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  • Cinqüenta toneladas de peixes mortos depois, Fepam reage

    Carlos Matsubara, especial para o JÁ

    Três empresas situadas em Estância Velha e Portão foram autuadas nessa quarta-feira (11) pela Fepam por irregularidades no lançamento de seus efluentes na Bacia do Rio dos Sinos.

    Conforme o biólogo Jackson Müller, diretor-técnico do órgão ambiental, o auto de infração aplicado a essas empresas não significa que elas sejam culpadas pela morte das 50 toneladas de peixes verificada no último domingo (8). Ele explicou durante entrevista coletiva que existem pelo menos quarenta outras empresas suspeitas e que estão sendo investigadas pela Fepam.

    O nome das empresas autuadas foi mantido em sigilo. Müller revelou apenas que duas delas pertencem ao setor coureiro-calçadista e a outra, do ramo de tintas. Na Bacia do Rio dos Sinos, existem cerca de 160 empresas desses dois setores.

    “A cada hora chegam mais denúncias e estamos investigando a todas”, declarou o diretor – presidente da Fepam, Antenor Ferrari. Salientou ainda que os dados obtidos até a tarde de hoje  não são definitivos, e que o órgão ambiental ainda promoverá diligências pelo menos nos próximos cinco dias para investigar novas informações que auxiliem a encontrar os responsáveis.

    O valor da multa aplicável aos responsáveis ainda não foi decidido. Segundo Ferrari, além da multa, a Fepam estuda entrar com uma Ação Civil Publica contra os culpados pelo acidente ambiental. “Serão duas punições distintas”, argumentou.

    Até a próxima terça-feira (17), o órgão ambiental já deverá ter recebido as análises do material coletado nas duas localidades do arroio Portão onde foram colocadas barreiras e as vistorias que estão sendo efetuadas nas outras empresas potencialmente poluidoras da região.

    Portaria de emergência

    A Fepam determinou a redução em 30% da quantidade de efluentes líquidos de todas as atividades industriais situadas na sub-bacia do Arroio Portão, afluente do rio dos Sinos, em Sapucaia do Sul.

    Concedeu também prazo de 180 dias para que os municípios inseridos na Bacia Hidrográfica do Rio dos Sinos apresentem proposta de Plano de Saneamento para reduzir os lançamentos de esgotos domésticos sem prévio tratamento.

    Estas determinações constam na Portaria n.º 87/2006 configurada em situação de emergência ambiental na Bacia Hidrográfica do rio dos Sinos em função da qualidade das águas  e o período da piracema no rio.

    Ainda de acordo com a Portaria, a Fepam se obriga a veicular diariamente os dados da vazão do Rio dos Sinos em seu site www.fepam.rs.gov.br.

  • Mais uma fachada cai no bairro Santana

    Azulejos caíram no pátio do edifício (Fotos: Helen Lopes/JÁ)

    Helen Lopes

    Por volta das 15h desta quarta-feira, 11 de outubro, um bloco de azulejos despencou do último andar do edifício Piraju, no número 56 da rua Augusto Pestana, bairro Santana, próximo ao Hospital de Pronto Socorro, em Porto Alegre.

    No momento da queda, uma babá de 24 anos estava sentada num banco no pátio do prédio vizinho. Ela ouviu um barulho e levantou-se rapidamente, antes de ser atingida pelos destroços.

    Por pouco: Babá estava sentada num banco no prédio vizinho, ouviu o barulho e levantou correndo.

    Thais conta que, minutos antes, lembrou do acidente ocorrido há quatro meses na esquina da Venâncio Aires, quando um bloco de cerâmicas caiu na cabeça de um funcionário dos Correios que passava no local. “Nunca mais vou pensar nessas coisas”, afirma, incrédula.

    Suspeitas

    O edifício Piraju é antigo e recentemente teve problemas com a imobiliária que administrava o condomínio. De acordo com uma moradora que não quis se identificar, há suspeita de que a imobiliária desviava parte do dinheiro que seria destinado aos reparos. Outra empresa assumiu a organização do prédio.

    A Secretaria Municipal de Obras e Viação informou que uma equipe faria vistoria na área nesta tarde. Os técnicos, no entanto, não apareceram.

    Tapume atrapalha circulação há quatro meses na Venâncio

    Há quatro meses, outra fachada desabou na esquina da rua Augusto Pestana com Venâncio Aires, em frente ao Hospital de Pronto Socorro. O bloco de azulejos atingiu a cabeça do funcionário dos Correios Mário André Martins, de 57 anos, que sofreu um profundo corte e já está recuperado.

    Na ocasião, foi colocado um tapume para evitar que mais azulejos caíssem e facilitar o reparo. Mas até agora, as obras não começaram. Conforme a Secretaria Municipal de Obras e Viação, não há mais empecilhos para o início da reforma, que deve ser paga pelo condomínio. A síndica do prédio não quis falar sobre o assunto.

    Enquanto isso, o tapume segue dificultado o trânsito de pedestres numa das regiões mais movimentadas da cidade.

  • A história da arte sem registro

    André Venzon e Igor Sperotto ocupam atualmente a Galeria (Fotos: Divulgação/JÁ)

    Naira Hofmeister
    O endereço é nobre: rua 24 de Outubro, 200. O coração do Moinhos de Vento – possivelmente o bairro onde mais existe dinheiro para consumir arte e tempo para lutar por ela – é o cenário de uma história que tarda a aparecer.
    Há exatos 20 anos, num longínquo 1986, o então prefeito de Porto Alegre, Alceu Collares, descerrou a placa que inaugurava o Centro de História e Cultura Antônio Klinger Filho. O local, um antigo reservatório de água do DMAE serviria a partir de então, para outro serviço de primeira importância pública: a divulgação da produção artística local e a conservação de sua memória.
    Apesar do esforço da administração, atualmente composta por Jaime Pereira Junior – servidor do DMAE há 12 anos e nos últimos cinco à frente da Galeria – e pela estagiária Marinice Velleda Ribeiro, a Galeria de Arte do DMAE não mostra seu potencial para a cidade.
    Sem verba própria, iluminação e climatização inadequadas e divulgação insuficiente para se consolidar no meio artístico, o espaço convive com o desconhecimento. Também sofre com o descaso de direções anteriores, sem metodologia para documentar a historia da galeria.
    O livro de visitas consegue registrar entre 100 e 300 assinaturas ao mês. A maior parte do público é de alunos das escolas públicas de Porto Alegre que fazem parte do Projeto Ambiental desenvolvido pelo Departamento. “As crianças acabam conhecendo porque estão de passagem de uma sala para outra”, explica o administrador. Os moradores do bairro também são freqüentadores, em sua maioria, visitantes da praça.
    Cercado pelos inspiradores jardins da antiga Hidráulica do Moinhos – com aquele encanamento aparente, pintado com cores vivas – e integrando o belo conjunto arquitetônico da Estação de Tratamento, o subterrâneo dispõe de espaço invejável para exposições de arte. São quatro largos corredores entre paredes enfeitadas com arcos que medem 15m x 19m, um total de 285m² de área livre.
    Nesse espaço está incluída a área destinada ao acervo, que conta com cerca de 160 obras que vêm sendo catalogadas por Marinice, estudante de Artes Plásticas na UFRGS. As obras foram doadas por artistas que utilizaram o espaço para expor trabalhos, como Leandro Selister e Eduardo Guimarães.
    As mais antigas datam de 1989, mas algumas peças são de difícil identificação. “Há problemas porque etiquetas se perderam e estou identificando por aproximação com outras obras”, revela a estagiária. Jaime também reclama da falta de arquivos da história do local: “No máximo, temos alguns convites de exposições antigas, nada mais”.
    Desde 1997, há um projeto vinculado ao DMAE que solicita obras para uma reforma geral no espaço. “Estariam incluídos aí uma biblioteca, acesso para deficientes físicos e uma copa exclusiva para a Galeria”, enumera Jaime. A sinalização também deve ser repensada, já que não há placas indicando o espaço de arte dentro do complexo e, obviamente, nenhuma na área externa da Hidráulica. “Isso ajudaria a atrair mais visitantes”.
    Atualmente, o espaço sedia a mostra A Cidade Sem Face 2 – Lugares Anônimos, dos fotógrafos André Venzon e Igor Sperotto, que segue em exposição até o dia 18 desse mês. A próxima mostra será uma homenagem ao servidor do DMAE e abre no dia 26 de outubro.

  • Kenny Braga autografou para colorados de Osório e Tramandaí

    Escritor foi homenageado com churrasco (Foto: Tao Hasse/JÁ)

    Geraldo Hasse, especial para o JÁ
    A foto que ilustra esta nota mostra o jornalista Kenny Braga, sentado no centro do banco, após o churrasco com que foi homenageado no último sábado por torcedores colorados de Osório, onde autografou meia centena de exemplares do livro INTER, Orgulho do Brasil, de JÁ Editores.
    O cônsul colorado Adriano Pontez e seus amigos puxaram a fila de autógrafos na Livraria Bambi, que “avermelhou” das 10h30m ao meio-dia de sábado. Depois do churrasco no quiosque do Fabinho, onde desfiou uma parte do seu incrível repertório de estórias sobre craques, cartolas e torcedores do Colorado, Kenny Braga foi para a Bambi de Tramandaí, onde também atendeu aos leitores do livro que conta a história dos 97 anos do clube.
    A Livraria Bambi foi fundada há 20 anos por Evilásio Teixeira e seus quatro filhos. Um deles, Ronaldo Teixeira, iniciou a feira do livro de Tramandaí, depois encampada pela prefeitura local. A filial de Osório tem oito anos de existência.
    O consulado do Inter em Osório está organizando para o dia 17 de novembro uma janta comemorativa do título de Campeão da América. Será às 20h30 no Gremio Atlético Osoriense. Convites a R$ 15 no Palácio Musical e na loja Gramophone, ao lado da catedral.
    Caxias é a próxima
    No final de semana dos dias 14 e 15 de outubro, Caxias vai contar com a presença de Kenny Braga no lançamento do livro INTER, Orgulho do Brasil. Também será lançada na Feira do Livro da cidade a obra Protasio Alves e o seu tempo, 1859-1933, das autoras Maria do Carmo Alves Campos e Martha Geralda Alves D’Azevedo.
    A agenda de lançamentos do JÁ Editores na Feira do Livro de Caxias conta com duas sessões de autógrafos. A primeira, na sexta-feira, 13 de outubro, das autoras Maria do Carmo Alves Campos e a Martha Geralda Alves D’Azevedo, que apresentam a biografia do médico Protasio Alves, no Café Cultural.
    No sábado será a vez do público conhecer a obra INTER, Orgulho do Brasil, do jornalista e comentarista esportivo, Kenny Braga. A obra também será autografada no Café Cultural, às 16h do dia 14 de outubro.

  • Prefeitura apresenta ajustes no Plano Diretor


    Dez entidades participaram da reunião (Foto: Carla Ruas/JÁ)

    Carla Ruas

    No quarto ano consecutivo de debates sobre a revisão do Plano Diretor de Porto Alegre, a Prefeitura apresentou projetos propondo ajustes na lei, nesta quinta-feira, 5 de outubro. Aproximadamente 30 representantes de entidades ambientais e da comunidade assistiram à exposição na Secretaria Municipal do Meio Ambiente. A platéia protestou contra a falta de rigor em alguns aspectos, mas no final aplaudiu a proposta.

    O projeto foi elaborado pelo Gabinete do Prefeito, em conjunto com as secretarias de Obras, Transporte, Meio Ambiente, Planejamento e Cultura. Antes que passe para votação na Câmara Municipal de Porto Alegre, o Plano será discutido com entidades e terá que passar pela aprovação do Conselho Municipal do Plano Diretor.
    Muitas das idéias expostas vieram da 4ª Conferência Municipal do Meio Ambiente, realizada em julho. O projeto inclui regras para a construção de empreendimentos de três tipos: casas e edifícios (1° grau), aeroportos, centros comerciais, supermercados (2° grau) e empreendimentos que mobilizem uma região inteira da cidade (3° grau).

    A principal diferença do Plano Diretor vigente, que está em vigor desde o ano 2000, é a altura máxima para os edifícios da cidade, que passa de 52 metros (18 andares) para 42m (15 pavimentos), medida solicitada pela comunidade. Mesmo com esta altura, os prédios só poderão ser construídos em regiões específicas da cidade, como no entorno de grandes avenidas e áreas em expansão.

    O maior afastamento entre edificações também foi uma conquista dos líderes comunitários. Atualmente, as construções verticais têm distância de 18% da área dos edifícios. A partir da nova lei, passam a ter 25%. As regras valem para a parte mais densa da cidade. “Vamos elaborar outras normas para as áreas especiais, como a Zona Sul da cidade”, explica o secretário municipal do Meio Ambiente, Beto Moesch.

    O representante da Região 6 (Sul e Centro Sul) do Conselho do Plano Diretor, Nestor Nadruz, lembrou que mesmo com a adesão destas leis, muitos prédios que já foram aprovados com a legislação anterior serão construídos nos próximos anos. Moesch afirmou que é possível incluir no novo Plano Diretor um tempo de validade entre a aprovação de projetos e a sua construção. “Mas os que estão em fase de construção seguem a lei vigente”.

    O clima ficou tenso duas vezes durante a reunião, quando o público questionou o secretário sobre a construção do empreendimento Pontal do Estaleiro, planejado para a área do Estaleiro Só, no bairro Cristal. Os ambientalistas defenderam uma legislação mais rígida para a orla do Guaíba. Mas o secretário evitou falar sobre o assunto e pediu que as sugestões fossem guardadas para a fase de discussão do plano.

    A partir do projeto elaborado pela prefeitura, um grupo de trabalho composto por entidades e representações da comunidade irá elaborar um relatório com propostas que poderão ser acrescentadas.

    No final do encontro, que durou três horas, o clima era de alívio entre o público. “Não é o ideal, mas passa do absurdo para o legal”, disse um ambientalista. Outra, mais inconformada, defendeu que a cidade seguisse os modelos europeus de planejamento urbano. “O Brasil não pensa adiante, no dia em que a temperatura do globo aumentar e todos estiverem vivendo em caixas de fósforo”, lamentou.

    Entre as entidades presentes estavam Agapan (Associação Gaúcha de Proteção ao Ambiente Natural), Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente), OAB (Ordem dos Advogados do Brasil), Fiergs (Federação das Indústrias do Estado do RGS), UFRGS (Universidade Federal do Rio Grande do Sul), Fepam (Fundação Estadual de Proteção Ambiental – RS), Movimento Petrópolis Vive e os conselhos do Plano Diretor e do Meio Ambiente de Porto Alegre.

  • Osório e Tramandaí recebem lançamento de INTER, Orgulho do Brasil

    Depois do sucesso do lançamento de INTER, Orgulho do Brasil, em Porto Alegre, no início de setembro, a obra ganha sessões de autógrafos no interior do Estado, com a presença do autor, o jornalista e comentarista esportivo Kenny Braga.
    As primeiras cidades serão Osório e Tramandaí, nas Livrarias Bambi, no sábado, 7 de outubro.
    A partir das 10h30min, Kenny Braga estará autografando INTER, Orgulho do Brasil, na Livraria Bambi, de Osório, Avenida Jorge Dariva, 1045, em frente à Faculdade de Osório.
    À tarde, será a vez de Tramandaí conhecer a obra, que já é sucesso em sua 3ª edição, revisada e ampliada. O lançamento acontece na sede da Avenida Fernandes Bastos, 857, a partir das 15h.
    A recente e inédita conquista da Copa Libertadores da América pelo Sport Club Internacional é um dos capítulos que compõem o livro INTER, Orgulho do Brasil, lançamento da JÁ Editores (200p., R$ 30). A obra, escrita pelo jornalista Kenny Braga, apresenta a trajetória completa do Internacional, desde suas origens.
    A narrativa atravessa os momentos marcantes do clube, como o histórico time do Rolo Compressor, na década de 40, e as equipes de 1956 e 1984, que serviram de base para a Seleção Brasileira, no Pan-Americano do México e nas Olimpíadas de Los Angeles, respectivamente.
    A construção do Gigante da Beira Rio, a conquista dos três campeonatos brasileiros e o título ‘sonegado’ do Brasileiro de 2005, também estão no livro, que, com riqueza de detalhes, percorre os quase 100 anos do clube em ordem cronológica.

    A trajetória do Inter, narrada de forma apaixonada por Kenny Braga, ao longo de 42 capítulos, é ricamente ilustrada com fotos de todas as épocas do clube. E complementada com 25 perfis de jogadores, técnicos e dirigentes decisivos na história do Inter. São nomes como do patrono Ildo Meneghetti, o craque Tesourinha, até a dupla de ataque da Libertadores, Sobis e Fernandão.

    A obra de 200 páginas também mostra um panorama do clube, com reportagens sobre a modernização do Beira-Rio, o trabalho das categorias de base, dos consulados, da Fundação de Educação e Cultura e a participação dos torcedores.

    Serviço
    INTER, Orgulho do Brasil
    Autor: Kenny Braga
    JÁ Editores, 2006
    200 páginas
    R$ 30,00
    Sessão de autógrafos
    Sábado, 07 de outubro
    Em Osório, na Avenida Jorge Dariva, 1045, entre 10h30 e 12h.
    Em Tramandaí, na Avenida Fernandes Bastos, 857, entre 15h e 17h.
    Contatos (51)3663-1149 e (51) 81174805, com Ronaldo, da Livraria Bambi.
    Confira também outras atrações culturais para o final de semana
    Festas
    Festa Manchester e Banda Substance
    O espírito do Haçienda – clube da Factory que marcou a conexão do rock com a eletrônica e ajudou a formar a música do século 21 – vai baixar na pista do Joy Division, na 2a edição da festa, que foi um sucesso em sua estréia. No som, os DJs Dgdgd e Marcelo Ferla tocam apenas bandas de Manchester e as que fazem hoje a conexão com o impulso criativo que essa cena teve no rock e no pop britânicos. A Banda Substance, por sua vez, faz releituras de bandas como New Order, Joy Division, U2, R.E.M, The Cure, Echo & The Bunnymen.
    Quando: Sexta-feira,06, às 22h)
    Onde: Joy Division (Lima e Silva, 75)
    Quanto: R$ 10,00
    Baby Blues – Especial Janis Joplin
    A Baby Blues celebra grandes clássicos registrados na voz de uma das maiores cantoras do rock e do blues mundial. Janis Joplin nasceu no Texas em janeiro de 1943. Deu inicio a sua vida artística como vocalista da banda Big Brother and the Holding Company e em 1969 iniciou sua rápida carreira solo. A banda é formada por Marina Garcia no vocal, Duda Abelim na guitarra, Rafael Jardim no baixo, Oly Jr. na guitarra e Nando Azevedo na bateria.
    Quando: sexta-feira, 6, às 23h
    Onde: Vermelho 23 (Bento Figueiredo, 23)
    Quanto: R$ 10,00 – Valendo 1 cerveja
    Dj Garota Vinil, Banda Mídia Zero e Banda Substance
    Festa com a Dj Garota Vinil – que resgata a cultura do Disco de Vinil nas noites de Porto Alegre com um repertório de clássicos e o lado B dos anos 60, 70 e 80, nacional e internacional – e com a Mídia Zero – que apresenta show de pop rock nacional e internacional, com os sucessos dos anos 80 e da atualidade. A Substance, por sua vez, faz releituras de bandas como New Order, Joy Division, U2, R.E.M, The Cure, Echo & The Bunnymen.
    Quando: Sábado, 07, às 22h
    Onde: Joy Division (Lima e Silva, 75)
    Quanto: até 23h, R$ 5,00 e depois, R$ 8,00
    Lançamento do Bagazine
    A fanzinagem é uma faculdade informal e irrestrita. Fanzineiro é o sujeito que pilota essa nave louca. No fanzine Bagazine, o obstinado em questão é Sylvio Ayala, jornalista e arte-educador. O Bagazine faz uma devolutiva de artistas gaúchos fixados em São Paulo, além de Sylvio Ayala, o quadrinista cinematográfico Guazzelli, a artista plástica Marion Velasco, o desenhista mestre Jaca e a historiadora de arte Virgínia Gil.
    O tema Porto Alegre é recorrente nas páginas, além de outros cantos e capitais desse brasilzão onde a arte ganha espaço na rua, junto com o olhar aguçado sobre a mídia independente.
    Quando: sexta-feira, 6, às 19h e 23h
    Onde: no Museu do Trabalho às 19h (Andradas, 230) com DJ Piá e no Elo Perdido às 23h (João Alfredo, 533) com DJ Aline Shaefer e as Chinelas
    Quanto: Entrada Franca
    Balonê
    A mais clássica festa dos anos 80 de Porto Alegre.
    Quando: sábado, 7, às 22
    Onde: Ocidente (Osvaldo Aranha esquina com João Telles)
    Quanto: R$ 20,00
    Música
    Jonatas Jeffer
    O cantor Jonatas Jeffer, mostra ao público um repertório composto de Bossa Nova, MPB, Pop e Bolero. Jasper se apresenta em bares há cerca de dez anos. Nasceu em Porto Alegre, mas viveu a maior parte de sua vida em Búzios, no estado do Rio de Janeiro.
    Atualmente com 27 anos, desde os quatro anos de idade Jeffer está ligado à música. Toca quatro instrumentos, mas o violão, que pratica desde os 11, é a sua especialidade. Com os irmãos, em Búzios, montou a banda Unidos Contra. Voltou a Porto Alegre há cerca de dois anos.
    Quando: sexta-feira, 11, às 18h30
    Onde: Livraria do Arvores (Félix da Cunha, 1213)
    Quanto: Entrada gratuita
    Partitura em Movimento
    Com o Grupo Seele Tanz
    Quando: sexta, sábado e domingo (6, 7, 8), às 19h
    Onde: Sala 209 da Usina do Gasômetro
    Quanto: R$ 10,00
    Confraria música antiga
    Confraria música antiga apresenta o espetáculo Uma viagem barroca de Nápolis a Veneza, com obras de Coreli, Scarlatti, Bellinzani e Lanzeti. Integram o corpo musical Nikolaj de Fine Licht, nas flautas, Diego Schuck Biasibetti, no violoncello barroco e Fernando Turconi Cordella, no cravo.
    Quando: sexta-feira, 6, às 21h
    Onde: Studio Clio (Jose do Patrocínio, 698)
    Quanto: R$ 20,00 (geral), R$ 10,00 (professores e estudantes) e R$ 9,00 (conveniados)
    Conflitos e Amores: uma viagem romântica ao musical
    Apresentação do Coral Termolar, com o espetáculo Conflitos e Amores: uma viagem romântica e musical, para comemorar seus seis anos de existência. Serão interpretadas músicas de Caetano Veloso, Gilberto Gil, Led Zeppelin, entre outros. A regência é do maestro Marcelo Rabelo dos Santos.
    Quando: Dia 08 de outubro, às 18h
    Onde: Auditório Luis Cosme da Casa de Cultura Mário Quintana
    Quanto: Entrada franca
    Hélio Ziskind
    Músico, compositor, produz CDs infantis, trilhas para rádio e tv, cds para projetos educacionais. Integrante do Grupo Rumo, entre 1974 e 1994, ganhou o Prêmio Sharp de Música, em 1988 (melhor disco infantil e melhor canção infantil com o disco “Quero Passear” do Grupo Rumo), 1995 (melhor canção infantil, com “Sono de Gibi”) e 1998 (melhor cd infantil, com “Meu pé, meu querido pé”).
    Criou a música original e trilha sonora para o espetáculo “Nijinsky” de Naum Alves de Souza, com adaptação de obras de Debussy, Stravinsky, Tchaikovsky e Schumann, Prêmio de melhor música, em 1987, pela Associação Paulista de Críticos de Arte. Consultor musical da TV Cultura de São Paulo, entre 1992 e 1994, compôs ainda para temas institucionais da TV Cultura, aberturas para Jornal da Cultura, Opinião Nacional, Roda Viva, Repórter Eco, Vitrine, Vestibulando, Nossa Língua Portuguesa, Glub Glub, Castelo Ra Tim bum, Lá vem história e X-Tudo.
    Foi consultor pedagógico do programa Castelo Ra Tim Bum, para a área da música. Criou e fez a direção artística do Guia Digital da 24º Bienal e do Guia Estadão Brasil + 500 Anos – Mostra do Redescobrimento. Foi convidado pelo Programa de Pós Graduação em Semiótica e Comunicação da PUC de São Paulo para concepção e implantação do Laboratório de Linguagens Sonoras.
    Quando: domingo, 8, às 17h
    Onde: Salão Átrio do Santander Cultural (Siqueira Campos, 1125)
    Quanto: R$ 10,00
    Concertos DANA com MPB4
    O quarteto vocal de quatro décadas de formação está comemorando o lançamento de um CD e de um DVD gravados ao vivo (via EMI Music). Como se não bastasse esta oportuna atração e a chance de rever e ouvir a sempre brilhante Orquestra de Câmara da ULBRA, os Concertos DANA continuam proporcionando ingressos a preços acessíveis.
    Quando: domingo, 08, às 19h
    Onde: Reitoria da UFRGS (Av. Paulo Gama, 110)
    Quanto: R$ 15,00 (quinze reais)
    Audiovisual
    Cinema Infantil
    Acompanhando a programação de cinema infantil, o Cine Santander Cultural traz de volta às salas de cinema um filme que passou rapidamente por Porto Alegre, mas que já dividiu opiniões e conquistou ardorosos fãs.
    Eu, você e todos nós, o longa-metragem de estréia da artista multimídia Miranda July, impressiona não só pela sensibilidade com que aborda a vida contemporânea e sua falta de comunicabilidade, mas pelo diálogo que estabelece com a própria arte contemporânea, que cumpre papel importante dentro da trama.
    Também será exibida a animação francesa O rei e o pássaro, baseado em conto de Andersen. Filme que, segundo os adultos de hoje, crianças na estréia do filme (em 1980), tem imagens e sensações inesquecíveis.
    Quando: sexta-feira, sábado e domingo (6, 7, 8)
    Onde: Cine Santander
    Quanto: R$ 6,00
    Curta Petrobras às Seis
    Programa de fomento à produção de curta metragem, que exibe os filmes Dormente, de Joel Pizzini; Wragda, de Frederico Cardoso e Dramática, de Ava Gaitán Rocha.
    Quando: de ate 28 de outubro, às 18h
    Onde: Sala 1 do Unibanco Arteplex
    Estréias
    A Dália Negra – Drama Suspense
    O filme mostra assassinato real de uma bela jovem na Los Angeles de 1947. Dois detetives ficam obcecados com o crime, indo aonde for necessário para acharem o(s) culpado(s).
    Envolvendo-se com as personalidades e com o submundo, eles dão uma amostra do universo de glamour e crime da cidade. Direção de Brian De Palma. Com Scarlett Johansson, Hilary Swank e Josh Hartnett no elenco.
    Em cartaz no Cinemark Bourbon Ipiranga, 08; Cinesystem Cinemas, 02; GNC Moinhos, 01; Guion Center, 01;Unibanco Arteplex, 05.
    Do Luto à Luta – Documentário
    Uma análise das deficiências e potencialidades da Síndrome de Down, problema genético que atinge cerca de 8 mil bebês a cada ano no Brasil.
    A Síndrome de Down é sem dúvida um problema, mas as soluções são bem mais simples do que se imagina, principalmente quando são deixados de lado os preconceitos e estigmas sociais. Direção de Evaldo Mocarzel.
    Em cartaz no Unibanco Arteplex, 08.
    Muito Gelo e Dois Dedos D´Água – Comédia Aventura
    Duas irmãs decidem se vingar da avó, muito rígida, e resolvem seqüestrá-la e levá-la para o litoral. Elas dão carona para um amigo, que não sabe que a senhora está presa no porta-malas do carro. Direção de Daniel Filho. Com Mariana Ximenes, Paloma Duarte e Thiago Lacerda no elenco.
    Em cartaz no Cinemark Bourbon Ipiranga, 02; Cinemateca Paulo Amorim; Cinesystem Cinemas, 04; GNC Moinhos, 03; Guion Center, 03; Unibanco Arteplex, 02.
    O Arco – Drama
    Nos anos 60, num barco de pesca em alto-mar, um homem vem criando uma jovem desde quando era bebê. O combinado é que se casariam quando ela completasse 17 anos e falta um ano para que ela complete essa idade.
    Eles vivem de uma forma simples, rezando e alugando o barco para pescadores, mas as coisas mudam quando um jovem tripulante entra em suas vidas. Direção de Ki-duk Kim. Com Han Yeo-reum, Si-jeok Seo e Gook-hwan Jeon no elenco.
    Em cartaz no AeroGuion, 02.
    O Bicho Vai Pegar – Comédia Infantil Aventura
    Urso domesticado que é a atração de um show ecológico na cidade tem sua rotina alterada quando resolve ajudar um cervo de um chifre só. Direção de Roger Allers e Jill Culton. Com vozes de Martin Lawrence, Ashton Kutcher e Debra Messing.
    Em cartaz no Boulevard Strip Center, 01; Cinemark Bourbon Ipiranga, 06; Cinesystem Cinemas, 01; GNC Lindóia, 01; GNC Praia de Belas, 03; Guion Sol, 01; Rua da Praia, 01; Unibanco Arteplex, 01.
    Artes Cênicas
    O Exame
    Uma doutora e duas assistentes proferem uma excelente palestra que alerta sobre os comportamentos de risco e as bem-sucedidas formas de prevenção e:
    abaixo o preconceito, que isso não é direito. No elenco, Elaine Regina, Sandra Alencar, Simone Telecchi, sob direção de Deborah Finocchiaro.
    Quando: sexta-feira, sábado e domingo (06, 07 e 08), às 19h
    Onde: Sala 402, quarto andar, Usina do Gasômetro
    Quanto: Ingresso do chapéu
    Blitz
    Roberto Oliveira dirige o espetáculo, criado a partir do texto do dramaturgo paulista Bosco Brasil. O resultado é uma obra de altíssima carga emocional, que transcende o preconceito para atingir as alturas da condição humana.
    A história conta o drama de uma mulher que deseja separar-se do marido, um policial militar acusado de matar um garoto de doze anos em blitz realizada em um colégio. Ao mesmo tempo, o público está diante do drama que o policial enfrenta para provar sua inocência.
    Os espectadores são jogados para dentro da casa do casal e vivem, junto com os dois personagens, o clima claustrofóbico dos acontecimentos.
    Quando: 05 e 06 de outubro (quinta e sexta), às 20h
    Onde: Sala 309 da Usina do Gasômetro (Av. Presidente João Goulart, 551)
    Quanto: R$ 5,00
    Hamlet Sincrético
    O grupo Caixa-Preta realiza nova temporada do espetáculo Hamlet Sincrético de 06 a 29 de outubro, de sexta a sábado às 21h e domingo às 20h, no Hospital Psiquiátrico São Pedro (Avenida Bento Gonçalves, 2460). A elogiada montagem dirigida por Jessé Oliveira é uma criação coletiva inspirada no clássico de William Shakespeare, que transita pelo sincretismo cultural e religioso, especialmente nos cultos afro-brasileiros, no catolicismo popular e igreja quadrangular.
    O espetáculo recebeu seis indicações para o Prêmio Açorianos de Teatro em 2005: Melhor Espetáculo, Direção (Jessé Oliveira), Trilha Sonora (Luiz André da Silva), Ator Coadjuvante (Silvio Ramão), Atriz Coadjuvante (Glau Barros) e Figurinos (Adriana Rodrigues e Gil Collares)., tendo vencido na categoria Trilha Sonora.
    Quando: De 06 a 29 de outubro, de sexta a sábado às 21h e domingo às 20h.
    Onde: Hospital Psiquiátrico São Pedro (Avenida Bento Gonçalves, 2460)
    Quanto: R$ 15,00.
    No ritmo do amor
    Comédia musical que conta a história do insólito casal Mohammed e Raquel. Elenco com Érico Ramos e Cíntia Ferrer. Trilha sonora ao vivo de Lucas Ortiz. Direção de Patsy Cecato.
    Quando: Estréia no dia 06 de outubro, às 19h. Segue até o dia 29 de outubro. Sextas, sábados e domingos, às 19h
    Onde: Teatro Carlos Carvalho na Casa de Cultura Mário Quintana
    Quanto: R$ 15,00 (R$ 12,00 para Clube do Assinante ZH, R$ 7,50 para idosos e estudantes e R$ 5,00 para classe artística).
    Quintana e outros gaúchos
    Show de música, poesia e humor, com textos de Mario Quintana, Erico Verissimo, Luis Fernando Verissimo e músicas de Radamés Gnatalli e Lupicínio Rodrigues. Elenco com Maria Pompeu, Ricardo Guimarães, Márcia Bloch e Amaury de Lima.
    Quando: Dias 07 e 08 de outubro, às 19h
    Onde: Teatro Bruno Kiefer na Casa de Cultura Mário Quintana
    Quanto: R$ 15,00 e R$ 8,00 para idosos
    Dores, Mamulengo e Amores
    Com a Trupi Mão Muleca e Oficina de Montagem Cia. Gente Falante.
    Quando: sábados e domingos, até 29 de outubro, às 20h
    Onde: Sala 502 da Usina do Gasômetro (João Goulart, 551)
    Quanto: R$ 3,00
    A Claudinha está lá fora
    Com o Grupo Farsa
    Quando: domingo, 08, às 19h
    Onde: Sala 505 da Usina do Gasômetro
    Quanto: Contribuição espontânea
    Infantil
    João e Maria – Uma aventura no terreno baldio
    O espetáculo João e Maria, uma aventura no terreno baldio, é uma livre adaptação da versão de “João e Maria”, dos irmãos Grimm, publicada em 1812. Essa história significativa, repleta de interpretações, e que há séculos habita o imaginário infantil, ganhou texto e direção de Bob Bahlis e um elenco poderoso: Marcelo Naz e Janaína Pelizon vivem João e Maria; Paula Teitelbaum encarna a temida bruxa, além de outros papéis; e Caio Prates vive diversos personagens.
    Quando: Estréia dia 7 de outubro e segue em temporada até 12 de novembro, sábados e domingos, às 16h
    Onde: Teatro de Câmara Túlio Piva (Rua da República, 575)
    Quanto: R$ 12,00
    Toc-Toc, uma visita surpresa
    Uma visita inesperada no meio da noite é o mote perfeito para desencadear uma série de situações muito engraçadas e absurdas quando dois palhaços tentam saciar suas necessidades essenciais, como comer e dormir.
    Quando: Estreia no dia 07 de outubro, às 16h. Segue até o dia 29 de outubro. Sábados e domingos, às 16h.
    Onde: Sala Lili Inventa o Mundo, na Casa de Cultura Mário Quintana
    Quanto: R$ 5,00
    O hipnotizador de jacarés
    Com texto e direção de Dilmar Messias, resgata a história do circo através de uma de suas figuras mais emblemáticas: o palhaço. De forma singela e bem humorada, a peça foi elaborada em cima das entradas, reprises e gags tradicionais de palhaços e comediantes populares, com a ingenuidade e o romantismo característicos desses personagens. Participa do espetáculo, Heinz Limaverde, eleito o melhor ator do 13º POA Em Cena, de cujo festival, o epsetáculo tambem participou.
    Quando: até 08 de outubro de 2006, sábados e domingos, às 16h
    Onde: Sala Carlos Carvalho, na Casa de Cultura Mario Quintana (Rua dos Andradas, 736)
    Quanto: R$ 12,00
    Histórias do Palhaço Pipoca – Teatro de Bonecos
    A montagem é um roteiro com várias histórias, resultantes da necessidade de aproximar a criança do boneco, em uma comunicação onde a afetividade seja imediata. Imprimindo nas histórias um ritmo dinâmico, com climas bem definidos que acentuam as situações, sem o uso de textos muito extensos.
    Quando: sábado, 30, às 16h e domingo, 01, às 10h e 16h
    Onde: Sala 502 da Usina do Gasômetro
    Quanto:R$ 5,00
    A Fada Azul na Cidade dos Bonecos
    O espetáculo conta a historia de um homem que vive sozinho em uma colina e para passar o tempo constrói bonecos de pano. Depois de uma inusitada visita da Fada Azul esses bonecos ganham vida e vontade própria.
    Quando: até 29 de outubro, sábados e domingos, às 16h
    Onde: Teatro Hebraica (Gen. João Telles, 508)
    Quanto: R$ 12,00 – Desconto de 50% na semana de estréia.
    Artes Plásticas
    Coração de Cetim – Emoções Baratas
    Exposição de bonecos Coração de Cetim – Emoções Baratas, de Elton Manganelli.
    Quando: Abertura sábado, 07, às 11. Segue ate 11 de novembro
    Onde: Studio Clio (José do Patrocínio, 698)
    Quanto: Entrada franca
    Quintanares: a poesia de Mario Quintana em p&b
    Em comemoração aos 100 anos do nascimento do poeta Mario Quintana a “Câmera Viajante: Escola e Agência de Fotografia” homenageia o poeta com uma mostra fotográfica que tem como inspiração os famosos e inesquecíveis “quintanares”, revelados ao público com a obra Sapato Florido (1948). Inspirados na simplicidade e na poesia de alguns destes “pequenos poemas”, encontrados em Sapato Florido, treze fotógrafos traduzem, através de imagens em p&b, à essência destes “quintanares”.
    Quando: de 06 de outubro a 07 de novembro.
    Onde: Palavraria Livraria e Café (Rua Vasco da Gama, 165)
    Quanto: Entrada franca
    Adelante, de Fabio Zimbres
    A primeira exposição individual do artista na Adesivo. Trabalhando com grandes transparências suspensas, dispostas em camadas, Zimbres vai inundar a galeria com personagens e grafismos improváveis, convidando o público a mergulhar na obra. Interprete como quiser, ou apenas aprecie e confunda-se. Adelante!
    Quando: abertura dia 30 de setembro, sábado, às 18h. Segue até 2 de dezembro, de segunda a sábado, das 14h às 19h.
    Onde: Galeria Adesivo (Rua Lopo Gonçalves 382)
    Quanto: Entrada Franca
    Zoomorfos, de Daniel Matheus
    A série exibe oito pinturas em acrílico sobre papel com figuras que mostram a questão do homem-animal, animal-homem. Segundo o escritor Luiz Mello Goulart, o artista é influenciado principalmente por Georg Baselitz e Oscar Kokoschka e as obras tem o cunho da robustez.
    Quando: ate 22 de outubro
    Onde: Espaço Cultural Chico Lisboa (Travessa dos Venezianos, 19)
    Quanto: Entrada franca
    Ado Malagoli, 100 anos
    A exposição comemorativa ao centenário de nascimento de Ado Malagoli apresenta fotografias, documentos e cerca de 15 obras – do Acervo do MARGS e da viúva do artista, Dona Ruth Malagoli – que demonstram a importância do fundador do Museu como agente cultural no Estado.
    O pintor e professor, nascido em 27 de abril de 1906 em Araraquara (SP), foi responsável pelas primeiras aquisições do Acervo do MARGS, hoje com mais de três mil obras. Também fazem parte da mostra trabalhos de alguns de seus alunos, entre eles Regina Silveira, Yeddo Titze, Paulo Porcella e Alice Brueggemann.
    Quando: até 5 de novembro, de terças à domingos, das 10h às 19h
    Onde: Galeria Iberê Camargo e sala Oscar Boeira, do MARGS
    Quanto: Entrada franca
    Os Papéis do Papel, de Clara Pechanksy
    A exposição celebra os 50 anos de trajetória artística da desenhista, gravadora, pintora e ilustradora gaúcha. Com curadoria e museografia de Paulo Gomes, Doutor em Poéticas Visuais, a mostra apresenta duas séries recentes de trabalhos em papel, além de desenhos, pinturas, gravuras e ilustrações produzidas desde a década de 50.
    Quando: até 8 de outubro
    Onde: Galerias João Fahrion, Ângelo Guido e Sala Pedro Weingärtner, no MARGS
    Quanto: Entrada franca
    Sombra de Dúvida, de Rogério Medeiros
    As obras que formam a série Sombra de Dúvida foram concebidas como contraponto ao trabalho de Rogério Medeiros em fotografia publicitária.
    O ponto de partida para as fotos que serão apresentadas nas Salas Negras do MARGS foram sombras encontradas e capturadas sem a interferência do artista gaúcho, seja em relação ao seu posicionamento, ângulo ou intensidade.
    O trabalho de Medeiros pôde ser conferido recentemente nas Pinacotecas do Museu, na 13ª edição da Coleção Pirelli/MASP, com imagens da série Entre o céu e o mar.
    Quando: até 15 de outubro
    Onde: Salas Negras do MARGS
    Quanto: Entrada franca
    Destino: Porto Alegre
    Sob a curadoria de Leandro Selister, a mostra reúne trabalhos inéditos de cinco jovens artistas gaúchos que residem e produzem fora do Estado do Rio Grande do Sul: Andrei R. Thomaz (com a colaboração do músico Martin Heuser), Cláudia Zanatta, Cristina Ribas, Fabiana Rossarola e Patrícia Francisco. São trabalhos em vídeo, fotografia, web, instalação e performance.
    Os artistas reforçam na exposição questões presentes na arte contemporânea, discutem o espaço tradicional da galeria e a relação do público-espectador. Trata-se da primeira curadoria realizada por Leandro Selister, premiado artista plástico, que vive e trabalha em Porto Alegre, e já participou de várias exposições coletivas e individuais de expressão. Selister é bacharel em fotografia pelo Instituto de Artes da UFRGS e editor do site www.artewebbrasil.com.br.
    Quando: até 22 de outubro, de terças a domingos, das 10 horas às 19 horas.
    Onde: Galeria de Arte da Fundação Ecarta (Avenida João Pessoa, 943)
    Quanto: Entrada franca
    Outros
    Mídia: o adolescente consumidor ou consumido?
    A mesa do próximo evento abordará o impacto emocional produzido pela força da mídia no psiquismo dos adolescentes. Também serão debatidos temas como a cultura do consumo e do instantâneo versus a construção de uma escola de valores na sociedade dos jovens da atualidade.
    Os palestrantes serão Rosa Maria Bueno Fischer (Professora e Doutora da Faculdade de Educação – UFRGS), Vera Maria H. Pereira de Mello (Psicanalista) e a coordenação será da psicanalista Mayra Lorenzoni (Psicanalista).
    Quando: sábado, 07, das 10h30 às 13h
    Onde: Auditório da Livraria Cultura, no Bourbon Shopping Country
    Quanto: Entrada franca

  • Bancários em greve realizam passeata


    Manifestantes caminham pelas ruas do centro (Fotos: Carla Ruas/JÁ)

    Carla Ruas

    Nesta sexta-feira, 6 de outubro, os bancários realizaram passeata no centro de Porto Alegre. A caminhada, que reuniu aproximadamente mil manifestantes, tinha como objetivo mostrar os motivos da greve e pressionar a Fenaban (Federação Nacional dos Bancos) a retomar as negociações. A paralisação nacional dura sete dias e abrange bancos públicos e privados.

    A concentração começou às 16h30 na praça da Alfândega, entre as agências centrais da Caixa Econômica e Banrisul. Em seguida, os manifestantes acompanharam um caminhão de som pelas ruas centrais gritando palavras de ordem, como ”Bancários, unidos, jamais serão vencidos”. No final da caminhada, os funcionários cercaram a Esquina Democrática com faixas de protesto.

    O diretor do Sindicato dos Bancários, Ademir Wiederkehr, afirma que o ato é importante para mostrar à população a força e os motivos da paralisação. “Lutamos por salário, saúde e segurança, mas também enfrentamos o setor econômico, que explora a população”, justifica.


    Grevistas cercam a esquina democrática em protesto

    Entre os participantes, um grupo de três jovens se destacava com apitos e bandeiras. Eles são escriturários de uma agência do Banco do Brasil, em Gravataí,  e vieram especialmente para o manifesto. “Somos a base da pirâmide”, brinca Letícia Dias Fantinela, 23 anos.

    Ela diz que está participando da greve porque o salário dos funcionários é muito baixo perto do lucro dos bancos. “Nosso ambiente de trabalho é muito estressante”, justifica.

    Na multidão também estavam bancários de longa data, como Renato Mendes, 52 anos. Após 30 anos trabalhando como caixa de banco, ele continua participando das greves, e acha que é o único jeito conquistar reivindicações. “Em 1991, nós conseguimos cesta básica e cheque rancho”, lembra.

    A caminhada também reuniu políticos vencedores e derrotados nas últimas eleições. A deputada federal reeleita pelo partido P-Sol, Luciana Genro, estava acompanhada de Roberto Robaina e Israel Dutra, que não se elegeram para governador e deputado estadual, respectivamente.

    Luciana afirma que, até as próximas eleições, o papel do P-Sol será ajudar os trabalhadores a se organizarem nos movimentos sociais. Para a deputada, a luta dos bancários é muito importante porque questiona o setor econômico de Fernando Henrique e Lula. “Os bancos tiveram lucro recorde, mas os funcionários perderam salário e postos de trabalho”, lamenta.

    “Pelego”

    Ao contornar o prédio central do Banrisul, os manifestantes olharam para cima e chamaram de “pelego” os colegas que não aderiram à greve, e que observavam a passeata das janelas. “Pelego é o que vai em cima dos cavalos para o patrão sentar em cima”, explica uma das grevistas.

    Ela, que trabalha numa agência do Banco do Brasil, diz que muitos querem aderir ao movimento, mas ficam com medo de perseguição. “Muita gente sofre pressão para sair da greve”, conta. A grevista, que não quis se identificar, denuncia que alguns gerentes têm feito ameaças por telefone. “Eles ligam para casa do funcionário e dizem que se ele não voltar ao trabalho, perde comissão”.

    A greve


    Os bancos privados do centro da cidade também estão fechados

    Segundo o Sindicato dos Bancários, em todo o Brasil já são mais de 190 mil grevistas. O número de trabalhadores que aderiram ao movimento seria quase metade do total de bancários no Brasil. A paralisação não tem data para acabar e já inclui os bancos privados.

    Em Porto Alegre, a novidade foi a greve de 24 horas dos funcionários do Banrisul na quinta-feira (5/10) e sexta-feira (6/10). O Comando Nacional dos Empregados do Banrisul entregou um documento à direção do banco, solicitando a abertura imediata de negociações da pauta específica. Entre outras reivindicações, eles pedem política de Saúde, auxílio à educação e cumprimento da lei dos estagiários.

    Mas a assessoria de imprensa do Banrisul enviou uma nota informando que das 381 agências do estado, apenas seis de Porto Alegre estiveram fechadas durante parte da manhã de sexta-feira, mas que voltaram a operar à tarde.

    No final do dia, os funcionários do Banco do Brasil e da Caixa Econômica se reuniram no Clube do Comércio, às 18h, para avaliar a paralisação. A categoria pressiona os banqueiros para apresentem uma proposta com aumento real de 7,05%, além de melhores condições de saúde, segurança e trabalho.

  • Pronto Socorro em campanha de arrecadação de verbas

    Diretor da Unidade de Queimados, Paulo Roberto Franco de Azambuja, comemora ao lado de João Polanczyk, presidente da Fundação Pró-HPS (Fotos: Naira Hofmeister/JÁ)


    Naira Hofmeister

    Com a campanha HPS: Histórias com Final Feliz, o Hospital de Pronto Socorro pretende arrecadar cerca de R$ 5 milhões para ampliar a Unidade de Tratamento de Queimados, que possui a única UTI especializada no Estado. A lançamento da campanha publicitária aconteceu na manhã dessa quinta-feira, 5, no auditório da instituição. A Fundação Pró-HPS coordena a ação.

    A partir da próxima semana uma mensagem de Moacyr Scliar – patrono da Fundação – começa a ser veiculada em rádios, televisões e jornais da capital. No comercial, o imortal, que além de escritor, também é médico, lembra sua ligação com o HPS desde “os tempos de menino do Bom Fim, a época de estagiário e as noites do plantonista”, até a vez em que sua vida foi salva pela instituição, após um grave acidente de carro. “Para mim, só uma palavra define o HPS: heróico”, complementa.

    Comemorando a iniciativa, o presidente da Fundação Pró-HPS, Dr. João Polanczyk, saudou os 20 integrantes que compõem a diretoria e os funcionários do HPS, que há três anos fizeram uma ‘vaquinha’ para arrecadar os R$ 20 mil necessários para sua criação. “Vocês esperam por esse agradecimento há muito tempo, não é?”. “Pois ela será paga com juros e correção monetária”, brincou o Secretário Municipal da Saúde, Pedro Gus.

    Gus também destacou seu envolvimento pessoal com o hospital: o início e o final da carreira de médico. “Foi meu primeiro emprego e também a última cirurgia que fiz”. Sobre a campanha de arrecadação o secretário admite que é necessária: “O poder público pode ter vontade de atingir metas, mas nem sempre tem recursos”, lamenta.

    Pedro Gus louva iniciativa da Fundação mas lamenta que os recursos públicos sejam insuficientes.

    O secretário lembra ainda que o Pronto Socorro é o único hospital do gênero que se mantém com recursos municipais em todo o Brasil. “Cumprir a folha de pagamento de 1.500 funcionários não é pouca coisa”.

    Demanda do HPS é cada vez maior

    O Hospital de Pronto Socorro foi fundado em 1944, há 62 anos. A duplicação aconteceu em 2004, quando um prédio anexo foi construído para suprir a necessidade da comunidade gaúcha. Ainda hoje, no entanto, o complexo é pequeno para o número de atendimentos que realiza: 360 mil pessoas passam pelo HPS em um mês.

    Para manter a estrutura, o SUS disponibiliza uma verba mensal de R$ 800 mil, complementados pela prefeitura, que entra com a maior parte: R$ 6,2 milhões. No entanto, o custo do projeto de reestruturação quase alcança os R$ 5 milhões – exatamente R$ 4.878.627,28.

    Com a verba, a Unidade de Tratamento de Queimados, que atualmente ocupa uma pequena área do 5° andar, deve ser ampliada por quase todo o pavimento. A UTI da seção – única no Estado e que opera no limite da capacidade, chegando a 95,26% da taxa de ocupação – ganhará um leito a mais, somando cinco camas especiais.

    Além disso, o hospital espera implantar um bloco cirúrgico, ambulatório, consultório, e espaço para hidroterapia e reabilitação. A previsão é que as obras durem 11 meses, mas a largada da reforma ainda não tem data definida. “Isso vai depender do envolvimento da população, da resposta que a sociedade vai nos dar”.

    Se é mobilização que os executivos do hospital esperam, a Copesul e a Gerdau já garantiram R$ 2 milhões para o projeto, via renúncia fiscal. Diversas empresas devem receber a cartilha com as explicações necessárias nos próximos dias. A população também pode colaborar através dos boletos bancários – encartados nos jornais do Estado – ou entrar em contato pelo telefone 51 32.992.192 ou por e-mail: fundação@hps.prefpoa.com.br.

  • Bancos fechados na quinta-feira

    Nas agências centrais da Caixa e BB, nem mesmo os caixas eletrônicos estão funcionando (Fotos: Naira Hofmeister/Arquivo JÁ)

    Naira Hofmeister
    Funcionários do Banrisul aderiram à greve iniciada na última semana na Caixa Econômica Federal e no Banco do Brasil. A decisão foi tomada no início da noite dessa quarta-feira, 4 de outubro, em assembléia realizada na Casa dos Bancários. Os sindicalistas argumentam que não há negociações entre a instituição e os bancários há mais de três anos.
    A paralisação do banco estadual deve durar 24 horas – até o final do expediente de quinta-feira – quando então, os funcionários avaliam o protesto e decidem se fecham as portas por mais tempo. O encontro está marcado para as 17h, na Casa dos Bancários.
    Os funcionários do bancos privados também vão parar. Os sindicalizados devem fazer revezamento em agências da rede, distribuindo carta aberta e paralisando as operações durante alguns minutos.
    Adesão motiva os grevistas
    Com 90% das operações da Caixa suspensas e 70% dos funcionários do Banco do Brasil paralisados, a expectativa dos bancários é que o movimento ganhe mais visibilidade a partir de amanhã. Nas agências centrais dos bancos estatais, nem mesmo os caixas eletrônicos podem ser utilizados. A orientação é para que os clientes procurem agências menores e evitem o horário de maior movimentação, próximo do meio dia.
    Instituições se mantêm em silêncio
    Depois de sete rodadas de negociação entre os bancários e a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) o acordo parece estar longe de ser fechado. A última proposta da Fenaban incluía um aumento de 2,85% nos salários, entendido pelos bancários como reposição da inflação, medida pelo IPCA. A categoria defende a incorporação do índice de 7,05% nos vencimentos, maior participação nos lucros das instituições e condições de saúde e segurança no trabalho.
    Na próxima sexta-feira, (7), executivos do Banco do Brasil se reúnem para debater a pauta de seus funcionários. Na Caixa, não há sinal de negociação, o que leva a crer que a greve não deve se encerrar antes do final da semana.

  • “PMDB deu tiro no pé”

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    Carla Ruas

    O resultado para eleição do governador do Rio Grande do Sul contrariou expectativas: Germano Rigotto (PMDB), cadidato à reeleição, ficou fora do segundo turno. Para o cientista político e professor da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), André Marenco, a culpa foi dos próprios eleitores peemedebistas.

    Ao ver que Rigotto estava com uma boa vantagem e que Olívio Dutra (PT) e Yeda Crusius (PSDB) disputavam o segundo lugar, os eleitores do PMDB resolveram “escolher” com quem o candidato disputaria a segunda etapa. “Mas foi um tiro no pé”, acredita.

    Os votos estratégicos migraram para Yeda, com a intenção de boicotar o Partido dos Trabalhadores. Mas em exagero, levaram o atual governador do primeiro lugar para o terceiro. Marenco acredita que o fenômeno iniciou logo após a pesquisa do Ibope, divulgada na sexta-feira (29), que apontou um empate entre o PT e o PSDB, ambos com 22%. “Os militantes do PMDB não queriam que o Olívio fosse para o segundo turno, mas acabou ocorrendo exatamente o contrário”.

    O professor lembra da tradicional rivalidade entre o PMDB e o PT, no Estado. Essa rixa foi intensificada nas últimas três eleições para o Palácio Piratini, quando os partidos se enfrentaram no segundo turno. Para o cientista político, os embates intensificaram um movimento “anti-PT”.

    Em 1994, Antônio Britto (PMDB) venceu Olívio Dutra (PT), com 58,6% dos votos. Em 1998, os mesmos candidatos obtiveram resultado oposto: Olívio ganhou com 49,4%.

    Na eleição de 2002, a polarização entre Britto, que concorreu pelo PPS, e Tarso Genro, foi um dos motivos para a revelação da “novidade da época”: Germano Rigotto (PMDB), que largou com índice de 2%, foi para o segundo turno, e venceu Tarso Genro (PT) com 52,7%.

    Trapalhadas políticas

    O resultado do primeiro turno pode afetar a carreira política de Rigotto. Para o professor, o episódio soma-se a outras “trapalhadas políticas” vivenciadas pelo governador neste ano. “Ele viveu um conjunto de episódios de derrotas”, lembra.

    Tudo começou quando perdeu a disputa interna pela candidatura à presidência da República para Anthony Garotinho. “Ele aceitou uma regra de contagem maluca e acabou fragilizado”. Após a derrota, o PMDB regional ficou ainda mais isolado da cúpula nacional e manteve uma posição dúbia com relação ao apoio ao governo federal.

    Rigotto também demorou em confirmar a sua candidatura para reeleição no Estado e não realizou uma campanha com muito entusiasmo. Além disso, o seu governo considerado “médio” não contribuiu para uma lavada de votos. “Ele não teve nenhum grande atrito, mas também não teve ousadias”.

    O futuro do governador é incerto. “Não vale a pena para ele disputar uma prefeitura de Caxias do Sul ou de Porto Alegre. E esperar quatro anos para ser deputado é muito tempo”, afirma. A única saída seria acompanhar as coalizões do PMDB no cenário federal e talvez assumir um ministério. “Seria sua melhor oportunidade”, projeta.

    A disputa regional

    A partir de agora, a disputa pelo governo do Rio Grande do Sul parte para uma nova etapa até o dia da votação, 29 de outubro. O cientista político diz que Yeda Crusius “teoricamente tem mais chance” de sair vencedora, porque o PSDB deve receber o apoio do PMDB e do PP.

    Marenco aposta que o PDT vai liberar seus militantes para escolherem em quem votar. “Apoiar a Yeda seria complicado por causa da sua posição liberal, mas o partido mantém uma rixa com o PT, desde que rompeu com o governo Olívio”.

    Para que o Partido dos Trabalhadores reverta o prognóstico teria que mudar a estratégia de campanha. “Tem que travar um debate mais duro”, diz. A tática teria que ser diferente da que foi utilizada no primeiro turno: “um discurso generalizado voltado para os militantes”.

    Alckmin X Lula

    Para Marenco, em âmbito nacional, os apoios de partidos não devem influenciar tanto. “O terreno de batalha será pelo eleitorado do próprio Lula”, garante. O aspecto decisivo para Alckmin deve ser a fuga de eleitores do atual presidente por causa das denúncias de corrupção. E o PT tem que torcer pela fidelidade dos seus eleitores do primeiro turno.

    Ele acredita que parte dos apoiadores da candidata Heloísa Helena vai votar nulo, e o restante no presidente Lula. E que os eleitores de Cristovam Buarque podem votar em um ou em outro, que não fará diferença no cenário geral. “Agora o que vale são as campanhas mais radicalizadas para ganhar e manter eleitores”.