Na próxima quarta-feira (30) o Coletivo Feminino Plural promove o lançamento do Grupo de Estudos Feministas e de Gênero. O evento de apresentação do projeto contará com a presença da médica baiana Maria José de Oliveira Araújo (Sorbonne) e da Rede Nacional Feminista de Saúde – Direitos Sexuais e Direitos Reprodutivos e que integra a rede Doctors For Choice (Médicos/as pelo direito de decidir), lançamento da publicação “Saúde mental e gênero, novas abordagens para uma linha de cuidado”, organizado pelo Coletivo, e exibição do filme “O que há de errado com ela?”, dirigido por Mirela Kruel.
Característica do feminismo contemporâneo, a articulação entre teoria e prática política instiga permanentemente à reflexão e debate sobre a pertinência das ideias. A diversificação dos enfoques feministas e de gênero nas últimas décadas demonstra a capacidade de auto renovar-se e ampliar o seu espectro. Esse fenômeno desafia à busca de abordagens e nuances no pensamento e na ação, à produção teórica e política, formas de organização, de expressão pública, de linguagens e estratégias. Uma vasta produção enriquece o pensamento atual, em teses, livros, discursos e outras formas de apresentação não usuais.
É na perspectiva de provocar o debate que o Coletivo Feminino Plural propõe a constituição de um Grupo de Estudos Feministas e de Gênero, destinado a reunir mensalmente, além de suas filiadas, pessoas motivadas a discutir e aprofundar a compreensão sobre os diversos olhares em torno de temas instigantes, tais como: Feminismo, Gênero, Patriarcado, Sexualidade, Aborto, Autonomia, Racismo, Corpo, Ciência, Poder, Diversidade, Política, Trabalho, Cultura, Religião, Comunicação.
1º ENCONTRO
O primeiro encontro para a apresentação da proposta do Grupo de Estudos Feminino Plural ocorrerá em 30 de setembro, às 17 horas, no Clube de Cultura (Rua Ramiro Barcelos, 1853 – Bom Fim) com a participação da médica baiana Maria José de Oliveira Araújo (Sorbonne) e da Rede Nacional Feminista de Saúde – Direitos Sexuais e Direitos Reprodutivos e que integra a rede Doctors For Choice (Médicos/as pelo direito de decidir). Nesta mesma noite, será lançada a publicação “Saúde mental e gênero, novas abordagens para uma linha de cuidado” organizada pelas integrantes do Coletivo Feminino Plural (Telia Negrão, Regina Vargas e Leina Peres Rodrigues) e o filme “O que há de errado com ela?”, dirigido por Mirela Kruel e protagonizado pela atriz Janaína Kremer. Ambas as peças compõem o Projeto Girassóis – Gênero e Saúde Mental, que tem o patrocínio da Secretaria de Políticas para a Mulher da Presidência da República.

A partir do mês de outubro, o Grupo se reunirá mensalmente para discutir textos previamente selecionados que integram o Acervo Feminista Enid Backes, uma parceria com a Fundação Luterana de Diaconia, e do Ponto de Cultura feminista Corpo Arte e Expressão, parceria com Sedac/RS. Contará com a facilitação de pessoas que se ocupam de aprofundar olhares sobre palavras chave para as mulheres e o feminismo. Temas que provocam, instigam, irritam, iluminam e abrem caminhos do pensamento contemporâneo.
O QUE: LANÇAMENTO DO GRUPO DE ESTUDOS FEMININO PLURAL
QUANDO: 30 de setembro de 2015 – 17 horas
LOCAL: Clube de Cultura – Rua Ramiro Barcelos, 1853 – Bom Fim
PROGRAMAÇÃO: Provocações teóricas e troca de ideias, com Maria José Oliveira Araújo, lançamento de livro “Saúde mental e gênero, novas abordagens para uma linha de cuidado” e apresentação do filme “O que há de errado com ela?”.

ENTRADA FRANCA
PARA SABER MAIS:
Coletivo Feminino Plural é uma organização feminista de Porto Alegre fundada em 1996. Orienta-se pela defesa dos direitos humanos e da cidadania de mulheres e meninas. Atua por meio de ativismo político, projetos e ações de empoderamento pessoal e político das mulheres. É apoiada por inúmeras instituições, entre as quais a Secretaria de Políticas para as Mulheres da Presidência da República, Fundação Luterana de Diaconia, Poder Judiciário, Secretarias de Saúde e da Cultura do RS. Mantém parceria com a Rede Feminista de Saúde Direitos Sexuais e Direitos Reprodutivos, Fórum de Entidades Ongs Aids do RS, Fórum de Mulheres do RS e de Porto Alegre, Frente Parlamentar dos Homens pelo Fim da Violência Contra a Mulher, Núcleo Interdisciplinar de Estudos Sobre Mulher e Gênero da UFRGS, Núcleo de Gênero e Violência da PUCRS, Núcleo de Gênero e Religião das Faculdades EST, Biotecjus/Unisinos, entre outros espaços de produção de conhecimento. A entidade coordena o Consórcio Nacional de Redes e Organizações para o Monitoramento da Convenção Cedaw e participa de campanhas nacionais e internacionais de enfrentamento à violência de gênero.

Projetos sendo desenvolvidos:
Girassóis- Saúde Mental e Gênero – propõe uma linha de cuidado em saúde mental para as mulheres com a perspectiva de gênero (SPM/PR)
Conexões – estratégias integradas de enfrentamento à Aids e Violência de Gênero(SES/RS) Capacitação de agentes GOV e NGOV (saúde) intersecção Violência contra as mulheres e Aids em três municípios da Região Metropolitana de Porto Alegre (Porto Alegre, Canoas e Viamão)
Ponto de Cultura Feminista Corpo Arte e Expressão – Projeto em rede que visa desenvolver ações culturais, com a valorização das expressões afrodescendentes, de jovens mulheres, nas linguagens do hip-hop, literatura, teatro, artes visuais e ativismo digital (Sedac/RS e MINC)
Escola Lilás de Direitos Humanos – ação educativa e criativa de adolescentes, do Bairro Restinga, em direitos e cidadania (Vara de Execuções Penais, Fórum de Porto Alegre)
Acervo Feminista Enid Backes – Organização e disponibilização ao público de acervo especializado em gênero e feminismo (Fundação Luterana de Diaconia).
Centro de Referência para Mulheres Vitimas de Violência Patrícia Esber – Implantação e coordenação do serviço desde 2011 – (Prefeitura Municipal de Canoas/RS).
Qualificar e Sistematizar Informações do Centro de Referência para Mulheres Vítimas de Violência Patrícia Esber (CRM) da cidade de Canoas /RS – (Vara de Execuções Penais do Fórum de Canoas).
Avaliação e gestão de risco como ferramenta para o enfrentamento à VCM Canoas/RS – Centro de Referência para Mulheres Vítimas de Violência Patrícia Esber (CRM) da cidade de Canoas /RS – (Vara de Execuções Penais do Fórum de Canoas).
Impulsiona e apoia Inclusivass – Grupo de Mulheres com Deficiência – apoio ao trabalho com perspectiva de gênero de mulheres atuantes em diversas organizações e autônomas.
GRUPO DE ESTUDOS FEMINISTAS FEMININO PLURAL – RESUMO EXECUTIVO
Na perspectiva de introduzir e aprofundar questionamentos sobre os diversos temas que envolvem as teses feministas, a ONG Coletivo Feminino Plural, que completa 20 anos de existência em 2016, propõe a constituição de um Grupo de Estudos Feministas e de Gênero de caráter permanente.
Planejado para acontecer mensalmente, deve reunir, além de suas filiadas, pessoas motivadas a discutir e ampliar a compreensão sobre as diversas abordagens teóricas de temas que compõem o ideário feminista, tais como: Feminismos, Gênero, Patriarcado, Sexualidade, Aborto, Autonomia, Racismo, Corpo, Ciência, Poder, Diversidade, Política, Trabalho, Cultura, Arte, Religião, Comunicação, entre outros.
Quanto à Metodologia, devem constituir-se dois grupos de estudo – Estudos de Gênero – fundamentos e perspectivas teóricas; e Feminismos – trajetória histórica e ação político-social [proposta]– com temas e autoras selecionadas, leituras de textos, sessões de filmes e outras estratégias que provoquem processos dialógicos. A ideia é ofertar para pessoas que desejam aprofundar e debater perspectivas teóricas sobre estudos de gênero um ambiente propício para trocas de saberes; e para aquelas que desejam introduzir-se aos fundamentos e trajetórias dos feminismos a oportunidade de aceder aos seus fundamentos e implicações no ativismo político e mudança social.
Após o lançamento do Grupo de Estudos, serão abertas inscrições para constituição da(s) turma(s), que deverão seguir um percurso previamente discutido e pactuado. Poderão ocorrer oficinas para introdução à Bibliografia Feminista e de Gênero, atividade vinculada ao Acervo Feminista Enid Backes, que se encontra em processo de organização, ação em parceria com a Fundação Luterana de Diaconia. Outras atividades poderão envolver outros grupos de estudos e pesquisas vinculados a ONGs e Universidades, bem como com o Ponto de Cultura Feminista Corpo Arte e Expressão. Será criada uma plataforma para acesso a textos e outros materiais de estudo.
A participação é gratuita, mediante inscrição prévia, e ocorrerá na sede do Coletivo Feminino Plural, na Rua Andrade Neves, 159, 8º andar.
Informações: 51 32215298
Sede social: Rua Andrade Neves, 159- cjs 84 e 85 – Porto Alegre/RS
Site: www.femininoplural.org.br
Email: coletivofemininoplural@gmail.com
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Coletivo Feminino Plural lança grupo de estudos, filme e livro no dia 30
Cena do filme O que há de errado com ela? Capa do livro Encontros servem também para planejar atividades -
O simulacro da ditadura como renovação do estado democrático
Cláudia Rodrigues
Flávio Tavares, jornalista e professor da UNB, autor de “Memórias do Esquecimento”, vencedor do Prêmio Jabuti 2000 na categoria reportagem, esteve na ARI, Associação Riograndense de Imprensa, para homenagear o lançamento do kit antiditadura, produzido pela Editora JÁ.
Tavares participou da resistência à ditadura, foi preso e libertado com outros catorze presos políticos em troca do embaixador dos Estados Unidos, em 1969, mas sua palestra passou longe dos detalhes pessoais vividos na prisão e no exílio de 10 anos no México. Ele fez uma análise sobre o momento atual, que considera uma continuidade do simulacro que foi a ditadura.
A ditadura não se instalou como ditadura no imaginário da população, a palavra mais usada pelos meios de comunicação para estabelecer o golpe era democracia, o discurso era o da renovação, do estado democrático.
E assim foi durante os 21 anos de ditadura e continuou o teatro. O Brasil se disse democrático, vendeu a ideologia da democracia durante o golpe, após o golpe e continua até hoje no teatro das palavras.
”Hoje, o que temos de diferente é que podemos estar aqui reunidos, na época da ditadura as pessoas, as famílias, não podiam falar contra o governo em voz alta dentro de suas casas porque havia a polícia política, os vizinhos podiam denunciar e as pessoas sumiam, mas em termos de organização política o que temos é um simulacro”, afirma Tavares.
Os partidos políticos são todos iguais, não defendem ideologias e não as praticam. Houve uma concessão com o rompimento do governo militar para o civil e ficou muito claro que havia limites, o limite do pensar, das idéias. Os grandes ideólogos dos partidos hoje são os publicitários que apresentam à sociedade, com participação efetiva dos meios de comunicação, um teatro. A política do país ficou viciada no simulacro que iniciou durante a ditadura e refinou-se.
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Feira Ecológica da Redenção comemora 26 anos com concurso cultural
A Feira dos Agricultores Ecologistas (FAE) está completando 26 anos no dia 17 de outubro. A organização da feira está promovendo um concurso cultural para escolher a arte comemorativa do aniversário. Neste sábado, 26, a partir das 9h, eles estarão oferecendo material para criação e ideias na banca central da feirinha.
O vencedor do concurso será premiado com uma cesta de produtos orgânicos da feira e uma camiseta dos 26 da FAE. As inscrições vão até o dia 30 de setembro e o resultado será divulgado em 10 de outubro na feira e pelo facebook. Para se inscrever ou pedir mais informações, envie um email para laurinhaneis@gmail.com com o assunto CONCURSO CULTURAL 26 ANOS FAE.
Para o dia 17 de outubro, a FAE prepara uma programação especial com bolo de aniversário, abraço simbólico da feira e uma atração musical ainda não confirmada. A Feira Ecológica da Redenção acontece todos os sábados, das 7h às 13h, na José Bonifácio. -
Comunidades repudiam 'ataques' da RBS contra Morro Santa Teresa
Lideranças de cinco comunidades do Morro Santa Teresa, acompanhados de representantes de entidades de engenharia, arquitetura e direitos humanos, e da vereadora Sofia Cavedon (PT), reuniram a imprensa hoje à tarde na Câmara Municipal de Porto Alegre para manifestar repúdio às matérias veiculadas pelo Grupo RBS ao que classificaram de “análises generalistas e preconceituosas, que criminalizam a pobreza e atingem a autoestima dos moradores, especialmente das crianças”.

Lideraças das comunidades reunidas para organizar uma caminhada/Foto Eduíno Matos
A reportagem veiculada no Zero Hora no dia 20 de setembro com o título “O morro do medo” foi o que mereceu mais protestos e indignação entre os presentes. Julio Cesar Pacheco, da Associação dos Moradores da Vila Padre Cacique, e o engenheiro Vinicius Galeazzi, do Sindicato dos Engenheiros do Rio Grande do Sul (Senge-RS) leram dois manifestos que serão entregues ao Ministério Público e à Defensoria Pública do Estado, onde exigem uma retração pública do jornal.

Uma das vilas do Santa Teresa/foto Divulgação
Os manifestos: -
Movimentos rearticulam Fórum de Entidades em defesa da orla
Coletivo passará a se chamar “A cidade que queremos” e funcionará a partir de capítulos relacionados aos problemas de Porto Alegre – primeiro será o Cais Mauá
Naira Hofmeister
Representantes de pelo menos dez organizações da sociedade civil, vinculadas aos movimentos ambientalista, comunitário e de mobilidade urbana, decidiram, na manhã desta sexta-feira, 25, rearticular o extinto Fórum das Entidades, fundado em 2007 para acompanhar a revisão do Plano Diretor de Porto Alegre na Câmara Municipal.
“Foi o momento em que a resistência cidadã ganhou mais corpo e quase alcançou sua primeira vitória com a consulta popular do Pontal do Estaleiro. Se não fosse a manipulação da pergunta (que restringiu a resposta a permitir habitações no empreendimento), nosso “não” teria um impacto tremendo”, recordou o ex-coordenador do Fórum de Entidades e integrante da Associação Comunitária do Centro Histórico de Porto Alegre, Paulo Guarnieri.
Dessa vez, ao invés de receberem uma convocação do Legislativo, a iniciativa foi das próprias organizações, que identificaram a necessidade de unificar a pauta de reivindicações hoje exposta de forma individual.
A ideia surgiu durante o mais recente Agapan Debate, que discutiu projetos previstos para a orla do Guaíba que vem recebendo críticas ao longo do ano – caso da revitalização do Cais Mauá, do Parque do Pontal (antigo Pontal do Estaleiro) e do paisagismo desenhado por Jaime Lerner para a área da Usina do Gasômetro.
Na ocasião, a Agapan se comprometeu a encabeçar a organização. “Não temos a pretensão de liderar esse grupo, estamos a serviço do coletivo”, ponderou o presidente da entidade ambientalista, Leonardo Melgarejo.
Intenção é unificar movimentos urbanos
Como a pauta do momento é o Cais Mauá, será este o foco imediato do coletivo, que planeja conectar o debate sobre este projeto com outros que provocarão impacto na orla do Guaíba. É o caso da construção de espigões na área do Beira-Rio, do paisagismo de Lerner na região do Gasômetro e ainda do Parque do Pontal, cujas audiências públicas foram realizadas no primeiro semestre e para o qual os ativistas ainda consideram possível uma reversão.
“Temos material para tentar mais uma vez comprometer a Justiça com a necessidade de deter esse processo”, explicou o advogado Caio Lustosa, que coordena o coletivo jurídico contrário ao empreendimento na Ponta do Melo.
Entretanto, as entidades concluíram que o ideal é ampliar o debate para incluir movimentos interessados em discutir a questão urbana de modo mais amplo – por isso, propuseram chamar o movimento de “A cidade que queremos”.
Estava lá, por exemplo, a ONG Mobicidade, que se concentra em propor alternativas ao trânsito de automóveis. Outros ainda foram lembrados: “Precisamos convocar o Petrópolis Vive, o Moinhos Vive, aquele pessoal que resistiu à trincheira da Anita”, sugeriu um participante – cuja lista foi complementada por um interlocutor que lembrou do Defesa Pública da Alegria.
Diversas ações já estão sendo planejadas pelo grupo, entre elas atos de rua, seminários de ideias, e frentes de diálogo com os campos político e jurídico.
A próxima reunião já está marcada para a próxima sexta-feira, 2 de outubro, às 10h, na Assembleia Legislativa e a expectativa é que haja um número ainda maior de entidades representadas. -
Reaberto sem reformas, Planetário oferece observação do eclipse de domingo
Neste domingo, o Planetário da UFRGS oferece uma programação especial aberta ao público, que poderá conferir o eclipse lunar total por meio de telescópios. A atividade é iniciativa do Departamento de Astronomia do Instituto de Física.
A programação começa às 19h com uma demonstração do fenômeno do eclipse na Sala de Exposições. A partir das 20h ocorre a observação do céu na cúpula do Planetário por meio dos telescópios e entre 23h e meia noite deve acontecer a fase total do eclipse lunar. O eclipse coincide com a ocorrência de uma superlua, quando em sua fase cheia a lua está mais próxima da terra. A atividade é gratuita e não há necessidade de inscrição. A observação depende das condições climáticas adequadas: céu limpo e sem chuva.
Fechado desde fevereiro
As atividades do Planetário foram retomadas no dia 1º de setembro. O prédio estava fechado desde fevereiro para a realização de obras, que não aconteceram. As obras deveriam adequar o prédio à legislação de acessibilidade e de prevenção contra incêndios, além de reparos nos banheiros. Mas a empresa responsável, a Esfinge Construções Ltda, abandonou as obras.
A direção do Planetário decidiu retomar as atividades em caráter precário, com a contratação de banheiros químicos. O funcionamento está garantido até 6 de dezembro, quando vence o contrato dos banheiros. A partir daí o futuro é incerto.
A capacidade das apresentações é para 120 pessoas. Atualmente o Planetário está funcionando com cerca de 50% da capacidade. O planetarista Marcelo Cavalcanti explica que o movimento neste primeiro mês não está tão grande pois as escolas precisam se organizar para agendar as visitas. A greve dos professores estaduais também gerou alguns cancelamentos. O período de agendamento é aberto sempre no dia 15 para as visitas do mês seguinte.
O Planetário abre para visitação de escolas de segunda a sexta, das 10h às 15h. Nos domingos, há uma programação especial com uma sessão para o público infantil às 16h e uma para adultos às 18h. O Planetário Professor José Baptista Pereira fica no Campus Saúde da Ufrgs, na Avenida Ipiranga, 2000. -
Editora JÁ promove debate e lançamento de edições especiais sobre ditadura
A Editora JÁ lança neste sábado, dia 26 de setembro, às 10 horas, na Associação Riograndense de Imprensa (Av. Borges de Medeiros, 915), o KIT ANTIDITADURA, três revistas que narram o ciclo militar de 1964. São edições especiais que abordam desde a conspiração civil e militar até a morte de Vladimir Herzog, quando a sociedade civil começa a derrubar o regime.
Queremos aproveitar para fazer uma boa reflexão sobre esse tema que ainda paira como um fantasma sobre a democracia política brasileira. “As consequências políticas da ditadura” é o mote do debate que vamos fazer com nossos convidados, que já confirmaram presença – o jornalista Flávio Tavares, os advogados Carlos Araújo e Jair Kritschke, presidente do Movimento de Justiça e Direitos Humanos. O jornalista Elmar Bones, diretor da Editora JÁ, será o moderador do debate.
Os convidados

Jair Kritschke

Carlos Araújo

Flavio Tavares
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Vitória de Sartori: ainda é cedo para comemorar
Elmar Bones
O governador José Ivo Sartori conseguiu vitórias aparentemente notáveis nestes primeiros nove meses de governo.
Duas delas já seriam consagradoras:
1) A aprovação de uma previdência complementar para os servidores, quebrando uma resistência de mais de três décadas das entidades representativas do funcionalismo.
2) A aprovação do maior tarifaço já proposto por um governador, desde que voltaram as eleições diretas, em 1982.
Elas foram possíveis por várias circunstâncias.
Primeiro, a postura da mídia, especialmente a RBS, que arquivou o seu discurso radical de que “o contribuinte não tolera mais qualquer aumento de impostos”.
Começou dando aval à tese de que não havia outra saída a não ser o “remédio amargo”, para em seguida dar apoio velado, quase constrangido às vezes, mas sempre decisivo para a aprovação do pacote sartoriano.
Segundo, a postura do governo, que arquivou seu discurso de campanha – da tolerância, da transparência, da discussão, do “diálogo franco e aberto”.
Começou adotando a estratégia do “bode na sala” – atrasando e parcelando o salário do funcionalismo para dramatizar a situação e, com o “auxilio luxuoso” dos formadores de opinião, criar o ambiente para o tarifaço.
O caos em setores vitais para a população, que depende dos serviços públicos de saúde e educação, o medo, a insegurança, a perda de vidas com as greves dos policiais e militares… nada disso entrou na contabilidade do governo e dos apoiadores do seu ajuste fiscal.
Por fim, considere-se o modo como o governo conseguiu suas duas principais vitórias: cercando com tropas o parlamento gaúcho, que foi um dos baluartes pela luta democrática no país e que nem os militares durante o AI-5 ousaram cercar.

Legislativo gaúcho cercado por policiais militares/ Foto Matheus Chaparini
Para situações limites, soluções drásticas. Mas, para um governador que na campanha se apresentou como um homem do bom senso, da transparência, do diálogo e da franqueza, soam estranhos esses procedimentos.
Quem acreditou no discurso de Sartori candidato deve estar decepcionado. E o pior é que toda essa truculência não resolve minimamente a questão central do desequilíbrio das contas.
E o impacto do tarifaço, que não foi discutido antes e, até agora, não devidamente avaliado, pode ser desastroso num ambiente de recessão nacional como o que temos.
Quero dizer: por enquanto, Sartori venceu, mas pode ser cedo para comemorar. -
Muito teatro, música e exposições nos 25 anos da Casa de Cultura Mario Quintana
A Casa de Cultura Mario Quintana completa 25 anos nesta sexta-feira (25) com uma programação especial para a comunidade. Serão oito dias de atividades em diferentes áreas, como teatro, música e exposições. A abertura oficial está marcada para as 16h, na Travessa dos Cataventos. Um pouco antes, a Banda Municipal de Porto Alegre toca para o público e convidados, seguindo o mesmo protocolo realizado no dia da inauguração da Casa, há 25 anos.
Um destaque na programação será A Vizinhança do Mario, o Festival da Boa Vizinhança que ocorre no domingo (27), das 14h às 21h.Toda Travessa dos Cataventos vai ser ocupada, com grandes mesas para que os vizinhos levem comidas e bebidas e compartilhem com os demais. O Festival é inspirado em outros exemplos de ocupação do espaço público para a integração de comunidades e é organizado pela La Casa de Pandora.
Com 12 mil metros quadrados, distribuídos em sete andares, divididos em duas alas e cortadas pela romântica Travessa dos Cataventos, a Casa de Cultura é um mosaico cultural. Somente de janeiro a agosto deste ano já foram realizadas 100 oficinas culturais, 50 mostras e exposições de todos os gêneros, 120 peças teatrais, 150 eventos musicais, 20 lançamentos de livros e um público de mais de 60 mil espectadores nas três salas de cinema.
O jornalista Émerson Martinez Fortes tem a missão de comandar as atividades da Casa de Cultura, na comemoração de seus 25 anos. Ao falar sobre a CCMQ, diz com satisfação:
– Essa casa é geradora de cultura, formadora de público e conhecimento. Temos artistas que aprendem e aprimoram o seu trabalho aqui na Casa. Temos crianças que conhecem e aprendem cultura aqui. Temos artistas que estão mostrando sua arte para o mundo neste espaço. Temos um público que desfruta as mais variadas apresentações, oficinas, palestras todos os meses. A Casa se retroalimenta de cultura. É um privilégio estar aqui com uma equipe que se dedica para fazer tudo isso acontecer. Vivemos e respiramos este universo.
Um presente para os gaúchos
O prédio do antigo Hotel Majestic sempre chamou a atenção em qualquer tempo, valendo o trocadilho com o nome, por sua majestade. Porém, no começo dos anos 80, o hotel fechou, deixando ali um espaço que estava sendo devorado pelo tempo, pela falta de cuidado e manutenção. É neste momento que nasce a ideia de uma Casa de Cultura para os gaúchos.
O governo Amaral de Souza, em julho de 1980, por meio do Banrisul compra o antigo prédio e, nos anos seguintes, lentamente começa a sua restauração. No governo Jair Soares (1983/1987), as primeiras salas foram ocupadas pela Discoteca Pública Natho Henn e por um cinema, mas o grande projeto ainda estava por vir.
Em 2 de maio de 1983, o deputado estadual Ruy Carlos Ostermann apresentou o projeto de lei que deu nome à Casa de Cultura, por sugestão de um grupo de estudantes. Para ele, a ideia mais simples que já encampou e com maior adesão.
– Antes de mais nada, aquela Casa acabou sendo uma referência notável ao poeta uma vez que ele foi o seu último inquilino. Isso traz um dado histórico muito relevante. Quando se cogitou a ideia de Mario Quintana para aquele espaço não houve absolutamente ninguém, nem os mais distraídos que pudessem dizer: Não sei… Talvez… Mario Quintana foi unânime – recorda o professor.
Foram mais de 20 anos de governo de exceção. O momento era de crise econômica e recuperação política. Vivíamos a ressaca do Plano Cruzado. Em abril de 1987, o então governador Pedro Simon, com apenas um mês de governo, enfrentou aquela que seria a maior greve do magistério. Era preciso fazer algo que tivesse começo, meio e fim e que demonstrasse que o Rio Grande ainda era capaz de fazer grandes realizações.
“O primeiro ponto de referência cultural de Porto Alegre, após a ditadura, é a Casa de Cultura Mario Quintana”. A frase é do historiador Voltaire Schilling, que lembra do tédio cultural vivido pelos gaúchos durante o regime militar.
É aí que surge o projeto da Casa de Cultura Mario Quintana.
– Elegemos a Casa como a reconstrução da nossa autoestima. Aquilo não podia ser um cortiço cultural, tinha de ser um local com espaços adequados à nossa cultura. Literatura, dança, artes plásticas, teatro e música teriam finalmente seu lugar ao sol – recorda o secretário de Cultura do período, Carlos Jorge Appel.
O projeto arquitetônico
O projeto arquitetônico da Casa de Cultura foi assinado pelos arquitetos Flávio Kiefer e Joel Gorski, que planejaram 12 mil metros quadrados de área construída para a área cultural, em 1.540m2 de terreno. Gorski lembra que o principal desafio foi transformar o hotel em uma Casa de Cultura.
– Removemos as paredes internas e realizamos a integração das alas atendendo a demanda de público com um percurso cultural que começa na Rua da Praia. Somente uma transformação radical no interior daquele prédio de longos e escuros corredores, onde se amontoavam centenas de pequenos cubículos, poderia fazê-lo uma casa de cultura digna de seu nome, digna de sua arquitetura e da expectativa que o meio cultural depositava em sua reforma – conta Gorski.
Em 25 de setembro de 1990, no começo da gestão de Sinval Guazzelli, foi inaugurada a Casa de Cultura, projeto idealizado no governo Pedro Simon. Mario Quintana acompanhou e ajudou em todo o processo, pedindo, muitas vezes, apoio para a conclusão do projeto. Sua única preocupação era estar vivo ao fim da obra. Ele conseguiu. O poeta faleceu no dia 5 de maio de 1994, próximo de completar 87 anos. Como ele mesmo escreveu: “Amigos, não consultem os relógios quando um dia eu me for de vossas vidas… porque o tempo é uma invenção da morte”.
Programação de aniversário – 25 anos da Casa de Cultura Mario Quintana
Programação Gratuita
25 de setembro – Sexta-feira
14h às 22h – Aula Aberta – JAM Contato e improvisação com Alessandro Rivelino – Sala Marcos Barreto
15h – Banda Municipal de Porto Alegre – Travessa dos Cataventos
15h30min – Solenidade Comemorativa e Homenagens – Travessa dos Cataventos
16h – Banda da Brigada Militar – Travessa dos Cataventos
26 de setembro – Sábado
11h – Teatro Infantil – João e Maria – Teatro Bruno Kiefer
15h – Dança – Nara Margarete e Grupos Escolares – Travessa dos Cataventos
15h30min – Música – Coral da UFRGS – Passarela do 3º andar
16h – Dança – Mulatas dos Bambas – Travessa dos Cataventos
17h – Dança – La Marupeña Tango – Travessa dos Cataventos
19h – Música e Dança – IBEJI, Cultura Iorubá – Travessa dos Cataventos
27 de setembro – Domingo
10h às 11h – Aula Aberta – Folclore Argentino – Sala Cecy Franck
11h às 12h – Dança – Folclore Argentino – Travessa dos Cataventos
12h – Intervenção Poética – Só 10 % é mentira o resto é invenção – Cris Cubas – Travessa dos Cataventos
13h às 21h – Festival da Boa Vizinhança – Travessa e Rua 7 Setembro
14h às 14h30min – Música – Grupo Batukatu – Travessa dos Cataventos
15h às 17h – Aula Aberta – Encontrão Batukatu – Sala Cecy Franck
20h – Ensaio Aberto – El Juego de Antonia – Teatro Carlos Carvalho
28 de setembro – Segunda-feira
12h às 13h – Quindim do Quintana Especial – André Luís Pereira – Travessa dos Cataventos
15h30min – Música – Orquestra Jovem da OSPA – Travessa dos Cataventos
16h – Abertura de Exposição – Núcleo de Fotografia da CCMQ 25 anos – 3º andar
19h às 22h – Aula Aberta – Grupo Levanta Favela – Sala Marcos Barreto
29 de setembro – Terça-feira
12h às 13h – Quindim do Quintana Especial – Rafael Brasil – Travessa dos Cataventos
14h às 15h30min – Aula Aberta – Dança para pessoas com ou sem deficiencia com Carla Vendramin – Sala Cecy Franck
16h30min – Dança – Grupos da Carla Vendramin – Passarela do 4º Andar
19h – Teatro – Grupo de Atores Signatores – Mostra do processo teatral para atores surdos – Teatro Carlos Carvalho
30 de setembro – Quarta-feira
12h às 13h – Quindim do Quintana Especial – Luana Fernandes – Travessa dos Cataventos
15h30min – Teatro – Apresentação resultado das Oficinas de Teatro Sapato Florido – Sala Lili Inventa o Mundo
18h – Teatro – El Juego de Antonia – Travessa dos Cataventos
1º de outubro – Quinta-feira
12h às 13h – Quindim do Quintana Especial – Maí Yandara – Travessa dos Cataventos
17h – Música – Coral Oficial Banrisul – Travessa dos Cataventos
18h – Teatro – El Juego de Antonia – Travessa dos Cataventos
19h – Música – Coral Banrimanos – Travessa dos Cataventos
20h – Ensaio Aberto – Performance de Artes Visuais com Tatiana Fanz – Sala Claudio Heemann
2 de outubro – Sexta-feira
12h às 13h – Quindim do Quintana Especial – Paulinho Parada – Travessa dos Cataventos
18h – Teatro – El Juego de Antonia – Travessa dos Cataventos
19h – Música – Grupo de Alunos de Marcelo Nadruz – Erudito – Auditório Luiz Cosme
19h – Mosaico RS – Teatro Carlos Carvalho
3 de outubro – Sábado
12h às 13h – Discoteca Natho Hehn recebe Feira do Vinil – 4º andar
18h – Teatro – El Juego de Antonia – Travessa dos Cataventos
19h – Teatro – Dança dos Sentidos – Teatro Carlos Carvalho
Programação Normal da CCMQ com cobrança de Ingresso
25 de setembro – Sexta-feira
20h – Música – Monica Navarro – Teatro Bruno Kiefer
Valor do Ingresso: R$ 20,0
26 de setembro – Sábado
15h – Teatro Infantil – PUM! Histórias Mal Cheirosas – Teatro Carlos Carvalho
Valor do Ingresso: R$ 30,00
15h – Teatro Infantil – João e Maria – Teatro Bruno Kiefer
Valor do Ingresso: Inteira R$ 30,00 – Doação de 1Kg de alimento R$ 18,00 – Clube ZH R$ 15,00 – Meia Entrada R$ 15,00
27 de setembro – Domingo
15h – Teatro Infantil – PUM! Histórias Mal Cheirosas – Teatro Carlos Carvalho
Valor do Ingresso: R$ 30,00
15h – Teatro Infantil – João e Maria – Teatro Bruno Kiefer
Valor do Ingresso: Inteira R$ 30,00 – Doação de 1Kg de alimento R$ 18,00 – Clube ZH R$ 15,00 – Meia Entrada R$ 15,00
29 de setembro – Terça-feira
20h – Música – O Samba Tropical de Antonio Carlos Pereira – Teatro Bruno Kiefer
Valor do Ingresso: Inteira R$ 30,00 – Meia-Entrada R$ 15,00
1º de outubro – Quinta-feira
19h – Teatro – Projeto Secreto: A Gaiola das Loucas Ou Drag não Pagam Ingresso – Teatro Bruno Kiefer
Valor do Ingresso: Inteira R$ 40,00 – Meia-Entrada R$ 20,00
2 de outubro – Sexta-feira
15h – Teatro Infantil – João e Maria – Teatro Bruno Kiefer
Valor do Ingresso: Inteira R$ 30,00 – Doação de 1Kg de alimento R$ 18,00 – Clube ZH R$ 15,00 – Meia Entrada R$ 15,00
19h – Teatro – Projeto Secreto: A Gaiola das Loucas ou Drag não Pagam Ingresso – Teatro Bruno Kiefer
Valor do Ingresso: Inteira R$ 40,00 – Meia-Entrada R$ 20,00
3 de outubro – Sábado
15h – Teatro Infantil – PUM! Histórias Mal Cheirosas – Teatro Carlos Carvalho
Valor do Ingresso: R$ 30,00
19h – Música – Dança dos Sentidos com Renato Sperb e Banda – Teatro Carlos Carvalho
Valor do Ingresso: R$ 15,00
19h – Teatro – Projeto Secreto: A Gaiola das Loucas Ou Drag não Pagam Ingresso – Teatro Bruno Kiefer
Valor do Ingresso: Inteira R$ 40,00 – Meia-Entrada R$ 20,00
Exposições:
Local: Memorial Majestic
Tema: CCMQ 25 anos – Um Sonho Torna-se Realidade
Local: Saguão Arte Loja
Tema: Quintanares – O Primeiro Jornal
Local: Hall do Jardim Lutzenberger
Tema: Associação de Amigos da CCMQ – 30 anos de Parceria
Local: Núcleo de Fotografia – 3ª Andar
Tema: 25 anos de Fotografia na CCMQ
Local: Hall Principal
Tema: Como tornar realidade a Casa de Cultura
Local: Discoteca Natho Henn – 4ª andar
Tema: Músicos da CCQM
Local: Hall do 2ª Andar – Administrativo
Tema: 100 anos do Hotel Majestic
Local: Quarto do Poeta
Tema: 75 anos do Livro “A Rua dos Cataventos”
dos Cataventos”
Mais Informações:
Vera Pinto – (51) 91041372
Leonardo Caldas Vargas – (51) 95161412 -
Ibama suspende operação de Belo Monte até cumprimento de exigências ambientais
O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) emitiu parecer em que nega a emissão da licença de operação da Usina Hidrelétrica de Belo Monte, no Pará, até que a concessionária Norte Energia, responsável pela usina, comprove o cumprimento de todos os itens previstos no programa de compensações ambientais. Sem a licença, a empresa fica impedida de encher o reservatório e dar início à geração de energia no empreendimento.
O documento do Ibama enumera 12 exigências que precisam ser comprovadas pela empresa, como a implantação de oito pontes para adequar o sistema viário de Altamira, obras de saneamento nas cidades de Ressaca e Garimpo do Galo, remanejamento de populações de áreas que serão alagadas, além da limpeza de resíduos na área do futuro lago. As pendências listadas pelo Ibama foram verificadas em campo nos últimos 45 dias por fiscais do órgão.
A Norte Energia afirmou, por meio de nota, que os itens apontados estão concluídos e que a comprovação será feita ainda nesta semana. “Como, por exemplo, as obras de acesso viário, a supressão de vegetação e a parte de saneamento, necessitando apenas que seus registros fotográficos sejam enviados ao Ibama”. Segundo a empresa, a comprovação será feita por meio de mapas de localização das interferências, descrição das obras e fotos.
Maiana Diniz – Repórter da Agência Brasil
