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  • Especialistas avaliam impactos ambientais de fontes alternativas de energia


    “As aves sofrem impactos consideráveis em zonas eólicas”, aponta biólogo
    (Foto: Geraldo Hasse/Arquivo/JÁ)

    Tatiana Feldens, especial para o JÁ

    A crescente demanda por energia somada a instabilidade dos preços e à dependência mundial dos recursos fósseis fizeram o planeta se curvar diante das fontes alternativas. No Rio Grande do Sul, segundo o biólogo Jan Karel Mähler Junior, mestre em Manejo de Fauna pela Universidade de Córdoba na Argentina, algumas iniciativas – como biodiesel, energia solar, biomassa e eólica – estão sendo buscadas como opção na geração de eletricidade livre de impacto ambiental.

    Embora enalteça seus benefícios, ressalta o equívoco da sociedade e dos governos em não visualizar os impactos ambientais decorrentes das fontes renováveis. “Não adianta pensarmos numa fonte alternativa e não pensarmos nos impactos ambientais. Não é por ser uma geração limpa que não pode gerar passivo”.

    No Parque Eólico de Osório, por exemplo, que começou a gerar energia em junho, já existe um monitoramento para avaliação de danos. Mähler Junior controla as aves da região, avaliando quais os prejuízos causados pelo parque. Segundo ele, no mundo, todas as aves sofrem impactos consideráveis em zonas eólicas. “Não só pelas torres, mas pelas linhas de transmissão instaladas. Elas podem colidir e deixar de procriar. Enfrentam problemas de dormitório, bem como a própria reprodução da espécie”, explica.

    O biólogo também chama a atenção para os impactos que antecedem a geração desta fonte alternativa, ou seja, os problemas causados no período de construção do empreendimento. “Precisa-se abrir estradas em meio aos terrenos – grandes carretas trafegam nas imediações, tendo em vista que cada torre tem pelo menos 33 metros –, o que provoca uma grande alteração ambiental. Além disso, aves e outros animais invertebrados acabam morrendo atropelados”.

    Mähler sugere a necessidade de se fazer estudos prévios, a escolha dos locais onde serão instalados os “aerogeradores”. Ele conta que a Fundação Estadual de Proteção Ambiental (Fepam) e a Fundação Zoobotânica realizaram zoneamento eólico no Estado. Ficou constatado, no estudo, que, na região serrana do Sudeste, a implantação de parques, do ponto de vista ambiental, seria gravíssimo, por que o local é bastante frágil. O relevo não favorece os parques eólicos. “Isso mostra que não adianta a gente pensar numa fonte alternativa e não pensar nos seus respectivos impactos ambientais. Ela pode ser uma geração limpa, mas não quer dizer que por isso ela seja benéfica, que pode ser aplicada em qualquer lugar”.

    Catalisadores químicos x catalisadores biodegradáveis

    Embora surja no cenário nacional como alternativa sustentável, o biodiesel também deve ser estudado de forma cautelosa, na avaliação da doutoranda em biotecnologia na questão do biodiesel pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), Roberta Bussamara. Ela alerta que ainda não há estudos relativos aos problemas ambientais causados por esta alternativa. “Por enquanto, todo mundo está se preocupando apenas em construir a usina”, observa.

    O cuidado necessário, segundo Roberta, diz respeito aos catalisadores químicos utilizados no tratamento de efluentes, além de alguns produtos retirados na lavagem e eliminados posteriormente no ambiente. “Forma muito sabão e sais. Na maioria das vezes, esses produtos restantes podem ser tóxicos e prejudiciais tanto aos recursos hídricos e ao solo, como aos seres humanos”.

    A solução apontada seria produzir biodiesel por meio de catalisadores biológicos (biodegradáveis), na tentativa de evitar problemas ao ecossistema. “Nós (o Centro de Biotecnologia da UFRGS) já desenvolvemos o catalisador e, agora, estamos produzindo o biodiesel. Isso está trazendo bons rendimentos. É mais viável porque reduz o custo de produção e, além disso, para o meio ambiente é muito melhor por que não produz nenhum tipo de rejeito que possa ser tóxico ao ecossistema quando eliminado”, argumenta.

    O Núcleo Amigos da Terra Brasil (NAT) aponta prováveis problemas já no cultivo da agricultura, utilizada na obtenção de energia e salienta a necessidade de se estabelecer critérios na forma de produção. A ONG rechaça toda e qualquer forma de cultivo transgênico das oleanoginosas, tanto para a produção de energia, como para o cultivo de alimentos. “Nós somos contrários à biotecnologia para qualquer finalidade”, admite Lúcia Ortiz, geóloga e coordenadora -geral da ONG.

    Embora não haja pesquisas que confirmem o passivo causado pelos transgênicos à saúde humana e à biodiversidade, Lúcia questiona a possibilidade de contaminação do solo e, conseqüentemente, na produção de outros alimentos.

    Diante das medidas tomadas pelo governo federal no programa nacional para o biodiesel, como o lançamento do Selo Combustível Social – conjunto de medidas específicas visando estimular a inclusão social da agricultura na cadeia produtiva do biodiesel – a especialista reivindica a necessidade de se criar também um Selo Ambiental na produção desta energia alternativa. “Todos os esforços iniciais foram concentrados na questão social. Mas a gente espera obter resultados na parte ambiental também”.

    Para isso, no início deste ano, o NAT elaborou um documento, traduzido para o inglês, com o objetivo de propor critérios de sustentabilidade para a produção de biodiesel e para todas as energias obtidas através da biomassa. O assunto está sendo discutido em nível internacional, tanto por países produtores como por nações consumidoras de biodiesel. No país, o debate ocorre com a Petrobras.

    A eletricidade obtida por meio dos reatores nucleares responde, atualmente, por cerca de 6,5% do total da matriz enérgica mundial. Esse número, segundo Mähler Junior, poderá aumentar, na medida em que a população cresce e a demanda por energia aumenta. “Principalmente, na Europa e na Ásia, pois eles não têm muitas fontes alternativas de energia como nós. Por isso, precisam investir na nuclear”.

    No Brasil, há duas usinas: Angra I e Angra II, ambas funcionando, segundo o biólogo. Embora acredite que a implantação de uma usina não seja tão prejudicial, tendo em vista que não gera uma perda grande de hábitat, o biólogo ressalta não ser favorável a essa alternativa. “Temos que pensar no passivo provocado pela geração do lixo nuclear, assim como na possibilidade de haver algum acidente. Se isso acontecer, o efeito será catastrófico e muito duradouro”.

    Semelhante avaliação tem Lúcia Ortiz, para quem a energia nuclear, além de bastante cara, não compensa pelos riscos de acidentes catastróficos. “É a fatal permanência no ambiente de resíduos radioativos por milhares de anos, o que a torna uma opção totalmente descartável”.

  • JÁ Editores lança sete obras na Feira do Livro


    Pelo quinto ano consecutivo, a banca do JÁ Editores traz seleção de livros-reportagem e obras editadas pelo selo (Foto Arquivo JÁ Editores)

    Naira Hofmeister

    O JÁ Editores faz sua maior participação na Feira do Livro de Porto Alegre, depois de cinco anos participando do evento. Além da tradicional barraca com a melhor seleção de livros-reportagem da praça, o selo vai protagonizar sete sessões de autógrafos ao longo da Feira, que começa em 27 de outubro e segue até 12 de novembro.

    Mantendo a característica essencial da editora, os lançamentos enfocam fatos históricos e seus personagens. JÁ Editores participa da 52ª Feira do Livro difundido a idéia de “informação com responsabilidade”.

    O primeiro a autografar será Kenny Braga, o livro “INTER, Orgulho do Brasil”, na segunda-feira, 30 de outubro, às 17h30. Na antologia colorada, todos os títulos que o Internacional conquistou em sua trajetória, perfis de jogadores, dirigentes e técnicos que marcaram a história do clube. São nomes como o do patrono Ildo Meneghetti, o craque Tesourinha, até a dupla de ataque da Libertadores, Sobis e Fernandão. O titulo inédito conquistado em 2006 recebeu um capítulo especial na obra, que traz estampada na capa o capitão do time levantando a taça.

    Protagonistas da história nas páginas de três livros

    No dia seguinte, 31 de outubro às 17h30, a atração será o lançamento da biografia de Protasio Alves, médico e entusiasta da educação. O legado do ilustre fundador da Faculdade de Medicina da UFRGS é narrado por Maria do Carmo Campos, com colaboração de Martha Geralda Alves D’Azevedo. A obra “Protasio Alves e o seu tempo, 1859-1933” é composta por 19 capítulos e contém vasta coletânea de fotos, documentos e cartas, colhida em acervos familiares e em arquivos públicos.

    O terceiro lançamento de JÁ Editores também resgata a trajetória de um importante personagem gaúcho. “Carlos Reverbel – textos escolhidos” traz uma compilação do melhor da produção do jornalista morto há 10 anos. São crônicas, reportagens, ensaios e três livros inteiros numa obra com 800 páginas. Elmar Bones e Cláudia Laitano autografam na terça-feira, 7 de novembro, a partir das 17h30.

    A série de protagonistas da história do sul se encerra com o lançamento, no mesmo dia, às 18h30, do livro do jornalista Ayrton Centeno: “Roessler – o primeiro ecopolítico”. A obra de Centeno inaugura a Coleção Vidas da editora, com publicação de 20 perfis biográficos. Considerado o pioneiro do movimento ambientalista no Brasil, Roessler passou 16 anos de sua vida lutando pela preservação da natureza, em especial, o Rio dos Sinos, que fiscalizava voluntariamente pelo Ministério da Agricultura. A União Protetora da Natureza, fundada em 1955, foi precursora da atual Associação Gaúcha de Proteção ao Ambiente Natural, a Agapan, que muitos pensam ser a mais antiga entidade do gênero.

    Editora redesenha o passado e projeta o futuro em dois lançamentos

    O massacre de escravos ocorrido durante a Revolução Farroupilha (1835-1845) é o principal tema abordado pelos jornalistas Geraldo Hasse e Guilherme Kolling em “Lanceiros Negros”, que tem lançamento na quarta-feira, 8 de novembro, às 18h30. Trata-se da segunda edição do título, já que a primeira edição esgotou-se rapidamente. A partir do episódio, que até hoje provoca polêmica, a obra reconstitui a história dos regimentos formados por escravos, e mostra como fatos de um passado remoto ainda mobilizam intelectuais e ativistas.

    Geraldo Hasse também autografa “Eucalipto – Histórias de um Imigrante Vegetal”, que traça a trajetória da monocultura mais debatida nos últimos anos no Estado. As plantações de eucalipto no Pampa – fato que tem gerado polêmica entre ambientalistas, indústrias e órgãos de regulamentação ambiental – são o ponto de partida da obra, que aborda a história da Economia da madeira desde o descobrimento e, em especial, sobre os cerca de cem anos de existência da planta no Brasil. O lançamento acontece na quinta-feira, 9 de novembro, às 18h30.

    Inglês ‘day by day’ no livro-agenda

    A professora de inglês Elisabeth Horn apresenta o livro-agenda, que ganha lançamento pelo JÁ Editores na quinta-feira, 9 de novembro, às 17h30. O ineditismo da iniciativa consiste em unir diversas maneiras de entender a língua numa publicação simples, moderna e útil, no formato de agenda. Em cada dia do ano há um provérbio em inglês e seu correspondente em português e uma regra de gramática. Também traz uma listagem de verbos irregulares e outra, de phrasal verbs, única inglês-português do mercado (relação de expressões nas quais alguns verbos ganham significados diferentes  quando combinados com preposições).

    Os lançamentos da 52ª Feira do Livro de Porto Alegre acontecem na Praça de Autógrafos, situada entre os prédios do Memorial do Rio Grande do Sul e do MARGS, na área que une a Praça da Alfândega às zonas Internacional e Infanto-Juvenil da Feira.

  • Ícone do Bom Fim é derrubado

    Naira Hofmeister
    Os 490m² do terreno onde funcionou a Casas Maria, tradicional sapataria do bairro Bom Fim, abrigam agora uma montanha de caliça. A loja funcionou mais de 35 anos, enquanto o proprietário Bernardo Nhuch ainda estava vivo. No ano passado, com a morte de Nhuch, os filhos decidiram encerrar o negócio e vender o terreno. “Foi uma homenagem ao nosso pai, que tinha um carinho muito especial pela loja”, revela Solon Nhuch, que agora comanda o projeto de arquitetura do empreendimento que será construído no local.
    Ao contrário do que poderia se esperar o terreno não vai virar prédio: “Isso foi cogitado pelo novo proprietário, mas não é adequado pois o local não possui nenhum conjunto de estacionamento”, explica Nhuch. A nova construção será um pequeno prédio que abrigará duas lojas. São candidatos um banco, uma confecção de moda jovem e profissionais liberais. “Estamos tendo muita procura”. A previsão é que em cinco meses o empreendimento esteja pronto.
    Antigo proprietário morou no terreno
    Bernardo Nhuch morou com a família nos fundos da Casas Maria até meados de 1962. Com orgulho, o filho Solon, refere que o terreno tem “a maior frente que existe no Bom Fim”. São 14,5m² por uma extensão que, atualmente, chega a 35m². “Foi muito maior, mas meu pai vendeu uma parte para construírem um prédio na Ramiro Barcelos”, lembra. Sólon passou sua infância brincando no terreno da Protásio Alves. “É difícil precisar datas. Já vou ser avô”, brinca.

  • Uma idéia na cabeça e a verba na mão

    Rita, de Rodrigo John foi um dos selecionados em 2005 (Fotos: Divulgação/JÁ)

    Naira Hofmeister

    A liberdade de criação no cinema dos anos 60, que pregava a máxima “Uma idéia na cabeça e uma câmera na mão” se aperfeiçoa em meados do século XXI com o concurso de Desenvolvimento de Projetos de Longa Metragem. O sonho se materializa e vira estratégia para vencer o desafio da distribuição.

    “Não basta apenas ter criatividade, mas um bom planejamento de marketing para que o filme tenha competitividade no mercado”, sublinha a superintendente do Santander Cultural, Liliana Magalhães.

    A iniciativa, proposta pela Associação dos Profissionais e Técnicos de Cinema (APTC) e Prefeitura Municipal de Porto Alegre, foi abraçada pelo Santander Cultural e chega à sua 5ª edição. As inscrições para o edital de 2006 podem ser feitas na Coordenação de Cinema, Vídeo e Fotografia, da Secretaria Municipal da Cultura de Porto Alegre, até o dia 28 de outubro.

    São três projetos selecionados por ano e cada um recebe R$ 50 mil de aporte financeiro para pensar a execução do filme. Até a última edição, em 2005, 84 produtores haviam inscrito suas produções. A expectativa é de que em 2006, as incrições ultrapassem a média de 20 ao ano.

    O formato do prêmio é único no Brasil e se tornou tão importante que o próprio Ministério da Cultura (MinC) lançou um concurso semelhante, explica a executiva. “Em geral, os prêmios destinados ao início da produção são todos para roteiro, esse é diferente pois privilegia as etapas de pesquisa, planejamento e desenvolvimento do projeto”.

    A estratégia retira o foco de atenção de diretores ou roteiristas e o coloca sobre os produtores dos filmes. “É óbvio que a qualidade da direção de arte é importante mas nesse caso, queremos desenvolver o caráter empreendedor dos profissionais de cinema”, revela Liliana.

    Indiretamente, o objetivo é desenvolver o pólo cinematográfico gaúcho, por isso, os concorrentes devem ser residentes no Estado. “Foi uma demanda local, sugerida pela APTC e SMC para potencializar o mercado audiovisual do sul”. Não há exigências quanto à experiência da equipe, porém o projeto deve ser inédito e nunca ter participado de outros concursos.

    Essa característica concede ao prêmio um valor histórico, já que é possível traçar um panorama das produções gaúchas ao longo dos anos: “Desde 2004 temos recebido mais incrições de documentário e isso reflete uma característica de mercado”.

    O endereço para contato na secretaria Municipal de Cultura é Av. Presidente João Goulart, 551 – 3º andar, em Porto Alegre. Mais informações pelo e-mail salapfgastal@smc.prefpoa.com.br ou pelo telefone (51) 3212.5928.

  • Moradores do bairro Petrópolis lutam contra corte de árvores

    Carla Ruas

    Depois do movimento bem sucedido da rua Marquês do Pombal, outro grupo de moradores luta pela preservação de uma área verde. Os vizinhos da rua Dario Pederneiras, no bairro Petrópolis, querem evitar a derrubada de 52 árvores para a construção de um edifício no nº 140. Eles se reuniram em frente ao local nesta segunda-feira, 16 de outubro, para discutir alternativas.

    No inicio do mês a Secretaria Municipal do Meio Ambiente (SMAM) realizou uma reunião com os moradores para decidir onde seriam plantadas as compensações ambientais pelo desmatamento. Mas o encontro não chegou a um consenso. A comunidade questionou a necessidade de derrubar todas as árvores, das quais 30 são nativas e abrigam ninhos de sabiá, alma-de-gato, joão-de-barro e pica-pau.

    Eles pediram um prazo para propor mudanças que deixe o projeto menos prejudicial ao meio-ambiente. Na semana passada, mandaram um e-mail ao secretário da SMAM, Beto Moesch, solicitando um inventário das árvores do terreno e sua localização. O grupo também pediu o apoio do prefeito, José Fogaça, mas até agora nenhum dos políticos respondeu as mensagens.

    A integrante do Movimento Petrópolis Vive, Janete Barbosa, afirma que antes de autorizar o corte, os moradores tem que pensar em quantas mudas de plantio compensatório sobrevivem nas ruas. “Um levantamento da própria SMAM diz que apenas 25% das mudas vingam”, observa. Além disso, ela lembra que iria demorar anos para que as mudas crescessem. “Enquanto isso os passarinhos vão viver aonde?”, questiona.

    O ambientalista Caio Lustosa, que também apóia o movimento, disse que é possível realizar um projeto arquitetônico que não entre em conflito com a vegetação existente no terreno. Ele lembra de um edifício na rua Miguel Tostes que foi construído em volta de um pé de canela e que também preservou uma área com pés de ervilha. Para ele, “basta haver vontade política”.

    A moradora do bairro, Maria Lina Volkmer, afirma que o problema não é só o desmatamento. “Com este prédio teremos uns cem carros a mais circulando pelas ruas”, lamenta. Ela, que é professora de uma escola próxima, lembra com saudade do ano 1977, quando se mudou para o bairro Petrópolis. “Tinha muita segurança, a vegetação era intensa e o bairro tinha apenas casas”. Maria reconhece que é necessário se adaptar às mudanças, mas afirma que o atual plano diretor desrespeita o meio-ambiente.

    Em 1999 os moradores já haviam realizado um abaixo-assinado para que a área em questão fosse transformada em praça, mantendo uma casa que existia ali em centro cultural. O documento foi encaminhado ao poder público, mas a solicitação não foi atendida.

  • Ação contra trângenicos ainda não foi julgada

    Cláudia Viegas

    Passados mais de 18 meses da aprovação da nova lei de biossegurança (Lei 11.105/2005), a questão do plantio de transgênicos continua totalmente desvirtuada do que prevê a Constituição Federal em seu artigo 225 – a obrigatoriedade de realização de Estudo Prévio de Impacto Ambiental (EIA) como requisito para atividades potencialmente causadoras de riscos de danos ao meio ambiente.

    Sem falar na polêmica questão do uso de células tronco de embriões para fins de pesquisa e terapia, contestada pelo procurador-geral da República Cláudio Fonteles, em ação direta de inconstitucionalidade, a nova lei de biossegurança  passa por cima da Política Nacional do Meio Ambiente (Lei 6.938/81), a qual também obriga à realização de EIA e confere ao Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama) atribuições para estabelecer normas e critérios para o licenciamento de atividades efetiva ou potencialmente poluidoras, e ainda atropela um dos cânones amalgamados na Conferência Rio 92 – o princípio da precaução, que consta também na Constituição (artigo 225, caput e §3°, III). E, de quebra, subordina competências do Ibama e do Ministério da Saúde, quanto às deliberações sobre transgênicos, à aprovação da Comissão Técnica Nacional (CTNBio) e do Conselho Nacional de Biossegurança (CNBS), ligado diretamente à Presidência da República.

    Em que pese tudo isto, uma única Adin – Ação Direta de Inconstitucionalidade – a de número 3526, de 20 de junho de 2005, proposta pela Procuradoria Geral da República – está ainda “com vista para a PGR”, e o relator do caso no Supremo Tribunal Federal (STF) é o ministro Celso de Mello, informa a funcionária da seção de Pesquisa e Redação do STF, Cristina Gomes. Há outras Adins no STF que tratam de biossegurança, mas ou tratam de objeto diferente do plantio de transgênicos no âmbito nacional, como é o caso específico do Paraná, ou então caducaram porque se dirigem à MP 131, que liberou para plantio as sementes de soja geneticamente modificadas da safra 2003, perdendo efeito, em 24 de março de 2005, com a edição da Lei 11.105. É nesta última situação – arquivada – que está a Adin 3014, requerida pela Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura (Contag), por ter “perdido seu objeto”.

    Questionamento

    Entre as ONGs que lutam contra a liberação do plantio de transgênicos no Brasil, o clima é de permanente questionamento, embora não deixem transparecer um certo ceticismo com a morosidade de uma definição sobre a já provada inconstitucionalidade da Lei 11.105. Segundo o agrônomo Ventura Barbeiro, coordenador da Campanha de Engenharia Genética do Greenpeace nacional, não se consegue sequer mais saber qual é, atualmente, a área cultivada no país em sementes modificadas geneticamente: “Por força da necessidade de fazer um Termo de Ajuste de Conduta para plantar soja transgênica nos anos de 2003 e 2004, houve um controle da área cultivada e números oficiais do plantio de soja transgênica. Mas, com a aprovação da Lei de Biossegurança, no início do ano passado, não existem mais números oficiais do governo brasileiro sobre a área cultivada com transgênico”. Segundo ele, “os números que aparecem são gerados pelas empresas interessadas, muitos deles exagerados e claramente imprecisos”.

    A advogada Maria Rita Reis, da ONG paraense Terra de Direitos, informa que será realizada pressão para o julgamento da Adin. Ela estima que pelo menos 40% da soja produzida atualmente no Brasil seja de origem transgênica. “Em outros países do mundo se exige Estudo de Impacto Ambiental para o plantio de OGM”, compara. “Nossa expectativa é que a PGR declare a inconstitucionalidade”, assinala a advogada.

    Soja

    De acordo com Barbeiro, a única cultura liberada por meio político foi a soja transgênica. “Todos os outros processos de liberação deverão passar pela CTNBio. O problema é que o regulamento dessa comissão pode ser mudado a qualquer hora, pois os detalhes mais importantes são regidos por um decreto. Ou seja, não é necessário muita coisa para mudar todo o funcionamento da comissão para forçar uma decisão política. As liberações comerciais podem ser reavaliadas pelo CNBS em última instância”, afirma o coordenador de campanha do Greenpeace.

    Rejeição

    Na União Européia, atesta Barbeiro, “está havendo maciça rejeição dos OGMs no mercado, mesmo contrariando normas da Organização Mundial do Comércio. Por isto, não é uma boa idéia o Brasil migrar para os transgênicos”. A pressão que existe, diz, vem da Argentina e dos Estados Unidos. “Certamente, há empresas européias comprando transgênicos para ração animal, na Europa, mas o Greenpeace continua questionando essas empresas, sendo que as grandes não estão comprando”.

  • Carta Capital denuncia trama contra Lula

    Helen Lopes

    A revista Carta Capital denuncia, na edição desta semana, que a grande mídia ocultou fatos importantes no caso da compra do dossiê contra José Serra. Na reportagem, o jornalista Raimundo Rodrigues Pereira entrelaça informações que só circularam no meio jornalístico e ouve os editores das empresas de comunicação envolvidas no episódio que a revista intitulou “A trama que levou ao segundo turno”.

    Conforme a reportagem, a cobertura do caso – que estourou 15 dias antes da eleição – está repleta de contradições. Sonega fatos cruciais e inverte técnicas jornalísticas. Carta Capital confrontou princípios básicos do jornalismo com a atitude de cada veículo, repórteres e direção dos veículos.

    Antes mesmo dos presos Valdebran Padilha e Gedimar Passos, ligados ao PT, chegarem no prédio da Polícia Federal em São Paulo, as equipes de campanha de Geraldo Alckmin e de José Serra já estavam no local. Ao lado da perua da Rede Globo.

    A reportagem trilha ainda o caminho das fotos dos cerca de R$ 1,7 milhão, em notas de real e dólar, que estamparam as primeiras páginas dos jornais dois dias antes das eleições.

    Conforme a revista, o delegado Edmilson Bruno, além de tirar as fotos do dinheiro de forma ilegal e distribuí-las aos jornais Folha de S. Paulo, Estado de S.Paulo, O Globo e à rádio Jovem Pan,  contou com a cumplicidade dos jornalistas para fazer de conta que as fotos tinham sido roubadas dele.

    Os repórteres alegam que estavam preservando a fonte, no entanto, a análise das matérias feita pela Carta Capital mostra que além de endossar a versão do delegado, a imprensa não divulgou a gravação do delegado.

    De acordo com a reportagem, o delegado Bruno ainda procurou um repórter do Jornal Nacional para entregar as fotos: “Tem de sair à noite na tevê, tem de sair no Jornal Nacional”, relata uma fonte. Na noite de 29 de outubro, dois dias antes da eleição, dia em que caiu o avião da Gol e morreram 154 pessoas, o Jornal Nacional renegou o desastre à poucos minutos e se dedicou à cobertura da foto do dinheiro.

    Dois pesos e duas medidas

    A grande mídia não repercutiu a reportagem de Carta Capital. Nem os veículos citados gastaram uma linha com a matéria da Carta Capital. No entanto, abriram espaço para a denúncia da Veja contra o ministro da Justiça, Marcio Tomaz Bastos, que estaria obstruindo as investigações  da Polícia Federal.
    Episódios de manipulação e ocultação de fatos são constantes na trajetória da mídia nacional em período eleitoral. Caso emblemático aconteceu em 1989, quando a Rede Globo editou o último debate entre os presidenciáveis Luiz Inácio Lula da Silva e Fernando Collor de Melo. Não esquecendo que a compra do dossiê é crime eleitoral, o resultado dessa “trapalhada” da comunicação brasileira é que mais uma vez negativa para o jornalismo, que perde o que resta de independência e responsabilidade.

  • Caxias do Sul recebe autores da JÁ Editores

    Sessão dupla de lançamento dos livros da JÁ Editores movimentam Caxias do Sul. A dupla Martha Geralda Alves D’Azevedo e Maria do Carmo Campos serão recebidas na tarde dessa sexta-feira, 13, no café Cultural da Feira, onde autografam Protasio Alves e o seu tempo, 1859-1933 (JÁ Editores, 432 páginas).
    No sábado, tambem às 16h30, será a vez de Kenny Braga abraçar os colorados caxienses, com a sessão de autógrafos de INTER, Orgulho do Brasil (200p., R$ 30).
    A Feira do Livro de Caxias do Sul e a segunda maior do estado, ficando atrás apenas de POrto Alegre. O evento segue até o dia 22 de outubro na Praça Dante Alighieri. O horário de funcionamento é de terça  a sexta-feira: 12h às 20hs e  segundas e quartas-feiras, sábados,domingos e feriados: das 10h às 20h.
    O legado de Protasio Alves
    Doutor Protasio Antonio Alves foi um dos fundadores, em 1898, da Faculdade de Medicina de Porto Alegre, a terceira do Brasil. Depois de três anos de pesquisas, a neta Martha Geralda Alves D’Azevedo e a bisneta Maria do Carmo Campos reavivam a memória na biografia Protasio Alves e o seu tempo, 1859-1933.
    O lançamento da JÁ Editores dá continuidade à trajetória da empresa, que privilegia publicações com ênfase na história do Rio Grande do Sul, personagens e fatos que o constituíram.
    Protasio Alves e o seu tempo, 1859-1933 é composta de 19 capítulos ricos em fotos, seguidos por uma vasta documentação, colhida em acervos familiares e em arquivos públicos. O resultado da pesquisa bibliográfica e documental, agregado às narrativas que apenas os familiares possuem é resumido por Luiz Fernando Cirne Lima, na apresentação do livro.
    “O homem de idéias, o político influente, o protagonista das ciências médicas é fartamente desvendado nos capítulos que reúnem a sua correspondência, documentos, cronologia e recortes da imprensa da época”, destaca o diretor-superintendente da Copesul.
    O prefácio do livro é do também médico e escritor Moacyr Scliar, que aborda outras contribuições da personalidade gaúcha. “Por mais de 21 anos, foi Secretário do Interior e do Exterior, trabalhando não só com saúde, como também com educação, área na qual foi pioneiro, criando uma rede dos chamados Grupos Escolares, o Colégio Complementar (depois Escola Normal, depois Instituto de Educação), estimulando o aperfeiçoamento de professores – providências que elevaram enormemente o nível de alfabetização do RS”, descreve o texto do imortal.
    Nas mais de 400 páginas da obra, 74 anos de uma vida que pertence à História. O perfil e a trajetória do médico podem ser conferidos na obra Protasio Alves e Seu Tempo, 1859 – 1933, das autoras Maria do Carmo Campos e Martha Geralda Alves D’Azevedo.
    Kenny Braga consagra trajetória colorada

    Clorado ilustre vai abraçar os caxienses | Foto: Tânia Meinerz/JÁ
    Clorado ilustre vai abraçar os caxienses | Foto: Tânia Meinerz/JÁ

    A recente e inédita conquista da Copa Libertadores da América pelo Sport Club Internacional é um dos capítulos que compõem o livro INTER, Orgulho do Brasil, lançamento da JÁ Editores (200p., R$ 30). A obra, escrita pelo jornalista Kenny Braga, chega à sua terceira edição, revisada e ampliada, e apresenta a trajetória completa do Internacional, desde suas origens.
    A narrativa atravessa os momentos marcantes do clube, como o histórico time do Rolo Compressor, na década de 40, e as equipes de 1956 e 1984, que serviram de base para a Seleção Brasileira, no Pan-Americano do México e nas Olimpíadas de Los Angeles, respectivamente.
    A construção do Gigante da Beira Rio, a conquista dos três campeonatos brasileiros e o título ‘sonegado’ do Brasileiro de 2005, também estão no livro, que, com riqueza de detalhes, percorre os quase 100 anos do clube em ordem cronológica.
    A trajetória do Inter, narrada de forma apaixonada por Kenny Braga, ao longo de 42 capítulos, é ricamente ilustrada com fotos de todas as épocas do clube. E complementada com 25 perfis de jogadores, técnicos e dirigentes decisivos na história do Inter. São nomes como o do patrono Ildo Meneghetti, o craque Tesourinha, até a dupla de ataque da Libertadores, Sobis e Fernandão.
    A obra de 200 páginas também mostra um panorama do clube, com reportagens sobre a modernização do Beira-Rio, o trabalho das categorias de base, dos consulados, da Fundação de Educação e Cultura e a participação dos torcedores.
    Agenda Cultural
    Festas
    First Love
    A primeira edição do projeto, desenvolvido pelas dj’s  Kiara e Cássia, traz a temática rock com amor, mas sem cair na breguice.  A estréia contará com um evento especial, a festa de formatura do curso de jornalismo da FAMECOS 2006.
    Quando: sábado, 14 de outubro, às 22h
    Onde: Elo Perdido (João Alfredo, 533)
    Quanto: Ingresso à R$ 5,00 reais.
    Música
    Tango Portenho
    O Sexta Cultural do mês de setembro traz para seu público um pouco da Argentina e do Uruguai. Trata-se do espetáculo Tango Portenho no qual Gardelito (voz) e Ricardo Romero (bandônion) demonstram um pouco da essência musical de sua terra natal. Na apresentação, os músicos terão suas canções ilustradas por coreografias dos bailarinos Daniel Oswaldo e Claudia Messias, que farão uma participação especial no show. CASA EM FESTA – Sexta Cultural
    Quando: sexta,13 de outubroàs 18h
    Onde: Espaço Elis Regina – térreo
    Quanto:Entrada franca
    Jonatas Jeffer
    O cantor Jonatas Jeffer, mostra ao público um repertório composto de Bossa Nova, MPB, Pop e Bolero. Jasper se apresenta em bares há cerca de dez anos. Nasceu em Porto Alegre, mas viveu a maior parte de sua vida em Búzios, no estado do Rio de Janeiro. Atualmente com 27 anos, desde os quatro anos de idade Jeffer está ligado à música. Toca quatro instrumentos, mas o violão, que pratica desde os 11, é a sua especialidade. Com os irmãos, em Búzios, montou a banda Unidos Contra. Voltou a Porto Alegre há cerca de dois anos.
    Quando: sexta-feira, 11, às 18h30
    Onde: Livraria do Arvores (Félix da Cunha, 1213)
    Quanto: Entrada gratuita
    Canto Nobre
    O grupo de São Paulo realiza apresentação de Música Sacra
    Quando: 14 de outubro (sábado), às 15h
    Onde: Estacionamento da Usina do Gasômetro
    Quanto: Entrada franca
    OTA no show Play for Today
    niciado no ano de 2000 como um projeto solo de música eletrônica, o OTA, de Otávio Mastroberti, tem agora as participações de Marcos Lobão (antigo parceiro de Otávio na banda Spleen) na bateria  e Luciano Becker no baixo. O som está mais alternativo, com vocais, guitarras, sintetizadores, samplers e imagens. O show audio-visual “Play for Today” conta com repertório próprio e algumas releituras de New Order, Cure e Moby: I’ll Become Your God, Broken Glasses, Sex # Love, Again, Pain e The Truth Inside Lies (OTA); Vanishing Point (New Order); Catch (The Cure); e Bodyrock (Moby)
    Quando: 14 de outubro, sábado às 18h
    Onde: Fundação Ecarta (Avenida João Pessoa, 943)
    Quanto: Entrada Franca
    Engemidia RockFest
    Engemidia Produções
    Quando: 14 de outubro (sábado), às 22h
    Onde: No terraço da usina do gasômetro (João Goulart, 551)
    Quanto: R$ 5,00
    Kleiton E Kledir
    Em abril o show teve lotação esgotada e sessão extra. Kleiton & Kledir foram recentemente os vencedores do Prêmio TIM de Música 2006, com o CD “Ao Vivo”, que novamente será a base do show. Sucessos como ‘Paixão’, ‘Maria Fumaça’, ‘Vira virou’, ‘Fonte da saudade’, ‘Deu pra ti’, ‘Nem pensar’ e as recentes “Capaz” e “Então Tá” são presença obrigatória no roteiro. Estarão acompanhados de Adal Fonseca (bateria), Luciano Granja (violões e guitarra), André Gomes (baixo) e Dudu Trentin (teclados).
    A gravação do CD e DVD foi realizada em setembro de 2005, no Salão de Atos da PUC aqui em Porto Alegre, em show memorável – aplaudido por público e crítica. A produção musical foi do inglês Paul Ralphes (que já produziu Kid Abelha, Cidade Negra, Skank).
    Quando: Sábado (14) às 21h e domingo (15) às 18h
    Onde: Theatro São Pedro
    Quanto: Entre R$ 20,00 e R4 40,00
    Jazz Club com Luizinho Santos Quarteto: Chick Corea
    Luizinho Santos Quarteto homenageia o pianista Chick Corea. E em mais uma edição de Grandes nomes do jazz, o jornalista Paulo Moreira fala sobre a vida e a obra do músico homenageado. Compõem o quarteto Luizinho Santos na direção musical e saxofones, Bethy Krieger ao piano, Ayrton Zettermman no contrabaixo, e César Audi na bateria.
    Quando: sábado, 14, às 20h45
    Onde: Studio Clio (José do Patrocínio, 698)
    Quanto: R$ 20,00 (platéia) e R$ 30,00 (mesas, mediante reservas)
    Orquestra Infanto-Juvenil
    A Orquestra Infanto-Juvenil é formada por alunos dos cursos de flauta-doce, flauta transversal, violino, viola e violoncelo do IPDAE – Instituto Popular de Arte-Educação. Crianças e jovens entre 9 e 16 anos formam a orquestra, que foi criada em agosto de 2006 com o objetivo de oferecer vivências e práticas musicais em conjunto para os alunos da comunidade da Lomba do Pinheiro. Além de complementar o aprendizado, o grupo propõe a esses alunos um contato com a obra de grandes compositores da história e também com o folclores e a música popular.
    Quando: 15 de outubro, domingo, às 17h
    Onde: Salão Paroquial da Igreja Santo Antônio, na Lomba do Pinheiro (Rua Tanauí da Silva Boeira, s/nº – Parada 16)
    Quanto: Entrada franca
    Juntos: Nelson Coelho De Castro e Gélson Oliveira
    Dois dos mais importantes nomes da música urbana gaúcha mostram este show, especialmente preparado para o público infantil, denominado O ônibus que sobe desce na cidade do Lugar Nenhum. Há muitos anos, ambos possuem um repertório de músicas infantis, como a música “Papagaio Pandorga”, tema de abertura do Programa Pandorga, da TVE, no ar por mais de 17 anos.
    Na mesma época, Gelson compôs as músicas de seu espetáculo infantil O ônibus que sobe desce. Em 1983, Nelson montou o musical chamado A Cidade do Lugar Nenhum, que ganhou o Prêmio Tibicuera daquele ano e ficou durante sete semanas em cartaz no Teatro Renascença.
    Agora, resolveram fazer uma síntese dos dois espetáculos, com um roteiro enxuto, onde o foco principal é a percepção lúdica das crianças através das canções. Os dois buscam a interação com a platéia infantil através de pequenas historias que introduzem o conteúdo do universo de cada música.
    O resultado é contagiante e surpreendente. No espetáculo, além de Papagaio Pandorga, músicas como Amiguinhos de Calçada, O ônibus do sobe e desce, O Espantalho e Macaco Caco. Quando: domingo, 15, às 17h
    Onde: Salão Átrio do Santander Cultural (Siqueira Campos, 1125)
    Quanto: R$ 10,00
    Juá Ferreira Trio
    Juá Ferreira Trio é a soma das experiências individuais dos músicos Conrado “Tonda” Pecoits (teclado), Edu Saffi (contrabaixo) e Juá Ferreira (bateria). A união surgiu da vontade dos músicos de realizar um trabalho de música instrumental com influências brasileiras.
    Quando: Dia 15 de outubro. Domingo, às 17h
    Onde: Acervo Mario Quintana – mezanino da CCMQ
    Quanto: Entrada franca
    Literatura
    Tarde Poética
    Um encontro marcado com a poesia, sob a coordenação de Luzita Mar.
    Quando: Dia 15 de outubro. Domingo, às 15h
    Onde: Casa de Cultura Mario Quintana
    Quanto: Entrada franca
    Audiovisual
    O Jardineiro Fiel
    O projeto O Cinema Político e a Psicanálise é desenvolvido pela CCMQ em parceria com a Sociedade Psicanalítica de Porto Alegre (SPPA). Neste ano, a temática do evento são os filmes que abordam obras políticas. O filme desta edição é O Jardineiro Fiel (EUA, 2005, 129 min, direção de Fernando Meirelles). Após a exibição do filme, acontece debate com a participação de Roberto Gomes (psicanalista da SPPA) e Ielbo Marcus Lobo e Souza (professor de direito internacional da Unisinos).
    Quando: sábado, 14, às 9h30
    Onde: Sala Eduardo Hirtz – CCMQ
    Quanto:Entrada franca
    Os Destinos da Nouvelle Vague
    A mostra reune cinco longas em 35 mm  e quatro documentários em vídeo em torno deste que foi um dos mais influentes e criativos movimentos cinematográficos do século XX. A idéia do ciclo é refletir sobre os caminhos tomados por alguns dos principais expoentes da Nouvelle Vague já nos seus anos de maturidade, Eric Rohmer, Jacques Rivette, Claude Chabrol, Alain Resnais e Louis Malle.
    A programação inclui os longas A Inglesa e o Duque, de Eric Rohmer, Quem Sabe?, de Jacques Rivette, Madame Bovary, de Claude Chabrol, Meu Tio da América, de Alain Resnais, e Adeus, Meninos, de Louis Malle, além dos documentários A Nouvelle Vague por Si Mesma, Claude Chabrol, o Entomologista, Eric Rohmer, Provas de Apoio aos 120´, e Uma Abordagem de Alain Resnais.
    Quando: sexta-feira, sábado e domingo (13, 14 e 15) em sessões às 14:30, 16:30, 19:00 e 20:00.
    Onde: Sala P. F. Gastal, na Usina do gasômeto (João Goulart, 551)
    Quanto: R$ 6,00
    Sessão Comentada de Eu, Você E Todos Nós
    O filme terá comentários de Jorge Furtado. Vivendo no subúrbio de Los Angeles, Richard é um vendedor de calçados que vive a separação no casamento e se vê às voltas com a criação dos filhos. Ele conhece Christine, uma artista performática que usa sua arte como forma de aproximação com as pessoas.
    Quando: sábado, 14, às 19h – todos os dias, em sessões às 17h e 19h
    Onde: Cine Santander
    Quanto: R$ 6,00
    Curta Petrobras às Seis
    Programa de fomento à produção de curta metragem, que exibe os filmes O Papa da Pulp: R. F. Lucchetti (de Carlos Adriano), Veja e Ouça (de Maria Baderna no Brasil – André Francioli) e Heliorama (de Ivan Cardoso)
    Quando: ate 19 de outubro, às 18h
    Onde: Sala 1 do Unibanco Arteplex
    Estréias
    Deu a Louca na Chapeuzinho – Comédia
    A animação traz os clássicos personagens Chapeuzinho Vermelho, Lobo Mau, Lenhador e Vovó envolvidos no roubo de um livro de receitas. Um inspetor investiga o caso para devolver a paz à floresta. Direção de Cory Edwards. Com Glenn Close, Anne Hathaway e James Belushi no elenco.
    Em cartaz no Cinemark Bourbon Ipiranga, 05; Cinesystem Cinemas, 05; GNC Bourbon, 02; Unibanco Arteplex, 06.
    O Grito 2 – Terror
    Continuação de O Grito. Em Tóquio, uma jovem começa a ser perseguida pela mesma maldição que atingiu sua irmã (de um espírito maligno que ataca a todos que entram numa casa onde uma pessoa foi brutalmente morta. Direção de Takashi Shimizu. Com Sarah Michelle Gellar e Amber Tamblyn no elenco.
    Em cartaz no Cinemark Bourbon Ipiranga, 04; Cinesystem Cinemas, 01; GNC Lindóia, 01; GNC Praia de Belas, 01; Rua da Praia, 02; Unibanco Arteplex, 07; Victória, 01.
    O Samurai do Entardecer – Drama
    No século 19, homem é apelidado de “Samurai do Pôr do Sol” quando perde a esposa e assim precisa cuidar sozinho das duas filhas pequenas, sendo obrigado a sempre voltar para casa ao crepúsculo. Direção Yôji Yamada. Com Hiroyuki Sanada e Rie Miyazawa no elenco.
    Em cartaz no AeroGuion, 02.
    Artes Cênicas
    Hotel Rosa-Flor
    Com direção de Júlio Conte e montagem da Cômica Cultural, companhia da qual Patsy participa como produtora, atriz, autora e diretora, Hotel Rosa-Flor faz um recorte do universo feminino através de personagens fortes, sensíveis e sedutoras, cada uma à sua maneira. A peça discute, através das diferenças aparentemente inconciliáveis entre suas personagens, a questão do preconceito, não só ante aquilo que não se conhece, mas também, ante aquilo que é inconcebível como estrutura social e estilo de vida.
    No decorrer da narrativa, revela-se a intolerância às diferenças sociais, raciais, culturais e sexuais, mas também ocorre uma transformação destes preconceitos em novas posturas, novas concepções, gerando novas formas de relacionamento, formando, assim, um panorama bastante rico do nosso mundo contemporâneo.
    Quando: Estréia dia 13 de outubro, às 19h e segue até 26 de novembro. Sextas e sábados, às 19h e domingos às 18h
    Onde: Teatro Bruno Kiefer, na Casa de Cultura Mario Quintana (Rua dos Andradas, 736)
    Quanto: R$ 15,00 – com descontos para idosos, estudantes e classe artística
    Hamlet Sincrético
    O grupo Caixa-Preta realiza nova temporada do espetáculo Hamlet Sincrético de 06 a 29 de outubro, de sexta a sábado às 21h e domingo às 20h, no Hospital Psiquiátrico São Pedro (Avenida Bento Gonçalves, 2460). A elogiada montagem dirigida por Jessé Oliveira é uma criação coletiva inspirada no clássico de William Shakespeare, que transita pelo sincretismo cultural e religioso, especialmente nos cultos afro-brasileiros, no catolicismo popular e igreja quadrangular.
    O espetáculo recebeu seis indicações para o Prêmio Açorianos de Teatro em 2005: Melhor Espetáculo, Direção (Jessé Oliveira), Trilha Sonora (Luiz André da Silva), Ator Coadjuvante (Silvio Ramão), Atriz Coadjuvante (Glau Barros) e Figurinos (Adriana Rodrigues e Gil Collares)., tendo vencido na categoria Trilha Sonora.
    Quando: Até 29 de outubro, de sextas e sábados às 21h e domingos às 20h.
    Onde: Hospital Psiquiátrico São Pedro (Avenida Bento Gonçalves, 2460)
    Quanto: R$ 15,00.
    No ritmo do amor
    Comédia musical que conta a história do insólito casal Mohammed e Raquel. Elenco com Érico Ramos e Cíntia Ferrer. Trilha sonora ao vivo de Lucas Ortiz. Direção de Patsy Cecato.
    Quando: até o dia 29 de outubro: sextas, sábados e domingos, às 19h
    Onde: Teatro Carlos Carvalho na Casa de Cultura Mário Quintana
    Quanto: R$ 15,00 (R$ 12,00 para Clube do Assinante ZH, R$ 7,50 para idosos e estudantes e R$ 5,00 para classe artística).
    Dores, Mamulengo e Amores
    Com a Trupi Mão Muleca e Oficina de Montagem Cia. Gente Falante.
    Quando: sábados e domingos, até 29 de outubro, às 20h
    Onde: Sala 502 da Usina do Gasômetro (João Goulart, 551)
    Quanto: R$ 3,00
    Uma História de Borboletas
    Com o Grupo Historium
    Quando: sábados e domingos, até 29 de outubro, às 20h
    Onde: Sala 400 da usina do Gasômetro (João Goulart 551)
    Quanto: Entrada franca
    O Teatro de Sombras de Ofélia
    Teatro de bonecos com a Cia. Gente Falante
    Quando: 14 e 15 de outubro às 17h
    Onde: Sala 502 da Usina do Gasômetro
    Quanto: Contribuição espontânea
    Dança
    Kuduro
    Apresentação única do espetáculo de Dança Angolana com Janaína Nocchi
    Quando: 14 de outubro, às 15h
    Onde: Sala Preta (mezanino leste) da Usina do Gasômetro (Av. Presidente João Goulart, 551)
    Quanto: Entrada Franca
    Infantil
    Pé de Pilão
    Opereta infantil sobre a obra Pé de Pilão, de Mario Quintana. O espetáculo conta com a participação de atores-músicos e bonecos. As músicas foram compostas por Vitor Ramil, Nico Nicolaiewski e Cláudio Levitan. Elenco com Cláudio Levitan, Ed Lannes, Iran Ramil, Ju Dariano e Melissa Arievo. Direção de Mário de Ballenti. Apoio cultural Banco John Deere, Fundação John Deere e Randon.
    Quando: Estréia no dia 14 de outubro, às 16h. Segue até o dia 12 de novembro. Sábados e domingos, às 16h
    Onde: Teatro Carlos Carvalho, na Casa de Cultura Mário Quintana
    Quanto: R$10,00 (com 50% de desconto para idosos)
    O Cavaleiro da Mão-de-Fogo
    O texto, escrito em versos pelo poeta Mario Pirata, funciona como uma parábola, proporcionando diversos níveis de compreensão aos adultos e crianças.
    Com uma linguagem de forte apelo visual e sonoro, a poesia é materializada na própria ação dos personagens: figuras tridimensionais que se transformam em sombras perante o público, desvelando um mágico universo.
    A história conta o rapto e o resgate da Princesa Tranças-de-Ouro (cuja voz é emprestada pela cantora Marisa Rotenberg). Uma poética releitura das aventuras de “capa e espada”.
    Quando: 14 e 15 de outubro (sexta-feira e sábado), às 20 horas
    Onde: Teatro Municipal Pedro Parenti da Casa da Cultura Percy Vargas de Abreu e Lima (Rua Dr. Montaury, nº 1333 – Caxias do Sul)
    Quanto: Entada franca
    João e Maria – Uma aventura no terreno baldio
    O espetáculo João e Maria, uma aventura no terreno baldio, é uma livre adaptação da versão de “João e Maria”, dos irmãos Grimm, publicada em 1812.
    Essa história significativa, repleta de interpretações, e que há séculos habita o imaginário infantil, ganhou texto e direção de Bob Bahlis e um elenco poderoso: Marcelo Naz e Janaína Pelizon vivem João e Maria; Paula Teitelbaum encarna a temida bruxa, além de outros papéis;  e Caio Prates vive diversos personagens.
    Quando: até 12 de novembro, sábados e domingos, às 16h
    Onde: Teatro de Câmara Túlio Piva (Rua da República, 575)
    Quanto: R$ 12,00
    Toc-Toc, uma visita surpresa
    Uma visita inesperada no meio da noite é o mote perfeito para desencadear uma série de situações muito engraçadas e absurdas quando dois palhaços tentam saciar suas necessidades essenciais, como comer e dormir.
    Quando: Segue até o dia 29 de outubro: sábados e domingos, às 16h.
    Onde: Sala Lili Inventa o Mundo, na Casa de Cultura Mário Quintana
    Quanto: R$ 5,00
    A Fada Azul na Cidade dos Bonecos
    O espetáculo conta a historia de um homem que vive sozinho em uma colina e para passar o tempo constrói bonecos de pano. Depois de uma inusitada visita da Fada Azul esses bonecos ganham vida e vontade própria.
    Quando: até 29 de outubro, sábados e domingos, às 16h
    Onde: Teatro Hebraica (Gen. João Telles, 508)
    Quanto: R$ 12,00 – Desconto de 50% na semana de estréia.
    Artes Plásticas
    Registros, de Estela Pauluci
    Sua pintura está voltada para a utilizaçao de materiais diversos na confecçao de suas telas que utilizam temas da astronomia dando origem a “paisagens” fantásticas.Nos últimos tempos tem pesquisado o tridimensional produzindo objetos feitos  materiais como tecido e ferro.
    Quando: até 28 de outubro, de segunda a sexta, das 14 as 18h e sábados, das 10 as 13h
    Onde: Arte & Fato Galeria (Rua Sao Manoel, 285)
    Quanto: Entrada franca
    Coração de Cetim – Emoções Baratas
    Exposição de bonecos Coração de Cetim – Emoções Baratas, de Elton Manganelli.
    Quando: Segue ate 11 de novembro
    Onde: Studio Clio (José do Patrocínio, 698)
    Quanto: Entrada franca
    Quintanares: a poesia de Mario Quintana em p&b.
    Em comemoração aos 100 anos do nascimento do poeta Mario Quintana a “Câmera Viajante: Escola e Agência de Fotografia” homenageia o poeta com uma mostra fotográfica que tem como inspiração os famosos e inesquecíveis “quintanares”, revelados ao público com a obra Sapato Florido (1948). Inspirados na simplicidade e na poesia de alguns destes “pequenos poemas”, encontrados em Sapato Florido, treze fotógrafos traduzem, através de imagens em p&b, à essência destes “quintanares”.
    Período: de 06 de outubro a 07 de novembro.
    Onde: Palavraria Livraria e Café (Rua Vasco da Gama, 165)
    Quanto: Entrada franca
    Adelante, de Fabio Zimbres
    A primeira exposição individual do artista na Adesivo. Trabalhando com grandes transparências suspensas, dispostas em camadas, Zimbres vai inundar a galeria com personagens e grafismos improváveis, convidando o público a mergulhar na obra. Interprete como quiser, ou apenas aprecie e confunda-se. Adelante!
    Quando: Segue até 2 de dezembro, de segunda a sábado, das 14h às 19h.
    Onde: Galeria Adesivo (Rua Lopo Gonçalves 382)
    Quanto: Entrada Franca
    Zoomorfos, de Daniel Matheus
    A série exibe oito pinturas em acrílico sobre papel com figuras que mostram a questão do homem-animal, animal-homem. Segundo o escritor Luiz Mello Goulart, o artista é influenciado principalmente por Georg Baselitz e Oscar Kokoschka e as obras tem o cunho da robustez.
    Quando: ate 22 de outubro
    Onde: Espaço Cultural Chico Lisboa (Travessa dos Venezianos, 19)
    Quanto: Entrada franca
    Ado Malagoli, 100 anos
    A exposição comemorativa ao centenário de nascimento de Ado Malagoli apresenta fotografias, documentos e cerca de 15 obras – do Acervo do MARGS e da viúva do artista, Dona Ruth Malagoli – que demonstram a importância do fundador do Museu como agente cultural no Estado. O pintor e professor, nascido em 27 de abril de 1906 em Araraquara (SP), foi responsável pelas primeiras aquisições do Acervo do MARGS, hoje com mais de três mil obras. Também fazem parte da mostra trabalhos de alguns de seus alunos, entre eles Regina Silveira, Yeddo Titze, Paulo Porcella e Alice Brueggemann.
    Quando: até 5 de novembro, de terças à domingos, das 10h às 19h
    Onde: Galeria Iberê Camargo e sala Oscar Boeira, do MARGS
    Quanto: Entrada franca
    Os Papéis do Papel, de Clara Pechanksy
    A exposição celebra os 50 anos de trajetória artística da desenhista, gravadora, pintora e ilustradora gaúcha. Com curadoria e museografia de Paulo Gomes, Doutor em Poéticas Visuais, a mostra apresenta duas séries recentes de trabalhos em papel, além de desenhos, pinturas, gravuras e ilustrações produzidas desde a década de 50.
    Quando: até 8 de outubro
    Onde: Galerias João Fahrion, Ângelo Guido e Sala Pedro Weingärtner, no MARGS
    Quanto: Entrada franca
    Sombra de Dúvida, de Rogério Medeiros
    As obras que formam a série Sombra de Dúvida foram concebidas como contraponto ao trabalho de Rogério Medeiros em fotografia publicitária. O ponto de partida para as fotos que serão apresentadas nas Salas Negras do MARGS foram sombras encontradas e capturadas sem a interferência do artista gaúcho, seja em relação ao seu posicionamento, ângulo ou intensidade.  O trabalho de Medeiros pôde ser conferido recentemente nas Pinacotecas do Museu, na 13ª edição da Coleção Pirelli/MASP, com imagens da série Entre o céu e o mar.
    Quando: até 15 de outubro
    Onde: Salas Negras do MARGS
    Quanto: Entrada franca
    Destino: Porto Alegre
    Sob a curadoria de Leandro Selister, a mostra reúne trabalhos inéditos de cinco jovens artistas gaúchos que residem e produzem fora do Estado do Rio Grande do Sul: Andrei R. Thomaz (com a colaboração do músico Martin Heuser), Cláudia Zanatta, Cristina Ribas, Fabiana Rossarola e Patrícia Francisco. São trabalhos em vídeo, fotografia, web, instalação e performance.
    Os artistas reforçam na exposição questões presentes na arte contemporânea, discutem o espaço tradicional da galeria e a relação do público-espectador. Trata-se da primeira curadoria realizada por Leandro Selister, premiado artista plástico, que vive e trabalha em Porto Alegre, e já participou de várias exposições coletivas e individuais de expressão. Selister é bacharel em fotografia pelo Instituto de Artes da UFRGS e editor do site www.artewebbrasil.com.br.
    Quando: até 22 de outubro, de terças a domingos, das 10 horas às 19 horas.
    Onde: Galeria de Arte da Fundação Ecarta (Avenida João Pessoa, 943)
    Quanto: Entrada franca
    Outros
    2º Campeonato Regional Sul de Ioiô Freestyle
    O evento faz parte das eliminatórias que a Associação Brasileira de Ioiô promove para o Campeonato Brasileiro de 2007. A competição desse ano se divide em duas etapas: uma eliminatória, em que cada jogador tem um minuto para se apresentar; e a final, com os doze melhores classificados na etapa anterior, com três minutos de exibição.
    As apresentações são individuais, acompanhadas de música, onde são avaliadas criatividade, técnica e performance. Na ocasião, haverá a apresentação da Duncan Crew Brasil, que é uma equipe de jogadores de alto nível.
    Quando: 14 de outubro (sábado), ds 10h às 17h
    Onde: sala 209 da Usina do Gasômetro (Av. Presidente João Goulart, 551)
    Quanto: Inscrições para atletas: R$ 15,00, o público tem entrada franca.
    II Campeonato Regional de Baristas
    A competição terá troféus confeccionados pela artista plástica Arminda Lopes que, desde o início deste mês, está sendo apreciada pelos franceses na Galeria Mansart, do Centro Cultural Brasil-França, em Paris.
    Quando: 14 e 15 de Outubro de 2006, das 10h às 20h.
    Local: Praça Mario Quintana, Shopping Iguatemi – Porto Alegre
    Inscrições e informações: ainda podem ser feitas pelo www.cafedomercado.com.br
    Maratona Prazer em Conhecer
    O grupo será ministrado pelos terapeutas do Namastê – Centro de meditações ativas e terapia bioenergética. Um grupo que, focado no segmento pélvico, pode trazer vibração para todo o corpo, levando o indivíduo a níveis de consciência e de relaxamento, provavelmente, poucas vezes experimentado.
    Quando: de 13 à 15 de outubro
    Onde: No Sítio Osho Rachana, em Viamão

  • Estação Mercado será revitalizada


    A Estação Mercado será modernizada (Imagens: Divulgação/PMPA)

    Carla Ruas

    Até o final do ano a Empresa de Trens Urbanos de Porto Alegre (Trensurb) iniciará obras de revitalização da Estação Mercado, no centro da cidade. A reforma vai modernizar a estação e possibilitar o acesso de usuários portadores de deficiência física. A empresa também quer recuperar as áreas próximas, como a Praça Revolução Farroupilha e a avenida Borges de Medeiros.

    O projeto foi apresentado na reunião do Conselho do Plano Diretor da terça-feira, 11 de outubro. A iniciativa faz parte de um conjunto de reformas nas 17 estações da linha, para cumprir a legislação de acessibilidade universal. Em Porto Alegre, a obra tem o apoio da Prefeitura e vai custar cerca de R$ 6 milhões.

    O gerente do programa Viva o Centro, Glênio Vianna Bohrer, afirma que a operação é complexa e envolve oito secretarias do município. “O Trensurb quer promover uma renovação urbana para melhorar a imagem do próprio equipamento”, diz ele.

    O arquiteto da Secretaria do Planejamento que é um bom negócio para a cidade. “A Prefeitura só vai pagar o asfaltamento da avenida Borges de Medeiros”, justifica Bohrer. A via terá seu traçado original recuperado, com abertura para a avenida Mauá.

    Outra mudança do lado de fora da Estação Mercado ocorre na praça Revolução Farroupilha, que abriga a cobertura da estação em forma de disco. A cobertura,  de 1970, foi construída em um nível mais baixo para que ficasse em harmonia com a praça. “Mas hoje o buraco em volta é usado para atividades não desejáveis, como o consumo de drogas”.

    A partir da revitalização planejada, a idéia é transformar a praça numa calçada de acesso para a estação. Pelo projeto ela ganha piso novo e uma iluminação mais eficiente. A central de gás e de ar condicionado que está no local, cercada por grades, será retirada. “É mais um elemento de obstrução visual”, observa Bohrer.


    Os acessos terão uma cobertura moderna e transparente

    Do outro lado da Borges de Medeiros, próximo ao Mercado Público, os acessos ganham uma cobertura moderna e transparente, para não tapar o mercado. Como a calçada deste lado é estreita, as paradas de ônibus serão transferidas para as redondezas. Segundo Bohrer,  os ônibus vão parar na rua que será criada com a abertura da avenida Borges de Medeiros para a avenida Mauá.

    No lado de dentro da estação, serão ampliados os espaços comerciais e um novo corredor será construído para organizar os fluxos de embarque e desembarque. O acesso de pessoas com deficiência será facilitado com a construção de elevadores,  escada rolante e um sanitário especial.

  • Prefeitura projeta novo superávit

    Titular da Fazenda, Cristiano Tatsch, projeta resultado positivo de R$ 35 milhões, mesmo alcançado em 2005 (Foto: Caroline da Fé/CMPA)

    Helen Lopes

    Uma comitiva da Prefeitura apresentou na tarde desta terça-feira, 10 de outubro, o balanço fiscal e orçamentário do 2º quadrimestre de 2006 aos vereadores da Capital. Na audiência pública, convocada pela Comissão de Economia, Finanças, Orçamento e do Mercosul (Cefor) da Câmara Municipal, o secretário da Fazenda, Cristiano Tatsch mostrou que os resultados primários (R$ 161 milhões) e orçamentário (R$ 127 milhões) acumulados até 31 de agosto são positivos e indicam um segundo ano de superávit.

    “Para fechar o exercício com pequeno resultado positivo e assim buscar a recuperação do equilíbrio financeiro do município, estamos concentrando esforços para otimizar as despesas e alavancar a receita através de eficientes mecanismos de arrecadação”, afirmou Tatsch ao apontar que o superávit deve ficar em torno de R$ 35 milhões, mesmo valor alcançado em 2005.

    O secretário lembrou que os valores registrados não repercutem imediatamente na situação financeira, porque o superávit alcançado em 2005 ainda é muito menor que o déficit financeiro acumulado em 2002, 2003 e 2004.

    Nessa linha, o coordenador do Gabinete de Programação Orçamentária, João Portella, ressaltou a importância da manutenção dos índices financeiros positivos para que possam ser retomados os investimentos com recursos internacionais, que foram bloqueados devido aos resultados negativos dos últimos anos. “Embora os números apontem para uma capacidade de endividamento de R$ 2 bilhões, o município depende de liberação da Secretaria do Tesouro Nacional para obter esses financiamentos”, afirma. De acordo com Portella, a Capital tem um comprometimento com dívidas cada vez menor, o índice atual é de 17,23% do orçamento.

    Balanço

    Em relação aos primeiros oito meses do ano passado, com valores corrigidos pelo IPCA, a receita total aumentou 2,9%, totalizando R$ 1,37 bilhão no período. A receita gerada pelos tributos municipais teve incremento de 4,5% e somou R$ 444 milhões. No campo das despesas, os valores liquidados apresentaram aumento de 2,2% em relação a 31 de agosto de 2005, fechando em R$ 1,24 bilhão.

    O custo com pessoal foi apresentado como particularmente alto em relação a outras capitais: R$ 936 milhões, equivalente a 46,27% da receita, dentro do limite que a Lei de Responsabilidade Fiscal exige, que é de 51,3%.

    As transferências da União diminuíram 4,5% – especialmente as destinadas ao SUS, conforme o secretário. E os repasses do Estado tiveram um pequeno acréscimo de 1,7%.

    Os investimentos em Educação foram de 23,83% (para uma meta de 25%), e na área da Saúde obteve-se um índice de 15,67% (meta de 15%).

    Poucos questionamentos

    A audiência, que durou pouco mais de uma hora, foi marcada por poucos questionamentos. O vereador Luiz Braz (PSDB) perguntou como recentemente o prefeito José Fogaça anunciou novos investimentos no Programa Socioambiental através do Banco Interamericano de Desenvolvimento se os empréstimos estão bloqueados. O coordenador do Gabinete de Programação Orçamentária, João Portella, explicou que existe o interesse, mas que ainda não pôde ser concretizado porque falta o aval da SNT.

    O vereador Professor Garcia (PPS) destacou que “por desequilíbrios da administração anterior, essa gestão só poderá fazer novos investimentos de grande envergadura em 2008, final do mandato”. Garcia, que compõe a base do governo na Câmara, defendeu a Prefeitura: “Mesmo com essas dificuldades, a LDO [Lei de Diretrizes Orçamentárias] deste ano prevê 10% de investimentos com recursos próprios”.

    O vereador Adeli Sell (PT), vice-presidente da Cefor, preferiu não fazer comparações entre as duas gestões. Sugeriu apenas que a comissão proponha uma reunião com os líderes da bancada gaúcha na Câmara Federal para pedir auxilio na liberação de financiamentos internacionais. Professor Garcia concordou com a proposição, mas recomendou a formação de missão de vereadores para ir até Brasília. A presidente da Cefor, vereadora Maristela Meneghetti (PFL), afirmou que as propostas serão examinadas pela Cefor na próxima terça-feira (17/10).