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  • Édipo revisitado

    Naira Hofmeister

    Os primeiros acordes da guitarra de Keith Richards em Time is on my side surpreendem o público no Theatro São Pedro, especialmente levando em conta o cenário montado no palco, com estátuas gregas e elementos que remontam a 2.500 anos atrás.

    A trilha sonora – composta por canções das décadas de 1960 e 70 dos Rolling Stones – é possivelmente a única surpresa da interpretação que o gaúcho Luciano Alabarse faz da tragédia de Édipo, escrita por Sófocles.

    A história não precisa ser detalhada: Édipo é aquele cara que matou o pai e casou com a própria mãe sem saber. Torna-se um rei poderoso, mas sucumbe quando descobre sua verdadeira origem. Como castigo, arranca os próprios olhos e bane a si mesmo do reino de Tebas, que governava.

    A escolha dos ingleses para embalar a tragédia soa um pouco estranha em determinados momentos e não acrescenta significados para o espetáculo. É discutível o mérito de Alabarse em tentar aproximar culturas cuja distância pode ser lida nas siglas a.C/d.C. Ainda assim, para fãs da banda é um convite a mais para assistir ao espetáculo, que chega ao seu último final de semana no Theatro São Pedro.

    Fora o rock n’ roll, está tudo de acordo com a assinatura do diretor, que sempre preza por cenários e figurinos impecáveis e atuações sinceras. No caso, especialmente do protagonista, cujas fases adulta e velha são interpretadas por Marcelo Adams e Carlos Cunha Filho em diferentes momentos.

    A montagem de Luciano Alabarse é recomendável, mas o público tem que estar consciente de alguns detalhes. São duas horas e meia de espetáculo, com texto que apesar de adaptado, segue a estrutura e racionalidade do teatro grego de 400 a.C.

    A pouca semelhança com a novela das oito parece importunar a platéia, que depois de assistir à tragédia propriamente dita – entenda-se como o protagonista castigando a si mesmo – começa a ligar celulares para saber que horas são. E ainda há uns 40 minutos do epílogo.

    O teatro clássico pode não ser tão comovente quanto alguns espetáculos contemporâneos , mas é fundamental que seja encenado.

    Édipo provoca não apenas consternação e pena por seu destino. Permite uma reflexão sobre a trajetória humana, os dramas que nos comovem, os laços que nos unem e que 2500 anos não foram suficientes para desfazer. É tão atual que a psicanálise deu seu nome a um sintoma que só perdeu o posto de mais popular da ciência quando os terapeutas diagnosticaram o transtorno bipolar.

    Édipo

    Texto de Sófocles/Direção de Luciano Alabarse

    Local: Theatro São Pedro (Praça Marechal Deodoro, s/nº)

    Datas: 12, 13, 14 e 15 de junho

    Hora: de quinta a sábado às 21h e domingo às 18h (nesse dia, após o espetáculo, haverá debate com Marisa Eizirik, Tânia Fonseca, Ivo Bender e Luciano Alabarse)

    Preços: R$ 30,00 (platéia) R$ 20,00 (camarotes centrais) R$ 15,00 (camarotes laterais) e R$ 10,00  (galerias)

    Descontos: 50% de desconto para titular e acompanhante do Clube do Assinante ZH, 50% de desconto para estudantes, 50% de desconto para acima de 60 anos e 50% de desconto para sócios da AATSP

  • Todo se encontram na "lanchera"

    Helen Lopes

    O ambiente não tem nada de especial: mesas de mármore, cadeiras de madeira e o tradicional balcão de metal com bancos altos, de onde se pode escolher os salgados pelo aspecto. A ausência de janelas, de uns anos para cá, passou a ser menos angustiante graças aos gigantes ventiladores que borrifam gotículas de água no ambiente, tornando-o mais úmido. Cheiro de fritura tem sempre, porque além dos lanches – xis, bauru, pastel, coxinha e torrada – tem um bufê quente mantido durante 12 horas consecutivas.

    Apesar disso, ou talvez justamente por essas razões, é na Lancheria do Parque que há 26 anos os mais variados públicos convivem em harmonia. Aposentados do Bom Fim e estudantes, porteiros e professores universitários, atletas da Redenção e até baladeiros, passam ali. O cara da banda de rock underground pode estar sentado ao lado do ator de novelas da Globo. Entre eles, centenas de anônimos moradores da região.

    A lenda é que houve um tempo em que o bar não fechava nunca. Sobreviveu ao auge da esquina maldita, aos punks, às drogas, às freqüentes brigas e tiroteios. “Por isso tive que reduzir o horário de funcionamento e agora, fechamos às 2h da manhã”, revela o proprietário Ivo Salton.

    Todos os dias, às seis horas da manhã, ele ergue as cortinas de ferro do nº 1086 da Osvaldo Aranha. Chega de camisa e calça social, mas logo retorna com o jaleco branco e o boné: uniforme inconfundível.

    Ao lado da mulher Inês e do sobrinho Neomar, ele administra o negócio, ao qual dedicou quase metade da vida. “O que me deixa contente é o apoio dos clientes. São compreensivos e me ajudam quando preciso. É esse companheirismo que dá ânimo”, entusiasma-se o descendente de italianos de 56 anos.

    Nas primeiras horas da manhã, o balcão é concorrido. São vigias, brigadianos, agentes da EPTC, enfermeiras e médicos do plantão do HPS. A maioria solitária quer apenas tomar um café, ler o jornal e sair rapidamente. “Venho todas as manhãs, peço um pretinho e um pastel para começar o dia”, diz um segurança, que sai ligeiro sem deixar o nome.

    Aos 82 anos, Mota Turkinez e o amigo Abraão estão ali para jogar palitinho. Não marcam horário, mas no meio da manhã, todos os companheiros já apareceram. Entre uma partida e outra, tomam café e suco de laranja, falam de futebol, dos negócios e até de temas “impróprios para uma moça”.

    Foi por causa de aposentados como o seu Mota, que o ator Zé Victor Castiel começou a freqüentar a Lancheria. “Passei aqui na frente um dia, vi eles jogando palitinho e me lembrei do meu pai”, conta.

    Zé Victor morou muito tempo na rua Felipe Camarão, mas só depois de adulto descobriu a “lanchereca”, como ele chama. Gostou tanto que transformou o local em escritório: “Chegava às 13h, sentava numa mesa lá do fundo e dava expediente até às 19h. Fechava negócios, projetos. O Porto Verão Alegre nasceu aqui”.

    O ator tem inúmeras histórias para contar da lanchereca. Conhece todos pelo os garçons pelo nome e esteve na festa de casamento de cinco deles. Numa ocasião, teve seu carro roubado em frente ao bar. Através de uma mobilização dos garçons e “malandros” que ficam na frente da Lancheria, umas semanas depois, ele recebeu um telefonema enquanto tomava um suco. “O carro estava na Francisco Ferrer, sem nada a menos e tinha um bilhete pedindo desculpas”.

    Mesmo depois da fama e morando num bairro distante, ele garante que sempre arruma um tempo para rever os amigos. “É o elo de ligação com a vida comum, simples. Aqui eu sou eu mesmo, me sinto em casa”, revela.

    É também a simplicidade e o ambiente caseiro que atrai até hoje o empresário Federico, de 38 anos. Sócio de um bar na Cidade Baixa, ele janta todos os dias no final da tarde, antes de ir para o trabalho. “Leio o jornal, como e vou embora. Nem paro pra conversar com ninguém”.

    Rotina bem diferente de duas décadas atrás, quando aos 18 anos, passava na “lanchera” antes de ir no Ocidente. “Era o nosso ponto de encontro”, recorda.

    Com o fim da boêmia na Osvaldo Aranha, a Lancheria perdeu parte do seu público noturno. Mas ainda é possível ver o Frank Jorge tomando uma “ceva” na mesa do fundo. E sempre tem alguém montando uma banda ou combinado uma manifestação.

    A proibição do fumo também espantou um pouco os clientes da noite “Era necessário, não tínhamos ventilação adequada”, afirma seu Ivo.Alguns não se importam. Caso do professor universitário Eduardo. “Fumo na rua, antes de entrar ou quando vou embora”. A suspensão do cigarro trouxe um público novo para o horário: as crianças. Passava das 21h, quando o casal Ana e João entrou com a filha de colo Melissa. Enquanto aguardavam um lanche para levar, tomaram uma cerveja e brincaram com a criança. “Namorávamos aqui, hoje continuamos vindo, só que agora com companhia”, brinca a mãe.
    Bufê permanente e suco: instituições da casa
    Em qualquer momento, entre às 10h  e às 24h, é possível comer um prato de comida caseira pelo preço mais acessível da região. O bufê livre custa R$ 5,00 e os alimentos são repostos quase até a hora de fechar o bar. “Enquanto tem gente comendo, mantemos os pratos quentes”, observa seu Salton.

    O suco natural também é outra marca da casa. A medida é o “liquidificador”, que custa entre dois reais e dois e setenta. “É o melhor custo beneficio da cidade”, garante um corredor do Ramiro Souto.

    “Mamãocomlaranjasemgelo!”, grita o garçom do meio do salão. A orientação revela à todos os freqüentadores os pedidos individuais. “É uma maneira de agilizar”, esclarece Valmir Pederiva – o alemão Baldequi.

    Ele é um dos garçons mais antigos da casa, começou um ano depois da inauguração. Assim como muitos colegas, veio da mesma cidade de seu Ivo, Encantado, no interior do Estado. “Nossas famílias eram vizinhas”.

    Economia solidária
    O garçom conhece quase todos os clientes pelo nome. “A conversa começa pela corneta do futebol, mas depois vem a amizade”, conta Baldequi, que hoje é um dos onze sócios de seu Ivo.

    Através de pequenas cotas, o sistema associativo foi a maneira encontrada para fugir dos encargos e dar mais motivação aos funcionários. A opção desenvolve a imaginação dos freqüentadores e os mais assíduos têm teses sobre a lucratividade da Lancheria.

    “São donos de todo esse prédio”, opina um homem sentado ao balcão. “Todos têm casa na praia ou moram em grandes apartamentos”, garante outro. “Pudera! São mais de três mil pães vendidos por dia”,  acredita um terceiro.

    Reservado, seu Ivo não revela muito sobre o negócio. Com muito custo, conta que em média são vendidos mil pães por dia. “Suco não tem como contar”, desvia.

    Essa reportagem é um dos destaques da edição 385 do jornal JÁ Bom Fim/Moinhos. A publicação é quinzenal e circula gratuitamente nos 10 bairros da área central de Porto Alegre.

  • Caminhada pela Mata Bacelar aberta à padestres

    A Associação dos Moradores da Auxiliadora (AMA) realiza a Caminhada Simbólica de Adoção da Área Pública para Passagem de Pedestres com Área de Lazer no dia 14 de junho, às 10h30.

    O encontro será na escadaria da Paróquia Auxiliadora (24 de outubro, 1751), de onde a mobilização sairá a pé pelas ruas Cândido Silveira e Mata Bacelar, até a esquina da Xavier Ferreira, servidão da Coronel Bordini.

    Apesar da reivindicação dos comerciantes, de permitir o trânsito de automóveis no local, a AMA já apresentou projeto de emenda alterando o Plano Diretor, onde o trecho aparece como leito viário.

    “Solicitamos sua transformação em Área de Interesse Cultural”, revela o vice-presidente Fernando Mello, que lembra ainda que o bairro não possui praça pública.

    Para afastar os temores de que se transforme em mais um ponto de mendicância, o projeto admite o cercamento do espaço, “com fechamento e abertura em horário definido pela comunidade”, completa Mello.

    A Associação dos Moradores da Auxiliadora (AMA) realiza a Caminhada Simbólica de Adoção da Área Pública para Passagem de Pedestres com Área de Lazer no dia 14 de junho, às 10h30.

    O encontro será na escadaria da Paróquia Auxiliadora (24 de outubro, 1751), de onde a mobilização sairá a pé pelas ruas Cândido Silveira e Mata Bacelar, até a esquina da Xavier Ferreira, servidão da Coronel Bordini.

    Apesar da reivindicação dos comerciantes, de permitir o trânsito de automóveis no local, a AMA já apresentou projeto de emenda alterando o Plano Diretor, onde o trecho aparece como leito viário.

    “Solicitamos sua transformação em Área de Interesse Cultural”, revela o vice-presidente Fernando Mello, que lembra ainda que o bairro não possui praça pública.

    Para afastar os temores de que se transforme em mais um ponto de mendicância, o projeto admite o cercamento do espaço, “com fechamento e abertura em horário definido pela comunidade”, completa Mello.

  • Yeda tenta sair do olho do furacão

    Cleber Dioni e Elmar Bones
    A governadora Yeda Crusius decidiu não esperar a segunda-feira para tomar providências e tentar tirar seu governo do epicentro do furacão político que há uma semana abala as estruturas do poder no Rio Grande do Sul.
    Na tarde chuvosa do sábado, convocou a imprensa para anunciar a saída de quatro auxiliares diretos – dois secretários (já são três), o chefe da representação do Estado em Brasília, e o comandante da Brigada Militar – envolvidos em denúncias de corrupção..
    “Eu consultei muita gente, nós somos de um partido cujo estatuto é parlamentarista, nós realizamos uma reunião do Conselho Político e nós queremos reafirmar a bandeira da ética e da transparência, ” disse a governadora.
    A posição de Delson Martini, secretário geral do governo, era insustentável desde segunda-feira quando foram divulgadas na CPI do Detran as gravações feitas pela polícia federal na Operação Rodin, onde ele era mencionado em diversos diálogos.
    Cézar Busatto, chefe da Casa Civil, foi abatido na sexta-feira com a divulgação da fita de uma conversa entre ele e o vice-governador Paulo Feijó. No diálogo, Busatto dá uma aula de realismo político para justificar porque foi acobertado o Detran e não se investiga o Banrisul. São “fontes de financiamento”, um do PP, outro do PMDB, diz Busatto.
    O chefe da representação estadual em Brasília, Marcelo Cavalcante caiu ante a evidência de suas relações com Lair Ferst, um dos pivôs do esquema que desviou R$ 44 milhões do Detran. Mais ou menos o mesmo motivo que derrubou o secretário do Planejamento, Ariosto Culau, há duas semanas.
    O comandante da Brigada Militar, coronel Nilson Bueno, é um caso a parte. Ele é acusado de receber diárias por viagens em que não estava a serviço. A Justiça Militar acolheu a denúncia do Ministério Público e o coronel, que nega as acusações, terá que permanecer afastado durante as investigações que apuram os fatos.
    Nos comentários que fez após o anúncio das demissões, a governadora manifestou sua indignação “pelo comportamento do vice-governador” e fez questão de deixar claro que a conversa com Feijó ocorreu por conta e risco do chefe da Casa Civil.
    “Busatto é um homem espiritualista, um homem de paz, não me avisou, porque achava que podia fazer esse trabalho e resultou nisso que ele saberá enfrentar e dar a volta por cima. Tudo que ele fez na vida não se apaga com uma gravação”.
    Com isso rechaça a acusação principal da oposição, de que tinha conhecimento das irregularidades, mas não tomou providências, o que, se confirmado, abriria caminho para um pedido de impeachment.
    Sobre o loteamento das secretarias e as fontes de financiamento dos partidos referidas por Busatto, Yeda disse que como deputada federal, via isso acontecer, e que por isso trabalhou contra essas práticas e que, no governo, cortou 30% dos cargos de confiança. “Isso naturalmente provocou reações, todas as mudanças que realizamos geram reações e nós sabíamos que iríamos pagar por isso”, completou.

  • Hebraica inaugura saguão das artes

    Uma mostra do artista plástico Freddy Sorribas vai marcar o lançamento do Centro Cultural da Hebraica RS (João Telles, 508 / 3012.3855), no dia 13 de junho. A festa inicia às 19h e conta com a apresentação de Melissa Arievo e Eduardo Mendonça, no show “Tudo Vira Bossa”. Além de mostras artísticas, o novo espaço terá um bar-café com música ao vivo.

    A iniciativa é da administradora do teatro, Daniela Lima, que vai ampliar as atividades culturais para o saguão do segundo andar.

    Foi sob o comando da atriz que a sala de teatro foi reestruturada e retornou à cena cultural porto-alegrense depois de 15 anos fechada, em 2006.

  • "Sirvam nossas patranhas de modelo à toda terra…"

    Elmar Bones
    As gravações ouvidas nos últimos dias estão expondo as vísceras da política no Rio Grande do Sul. Estão pondo abaixo o mito de que no Estado se pratica uma política diferenciada – mais ética, mais comprometida com o interesse público.
    Havia até uma referência histórica para isso, o positivismo borgista com seu moralismo. Agora vai ficando claro que era só para rechear discurso.
    Nos anos 60, Franklin de Oliveira escreveu “Rio Grande do Sul, o novo nordeste”, livro polêmico. Dizia que o Estado estava empobrecendo e apresentava níveis de desenvolvimento equivalentes ao dos mais pobres estados nordestinos.
    A profecia de Franklin de Oliveira para a economia se realizou na política. No sentido de usar a política para se apropriar do dinheiro público, o Rio Grande do Sul parece hoje o velho nordeste. Aquele dos coronéis, que confundiam o seu com o do Estado ou vice-versa.
    Por mais que o deputado Cezar Busato tente explicar, o que está declarado nas gravações tem coerência total com o que realmente acontece.
    O Banrisul é uma das fontes de financiamento do PMDB, diz Busato.
    Todos sabem que o presidente do Banrisul é uma indicação do senador Pedro Simon, desde o governo Rigotto e que permanece no cargo por vontade do senador. O senador Pedro Simon tem se mantido distante do governo, sem abrir mão do seu campo de influência.
    O Detran seria, segundo a afirmação de Busatto, a fonte de financiamento do PP, com Otávio Germano à frente. “Custa muito caro romper com Otávio Germano”, diz Busatto em seu diálogo com Feijó.
    Em seguida, em demonstração de realismo político, o secretário descreve como ocorrem as relações dos grandes partidos dentro da estrutura do Estado.
    Em cada momento a fonte é uma: já foi o Daer ( “Quanto tempo sustentou? Fortuna no tempo das obras”), a CEEE e, agora, o Banrisul e o Detran.
    As conversas gravadas pela polícia federal na Operação Rodin mostram como os grupos operavam por dentro da máquina pública. As fitas divulgadas por Feijó mostram como se dava a cobertura política para essas operações.
    Nesse ritmo, será necessário mudar o hino. Em vez de façanhas, “sirvam nossas patranhas de modelo à toda a terra”.

  • Capital tem ações contra poluição visual

    Luiza Oliveira Barbosa

    O lançamento do Programa “Porto Visual Alegre” foi uma das principais atividades de Porto Alegre ontem, no Dia Mundial do Meio Ambiente. Trata-se de um programa da Secretaria Municipal do Meio Ambiente em parceria com a Associação Gaúcha de Supermercados (Agas), Sindilojas, Fecomércio, Federasul, Câmara dos Dirigentes Lojistas (CDL), Sindicato da Hotelaria e Gastronomia e Sindicato de Bares e Restaurantes, para reduzir a poluição visual do município, de acordo a legislação municipal.

    “O programa tem o objetivo de demonstrar, através de ações conjuntas, uma nova fase na relação entre o poder público e a iniciativa privada”, destacou Mônica Baldaus, coordenadora de eventos da SMAM. O programa materializa uma política de ação educativa para controle da poluição na paisagem de Porto Alegre. “A instalação irregular de letreiros em fachadas de lojas gera incômodo indiscutível”, observa.

    O diretor executivo da Associação Gaúcha de Supermercados (Agas), Francisco Schimitt, entende que a cidade vai ficar mais bonita. É uma medida interessante porque existe muita poluição visual como um todo. São Paulo teve um projeto parecido e melhorou muito. Eu entendo que a publicidade não vai ser prejudicada, vai ficar melhor”.

    Alexandre Baungarten, do Sindilojas, explica que a SMAM está promovendo uma ação de isenção de licença ambiental para quem usar tamanhos menores para as fachadas. “Se forem usados os tamanhos padrões, não é necessário tirar a licença ambiental. O tamanho do letreiro depende do tamanho da fachada”, afirma. Segundo ele, os lojistas apóiam porque “se as pessoas que transitam nas ruas querem que a cidade fique mais limpa visualmente, os lojistas serão a favor”. “Em um primeiro momento, terão gastos trocando fachadas, mas depois vão ter retorno”, acredita ele.

    Carmem Flores, representante da Câmara dos Dirigentes Lojistas (CDL), explica que o objetivo das entidades é apoiar o lojista que ainda não está por dentro do que é preciso fazer para ficar de acordo com a lei. “Nós apoiamos, patrocinamos as cartilhas. O nosso apoio é educativo ao nosso associado, que não está por dentro do que acontece e eles precisam entender e ser informados de que terão de mudar as fachadas e queremos orientar”. Ela ressalta que os lojistas não estão gostando desta mudança, mas que o trabalho das entidades é conscientizá-los. “O lojista que tem as lojas prontas não gosta disso porque vai ter uma despesa. O nosso interesse é unicamente o nosso lojista não ser multado. Não estamos do lado que quem fez a lei, mas dos lojistas”.

  • Plástico verde fica em Triunfo

    Elmar Bones
    A primeira fábrica mundial de polietileno feito a partir do etanol, extraído da cana de açúcar, será construída pela Braskem em Triunfo até 2010.
    O anúncio provocou prolongados aplausos no Palácio Piratini, sede do governo gaúcho, onde a governadora reuniu nesta quinta feira todos os secretários, os principais aliados políticos colaboradores, além de todos os poderes.
    O presidente da Braskem, José Carlos Grubisich, oficializou a escolha e justificou mencionando “o grande entendimento nas relações com o governo do Estado” que tem os mesmos propósitos da empresa, de crescer e promover desenvolvimento sustentável.
    A governadora Yeda Crusius também ressaltou as boas relações que decorrem da disposição da Braskem na área da responsabilidades social. “Não há evento cultural ou social em Porto Alegre que não se veja a marca da Braskem”, disse Yeda.
    Ao final, a governadora entregou a Grubisich a licença ambiental prévia (LP) para produção de até 204 mil toneladas.
    Foi uma vitória importante da governadora. A tecnologia que torna viável a produção de resinas a partir do etanol foi desenvolvida pelo Centro de Pesquisas da Braskem, no pólo de Triunfo, onde desde março de 2007 uma planta piloto produz eteno a partir do álcool.
    A melhor alternativa para uma instalação industrial, no entanto, seria a Bahia, junto ao pólo de Camaçari, por causa da matéria prima. Ali a fábrica estaria no centro de duas regiões produtoras complementares, uma dá safra no verão, outra no inverno.
    O Rio Grande do Sul praticamente extinguiu sua produção de cana. O etanol terá que ser importado de São Paulo, 450 milhões de litros por ano. Mesmo assim venceu. Além de outros aspectos ressaltados por Grubisich (como a qualidade da mão de obra, o nível da academia) pesou, certamente, o fator político. A Braskem assumiu o controle do pólo de Triunfo há um ano.
    Há dois anos, quando tentou obter o controle pela primeira vez, enfrentou resistência política e o sindicato dos petroquímicos chegou a dizer que o pólo de triunfo “seria esvaziado” se ela se tornasse controladora. A empresa tem mostrado o contrário.
    Já investiu R$ 300 milhões em suas unidades em Triunfo e pretende investir R$ 1 bilhão até 2011, metade na planta de polietileno verde metade em outros projetos de expansão da empresa no pólo gaúcho.
    O projeto já dobrou de tamanho antes de começar. A primeira formatação previa 100 toneladas de polietileno por ano, vai sair com 200 mil toneladas. Ainda não está pronto, mas a Braskem já assina acordos de fornecimento. Prevê faturar US$ 400 milhões por ano.
    A demanda pelo polietileno verde hoje no Brasil, segundo avalia a Braskem, seria de 600 mil toneladas por ano. Seus representantes negam, mas não é improvável que a empresa anuncie a curto prazo uma outra fábrica em Camaçari.
    O plástico verde tem dois apelos decisivos nos dias atuais: o do ambiente e o da matéria prima. O primeiro pela necessidade de seqüestrar carbono e reduzir o aquecimento global e o segundo pela escalada do preço do petróleo, que chega aos US$ 130 dólares.
    As obras devem começar ainda em 2008 e vão ocupar 1.500 trabalhadores durante a construção. Segundo a Braskem a fábrica terá 100 empregados, mas sua influência na economia será responsável por outros 7 mil empregos.
    Empresa já produziu plástico verde
    Na verdade não é a primeira vez que se vai produzir petroquímicoa a partir do etanol em escala industrial. A própria Braskem há vinte anos produzia 100 mil toneladas de eteno, consumindo 230 milhões de toneladas de etanol da cana. No catalizador, o álcool hidratado perde uma molécula e se transforma em eteno mais puro do que o produzido por nafta.
    A Braskem usava também o etanol para produzir PVC na planta de Alagoas até 1992. Também naquela época a Companhia Alcoolquímica Nacional produzia acido acético a partir do etanol. Em São Paulo, a Union Carbide tinha uma planta de polietileno com o processo semelhante para produzir PVC.
    Com a estabilização dos preços do petróleo na década de 1990, o etanol perdeu competitividade como matéria prima para a petroquímica.
    Nos últimos 25 anos, os catalisadores utilizados pela petroquímica passaram por uma grande revolução. Houve ganhos tecnológicos em todos os sentidos. E, principalmente, os preços do petróleo saíram do controle. O etanol volta competir no preço, até por que permite ao produtor cobrar um “premio”. Viabilidade econômica aliada ao apelo ambiental torna o negócio mais que atraente. (Sérgio Lagrana, Revista JÁ)

  • Ônibus novo da Carris estraga na Ramiro Barcelos

    Gabriel Sobé
    Um dos ônibus da nova frota da Carris iniciou os trabalhos com problemas hoje, 4 de junho, na rua Ramiro Barcelos, altura do número 1650. A mangueira de água estragou e obrigou o veículo 0597, da linha C2 a parar. “Não foi nada grave, a equipe de apoio já vai resolver”, informou o motorista, enquanto poucos passageiros aguardavam o próximo carro da linha.
    Apesar de todo conforto – televisão com programação cultural, ar condicionado, direção hidráulica e câmbio automático – o motorista avaliou que a mangueira de água da nova frota é frágil.
    Os 12 novos veículos foram entregues à população ontem, 3 de junho, no Largo Glênio Peres. O evento contou com a presença do prefeito José Fogaça, e do diretor-presidente da Carris, Antônio Lorenzi. Os dois circularam pelo Largo e verificaram os carros, que funcionaram perfeitamente no momento.
    Os veículos integrarão as linhas do centro da capital. Para facilitar o tráfego, os ônibus têm cerca de dois metros a menos que os tradicionais, medindo 10,5 metros. O layout externo foi modificado e as laterais trarão imagens dos pontos turísticos da capital, além das torcidas da dupla grenal.

  • CPI do Detran chega ao Palácio Piratini

    Elmar Bones e Cleber Dioni
    As gravações apresentadas na sessão da CPI do Detran na tarde desta quarta-feira, no plenarinho da Assembléia, tornaram inevitável a convocação do secretário geral de governo Delson Martini.
    Até deputados da base governista, inclusive o relator Adilson Troca (PSDB), ao final da sessão, assinaram o requerimento que será votado na próxima segunda feira para convocar Martini.
    As gravações resultam de escutas telefônicas feitas pela Polícia Federal, com autorização judicial, de maio a novembro do ano passado. São mais de 20 mil horas de escutas segundo a PF.
    Delson Martini, que na época era presidente da CEEE, é citado em diversas conversas. Numa delas, Antonio Dorneu Maciel, que na última segunda-feira negou qualquer conhecimento do esquema criminoso, diz que “o Delson vai falar com a governadora”, presumivelmente para esclarecer as divergências que começaram a surgir entre os diversos grupos que se beneficiavam do esquema. Maciel, em pelo menos duas gravações, faz críticas pesadas a Yeda Crusius.
    O plenarinho, no terceiro andar do Legislativo, onde a CPI realiza suas sessões, estava lotado, e trechos das fitas arrancaram gargalhadas dos presentes. No final havia uma sensação generalizada de que o Palácio Piratini não conseguirá mais evitar a presença de Martini como depoente.
    Ao final da tarde, quando o conteúdo das gravações era o principal assunto dos noticiosos de rádio, o secretário-geral convocou uma coletiva de imprensa para declarar-se inocente. “O que aparece nas gravações são referências a meu nome por terceiros para obter uma audiência com a governadora, jamais como presidente da CEEE poderia interferir em outro órgão”, afirmou. A entrevista foi tumultuada e encerrou-se 17 minutos depois, quando Martini se irritou com a pergunta de um repórter.
    O porta-voz do Governo, Paulo Fona, disse que o secretário, se for convocado, não terá “nenhuma dificuldade em comparecer para esclarecer tudo”. O porta-voz fez questão de minimizar a repercussão das gravações, afirmando que “nada de relevante” havia sido revelado e que todo o barulho em torno do assunto decorre de motivações políticas.
    Escutas comprovam esquema criminoso
    Duas horas de conversas, de 34 gravações interceptadas pela Operação Rodin e divulgadas ontem pela CPI, deixaram os deputados estarrecidos com o esquema criminoso que envolveu o Detran, duas fundações, Fatec e Fundae, vinculadas à Universidade Federal de Santa Maria, e empresas sistemistas que participaram da fraude que desviou pelo menos R$ 44 milhões dos cofres públicos.
    Além dos investigados pela Polícia Federal que hoje são réus no processo judicial em Santa Maria, os diálogos envolveram os nomes do deputado federal José Otávio Germano (PP) e de um conselheiro do Tribunal de Contas do Estado, que estaria passando informações privilegiadas sobre investigações do MPE ao ex-presidente do Detran Flávio Vaz Neto. As conversas revelaram também críticas pesadas à governadora Yeda Crusius e a possibilidade de Yeda resolver questões ligadas aos contratos com o Detran.
    Germano voltou a negar que tivesse conhecimento dos sistemistas. A governadora não se pronunciou.
    As gravações deixam claro que o esquema montado no Detran tinha uma sustentação política que alcança altos escalões do poder. A casa caiu quando os diversos grupos que dividiam o botim se desentenderam.
    “É uma tarde triste. Ficamos perplexos com o que ouvimos”, sintetizou o presidente da CPI, deputado Fabiano Pereira (PT). Para ele, em pelo menos duas ligações, Yeda é citada como quem decidiria a disputa entre os sistemistas do Detran.
    Em um dos diálogos entre os réus Flávio Vaz Neto e Antônio Dorneu Maciel fica claro que Delson Martini era quem deveria esclarecer, em nome da governadora, o caminho a seguir nas negociações entre o Detran, a Fundae e os sistemistas.
    Para Bohn Gass, ficou evidenciado que era Martini o responsável por decidir a disputa que estava ocorrendo entre duas facções da fraude, uma ligada a Lair Ferst e Chico Fraga e outra ligada a Vaz Neto e Maciel.
    Para o deputado petista, os áudios explicitam, também, que a governadora sabia de tudo e determinou o que fazer através de seu homem de confiança, Delson Martini. “Os áudios não deixam dúvidas do envolvimento do centro do governo. O que vi aqui foi o desmoronar de um governo inteiro. A casa caiu!”, declarou.
    A CPI realiza nova audiência pública hoje, a partir das 18h, no plenarinho da Assembléia Legislativa e deve ouvir Alexandre Barrios, Rosmari Gress Ávila Silveira e José Antônio Fernandes, dono da Pensant. O requerimento convocando Delson Martini será votado na próxima segunda-feira, dia 9. O secretário tem até o dia 19 para comparecer à Comissão. Até onde vai chegar? Não perca os próximos capítulos.
    Selecionamos quatro dos trechos mais contundentes:
    Conversa 1:
    Agosto de 2007.Conversam Flávio Vaz Netto e um Homem Não Identificado ( o HNI do jargão policial). Suspeita-se que seja Antônio Dorneu Maciel.
    HNI – Me diz de que forma isso vai acontecer?
    Vaz Neto – Vai para o Pleno amanhã. O Pleno vota e passa a inspeção especial com relação a esses contratos e inicia um procedimento, vão pedir informações, mas eu acho que está bem.
    HNI – Eu não pude falar com Brasília, ficou de me ligar depois. O amigo que tava na Europa chegou e quer conversar. Eu disse pra ele que houveram vários acidentes de percurso, mas o pretérito está resolvido, e que depois chamava ele pra conversar comigo e contigo. Já botei aquela minhoca com o Delson (secretário-geral de governo). Eu vou saber dele para quem era mesmo, ok.
    Vaz Neto – Tá
    Conversa 2
    Flávio Vaz Neto com Antônio Dorneu Maciel. “Ele”, mencionado no diálogo seria Lair Ferst, segundo a Polícia Federal. Ferst estaria pressionando o secretário-geral de Governo Delson Martini pela sua permanência no esquema. Maciel teria conversado com Martini para receber uma orientação da governadora sobre essa situação.
    Antonio Dorneu Maciel – Se puder pergunta pra ele se a orientação é do Delson.
    Flávio Vaz Neto – Tá bem.
    ADM – Eu acho que era bom, né?
    FVN – Acho que sim.
    ADM – Se tiver chance, depende do ambiente, porque isso não é assunto para atropelar. Ele disse que vai falar com ela, ela vai falar com ele. Mas ele já tá aceitando porque ele me disse que ela é sem vergonha mesmo, ela faz assim, ela logra as pessoas, joga uns contra os outros, já ta criando inimizades do Flávio comigo, ele disse.
    FVN – É aquela história né, tchê, se é guerra é guerra, eu preciso me preparar para a guerra.
    ADM – Até porque ele disse isso, mas eu disse pra ele que quem vai definir é ela.
    FVN –Então, porque o Flávio não me falou ainda, nós não marcamos uma reunião para tratarmos desse assunto com o cara. ADM – É isso aí, se tu tiver chance boa, governadora ta dando um pequeno impasse lá, sigo orientação do Delson? Pronto. Já avisei o Delson, viu.
    FVN – Já avisaste ele?
    ADM – Ele disse : o quê? Não diz? Na volta nós nos falamos.
    FVN- Guerra é guerra. Eu não posso chegar nesse nível.
    ADM – Tu vê isso aí e depois tu fica frio, não atropela, para nós pensar até amanhã.
    FVN – Tá bom, e dele com relação a mim, qual foi a atitude?
    ADM – De desencanto. Ele queria ser parceiro na desgraça, na alegria, na bonanza, na fartura, entendeu?
    Conversa 3:
    Flávio Vaz Neto fala com sua secretária:
    FVN – Avisa que eu preciso falar com ele amanhã ainda, eu preciso sair e depois faço contato.
    Secretária – Eu marco algum específico com ele ou deixo para amanhã?
    FVN – Pode até ser aí, lá por volta das três da tarde.
    Suspeita da polícia federal: “Ele” seria Lair Ferst.
    Conversa 4
    Flávio Vaz Neto com HNI (Homem não identificado). A polícia tem convicção que se trata do deputado federal José Otávio Germano
    – FVN – Alô?
    – HNI – Alô. Fala liderança. Você tá bem. O ombro ta bem?
    – FVN – Não sabe o que incomoda essa merda
    – HNI – te inteirou dos assuntos
    -FVN– Sim, me inteirei dos assuntos. Eu avalio positivamente, embora à primeira vista possa preocupar. Na verdade são questões pretéritas, centradas na ausência de licitação dos terceirizados e há uma representação do Ministério Público do próprio Tribunal que vai ser submetido ao Pleno amanhã pra que se inicie uma inspeção inicial pra tratar desse assunto.
    Eu conversei hoje de manhã com o Buti (Luiz Paulo Germano, irmão de JOG). Se isso passar amanhã, que na avaliação interna é uma circunstância quase inevitável, vai se iniciar um processo jurídico, de informações e tal, e essas informações, todas elas já foram prestadas oficialmente pelo órgão e deverá ser depois pela Universidade.
    Ou seja, para o órgão, não há essa vinculação. Poderá vir haver pela Universidade, mas aí vamos ter que trabalhar junto ao jurídico pra encaminhar bem esse negócio. Mas não é, pela conversa que eu tive longa, hoje de manhã, um negócio que mereça preocupação além das questões de natureza formal e si própria.
    Minha avaliação é que esse negócio acaba limpando a área geral. Porque no modelo atual não há o que ser indagado, então isso vai se prestar ao fim e ao cabo, tratar dessa matéria agora, como uma antecipação da apreciação das contas ordinárias, e limpa geral, ta entendendo?
    HNI – Entendi
    FVN – E eu; particularmente, arredo da minha pauta por inteiro esse assunto, um passivo que a gente dá por resolvido. Compreendeste o meu raciocínio?
    HNI – Compreendi, compreendi, compreendi.
    FVN- Mas ta tudo bem, amanhã o outro está indo pra lá, pra já resolver as questões que estavam sem solução e eu vou ficar com uma questão recorrente, um sujeito aqui da região metropolitana (Francisco Fraga) que chegou aí agora e tá querendo contato e tal, só eu tu podia me ajudar com nosso amigo da são chico (Antônio Dorneu Maciel) aí, pra me tirar desse processo, pra me afastar dessa bronca.
    HNI – Amanhã eu estou aí e falamos mais
    FVN – Porque esse troço não me ajuda em nada e eu já tinha dado por resolvido, já consegui resolver o outro assunto aí dos pensadores, tá tudo tendo solução adequada e fica esse cara aí recorrente com essas demandas.
    HNI – Nós falamos pessoalmente então amanhã aí
    FVN – Ta bom. Eu tenho que te relatar a minha ida ao Rio de Janeiro, no contato que fiz com aquele pessoal da área financeira, que tem notificações importantes na relação, mas todas boas, todas pro bem. Eu queria dividir contigo essas coisas.
    HNI – tu achas que não tem que ter nenhum tipo de ação amanhã então
    FVN – não, acho que é bom deixar andar, pra resolver logo isso, eu conversei longamente com o Duti hoje e ele se dispôs a ajudar na construção e eu vou trazer pra dentro do processo pêra ele me ajudar a pensar nas coisas aí
    HNI – Tá bom, você tá muito bem
    FVN – Tá bem, fica frio aí, um abraço