A Feira dos Agricultores Ecologistas (FAE), a Feirinha da Redenção, comemorou 26 anos neste sábado, 17. As atividades se concentram na Banca do Meio, que funciona como achados e perdidos e central de informações da FAE. Às 9h foi realizado um abraço simbólico à feira, cantado o parabéns e feita a degustação do bolo de aniversário orgânico, fornecido pelo grupo Pão da Terra.
A premiação do concurso cultural que resultou na arte comemorativa dos 26 anos contemplou as duas primeiras colocadas do concurso, Julhana Alecrim e Mirian Diniz com uma cesta de orgânicos e uma camiseta com a estampa criada. A programação encerrou com o músico Miro Fagundes, tocando clássios da MPB no violão.


As feiras ecológicas estão crescendo em Porto Alegre. A cidade já conta com seis feiras, nos bairros: Bom Fim, Tristeza, Três Figueiras, Petrópolis e Menino Deus, que conta com duas. A feira da José Bonifácio é a maior e mais antiga da capital. Quando começou, em 1989, a feira era mensal e composto por pouco mais de meia dúzia de agricultores, reunidos na José Bonifácio, próximo à avenida Osvaldo Aranha. Hoje a feira conta com mais de cem feirantes, ocupa duas quadras da José Bonifácio e movimenta milhares de pessoas todos os sábados entre as 7h e as 13h.
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Feira Ecológica da Redenção comemora 26 anos
Julhana e Mirian receberam cesta de orgânicos e camisetas com a estampa criada -
Ustra deixou rastros em Porto Alegre
A estrutura repressiva que o coronel Brilhante Ustra criou e comandou em São Paulo, teve um precedente no chamado Dopinho, centro de repressão política instalado num casarão da rua Santo Antonio, no bairro Bom Fim, nos primeiros anos da ditadura.
Era um centro de operações que reunia militares do Exército, Brigada Militar, agentes do Dops e até civis que se infiltravam no meio estudantil para identificar os “subversivos”.
Segundo Jair Krischke, presidente do Movimento de Justiça e Direitos Humanos, movido por verbas secretas o Dopinho já reunia a elite da repressão, como os coronéis Atila e Menna Barreto. “É o primeiro centro clandestino instalado no país”. Só ficou conhecido com a morte do sargento Raimundo Soares, no caso Mãos Amarradas, no final de 1966. Ex-sargento do Exército, Soares apareceu boiando morto na beira do Guaíba, depois de ter sido preso pelo Dops e de passar por torturas no Dopinho. “Ali foi testado esse modelo”.
A repercussão do caso, com uma CPI na Assembleia, levou à extinção do Dopinho. Em seguida, surgiu mais ou menos nos mesmos moldes a Operação Bandeirantes (OBAN), montada e dirigida por Ustra, com dinheiro, carros e equipamentos fornecidos por empresas privadas.
Dali, Ustra saiu para montar a estrutura do DOI CODI, também em São Paulo. “Quando o presidente Geisel desmontou a conspiração do general Frota, comandante do II Exército, contra a abertura política, Ustra caiu em desgraça e foi transferido para o quartel de artilharia em São Leopoldo”, diz Kritschke.
Lá estava em 1977, quando se deu o “sequestro dos Uruguaios”, que revelou as conexões entre as ditaduras do cone sul para eliminar os dissidentes. “Talvez não tenha tido participação direta. Mas com certeza tinha conhecimento do plano, pois era ligado ao Centro de Informações do Exército”. -
Abertas as inscrições para 5º Festival de Música da Juventude de Porto Alegre
Estão abertas até o dia 15 de novembro as inscrições para o 5º Festival de Música da Juventude de Porto Alegre. Este ano o tema é “sonhos”. No dia 29 de novembro, acontece a grande final, no bar Opinião, onde serão apresentadas as 12 canções finalistas. As músicas finalistas farão parte de um cd.
O total das premiações é de R$ 16 mil. O valor é menor que o da edição passada, quando foram distribuidos R$ 19 mil. O primeiro colocado recebe R$ 5 mil, o segundo, R$ 4 mil e o terceiro R$ 3 mil. Há também premiações para melhor grupo, melhor intérprete, melhor instrumentista e música mais popular. No ano passado, o tema era “futuro” e a canção vencedora foi a “Minha Indecisão”, com letra e música de Michel Corrêa. O festival é promovido pela Secretaria Municipal da Juventude.
Somente poderão participar composições que tenham pelo menos um dos autores natural ou residente de Porto Alegre, com idade entre 15 e 29 anos. Não há limitação no número de composições inscritas por compositor.As inscrições podem ser feitas diretamente na secretaria, na rua João Alfredo, 607, 2º andar ou pelo site www.portoalegre.rs.gov.br/festivaldemusica
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Receita Estadual prepara novas operações contra sonegadores
Há três dias a Receita Estadual deflagrou uma operação em 34 empresas que juntas teriam sonegado mais de R$ 300 milhões. Foram mobilizados mais de 100 pessoas, entre técnicos, auditores e policiais militares.
Na sexta-feira, a Secretaria da Fazenda anunciou um novo programa que pretende intensificar o combate a sonegação de impostos. A nova plataforma digital, a big date, permitirá em frações de segundos análise, cruzamento de informações com a Receita Federal. Considerado um Big Brother, para o governo, a plataforma representará um grande avanço nesse sentido. “Representará um grande salto para todas as ações de enfrentamento à sonegação. Vamos ganhar uma agilidade nunca vista”, afirmou o secretário da Fazenda, Giovani Feltes.
O moderno sistema custou R$5,5 milhões e entraram na ordem de recursos financiados pelo BID (Banco Internacional de Desenvolvimento).
R$ 100 milhões só na área de medicamentos
O Chefe da Divisão de Fiscalização da Receita Estadual, Edson Mouro Frank, explicou o volume da operação: “Estávamos com um acumulado um pouco maior que das outras vezes.
A Receita articula seus trabalhos por trimestre. Segundo Edson, neste trimestre o acúmulo de empresas com forte indícios de sonegação eram maiores. Por isso, o alto valor. Somente na área de medicamentos estima-se R$ 100 milhões em cinco estabelecimentos (não divulgados) na região da Fronteira-Oeste.
Edson também ressaltou que somente de valores lançados (são valores que já foram concretizadas as sonegações mais que ainda estão em processo podendo haver recurso e negociação por parte dos réus) em 2015 já se atingiu o mesmo valor de 2014: R$1,2 bilhão. “Este ainda vai aumentar, mais valores serão lançados com certeza”. Mouro lembrou que os valores da última operação ainda não foram lançados pois ainda vão entrar em auditoria. Os valores podem ser ainda maiores.
Efetivo não é nem a metade do previsto em Lei
A Receita Estadual conta hoje com 400 auditores fiscais. Destes, 250 estão espalhados nas 14 delegacias espalhadas pelo estado, e 80 trabalham na fiscalização. A lei orgânica, segundo Frank, prevê 830 fiscais. “Estamos esperando a nomeação de mais auditores, precisamos de bem mais gente” avaliou. Mesmo assim ele afirma que as investigações estão sempre andamento. “Mais operações acontecerão”
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Torturador passava Natal no local do crime
O coronel Carlos Alberto Brilhante Ustra, primeiro militar reconhecido pela Justiça como torturador depois da Ditadura de 1964, criou e comandou, de outubro de 1970 a dezembro de 1973, o maior centro de repressão política no país, o DOI CODI, de São Paulo.
Nesses quatro anos, segundo sua mulher, Maria Joseíta, o Natal e o Ano Novo da família (ela, Ustra e a filha Patrícia de 3 anos) foram passados no quartel, junto com as mulheres ligadas à luta armada que estavam presas e, sistematicamente, torturadas.
A afirmação está numa carta que ela escreveu às filhas, Patrícia e Renata, em 1985, quando Ustra foi apontado publicamente como torturador pela atriz Bete Mendes, ex-militante da VAR-Palmares.
A intenção da carta é rebater “as calúnias jogadas sobre um homem bom” que lutou numa guerra contra terroristas.
O texto resume a tese que depois seria sustentada no livro “Rompendo o Silêncio”, que Ustra escreveu logo depois. “Estes terroristas obrigaram as Forças Armadas a se lançarem as ruas e aos campos, contra o inimigo desconhecido que se escondia na clandestinidade”.
“Houve a guerra e em uma guerra há mortos e feridos, mas os militares não a queriam nem iniciaram”.
Para demonstrar que havia um tratamento humanitário aos presos, descreve uma “pequena obra assistencial a algumas presas mais ou menos seis, uma inclusive grávida”. Ela levava a filha, com três anos. “Iamos quase todos os dias. Tu brincavas com algumas, enquanto eu, com outras, ensinava trabalhos manuais, como tricô, crochê e tapeçaria. Passeávamos ao sol, conversávamos (jamais sobre política), levava tortas para o lanche, feitas pela minha empregada. Enfim as acompanhávamos”.
Fizemos sapatinhos, casaquinhos, mantinhas para o bebê e com uma lista feita no DOI pelo `torturador` Ustra, compramos um presente para o bebê. Ele nasceu no Hospital das Clínicasem outubro de 1973 ou 1972, tendo o “centro de torturas” mandado flores à mãe e eu e tu, Patrícia, fomos visitá-los. Era um homenzinho lindo e forte”.
“Minhas filhas, os aniversários delas eram sempre comemorados com bolos e festinhas. Os Natais e Anos Novos jaimais passamos em casa durante os quatro anos que o pai de vocês comandou o DOI, sempre foram passados lá (o pai, eu e tu Patricia, Renata não era nascida) Tu, Patricia, às vezes a pedido das presas ficavas sozinha com elas. Daí o artigo “Brinquedo Macabro”, do jornalista Moacyr O. Filho, que diz que teu pai te deixava com as presas que acabavam de ser torturadas”.
Ustra morreu no dia 15 de outubro de 2015, aos 83 anos. Estava internado no Hospital Santa Helena em Brasilia, para tratamento de um câncer.
O coronel reformado fazia quimioterapia e estava com a imunidade baixa.
Nos período em que comandou o Destacamento de Operações de Informações do Centro de Operações de Defesa Interna (DOI-Codi), na década de 1970, em São Paulo, 502 pessoas teriam sido torturadas e 50 no local.
Ustra sempre negou todas as acusações, apesar dos inúmeros relatos de ex-presos e até de ex-agentes. Em sua última entrevista ao jornal ZH, ele admitiu “excessos”, o que para o presidente do Movimento de Justiça e Direitos Humanos (MJDH), Jair Krischke, foi uma “confissão de um contumaz torturador”.

Protestos em frente a casa do coronel/Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

Manifestação em frente ao Congresso Nacional,/Fabio Rodrigues Pozzebom/Ag Brasil
Ustra: um corpo sem dignidade
Renan Quinalha
AdvogadoOBITUÁRIO COM HURRAS, de Mario Benedetti
(…)
viva
morreu o cretino
vamos festejá-lo
e não chorar como de hábito
que chorem os que são como ele
e que engulam suas lágrimas
foi-se embora o monstro magnata
acabou-se para sempre
vamos festejá-lo
sem ficar mornos
sem acreditar que este
é um morto qualquer
vamos festejá-lo
sem ficar frouxos
sem esquecer que este
é um morto de merdaUstra morreu hoje. Com 83 anos, faleceu tranquilamente em um hospital, com tratamento médico adequado e na companhia de sua família. Em tudo o oposto do sofrimento atroz que impingiu às suas vítimas e seus familiares
Coronel da ditadura, Ustra comandou o principal centro clandestino de detenção e tortura brasileiro. No DOI-CODI de São Paulo, onde era conhecido como ‘major Tibiriçá’, pelas suas mãos sujas de sangue, entre 1970 e 1974, passaram ao menos 50 pessoas que foram mortas ou estão até hoje desaparecidas, além de mais de 500 pessoas torturadas barbaramente.
Sua família terá um corpo presente para velar e consumar o luto da sua perda. Não será um corpo torturado como o dos milhares de presos políticos, que passaram pelos cárceres ilegais da ditadura brasileira. Não será um corpo enforcado como o de Vladimir Herzog. Não será um corpo desfigurado como o de Eduardo Leite (Bacuri). Não será um corpo mutilado, como o de Luiz Eduardo da Rocha Merlino. Não será um corpo desaparecido, como o de Hirohaki Torigoe. Não será um corpo baleado, como o de Carlos Marighella. Não será um corpo sepultado como indigente ou com nome falso, como no caso de Luiz Eurico Tejera Lisboa. Não será um corpo jogado em uma vala comum, como o de Flávio Carvalho Molina. Não será um corpo enterrado e desenterrado diversas vezes para depois ser atirado no alto mar, como o de Rubens Paiva.
Os médicos que trataram do Ustra não faltarão com a verdade, ao contrário dos peritos e legistas que o auxiliaram a encobrir seus crimes na ditadura. Seu atestado de óbito não será forjado com versão falsa da causa mortis como “atropelamento”, como no caso de Alexandre Vannucchi Leme, “tentativa de fuga”, como no caso de Luiz Hirata, “tiroteio”, como no caso de Sonia Maria de Moraes Angel Jones, ou “suicídio”, como no caso de Manoel Fiel Filho.
Tampouco constará, neste documento, uma morte fictícia e não esclarecida como nos atestados emitidos conforme a Lei dos Desaparecidos Políticos (Lei 9.140 de 1995).
Mas seu corpo, que será enterrado ou cremado inteiro, com atestado de óbito verdadeiro, com todos os cuidados médicos e na companhia de seus familiares que dele poderão se despedir é um corpo sem dignidade. É o corpo de um torturador covarde. É o corpo de um violador dos direitos humanos. É o corpo de alguém que matou, torturou, desapareceu e ainda achava que agiu corretamente. Morre reivindicando seus atos em gozo da liberdade e da impunidade que os verdugos não merecem. É o corpo impune que atesta a falta de justiça da nossa democracia.
Ao menos ele foi um dos 377 torturadores reconhecidos oficialmente pela Comissão Nacional da Verdade e também foi declarado torturador pelo Judiciário paulista em histórica ação da família Teles.
Outros assassinos da ditadura ainda estão vivos. Cabe agora ao Judiciário parar de torturar a justiça e a verdade. Que a lembrança dos nomes daqueles e daquelas que tombaram resistindo à ditadura e que foram vítimas diretas da violência do Ustra não nos permita esquecer esse passado e nos motive a lutar ainda mais pela justiça.
Alceri Maria Gomes da Silva, Alex de Paula Xavier Pereira, Alexander José Ibsen Voerões, Alexandre Vannucchi Leme, Ana Maria Nacinovic Corrêa, Ângelo Arroyo, Antônio Benetazzo, Antônio Carlos Bicalho Lana, Antônio Sérgio de Mattos, Arnaldo Cardoso Rocha, Aylton Adalberto Mortati, Carlos Nicolau Danielli (Carlinhos), Dorival Ferreira, Edson Neves Quaresma, Eduardo Antônio da Fonseca, Emmanuel Bezerra dos Santos, Flávio Carvalho Molina, Francisco José de Oliveira (Chico Dialético), Francisco Seiko Okama, Frederico Eduardo Mayr, Gelson Reicher, Gerardo Magela Fernandes Torres da Costa, Grenaldo de Jesus da Silva, Helber José Gomes Goulart, Hélcio Pereira Fortes, Hiroaki Torigoe, Iuri Xavier Pereira, João Batista Franco Drummond, João Carlos Cavalcanti Reis, Joaquim Alencar de Seixas, Joelson Crispim, José Ferreira de Almeida, José Idésio Brianezi, José Júlio de Araújo, José Maria Ferreira Araújo, José Maximino de Andrade Netto, José Milton Barbosa, José Roberto Arantes de Almeida, Lauriberto José Reyes, Luiz Eduardo da Rocha Merlino, Luiz Eurico Tejera Lisboa, Luiz José da Cunha, Manoel Fiel Filho, Manoel Lisboa de Moura, Manuel José Nunes Mendes de Abreu, Marcos Nonato da Fonseca, Norberto Nehring, Pedro Ventura Felipe de Araújo Pomar, Raimundo Eduardo da Silva, Roberto Macarini, Ronaldo Mouth Queiroz, Rui Osvaldo Aguiar Pfützenreuter, Sônia Maria Lopes de Moraes Angel Jones, Virgílio Gomes da Silva, Vladimir Herzog e Yoshitane Fujimori
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Polícia Federal faz cruzamento de dados para evitar fraudes no Enem
Andreia Verdélio/Agência Brasil
Para evitar fraudes no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), que será realizado nos dias 24 e 25 de outubro, a Polícia Federal (PF) fez, este ano, um cruzamento de dados tanto dos candidatos quanto dos fiscais que vão acompanhar a aplicação das provas.
Segundo o diretor-geral da Polícia Federal, Leandro Daiello Coimbra, nos dias do exame equipes de inteligência vão trabalhar em conjunto. “Fizemos o cruzamento de dados em várias bases construídas e foi possível indicar alguns pontos críticos e de risco, que a Polícia Federal já está tratando com ações preventivas e, se necessário, repressivas”, disse ele, sem especificar quais são esses pontos críticos.
O ministro da Educação, Aloizio Mercadante, disse que os procedimentos de segurança do Enem estão sendo aprimorados a cada ano para garantir o respeito àqueles que farão o exame. “Temos que ficar atentos porque o exame tem que respeitar o mérito. A pessoa que estudou e fez um bom exame tem o direito de ter aquela nota e ninguém pode burlar isso. O respeito ao participante também é questão de segurança, então há muito rigor nessa parte”, disse.
Segundo Mercadante, todos candidatos terão que passar pelo detector de metais, inclusive nos banheiros, para evitar o uso do celular. Também haverá o monitoramento das redes sociais para identificar perfis de pessoas que eventualmente postarem fotos das provas.
“O edital é muito claro, qualquer fraude anula a prova a qualquer tempo. Então mesmo, que o candidato faça a prova, se identificarmos qualquer fraude, ela será anulada, além das medidas penais que a legislação prevê”, disse o ministro.
Assim como no exame de 2014, este ano, os esquemas de segurança e operacionalização do Enem serão coordenados no Centro Integrado de Comando e Controle Nacional, na sede da Polícia Rodoviária Federal, em Brasília. É o mesmo centro que foi usado na Copa do Mundo e que está interligado aos centros de controle e inteligência dos estados.
No dias das provas do Enem, os portões serão fechados às 13h, no horário de Brasília. Às 13h30, os malotes com as provas deverão abertos. Nove mil servidores federais certificados farão o controle da segurança de todo o processo da prova. A equipe total de aplicação, entre coordenadores, chefes, fiscais e apoio, soma 915.290 pessoas.
Serão 211.980 salas de aplicação em 14.455 locais. Mercadante informou que, se algum local for inviabilizado, os candidatos serão avisados por e-mail, SMS e telefone e um meio de transporte será disponibilizado nas escola anterior para que não haja problemas. Segundo o ministro, a equipe operacional é composta por representantes de vários órgãos, inclusive Defesa Civil, e está monitorando os locais onde há risco de problemas, como os estados do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina, que vêm sendo atingidos por fortes chuvas.
As rotas de distribuição das provas foram planejadas pelos Correios e homologadas pelas forças de segurança que darão apoio na distribuição dos 30.435 malotes de provas.
Mais de 2,2 milhões de candidatos ainda não sabem onde farão a prova do Enem
Das 7,7 milhões de pessoas que farão o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), mais de 2,2 milhões até sexta-feira, 16, ainda não sabiam o local da prova. Neste ano, o cartão de confirmação do exame, com o local de prova, não será enviado pelos Correios e o estudante deverá acessá-lo pela internet na página do participante no site do Enem.
Segundo Mercadante, a redução de gastos com impressão e distribuição dos cartões e a alteração da métrica de ensalamento (de 36 para 40 alunos por sala) gerou uma economia de R$ 46 milhões. O ministro diz que o custo total será divulgado após o exame, mas que o custo per capita é bem menor do que o de outros vestibulares e exames semelhantes.
Para acessar o cartão de confirmação, o participante deverá informar o número do CPF e a senha. É a mesma senha criada no momento da inscrição, mas, caso tenha esquecido, ela poderá ser recuperada por e-mail ou por mensagem SMS no celular.
As provas do Enem serão aplicadas nos dias 24 e 25 de outubro em todos os estados e no Distrito Federal. Os portões serão abertos ao meio-dia e fechados às 13h, no horário de Brasília. É recomendado que o estudante planeje o trajeto e visite o local de prova com antecedência. -
Maior jornal do Paraná troca diretora e muda formato para conter a crise
AROLDO MURÁ
A saída da jornalista Maria Sandra Gonçalves da direção de redação do jornal Gazeta do Povo, no Paraná, na quinta-feira, 15, foi tal vez a mais surpreendente do longo episódio de declínio (ou ajuste à realidade do Brasil de hoje) do último dos grandes jornais paranaenses.
Admiradora e amiga dos dirigentes da GP, os irmãos Ana Amélia e Guilherme Cunha Pereira, Sandra foi despedida num clima fraterno. “Não seria ingrata, devo muito de minha formação à Gazeta, pelos muitos cursos e aperfeiçoamento que o jornal me propiciou e as oportunidades que me concedeu”, tem dito Sandra aos que o indagam sobre a demissão.
REDUZIR CUSTOS
A dispensa se tornou pública com Sandra publicando em sua conta no FaceBook o desligamento da empresa em que entrou em 1998, vinda de São Paulo.
O motivo da dispensa foi um só, “redução de custos”, medida que já vinha justificando o desligamento de outros jornalistas de alta qualificação, como Marisa Valério, Mauri Konig, o fotógrafo Covello…
O salário de Sandra era, possivelmente, o maior da mídia impressa do Paraná. Não grande coisa, se comparado com o que o mercado atribui a profissionais de outras áreas. “Mas devia andar em torno dos R$ 25 a 30 mil”, avalia um velho repórter da casa. O assunto não é abordado por Sandra: “Não posso, seria deslealdade de minha parte”, diz, quando provocada.
DESDE 1998
Com Sandra, primeiro como editora de Opinião, e depois como diretora de Redação, a GP viveu grandes momentos de expansão editorial, lutando “bravamente” contra o avanço das mídias digitais – “e até acolhendo-as muito bem”, observa o mesmo repórter. Ela e os jornalistas demitidos são das faces mais visíveis de um grande desajuste econômico que atinge o país e também de novas realidades impostas pelo mercado consumidor de jornal.
O que se sabe é que com Sandra, num certo período – talvez há um ano – a casa chegou a ter 220 funcionários. Hoje a folha de pagamento do pessoal da Redação da GP envolve 170 pessoas, ainda. Nesse rol incluem-se, além de jornalistas, webdesigners, operadores de vídeo, fotógrafos, auxiliares, etc. Não estão incluídos os gráficos, naturalmente nem o pessoal administrativo, publicitários e distribuição de jornais.
O SUCESSOR
Sandra, caracterizada pela franqueza, acredita que a GP ‘ficou em boas mãos’ com o jornalista Leonardo Mendes Junior, que ela mesmo readmitiu há um ano, quando ele retornou de São Paulo depois de experiência que não quis prolongar no Canal ESPN.
O jornal promove estudos para transformar suas edições no padrão “berliner”, formato de jornal como o inglês “The Guardian”. E um pouco maior do que o tabloide.
De qualquer forma, a adoção do novo formato não é para já. O mais certo é que comece em janeiro de 2016. -
IPEA lança livro sobre as megatendências mundiais
O IPEA lançou na quarta-feira, 14, o livro Megatendências Mundiais 2030: o que as entidades e personalidades internacionais pensam sobre o futuro do mundo? Organizado por Elaine Coutinho Marcial, coordenadora-Geral de Planejamento, Gestão Estratégica e Orçamento do IPEA, a publicação visa contribuir para um debate de longo prazo sobre o Brasil.
O livro apresenta 26 megatendências que devem moldar o contexto mundial até 2030 nas áreas de população e sociedade, geopolítica, ciência e tecnologia, economia e meio ambiente, segundo a perspectiva de entidades e personalidades de prestígio internacional. Quais as oportunidades e as ameaças para o Brasil que essas megatendências mundiais trazem? Qual deverá ser o posicionamento do Brasil frente a essas megatendências mundiais? Esses são alguns dos questionamentos levantados pelos autores, que deverão ser respondidos com base na análise das 202 sementes de futuro apresentadas na obra.
Até 2100
Esta publicação é o produto inicial de um projeto com duração de sete anos, que apresenta cenários para o Brasil contemplando os horizontes temporais de 2035, 2050 e 2100, com o intuito de identificar as possibilidade de futuro existente para o Brasil e indicar escolhas estratégicas.
Até o fim de 2015, será lançada a Plataforma Brasil 2100 – um espaço de diálogo permanente entre a sociedade civil e estado, para a construção de cenários. A construção dos cenários vão considerar quatro dimensões: social, econômica, territorial e político-institucional.
IPEA – Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada, fornece suporte técnico e institucional às ações governamentais – possibilitando a formulação de inúmeras políticas públicas e programas de desenvolvimento brasileiro – e disponibiliza, para a sociedade, pesquisas e estudos realizados por seus técnicos. -
Sábado de Choro e Samba no Santander Cultural
Neste sábado, 17, a partir das 13h, o Santander Cultural abre seu encontro de Choro e Samba para que o público participe de um ensaio aberto. Com coordenação do músico Mathias Pinto, o convite é tanto para quem tem interesse em assistir, como para quem quer levar um instrumental e se integrar ao Bandão da Oficina.
Com a proposta de promover a educação musical por meio da linguagem do choro, com abordagem prática e teórica, a Oficina Choro e Samba do Santander Cultural trata-se de encontros semanais, realizados há 12 anos. A iniciativa consiste em um resgate que ilustra as origens e o desenvolvimento do choro, a primeira manifestação musical genuinamente brasileira. A oficina é gratuita e as inscrições devem ser feitas com o instrutor aos sábados, às 13h.
Oficina Choro e Samba do Santander Cultural
Ensaio aberto do Bandão da Oficina
Dias 17, 24 e 31 de outubro– Sábados
Horário: 13h
Sala Multiuso
Entrada Franca
Santander Cultural
Rua Sete de Setembro, 1028 | Centro Histórico
Porto Alegre RS Brasil 90010-191
Telefone: 51 3287.5500
scultura@santander.com.br | www.santandercultural.com.br
Horário de funcionamento
Terça a sábado, das 10h às 19h
Domingos e feriados, das 13h às 19h
Bilheteria: ter a dom, das 14h às 19h
Estacionamento
Rua Gen. Andrade Neves, 71
R$ 10,00 para qualquer tempo de permanência nos horários:
Seg a sex, das 18h às 23h
Sab, dom e feriados, das 10h às 23h -
O desconforto do senador Paulo Paim
Geraldo Hasse
O senador Paulo Paim está ameaçando trocar o PT por outro partido. Seria o segundo senador petista (depois de Marta Suplicy, que se filiou ao PMDB) a pular fora do barco. Os dois têm motivações diferentes: Marta quer disputar a prefeitura de São Paulo, Paim não está engolindo a política econômica do governo, que sacrifica os trabalhadores e salva a pele dos abonados.
O calejado Paim, que tem origem no sindicalismo petroleiro da Grande Porto Alegre, está preocupado com o desmanche da legislação trabalhista, que vem sendo tramada nos bastidores da Câmara dos Deputados, onde já foi aprovado o projeto de ampliação da terceirização dos contratos de trabalho para atividades-fim das empresas. É isto que vem machucando o político gaúcho, nomeado relator do assunto no Senado. Ele está numa saia justa porque há uma maioria pressionando pela aprovação da medida. Enquanto isso, o Executivo está preocupado é com a crise política.
Nesse sentido, a substituição de Manoel Dias por Miguel Rosseto no Ministério do Trabalho e Previdência Social é até um sinal positivo, mas não o suficiente, provavelmente, para reequilibrar o jogo em favor dos pobres e oprimidos. Enquanto o Congresso brasileiro se move fisiologicamente para a Direita, há grupos sociais que trabalham pró-Esquerda (em termos econômicos grosseiros, a Esquerda trabalha pela justiça social e a Direita, pela concentração da renda).
Bom exemplo disso é o que rola no âmbito da Justiça do Trabalho. No início de outubro foi fundado o Fórum Nacional de Combate à Precarização e Defesa dos Direitos Sociais, para cuidar da luta social organizada contra o vilipêndio dos direitos trabalhistas e a desconstrução do direito do trabalho. Atua em paralelo ao Fórum Nacional em Defesa dos Direitos dos Trabalhadores Terceirizados.
O primeiro movimento do novo fórum é combater o “jabuti” embutido no projeto de lei de conversão nº 18, que introduz a prevalência do negociado sobre o legislado nos acordos trabalhistas. Juízes como Guilherme Guimarães Feliciano, do Tribunal Regional do Trabalho (TRT) da 15ª Região, acham que isso configura a demolição da Consolidação das Leis do Trabalho. Diz ele num artigo publicado na Folha de S. Paulo:
“O comando constitucional é claro: aplica-se ao trabalhador a norma jurídica mais favorável (no caso, a legal, recusando-se a negocial), a despeito do que venha a dizer, alhures, o projeto de lei de conversão 18/2015, que pretende mudar o artigo 611 da CLT”.
É bom saber que na Justiça do Trabalho há uma nova geração de juízes afeitos a favorecer a justiça social, mas não nos enganemos: não há flores no Executivo, no Judiciário ou no Legislativo, ainda que um ou outro ministro, parlamentar ou juiz se esforcem para honrar seu nome róseo ou lírico.
A esta altura, o caminho está pavimentado para a passagem do trator patronal contra os direitos dos trabalhadores. A situação econômica vem fortalecendo a posição dos empresários, que se aproveitam para minar as defesas trabalhistas, com a ajuda de parlamentares sempre prontos a fazer favores ou pagar débitos de campanha eleitoral.
O lado ideológico é o que menos pesa no momento. Tanto que ninguém é capaz de dizer se Paulo Paim vai mesmo sair do PT ou se está apenas se esforçando para, como se diz, “resgatar o protagonismo”. No momento, ele ocupa no Senado o espaço moral do ex-senador Pedro Simon, que posava de vestal da política mas nunca deixou o PMDB, o partido mais conchavador do Brasil.
LEMBRETE DE OCASIÃO
“Essa roubalheira toda no Planalto não é mais corrupção. É cleptomania.”
Millor Fernandes
