As eleições para os oito Fóruns Regionais de Planejamento que compõem o Conselho Municipal de Desenvolvimento Urbano Ambiental (CMDUA) iniciam-se nesta quarta-feira, 7, com as eleições da Região 1 – Centro. O Conselho é um órgão responsável por deliberar em questões envolvendo empreendimentos imobiliários, que podem acarretar em mudanças urbanas e ambientais no Plano Diretor para estas regiões.
A votação acontece na Câmara Municipal de Porto Alegre, logo mais, a partir das 17h. Ao todo, 18 chapas disputarão as eleições. Apenas uma chapa foi impugnada pela Comissão Eleitoral e não poderá participar do pleito. Confira aqui o edital de chapas e delegados inscritos.
Para votar é necessário apresentar documento com foto, comprovante de residência na região e ter mais de 16 anos. Datas e locais de votação:
Região 1
(Centro)
07/10
4° feira
Câmara de Vereadores – Plenário Ana Terra
Av. Loureiro da Silva, 255 – Centro
Região 2 (Humaitá/Navegantes/
Ilhas e Noroeste)
08/10
5° feira
Escola Vereador Antonio Giudice
Rua Caio Brandão de Mello, 1 – Humaitá
Região 3
(Norte e Eixo Baltazar)
14/10
4° feira
Centro Vida – Área de Convivência
Av. Baltazar de Oliveira Garcia, 2132 – Sarandi
Região 4
(Leste e Nordeste)
15/10
5° feira
CTG Raízes do Sul
Rua São Domingues, 89 – Bom Jesus
Região 5 (Glória/Cruzeiro/Cristal)
19/10
2° feira
Escola Municipal José Loureiro da Silva
Av. Capivari, 1999 – Santa Tereza
Região 6
(Centro Sul e Sul)
21/10
4° feira
CECOPAM
Rua Arroio Grande, 50 – Cavalhada
Região 7
(Lomba do Pinheiro/Partenon)
22/10
5° feira
Ginásio da Brigada Militar
Av. Aparício Borges, 2001 – Cel. Aparício Borges
A Câmara Municipal de Porto Alegre aprovou na tarde de segunda-feira mudanças no Plano Diretor de Desenvolvimento Urbano e Ambiental (PDDUA) , que retira parte de uma propriedade da zona rural, no extremo sul da cidade, passando a fazer parte da zona urbana. São 426 hectares da Fazenda Aras do Arado que agora serão transformados em condomínio residencial, com espaço para 2.300 casas.
O projeto foi aprovado com 27 votos contra seis. Somando toda área da fazenda, seria possível construir, sem alterar a lei, 100 propriedades (sítios) com dois hectares de área para cada. Com isso, a Zona Rural perde 5% do seu território, caso a lei seja sancionada pelo prefeito José Fortunati.
O Executivo apresentou o Estudo de Viabilidade Urbanística (EVU), devidamente analisado pela Comissão de Análise Urbanística e Gerenciamento (Cauge), na forma de Projeto Especial de Impacto Urbano de 2º Grau, que está em conformidade com o que prevê o PDDUA. Segundo a prefeitura também foi realizado um Estudo de Impacto Ambiental (EIA), apresentado em audiência pública e com a presença da comunidade de Belém Novo e do entorno, identificando os impactos ambientais gerados nas etapas de planejamento. Modelo para outros condomínios
O ambientalista e presidente da ONG Econsciência, Felipe Viana, enumera algumas questões contrárias ao empreendimento: “O acesso restrito à ponta do Arado, realizado pela orla, o regime hídrico e a drenagem que o terreno irá sofrer devido ao aterro que terá de ser realizado na área, e os diversos ecossistemas que serão afetados com a construção de casas ao redor de áreas ambientais. Há muitas espécies de animais naquela região como Capiravas, Bugios e outras que serão afetadas”.
Felipe defende a criação de um Parque Urbano no território onde foi uma plantação de arroz e de um parque Ambiental e Cultural na outra parte da fazenda, onde é área ambiental.
Outro problema no horizonte é que os demais produtores rurais podem seguir o mesmo caminho e vender seus terrenos para grandes grupo imobiliários. “É o famoso efeito ‘já que’, já que o meu vizinho vendeu seu terreno por um bom dinheiro porque eu não posso fazer isso também?”. Segundo ele, as contrapartidas anunciadas não são suficientes e também não se tem a garantia de que serão cumpridas. As contrapartidas
Implantação de uma área para Estação de Tratamento de Água pelo DMAE, equipamentos públicos comunitários e contrapartidas estabelecidas pela estão previstos no projeto. Também foram estabelecidos a criação de dois setores de uso misto, um criando um polo comercial e outro de polo tecnológico para desenvolvimento da Região Sul. Ao todo estão previstos, até agora, a construção de 2096 economias, sendo 1.759 em condomínios unifamiliares e nove construções para uso administrativo e 382 de unidades autônomas e isoladas.
Antigo ponto de descanso para os carreteiros que cruzavam o Caminho do Meio, depois foi a “redenção” dos escravos alforriados, campo para exercícios militares, recebeu prédios institucionais e por pouco não virou um loteamento imobiliário. O parque está presente em todas as fases da cidade.
A população de Porto Alegre começa com os casais açorianos. Os primeiros desembarcam no porto de Viamão em 1752 e erguem choupanas de taquara e barro no descampado à beira do Guaíba, onde hoje está localizada a Praça da Alfândega. Só 20 anos mais tarde recebem terra e conseguem se estabelecer no povoado.
Durante quase um século, a população ficou restrita à península, atual área do Centro, ligando-se a outros núcleos de povoação por caminhos ao longo dos quais foi se expandindo a cidade. Entre a estrada dos Moinhos e o Caminho do Meio, por exemplo, os terrenos foram sendo ocupados por chácaras que se estendiam até o Campo da Várzea. Foi do loteamento destas chácaras que nasceu o bairro Bom Fim, denominação decorrente da capela que começou a ser construída em 1867. O Campo da Várzea passou a se chamar Campo do Bom Fim, também por causa da capela. Mais tarde, em 1884, com a libertação dos escravos na cidade, muitos acabaram se instalando na área, que passou a se chamar oficialmente Campo da Redenção.
Nessa época, a área pública tinha 69 hectares. Ali acampavam carreteiros e ficava o gado para abastecimento da cidade – havia um grande matadouro no local que depois foi o Cinema Avenida e hoje é ocupado por uma faculdade.
Foram diversas as tentativas de se lotear o enorme logradouro público, cedido ao município em 1807 pelo então presidente da Província, Paulo José da Silva Gama. Em 1826, a Câmara Municipal tentou “parcelar e dividir a várzea em terrenos foreiros”. O imperador D. Pedro I interviu, alegando se tratar de área para exercícios militares. Em 1833, Câmara aprovou o projeto do vereador Francisco Pinto de Souza para dividir parte da área e distribuir terrenos a particulares. Um abaixo assinado da população frustrou o plano.
O primeiro prédio a invadir a grande várzea foi o quartel do exército, atual Colégio Militar, construção iniciada em 1872. No final do século seriam construídos na outra extremidade os prédios da Faculdade de Medicina, depois a de Direito e em seguida a Escola de Engenharia. Nessa época havia um velódromo junto a Redenção, onde hoje é a Faculdade de Arquitetura, na rua Sarmento Leite. Os eventos ciclísticos eram atração na cidade, com movimento equivalente ao que hoje representa o Brique da Redenção.
Em 1914, o arquiteto João Moreira apresenta o projeto para o parque. Em 1935, o local é sede da grande exposição para marcar o centenário da Revolução Farroupilha e passa oficialmente a chamar-se de Parque Farroupilha. Perde então mais um pedaço, com a construção do Instituto de Educação. Em 1941, é completada a obra de ajardinamento do parque. Foram sendo instalados chafarizes e monumentos, e o mercado, que rendeu muita polêmica. Vista a partir do Cine Avenida, na João Pessoa, em 1955
Em 1964, é construído o auditório Araújo Vianna dentro do parque. Hoje a Redenção tem 37,5 hectares, praticamente o mesmo tamanho do bairro Bom Fim, que tem 38 hectares e uma população de 11 mil habitantes, segundo o último censo, de 2010.
Atualmente, o Parque Farroupilha está em obras. A reforma do eixo central foi concluída recentemente, mas a Prefeitura decidiu incluir na obra o restauro da fonte luminosa. Além disso, está sendo instalado um novo sistema de iluminação. A previsão inicial era de que os trabalhos estivessem encerrados no aniversário do parque, na véspera da data Farroupilha. Recentemente o prazo havia sido recalculado para o dia 3 de outubro, entretanto, o parque segue com os tapumes. A exposição do centenário farrapo
Era uma tarde ensolarada de sexta-feira quando, às 15 horas, se abriram para o público os portões da maior exposição já vista no Rio Grande do Sul. Mais de 50 mil visitantes ocupavam toda a rede hoteleira da cidade, alguns precisaram se hospedar em pensões e até mesmo em casas de família. A cidade estava em polvorosa, nunca vivera dias tão palpitantes, bradavam os jornais.
A Exposição do Centenário Farroupilha foi inaugurada em 20 de setembro de 1935, no então recém-criado Parque Farroupilha, e durou quatro meses. O jornal A Federação, veículo do Partido Republicano, exaltava o vultuoso evento. O Correio do Povo chamava atenção para o enorme gasto de dinheiro público – municipal e estadual – em um período de recessão econômica, e para a alta de preços na cidade, em virtude do movimento de turistas. Pavilhões erguidos para a exposição/Foto Museu Joaquim Felizardo
Para a solenidade de abertura, veio o presidente Getúlio Vargas. O governador, general Flores da Cunha, definiu o evento como “simplesmente formidável”. Além deles, ocupavam os espaços de honra o prefeito Alberto Bins, representantes de diversos estados brasileiros, do Uruguai, da Argentina e autoridades municipais.
O pórtico de entrada era formado por duas torres de 22 metros de altura. Havia pavilhões de oito estados, da agricultura, da pecuária, da indústria local e estrangeira, além de um dedicado à cultura do Rio Grande do Sul, no prédio onde hoje funciona o Instituto de Educação General Flores da Cunha.
Reuniu mais de 3 mil expositores, foram montados restaurantes, parque de diversões e um cassino, onde aconteciam os eventos de gala. Um dos grandes bailes foi a escolha da Senhorita Porto Alegre, concurso de beleza promovido pelo Jornal da Manhã. Para entrar, pagava-se pelo ingresso. Ou seja, a ideia de cercar o parque, que volta ao debate público periodicamente, vem desde sua criação. Mais de um milhão de pessoas visitaram a exposição
Mais de um milhão de pessoas visitaram o local, segundo o relatório da Prefeitura, sendo que a população de Porto Alegre à época era de apenas 300 mil habitantes. Os números são astronômicos. A iluminação do evento, por exemplo, tinha seis vezes mais lâmpadas do que toda a cidade. Foram utilizadas 28.289 lâmpadas e 2.143.325 velas.
Mais do que exaltar o heroísmo dos farrapos, a ideia de Flores era passar a imagem do Rio Grande do Sul como um Estado desenvolvido industrialmente, e não somente agrícola. “O maior pavilhão era da indústria. O principal objetivo era mostrar o crescimento econômico”, defende o historiador Giovani Ceroni, que fez sua dissertação de mestrado sobre o tema. Ao Decênio Heróico/Foto do Museu Joaquim Felizardo
Os preparativos começaram dois anos antes, com o projeto de “embelezamento” da área então chamada de Campo da Redenção, ou simplesmente de Várzea, elaborado pelo arquiteto francês Alfred Agache. Foram feitos aterros, escavações, obras de calçamento e um sistema de drenagem. Em 1934, começa a construção dos pavilhões.
Esta foi a primeira iniciativa de ocupação total do terreno. “A área era um banhadão. Hoje é uma área de sociabilidade que caracteriza Porto Alegre. Este foi o principal legado da exposição”, afirma Ceroni. Boa parte do que sem tem hoje no parque é herança da exposição: a fonte luminosa, o espelho d’água, o lago artificial, cujo embarcadouro depois serviria de instalação para o Café do Lago, hoje fechado.
Comitivas de diversos países se fizeram presentes, principalmente os vizinhos Uruguai e Argentina, e os países de onde vieram imigrantes para o Estado. O Clube Uruguaio presenteou o município com a escultura do Gaúcho Oriental; a colônia espanhola, com a Fonte Talavera, no Paço Municipal. e as colônias argentina, portuguesa e sírio-libanesa entregaram obeliscos.
A exposição foi até 15 de janeiro de 1936. No encerramento, foi inaugurado o monumento a Bento Gonçalves, esculpido por Antônio Caringi. A escultura ficou no parque até 1941, quando foi transferida para a avenida João Pessoa, em frente ao colégio Júlio de Castilhos. Os prédios construídos para a exposição só foram demolidos em 1939.
Os alunos do curso Gestores Ambientais Comunitários participaram de mais de uma aula em campo dentro do Projeto VerdeSinos, patrocinado pela Petrobras, através do Programa Petrobras Socioambiental.
Coordenada pelo Movimento Roessler para Defesa Ambiental, a aula foi ministrada pelo biólogo Fernando Soares, que realizou um percurso determinado por um transecto – um corte, ou uma linha traçada de um ponto a outro, com finalidade de estudo. O trajeto foi do Morro dos Bois, na Lombra Grande, ao Morro Dois Irmãos.
A turma é composta por 40 lideranças comunitárias, integrantes de 15 instituições sociais da região da bacia hidrográfica do Rio dos Sinos. O curso possui um total de oito encontros e o encerramento está previsto para novembro. A próxima aula será no dia 17/10, sobre Sistema Nacional e Estadual de Recursos Hídricos.
A primeira parada do coletivo ocorreu na ponte sobre o Rio dos Sinos, na barrinha, em Campo Bom, para visualizar o rio e seu entorno. Depois os alunos caminharam 68 metros para subir até o Morro dos Bois. “A idéia é que a gente possa se sentir aqui no local e refletir sobre o que vemos aqui”, ressaltou Soares.
A prática incluiu a reflexão sobre diversos aspectos. Altitude, formação rochosa, fauna, flora, localização de arroios, importância da biodiversidade não humana remanescente na região, situação dos mananciais da região metropolitana e formação das florestas, integravam o questionário. Lá de cima foi possível ver bem como é a formação de uma microbacia hidrográfica, com morros, arroios, córregos e banhados.
Em seguida, o grupo almoçou no Centro de Educação Ambiental Ernest Sarlet, na Lomba Grande, visitou o local e seguiu até a próxima parada na Integração, área de cheias do rio. O último ponto do transecto foi uma caminhada entre os morros Dois Irmãos, de onde, em dia de sol, é possível visualizar o ponto de partida do percurso: o Morro dos Bois. Integração, área de cheias do rio
Ao final, os alunos puderam refletir também sobre a forma, direta, ou indireta, que o projeto que estão elaborando no curso irá contribuir com a gestão do uso e da oferta dos recursos naturais na bacia Sinos. O biólogo Julian Mauhs e o agrônomo Arno Kayser também contribuíram com seus ensinamentos aos alunos.
Senadores membros da CPI do CARF decidem na quinta-feira, 8, se convocam o ex-presidente Luis Inácio Lula da Silva e seu filho, Luís Claudio, para depor na comissão que acompanha as investigações da Operação Zelotes, da Polícia Federal.
No documento de requerimento, o presidente da CPI, senador Ataídes Oliveira, do PSDB de Tocantins, argumenta que “a atuação da quadrilha investigada não se limitou ao CARF. Recentemente, foram divulgadas informações a respeito da compra da Medida Provisória nº 471/2009, editada pelo então presidente Luiz Inácio Lula da Silva”. Por isso, é apontado como “fundamental a oitiva do ex-presidente, que poderá prestar esclarecimentos a respeito do processo de edição da MP 471/2009, por ele assinada.”
Incluídos também na lista de possíveis convocados o filho de Lula, Luís Claudio, e os ex-ministros Gilberto Carvalho e Erenice Guerra. O início
A CPI do CARF foi instalada em 19 de maio, com 120 dias de prazo para realizar os trabalhos. É presidida pelo senador Ataídes Oliveira (PSDB-TO) e tem como relatora a senadora Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM). Em setembro, a Comissão foi prorrogada por mais 120 dias. O esquema
O Conselho Administrativo de Recursos Fiscais – CARF, órgão do Ministério da Fazenda, é a última instância administrativa de recursos relativos a processos abertos pela Receita Federal. O conselho tem competência até mesmo para anular multas tributárias aplicadas a empresas.
Desde março, a Polícia Federal, por meio da Operação Zelotes, apura esquema criminoso em que conselheiros e ex-conselheiros do CARF passavam informações privilegiadas para escritórios de consultoria. Esses escritórios, muitos dos quais tinham os próprios conselheiros como acionistas, procuravam empresas multadas pela Receita Federal e, mediante pagamento de propina, prometiam manipular o andamento de processos e controlar o resultado dos julgamentos de recursos.
Com isso, as empresas deixavam de pagar impostos e multas tributárias. A investigação já comprovou prejuízos de R$ 6 bilhões aos cofres públicos, mas auditores envolvidos na operação acreditam que a fraude pode ultrapassar R$ 19 bilhões.
No mês na criança, a Camerata da Escola de Música da Ospa e outros dois grupos de estudantes da instituição visitam o hospital. O evento, que acontece no dia 7 de outubro, quarta-feira, às 14h30min, é o maior até agora da série Escola da Ospa na Comunidade, lançada neste ano.
A Escola de Música da Orquestra Sinfônica de Porto Alegre entra no clima do mês da criança. No dia 7 de outubro, quarta-feira, a partir das 14h30min, os alunos da instituição se apresentam em concerto no Hospital da Criança Santo Antônio, do complexo Santa Casa. O evento é o maior deste ano do projeto Escola da Ospa na Comunidade, que desde maio vem promovendo recitais de grupos de estudantes em espaços como hospitais, asilos, creches e escolas. Pela primeira vez a Camerata da Ospa Jovem, orquestra regida por Arthur Barbosa, participa da iniciativa. Na ocasião, a regência será de Cosmas Grieneisen. Os integrantes do Quarteto de cordas DhPHaro e do Quinteto de Cordas também se unem à atividade. Desde maio são promovidos recitais em espaços como hospitais, asilos, creches Orquestra, regida por Arthur Barbosa, circulará pelos 4 andares do hospital
O diretor da Escola de Música, Diego Grendene de Souza, explica como se dará a participação dos estudantes: “a ideia é marcar a Semana da Criança com uma ação especial, levando nossa música às crianças, seus familiares e funcionários do hospital. Além da apresentação da Camerata no saguão, os grupos circularão pelos quatro andares, para que a música chegue o mais próximo possível de cada criança”. O Hospital da Criança Santo Antônio, que tem mais de 60 anos de história, é a maior unidade pediátrica do Rio Grande do Sul.
Entre outubro e novembro, o “Escola da Ospa na Comunidade” promoverá outras quatro exibições. Os locais que serão contemplados são o Centro Social Murialdo (21.10), o Hospital Psiquiátrico São Pedro (4.11), a Escola EMEFF Tristão Sucupira da Restinga (11.11) e a Escola Espaço Girassol de Canoas (18.11). A primeira apresentação de outubro resume bem o objetivo da iniciativa, que busca aproximar das pessoas o trabalho desenvolvido pelo conservatório, como explica Diego: “tenho certeza de que será um momento inesquecível, tanto para as crianças internadas, quanto para os nossos jovens, que verão que a música, além de levar encantamento às salas de concerto, pode também trazer muita alegria e transformação a diversos espaços de nossa comunidade”.
Mais informações através do site www.ospa.org.br. A Escola de Música da Ospa
Fundada em 1972, a Escola de Música da Ospa – Conservatório Pablo Komlós cumpre função fundamental para o fomento cultural no Rio Grande do Sul. Promove formação musical gratuita, voltada para músicos de orquestra, oferecendo oportunidade de profissionalização na área. Grande parte dos instrumentistas que hoje integra a Ospa estudou na instituição, bem como muitos músicos que atuam em outras orquestras ou nas mais diferentes áreas da música, no Brasil e no exterior. Hoje a escola atende em torno de 200 alunos. Além disso, o conservatório conta com grupos orquestrais, regidos pelo maestro e violinista Arthur Barbosa e com um coral, dirigido pelo regente e violista Cosmas Grieneisen.
Mariano Senna
De Berlim
Em meio à maior crise humanitária desde a segunda guerra, o sonho de uma Europa solidária perdurou menos de uma semana. Sensibilizada por fatos com imagens de refugiados acuados, perseguidos ou mortos nas portas da UE, a primeira ministra alemã assumiu a liderança moral na questão e anunciou no final de agosto que o país poderia receber até 1 milhão de refugiados nos próximos anos. “Se fracassarmos na questão dos refugiados, fracassaremos em uma questão fundamental dos direitos universais da humanidade, e isso não condiz com o modelo de Europa que imaginamos”, disse Ângela Merkel.
Após o anúncio, o trânsito de trens entre Budapeste, na Hungria, e Munique, na Alemanha, passando pela Austria, foi reaberto. A linha interrompida intermitentemente por milhares de refugiados sem visto ou pedido formal de asilo e acampados há semanas na estação central da capital Húngara, foi liberada só para depois ser interditada de novo. Motivados pela possibilidade de asilo alemão, os refugiados que não conseguiram embarcar em um trem seguiram da forma que puderam em direção da fronteira austríaca. Nada para quem está andando há meses em lugares bem mais inóspitos.
Além de uma onda de 200 mil refugiados que entraram na Alemanha só em setembro, a decisão provocou o fechamento da chamada Rota dos Balcãs (Macedônia, Sérvia, Bósnia e Croácia), com direito a barricadas, cercas de arame farpado, e claro, a retomada do controle de fronteiras até mesmo entre países da própria União Européia. Na prática, uma medida que invalida um dos principais pilares do processo de integração. Coisa que até o início de outubro continuava sem solução.
A crítica da presidente Croata, Kolinda Grabar-Kitarovic, à decisão da chanceler alemã resume o tom da disputa. “A senhora Merkel prometeu abrigo aos refugiados para depois puxar o freio de mão, dizendo que a Alemanha sozinha não tem como acolher a todos que procuram asilo”. O governo alemão vem tentando desde então conseguir um acordo para repartição dos refugiados entre todos os membros do bloco. Assim como a Croácia, a maioria dos países da UE se negam a dividirem a responsabilidade de abrigo aos refugiados acolhidos pela Alemanha. Governos como o da Polônia, chegam a argumentar que refugiados muçulmanos não são adequados para um país majoritariamente católico. Outros como a Eslováquia alegam não disporem de recursos para receber tamanha multidão.
Internamente, a briga não é muito diferente. O governador da Bavária, Horst Seehofer (Partido da Uniao Social Crista), exige há semanas que a primeira ministra mude sua política de imigração. “Já ultrapassamos o limite da nossa capacidade”, declarou Seehofer no último fim de semana. Para ele, Merkel cometeu um grave erro ao permitir que os refugiados encurralados na Hungria fossem autorizados a entrar no país pelo seu estado. O argumento principal do político conservador bávaro é o custo de tal medida.
E a conta vai ser gorda. Só a Alemanha está calculando gastar 6 bilhões de Euros com os 800 mil refugiados que espera receber só este ano. A maioria dos recursos serão gastos para financiar abrigos e alimentos, além dos salários daqueles que serão encarregados de analisarem os pedidos de asilo de toda essa gente. Na verdade, é na burocracia que resta a saída alemã para resolver sozinha a questão dos refugiados. Historicamente, de todos os pedidos de asilo formalmente feitos menos de um terço acaba atendido.
Em julho passado, muito antes do caos humanitário de agora, o caso da refugiada palestina, Reem Sahwil, de 14 anos ganhou notoriedade na Alemanha depois que ela chorou frente as câmeras de um programa de TV ao ser informada pela própria Angela Merkel que as chances de um asilo na Alemanha eram reduzidas. A adolescente palestina e sua família vivem no país há quatro anos. Mesmo falando perfeitamente a língua local, e já adaptada à realidade do país, a jovem e seus pais vivem em um limbo processual. Não possuem o direito de ficar e não têm nenhuma garantia de que um dia o terão. Coisas do Deus Estado. Os motivos do impasse nem Franz Kafka saberia explicar. Imagens
O mapa mostra a atual crise é causada por uma invasão de refugiados que depois de atravessarem a Turquia chegaram às portas da UE pela famosa Rota dos Bálcãs. Mas esse é só o último capítulo da tragédia humanitária de países como Síria, Iraque e Líbia. Há pelo menos dois anos pessoas desesperadas buscam chegar à Europa pelos mais diversos caminhos, entre eles a travessia do mar Mediterrâneo. Cenas da cinegrafista chutando pessoas desesperadas em fuga na fronteira entre a Hungria e a Sérvia
Entre as imagens mais impactantes da recente crise de refugiados na Europa, as cenas mostrando uma cinegrafista chutando e calcando pessoas desesperadas em fuga na fronteira entre a Hungria e a Sérvia, ganharam repercussão mundial. A jornalista em questão era Petra Laszlo, e trabalhava para a rede N1TV, associada ao partido neo-neonazista Húngaro Jobbik. Assim como estas, as outras imagens colhidas nos últimos meses em países Europeus do Leste não deixam dúvidas de que o fenômeno neo-nazista ou nacionalista radical está ganhando forca para muito além das fronteiras da Europa ocidental.
O Procon Porto Alegre divulgou nesta segunda-feira, 5, o ranking das empresas mais reclamadas no órgão durante o mês de setembro.
Lideram a listagem as operadoras de telefonia, com 21,6% do total de 2.004 reclamações registradas no órgão no período. A Oi foi mais uma vez a empresa fornecedora com maior número de queixas computadas, com 9,78% do total ou 196 reclamações.
Em segundo lugar, aparece a NET (6,23%) e, posteriormente, a Claro (4,59%). Em quarta colocação está a Vivo (3,69%) e, em quinto lugar, a Tim (3,54%). A GVT aparece em sexta colocação (3,54%).
Do total de reclamações do mês de setembro, 1.262 (63%) foram registradas por meio da Internet, pelo site do Procon e do App Procon.
A maioria das queixas dos consumidores refere-se à ausência de cobertura de sinal e problemas em contratos, além de cobranças indevidas. O rol dos fornecedores mais reclamados do Procon pode ser acessadoaqui ou por meio do App Procon para aparelhos celulares e tablets, disponível gratuitamente na Internet para sistemas Android e IOS. Atendimento – O Procon Porto Alegre é um órgão vinculado à Secretaria Municipal de Produção, Indústria e Comércio (Smic) e atende ao público na rua dos Andradas, 686, das 10h às 16h. O telefone para informações é (51) 3289-1774. O órgão também atende pelo site www.portoalegre.rs.gov.br/procon e pelo aplicativo App Procon.
Matheus Chaparini
Aquele bolo gostoso, molhadinho, estilo caseiro está virando moda entre os consumidores e sendo percebido por empreendedores como um novo nicho de mercado.
As casas de bolo se baseiam em um conceito simples: bolo caseiro, daqueles de forma redonda, furados no meio, para levar para casa ou consumir no local, acompanhado de um chá ou café. Um bolo grande custa entre R$ 20 e R$ 30, dependendo do sabor e do estabelecimento.
Em Porto Alegre, este é um negócio recente, mas que vem se espalhando com rapidez. Somente na região do Bom Fim, são pelo menos quatro novos estabelecimentos. “Todos nossos bolos são tipo caseiros, com uma massa bem úmida, que nem bolinho da vovó”, explica Marcelo Silva, sócio da recém inaugurada Boutique do Bolo. A loja abriu as portas no dia 16 de setembro, na rua Giordano Bruno. É o primeiro negócio de Marcelo, que tem 20 anos de experiência no ramo de panificação. Ele conta que sua sócia possui panificadora há mais quatro décadas e que a ideia é expandir e criar franquias. Marcelo Silva e a equipe da Boutique do Bolo
Dois meses antes de Marcelo inaugurar a Boutique, na rua paralela Miguel Tostes, a Maria Bolaria abriu para o público. Thaise Silvestre é nutricionista e chefe confeiteira e há dois anos começou uma pesquisa para abrir um negócio próprio. Foi de São Paulo que ela trouxe a ideia. “Não existia nenhuma casa de bolos aqui quando eu comecei a pesquisa de mercado. Eu fui pra São Paulo em abril do ano passado e lá já estava super disseminado.” Aí começou o planejamento: de dia Thaise tinha um emprego como nutricionista, à noite testava receitas e colocava no papel a criação da sua empresa. Todas as receitas da Maria Bolaria são dela.
Além destas, a Fome de Bolo também oferece receitas caseiras simples na Fernandes Vieira, próximo à Osvaldo Aranha. E vem mais bolo por aí, na avenida Venâncio Aires, uma faixa em frente ao número 827 indica mais uma casa por abrir. É a segunda unidade da loja Bolinhos da Maroca, que deve inaugurar no início de outubro. A matriz fica no bairro Menino Deus.
Final da manhã de um domingo (04/10) ensolarado no centro de Rivera, que concentra os free-shops uruguaios, na fronteira com o município gaúcho de Santana do Livramento. O que antes era um dia de grande movimento de turistas, agora se transformou em um cenário desolador: quase ninguém nas ruas, com exceção dos ambulantes e a maioria das lojas fechada, sendo que muitos imóveis vazios com placas para alugar.
Nas ruas transversais a Sarandi, avenida principal do centro, os maiores free-shops estavam abertos, mas com pouquíssimos consumidores. Para evitar demissões em massa, algumas dessas lojas afastaram funcionários para receberem seguro do governo. Por quatro meses, recebem 50% do salário, e pra quem tem filho 60% dos vencimentos. Depois, retornam ou são demitidos.
Nesses locais o dólar era negociado a R$ 3,79, um pouco abaixo do câmbio oficial. O valor dos produtos reduziram um pouco. O espumante Freixenet carta nevada, por exemplo, caiu de 10,80 dólares para 8. Em Porto Alegre, é vendido por mais de 50 reais. Na rua Agraciada, conhecida pela concentração de queijarias e produtos locais, três lojas abertas em quatro quadras.
Além do dólar alto, também motivou a queda nas vendas a redução no limite de compras de importados sem ter de pagar imposto à Receita Federal. Caiu de 300 dólares para 150 dólares via terrestre.
Confira as fotos: