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  • Fogaça: Revisão do Plano Diretor vai acontecer aos poucos

    Prefeito recebeu resoluções da Conferência do Meio Ambiente em cerimônia no Paço Municipal (Fotos: Naira Hofmeister/JÀ)

    Naira Hofmeister

    Na manhã desta sexta-feira, 7 de julho, o prefeito José Fogaça recebeu das mãos do secretário do Meio Ambiente, Beto Moesch, as resoluções da 4ª Conferência Municipal do Meio Ambiente, realizada no início de maio, em Porto Alegre. O evento definiu propostas para minimizar os impactos ambientais que estão acontecendo na cidade, desde que o novo Plano Diretor entrou em vigor, em 2000.

    Essas diretrizes vão auxiliar na revisão do Plano Diretor, que está acontecendo desde 2003, quando ocorreu a Conferência Municipal de Avaliação do Plano. A Secretaria do Planejamento Municipal está finalizando projetos para entregar à Câmara. Os mais polêmicos tratam da altura das edificações e da definição de áreas especiais de interesse cultural.

    Um dos destaques do livreto com as propostas do Meio Ambiente são as Áreas de Proteção do Ambiente Natural, que estão previstas na lei, mas ainda não foram postas em prática. A revisão, que vem se adiando ano a ano, não deve ser concluída em 2006.

    O prefeito Fogaça prevê que, em função da complexidade dos assuntos envolvidos na constituição dessa lei, as mudanças acontecerão aos poucos. “O Plano Diretor é semelhante ao Código Civil, que demorou 40 anos para ser modificado”, compara. “É mais fácil fazermos 50 pequenas leis do que tentar mudar todos os artigos de uma só vez”.

    Fogaça acredita que enquanto há um artigo sendo trabalhado, outros se tornam obsoletos. Há também o fator de interferência entre os assuntos. “Se aprovamos algo sobre cultura, pode ser que tenhamos que alterar outro ponto na parte ambiental, ou de construção civil”, exemplifica.

    Primeiras alterações devem acontecer em agosto

    É difícil projetar quando ocorrerão de fato as mudanças do Plano Diretor. Desde 2005, a Prefeitura e a Secretaria do Planejamento vêm projetando alterações para o mês seguinte, para o semestre seguinte, e assim vai. De concreto mesmo, só a informação de que em um ano e meio, a gestão Fogaça não enviou textos sobre o assunto para a Câmara Municipal.

    O secretário do Meio Ambiente, Beto Moesch, garante que os primeiros projetos de lei devem ser enviados à Câmara ainda em agosto. Ele revela que os temas abordados são aqueles “nos quais a Prefeitura é unânime”: a altura máxima dos prédios e os recuos entre as construções.

    Além disso, o secretário destaca que algumas resoluções da 4ª Conferência de Meio Ambiente estão sendo aplicadas pela Prefeitura, como o Estudo do Impacto de Vizinhança, que prevê a manutenção de 20% de área verde no total construído e aprovação da comunidade para novas obras. Essas medidas, por enquanto só valem para obras sem RIA e EIA-RIMA, ou seja, aquelas que não prevêem estudos de impacto ambiental.

    Para Moesch, a participação ativa da Smam no processo de construção civil pode ser encarada como uma vitória dessa gestão. “Por enquanto, a Smam só licencia obras de condomínios, que incluem área de preservação, mas isso é uma fragilidade que foi detectada e estamos trabalhando para modificá-la”, sustenta.

    O secretário ainda refere que o Plano Diretor não é a única legislação que rege a questão ambiental no ambiente urbano, citando o Código Florestal e a Lei Federal 6938, que trata sobre a Política Nacional do Meio Ambiente.

  • Ospa será na Orla do Guaíba


    O prefeito José Fogaça apresentou as possibilidades de locais para a Ospa junto ao Guaíba.
    (Fotos: Carla Ruas/JÁ)

    Carla Ruas
    Desde que o Shopping Total foi descartado como local para nova sede da Orquestra Sinfônica de Porto Alegre, a Prefeitura e a Fundação Ospa (Fospa) retomaram as discussões para escolher o local.
    Nesta sexta-feira, 7 de julho, o prefeito José Fogaça apresentou nove hipóteses de lugares, todas localizadas na Orla do Guaíba. As áreas próximas ao Estaleiro Só e ao Anfiteatro Pôr-do-Sol são as mais cotadas. A decisão, que deve ser divulgada em uma semana, terá como critério principal a acessibilidade ao público.
    “Não pode ser um lugar elitista. Não queremos perder a identificação que a orquestra tem com o povo”, afirma o presidente da Fospa, Ivo Nesralla. Ele prefere o lugar próximo ao Anfiteatro Pôr-do-Sol, ao lado da nascente do Arroio Dilúvio. “Fica mais perto do Centro e teria espaço para um grande estacionamento para carros e ônibus”, projeta.
    Fogaça entende que a Prefeitura teria dificuldades para conseguir este local, porque faz parte do parque da Harmonia. “Já tentamos instalar o Sambódromo ali e a população foi contra”, lembra. Ao lado do Estaleiro Só existem menos empecilhos porque o terreno já pertence ao governo municipal.
    Durante a próxima semana a prefeitura irá realizar avaliações técnicas para verificar a viabilidade dos locais, com a Empresa Pública de Transporte e Circulação (EPTC), Secretaria de Planejamento Municipal, Secretaria do Meio Ambiente e Escritório de Turismo.
    Após a decisão, o projeto será encaminhado à Câmara de Vereadores. No dia 31 de dezembro, o prédio da avenida Independência que serve como teatro para a orquestra será entregue aos proprietários. “Ali não tem mais condições” diz Nesralla.
    Shopping Total está descartado
    No dia 9 de junho, ocorreu a desistência oficial da construção do novo teatro da Ospa no Shopping Total, através de um documento enviado à Procuradoria da República. “Desistimos do shopping porque fomos obrigados”, resume Nesralla.
    O presidente da Associação de Moradores e Amigos do Bairro Independência (AMABI), Marcelo Ruas, comemorou a decisão e divulgou nota, classificando a decisão da Ospa como mais uma conquista da recente AMABI.
    Ele diz que os motivos da desistência são as irregularidades que desde o início caracterizaram o processo de aprovação da sala sinfônica e de um prédio-estacionamento no shopping. “O Poder Público Municipal ignorou, mas o Ministério Público Federal questionou as decisões anteriormente tomadas e encaminhou para a decisão final”.
    Os moradores foram contra a construção pelo impacto ambiental que o prédio de sete andares, junto à rua Gonçalo de Carvalho, e o fluxo de carros iria trazer para a via. O movimento deu origem à AMABI.

  • Simpa aceita reajuste de 2,09%

    Municipários voltam às ruas (Fotos: Helen Lopes/JÁ)

    Helen Lopes

    Em assembléia geral, realizada na quinta-feira, 6 de julho, os servidores do município decidiram aceitar a proposta de reajuste de 2,09%, encaminhada na quarta-feira (5/7) pela Prefeitura de Porto Alegre. No entanto, a categoria rejeitou o aumento do vale-refeição de R$ 8,00 para R$ 9,00. “Não concordamos porque, da forma como foi colocado, cortaria o vale de R$ 13,00 para quem precisa fazer hora-extra”, explicou a presidente do Sindicato dos Municipários de Porto Alegre (Simpa), Carmen Padilha.

    O Simpa votou pela continuidade da mobilização por 16%, que se refere à recuperação de perdas ocasionadas pela suspensão da bimestralidade, ainda na administração anterior. “Os municipários estão de volta às ruas em defesa de seus direitos”, anunciou a presidente.

    Sobre a proposta de disponibilizar vagas em creches mediante convênios, a entidade concordou em participar de um grupo de discussão e também vai debater internamente.

    Os funcionários reivindicam ainda a volta da bimestralidade, maior reajuste no vale–refeição e valorização do serviço público. Outra reclamação dos funcionários é o pagamento de hora-extra a 703 cargos em comissão (CCs). “Enquanto impedem os servidores concursados de fazer hora-extra, os CCs podem”, denuncia Carmen.

    Contra a “privatização” do DMLU

    Após a votação realizada no Largo Zumbi dos Palmares, os servidores foram em marcha até o Paço Municipal. No caminho, entoavam palavras de ordem cobrando aumento e questionavam o projeto de mudanças no Departamento de Limpeza.

    Em frente à Prefeitura, protestantes gritaram palavras de ordem

    “Não, não, não! / à privatização!”, “Fogaça! / Sacana! / Devolve a nossa grana!” e “Fogaça/ cara de pau /acabou com o reajuste bimestral!”, foram alguns dos cânticos. A presidente do Simpa explicou o protesto. “Vamos questionar esse processo de terceirização total do DMLU. Somos contra essa licitação”, disse. Quando chegaram na frente da Prefeitura, os municipários encontraram quatro motos da Brigada Militar e uma corda cercando a entrada. Os manifestantes atacaram. “É assim que o governo Fogaça recebe os servidores?”. Constrangidos, os policiais foram para o Largo Glênio Peres. Os manifestantes ainda ficaram um tempo na frente da Prefeitura, antes de encerrar o ato. Nesta sexta-feira, 7 de julho, representantes do Simpa devem entregar um documento com as decisões à Prefeitura.

    Servidores retomam entidade

    Nova diretoria foi eleita por 3,5 mil servidores

    Há cerca de 10 anos sem o reconhecimento dos funcionários públicos, o Sindicato dos Municipários de Porto Alegre, empossou, em junho deste ano, sua nova diretoria. Quem participou do processo conta que as irregularidades foram descobertas e por pressão do Ministério Público, da Câmara de Vereadores e das Centrais Sindicais, a turma que estava no comando debandou.

    “O que os mantinha na entidade era a estrutura. Como eles sucatearam tudo, não tinham mais motivos para permanecer”, sustenta o funcionário do DMAE, Alexandre Abreu. O impasse era tamanho que um grupo criou o Fórum das Entidades de Servidores Municipais, com o objetivo de manter as reivindicações da categoria junto à Prefeitura. Com a eleição, o Fórum foi extinto.

    Eleita com a participação de aproximadamente 3,5 mil servidores, dos mais de 30 mil, a nova direção estima que entidade tenha dívidas de aproximadamente R$ 1milhão. “Não encontramos a contabilidade dos últimos anos, existem diversas dívidas trabalhistas e ações de ex-funcionários, além do serviço de telefone cortado por falta de pagamento”, conta a presidente Carmen Padilha, que concorreu pela chapa 1, convergência de forças ligadas ao P-Sol, PT, PSTU.

  • Obra sobre legado de Lutzenberger chega ao teatro

    Peça estréia em 1º de agosto(Foto: Rogério Ribeiro/Divulgação)

    Naira Hofmeister

    Uma das atividades do Rincão Gaia que mais encantava o ecologista José Lutzenberger era a visita de escolas à propriedade de Pantano Grande, que ele transformou num paraíso natural. O ex-presidente da Fundação Gaia, falecido há quatro anos, relatava que as crianças do meio urbano, não mais habituadas ao contato com o verde, estranhavam a exuberância da paisagem no começo, mas logo se soltavam, descobrindo insetos, plantas, animais e sons diferentes.

    Um retrato desses contrastes entre a vida em áreas rurais ou preservadas e a das “crianças de apartamento” é apresentada na peça “O Mundo é Assim”, que tem estréia para convidados no dia 1º de agosto, no teatro Bruno Kiefer. A partir do dia 8 de agosto, o espetáculo será oferecido gratuitamente para alunos do ensino fundamental de escolas públicas, estaduais e municipais.

    O protagonista é Teco, um garoto que morre de medo de bichos. Brincando na praça de um condomínio fechado, onde os brinquedos estão construídos em meio ao concreto, ele começa a ouvir as narrativas de Lilly (Andréa Ayres) e Malú (Raquel Peruzzo), sobre sua visita ao Rincão Gaia e tudo o que aprenderam por lá.

    A diversidade encanta o menino, que vai de reboque nas lembranças das amigas, imaginando as situações que elas viveram, abordando a separação do lixo, a preservação da fauna e da flora silvestre e a desconstrução do discurso de que animais silvestres são uma ameaça: “Uma cobra-coral só representa perigo quando se sentir atacada em seu ambiente, e, de qualquer forma, ela é necessária para a manutenção do equilíbrio”, exemplifica Christian Lavich Goldscmidt, idealizador do projeto.

    O cenário da peça se divide entre o ambiente cinzento dos grandes centros urbanos, onde as crianças brincam protegidas pelas grades, e os tons esverdeados da mata. “Tentamos reproduzir as características do Rincão Gaia no palco”, relata Christian, que também assina o texto e a direção da peça – ao lado de Vera Pothhoff – e ainda vive o protagonista Teco.

    As falas são intercaladas com música, coreografias e recursos cenográficos como os paus de chuva. Segundo Christian, apesar da simplicidade didática do texto, o espetáculo não é direcionado apenas às crianças, pois “aproxima e fortalece o espírito de encantamento e respeito com o mundo natural do qual somos apenas parte”.

    Serão quatro apresentações diárias, sempre nas terças-feiras, a partir do dia 8 de agosto, duas sessões pela manhã e outras duas à tarde. O teatro tem capacidade para 200 pessoas, então é possível que sejam 800 espectadores por dia, ou 3.200 no mês, 16 mil crianças até o final do ano. E com todos alunos entrando de graça.

    “O teatro é muito elitizado em Porto Alegre. Além disso, esses colégios necessitam atividades extra-classe, que retirem um pouco as crianças das salas de aula”, justifica Christian Goldscmidt. Escolas interessadas devem entrar em contato com as respectivas secretarias de educação. Para escolas municipais de Porto Alegre, o telefone é: 3289.1846 ou 3289.1837. Para escolas estaduais: 3288-4813 ou 32884874.

    Projeto tem incentivo da LIC

    A peça “O Mundo é Assim” é resultado de uma parceria entre Fundação Gaia, Oficina de Teatro Olga Reverbel e Casa de Cultura Mario Quintana. Através da Lei Estadual de Incentivo à Cultura (LIC), as instituições conseguiram captar R$ 193 mil de patrocínio, oferecido pela Multilab Indústria Farmacêutica, ainda em 2004.

    O espetáculo só está saindo agora pela demora na liberação da verba, em virtude dos entraves burocráticos do Esado. O atraso determinou o corte de alguns gastos para a temporada. “Escrevemos quinze músicas para gravar num CD e distribuir à platéia, mas o valor desse investimento triplicou nesses anos e tivemos que abandonar a idéia”, lamenta Christian.

    Além da montagem de “O Mundo é Assim”, a Multilab bancou a revitalização do Jardim Lutzenberger, no 5º andar da Casa de Cultura. “Estamos remodelando o projeto paisagístico e iremos incluir canteiros com espécies típicas de ambientes áridos, plantas medicinais e ervas aromáticas”, conta Christian.

    Conversa com Capra

    Christian Lavich Goldscmidt pensou no espetáculo há três anos depois de ouvir o físico norte-americano Fritjof Capra, em que ele contou sua experiência no Cetro de Eco-Alfabetização que mantém em Berkley, na Califórnia.

    Amigo de Lutzenberger e autor de diversos livros como O Tao da Física e O Ponto de Mutação, Capra aproveitou a participação no Fórum Social Mundial para visitar o Rincão Gaia, sede rural da fundação que leva o mesmo nome.

  • Dias da Cruz vai completar 100 anos

    Instituição abriga há 75 anos pessoas de toda a cidade (Fotos: Helen Lopes)

    Helen Lopes

    A fila começa às 17h30. Num banco de cimento, embaixo de um telhado meia-água, homens, mulheres, idosos, jovens, sozinhos ou acompanhados com crianças esperam a recepção abrir, todos na procura de um pouso para passar a noite. Tem sem-teto, desempregados, moradores do interior com parente no hospital, pessoas que vieram tentar a vida na Capital e outras que por algum motivo estão na rua.

    Ás 18h30, começa a conferência dos dados e a distribuição das chaves, para que cada um guarde seus pertences. Primeiro entram as mulheres que dormiram na casa no dia anterior, depois as que vêm pela primeira vez, em seguida, os homens, na mesma ordem.

    Em comum, a expressão cansada e a negativa em falar, uns por vergonha, outros por medo. Apenas os primos Luiz Fernando Dutra, de 25 anos, e Denoci Castro(foto), de 21 anos, decidem contar suas histórias. Nascidos em Pelotas, os dois desembarcaram na Capital há um mês. “Viemos trabalhar em Porto Alegre porque lá está muito difícil”, justifica Castro, que saiu do interior pela primeira vez.

    O primo mais velho está na estrada há mais tempo. “Passei 11 meses em Novo Hamburgo, desses, três foram na rua”, recorda Dutra, pai de uma menina de seis anos. “Existem situações em que tu cai um degrau e é desacreditado. Agora tô me reerguendo”. Eles conseguiram trabalho como servente em uma construção na zona sul da cidade.

    Luiz Fernando: “Agora tô me reerguendo”

    Os dois estão dormindo há quase 30 dias no albergue noturno do Instituto Espírita Dias da Cruz, na esquina da Avenida Azenha com a Ipiranga. O período máximo de uso de cada visitante é de 10 dias nos meses quentes e 15 nos demais. Isso a cada dois meses. Ou seja, a dupla é uma exceção.

    “É que os rapazes estão trabalhando”, explica o presidente da entidade, Oswaldo Oliveira da Silva (foto). “Quando arrumam emprego ou o parente continua internado ampliamos o prazo, mediante documentação, porque senão, ao invés de albergados, teremos moradores”.

    O albergue Dias da Cruz funciona desde 1927, de domingo a domingo. “Nesses 75 anos, nunca fechamos uma noite”, comemora Oswaldo, de 70 anos. Ele se dedica em tempo integral à instituição, desde que se aposentou da Brigada Militar.

    A rotina de quem procura a casa é bem definida. Depois da triagem, seguem para o banho, recebem roupas limpas e chinelos para dormir e são convidados a assistir uma palestra de 10 minutos, religiosa ou com psicólogas voluntárias. Logo após, a janta é servida e às 21h vão para o dormitório.

    A disciplina é mantida no dia seguinte. Às 6h30 da manhã, todos têm que estar de pé, pois o café da manhã já está na mesa. “O pessoal reclama de acordar cedo, mas é muita gente para se ajeitar, tem que ser assim”, entende o albergado Denoci Castro.

    O Dias da Cruz tem capacidade para 100 pessoas (62 vagas masculinas e 38 femininas – meninos de até 12 anos ficam com a mãe). O atendimento é feito por dois funcionários com carteira assinada. Os demais são voluntários.

    É o caso de Alexandre Cândido da Silva, que há sete anos atrás foi albergado e hoje auxilia na recepção. “Fui parar na rua porque me desentendi com a família e não tinha como pagar aluguel. Aqui me deram uma mão e voltei a trabalhar”, conta o homem de 38 anos, pai de três filhos. Há mais de três meses como voluntário, ele acredita que “existe gente boa nessa situação, cada um com algum problema, uns choram, se acomodam, outros dão a volta por cima”.

    Entidade completa 100 anos em janeiro de 2007

    O Instituto Dias da Cruz surgiu em janeiro de 2007, a partir da iniciativa de um pequeno grupo de adeptos do Espiritismo, que fundaram a Sociedade Espírita Dias da Cruz. “A idéia de construir um albergue era antiga e pertencia a todo o movimento espírita de Porto Alegre”, recorda o presidente da entidade. Espírita desde a adolescência, Oswaldo conta que em 1926, os membros do Dias da Cruz fizeram um mutirão e construíram o albergue com 25 leitos.

    Outra ação da entidade é a creche Casa do Pequenino, que tem como objetivo atender crianças de família de baixa renda. “Nosso único pedido é que os pais estejam trabalhando”, ressalta Oswaldo. Inaugurada em 1981, acolhe 153 crianças de quatro meses a sete anos. “Contratamos professores com pedagogia ou que estejam cursando”, enfatiza a coordenadora Zuleica da Silva.

    Até hoje, o Dias da Cruz se sustenta através do trabalho de voluntários e de doações. Para ajudar é necessário pegar um carnê para depósito bancário, na sede da entidade (Avenida Azenha, 366), ou entregar alimentos ao mesmo endereço. Informações através do telefone: 3223-1938.

  • Stravaganza artística contemporânea

    Naira Hofmeister
    A Companhia de Teatro di Stravaganza recebeu R$ 100 mil do Prêmio Funarte de Teatro Myriam Muniz para desenvolver o projeto “Stravaganza em Diálogos Contemporâneos”, que será lançado na noite dessa quarta-feira, 5 de julho, no estúdio da companhia (Olinto de Oliveira, 66).
    A premiação reconhece o debate sobre a arte contemporânea, com estudos sobre o espaço cênico, a atuação e direção de textos que trabalhem linguagens inovadoras. “A vida não é mais aquela simplicidade, sofremos estímulos constantes do ambiente, flashes, informação. O teatro tem que refletir essa realidade”, observa Adriane Mottola, diretora e fundadora da Stravaganza em 1988.

    Adriane Mottola fundou o grupo e agora assina a direção de diversos espetáculos de sucesso (Foto: Naira Hofmeister/JÁ)

    Dez atores do grupo, acompanhados de outros 12 colegas convidados, vão assistir a seis meses de aulas intensivas gratuitamente, abrangendo o trabalho corporal, de ritmo, de dança, música e voz. As oficinas serão ministradas por especialistas como a atriz Mirna Spritzer, que vai aperfeiçoar a interpretação de texto, Adriano Basegio, nas aulas de ritmo, sonoridade e improvisação e o Zé da Terreira, que ensina percussão.
    O resultado do trabalho dos atores gaúchos será conhecido pelo público nas Leituras Encenadas, atividade também gratuita, onde 12 textos de diferentes dramaturgos latino-americanos serão apresentados pelos 22 atores das oficinas permanentes. Os textos, em sua maioria, inéditos no Brasil, foram escolhidos levando em consideração critérios como originalidade, sentido contemporâneo e arquitetura da escrita. Após cada encenação, haverá um debate com a platéia.
    As Leituras Encenadas são um exercício que confere agilidade ao processo de criação artística. Enquanto uma peça demora meses para ser montada, essas experimentações são realizadas a partir de três ou quatro ensaios: “Não é um trabalho profundo, mas cria uma rapidez de pensamento que e muito bacana. É como ler 50 livros em seis meses”, exemplifica. As apresentações iniciam no dia 12 de julho, e seguem acontecendo quinzenalmente, sempre às quartas-feiras, no Studio Stravaganza. Cada texto receberá a assinatura de um diferente diretor de teatro gaúcho: “Isso é muito bacana, pois aproxima diretores e atores que não se conhecem e nunca trabalharam juntos”, elogia.
    Também para o grande público, a companhia vai disponibilizar as Aulas Surpresas, que acontecem nas semanas de intervalo entre as apresentações das leituras, sempre com entrada franca. Em cada quarta-feira, um profissional de artes será convidado a ministrar uma oficina, mas os alunos só saberão quem será o professor e qual a técnica trabalhada na hora da aula: “É uma grade brincadeira, o cara pode aprender malabarismo ou tango”, brinca Adriane.
    Haverá ainda três oficinas pontuais com professores nacionalmente conhecidos, que terá inscrições abertas à comunidade artística. A abordagem se divide em Dramaturgia, Direção, Voz e Ação Vocal, com a intenção de qualificar dramaturgos, diretores, atores, e estudantes de artes cênicas. Aderbal Freire Filho ministrará a Oficina de Direção Teatral e Encenação, a Oficina de Voz e Ação Vocal será orientada por Carlos Roberto Simioni, do grupo Lume (Unicamp/SP) e o paulista Chico de Assis estará no comando da Oficina de Dramaturgia. “A idéia é misturar os grupos, para que possamos aprender com todo mundo”, resume Adriane.
    Todas as atividades terão entrada gratuita, inclusive os cursos de direção, dramaturgia e ação vocal: “Pegamos os cem mil de patrocínio e fizemos um milagre, pois ao todo, estarão envolvidas 80 pessoas”. Adriane sublinha ainda que o alcance do projeto será muito maior, pois o objetivo é que os participantes das oficinas se tornem multiplicadores das idéias debatidas. Além disso, as reflexões sobre a contemporaneidade devem reverter em novos autores para o teatro brasileiro, que, segundo a diretora “é muito convencional e atrasado”.
    Teus Desejos em Fragmentos faz últimas apresentações

    Espetáculo une poesia e sofrimento (Foto: Vilmar Carvalho/Divulgação)

    A Cia di Stravaganza também está em cartaz com a peça Teus Desejos em Fragmentos, com direção de Adriane Mottola até 16 de julho. Este é o primeiro texto do dramaturgo chileno Ramón Griffero a ser montado no Brasil. A peça traz os atores Fernando Kike Barbosa, Gustavo Curti, Janaina Pellizon, Lauro Ramalho e Sofia Salvatori.
    São eles que conduzem o público ao universo de sensações que envolve a experiência humana: medo, fantasia, solidão e abandono são algumas delas. A narrativa é dada através do olhar de um homem que está à beira da morte. As apresentações acontecem nas noites de sábados, domingos e segundas-feiras, às 20h30, com ingressos a R$ 5,00. A temporada se encerra no domingo, 16 de julho.

  • Estado pode unificar órgãos ambientais


    Antenor Ferrari: objetivo é integrar atividades (Fotos: Tânia Meinerz)

    Guilherme Kolling

    Está em discussão uma reforma do sistema ambiental do Estado. A proposta prevê a fusão da Sema, Fepam, Fundação ZoôBotânica (FZB), Departamento de Recursos Hídricos (DRH) e Departamento de Florestas e Áreas Protegidas (Defap) em uma única estrutura.

    O diretor-presidente da Fepam, Antenor Ferrari diz que a idéia é criar uma instituição auto-sustentável, com arrecadação própria. Toda segunda-feira, dirigentes e assessores técnicos das instituições da área se reúnem na Secretaria do Meio Ambiente (Sema) para debater uma possível unificação dos órgãos estaduais.

    “O objetivo é integrar as atividades, dar mais harmonia ao trabalho, reduzir custos, prazos e atingir uma eficiência maior”, explica Ferrari. A proposta ainda está em discussão. “Primeiro precisamos do apoio da Casa. Quando a questão for esgotada internamente, o projeto passa ao Consema, depois vai ao Governo do Estado, e segue para a Assembléia Legislativa como um projeto de lei”, prevê Ferrari. Ele acredita que o trâmite esteja concluído até o final do ano.

    A idéia é criar uma instituição auto-sustentável, com arrecadação própria. O dinheiro viria da Taxa de Controle e Fiscalização Ambiental (TCFA), que é cobrada sobre os empreendimentos. Parte é repassada ao Rio Grande do Sul, parte fica na esfera federal.

    Pelo projeto do novo órgão ambiental, a verba seria repartida entre a instituição estadual e os municípios, para que se capacitem a licenciar empreendimentos locais. O setor teria autonomia em relação ao Governo, pagando a folha dos seus funcionários e mantendo a estrutura. O Estado seria desonerado. Só continuaria a repassar verba num primeiro momento.

    No cargo desde abril, Ferrari encara sua gestão tampão, de apenas nove meses, como um possível aquecimento para mais quatro anos – ele aposta que o governador Germano Rigotto será reeleito.

    “De qualquer forma, nunca devemos trabalhar pensando a curto prazo. A instituição é permanente. Por isso, temos que levar em conta como ela deve ser feita no futuro. Como nesse projeto de planejamento sobre o novo modelo da instituição, que está envolvendo não só a direção, mas os servidores de carreira e as ‘cabeças pensantes’ do órgão ambiental”.

    Carência de técnicos ainda é problema


    Mauro Moura: falta pessoal

    O químico Mauro Gomes Moura tinha 19 anos quando entrou para o serviço público ambiental do Rio Grande do Sul. Corria o ano de 1973, final do governo Médici. Seu primeiro trabalho externo foi uma ocorrência em Canoas: uma padaria incomodava a vizinhança com a fumaça do seu forno. Para assar pão ela queimava lenha. Difícil era definir seu crime, pois praticamente não havia normas que permitissem enquadrar a padaria em alguma contravenção.

    Em obstáculos maiores tropeçavam os técnicos obrigados a punir grandes indústrias poluidoras na Grande Porto Alegre. “Nos curtumes não nos deixavam nem entrar”, lembra Moura. No final daquele ano, somente o clamor público levou ao fechamento temporário da fábrica de celulose Borregaard em Guaíba. Mais de 30 anos depois, o problema permanece: os guardiões da qualidade do meio ambiente gaúcho ainda não dispõem de instrumentos legais eficientes para enquadrar agentes econômicos potencialmente poluidores.

    Outro problema é a carência de funcionários, como relata o experiente Moura, 52 anos, hoje assessor da presidência da Fepam. A Fundação tem praticamente o mesmo quadro de 25 anos atrás, quando foi promulgada a Política Nacional do Meio Ambiente, em 1981. São cerca de 120 pessoas trabalhando, mais os estagiários, que atenuam a situação. Com poucos funcionários, a saída é atender aos casos mais importantes.

    A Fepam até teve um reforço de 38 técnicos nomeados após concurso público, mas a maioria acabou optando por outros empregos. Com isso, as vagas foram consideradas preenchidas, apesar de não terem sido. Para complicar ainda mais, um bom contingente de funcionários de carreira está por se aposentar nos próximos cinco anos. Por mais que sejam substituídos, parte da experiência e do conhecimento desses profissionais se perde.

    “Alguns dos nossos principais colaboradores estão por sair. É um problema sério que atinge o serviço público. Por isso, uma das questões do nosso planejamento é a disponbilização de informações de qualidade em um banco de dados”, revela o presidente da Fepam, Antenor Ferrari.

    O projeto é inventariar os dados ambientais disponíveis na Fepam e normatizá-los para o uso no licenciamento. “Com isso, cria-se um método, um pensamento, uma posição do órgão ambiental, e não há mais o risco de individualizar a interpretação do processo, o que expõe os técnicos. Teremos padrões e uma orientação unificada. E a memória, o trabalho intelectual desenvolvido pelas pessoas não se perde, fica aqui, informatizado”, acredita Ferrari.

    13 mil projetos aguardam licença

    A Fepam chegou a uma marca respeitável: 13 mil licenças ambientais por ano. O número foi atingido com o aumento da demanda, já que há poucos anos, apenas grandes empreendimentos buscavam este tipo de documentação. Houve época em que o número de licenças solicitadas não ultrapassava 300. Ou seja, o aumento da preocupação e das exigências da sociedade com o respeito ao meio ambiente aumentou o trabalho da Fepam. Como o quadro de funcionários não teve o mesmo crescimento, a saída foi buscar medidas que desafogassem o órgão ambiental.

    A começar pela descentralização das atividades, passando a competência do licenciamento de atividades locais para os municípios. Outra iniciativa é o licenciamento integrado por cadeia produtiva, em que as grandes empresas passam a ser responsáveis pelos seus fornecedores, caso da suinocultura. Sem falar no licenciamento online, via interent, instalado através do fortalecimento da área  de informática.

    Mesmo assim, os computadores não substituem as pessoas, ou seja, é preciso que algum funcionário acompanhe o processo. Em razão, entre outras coisas, da carência de pessoal, acumulam-se na Fundação 13 mil processos aguardando resposta dos técnicos. Ou seja, o trabalho está atrasado em um ano. “Numa empresa tradicional, o que se faz quando o número de clientes cresce? Contrata-se funcionários. Mas o nosso quadro é quase o mesmo de 25 anos atrás. Outra questão: quando esta empresa não tem condições de fazer o trabalho solicitado, o que ela faz? Recusa a oferta. Mas a Fepam não pode rejeitar nenhum projeto, por mais absurdo que seja. Qualquer pessoa que protocolar um pedido no balcão será atendida”, conta Mauro Moura, assessor da presidência.

    Apesar da descentralização, a maioria dos processos que estão na Fundação de Proteção Ambiental são micro-empreendimentos, de impacto local, que poderiam ser licenciados pelos municípios. O plano que está em discussão na Fepam é liberar a instituição dessas atribuições. A parte processual do licenciamento será toda das prefeituras ou de instituições terceirizadas. Os técnicos da Fepam passarão a fazer a supervisão, isto é, serão os controladores do processo.

    “Nosso papel é a qualidade ambiental. Vamos verificar, por exemplo, por que um rio de determinada cidade está apresentando metais. Ou por que a qualidade do ar na Rodoviária está ruim, com altos índices de enxofre. Diagnosticamos o problema e apontamos a solução. A Fepam tem ser o interlocutor das equipes ambientais dos municípios, assim como o Ibama faz esse papel com os órgão estaduais”, sugere Moura.

  • Festival de Inverno preenche vazio cultural na capital

    Naira Hofmeister
    O Governo Fogaça lançou nesta terça-feira, 4 de julho, o priemrio projeto na área cultural criado nessa gestão. Trata-se do Festival de Inverno, que terá intensa programação, de 24 a 30 de julho. O secretário municipal de cultura, Sergius Gonzaga, anunciou o programa, que vai reunir nomes da cena cultural gaúcha, nacional e inclusive de países vizinhos em torno do debate cultural e resgate histórico das práticas artísticas desde a época clássica até a contemporaneidade.
    “A idéia é que seja uma alternativa ao tédio que se instala em função das férias escolares, onde a cidade se esvazia e os cinemas oferecem basicamente atrações infanto-juvenis”, argumentou Sérgius.  Inspirado no tradicional Festival de Ouro Preto, que representou uma válvula de escape durante os anos da ditadura, o evento gaúcho vai estabelecer um debate de idéias a respeito da arte, unindo entretenimento, áreas acadêmicas e cursos práticos.
    “Ano passado fizemos um teste, sem divulgação nenhuma, e oferecemos três cursos que tiveram lotação de mais de cem pessoas”, conta o secretário. Foi a confirmação de que a cidade necessitava de alternativas culturais nessa época.
    Cinema, música, história, literatura, psicanálise, mitologia: durante os seis dias de festival os teatros da capital receberão especialistas na mais diversas áreas culturais como o urbanista e ex-prefeito curitibano Jaime Lerner, o economista Paulo Rabelo de Castro, o músico e poeta carioca Jorge Mautner e os escritores argentinos Horácio Gonzalez e Martin Kohan – estudioso da obra de Jorge Luis Borges.
    Os nomes da cena local de cultura não ficam devendo em nada para os convidados: os historiadores Paulo Vizentini, Sandra Pesavento e Sérgio da Costa Franco; o crítico de cinema Luís Carlos Merten, o psicanalista Abrão Slavutsky,  e músicos como Nei Lisboa, Geraldo Flach, Vitor Ramil e Bebeto Alves, Gelson Oliveira, Nelson Coelho de Castro e Totonho Villeroy, que retomam o espetáculo Juntos.
    Os gaudérios também terão espaço, através do curso Música no Rio Grande do Sul, comandado por Juarez Fonseca e Vinícius Brum, que terá a participação inédita do grupo nativista Tambo no Bando, entre outros convidados.
    A maioria das atrações vai custar R$ 10,00, mas haverá também atividades com entrada gratuita, inclusive um workshop de guitarra, com o baiano Pepeu Gomes, e o ciclo Brasil, país do futuro (que nunca chega), que terá a participação de Jaime Lerner, Paulo Rabelo de Castro, Gustavo Iochpe, o jurista Miguel Reale e o escritor Peninha debatendo os rumos do país nas áreas da educação, economia, violência, cultura e urbanismo. “Esse é um dos debates mais ousados, pois estaremos estabelecendo um diálogo franco e com grandes nomes contemporâneos”, opina o secretário.
    Todas as atividades acontecerão no Teatro de Câmara Túlio Piva (Rua da República, 575) e nas salas Renascença e Álvaro Moreyra – no Centro Municipal de Cultura – onde também serão realizadas as inscrições, na loja da Ilhota Livros (Av. Érico Veríssimo, 307) além da  Casa Torelly (Av. Independência, 453), a partir do dia 10 de julho. Os ingressos para os shows começarão a ser vendidos no dia 17. As atividades gratuitas terão senhas distribuídas até 30 minutos antes do início do evento, no local.

  • Usina de Barra Grande começa a encher reservatório

    Carlos Matsubara
    Prevista para outubro deste ano, Barra Grande – localizada às margens do rio Pelotas, entre os municípios de Esmeralda, na parte gaúcha, e Anita Garibaldi, na catarinense – é a maior hidrelétrica em construção no Brasil. Com a Licença de Operação (LO) do Ibama emitida na segunda-feira (4/7), o reservatório começa a encher depois de um processo repleto de polêmicas e ações na justiça, simbolizando um exemplo a não ser seguido. No fundo do lago apodrecerão seis mil hectares de Mata Atlântica, incluindo pelo menos dois mil hectares araucárias.
    Após o enchimento, segundo a empresa CPFL Energia, ainda serão efetuados testes nos equipamentos. A primeira unidade da usina está prevista para outubro deste ano, as outras duas devem entrar em operação em janeiro e abril de 2006.
    O investimento total realizado pelo consórcio Baesa, responsável pelo empreendimento, bateu nos US$ 500 milhões e a capacidade instalada é de 690 MW. Dividida em três unidades, tem energia assegurada de 380 MW médios.
    Barra Grande, dizem seus defensores, gerou quase 3 mil empregos durante a construção da obra e mais 60 vagas permanentes na operação. É a maior hidrelétrica em construção no país. Só a sua barragem terá 180 metros de altura e o lago formado numa área de 93 quilômetros quadrados de Mata Atlântica.nos municípios de Anita Garibaldi, Cerro Negro, Campo Belo do Sul, Capão Alto e Lages, em Santa Catarina, e Pinhal da Serra, Esmeralda, Vacaria e Bom Jesus, no Rio Grande do Sul.
    Para compensar os danos ambientais, que não serão poucos, o governo federal receberá em doação uma reserva de 5,7 mil hectares de araucárias nativas na região de fronteira entre os dois estados. Os custos com a compra da área que será transformada em reserva ambiental e sua manutenção ficarão a cargo das empresas Alcoa, Votorantim, Camargo Corrêa, Companhia Brasileira de Alumínio (CBA), Departamento Metropolitano de Eletricidade (DME) e da Companhia Paranaense de Força e Luz (CPFL), acionistas da usina. O acordo foi realizado no final do ano passado, quando foi descoberta a fraude no EIA-RIMA do empreendimento realizado pela Engevix Engenharia sob encomenda da Baesa e benção da administração do Ibama, que na época desconsiderou as deficiências do documento.
    Dos 8.138 hectares sujeitos à linha de imersão e passíveis de alagamento, 2.077 hectares são de mata primária de Floresta Ombrófila Mista (espécie do gênero Mata Atlântica, com predominância de Mata de Araucárias), 2.158 hectares são de florestas secundárias em estágio avançado de regeneração e outros 2.565 hectares são de mata ciliar. A inundação afetará espécies de plantas como canela-preta, imbuia, canela sassafrás e xaxim, além de várias espécies ameaçadas de mamíferos e aves – que constam da lista oficial do Ibama de espécies ameaçadas de extinção. Estudos das Universidades Federais de SC e PR (UFSC e UFPR) comprovam que na área a ser inundada ocorrem várias espécies de plantas sequer descritas pela ciência, e outras como a bromélia Dyckia distachia, que só ocorre no Parque Municipal de Encanados, em Vacaria (RS), uma área de belas paisagens igualmente prestes a desaparecer debaixo das águas.
    Para mais informações sobre o processo de construção de Barra Grande, acesse o Dossiê da Apremavi – http://www.apremavi.com.br/dossie/pbarragrande.htm – ou o site da Baesa – http://www.baesa.com.br/.

  • Sogipa promove Feira do Livro

    Naira Hofmeister

    Começou nesta sexta-feira, 30 de junho, a 12ª edição da Feira do Livro da Sogipa, que ocorre até domingo, em Porto Alegre, das 10h às 19h. O evento retorna após quatro anos sem ser realizado. “Ficamos esse tempo sem realizar porque sempre havia previsão de temporal para o período da feira”, explica Hipérides Ferreira de Mello, vice-presidente Cívico-Cultural da entidade.

    Hipérides: Tempo adiou feira (Fotos: Naira Hofmeister/JÁ)

    Nesta edição, além da principal atração – as 11 bancas de editoras e livrarias –, haverá um programa especial com palestras e apresentações culturais para crianças e adultos. Atrair o público novamente para o espaço montado abaixo do prédio da administração da Sogipa, na Praça dos Laureados, será tarefa da Orquestra e do grupo de Ballet e Jazz da Sogipa, dos apresentadores da Hora do Conto, e dos palestrantes Prem Milan e Ricardo Antônio Pereira.

    Historicamente difusora dos nomes da literatura gaúcha, a 12ª Feira do Livro da Sogipa tem como patrono Ricardo Silvestrin, ganhador do Prêmio Açorianos de Literatura em 1996 e do análogo Infantil em 1998. “Nossa intenção sempre foi a de prestigiar a produção gaúcha e, especialmente esse ano, queremos divulgar novos nomes da literatura infantil”, conta Hipérides.

    Às 14h30 desta sexta acontece a primeira apresentação da Orquestra da insituição, seguida dos discursos do presidente da entidade e de Ricardo Silvestrin, que fará também uma discussão sobre a sua obra.

    No sábado, por ocasião do jogo da Seleção Brasileira, a palestra programada para às 18h, “Dormindo ou Acordado: o estado meditativo no combate ao stress”, de Ricardo Antônio Pereira, acontecera após o término da partida, mesmo com prorrogação ou pênaltis.

    Banca da JÁ Editores oferece livros-reportagem

    Lanceiros Negros, de Geraldo Hasse e Guilherme Kolling, O menino que se tornou Brizola, de Cléber Dioni e O Editor sem Rosto, de Elmar Bones – esses são alguns livros-reportagem que podem ser adquiridos na Banca da JÁ Editores.

    Além dos títulos publicados pelo selo, há obras de outras editoras, voltadas a públicos diferenciados. O espaço será ocupado por livros de jornalismo, filosofia, teatro e assuntos gerais. Um dos destaques é A Tragédia da Rua da Praia, de Rafael Guimaraens que narra o assalto e a posterior prisão de quatro russos que levaram dinheiro de uma casa de câmbio, no centro da capital, em 1911.

    Nas outras barracas da feira, também podem ser encontrados alguns campeões de vendas como a coleção infanto-juvenil do bruxinho Harry Potter e títulos do autor Dan Brown, que escreveu o Código Da Vinci.

    Veja outras opções de diversão e cultura pa o final de semana em Porto Alegre:
    Música

    3/quatro
    A música instrumental de Jua Ferreira (bateria), Ita (baixo) e Zé Porzio (piano). No repertório música instrumental brasileira, com Djavam, Hermeto Pascoal, Tom Jobim, Edu Lobo, João Donato entre outros.
    Quando: sextas e sábados, às 22h
    Onde: Cidade Bossa (Otávio Corrêa, 35)
    Quanto: R$ 7,00

    Jeff Gardner
    Pianista de extrema criatividade harmônica, o músico tem múltipla cidadania cultural. Nascido em Nova York, morou vários anos em Paris, gravou um disco em Cuba, vive pela Europa dando workshops e passa temporadas no Brasil desde o início dos anos 80. Suas influências passam pelo clássico, jazz e, principalmente, pela música brasileira. Estudou com nomes lendários como John Lewis, Don Friedman, Jaki Byard e Nadia Boulanger.
    Quando: domingo, 2, às 17h
    Onde: Salão Átrio do Santander Cultural
    Quanto: R$ 10,00

    Audiovisual

    Projeto Raros: curtas de David Linch
    Quatro curtas do diretor americano David Lynch, realizados entre o final dos anos 60 e o início dos anos 70.
    Quando: sexta-feira, 30às 20h
    Onde: Sala P. F. Gastal (Usina do Gasômetro – 3º andar)
    Quanto: R$ 6,00 (meia para estudantes, professores e municipários)

    Cair na Gargalhada
    O Ministério das Relações Exteriores francês selecionou sete comédias francesas, as mais renomadas desde o início dos anos 80. As projeções têm entrada franca. No final de semana, em cartaz Bernie, de Albert Dupontel (sexta-feira e sábado) e Asterix e Obelix: Missão Cleópatra de Alain Chabat (domingo).
    Quando: sexta-feira, sábado e domingo (30, 1º e 2), às 19h
    Onde: Sala Redenção (Campus Central da UFRGS)
    Quanto: Entrada franca

    Cinema Brasileiro
    Dois recentes filmes brasileiros integram a programação do final de semana: Tapete Vermelho e Espelho d´água – Uma Viagem no Rio São Francisco poderão ser conferidos em três sessões diárias. Com direção de Luiz Alberto Pereira, Tapete Vermelho foi rodado no interior de São Paulo entre setembro e outubro de 2004 e finalizado um ano depois. Mitos do mundo rural são materializados no longa-metragem que presta homenagem e retrata o poder do cinema de Mazzaropi, recordista em espectadores no cinema brasileiro. Espelho d´água – Uma Viagem no Rio São Francisco traz o suntuoso e misterioso rio que atravessa cinco estados do Brasil. Utilizado como cenário e personagem principal de um fluxo de histórias narradas em tom de fábula, o filme liga ficção e documentário, passado e presente, superstições e realidade.
    Quando: até 4 de julho, em sessões às 15h às 17 e às 19h
    Onde: Cine Santander Cultural (Praça da Alfândega, s/nº)
    Quanto: R$ 6,00 e meia entrada para estudantes e clientes do banco

    Artes Cênicas

    A Saga de Canudos
    Adaptação da peça ‘O Evangelho Segundo Zebedeu’ de César Vieira, o espetáculo é uma encenação coletiva da Tribo de Atuadores Ói Nóis Aqui Traveiz para teatro de rua. Conta a história da construção e destruição de Canudos, oportunizando ao público em geral o contato com um dos movimentos populares mais importantes do nosso país. Recuperando o caráter político do movimento liderado por Antônio Conselheiro no final do século dezenove. Mostrando um Conselheiro fruto da história. Com máscaras e bonecos, música e dança, a encenação conta a luta entre os deserdados e os poderosos, o santo guerreiro contra o dragão da maldade. O espetáculo mostra a opressão e os horrores da guerra de Canudos sensibilizando o público, evidenciando algumas das graves premissas da condição humana: a preciosidade da vida e a sua vulnerabilidade, nossa dependência uns dos outros, a natureza social do ser humano.
    Quando: domingo, 2, às 15 horas
    Onde: Campo de Futebol (Setor D) do Assentamento do MST Filhos de Sepé em Águas Claras – Viamão
    Quanto: Participação gratuita

    Ovelha Negra
    Os habitantes de um peculiar vilarejo celebram um inusitado ritual noturno. Elenco com Letícia Schwartz, Magali Hochberg, Patrícia Ragazzon, Patrícia Sacchet e Cícero Neves. Direção de Luciane Panisson.
    Quando: até o dia 02 de julho. Sextas, sábados e domingos, às 19h
    Onde: Teatro Carlos Carvalho – 2° andar da CCMQ
    Quanto: R$ 10,00 (com 50% de desconto para idosos, Clube do Assinante ZH, e para quem, de algum modo, se considera Ovelha Negra)

    Eu preciso aprender a ser só
    Com direção de Eduardo Kraemer, a peça conta a história de uma mulher traumatizada com a perda de um grande amor. Num mundo fragmentado, regido por leis de mercado e regras politicamente corretas, três casais de atores interpretam personagens em constante transformação. Bill e Betty se encontram num bar de happy-hour e a partir daí percorrem um caminho sem volta. Solidão, paixão, tesão, traição, amor, ódio e vingança misturam-se nesse tour-de-force. No final a possibilidade do amor é sombreada pelo fantasma do medo. Integram o elenco Marco Sório, Sayonara Sosa, Claudia Canedo, Rafael Guerra, Débora Geremia e Everson Silva.
    Quando: sábado e domingo (01 e 02) às 19h
    Onde: Sala 302 da Usina do Gasômetro
    Quanto: Entrada franca.

    Sobre Anjos e Grilos
    A peça apresenta a performance da atriz Deborah Finocchiaro interpretando poemas e textos sobre Mario Quintana. Este espetáculo integra as comemorações do centenário de nascimento do poeta gaúcho. Direção de Jessé Oliveira.
    Quando: até o dia 16 de julho, sextas, sábados e domingos, às 19h
    Onde: Teatro Bruno Kiefer – 6° andar da CCMQ
    Quanto: R$ 15,00 (com 20% de desconto para Clube do Assinante ZH e 50% para idosos)

    Dança

    Y Kûá – O silenciar de um rio
    Quando:
    sextas, sábados e domingos, às 19h, até 25 de julho
    Onde: Sala 209 da Usina do Gasômetro (Av. Presidente João Goulart, 551)
    Quanto: R$ 10,00.

    Infantil

    Abracadabra
    Encenação infantil do grupo Depósito de Teatro
    Quando: 17, 24 e 25 de junho, às 16h
    Onde: sala 309 da Usina do Gasômetro
    Quanto: R$ 5,00

    Pé de Pilão
    Teatro de fantoches do livro Pé de Pilão, de Mario Quintana. Escrito todo em versos, na montagem as rimas ganham vida na voz da avó Alice, narradora da peça, que não poupa fantasia para transmitir nas entrelinhas a mágica desta história. Realização do Grupo Quintoches. Direção de Elena Quintana.
    Quando: até 25 de julho, às 16h
    Onde: Sala Lili Inventa o Mundo – 5° andar da CCMQ
    Quanto: R$ 10,00

    Artes Plásticas

    Por um fio
    A exposição de bonecos de Elton Manganelli, aberta no último dia 29mostra sete casais de bonecos suspensos criados a partir de diversos materiais. Para estruturar as peças, o artista modela mãos e pés em epóxi. O rosto é preenchido com massa plástica / automotiva, em fôrma feita com molde em argila. O corpo é esculpido com espuma plástica para dar leveza. As roupas são feitas com tecidos que vão do rústico ao sofisticado. Detalhes e arremates levam fios, botões, pedras e cristais, tudo o que é necessário para o acabamento de cada boneco
    Quando: até 29 de julho
    Onde: Café Atelier do Páteo (Dinarte Ribeiro, 17)
    Quanto: Entrada franca

    Imagens Apropriadas
    Ao apropriar-se de obras primas – entre elas Monalisa, de Leonardo da Vinci, La Fornarina, de Raphael Sanzio e Baco, de Caravaggio – Sérgio Lopes procura aproximar passado e presente, propondo leituras contemporâneas para imagens clássicas da história da arte. Nas 16 pinturas em grande formato que compõem a mostra, o artista apresenta re-significações de grandes obras renascentistas, partindo de seu repertório pessoal, do atual ambiente cultural e da ampliação de detalhes, simplificação do traço, deslocamento da figura e até destruição de imagens consideradas “sagradas”.
    Onde: Galeria João Fahrion, no MARGS
    Quanto: Entrada franca

    Cavalos: Paixão e Arte
    A mostra de esculturas conta com 35 obras dos mais diferentes materiais e dimensões. Terracota, resina, bronze, madeira, ferro e pedra dão forma aos tradicionais cavalos de Caé Braga, temática que, segundo o artista “traduz em formas toda a força, beleza e elegância de um animal selvagem não domesticado, mas sim, amestrado”. Cavalos: Paixão e Arte, conta com produção cultural de Marisa Veeck e também marca o lançamento do livro que leva o mesmo nome da mostra. Financiado pelo projeto Fumproarte, a publicação traz textos de Rodi Pedro Borghetti, Luiz Gonzaga e José Augusto Avancini. Este último, ao aproximar o trabalho do escultor gaúcho com a série de cavalos de Edgar Degas, comenta: “Se em Degas temos a busca dos elementos estruturais do movimento e da mecânica do gesto, em Caé o que conta é o volume prenhe de força, de tensão, pronto a explodir na velocidade do galope”.
    Onde: MARGS
    Quanto: entrada franca

    Nem Dia, Nem Noite
    Combinando as diferentes linguagens fixas e móveis do desenho, do vídeo e da fotografia, a mostra traz um panorama da produção do jovem artista Giorgio Ronna, incluindo desde uma série de desenhos criados em 2001, até o mais recente vídeo de Ronna, Tableau Vivant – que em breve será lançado também na mostra Showroom (Basel, Suíça). Outra obra que será exposta no MARGS apresenta um desdobramento da série iniciada na III Bienal do Mercosul: as fotografias duplicadas de Lifesound II trazem à tona discussões em torno da relação homem-natureza e da idéia de movimento versus  mobilidade.
    Onde: Galeria Ângelo Guido e sala Pedro Weingärtner, no MARGS
    Quanto: Entrada franca

    Trabalhadeira
    O Museu do Trabalho inaugura no sábado sua nova exposição, Trabalheira, de Mima Lunardi, que discute as relações de dinamismo e estabilidade intrínsecas aos dois termos que compõem o nome da instituição: a transformação, que é o resultado do trabalho, e a conservação, que é a tarefa da memória. Concretamente trata-se de uma plataforma triangular de pedra (granito). A plataforma não é inteiriça, mas dividida em pedaços.Trabalheira estabelece um diálogo com a arquitetura do Museu e com a estrutura institucional, que por um lado permite ao artista trabalhar dentro dele e, por outro, dá às peças históricas visibilidade com uma finalidade marcadamente pedagógica e ilustrativa.
    Quando: abertura no sábado, 17, às 11h. De 17 de junho a 9 de julho: terça a sábado das 13h30 às 18h30, domingo das 14h00 às 18h30
    Onde: Museu do Trabalho (Andradas, 230)
    Quanto: Entrada franca

    Povo Artista do Futebol
    A mostra “Povo Artista do Futebol” revela como as pessoas se relacionam com esse esporte e de que maneira ele está inserido no cotidiano. Os fotógrafos Chico Silva, Zezé Kronbauer e Luis Fernando Rocha formam o time que irá expor fotos em p&b e coloridas.
    Quando: até 8 de julho
    Onde: Espaço expositivo do Dhomba Art & Pub (R. Lima e Silva, 1037).

    Copa do Mundo 2006
    Vinte e um artistas gaúchos participam da exposição coletiva Copa do Mundo 2006, entre eles, Glória Yen Yordi, Miriam Tolpolar e Zorávia Bettiol, onde figuram pinturas, esculturas  e instalações sobre o tema futebol e a Copa do Mundo.
    Quando: até o dia 9 de julho, aos sábados, das 10h às 13h.
    Onde: Galeria de Arte Paulo Capelari (Visconde do Rio Branco, 691)

    Olheiros*
    Olheiro é aquela pessoa que observa jogos amadores para descobrir novos talentos para os clubes; analisa os adversários para relatar ao técnico como estes jogam. Enfim, uma pessoa que, com olhar apurado e conhecimento, vê o jogo. A Fundação Ecarta realiza exposição de arte sob a temática Futebol. Uma homenagem ao esporte que vai além dos estádios, faz parte da cultura popular brasileira, desperta paixões e acirradas discussões.
    Quando: até 23 de julho, de terça a domingo, das 10h às 19h
    Onde: Fundação Ecarta (João Pessoa, 943)
    Quanto: Entrada franca

    Conjunto (1)
    Exposição que reúne cinco artistas (Vilma Sonaglio, Adriane Vasquez, Luiz Roque, Katia Prates e Gustavo Jahn) e uma pesquisadora de arte (Gabriela Motta) para investigar problemáticas da imagem foto sensível – enquanto narrativa ou campo plástico. Os primeiros resultados de tal associação cruzam as noções de vertigem das imagens indefinidas ou distanciadas, com a própria vertigem física da galeria Lunara. Vídeo, fotografia, luz enquanto matéria, são os suportes explorados por esses artistas que compõem, juntos, um diálogo intenso entre as manifestações plásticas e o espaço da galeria.
    Quando: até 25 de julho
    Onde: Galeria Lunara, no Centro Cultural Usina do Gasômetro (Pres. João Goulart, 551 – 5 andar)
    Quanto: Entrada franca

    Arte no Brasil ao longo do século XX: a forma da figura & a figura da forma
    O MARGS volta a exibir um recorte de seu Acervo, atualmente com mais de três mil obras quando entra em cartaz nas Pinacotecas a mostra Arte no Brasil ao longo do século XX: a forma da figura & a figura da forma, com curadoria do crítico de arte José Luiz do Amaral. A exposição apresenta cerca de 50 obras que trazem a discussão e a tradição sobre a figura e a figuração – trabalhos marcados, no meio artístico, pela diversidade e acirramento de posições.
    Quando: Até setembro, com visitação de terças a domingos, das 10h às 19h
    Onde: Pinacotecas do MARGS
    Quanto: Entrada franca

    Outros

    Sheraton Private Party
    Jantar e dançar em um ambiente charmoso, seguro e animado por uma música de alta qualidade. O jantar à luz de velas inicia a partir das  20h30min no restaurante Clos de Moulin com um cardápio à la carte preparado pelo chef Mauro de Souza. Para começar, entrada fria e quente composta de carpaccio de salmão e atum marinado com mini salada e azeite trufado e creme de marisco preparado  no pão com uísque. Na sequência, filé de vitela ao forno com aspargos verdes ao molho holandês.  A seção gastronomia, acompanhada por show acústico, encerra com um toque saboroso e leve: torre de frutas com calda de manga. Perto das 11h, nem bem o jantar encerra, a pista é invadida e não pára mais até a madrugada embalada pelo som do DJ Eduardo Irigaray, que contagia com os melhores hits do momento e os clássicos do pop internacional. Na área do bar, o Sheraton montou um lounge com telão para receber o público que prefere chegar após às 11h para pesticar e curtir o clima dançante. Os casais que preferirem alongar a noite no hotel, têm ainda a opção de se hospedar por uma tarifa promocional que inclui o café da manhã.
    Quando: sábado (1º), às 20h30
    Onde: Sheraton Hotel (Rua Olavo Barreto Viana, 18)
    Quanto: R$ 68,00 (inclui jantar, serviço e estacionamento sem manobrista no Moinhos Shopping) e R$ 25,00 (sem jantar) + 10%. Só serão vendidos ingressos de forma antecipada pelo fone (51) 2121.6060

    Festival Guimarães Rosa – Almoço Cultural
    Encerrando o Festival Guimarães Rosa, o evento Clio à mesa: a cozinha do sertanejo,  com pratos típicos do sertão mineiro. O conferencista da noite será Luís Augusto Fischer, acompanhado pela delicias culinárias da Chef Ana Paula Pesavento.
    Quando: sexta-feira e sábado (30 e 1º), às 19h
    Onde: Studio Clio (José do Patrocínio, 698)
    Quanto: R$ 60,00

    Maratona Bioenergética Ponha Boca no Mundo
    A maratona bioenergética é um processo terapêutico intensivo que busca aprofundar o autoconhecimento. Durante a maratona há a oportunidade de movimentar a energia em todos os níveis: corporal, mental e emocional tratando das questões que impedem que o indivíduo cresça e desfrute a vida de maneira mais consciente. Com a Bioenergética, através de exercícios e posturas corporais, é possível expandir a respiração, resgatando a naturalidade, expressividade e capacidade de sentir.
    Quando: sexta-feira, sábado e domingo (30, 1º e 2)
    Onde: Sítio do Namastê, em Viamão

    Copa Solidária de Tênis
    Como o objetivo principal da competição é a arrecadação de donativos, as inscrições devem ser pagas em “solidarécas” – a moeda corrente do evento. Para quitar o valor da inscrição, de S$ 50,00 (50 solidarécas), o tenista terá de contribuir com peças de roupas cujos valores simbólicos, atribuídos pelos organizadores, somem o montante estipulado para a inscrição. Os eventos paralelos à competição, como palestras com temas pertinentes ao mundo do tênis, também serão pagas em solidarécas (S$ 5,00 por palestra). Para facilitar as doações de agasalhos e incentivar ainda mais contribuições – mesmo entre os tenistas que já doaram seus agasalhos neste inverno – os participantes poderão adquirir roupas usadas na edição especial do Brechó do Instituto do Câncer Infantil (ICI-RS), que acontecerá durante a 1ª Copa Solidária de Tênis. Mais uma das atividades do ICI-RS para a arrecadação de recursos que financiam o tratamento e o apoio a cententas de pacientes com câncer infantil, o brechó acontece todos os meses na sede da instituição.
    Quando: ate dia 2 de julho, das 9h às 21h
    Onde: Grêmio Náutico União

    Bazar na Hebraica
    47ª edição do Bazar Anual das Na’Amat Pioneiras, que traz como tema o “Centenário de Mario Quintana e Na’amat no Mundo”. No local haverá comidas típicas judaicas, artigos de Israel, brechó, leilão de artes, artesanato, almoço, chá da tarde e muitos shows de danças e músicas israeli. Outras informações pelo fone (51) 3311.0822 ou pelo e-mail naamatpioneirasrs@terra.com.br
    Quando: domingo (2), das 10h às 18 horas
    Onde: Sociedade Hebraica (Rua João Telles nº 508).
    Quanto: entrada é franca.