O Brasil tem 16 milhões de habitantes em áreas ameaçadas pela elevação do nível do mar, se a temperatura da terra aumentar 4 ° C, como prevêem cientistas. Mesmo que esta média seja reduzida à metade, o número de brasileiros vivendo em áreas que vão submergir é de 9 milhões.
Mantidos os atuais níveis de emissão de carbono na atmosfera, a temperatura média da terra pode subir 4 ° C. A principal consequência disso será uma elevação do o nível do mar suficiente para submergir áreas onde atualmente vivem de 470 a 760 milhões de pessoas.
Essas são as conclusões de um relatório e mapas interativos publicados nesta segunda-feira (9) pela Climate Central, o qual também aponta que a tendência de ascensão não poderá ser interrompida e se desdobrará ao longo dos séculos.
O relatório mostra ainda que cortes agressivos nas emissões de carbono, resultando em 2 ° C de aquecimento, poderiam reduzir o número de pessoas atingidas para 130 milhões. A divulgação desse estudo coincide com o encontro de ministros de mais de 80 países em Paris para encontrar mais pontos em comum antes das negociações climáticas globais que ocorrerão em dezembro.
O relatório da Climate Central tem por base um documento focado nos EUA que foi publicado no mês passado Proceedings of the National Academy of Sciences of the U.S.A, de autoria dos cientistas da Climate Central Benjamin Strauss e Scott Kulp, e Anders Levermann do Potsdam Institute for Climate Impact Research. Para avaliar as implicações para todas as nações e cidades costeiras, a nova pesquisa utiliza relações entre o aquecimento causado pelas emissões de carbono, o nível de elevação no mar que essas emissões causam no longo prazo, e dados globais da população.
O relatório aponta que a China é a nação em maior risco, com 145 milhões de pessoas vivendo em áreas ameaçadas pela elevação dos mares se os níveis de emissões não forem reduzidos. Esse é também o país que tem mais a ganhar com a limitação do aquecimento global a 2° C, o que reduziria o número de pessoas afetadas a 64 milhões.
Há outras 12 outras nações que têm, cada uma, mais de 10 milhões de pessoas vivendo em áreas de risco. Esse ranking é liderado por Índia, Bangladesh, Vietnã e Indonésia. Alcançar a meta de 2 ° C reduziria a exposição de mais de 10 milhões em cada um destes países, além de beneficiar a maioria dos outros países desse grupo de alto risco, o qual inclui Japão, EUA, Filipinas, Egito e Brasil.
O Brasil tem 16 milhões de habitantes em áreas ameaçadas pela elevação do nível do mar causada pelo aquecimento global de 4 ° C. Se conseguirmos reduzir essa média para 2 ° C, o número de pessoas ameaçadas cai para 9 milhões. O aumento do nível do mar que causará tais ameaças irá provavelmente e desdobrar ao longo de centenas de anos, mas as emissões de carbono responsáveis por isso são as que acontecerem neste século – e que podem levar a um caminho ou outro.
“Os riscos globais das mudanças climáticas são claros quando falamos do aumento do nível do mar”, disse Strauss, PhD, vice-presidente de Impactos Climáticos no Climate Central e principal autor do relatório. “O resultado das negociações climáticas em Paris pode nos levar à perda de inúmeras grandes cidades e monumentos costeiros em todo o mundo, à migração sem fim e à desestabilização, ou pode nos direcionar para uma maior preservação de nossa herança global e para um futuro mais estável “.
Levermann, co-presidente de Research Domain Sustainable Solutions do Instituto Potsdam Institute for Climate Impact Research da Alemanha, acrescentou, “Não há porque temer a elevação do nível dos oceanos porque ela é lenta, mas é algo com o qual temos que nos preocupar porque ela leva à ocupação da terra pelo mar, incluindo as cidades nas quais estamos construindo nossa futura herança.”
Megacidades globais com as 10 maiores populações em risco incluem Xangai, Hong Kong, Calcutá, Mumbai, Daca, Jacarta e Hanoi. O Rio de Janeiro tem 2,4 milhões em áreas de risco (0,24 por cento da população da grande área urbana) em um cenário de aquecimento global de 4 ° C, número que cai para 1,3 milhão no caso de 2 ° C de aquecimento. Projeções medianas da elevação do nível do mar desencadeadas pelo aquecimento global são 9,3 metros para 4 ° C e 4,9 metros para 2 ° C.
Em conjunto com o relatório, a Climate Central criou um mapa global interativo e incorporável chamado Escolhas Climáticas, ou Climate Choices.
Os usuários podem digitar o nome de qualquer cidade costeira ou código postal em todo o mundo e comparar as potenciais consequências de diferentes cenários de aquecimento ou de emissões em uma base local.
(#Envolverde) -
Produção de assentamentos tem selo de qualidade
Os alimentos orgânicos produzidos em assentamentos rurais em Nova Santa Rita, na região Metropolitana de Porto Alegre, agora têm certificação.Para divulgar, fortalecer e ampliar a produção orgânica nos quatro assentamentos implantados pelo Incra no município, foi lançado há uma semana um selo identificador dos alimentos “limpos”, cultivados sem agrotóxicos.“A logomarca servirá de estímulo à produção orgânica”, afirma Sandra Rodrigues, assistente social da Cooperativa de Trabalho em Serviços Técnicos Ltda (Coptec), uma das prestadoras de assistência técnica contratada pela superintendência do Instituto no RS. Placas, banners, faixas e cartilhas serão colocados nas escolas, conta ela, que acompanhou o desenvolvimento do projeto.Segundo ela, 13 famílias de agricultores entregam hortaliças para 17 escolas municipais e três escolas estaduais de Nova Santa Rita.
Outras 80 famílias fornecem 33 alimentos para o Programa de Aquisição de Alimentos (PAA), todas com cadastro na Organização de Controle Social (OCS) da Cooperativa Central dos Assentamentos do RS (Coceargs).
A OCS não certifica mas tem rigorosos métodos que atestam a qualidade orgânica dos produtos.
Avanço dos orgânicos
A beneficiária da reforma agrária do assentamento Santa Rita de Cássia II, Almira Fátima de Moraes, assentada há nove anos, comemora o lançamento do selo. “Para nós é um avanço. Marca o orgânico que a gente planta”, destaca a agricultora, que entrega hoje repolho, couve, tempero verde, beterraba e pepino para cinco escolas de Nova Santa Rita.
A coordenadora administrativa da Secretaria de Educação da prefeitura, Sandra Amorim, enfatiza que a chamada pública, realizada no início do ano, selecionou mais de 30% em aquisição de produtos de assentados e da agricultura familiar.“Pães, biscoitos, leite, arroz, carne suína, hortigranjeiros e sucos foram as compras”, diz ela. Já a nutricionista do município, Aline Campos, conta que os alimentos são entregues nas escolas pouco tempo depois de serem colhidos.
A iniciativa da criação do selo é uma parceria entre as famílias assentadas, Coptec, Coceargs e prefeitura de Nova Santa Rita. -
Licitação do lixo muda empresa de coleta em Porto Alegre
Mais um contrato de emergência para coleta do lixo domiciliar foi feito pelo governo Fortunati, mas deve ser o último de uma administração marcada por sucessivos contratos similares. O contrato com a Belém Ambiental, vencedora da licitação do lixo, vale a partir do dia 23, mas o serviço começou 15 dias antes, devido a uma interrupção da coleta pela Ecopav. Já na sexta-feira, 6, a Prefeitura rescindiu o contrato, para evitar o risco de o serviço voltar a ser interrompido.
De acordo com o diretor-presidente do DMLU, André Carús, não houve justificativa para a suspensão do serviço, o que gerou muitas reclamações. Segundo o prefeito José Fortunati, no próximo ano a cidade terá o dobro da área atualmente atendida pela coleta domiciliar. Com a nova licitação, haverá coleta em todas as ruas da cidade por onde pode passar o caminhão, aumentando as equipes de 41 para 74 e o número de caminhões de 48 para 81. “Desde 2013, estamos buscando uma solução definitiva para a coleta domiciliar. Hoje chegamos a duas vezes por semana no bairros e três vezes por semana no Centro”, lembrou.Sobre a licitação – Em 2013, foi aberta a Concorrência 05/13 visando à contratação regular do serviço. O processo teve como vencedora a empresa B.A. Meio Ambiente Ltda, porém o segundo colocado entrou com ação judicial. A Justiça, no entanto, determinou a assinatura do contrato.Em função deste período de suspensão, foi contratada a Ecopav, vencedora de concorrência pública emergencial em 30 de abril. A operação teve início no dia 27 de maio. Com a decisão judicial definitiva e a assinatura do contrato em 6 de outubro, ficou definido o início da operação da vencedora B.A. Meio Ambiente em 23 de novembro.Ecopav – Na manhã do dia 05 de novembro, a Ecopav deixou de executar nove roteiros, que acabaram sendo feitos pelo DMLU de forma emergencial. Na noite do mesmo dia, a empresa, sem nenhuma comunicação oficial com o departamento, abandonou o serviço e nenhum dos 25 caminhões saíram para cumprir os roteiros. Diante da situação, o DMLU convocou 17 equipes e caminhões locados para executarem a coleta domiciliar na noite do dia 5.Ainda no dia 6, foi definida a rescisão do contrato com a Ecopav, a contratação emergencial da B.A. Meio Ambiente por 15 dias e o início da operação regular, com a totalidade da frota, a partir do dia 23 de novembro.A contratação da Belém Ambiental não altera os dias e horários da Coleta Domiciliar. Além do fim dos contratos emergenciais, a ação unifica a operação da coleta domiciliar com a coleta de resíduos de capina, varrição e roçada.Resíduos para a coleta domiciliar:
O recolhimento de resíduos orgânicos e rejeito ocorre três vezes por semana em toda a cidade, à exceção dos locais em que existe a coleta automatizada, em que o descarte dos resíduos domiciliares pode ser feito a qualquer hora, todos os dias da semana. Para saber os dias e horários da coleta domiciliar, basta acessar o site do DMLU ou ligar para o Sistema Fala Porto Alegre – 156.
Resíduos orgânicos – Todo resíduo de origem vegetal ou animal, ou seja, todo lixo originário de um ser vivo. Exemplos: restos de alimentos como carnes, vegetais, frutos, cascas de ovos, restos de poda, ossos, sementes, erva-mate, borra de café e chá, cinzas, restos de vegetação e galhos finos e dejetos de animais domésticos.
Rejeito – Papel laminado, lacres de iogurte e requeijão, guardanapo sujo, papel higiênico, absorventes, fraldas descartáveis, cotonete, espuma, etiquetas adesivas, esponjas, lã de aço, tecidos de limpeza, porcelana, rolhas de cortiça.(Com informações da Prefeitura Municipal)
