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  • ABIN investiga candidatos do PMDB

    Elmar Bones, de Brasília

    Por determinação expressa de Lula, todos os nomes apresentados pelo PMDB para cargos na área de energia, onde o ministro será o senador Edson Lobão,do Maranhão, passarão pelo crivo da Agencia Brasileira de Informações, a Abin, sucessora do Serviço Nacional de Informações, SNI.

    “Quem não tiver ficha limpa não passa”, teria dito o presidente ao seu negociador político, o ministro José Múcio Monteiro. Segundo uma fonte bem situada no palácio do Planalto, alguns dos nomes apresentados já tiverem suas fichas levantadas e o resultado “está mais para prontuário policial do que para currículo funcional”.

    O PMDB, maior partido da base aliada do presidente, quer o Ministério de Minas e Energia no sistema de “porteira fechada”, ou seja, com todos os cargos de chefia, inclusive das estatais da área, preenchidos por indicações do partido. Mas há resistências no governo, principalmente de parte da ministra Dilma Rousseff que não pretende abrir mão do controle sobre as principais estatais da área.

    O ministério das Minas e Energia controla 17 estatais, cujos investimentos este ano superam os R$ 6 bilhões.

  • Dois ministros são vítimas de assalto em Porto Alegre

    Elmar Bones, de Brasilia

    O Correio Brasiliense deu um furo nesta quinta-feira ao noticiar que dois ministros gaúchos do governo Lula – Tarso Genro e Guilherme Cassel – foram vítimas de assalto em Porto Alegre no final do ano.

    O ministro da Justiça, Tarso Genro, perdeu R$ 5,7 mil para os ladrões que atacaram um funcionário de seu escritório no dia 20 de dezembro, no centro de Porto Alegre.

    O funcionário levava o dinheiro para depositar na conta de Tarso quando o carro em que estava foi bloqueado por uma moto e o caroneiro desceu com uma arma na mão e o rendeu.

    Os R$ 5,7 mil correspondiam a uma das 120 parcelas que os sócios doministro estão pagando a ele por sua parte no escritório de  advocacia, vendida há sete anos.

    Mensalmente, um funcionário do escritório político de Tarso recebe o dinheiro num envelope. Não foi explicado por que o pagamento é feito em dinheiro vivo e não por uma transferência ou cheque nominal.

    O ministro do Desenvolvimento Agrário, Guilherme Cassel, teve sua casa em Porto Alegre arrombada quando passava o natal com a familia em Santa Catarina.

    O ladrão levou um aparelho de TV, dois DVDs e vários outros eletrodomésticos. A ocorrência foi registrada por um irmão de Cassel.

    Quando voltou para casa, uma semana depois, o ministro foi conferir o boletim de ocorrência e descobriu que a policia tinha o nome e até o endereço de um suspeito, reconhecido pelos vizinhos, mas ainda não havia tomado nenhuma providência porque estava com a equipe reduzida por conta dos feriados de fim de ano.

    Cassel ainda argumentou que se a policia demorasse muito, o ladrão ia vender os objetos roubados. Não adiantou. Depois de alguns telefonemas, em vão, o ministro desistiu.

    A notícia dos dois casos mereceu meia página no Correio Brasiliense, o mais lido no meio político da capital federal, com direito a foto de Tarso Genro e reprodução do boletim de ocorrência. “Nem ministro escapa de roubo”, foi o título. Foi a única notícia do Rio Grande do Sul na edição.

  • Um festival para aproximar olhares

    Cleber Dioni

    A partir desta terça-feira, 8 de janeiro, Porto Alegre é a atração de fotógrafos profissionais e amadores de várias partes do Brasil e de países latino-americanos e europeus. A idéia é original: um festival de fotografia com projeções digitais, sem a necessidade da presença física das imagens. É o Festival Internacional de Fotografia de Porto Alegre, o FestFotoPoa2008, em sua segunda edição.

    Nos cinco dias do evento, vários espaços culturais estarão realizando debates, oficinas, workshops, projeções e leituras de portfólios. O público terá a oportunidade de conhecer e trocar experiências com renomados fotógrafos do Brasil e exterior, além de pesquisadores, galeristas e colecionadores, que irão tratar de diversos temas envolvendo a arte da fotografia. Como dizem os organizadores: “aproximando olhares… expandindo temporalidades…”.

    Na programação das projeções, além do “Fotograma Livre” e da “Fotografia Brasileira Contemporânea”, haverá duas novidades: os “Convidados de Claudia Andujar”, a homenageada dessa edição, e os “Diálogos Internacionais”, com representantes de dez países. Ente os 32 autores convidados estão Christian Cravo, Juan Esteves, Ding Musa, Hirosuke Kitamura e Marcos Bonisson.

    As projeções acontecem no auditório Barbosa Lessa do Centro Cultural CEEE Erico Verissimo, no Margs, no Museu de Comunicação Social Hipólito José da Costa e no Café Santo de Casa – antigo Café Majestic.

    Na noite de quinta-feira, dia 10, o FestFotoPoA, em parceria com a Fundacine e o projeto RodaCine, promove uma noite de projeção de filmes documentários sobre fotógrafos brasileiros, produzidos para o programa “Foto Em Cena” do Canal Brasil. Será uma projeção ao ar livre na Usina do Gasômetro.

    Outra novidade do FestFotoPoa é o leilão de fotos que acontece no sábado, dia 12, no CCCEV, sob a coordenação do jornalista e colecionador de arte Paulo Gasparotto. O Fórum de Fine-Print vai reunir os autores e suas obras com colecionadores, galeristas e todos os interessados em adquirir uma obra assinada. Os recursos arrecadados no Fórum serão canalizados para eventos de ação educativa do festival. As obras que vão participar do Fórum foram doadas pelos autores, entre eles a belga Martine Franck.

    As palestras, debates e seminários, assim como as projeções têm entrada gratuita, necessitando apenas retirar senha. Já as oficinas, workshops e leituras de portfólio têm inscrição antecipada mediante pagamento de uma taxa. A programação completa do Festival e as inscrições para as atividades estão disponíveis no site www.festfotopoa.com.br.

    A promoção e realização do FestFotoPoA é da Brasil Imagem. O projeto, orçado em R$ 95 mil, foi aprovado na Lei Rouanet, de incentivo à cultura, vinculado ao Ministério da Cultura. Os patrocinadores são a Funarte – Fundação Nacional de Artes, a ESPM – Escola Superior de Propaganda e Marketing, a Caixa Econômica Federal, o BRDE – Banco Regional do Desenvolvimento do Extremo-Sul e da FNAC. E tem o apoio de diversas instituições públicas e empresas privadas.

    Linguagens diversificadas

    O coordenador-geral do evento, Carlos Carvalho, destaca o caráter diversificado do festival para atender a um variado leque de linguagens na expressão fotográfica e revela que grande parte do público no festival não é formada por fotógrafos profissionais. “Há uns 4 anos começamos a investir em eventos. Em 2005 trouxemos a Coleção Pirelli/MASP de Fotografia, uma das mais importantes coleções no país. E notamos que existe uma demanda muito grande em Porto Alegre por essa área do conhecimento. Pessoas que simplesmente se interessam pelo assunto, gostam da fotografia e querem trocar experiências, aprender mais”.

    A primeira edição do FestFotoPoA teve um público de cerca de três mil pessoas, de vários estados, divididos em três espaços culturais da capital gaúcha. “Foi um sucesso para a organização”, diz Carvalho, que já projeta pelo menos o dobro de público este ano, tendo em vista que a programação duplicou – em alguns casos triplicou – em relação ao ano anterior, e a participação dos principais nomes da pesquisa e da organização de festivais.

    “A fotografia brasileira é sucesso no cenário internacional contemporâneo. É o destaque em âmbito latino-americano e revelação no contexto mundial. Temos nomes como Sebastião Salgado, que é muito conhecido no mundo todo, o Miguel Rio Branco, o Cássio Vasconcellos. Temos os gaúchos Luiz Carlos Felizardo, Manoel da Costa, Leopoldo Plentz, que é um dos coordenadores do nosso festival. A fotografia documental, o fotojornalismo sempre foi o forte dos brasileiros, mas hoje também há revelações no campo da arte. Temos a Rosângela Rennó, arquiteta e artista plástica. E existe a nova geração que está vivendo num dos melhores momentos da fotografia brasileira.

    Encontros com autores gaúchos

    Dos doze fotógrafos irão participar dos “Encontros com o autor”, quatro são gaúchos: os fotojornalistas Luiz Abreu e Jacqueline Joner, o publicitário e artista plástico Clovis Dariano e o publicitário Fernando Bueno.

    Fotojornalista desde 1974, Jacqueline Joner colaborou com os principais jornais brasileiros. Trabalha hoje como professora de fotojornalismo e no Atelier de Photographia, que abriu em 1989, estendendo sua atividade na área publicitária e a trabalhos de expressão pessoal.

    Fernando Bueno, fotógrafo desde 1972, tem trabalhos representados pelo The Image Bank (hoje Getty Images) e o Licensee The Image Bank, para os estados do Rio Grande do Sul e Santa Catarina. Acumula importantes prêmios em sua carreira como a Menção Honrosa na Nikon Internacional Contest em 1975 e 1976.

    Para Luiz Abreu, 34 anos de profissão, com várias mostras nacionais e internacionais no portfólio, o FestFotoPoa é fundamental para os gaúchos. Ele trabalhou em diversos jornais da capital gaúcha e em revistas nacionais e diz que o momento não é bom para o fotojornalismo no Sul. “Por isso, esse festival é um dos nossos canais de comunicação com o eixo Rio/São Paulo. E, a oportunidade do público de conhecer o trabalho dos grandes nomes da fotografia”, afirma o co-autor dos dois primeiros foto-livros no Estado: “Ponto de Vista – Um Depoimento Fotográfico” e “Santa Soja”, que também geraram exposições.

    Claudia Andujar é a homenageada

    A fotógrafa suíça-brasileira Claudia Andujar é a primeira a receber homenagens de uma série dedicada a nomes consagrados da fotografia brasileira.

    A cada edição, um autor será convidado a revisitar sua obra e dialogar com o público e com outros autores convidados por ele, sobre os principais momentos do seu trabalho e os caminhos diversos na fotografia mundial.

    Claudia viveu a maior parte de sua carreira no Brasil – chegou ao país em 1955 –, onde construiu uma obra documental de grande força expressiva, político e social.

    Após registrar, entre 1956 e 1958, povos da América do Sul, entre os quais os Karajá da Ilha do Bananal, Claudia abandona a pintura para dedicar-se exclusivamente à fotografia, tornando-se mundialmente conhecida ao ter obras adquiridas pelo curador de fotografia Edward Steichen, do MoMA, e publicadas pelas revistas Life e Look.

    Nos anos 60, tornou-se uma das principais fotógrafas da revista Realidade, onde realizou reportagens históricas, entre elas o dossiê “Amazônia” (1968), com os primeiros registros dos Yanomami de Roraima.

    Programação do FestFotoPoA 2008

    08/01
    Encontros com o autor – Fotografia Gaúcha
    Das 9h30 às 11h – Luiz Abreu
    Mediação: Carlos Carvalho

    Das 11h às 12h30 – Clovis Dariano
    Mediação: Leopoldo Plentz

    Projeções
    Das 14h30 às 15h30 – Fotografia Brasileira Contemporânea Selecionados do Fotograma Livre

    Encontros com o autor – Fotografia Gaúcha
    Das 15h30 às 17h – Fernando Bueno
    Mediação: Leopoldo Plentz

    Das 17h30 às 19h – Jacqueline Joner
    Mediação: Carlos Carvalho

    Solenidade de abertura – 20h
    Palestra com Rubens Fernandes Junior
    “A fotografia expandida” e “Sobras na obra de Geraldo Barros”.
    20h30
    Mediação: Carlos Carvalho

    09/01

    Mesa de Debates: “A fotografia profissional no Brasil – cenário atual e futuro”.
    Primeira mesa: 9h30 às 11h
    Produção fotográfica: “Mercado atual e tendências”
    Participantes: Juan Esteves, Luis Claudio Marigo e Fernando Bueno. Mediação: Carlos Carvalho

    Segunda mesa: 11h às 12h30
    Pós foto – “A foto indexada – otimizar a vocação de uma foto”
    Participantes: Zeca Linhares (a migração digital), Gariba (tratamento e finalização de foto) e Antonio Luis Hamdan.
    Mediação: Carlos Carvalho

    Terceira mesa: das 14h às 15h30
    Direito autoral e direito de imagem – “Limites legais da produção fotográfica”
    Participantes: Zeca Linhares (revisão histórica do direito autoral e do direito de imagem. Case: fotografia francesa e a Agência Magnum), Eliane Abrão (advogada especialista em direito autoral e direito de imagem).
    Mediação: Carlos Carvalho

    Palestra: “Os tempos da Fotografia: O efêmero e o perpétuo”.
    Das 16h às 17h30
    Palestrante : Boris Kossoy com a participação da Historiadora Sandra Pesavento.
    Mediação: Luis Eduardo Achutti

    Projeções
    Das 18h às 19h – Programação: Convidados de Claudia Andujar e Diálogos Internacionai

    Encontros com o autor – Claudia Andujar, homenageada
    Das 20h às 21h30
    Mediação: Carlos Carvalho

    10/01

    Seminário de Coleções Públicas e Particulares
    Das 9h30 às 11h – Coleções Particulares Joaquim Paiva e Rosely Nakagawa
    Mediação: Carlos Carvalho

    Das 11h às 12h30 – Coleções Públicas Museu Hipólito e Centro Municipal de Fotografia de Montevidéu.
    Mediação: Sinara Sandri

    Projeções
    Das 14h30 às 15h30 – Fotografia Brasileira Contemporânea e Selecionados do Fotograma Livre

    Encontros com o autor – Boris Kossoy
    Das 15h30 às 17h
    Mediação: Carlos Carvalho

    Palestra – O Digital na produção fotográfica contemporânea
    Das 17h30 às 19h
    Palestrante : Eduardo Brandão
    Mediação: Carlos Carvalho

    Visita ao Museu C. S. Hipólito José da Costa
    Das 19h30 às 20h30 – Exposição Memória Visual de Porto Alegre Cinema e fotografia

    Das 21h às 22h30 – Projeção de filmes documentários produzidos pela FotoInCena em parceria com o Canal Brasil.
    Filmes selecionados para a mostra: Walter Firmo, Walter Carvalho, Rogerio Reis, Paula Sampaio, Luis Braga, J.R.Ripper, Flavio Damm, Renan Cepeda, Evandro Teixeira, Luiz Carlos Barreto. Local: Usina do Gasômetro

    11/01
    Encontros com o autor
    Das 9h30 às 11h – Joaquim Paiva
    Mediação: Carlos Carvalho

    Das 11h às 12h30 – Luis Cláudio Marigo
    Mediação: Carlos Carvalho

    Palestra – A obra de Eugene Smith
    Das 14h às 15h30
    Palestrante: Pedro Karp Vasquez
    Mediação: Zeca Linhares

    Encontros com o autor
    Das 16h às 17h30
    Cia de Foto
    Mediação: Carlos Carvalho

    Palestras
    Das 18h às 19h30 – Elda Harrignton – Fotografia Argentina Contemporânea
    Mediação: Carlos Carvalho

    Das 20h às 21h30 – Alejandro Castelotte – O livro Mapas Abertos da fotografia Latino Americana. Iatã Cannabrava – Os festivais de fotografia na América Latina.
    Mediação: Carlos Carvalho

    12/01
    Encontros com o autor
    Das 9h30 às 11h – Orlando Azevedo
    Mediação: Carlos Carvalho

    Das 11h às 12h30 – Andre François
    Mediação: Sinara Sandri

    Projeções
    Das 14h às 14h30
    Programação Claudia Andujar e Diálogos Internacionais

    Encontros com o autor
    Das 15h às 16h30 – Alex Majoli – Magnum ( participação de Toni Pires – Editor de fotografia do Jornal Folha de S. Paulo)
    Mediação: Carlos Carvalho

    Das 17h às 18h30 – Otto Stupakoff
    Mediação: Rubens Fernandes Junior

    Das 19h às 20h30 – Pedro Karp Vasquez
    Mediação: Carlos Carvalho

    Leilão de Fotografias do FestFotoPoA 2008
    Das 21h às 23h

    Projeções Fotográficas:
    De 8 a 12 de janeiro
    14h- Banco de Imagens do Museu Hipólito : O Movimento da Legalidade(1961) no Arquivo do Palácio Piratini.

    Projeções
    Das 16h às 18h – Fotografia Brasileira Contemporânea

    Projeção do documentário uruguaio “ Al pie del árbol blanco”
    Sobre o fotógrafo uruguaio Aurelio González que reencontra seu arquivo fotográfico após 30 anos. 64″. Legendas em português.
    De 10 a 12 de janeiro, às 15h.

  • Yeda mantém suspense sobre mudanças no secretariado

    Cleber Dioni

    Nas muitas entrevistas que deu na passagem do ano,  a governadora Yeda Crusius teve um cuidado em especial: não adiantar nada ou quase nada sobre a tão comentada reforma no secretariado que ela está planejando.

    Numa delas, Yeda deu a entender que pode inclusive anunciar a mudança somente depois do carnaval. Ela faz questão de dizer que não tem pressa.

    O resultado é que ontem, primeiro dia de atividades políticas de 2008, tudo o que se colheu foram especulações sobre o assunto, que mobiliza os interesses de todos os partidos que apóiam o governo.

    Na Assembléia, os analistas políticos trabalham com uma perspectiva de mudanças em seis secretarias: Casa Civil, Desenvolvimento, Habitação, Turismo, Obras e Ciência e Tecnologia, além da criação de uma secretaria de governo ou secretaria geral.

    As mudanças teriam o sentido de rearticular a base de sustentação política do governo, que em 2007 não conseguiu dar suficiente respaldo às ações da governadora.

    Houve inclusive desgaste em alguns dos partidos da aliança, como o PP e o PDT, cuja recomposição com o governo ainda não é certa.

    Nesse contexto, o mais certo até o momento é a saída do chefe da Casa Civil, Luiz Fernando Záchia, indicação do PMDB. Desgastado depois da derrota do pacote para aumento de impostos, Záchia tem também razões pessoais para sair. Quer candidatar-se a deputado federal na eleição de 2010 e pretende trabalhar intensamente nas eleições municipais deste ano, fortalecendo suas bases.

    Quanto à sua substituição, há muitos indícios, mas nenhuma informação consistente. Um nome forte é o do ex-deputado Cezar Busatto, do PPS, atual secretário de coordenação política na prefeitura de Porto Alegre.

    Ele poderia ir também para a Secretaria de Desenvolvimento, no lugar de Nelson Proença. Ex-secretário da Fazenda, com grande vivência das questões financeiras, as mais graves do Estado, o economista Busatto, no entanto é considerado uma peça imprescindível na estratégia de reeleger José Fogaça este ano.

    Outro nome já incluído nas colunas políticas é o do deputado federal Mendes Ribeiro Filho, do PMDB. Ele seria uma indicação do senador Pedro Simon, mas esbarra na intenção já manifesta pela governadora de fortalecer o seu partido, PSDB, dentro do governo.

    Nesse sentido, ganha força o deputado Cláudio Diaz, que assumiu na vaga do deputado Júlio Redecker.  Representante da Zona Sul, com base em Rio Grande, Diaz é cotado também para a secretaria geral.

    Para essas funções, que seriam essencialmente de coordenação política, ele tem a desvantagem de ser pouco conhecido no resto do Estado.

  • VCP vai plantar 17 mil ha por ano até 2011

    Elmar Bones

    A Votorantim Celulose e Papel já investiu 250 milhões de dólares em seu projeto no Rio Grande do Sul, incluindo aquisição de terras, contratação de pessoal e maquinário.

    A empresa está implantando uma “base florestal” em 12 municípios na região de Pelotas/Bagé para alimentar uma indústria com capacidade de 1,3 milhão de toneladas de celulose branqueada de eucalipto. Já foram plantados 48,7 mil hectares, sendo 37,7 mil hectares em terras próprias e 11 mil em propriedades de terceiros, na modalidade da “poupança florestal”.

    A empresa pretende plantar 17 mil hectares por ano para chegar a 120 mil hectares com plantios de eucalipto em 2011.

    O investimento total da VCP na metade Sul está estimado em 2 bilhões de dólares (US$ 1,3 bilhão na indústria e US$ 700 milhões na base florestal). Hoje a VCP tem mil pessoas empregadas na região, número que chegará a 2.500 quando começar a operar a fábrica.

  • Casa de Cultura Mario Quintana agora é Espaço Banrisul

    Naira Hofmeister

    Seis meses depois de formalizar um auxílio mensal com a Casa de Cultura Mário Quintana (foto) – que no início de 2007 perdeu o patrocínio do Unibanco – o Banrisul passa a constar também no nome oficial da instituição.

    A partir de 2008, a CCMQ vai se chamar Casa de Cultura Mario Quintana – Espaço Cultural Banrisul. “A união das duas instituições é uma luta para manter a cultura viva”, defende o diretor interino da CCMQ, André Vecari.

    O anúncio da parceria foi feito durante o Festival Internacional de Cinema de Gramado, pela secretária da Cultura Mônica Leal e fixava o repasse de R$ 30 mil por mês à instituição. Vecari não está autorizado a informar o valor exato dos repasses, mas garante que o banco cumpre o contrato, paga em dia, e o valor supera o previsto.

    Na época do anúncio a cinemateca Paulo Amorim estava ameaçada de fechar após o término do contrato com o banco paulista, no início de 2007. Bilheteiros e projetistas, que mantém vínculo de trabalho através da CLT, foram obrigados a ratear o dinheiro das bilheterias para receber seus salários durante os primeiros meses do ano.

    Atualmente esse pequeno grupo de celetistas segue enfrentando problemas para receber os salários integralmente. Isso porque o governo Yeda Crusius não repassou nenhum centavo para a instituição, que se sustenta através de projetos financiados, patrocínios e aluguel de espaços, especialmente das salas de teatro Bruno Kiefer e Carlos Carvalho.

    “Ouvimos a solicitação da governadora de fazer mais com menos e não ocupamos dinheiro algum dos cofres públicos em 2007. A CCMQ funciona como uma empresa a ser gerida se forma auto-sustentável”, orgulha-se Vecari, que defende a posição de não buscar recursos junto ao Estado. “Todos conhecemos a situação do governo – com tanta gente precisando, não vamos ser nós que vamos pedir”.

    O diretor da CCMQ observa que os R$ 30 mil mensais provenientes do Banrisul são fundamentais para manter a qualidade programação cultural, que além de ser diversificada, conta com preços populares: o cinema é um dos mais baratos da capital e grande parte da programação musical e de artes visuais é gratuita.

    Desde que começou a receber auxílio financeiro do Banrisul, a CCMQ passou a oferecer uma oficina de balé para crianças com deficiência visual e o projeto Música na Travessa, com apresentações eruditas de graça no térreo da instituição. “Com o incentivo, podemos atingir o objetivo de promover a cultura para todos os gaúchos”, comemora Vecari.

  • A polêmica do plástico: descartar ou reutilizar

    Luiza Oliveira Barbosa, especial para o JÁ

    Em 2007, empresários, políticos e ambientalistas parecem ter despertado de vez para o problema das sacolas plásticas distribuídas gratuitamente em estabelecimentos comerciais do mundo.

    Mas se em países como Inglaterra as discussões apontam para a redução do uso ou a reutilização do material, no Brasil iniciativas indicam para uma política de substituição das sacolas de termoplástico (convencional), por sacolas de plástico degradável. É uma polêmica que se anuncia em 2008.

    Entre as soluções, o plástico oxibiodegradável, feito à base de amido de batata, já vem sendo produzido por algumas empresas. Esse material sofre degradação em dois estágios: primerio, é convertido quimicamente em fragmentos moleculares. Essas moléculas, umedecidas pela água podem ser biodegradadas (convertidas em dióxido de carbono, água e biomassa por microorganismos).

    “Quem tem a preocupação ecológica compra um produto que pode ser colocado diretamente na natureza e vai se decompor em 18 ou 20 semanas, dependendo da espessura. Diferentemente do plástico normal, que leva 200 anos”, defende Cristina Zatti, diretora de desenvolvimento de produtos da Coza, indústria gaúcha de cestas plásticas de material biodegradável.

    Apoiados por políticos de todo o país, os fabricantes do material pretendem expandir sua demanda através de leis e normas que promovam a substituição das sacolas de plástico convencional. É o exemplo do projeto de lei em análise na Câmara de Vereadores de Porto Alegre

    O PL proposto pela vereadora Maristella Maffei (PC do B) prevê a substituição do plástico convencional por sacolas de material biodegradável ou reutilizável. Entre elas as embalagens plásticas oxiobiodegradáveis.

    Mas ainda há um grade debate sendo travado entre os especialistas. Em reunião na primeira quinzena de Dezembro, integrantes do grupo de trabalho criado no final de novembro pela Sema/RS, decidiram encaminhar para a vereadora um documento solicitando reavaliação da proposta que visa a adoção de embalagens plásticas oxiobiodegradáveis nos estabelecimentos comerciais de Porto Alegre.

    A Fepam elaborou um parecer sobre os plásticos oxiobiodegradáveis, baseado em estudo elaborado pela CETESB, órgão do governo paulista, segundo o qual “não é possível prever o comportamento do material oxibiodegradável exposto ao meio ambiente natural”.

    “Não é possível afiançar que o polímero oxibiodegradável seja reincorporado ao meio ambiente no tempo afirmado pelos fabricantes, ou mesmo que será realmente biodegradado. Existe um limitante sério, em termos ambientais, que é a impossibilidade desse tipo de material de ser compostado”,explicou a presidente da Fundação.

    O Instituto Sócio-Ambiental do Plástico, Plastivida, é contra a utilização de plásticos oxibiodegradáveis. “Essas sacolas utilizam aditivos para que o plástico se torne oxibiodegradável. Ao se degradar, os plásticos não desaparecem na natureza e sim se fragmentam podendo causar riscos ambientais muito mais sérios, como a
    contaminação em rios e subsolos”, alerta o presidente do Plastivida, Francisco Assis Esmeraldo.

    A biodegradação só é possível em condições ideais de oxigênio, luz, umidade, temperatura, e um manejo contínuo. “Afirmar que um produto  biodegradável se biodegradará em qualquer condição, até mesmo ao ar livre, é uma afirmação incorreta”,sublinha.

    Para Esmeraldo, além de gerar uma “poluição invisível”, a imposição de sacolas oxibiodegradáveis significa desperdiçar um material que poderia gerar energia. “Plástico é petróleo e, portanto, tem alto teor energético, comparável ao óleo diesel, e num momento em que o mundo carece de novas fontes de energia é um contra-senso fazer ‘desaparecer’ uma sacola plástica”, argumenta ele.

    Além dos fatores técncicos, a o executivo da Plastivida alerta para o problema social que poderia ser criado a partir da utilização das sacolas oxibiodegradáveis. “Certamente desencadearia uma ação de deseducação, uma vez que induziria a população a descartar o lixo em qualquer lugar, sem cuidados, agravando o problema da poluição”, completa.

    Para a Plastivida, a melhor solução para a preservação do meio ambiente é a coleta seletiva e reciclagem.

    Entenda os conceitos

    Plásticos Oxidegradáveis – A degradação resulta da oxidação, que pode ou não chegar até a biodegradação. A degradação é química, e não biológica. Este tipo de degradação é denominado Oxo-degradação.

    Plásticos Biodegradáveis – A degradação é causada por atividade biológica de ocorrência natural, por ação de enzimas. São os microorganismos decompositores, como bactérias, protozoários e fungos que degradam este plástico. Biodegradável é todo material que após o seu uso pode ser decomposto pelos microorganismos usuais no meio ambiente. Desta forma o material quando se decompõe, perde as suas propriedades químicas nocivas em contato com o meio ambiente.

    Plásticos Oxibiodegradáveis – A degradação é química e biológica. A oxibiodegradação de um plástico é um processo em dois estágios: o plástico é convertido pela reação com o oxigênio (combustão) em fragmentos moleculares que são passíveis de serem umedecidos por água, e essas moléculas oxidadas são biodegradadas (convertidas em dióxido de carbono, água e biomassa por microorganismos).

  • Vendas de Natal aumentam 10% no Estado

    Helen Lopes

    A Federação das Câmaras de Dirigentes Lojistas  (FCDL) do Estado realizou ontem uma pesquisa com lojistas de 12 municípios gaúchos para avaliar o desempenho das vendas neste Natal. Em relação a 2006, houve um incremento médio de 10% em todo o Estado. Segundo o estudo, a variação foi de 7% a 14%, sendo o menor índice registrado em Santa Maria e Passo Fundo e o maior em Caxias do Sul.

    Na avaliação do presidente da Federação, Vítor Augusto Koch, o bom desempenho de Caxias do Sul se deve à economia diversificada da cidade. “Naquela região há vasta circulação de dinheiro”, explica.

    De acordo com Koch, a expectativa de vendas que já era boa, foi superada. Ele aponta como principais motivos o aumento da massa salarial, a expansão do crédito, a moeda estabilizada e a tendência de queda nos juros. “O resultado foi extremamente positivo e as vendas devem continuar aquecidas em 2008 porque em janeiro já começam as liquidações”, acredita Koch, que projeta para fevereiro uma mega liquidação em todo o Estado.

    O pagamento do salário de dezembro do funcionalismo público que começou ontem também é comemorado pela Federação, que espera mais incremento nas vendas até o final do mês. “São mais de 300 mil servidores, que tem seus rendimentos garantidos e isso, com certeza, reflete no comércio”, entende Koch.

    Vestuário lidera preferência

    A pesquisa também indica que os gaúchos preferiram comprar confecções, brinquedos e produtos eletrônicos no Natal. Outro dado é sobre o desempenho das empresas gaúchas: Nas Lojas Lebes, o crescimento foi de 10%, com destaque para a venda de televisores LCD, câmeras digitais e celulares. Nas Lojas Benoit, o aumento deve ficar entre 7,5% e 8%. Os produtos mais comercializados foram eletrodomésticos, câmeras digitais, DVD’s e celulares.

    Na CR Die Mentz, o destaque em vendas ficou por conta dos televisores, DVD’s, aparelhos de som e computadores, mas o índice de aumento ainda não foi concluído. Já nas Lojas Grazziotin, que atua no segmento de confecções, o crescimento foi de 10%, em relação a 2006.

    Na pesquisa foram ouvidos comerciantes de Santa Maria, Caxias do Sul, Passo Fundo, Uruguaiana, Montenegro, Pelotas, Carazinho, Canoas, Rio Grande, Santo Ângelo, São Leopoldo e Novo Hamburgo.

  • Yeda deve vetar subsídio para Defensoria Pública

    Helen Lopes

    A governadora Yeda Crusius deve vetar o projeto que institui a remuneração padronizada aos defensores públicos. O texto aprovado pelos parlamentares na quarta-feira (19), que  estipulou o subsídio para Justiça, Ministério Público e Defensoria, não agradou o governo que irá sofrer pressão das outras categorias por reajuste no próximo ano.

    O veto já é dado como certo, mas ninguém do governo arrisca uma confirmação. Procurado, o secretário da Fazenda, Aod Cunha – que terá que buscar recursos para cobrir o aumento da folha em até R$ 160 milhões – passou a demanda para a Casa Civil, que por sua vez, repassou o assunto para o líder do governo na Assembléia, deputado Adilson Troca (PSDB).

    Troca revelou que há tendência ao veto e informou ainda que caso a decisão seja derrubada pela Assembléia – são necessários 28 votos –, o governo pretende ingressar na Justiça. “Enquanto isso o governo vai buscar um acordo com a Defensoria Pública e a Procuradoria Geral do Estado, que fazem parte do Poder Executivo”, adiantou o deputado, ao ressaltar que o Estado não tem como honrar os novos pagamentos.

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    Brigadianos e professores também querem aumento

  • Brigadianos e professores também querem aumento

    Naira Hofmeister

    Os novos tetos estabelecidos para o Poder Judiciário, Ministério Público do Estado e Defensoria Pública, a partir da aprovação dos subsídios das categorias pela Assembléia  vão deflagrr  um intenso debate no Legislativo já no início do próximo ano.

    É que a aprovação do subsídio está sendo interpretada como aumento salarial por alguns deputados e será utilizada como argumento para propostas que elevam os vencimentos de policias civis e militares, professores e agentes de saúde.

    Os primeiros projetos de lei devem entrar em pauta já no início da próxima legislatura e ameaçam ainda mais o caixa do governo estadual, que após ver derrotado seu projeto para equilibrar as contas, recorreu ao governo federal em busca de recursos.

    Assessores da Secretaria da Fazenda afirmam que qualquer aumento está descartado, principalmente porque 73% da receita do Rio Grande do Sul é destinada ao pagamento da folha. A Lei de Responsabilidade Social determina um comprometimento máximo de 60%.

    Brigada que incorporar benefícios

    Os deputados aproveitaram a aprovação do subsídio para o Judiciário, que vai custar entre R$ 140 e R$ 160 milhões aos cofres gaúchos, para anunciar suas propostas para 2008. Marquinho Lang (DEM) está terminando um projeto de lei que estabelece o subsídio para os policiais militares e civis.

    O direito ao subsídio dos PMs está assegurado na Constituição Federal, assim como os valores aprovados na quarta-feira para o Judiciário. Atualmente um soldado da Brigada recebe cerca de 700 reais por mês, mas a maior parte desse valor é composto por gratificações, como o risco de vida, que incide em 222% sobre o salário base, fixado em R$ 215,00.

    O projeto visa incorporar todas as gratificações na composição do salário, o que beneficiaria, entre outras coisas, a aposentadoria do policial.

    “A Brigada Militar do Rio Grande do Sul não recebe aumento há 12 anos e é uma das mais mau remuneradas de todo o Brasil”, adverte o assessor jurídico do deputado, Romeu Karnikowski, que trabalha nos detalhes finais do texto.

    Segundo o projeto, o salário seria fixado a partir do teto da categoria – representado por  coronéis e delegados – e seriam equivalentes aos de Procuradores de Justiça, de quinze mil reais.

    De acordo com esse cálculo, o salário do brigadiano poderia variar entre R$ 1.500,00 e R$ 2.000,00. “É o mínimo razoável e justo”, acredita Karnikowski.

    Os estudos da assessoria de Marquinho Lang apontam que o projeto significaria um incremento de 80 milhões no gasto com a categoria.

    Um dos reflexos dessa política salarial deve ser a diminuição dos “bicos” que fazem os policias no horário de folga. “Eles ganham muito mais nesses serviços extras do que na sua atividade fim”, observa Karnikowski.

    Outra deputada que vai aproveitar o momento para propor novos tetos salariais é Marisa Formolo (PT). Marisa se absteve durante a votação em Plenário e condenou a prioridade dada ao aumento de salários que já são altos.

    “É preciso ter consciência que os trabalhadores vão lutar pelos seus direitos, assim como os juízes e promotores, que, por terem poder institucional, tiveram a vantagem de pressionar os deputados para que votassem a favor dos seus salários”, salientou.

    A parlamentar garante que já no início de fevereiro vai cobrar do Governo do Estado, para um reajuste para o salário dos professores, agentes de saúde, servidores de escolas e trabalhadores da segurança pública.

    “O valor do salário básico de um professor de 20 horas é de R$ 272. A média do salário de um professor de 40 horas, que tem curso superior, chega a R$ 1.600 reais. Certamente os filhos de quem hoje foi contemplado com esse recurso não são alunos das escolas públicas de um professor que recebe este salário em um contrato emergencial, quando faz o seu primeiro exercício de docência”, criticou.