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  • Feira feminista acaba com violência policial

    Patricia Marini
    Com uma violência inesperada, a polícia chegou e acabou com a 1a Feira do Livro Feminista de Porto Alegre, que começou dia 30 de outubro para terminar hoje.
    Um casal da faixa dos 60 anos de idade desceu do prédio onde mora e começou a discutir com o grupo que estava na Praça João Paulo I, na rua Jerônimo de Ornelas, no bairro Santana, local do evento. O casal acabou apanhando também.
    Depois de um dia de debates e oficinas, algumas mulheres continuavam por ali, numa roda de música. Já passava das 11 horas da noite. Segundo várias das presentes, não houve qualquer tentativa de diálogo.
    Os relatos dão conta de que chegaram ao mesmo tempo três viaturas da Brigada Militar, das quais os policiais, todos homens, desembarcaram já apontando as armas e empurrando as integrantes do grupo. Questionados, responderam que um morador ligou reclamando de “uivos e tambor”.
    Uma moradora do bairro comentou que, quando chamada, a Brigada normalmente demora a aparecer e a alegação dos brigadianos é que existe apenas uma viatura para a ronda preventiva de cinco bairros, do Moinhos de Vento a Santana.
    Depois de esvaziar a praça, os policiais ali permaneceram por algum tempo, “festejando” o feito às gargalhadas.
    Antecedeu o fato a presença de um homem que passou pela Feira com uma atitude claramente provocativa, usando uma camiseta com os dizeres “Sou machista sim”. A organização do evento diz conhecer a identidade dele, que trabalharia como segurança no shopping Praia de Belas.
    A reportagem tentou contato por telefone com o comando de policiamento da capital e com o tenente de plantão do setor responsável pelo despacho de viaturas, mas os quatro números de telefone informados, pela internet e pelo 190, dão sinal de ocupado.
    A primeira reação das feministas foi relatar o episódio e lançar um pedido de solidariedade na página do evento na internet. Leia a íntegra:
    URGENTE! Pedido de solidariedade – Agressão policial durante a FLIFEA
    Desde o início da FLIFEA sofremos perseguições e agressões machistas e fascistas, com ameaças, provocações e presenças hostis, que foram constatadas e enfrentadas em cada momento. Mas o que aconteceu nesta noite de domingo (01/11/15) merece uma denúncia específica para apontar a violência estatal que expressa a misoginia institucional que violenta mulheres sistematicamente.
    Na noite de domingo estava acontecendo um ensaio artístico, com a presença de em torno de 20 mulheres, e uma viatura chegou com dois policiais que vieram supostamente devido ao barulho. Eles filmaram e intimidaram as mulheres presentes que estavam falando com eles, o que gerou reações de proteção entre as mulheres, como se organizar para ir embora e filmar a situação.
    Em seguida chegaram outras viaturas com mais policiais que foram extremamente agressivos e marcadamente racista desde o início e tentaram deter uma de nós de maneira violenta, o que desencadeou uma série de agressões físicas por parte da polícia das quais nove mulheres ficaram feridas, sendo que quatro gravemente e precisaram de atendimento médico.
    Muitas agressões aconteceram de maneira simultânea, havendo inclusive policiais que sacaram armas de fogo – um deles sacou uma arma e ameaçou várias de nós dizendo “eu vou queimar você”. Entre as ameaçadas nessa situação, uma das mulheres inclusive avisou que estava grávida, o que não foi relevante para os policiais. Dois moradores que estavam na praça no momento do ocorrido também foram agredido com cacetetes pela polícia.
    As mulheres que estavam com celulares foram alvo específico de agressões, e dois celulares foram roubados pelos policiais. Algumas das mulheres que tentavam fugir eram perseguidas e derrubadas e não conseguiam sair das agressões dos policiais, caídas no chão apanhavam com cacetetes e chutes, enquanto outras voltavam pra colocar seus corpos como escudos para tentar protegê-las e tirá-las dali. Essa cena se repetiu sucessivamente, e em meio a espancamentos com cacetetes as mulheres conseguiram chegar até as proximidades do Hospital de Clínicas, quando os policiais finalmente dispersaram.
    Em nenhum momento companheiras ficaram para trás, conseguimos nos reunir em segurança para escrever este relato e para chamar a solidariedade de todas as pessoas que possam nos apoiar neste momento. A feira está programada para continuar suas atividades na segunda feira (02/11/15), no mesmo local onde ocorreram essas agressões.
    Considerando que mulheres chegarão desavisadas do ocorrido, temos que nos fazer presentes e precisaremos de todo o apoio possível. Começaremos o dia com uma roda de conversa sobre essa situação. Precisamos da presença da maior quantidade de pessoas possível para garantir a continuidade da feira nesse último dia.
    É assim que a gente revida, não nos calando e resistindo juntas não apenas na disputa pela rua e o espaço público mas também contra um sistema que não admite a auto-organização de mulheres e que se sente ameaçado pela nossa existência insubmissa. Foi escancarado o acréscimo de ódio que a misoginia teve nesse episódio e sentimos que isso precisa ser enfrentado pela nossa sobrevivência, por todas nós que vivemos na guerra desse mundo contra as mulheres.

  • Calor faz aumentar o movimento das academias ao ar livre

    Com a proximidade do verão, cresce o movimento nas praças e parques de Porto Alegre e aumenta o número de praticantes de atividades físicas em locais públicos.
    A Redenção é um bom destino para quem quer se exercitar. O Parque Ramiro Souto conta com pista atlética, campo de futebol, quadras poliesportivas e tem iluminação noturna. Jogar basquete, futebol ou dar uma corrida no parque é de graça e faz bem à saúde.
    As academias de ginástica ao ar livre também são uma boa alternativa. No Bom Fim são duas, uma na Redenção e outra na Praça Berta Starosta, na rua Vasco da Gama. Os espaços são direcionados principalmente à terceira idade e contam com aparelhos de alongamento e para fortalecer e desenvolver a musculatura.
    A academia do Parque Farroupilha foi instalada em 2010, através de uma parceria entre a Prefeitura e a Pepsi. Em outubro de 2014, o contrato expirou. Além das academias, a empresa havia instalado dois chimarródromos, que forneciam água quente de graça. Um foi retirado e o outro está desligado.
    Como término do acordo, a manutenção da academia fica sob responsabilidade da Secretaria Municipal do Meio Ambiente (SMAM).
    O supervisor de parques, praças e jardins, Léo Bulling, afirma que há uma parceria com o parque de diversões, localizado ao lado. Entretanto, os usuários reclamam da falta de manutenção dos aparelhos.

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    Maria Elisa e Arnaldo são frequentadores assíduos da academia da Redenção

    Arnaldo Raul Formiguieri é morador da Santana e frequentador assíduo da academia da Redenção. Ele conta que antes não fazia nenhuma atividade física regular. A esposa foi quem descobriu primeiro a academia e ele gostou da ideia. Todos os finais de tarde Arnaldo vai fazer seus exercícios. “Isso aqui é uma maravilha. O único problema é que falta manutenção e alguns pais trazem as crianças para usar como brinquedo, o que acaba danificando.”
    Além de possibilitar uma atividade física gratuita ao ar livre, as chamadas “academias da terceira idade” propiciam um momento de integração. “Eu aproveito, faço meu exercício, não preciso pagar nada e ainda me divirto”, conta a paisagista Maria Elisa Medeiros, de 75 anos. Ela frequenta a academia da Redenção duas vezes por semana, quando busca a neta na creche.
    Embora seja o público alvo, a terceira idade não é a única faixa etária a usufruir das academias ao ar livre. Os jovens são minoria, mas também aproveitam as academias e são muito bem vindos, garante Seu Arnaldo.

  • Contrapartidas da Arena ainda não chegaram à Vila Farrapos

    Quase três anos depois da inauguração da Arena, estádio do Grêmio, as contrapartidas do empreendimento que deveriam ser feitas pela OAS ainda não chegaram na região.
    A construtora ficou como responsável pela pavimentação e ampliação de vias dos bairros Farrapos e Humaitá, porém moradores do Bairro Farrapos reclamam que quase nada foi feito.
    Em 2012, Prefeitura e OAS assinaram um acordo para as contrapartidas. Mas o contrato assinado era bem diferente do que havia sido definido três anos antes, quando a construtora apresentou estudos de impacto ambiental e listou as intervenções que deveriam amenizar os efeitos da instalação da Arena na região.
    Em janeiro de 2014 ,o Tribunal de Contas do Estado (TCE) e Ministério Público Estadual (MP) bloquearam o dinheiro destinado às obras do entorno, que não deveriam ser realizadas pela Prefeitura, mas pela OAS.
    A duplicação das avenidas Padre Leopoldo Bretano, A.J Renner e Ernesto Neugbauer, situadas no Humaitá e Farrapos, que estão previstas no projeto ainda não saíram do papel. O valor estimado em torno das obras foi de R$ 130 milhões, conforme a Prefeitura. Novo acordo entre OAS e Executivo foram firmados em dezembro do ano passado, 70% seriam do empreendimento e o restante dos cofres públicos.
    Obras da comunidade também não foram executadas
    Itamar Guedes, conselheiro do Orçamento Participativo da região, lembra que outras cinco demandas da comunidade estavam por conta da OAS: Reforma e ampliação da sede a Associação de Creches beneficentes do Rio Grande do Sul (ACEBERGS), da Associação de Moradores do Conjunto Mário Quintana e da Associação da Vila Tecnológica. Além da construção de um complexo esportivo e da creche Vila Progresso. Destes, apenas a Vila Tecnológica e a creche da Vila Progresso foram contemplados.  As demais obras dependem do desbloqueio dos recursos. “Queremos saber onde está esse dinheiro” questiona Guedes. Somente a ACEBERGS teria de receber quase R$ 500 mil, conforme documentos apresentados pelo conselheiro. “É um descaso com a comunidade” lamenta.
    O presidente da Associação Mário Quintana, Sérgio Bueno, que mora na frente da Arena, lembra das diversas reuniões e da falta de cumprimento das demandas solicitadas: “Tanto a associação como o bairro inteiro ninguém recebeu nenhuma contrapartida” lamenta o morador, com documentos à mão que mostram o orçamento feito por ele para a reforma da sede da Associação, e entregues à coordenadora do Centro Administrativo Regional em junho do ano passado.
    Bueno ainda reclama que a prefeitura destruiu canos e tubulações embaixo da avenida Leopoldo Brentano para as obras de acesso à Arena. “Quando chove acumula sujeira e água, o que não acontecia antes” criticou o morador

  • Santander Cultural apresenta agenda integrada com a Feira do Livro

    O Santander Cultural abre sua programação de shows em novembro, com o duo Bico de Pena, dia 1ª, às 18h, numa agenda integrada com a 61ª Feira do Livro de Porto Alegre. O show de música brasileira, com entrada franca, traz uma formação inusitada com dois instrumentos não harmônicos que geram arranjos de alta qualidade segundo a crítica especializada.
    Formado pelo casal Renato Camargo (flauta) e Angelique Camargo (cello), o duo busca, com apenas duas linhas musicais, abraçar o desafio de expressar a música brasileira pelas entrelinhas de suas composições e arranjos. Fundado em 1992, é detentor de vários prêmios e participou de gravações ao lado de artistas renomados, como Nelson Ayres e Paulo Belinatti.
    Bico de Pena tem dois CDs independentes lançados, Entrelinhas e Suíte das Crianças. Mauro Dias escreveu sobre eles no jornal O Estado de São Paulo: “A submissão de peças de Jobim (Luíza), Edu Lobo (Valsa Brasileira), Gismonti (Karatê) e outras às características não harmônicas da flauta e do violoncelo é coisa de um grau de dificuldade que só dois grandes músicos ousariam com êxito”.
    Programação continua dia 8, com o compositor gaúcho Poty Borch. Natural de Jaguarão, mostra porque vem sendo apontado como uma das mais gratas surpresas da música gaúcha. No dia 15 é a vez do projeto Café ou Chimarrão?, que reúne o violinista Mathias Pinto e o guitarrista Paulinho Fagundes. O duo argentino Flor de Lio, no dia 22, traz sua música que transita entre o folclore e o tango, pela primeira vez a Porto Alegre. Dia 29, o Bandão da Oficina Choro e Samba do Santander Cultural apresenta um repertório especial para comemorar a Menção Especial no Prêmio Açorianos, que a Oficina Choro e Samba do Santander Cultural receberá em dezembro deste ano.

  • Memorial de Jango vai mudar de lugar após bronca de general

    Luiz Cláudio Cunha
    Especial para o JÁ
    Continua o estranho impasse em Brasília sobre a construção do Memorial da Liberdade e Democracia, dedicado ao presidente João Goulart (1919-1976) e  foco do último projeto desenhado por Oscar Niemeyer.
    “Quero resolver essa história”, disse o governador Rodrigo Rollemberg (PSB) ao anoitecer desta segunda-feira (26), ao receber uma delegação de cinco senadores — Cristovam Buarque, Telmário Mota e Lasier Martins (todos do PDT), Paulo Paim (PT) e Randolfe Rodrigues (Rede).  Os parlamentares queriam reverter a surpreendente decisão do governador socialista que, em agosto passado, declarou nula a cessão de um terreno no Eixo Monumental de Brasília onde seria erguida a construção branca e ondulada de 1.200 metros quadrados onde se destaca uma cunha vermelha encravada na cúpula do monumento, com uma data maldita: 1964.

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    O governador Rollemberg/André Coelho/Ag. Globo

    Pelo local, transitam diariamente os generais mais estrelados do país, a caminho de seu local de trabalho, o Quartel-General do Exército. Entre eles, o chefe de todos, o comandante da força terrestre, o general quatro estrelas Eduardo Dias da Costa Villas Boas.
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    Dias antes do recuo inesperado do governador Rollemberg, o general Villas Boas reclamou para a senador Vanessa Grazziottin (PCdoB):
    — Este memorial não pode ser construído ao lado do Quartel-General. Isso é uma afronta ao Exército!
    Por mera coincidência, dias depois, Rollemberg anunciou a anulação do ato que liberava a construção, assinado ainda em 2004 no governo de Joaquim Roriz. Na conversa com os senadores, o governador não passou recibo pela bronca do general, que não mereceu citação de ninguém.
    Rollemberg, sempre simpático, lembrou aos visitantes que seu pai, o juiz Armando Leite Rollemberg, foi nomeado ministro do Tribunal Federal de Recursos (TFR) justamente pelo presidente Goulart, sete meses antes de ser derrubado pelo golpe militar.
    O terreno original, logo atrás do Memorial JK, fica a um quilômetro em linha reta do QG do Exército. O governador está sugerindo, agora, um outro terreno 8,5 quilômetros mais longe, a uma distância segura para não ofender a sensibilidade dos generais, ainda afrontados pela memória do presidente que derrubaram há meio século.
    A proposta de Rollemberg é destinar uma área na outra ponta do Eixo Monumental, logo atrás da Praça dos Três Poderes e do mastro da gigantesca bandeira nacional que tremula entre os palácios do Planalto e do Supremo Tribunal Federal.
    Memorial [seta] próximo ao Palácio do Planalto: a 8 km do QG, para alívio dos generais
    Memorial próximo ao Palácio do Planalto: a 8 km do QG, para alívio dos generais
    O problema será ainda maior: ali está instalado o Bosque dos Constituintes, uma verdejante coleção de 600 árvores plantadas pelos integrantes da Assembleia Constituinte de 1987 para homenagear a promulgação da nova Carta. A primeira pá de terra, para cultivar as mudas de ipê, jacarandá, cedro, jequitibá e angico, entre outras árvores típicas do país, foi dada pelo presidente da Constituinte, deputado Ulysses Guimarães.
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    Proposta furada de Rollemberg: o local, tombado, está ocupado pelo Bosque dos Constituintes

    O terreno de 76 mil metros quadrados é tombado pelo patrimônio urbanístico da capital e não permite nenhuma alteração. Depois de recuar diante das tropas do general Villas Boas, o governador de Brasília certamente não terá fôlego para enfrentar as legiões civis da cidade. Ou seja, a encrenca continua.
    A família do ex-presidente pretende entrar na Justiça contra o Governo do Distrito Federal (GDF) para defender os direitos do Instituto Presidente João Goulart (IPG).
    A Petrobrás e a Eletrobras arcaram com os custos iniciais de R$ 1,7 milhão para os furos de sondagem no terreno desprezado pelo governador após a bronca do general. Os fundos reservados junto ao Ministério da Cultura, que ajudariam a financiar os R$ 19 milhões estimados para a construção do memorial, acabaram revogados pelo atraso das obras.
    “Espero que o governador Rodrigo Rollemberg, que agora mostra boa vontade em encontrar uma solução, nos ofereça uma área no Eixo Monumental que esteja à altura da memória de João Goulart, o único presidente brasileiro morto no exílio. Jango foi perseguido, cassado e mantido longe de sua pátria por 12 anos. Só voltou ao Brasil morto, em 1976. Não é possível que, agora, Jango seja novamente cassado e perseguido. Ele faz parte de nossa história e da memória do Brasil. Jango exige respeito”, diz o seu filho, João Vicente Goulart.

  • Abandonado há oito meses, Açorianos ganha reforma só em 2016

    Há oito meses o Largo dos Açorianos está vazio e permanecerá assim por muito mais tempo, pois a prefeitura de Porto Alegre anunciou na tarde desta quarta-feira que irá revitalizar o espaço somente ano que vem. Desde a dragagem da água sob a histórica Ponte de Pedra, feita pela Secretaria do Meio Ambiente (SMAM) para avaliar quais obras deveriam ser realizadas, o lago permanece abandonado.
    O novo Largo terá passeios com acessibilidade, taludes e escadarias e deve ser concluída até dezembro de 2016. O projeto também prevê a colocação de iluminação cênica da Ponte de Pedra, com a instalação de 17 postes com 17 luminárias LED. Também serão instalados embaixo do viaduto da Borges dez projetores LED. Já a iluminação cênica da Ponte de Pedra é composta de quatro postes de aço com projetores e lâmpadas para iluminação externa. Sete linhas com quatro projetores subaquáticos de LED serão distribuídos embaixo dos arcos da ponte.
    A obra terá custo de R$ 2,5 milhões e saíra do Fundo Municipal do Meio Ambiente e terá licitação aberta até o final do ano.
    “A Prefeitura optou por requalificar todo espaço por ser um patrimônio histórico e ficar num local privilegiado, que permitirá à população desfrutar do local”, afirmou o prefeito José Fortunati.

  • Mulheres buscam artes marciais para defesa pessoal

    Antes era uma forma diferente de malhar, praticar exercícios, agora, é para defesa pessoal. Marci Minela nunca havia praticado arte marcial. No começo deste ano decidiu procurar o Muay Thai. “Eu precisava de uma forma de me defender, sem precisar de ajuda externa. Sempre trabalhei de noite e voltava pra casa sozinha de madrugada.” A ideia era aprender a se defender, mas a luta acabou tomando um espaço maior na sua vida. Hoje Marci é instrutora de Boxe, treina Muay Thai todos os dias e mudou o foco, quer competir. Em novembro ela faz sua primeira luta e a segunda já está agendada para dezembro.
    Assim como ela, muitas mulheres estão buscando na prática das artes marciais uma forma de se defender. “As meninas querem saber que, se alguma coisa acontecer, elas conseguem se livrar de uma ruim, sair de cabeça erguida. A violência doméstica acabou virando um assunto muito aberto, todo mundo sofre ou conhece gente que sofre com isso e não sabe exatamente o que fazer.”
    Marci é atleta do Time Guazzelli, criado pelos irmãos Pedro e Rodrigo Guazzelli e é treinada por Pedro. Ele dá aulas de Muay Thai em dois locais, na academia Over Boxe, que funciona na Sociedade Israelita, e no Lindóia Tênis Clube, e conta que metade das suas turmas são formadas por mulheres. Em dez anos como lutador e cinco dando professor, ele ve esse movimento crescer.

    Pedro Guazzelli é professor há cinco anos e diz que as mulheres já são metade das turmas
    Pedro Guazzelli é professor há cinco anos e diz que as mulheres já são metade das turmas

    Recentemente, Pedro organizou uma aula de defesa pessoal para mulheres, a pedido de um grupo de amigas. “Tem toda uma mítica, um discurso de se proteger dos bandidos com defesa pessoal. Minha ideia era botar isso no chão e pisar em cima. Porque muitas vezes o bandido está em casa, muitas vezes é o próprio companheiro.”
    Segundo Pedro Guazzelli, existe muita lenda e fantasia em torno da defesa pessoal. “Tem muita coisa de filme, quebra o dedinho, enfia o dedo no olho, puxa a barba. Nenhuma dessas alavancas menores detém um ataque e são muito difícieis de serem aplicadas. Eu passo algumas técnicas do Muay Thai, como clinch e a joelhada e o preparo físico, que é muito importante na defesa pessoal, nem que seja pra correr.”
    Marci conta que nunca precisou usar seus conhecimentos fora do ringue. “Espero nunca precisar. Uma coisa é treinar com os amigos. Ter que usar porque alguém está invadindo o teu espaço, é algo bem mais sério. Luta é uma coisa que se treina pra não usar.”

  • Eleições 2016: PT pode ser vice de Manuela em Porto Alegre

    Prospera nos círculos petistas a ideia de uma coligação com o PC do B na qual o partido indicaria um candidato a vice na chapa encabeçada por Manuela D’Ávila na eleição municipal de 2016.
    Olivio Dutra é um dos que defendem abertamente esse caminho. Nas quatro eleições que ganhou em  Porto Alegre a partir de 1988, o PT teve o PC do B como vice. Mas na hora em que o fiel aliado teve uma candidata viável, a mesma Manuela D’Ávila, então estreante, o PT não aceitou a coligação. Ambos perderam para José Fogaça, do PMDB.
     

  • CGTEE: polícia faz buscas em Porto Alegre, Pelotas e Bagé

    Mais de cem agentes da Delegacia Fazendária e do Departamento Estadual de Investigação Criminal (Deic), Polícia Civil, cumprem na manhã desta quarta-feira 20 mandados de busca em Alvorada, Bagé, Candiota, Pelotas e Porto Alegre.
    A operação Antracito combate fraudes em licitações em contratos com a Companhia de Geração Térmica de Energia Elétrica (CGTEE), subsidiária da Eletrobras. É a primeira ação ostensiva de uma investigação que se desenvolve desde 2012, quando as auditorias internas detectaram indícios de fraudes praticadas por um grupo de funcionários  da estatal em licitações e compra de equipamentos para a Usina Candiota II.
    Segundo a assessoria da CGTEE, o problema é localizado. Tudo indica que mesmo depois da denúncia e do início das investigações o grupo continuou agindo. O diretor Financeiro da CGTEE, Clovis Ilgenfritz, nega desvios.
    Desde 2012, as auditorias de prestação de contas apontavam dispensas indevidas, fracionamento de despesas para fugir da licitação e emergencialidades que não se configuram como emergências.
    A partir das apreensões, a CGU poderá verificar valores de contratos, o que, eventualmente, foi pago a mais, para então mensurar o tamanho do prejuízo.
    A polícia também descobriu que empresas pagas por supostamente terem fornecido mercadorias para a usina sequer existiam ou ainda, que algumas, apesar de aparecerem em disputa como concorrentes, estavam registradas em um mesmo endereço. Foi apurado que um terço das compras realizadas por Candiota em 2013, por dispensa de licitação, tiveram como beneficiárias sempre as mesmas oito empresas.
    Quanto ao superfaturamento, está registrado em depoimentos que um fornecedor chegou a comentar que quando o produto era para “a CGTEE, o preço subia 100%”.

  • CGTEE: Sereno Chaise sai dia 6, ainda não tem substituto

    Na assembleia geral do dia 6 de novembro, será oficializada a saída do presidente Sereno Chaise e toda sua equipe da Companhia Geradora Térmica de Energia Elétrica, subsidiária da Eletrobras que gere três usinas a carvão no Rio Grande do Sul.
    Aos 87 anos, “beirando  os 88”, Sereno pediu para sair numa carta ao ministro Edson Lobão em julho. “Trabalho desde os 17, acho que está na hora de me aposentar”, disse ele. Alegou sua condição de saúde, obrigado à hemodiálise diária.
    Na verdade, o experiente Sereno se antecipou ao avanço do PMDB pelas áreas do setor elétrico, consumado com a reforma ministerial.
    Antes o partido tinha na CGTEE alguns cargos de segundo escalão indicados pelo deputado Mendes Ribeiro Filho. “Hoje quem dá as cartas aqui é o Padilha”, diz um assessor, referindo-se ao ministro Eliseu Padilha, da Aviação.
    Por influência de Padilha já foi indicado para diretor administrativo, o ex-deputado Fernando Záchia.
    Para a presidência, era dada como certa a nomeação do engenheiro elétrico Francisco Romano. Os assessores petistas já estavam com as gavetas limpas quando surgiu, nos últimos dias, o nome do deputado Fernando Marroni, ex-prefeito de Pelotas, engenheiro eletricista, escorado pela bancada federal do PT.
    Aguarda-se a definição para qualquer momento.