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  • Apatia marca semana decisiva em Brasilia

    PC de Lester
    A situação política está tão confusa que os analistas já abandonaram as formulações dos grandes teóricos e adotaram um verso de Caetano Veloso para definir a situação em Brasília: “Tudo parece construção e já é ruína”, diz o bardo baiano.
    Na Esplanada dos Ministérios, em Brasília, deserta numa terça feira, dia de agito na capital, a sensação é de feriado. As multidões de manifestantes e lobistas parecem ter se esquecido de seus pleitos, tamanha a inutilidade de reivindicar e negociar. Os poderes entraram em letargia. É o que parece. Nem mesmo os furgões que oferecem lanches para as hordas de grevistas e militantes que habitualmente lotam o gramado diante do Congresso tomaram seus lugares, por inutilidade comercial. Não adianta pedir qualquer coisa, pois não há ouvidos e, muito menos, poderes para atendê-los.
    O Executivo está paralisado. A área política vive um impasse porque menos de uma semana depois de montar um ministério politicamente articulado, sofreu uma derrota acachapante por não conseguir o quórum mínimo para votar a rejeição dos vetos presidenciais à pauta bomba. Entretanto, teve seu lado negativo, pois se não teve quórum para votar a favor, também não teve para rejeitar, com queria a oposição. Zero a zero.
    O novo ministério também tem seus problemas, pois encontrou um governo inoperante, paralisado pela ameaça de deposição, de um lado pelas investigações do Tribunal Superior Eleitoral que tem poderes para anular a eleição, de outro, forças políticas na Câmara que manobram para abrir um processo político de “impeachment”. Esses dois movimentos são a principal causa da paralisação da administração. O governo não tem ânimo para tomar medidas ou iniciar projetos nesse clima.
    Ao lado do entorpecimento do Executivo, também o Legislativo vive seu drama, com o cerco ao presidente da Câmara de Deputados, Eduardo Cunha, do PMDB. Esse político carioca tem apresentando uma desenvoltura sem precedentes, deixando o Executivo em xeque.
    O modelo de análise para Cunha é de seu predecessor Severino Cavalcanti, na primeira legislatura do governo Lula, pois ambos ultrapassaram os comandos políticos tradicionais para chegar ao comando do Legislativo. O chamado “Baixo Clero” elegeu Severino, mas o abandonou quando ele se enredou numa gestão caricata. Já Cunha, ao contrário, demonstra um vigor surpreendente, enfrentando todas as forças antagônicas, quais sejam: o alto comando de seu partido foi ignorado na reforma ministerial e o Executivo vem gastando artilharia pesada tentando impedir que ele mantenha a iniciativa esgrimindo com seu poder de admitir um processo de “impeachment” na Câmara. Neste caso, mesmo que um tribunal ou o próprio plenário rejeitem o pedido, já é uma espada que por si só é um fator adicional de enfraquecimento da presidente Dilma Rousseff.
    Segundo os analistas, esta será a semana crucial. Todos os caminhos estão abertos, mas também podem convergir para uma crise maior ainda, porque a economia não se move a não ser no sentido de seus efeitos nefastos, tendo à frente o dragão da inflação insuflado pelo desemprego galopante no setor privado.
    A possibilidade do afastamento da presidente ainda parece remoto. A legislação lhe dá garantias e, no lado pessoal, a renúncia é uma hipótese descartada. Por fim, seu “emparedamento” não seria factível, pois Dilma não toleraria a posição de presidente cerimonial, entregando o poder a um ministério ou grupo político, como se fala e se escreve. ​

  • Ciclovia na José de Alencar é tema de reunião na sexta, 16

    A implantação de uma ciclovia na avenida José de Alencar será tema de uma reunião entre a Empresa Pública de Transporte e Circulação (EPTC) e a comunidade do bairro Menino Deus. O encontro é aberto ao público e acontece na próxima sexta feira, dia 16, às 18h30, no salão da Paróquia Menino Deus.
    A previsão é de que a ciclovia percorra 1,4 quilômetros na José de Alencar, com trechos pela Saldanha Marinho e Gonçalves Dias. Dos 495 km de pistas exclusivas para bicicletas previstos no Plano Diretor Cicloviário, Porto Alegre conta com apenas 27,4 km, a Prefeitura prevê que sejam 35 quilômetros até o final do ano. Em abril, o site Mobilize Brasil realizou um levantamento sobre a situação das ciclovias em 20 capitais brasileiras. Porto Alegre ficou em penúltimo lugar, atrás apenas de Manaus.

  • Zelotes: CPI do CARF faz acareação com responsáveis por saques milionários

    Na quinta-feira, 15, está marcada uma acareação entre dois antigos depoentes da CPI que investiga as irregularidades do CARF. Hugo Rodrigues Borges e Gegliane Maria Bessa Pinto, ex-funcionários da JR Silva, pertencente ao advogado e ex-conselheiro José Ricardo da Silva, considerado um dos principais envolvidos no esquema de manipulação dos processos das grandes empresas.
    O depoimento duplo é necessário,  segundo requerimento da CPI, pois há contradições entre os dois depoentes principalmente no que se refere “à destinação dos valores vultuosos sacados das contas-correntes pertencentes às empresas de José Ricardo da Silva”. Gegliane foi uma das primeiras depoentes da CPI, tendo dado declaração secreta no dia 30 de junho deste ano. Segundo nota da CPI, ela colaborou com informações valiosas para que se apurasse na época quais os culpados.
    Hugo depôs no mês de setembro. Entre suas revelações estavam as aparições dos ex-ministros Erenice Guerra e Silas Rondeau, durante 6 meses, no escritório das empresas de José Ricardo. Também revelou como funcionavam os saques milionários que fazia para José. Em seu relato disse que chegou a retirar R$400 mil de uma só vez. Ao todo estima que, somente ele, movimentou mais de cinco milhões de reais.
    O presidente da CPI, senador Ataíde Oliveira (PSDB) destacou a importância da acareação: “permitirá que tais contradições sejam desfeitas, esclarecendo-se de que maneira eram divididos e distribuídos os recursos milionários arrecadados por José Ricardo da Silva e por Alexandre Paes dos Santos”
     

  • Coletivo Cena Expandida faz campanha até dia 31 para financiar espetáculo

    O Coletivo Cena Expandida está com um projeto de financiamento coletivo para a temporada do espetáculo “No que você está pensando?”. A peça de estreia do grupo entrou em cartaz em outubro de 2014 e agora eles planejam um nova temporada em novembro, no Teatro Renascença, com novas cenas e elenco reformulado, com os atores Fernanda Petit e Eduardo Cardoso.
    O projeto está aberto a contribuições na plataforma Catarse até o dia 31 de outubro. Os valores são a partir de R$ 10,00 e as contrapartidas para quem apoiar o projeto incluem, além de ingressos para o espetáculo, pints de cerveja artesanal, kits de cupcakes, festival de brigadeiros gourmet, assessoria para elaboração de projeto cultural e horas de edição de vídeo com a montadora de cinema Thais Fernandes, do Cena Expandida.
    O espetáculo leva à cena um casal de ex-namorados que se reencontra nas redes sociais, em meio aos protestos que varreram o país. O projeto, dirigido por Tainah Dadda e Thais Fernandes, integra teatro, cinema e internet para discutir as relações do indivíduo com o mundo digital.
    Mais informações no site do projeto no Catarse: www.catarse.me/noquevoceestapensando
    Cena Expandida
    O Cena Expandida nasce da parceria entre a diretora teatral Tainah Dadda e a realizadora audiovisual Thais Fernandes. Impulsionadas pelo interesse de pesquisar e construir uma arte híbrida e sem fronteiras, ambas decidiram unir seus conhecimentos em um coletivo de trabalho continuado. O objetivo é investigar e descobrir juntas formas de conexão entre as áreas de trabalho de cada uma, desenvolvendo projetos que possam também agregar linguagens múltiplas e artistas cujos percursos poéticos trafegam por variados campos e meios de produção.
    O coletivo prepara para dezembro uma encenação baseada no texto “A mulher alvo e seus dez amantes”, de Matéi Visniec, conclusão da Oficina de Montagem Teatral desenvolvida no complexo cultural Usina do Gasômetro. Agora, durante o mês de outubro, as diretoras Tainah Dadda e Thais Fernandes estarão também em Pelotas com o circuito de oficinas “Criar na cidade”, uma iniciativa do coletivo em parceria com o artista visual Patrick Tedesco.

  • ARI divulga fatos envolvendo liberdade de expressão

    REDAÇÃO COLETIVA
    Situações em que a liberdade de expressão foi ameaçada ou garantida pontuam as informações divulgadas esta semana pelo boletim semanal Tambor da Aldeia, editado pelo Departamento de Direitos Sociais e Imprensa Livre da ARI (Associação Riograndense de Imprensa). Entre os destaques estão decisão de ministro do STF em favor de sigilo das fontes e a denúncia de impunidade nos crimes contra a imprensa.
    Em Goiânia, o jornalista Cleuber do Nascimento foi condenado a indenizar, por danos morais, o empresário Omar Vasconcelos e o técnico de futebol Hélio dos Anjos, em R$ 5 mil, devido a uma publicação em seu blog, que foi considerada ofensiva.  Em São Paulo, a revista CartaCapital e os jornalistas Mino Carta e Leandro Fortes chegaram a um acordo com o ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), para pagar mais de R$ 500 mil de indenização por terem ofendido o ministro em uma série de reportagens. Outro destaque registra que o ministro Celso de Mello, também do STF, rejeitou decisão que determinava a retirada de reportagem do site da Empresa Paulista de Televisão (EPTV).
    Confira a íntegra do Boletim da Aldeia, que tem pesquisa e edição de Vilson Antonio Romero.
    Notas do Brasil
    São Paulo (SP) I – A imprensa foi reprimida com violência pela Polícia Militar (PM) durante manifestação de estudantes contra o fechamento de escolas estaduais em 9 de outubro na Av. Paulista. Os policiais tentaram impedir o trabalho de jornalistas, repórteres, cinegrafistas e fotógrafos que buscavam registrar agressões contra um professor. O fotógrafo Rafael Vilela, da Mídia Ninja, foi agredido com cassetete e seu equipamento quebrado. Taba Benedicto, outro fotógrafo que cobria a manifestação para uma agência internacional foi derrubado e teve seu equipamento quebrado ao tentar registrar a prisão de dois estudantes. O vídeo-repórter Caio Castor, do site Viomundo, foi detido e teve sua câmera danificada.
    São Paulo (SP) II – O jornalista Leonardo Sakamoto está sendo processado por difamação pela empresa Pinuscam Indústria e Comércio de Madeira, após ter divulgado em seu blog um link com a lista de empresas que utilizavam trabalhadores em condições análogas às de escravo. A relação foi obtida com base na Lei de Acesso à Informação e publicada na página em março. A chamada “lista suja do trabalho escravo” estava suspensa após uma liminar da Associação Brasileira de Incorporadoras Imobiliárias (Abrainc).
    Goiânia (GO) – O jornalista Cleuber do Nascimento foi condenado a indenizar, por danos morais, o empresário Omar Vasconcelos e o técnico de futebol Hélio dos Anjos, em R$ 5 mil, devido a uma publicação em seu blog. Num texto sobre negócios em que Omar e Hélio teriam lucrado facilmente, o jornalista encerrou a matéria de forma entendida como ofensiva.
    Brasília (DF) – A revista CartaCapital e os jornalistas Mino Carta e Leandro Fortes chegaram a um acordo com o ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), para pagar mais de R$ 500 mil de indenização por terem ofendido o político em uma série de reportagens. Mendes disse que destinará o dinheiro ao financiamento de bolsas estudantis. Ele havia questionado cinco reportagens da publicação, nas quais foi apontado como contraventor e teve o nome relacionado a crimes que não cometeu. O ministro foi mencionado como um dos beneficiários da “lista de Furnas”, documento falsificado que relacionou pessoas que teriam recebido valores de um esquema desonesto.
    São Paulo (SP) III – O ministro Celso de Mello, do Supremo Tribunal Federal (STF), rejeitou decisão que determinava a retirada de reportagem do site da Empresa Paulista de Televisão (EPTV). Ao declarar o parecer contra a medida, ele defendeu o direito da liberdade de imprensa e de sigilo de fontes. A reportagem abordava denúncias de moradores do Condomínio Jardim das Pedras, em Ribeirão Preto (SP), a respeito de um segurança que aproveitava de sua condição de Policial Militar para praticar ameaças e injúrias. A Justiça de SP havia pedido a retirada da reportagem do ar porque as fontes de informação não se identificavam. O órgão também pedia que os autores do texto revelassem quem eram os entrevistados. Celso de Mello ressaltou que o pedido é uma inconstitucionalidade. Ele avaliou que o sigilo da fonte é “instrumento de concretização da própria liberdade de informação”.
    Pelo mundo
    Índia – O jornalista Hemant Kumar Yadav, do Hindi News Channel, TV 24, foi morto a tiros em  3 de outubro, perto de sua casa em Dheena, no estado de Uttar Pradesh. Um dos criminosos foi visto fugindo em uma motocicleta. O Comitê para a Proteção dos Jornalistas (CPJ) pediu que as autoridades apurem rapidamente o caso.
    Venezuela – O correspondente Francisco Urreiztieta, do canal Univisión, foi detido pelo exército junto com sua equipe enquanto fazia uma reportagem sobre o fechamento de um novo trecho da fronteira com a Colômbia e as consequências da medida para a população. Eles permaneceram detidos por quatro horas em um posto militar nas proximidades do rio Limón, localizado no município de Mara, em Zulia. A equipe foi acusada de espionagem e de violar o estado de exceção. O Exército obrigou o jornalista a apagar parte do material sob a ameaça de manter a equipe detida.
    Costa Rica – A Conferência Internacional sobre Impunidade de Crimes contra Jornalistas, promovida pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco), Corte Interamericana de Direitos Humanos e Relatoria Especial para a Liberdade de Expressão da Comissão Interamericana de Direitos Humanos, foi realizada em 9 e 10 de outubro. Outras 19 organizações especializadas na questão da promoção de liberdade de expressão apoiaram o evento. O encontro antecedeu as comemorações do Dia Internacional pelo Fim da Impunidade dos Crimes contra Jornalistas, celebrado todos os anos em 2 de novembro. Especialistas de mais de 30 países e de diversos setores da sociedade se reuniram para refletir sobre os desafios atuais e os melhores mecanismos de proteção, bem como os padrões de prevenção e proteção de jornalistas contra atos de violência.
    EUA – O Comitê para Proteção dos Jornalistas (CPJ) divulgou em 8 de outubro seu relatório de Índice Global de Impunidade 2015, apresentado pela entidade desde 2008, denunciando a impunidade dos crimes contra jornalistas. O Brasil está na 11ª posição de 14 países classificados. O levantamento aponta que a Somália é o país que apresenta o pior histórico, ultrapassando o Iraque, que anos antes ocupava o posto. A mudança reflete o número crescente de mortes na região, onde um ou mais jornalistas foram mortos ao ano durante a última década.
    Colômbia – A Defensoria do Povo solicitou em 7 de outubro que sejam tomadas medidas de segurança para garantir a proteção do radialista e colunista Pascual Gaviria, alvo de ameaças após denunciar políticos da região. Gaviria, que também é advogado, mantém uma coluna no diário El Espectador, apresenta programa na Caracol Radio, e revelou em seus editoriais que recebeu intimidações por telefone relacionadas a “alguns temas sensíveis do ambiente eleitoral” de Medellín.
    Turquia – Um tribunal da capital Istambul rejeitou o pedido do Ministério Público para prender o jornalista Bulent Kenes, editor-chefe do jornal Today’s Zaman, acusado de insultar o presidente Recep Tayyip Erdogan por meio de mensagens no Twitter. Embora não o tenha detido, o tribunal deixou o editor sob supervisão judicial e o proibiu de sair do país. O promotor enviou uma notificação ao jornalista como parte da investigação sobre o alegado insulto ao líder. Em depoimento, Kenes negou que tenha insultado Erdogan e defendeu que apenas exerceu seu direito à liberdade de expressão para se manifestar sobre o governo.
    A Associação Riograndense de Imprensa (www.ari.org.br) disponibiliza o correio eletrônico imprensalivre@ari.org.br aos profissionais e estudantes da comunicação social para as denúncias envolvendo atentados ao livre exercício da profissão de jornalista.
    O programa Conversa de Jornalista, transmitido aos sábados pela Rádio da Universidade AM 1080 Mhz, de Porto Alegre (RS), apresenta a resenha semanal das ocorrências nacionais e internacionais sobre liberdade de imprensa e expressão.
    Fontes: ARI (www.ari.org.br), ABI (www.abi.org.br), Fenaj (www.fenaj.org.br), ANJ (www.anj.org.br), Observatório da Imprensa (www.observatoriodaimprensa.com.br), Abert (www.abert.org.br), Abraji (www.abraji.org.br), Portal Imprensa (www.portalimprensa.com.br), Rede em Defesa da Liberdade de Imprensa (www.liberdadedeimprensa.org.br), Portal Coletiva (www.coletiva.net), Consultor Jurídico (www.conjur.com.br), Sociedade Interamericana de Imprensa (Miami), Federação Internacional deJornalistas (www.ifj.org) (Bruxelas), Sindicato dos Jornalistas de Portugal (www.jornalistas.eu)(Lisboa), ONG Repórteres Sem Fronteiras (www.rsf.org) (Paris), Portal Comunique-se (portal.comunique-se.com.br), Comitê de Proteção aos Jornalistas (Nova Iorque), Centro Knight para o Jornalismo nas Américas (knightcenter.utexas.edu), ONG Campanha Emblema de Imprensa (PEC), Freedom House (www.freedomhouse.org), Associação Mundial de Jornais (www.wan-ifra.org), Fórum Mundial dos Editores e outras instituições e entidades de defesa do livre exercício da profissão de jornalista.
     

  • Decretada situação de emergência para 26 municípios gaúchos

    Em razão das fortes chuvas que atingiram um grande número de municípios nos últimos dias, o governador José Ivo Sartori assinou no final desta terça-feira,13, decreto coletivo de situação de emergência, que inclui 26 cidades, conforme levantamento da Defesa Civil. Novos municípios podem ser incluídos ao longo da semana.
    Segundo os últimos dados da Defesa Civil, o Rio Grande do Sul tem 49.228 pessoas atingidas, das quais 3.039 estão em abrigos provisórios, e são 57 os municípios afetados. Foram registrados ainda danos em 22 estradas estaduais e em cinco federais.
    De acordo com o chefe da Casa Militar e coordenador estadual de Defesa Civil, tenente-coronel Everton Oltramari, o decreto coletivo acelera a chegada de ajuda humanitária do Ministério da Integração, aumenta o prazo para os municípios encaminharem a documentação necessária, dispensa processos licitatórios (lei 8.666/93), permite abertura de créditos extraordinários, liberação do FGTS para os afetados e também a renegociação do Pronaf e do Proagro. O Ministério da Integração se responsabilizou em reconhecer o documento em até 24 horas.
    O decreto é válido por seis meses e os municípios têm prazo de 10 dias para apresentar relatórios de danos, que devem atingir os índices previstos pela legislação federal. “No caso de situação de emergência, a lei exige que sejam comprometidos 2,77% da receita corrente líquida, se os prejuízos forem públicos, ou 8,33%, se privados”, afirmou Oltramari.
    Segundo ele, a primeira fase do processo constitui-se em proteger as pessoas e retirá-las das zonas de risco, dando toda a assistência necessária. A segunda é o restabelecimento dos serviços essenciais. “Já a terceira fase vai depender dos levantamentos de cada município, em termos de danos e prejuízos, para a recuperação das localidades”.
    A assinatura do decreto coletivo ocorreu durante reunião do governador com os integrantes do Gabinete de Emergência, no Palácio Piratini. Sartori ressaltou que o momento é de solidariedade junto aos municípios atingidos e que o “trabalho coletivo e em equipe pode ajudar a diminuir as dificuldades que as famílias estão passando”.
    Conforme o governador, o primeiro passo é dar assistência e cuidar das pessoas, que é justamente o que o Estado e os municípios estão fazendo. “Agora, todas as cidades precisam fazer os levantamentos técnicos e saber a situação verdadeira dos estragos e prejuízos”.

    Situação em santa Maria / Foto Luiz Chaves/Palácio Piratini
    Situação em santa Maria / Foto Luiz Chaves/Palácio Piratini

    Fotos Bárbara Barbieri/Defesa Civil POA
    Desabrigados na Ilha da Pintada socorridos /Foto Bárbara Barbieri/Defesa Civil POA

    Auxílio do Estado
    A Defesa Civil Estadual realizou ações de ajuda humanitária em mais de 20 municípios atingidos. Já foram entregues mil cestas básicas, 900 telhas e 5.400m² de lona. Nesta terça-feira (13), a Defesa Civil solicitou ao Ministério da Integração novos kits de ajuda humanitária a serem distribuídos. Ainda nesta semana, devem chegar ao Rio Grande do Sul mais 4 mil kits para dormitórios, 4 mil de higiene pessoal, 4 mil de limpeza e 4 mil colchões.
    Cidades incluídas no decreto: Alegrete, Alvorada, Agudo, Candiota, Cachoeira do Sul, Caçapava do Sul, Cambará do Sul, Campestre da Serra, Dona Francisca, Eldorado do Sul, Itaara, Joia, Júlio de Castilhos, Manoel Viana, Mata, Miraguai, Montenegro, Nova Esperança do Sul, Nova Palma, Rosário do Sul, Santa Maria, Santiago, São Jerônimo, São Sebastião do Caí, São Gabriel e Silveira Martins.
     
    Cassiane Osório/Palácio Piratini

  • Entidade ligada a ministro do TCU recebeu R$ 2,9 milhões de estatais

    O Instituto Pela Produção, Emprego e Desenvolvimento, ligado ao ministro do TCU, Augusto Nardes, recebeu das estatais Petrobras, BNDES, Caixa e Banco do Brasil, R$ 2,9 milhões para eventos culturais realizados na cidade Santo Ângelo, segundo apurou reportagem da Folha nesta terça, 13, assinada pelo repórter Felipe Bächtold.
    Juliano Nardes, sobrinho do ministro e um dos investigados na Operação Zelotes, é um dos representantes do Instituto. Segundo o jornal, o Instituo, criado em 2003, se apresenta como formulador de projetos para congressistas sem fazer menção a eventos de cunho cultural. Em 2014, somente a Petrobras, pagou R$ 1 milhao para a promoção do “Natal Cidade dos Anjos” organizado pelo Instituto. O valor é o mesmo destinado a eventos de porte maior, como a Bienal de São Paulo ou a Virada Cultural Paulistana.
    A entidade teria tido o apoio de Augusto Nardes durante sua fundação. Na época, ele era deputado do PP e teria declarado que a ideia era criar Instituto que representasse os empresários junto ao legislativo.
    Nardes e sobrinho foram citados na Operação Zelotes, que apura o esquema de fraudes do CARF.

  • Cisne Branco transfere rota turística a Santa Cruz devido a cheias 

    O Barco Cisne Branco transferiu para o início de dezembro o Roteiro turístico “Hidro-Rodoviário” que seria realizado no próximo fim de semana (17 e 18 de outubro).
    “Em função das cheias e da falta de condições de navegabilidade em nossos rios, não faremos o roteiro no próximo sábado”, explica a proprietária do Barco, Adriane Hilbig.
    O nível do Guaíba atingiu maior marca em 74 anos, 2m89cm, o que provocou o fechamento das comportas do Cais. A Captania dos Portos de Porto Alegre chegou a suspender a navegação pelo Guaíba.
    “Por segurança dos passageiros e da própria embarcação Cisne Branco, não tivemos escolha”, comenta. Dessa forma, “fomos forçados a transferir a primeira saída da temporada de nosso roteiro Hidro Rodoviário a Santa Cruz do Sul para dezembro”.
    Sobre o roteiro
    O Barco Cisne Branco retomará em dezembro o passeio que tem como destaque a viagem de barco com navegação pelo Rio Jacuí com destino a Santa Cruz do Sul. A iniciativa, promovida pela empresa Orgatur (proprietária da embarcação), está sendo viabilizada em parceria com a Secretaria de Desenvolvimento e Turismo da Prefeitura Municipal da cidade de Santa Cruz do Sul, com o Hotel Charrua, também da cidade.
    “Este é o único roteiro do Estado que conjuga barco e ônibus como meios de transporte, permitindo assim uma experiência ainda mais rica na viagem”, explica a proprietária do Barco, Adriane Hilbig. “O passeio promove as riquezas do Estado com todo seu manancial hídrico e a colonização açoriana e germânica”, complementa. A própria navegação pelo Rio Jacuí desvenda um cenário pouco conhecido da grande maioria da população e seu ponto alto é a Barragem Eclusada de Amarópolis, no município de General Câmara. Trata-se de  monumental obra de engenharia, construída com mecanismos que regulam o volume das águas do Jacuí, aumentando-lhe o estirão navegável  nos períodos de estiagem e contendo o ímpeto e violência do caudaloso rio durante as cheias, amenizando assim os efeitos das enchentes na Grande Porto Alegre.
    O trecho rodoviário do roteiro inicia assim, com a visita a cidade de Santo Amaro, município colonizado por açorianos. Santa Cruz do Sul é o destino principal. Cidade de cultura germânica, promove, além de seus diversos eventos, a maior festa da alegria a Oktoberfet. Santa Cruz do Sul emancipou-se da cidade de Rio Pardo em 1877, e localiza-se há cerca de 155 quilômetros de Porto Alegre. Com cerca de 121.168 habitantes, é o polo do Vale do Rio Pardo. A cidade possui inúmeros pontos turísticos como a Catedral de São João Batista, o Parque da Oktoberfest, o Parque da Santa Cruz, o Parque da Gruta dos Índios, entre outros. O passeio terá saída mensal com datas já definidas para esta temporada. O roteiro descritivo está disponível na agência de sua preferência.
     

  • Violonista gaúcho busca financiamento coletivo para trabalho autoral

    Baseado em seu primeiro cd Correnteza, o violonista gaúcho Jonathas Ferreira, que se utiliza da técnica conhecida mundialmente como Fingerstyle Guitar, acaba de gravar um dvd autoral instrumental e para finalizar, capta recursos através do Partio, plataforma de financiamento coletivo.
    O músico tomou a iniciativa, visto que outros artistas já praticavam esse modelo, e está satisfeito com o resultado: “Tem sido positivo. É um diferencial legal e que ainda oferece coisas diferentes pra quem adquirir antecipado o dvd”, afirmou.
    A campanha vai até o dia 18, quando será lançado o trabalho no Rio Grande do Sul , basta acessar o site http://partio.com.br/projeto/pre-venda-dvd-jonathas-ferreira/
    O músico com formação em violão clássico, mistura sua paixão pela música brasileira ao rock. Jonathas já estudou com músicos do cenário mundial do Fingerstyle como Pierre Bensusan (França), Antoine Dufour (Canadá), Billy McLaughlin, Stephen Bennett e Andy McKee (EUA).
    O Fingerstyle é uma linguagem que permite usar o violão de forma percussiva, harmônica e melódica simultaneamente, caracterizando-se também por usar técnicas e efeitos de outros instrumentos no violão, e também pelo uso de afinações alternativas.

  • Patrimônio histórico da Capital, Casa A Eléctrica precisa ser recuperada

    O primeiro disco de tango da América Latina – do músico Francisco Canaro – foi gravado e prensado no Bairro Glória, em Porto Alegre, na Casa A Eléctrica, do italiano Savério Leonetti, considerado o quarto fabricante de discos surgido no mundo. O imóvel ainda existe, na Avenida Sergipe, mas em péssimo estado de conservação, embora tenha sido tombado há 19 anos.
    Na tentativa de garantir recursos no Orçamento 2016 para o restauro do local, a Associação Amigos da Casa A Eléctrica esteve na Câmara Municipal para participar de reunião da Cefor e da Cece, da qual participaram também representantes do Executivo
    Ricardo Eckert, um dos fundadores da Associação, disse que a história da casa “é fantástica”, mas, desde 1996, nada ou pouco foi feito pela antiga fábrica de discos e gramofones que funcionou de 1913 a 1924 e projetou mundialmente o nome da Capital. Segundo ele, antes da restauração total, deve ser buscada uma solução emergencial para frear a deterioração. “Ela precisa ser escorada para evitar que sua recuperação custe ainda mais”, afirmou. Conforme Eckert, a Associação reivindica que, após a reforma, a Casa seja transformada em centro cultural. De acordo com ele, o caminho seria desapropriar o terreno, garantir recursos no Orçamento e captar verbas pela Lei Rouanet.
    Determinação judicial
    O coordenador da Memória Cultural, da Secretaria Municipal de Cultura (SMC), Luiz Antônio Custódio, informou que, por determinação judicial, o imóvel da Glória terá de ser restaurado. Ele contou que há dois processos envolvendo a construção: um da prefeitura contra os herdeiros, cobrando a recuperação, que não surtiu efeito; e outro, de ação civil pública do Ministério Público contra a prefeitura, exigindo a elaboração de projeto e a restauração da casa. Para este segundo, foi emitida decisão judicial, e o Executivo terá de salvar a antiga fábrica.
    Custódio disse que o envolvimento da Câmara pode ajudar a obter os R$ 1,3 milhão necessários para o restauro. Segundo ele, o projeto da obra foi concluído e encaminhado à Secretaria Municipal da Fazenda. A ideia é restaurar a construção e depois desapropriá-la, indenizando os herdeiros. “A casa não aguenta outro inverno”, alertou. “Há projeto, mas agora temos de incluí-lo no Orçamento.” Custódio contou que hoje o terreno de A Eléctrica está alugado para uma empresa de ônibus e que, tempos atrás, a parte construída chegou a servir de canil.
    O coordenador ainda disse que, devido ao pequeno tamanho da parte principal da casa (duas peças mais uma copa e um banheiro), o ideal seria transformá-la em um memorial de sua história e das pessoas que lutaram por ela. Na outra ala do imóvel, seria instalado o estúdio de gravação municipal, que hoje funciona no Teatro Túlio Piva.
    O procurador Nelson Marisco, da Procuradoria-Geral do Município, acrescentou que a casa terá de ser restaurada mesmo que os atuais proprietário se oponham. “Temos uma ordem judicial”, reafirmou. Salientou, porém, que resolver a questão orçamentária é primordial para que a obra possa ser executada.
    Ricardo Eckert ainda convidou todos os vereadores a participarem do lançamento do Movimento pela Restauração da Casa A Eléctrica, às 15 horas do dia 31 de outubro, no Museu de Comunicação Hipólito José da Costa. “Haverá shows de tango, chorinho, música tradicionalista e samba, os quatro estilos gravados pela Casa A Eléctrica”, destacou.
    Vereadores
    O vereador Airto Ferronato (PSB) sugeriu que os colegas apresentem emendas ao Orçamento solicitando verbas para a restauração da antiga gravadora, chegando aos R$ 1,3 milhão necessários. Também disse que seria uma boa ideia utilizar índices construtivos para indenizar os herdeiros da propriedade. A seu ver, seria “muito positivo a prefeitura adquirir o imóvel, em razão do que representa para a história”.
    A vereadora Titi Alvarez (PCdoB) sugeriu acionar a bancada federal gaúcha para que destine recursos também no Orçamento da União. Ela também defendeu que a história do imóvel seja amplamente divulgada, para que a campanha em seu favor ganhe visibilidade.
    O filme A Casa Elétrica, de Gustavo Fogaça, foi citado pelo vereador Idenir Cecchim (PMDB) como excelente iniciativa para resgatar a história do italiano Savério Leonetti e sua fábrica de discos e gramofones. Ele ainda lamentou a existência dos muitos imóveis históricos em péssimas condições na cidade. “Não dão as armas devidas ao Ephac, que fica sem dinheiro para fazer o que deve.”
    O presidente da Cece, Reginaldo Pujol (DEM), afirmou que as propostas são excelentes, mas todas “trazem algumas dificuldades”. Segundo o vereador, é fácil propor emendas; o problema é que depois elas são contingenciadas pelo Executivo. “Vão tirar R$ 1,3 milhão de onde, se toda a receita é vinculada à despesa?”, perguntou. Pujol lembrou que as verbas da cultura já são escassas, mas, de qualquer forma, disse que poderá ser um dos vereadores a apresentar emenda para beneficiar a obra da Casa A Eléctrica.