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  • Sindicato dos Engenheiros debate alternativas para carvão mineral gaúcho

    O Sindicato dos Engenheiros do Rio Grande do Sul – SENGE-RS promove no dia 8 de outubro a quinta edição dos Painéis da Engenharia, evento técnico promovido por seu Conselho Técnico Consultivo, que reunirá, no auditório do Sindicato, profissionais de renome para tratar do carvão mineral gaúcho.
    Este painel visa discutir alternativas e identificar os gargalos que impedem de levar à frente uma proposta de aproveitamento desse recurso mineral a fim de acelerar o desenvolvimento do Estado.
    INSCRIÇÕES ABERTAS
    VAGAS LIMITADAS
    08 de outubro – 18h – Auditório do SENGE-RS
    Av. Érico Veríssimo 960, Porto Alegre.
    Estacionamento gratuito: entrada pela Rua Visconde do Herval
    18h – Abertura
    SENGE – SEMA – SME – SCT – CREA – DNPM – CPRM
    18h30 – Painel 1 – Projeto de Implantação da Usina Termelétrica Pampa Sul no município de Candiota-RS
    Palestra: Tractebel Energia
    19h  – Painel 2 – Tecnologias Limpas para a Geração de Energia Elétrica a Carvão Mineral
    Palestrante: Eng. José Carlos Cunha
    19h30 – Painel 3 – A cadeia carboquímica como alternativa para valorização do carvão mineral da região sul do Brasil
    Palestrante: Eng. Químico Guilherme de Souza
    20h – Painel 4 – A questão do carvão nacional no setor siderúrgico
    Palestrante: Eng…. Bruno Flores
    Mediador: Geólogo José Alcides Fonseca Pereira
    20h30 – Debate com o Público
    21h – Coquetel de Confraternização
    Informações:
    E-mail: qualificacoes@senge.org.br
    Telefone: 51 3230 1637

  • Ospa recebe violinista norueguesa em concerto no Theatro São Pedro

    No dia 29 de setembro, terça-feira, às 20h30, a Série Theatro São Pedro de apresentações da Orquestra Sinfônica de Porto Alegre ganha sequência com concerto dedicado a obras de dois compositores: o alemão Johannes Brahms (1833-1897) e o norueguês Johan Halvorsen (1864-1935).
    A solista convidada é a violinista Birgitte Stærnes, da Noruega, que interpreta os solos de duas obras do seu conterrâneo. O regente é Jamil Maluf, maestro que já foi diretor artístico do Theatro Municipal de São Paulo e atualmente é regente titular da Orquestra Sinfônica de Piracicaba.
    Os ingressos custam entre R$ 10 e 40, e já estão à venda na bilheteria do Theatro São Pedro.
    Birgitte, que além de ser diretora artística do “Johan Halvorsen Music Festival” dedicou seu mais recente CD a obras desse compositor, comenta: “Halvorsen foi não só um compositor brilhante, mas também um violinista brilhante. Isso permitiu que ele escrevesse muito bem para violino. Eu aprecio a intensidade de sua escrita, que possui um caráter tecnicamente desafiador, e a forma como ele combina seu estilo cosmopolita com elementos noruegueses”, completa. Ela se unirá à Ospa para tocar “Air norvégien” e “Três danças norueguesas”, obras inspiradas pela cultura da Noruega.
    O maestro Jamil Maluf lembra que as duas composições cujos solos serão executados por Birgitte são obras raras do compositor. Para completar o programa, ele prepara com a Ospa a execução de músicas de Brahms. A que abre a noite é “Danças Húngaras” nº 1, 3 e 10, do conjunto de peças completado em 1869 baseado principalmente em temas de danças folclóricas da Hungria. A outra, destaque da segunda parte do concerto, é a “Sinfonia nº 2”, datada de 1877. “Essa sinfonia realça a maestria do compositor na combinação das instrumentações. É um desafio interpretativo para maestro e orquestra”, afirma o regente.

    Jamil Maluf /Gal Oppido
    Jamil Maluf /Gal Oppido

    Esta é a primeira vez que Jamil Maluf rege a Ospa. Ele já esteve à frente, como regente titular, de orquestras como a Sinfônica Jovem do Theatro Municipal de São Paulo e a Sinfônica do Paraná. Birgitte, por sua vez, vem pela terceira vez à capital gaúcha, mas pela primeira vez se apresenta com orquestra na cidade. Ao lado do violonista Martin Haug, ela integra o duo “A Corda”, que ao longo da semana anterior ao concerto participa do VII Festival de Violão da UFRGS.
    Mais informações pelo site www.ospa.org.br ou pelo telefone (51) 32227387.
    Jamil Maluf (regente)
    Natural de Piracicaba, Jamil Maluf graduou-se em Regência Orquestral na Escola Superior de Música de Detmold (Alemanha). Em 1980, no Brasil, tornou-se Regente Titular da Orquestra Sinfônica Jovem do Theatro Municipal de São Paulo, onde, em 1990, criou a Orquestra Experimental de Repertório. Em 2000, foi nomeado Regente Titular da Orquestra Sinfônica do Paraná, tendo sido por duas vezes Regente da Orquestra do Festival de Inverno de Campos do Jordão. Recebeu os prêmios: APCA de Melhor Regente de Orquestra; Carlos Gomes de Melhor Regente de Ópera; e Maestro Eleazar de Carvalho como “Personalidade Musical do Ano”. Maluf apresentou por 5 anos o programa “Primeiro Movimento”, na TV Cultura, e foi, de 2005 a 2009, Diretor Artístico do Theatro Municipal de São Paulo. Em 2015, assumiu como Diretor Artístico e Regente Titular da Orquestra Sinfônica de Piracicaba.
    Birgitte Staernes (violinista)
    A norueguesa Birgitte Stærnes começou a tocar aos seis anos de idade. Estudou na Academia Estatal Norueguesa de Música. Realizou performances em festivais como os noruegueses “Nordlysfestivalen” e “Vestfold International Festival”, e o italiano de música de câmara “Classica & Dintorni”. Em 1997, com o violonista Martin Haug, formou o duo “A Corda”, que vem percorrendo prestigiadas salas de concerto da Europa, Ásia e América do Sul. Em 2002, Birgitte lançou um CD com obras escritas pelo compositor Terje Rypdal especialmente para ela. Venceu concursos como o Internacional de Violino de Rotterdam, o “Yamaha” para cordas, o “Ticon” e o “Government’s Work Grant” para artistas jovens. Pelo seu último CD, com obras de Johan Halvorsen, recebeu excelentes críticas em revistas como The Strad e The Gramaphone. É diretora artística do “Johan Halvorsen Music Festival”. Toca um violino “Lorenzo e Tomasso Carcassi” (Florença, 1741).
    A Ospa é uma das fundações vinculadas à Secretaria da Cultura do Governo do Rio Grande do Sul (Sedac/RS). Os concertos da temporada 2015 são patrocinados, via Lei Federal de Incentivo à Cultura, por Vonpar, Ipiranga, Gerdau e Souza Cruz. A realização é de Ospa, Fundação Cultural Pablo Komlós e Sedac/RS.
    Concerto da Série Theatro São Pedro
    Quando: 29 de setembro, terça-feira, às 20h30
    Onde: Theatro São Pedro (Praça Mal. Deodoro- Porto Alegre/RS)
    Ingressos: À venda no local
    Valores: R$ 10 (galeria), R$ 20 (camarote lateral), R$ 30 (camarote central) e R$ 40 (plateia), com desconto de 50% para seniores, estudantes e titulares do cartão Clube do Assinante ZH
    Horário da bilheteria: Os ingressos podem ser adquiridos na bilheteria do teatro, de segunda a sexta-feira, das 13h às 21h (quando não há espetáculos noturnos, das 13h às 18h30); nos sábados, das 15h às 21h, e domingos, das 15h às 18h
    PROGRAMA
    Johannes Brahms: Danças Húngaras 1, 3 e 10
    Johan Halvorsen: Air Norvegian | Solista: Birgitte Staernes
    Johan Halvorsen: Três Danças Norueguesas | Solista: Birgitte Staernes
    Johannes Brahms: Sinfonia nº2
    Regente: Jamil Maluf (Brasil)
    Solista: Birgitte Staernes (Noruega | violinista)

  • MTE flagra 263 adolescentes irregulares no McDonald´s do RS

    Auditores fiscais do Ministério do Trabalho e Emprego flagraram, em Porto Alegre, 263 adolescentes em trabalho irregular em 14 estabelecimentos da empresa Arcos Dourados, franqueada da rede McDonald´s. Durante a operação, foi constatado o uso inadequado de Equipamentos de Proteção Individual (EPI), o que pode explicar a incidência de funcionários com queimaduras pelo corpo. No total, foram lavrados 45 autos de infração.
    A operação da Superintendência Regional do Trabalho e Emprego no Rio Grande do Sul (SRTE/RS), encerrada no final de agosto, integra a mobilização nacional de fiscalização desenvolvida, em 2015, pelo MTE nas redes de alimentação rápida, com foco na proteção ao adolescente que está entrando no mercado de trabalho. Nas vistorias, os auditores registraram diversos casos de adolescentes operando chapas quentes e fritadeiras e expostos a riscos graves, contrariando o disposto na Norma Regulamentadora NR-12, que trata da segurança no trabalho em máquinas e equipamentos.
    Além de ser proibido inserir jovens nessas atividades, os fiscais verificaram também que, em diversos casos, os funcionários não utilizavam, de forma adequada, os EPIs para proteção dos membros superiores. A fiscalização encontrou marcas de queimaduras em adolescentes que operaram esses equipamentos, sem que o empregador tenha providenciado a emissão da Comunicação de Acidente de Trabalho (CAT) para os possíveis danos ocorridos na cozinha dos estabelecimentos.
    De acordo com o auditor fiscal do Trabalho da SRTE/RS, Roberto Padilha, em quatro estabelecimentos foi constatado o desvio de função de adolescente aprendiz. “Encontramos aprendizes vinculados ao curso de Aprendizagem Comercial em Serviços de Vendas, do Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial (SENAC), que estavam desenvolvendo o módulo prático nas lojas, encontravam-se, em parte do seu tempo, exercendo atividades nos setores produtivos da cozinha, não condizendo com o curso de aprendizagem contratado”, relatou o auditor.
    Padilha esclareceu ainda que nos casos envolvendo menores de 16 anos, o empregador também foi autuado por recrutar irregularmente mão de obra infantil, sem o efetivo enquadramento na condição de aprendiz. “Nesta situação, foram 14 adolescentes”, reitera o auditor.
    De forma complementar, a auditoria fiscal determinou, nos termos do artigo 407 da Consolidação das Leis Trabalhistas (CLT), a mudança de função dos adolescentes irregulares, a adaptação dessas funções ou ainda a delimitação de suas atividades, considerando a NR-12 e a Lista das Piores Formas de Trabalho Infantil (Lista TIP).

  • República Dominicana mira exemplo brasileiro na gestão das águas

    Carlos Matsubara*
    A República Dominica, país caribenho, vem implantando em três microbacias projetos semelhantes ao Programa Cultivando Água Boa, criado pela Itaipu Binacional.
    O Cultivando Agua Buena, como é chamado por lá, é hoje uma política de estado sob a coordenação do Ministério de Energia e Minas (MEM) e o Instituto Nacional de Recursos Hídricos (INDRHI) que apontaram oito microbacias a serem trabalhadas.
    O governo brasileiro tem intermediado a parceria e a troca de experiências entre a Itaipu e aquele país, através do Itamaraty e a Agência Nacional de Águas (ANA). O modelo é o mesmo que já foi adotado com sucesso pela Guatemala.
    A novidade é que uma quarta microbacia já teve seus trabalhos iniciados, e esta por sua vez, é fronteiriça ao Haiti, país mais pobre do continente e que poderá ser beneficiado por consequência.  “Evidente que esperamos que beneficie o país (Haiti) em ações de reflorestamento e preservação do solo e das águas”, disse o diretor de Coordenação e Meio Ambiente da Itaipu, Nelton Friedrich, durante o Encontro de Experiências Pioneiras e Inovadoras de Iniciativas Sociais na Gestão da Água, em Foz do Iguaçu, entre 15 e 17 de setembro.
    Friedrich ressalta que a estatal brasileira não “coloca um centavo” nos projetos na República Dominicana.  Nessa primeira etapa serão apenas algumas viagens eventuais para intensificar os encontros com os diversos segmentos da sociedade, que vão da iniciativa privada aos movimentos sociais e agências internacionais de cooperação. “Colocamos a disposição nossos documentos e metodologias, e quando eles vêm para o Brasil, mostramos na prática os resultados. Também realizamos muitos cursos a distancia e videoconferências”, explica o diretor.
    Com relação ao Haiti, tivemos uma sondagem do embaixador para que fossemos ao país, mas precisamos aguardar uma demanda oficial. “Não podemos simplesmente ir até lá, sem uma solicitação formal. Mas como o rio é fronteiriço, pode ser que os haitianos sejam afetados positivamente também”, prevê.

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    Futura oficina na Republica Dominicana

     
    Programa Cultivando Água Boa
    O Cultivando Água Boa é uma ampla iniciativa socioambiental concebida pela Itaipu Binacional, em 2003.  Atualmente, são desenvolvidos 20 programas e 65 ações fundamentadas nos principais documentos planetários, emanados dos mais importantes fóruns de debates a respeito da problemática socioambiental. As ações vão desde a recuperação de micro bacias e a proteção das matas ciliares e da biodiversidade, até a disseminação de valores e saberes que contribuem para a formação de cidadãos.
    *Enviado a convite da Itaipu Binacional

  • Parque Farroupilha faz 80 anos, com tapumes e chuva

    Um casal se abriga sob os arcos, fugindo do chuva fina que cai neste sábado em Porto Alegre. Um senhor de guarda-chuva passeia com um poodle branco, outro rapaz atira uma bola para um filhote de pelo escuro. Um turista solitário procura ajuda para tirar uma foto com o celular. Exceto para meia dúzia de corajosos, passou batido o aniversário de 80 anos do Parque Farroupilha.
    O corajoso paulista Wagner Gomes conta que vem a Porto Alegre a cada dois anos, para visitar amigos. Desta vez, escolheu a data para assistir ao desfile de encerramento da Semana Farroupilha e aproveitou para tirar uma foto com a Redenção ao fundo. Ele ficou surpreso em saber sobre o data especial e estranhou não haver nenhuma comemoração.

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    Wagner Gomes estranhou não haver nenhuma comemoração
    As obras do eixo central, prevista para o aniversário, estão atrasadas. Falta a reforma da fonte luminosa, que não estava prevista inicialmente. A previsão da prefeitura é retirar os tapumes e devolver o parque para a cidade na primeira semana de outubro. Aí sim deve haver alguma programação. Por enquanto, chuva e tapumes. (Matheus Chaparini)
     

  • Mais de quatro horas de debates e protestos contra a revitalização do Cais Mauá

    Cleber Dioni Tentardini
    Queremos shopping center! Derrubem o muro! Privatizem tudo! Foi o que se ouviu ontem a noite de um grupo de dez pessoas, entre 25 e 35 anos, posicionados no alto da arquibancada do ginásio do Grêmio Náutico União, no Moinhos de Vento. Ficou clara a tentativa de tumultuar a audiência pública sobre a revitalização do Cais Mauá.
    A sensação é que haviam robotizado a audiência, porque a cada manifestação contrária ao atual projeto para o Cais, um grito maior, ensaiado, quase ensurdecedor, aplacava as vaias. Isso durou pouco mais de uma hora, depois o grupo se dispersou.
    Cerca de 500 pessoas assistiram à apresentação do Estudo e Relatório de Impacto Ambiental (EIA-Rima) do projeto, feito pelo consórcio Cais Mauá do Brasil. Às 19 horas em ponto, o advogado Alexandre Burmann, mediador do evento, descreveu as etapas e o tempo que cada pessoa teria para se manifestar. Ganhou as primeiras vaias ao limitar em três minutos as perguntas e liberar o tempo das respostas que seriam dadas pelos responsáveis pelo estudo.
    Burmann passou a palavra para Paulo Jardim, do licenciamento ambiental da Secretaria do Meio Ambiente (Smam), que falou sobre os trâmites burocráticos do EIA-Rima e relatou o histórico do projeto do Cais.  Vaias de um lado, aplausos de outro.

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    Manifestações iniciaram logo nos primeiros minutos

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    Cartazes espalhados por todo o ginásio

    Depois falaram o engenheiro Alexandre Alexandre Bugin, diretor da ABG, uma das empresas responsáveis pelo EIA-Rima; Taco Roorda, do escritório do Jaime Lerner Arquitetura e Engenharia, responsável pelo projeto; e o engenheiro Sérgio Lima, diretor de Operações do consórcio. Lima salientou que o projeto, desde as obras civis, prevê a criação de 20 mil empregos diretos e indiretos, a geração de R$ 216 milhões em impostos e o incremento na economia de cerca de R$ 1 bilhão através do turismo.
     
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    Representantes da Prefeitura e das empresas responsáveis pelo projeto

    Os protestos e vibrações continuaram durante o detalhamento do projeto: a recuperação de armazéns tombados pelo patrimônio público e a demolição de outros, a substituição ao rebaixamento da avenida Mauá pela construção de uma passarela ligando o shopping à praça Brigadeiro Sampaio, onde está previsto o corte de 330 árvores, a reserva de uma área para estacionamento, a construção de dois prédios e as contrapartidas.
    Representantes do Sindicato das Indústrias da Construção Civil (SindusconRS) e conselheiros do Orçamento Participativo da região do Centro declararam entusiasmo  e apoio ao projeto, alegando maior oportunidades de empregos.
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    Os presentes ouviram com atenção itens do estudo

    Integrantes do grupo Cais Mauá de Todos, ativistas ambientais e profissionais contrários ao projeto revezaram-se nas manifestações. O engenheiro Henrique Wittler, portando um calhamaço de documentos resultantes de suas análises como especialista ambiental e do Departamento Nacional de Obras e Saneamento (DNOS), disse que o projeto não passava de um conjunto de bobagens, pois nada do que está previsto no projeto é permitido pelo Plano Diretor de Desenvolvimento Urbano e Ambiental (PDDUA), de Porto Alegre. “Em seus artigos 134 a 136, o PDDUA proíbe o parcelamento de áreas inundáveis”, destacou, elencando uma ´serie de irregularidades no projeto.
    Henrique
    Engenheiro Henrique Wittler

    O vice-presidente do Instituto dos Arquitetos do Brasil (IAB/RS), Rafael Passos, criticou o tipo de estudo de impacto aplicado a um grande projeto urbano, alegando falta de metodologia. “Faltou uma análise técnica mais específica de um projeto como esse, sobretudo no seu impacto numa escala urbana. No EIA se chama área de influência indireta. Nesse sentido, o IAB está propondo pensar todos esses projetos, Orla, Cais, alguns outros que tem sido pensados para o Centro, num projeto de revitalização do Centro Histórico. Ele questionou ainda a criação de quatro mil vagas para carros e 330 para bicicletas e o aumento de 400% no trânsito da região.
    Rafael Passos
    Arquiteto Rafael Passos

    O sociólogo João Volino Corrêa reivindicou participação da sociedade na elaboração de um projeto de revitalização do Cais. “Do contrário, é pura especulação imobiliária. Numa grande intervenção do espaço público, a prefeitura tem que chamar a população para discussão. Que população quer mais um shopping em Porto Alegre? Quem quer torres gigantes na beira do Guaíba? Não podemos aceitar que um projeto tão impactante numa área tão nobre da cidade não seja debatido com toda sociedade.”
    Jaqueline Custódio
    Advogada Jaqueline Custódio

    Outra coordenadora do movimento Cais Mauá de Todos, a advogada Jaqueline Custódio, disse que o movimento ingressou com duas denúncias no Ministério Público Estadual, nas Promotorias do Meio Ambiente e do Patrimônio Público, e uma no Ministério Público Federal, questionando a exploração privada de uma área que seria, à princípio, federal. “A gente fez também uma denúncia na Defensoria Pública e estamos acompanhando a Polícia Federal que investiga uma empresa do consórcio Cais Mauá do Brasil por supostas irregularidades no sistema financeiro.
    O movimento estuda ingressar no Supremo Tribunal Federal (STF) com um mandado de segurança para impedir a liberação do projeto. Sustenta que faltou transparência nas informações sobre o estudo.
    A Prefeitura, através da Smam, tem um prazo agora para avaliar as manifestações da audiência pública, e ainda tem de analisar o Estudo de Viabilidade Urbanística (EVU) para emitir ou não a Licença Prévia, depois a Licença de Instalação, que autoriza as obras, e, posteriormente, a Licença de Operação.
    Confirma mais cenas da audiência pública, do projeto de revitalização e do Cais Mauá
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    Grupo favorável ao projeto de revitalização

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    Outro grupo a favor do projeto, agitando defronte ao clube antes do inicio do evento

    Projeto original previa grande esplanada no Gasômetro | Divulgação/JÁ
    Projeto original previa grande esplanada no Gasômetro | Divulgação/JÁ

    Apresentação apenas parcial do projeto é alvo de críticas | Divulgação PMPA
    Projeto prevê torres de 20 andares, hotel de luxo e shopping center / Divulgação

    Empreendedor deverá ainda revitalizar armazéns tombados | Divulgação/JÁ
    Empreendedor deverá ainda revitalizar armazéns tombados | Divulgação/JÁ

    Ativistas não querem a derrubada de nenhum armazém | Tânia Meinerz/JÁ

  • Entidades de segurança planejam boicote a desfiles farroupilhas

    Descontentes com o parcelamento dos salários do funcionalismo pelo governo Sartori, associações e sindicatos ligados aos órgãos de Segurança Pública do Rio Grande do Sul estão orientando policias, soldados e demais servidores a não participarem dos desfiles do 20 de setembro, no domingo.
    Até agora já confirmaram adesão ao boicote o Sindicato dos Escrivães, inspetores e investigadores de Policia do RS (UGEIRM), Associação dos Delegados de Polícia do Rio Grande do Sul (ASDEP) e Associação dos Sargentos e Tenentes da Brigada Militar (ASSTBM). A Associação de Praças da Brigada Militar (Abamf) também anunciou pedir  aos voluntários, que costumam participar do ato, que não desfilem no próximo domingo. O presidente da ASSTBM, Aparício Santellano, lamenta o fato inédito: “Não temos motivos pra comemorar com salários atrasados e passando necessidades como estamos, não há clima para festejar” reclamou.
    Com o boicote ao desfile, protestam também pelo congelamento dos salários e pela não nomeação de 650 aprovados em concursos da Polícia Civil, e de 2.500 homens da Brigada Militar.

  • Tutti Giorni reabre hoje

    O bar Tutti Giorni reabre as portas hoje, a partir das 18h. Fechado há um ano, o tradicional ponto de encontro dos cartunistas volta à escadaria da avenida Borges de Medeiros, a poucos metros do ponto onde funcionou por mais de 20 anos. O novo endereço, no número 710, teve de ser reformado. O proprietário, Ernani Marchioretto, o Nani, afirma que ainda faltam alguns detalhes, mas que o bar já está em condições de atender cerca de 80 pessoas.
    A reabertura acontece sem grande alarde ou programação especial, para evitar aglomeração na parte externa. Inicialmente, o Tutti vai abrir de segunda a sexta para o almoço, à noite o bar deve funcionar nas terças, quintas e sextas, a partir das 18h.
    Os dois pontos onde o Tutti funcionou, na escadaria da Borges e no Largo dos Açorianos, ficaram conhecidos pelo movimento que se formava no entorno do bar, principalmente nas terças-feiras. No novo endereço, Nani quer evitar problemas com os vizinhos. “Estou pensando em atender só dentro do bar. Eu tenho medo porque se junta duas, três mil pessoas na frente da problema. Aqui é uma zona residencial, tenho que respeitar as regras do condomínio.”

  • Brasil terá rede internacional de boas práticas na gestão da água

    Carlos Matsubara*
    A Agência Nacional de Águas (ANA) e o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) formalizaram um acordo para criar uma Rede Internacional de boas práticas de gestão dos recursos hídricos.
    A proposta foi assinada ao final do “Encontro de experiências pioneiras e inovadoras de iniciativas sociais na gestão da água”, que reuniu representantes de 18 países de 15 a 17 de outubro em Foz do Iguaçu, (PR).
    Principal articuladora da rede, a usina hidrelétrica de Itaipu Binacional, por meio do Programa Cultivando Água Boa,  irá apoiar o governo brasileiro a tirá-la do papel. “O objetivo da rede é muito mais de articulação e de compartilhamento. Inicialmente, pretende-se identificar as iniciativas que já existem e potencializar o seu alcance. Não queremos criar mais um organismo que vai sobrepor responsabilidades”, explicou o diretor de Coordenação da Itaipu, Nelton Friedrich.
    Segundo ele, os detalhes de como se dará o apoio do Brasil à rede ainda serão definidos pelas instituições presentes no encontro ao longo dos próximos meses.  Organizado pela ONU Água, o encontro em Foz do Iguaçu reuniu ganhadores do prêmio Water for Life, que reconhece as melhores práticas de gestão da água no mundo. Nestes quatro dias, organizações de todos os continentes apresentaram suas soluções para o enfrentamento de problemas relacionados à escassez de água e às mudanças climáticas.
    Projetos fortalecidos
    De acordo com Josefina Maestu, diretora do programa Década Internacional para a Ação: “Água, fonte de vida” (2005-2015), das Nações Unidas, o evento foi uma oportunidade para fortalecer as iniciativas premiadas, que muitas vezes se encontram isoladas. “São projetos que têm em comum o fato de serem práticas participativas, de engajamento social”, afirmou Josefina. “Agora em rede, essas práticas fomentam novos projetos-piloto em outras localidades. É um projeto ambicioso, mas absolutamente necessário”, concluiu.
    O representante da África do Sul, Mandla Malakoana, afirmou estar extremamente satisfeito com os resultados do encontro inédito que reuniu as melhores práticas de gestão da água do mundo. O Programa de Sensibilização e Participação Comunitária nos Temas de Água e Saneamento em eThekwin, na província de Durban, África do Sul, representado por ele, venceu Water for Life em 2015, categoria dois.
    “Levarei para meu país o entusiasmo renovado de trabalhar para que as questões da água sejam de domínio público, e não uma commodity. É importante que cada pessoa, cada família, saiba como pode contribuir para uma gestão mais sustentável dos recursos hídricos”, disse.
    Para Blanca Jiménez Cisneros, vice-presidente da ONU Água (mecanismo de coordenação do tema água dentro das 30 organizações que compõem o sistema da Organização das Nações Unidas), a rede que está sendo criada terá como princípio facilitar a participação das pessoas de várias formas, como indivíduos, instituições, ONGs.
    “É importante que as pessoas tenham conhecimento sobre a problemática global da água, mas é somente se elas assumirem responsabilidades e atuarem localmente é que esses problemas serão tratados”, disse Blanca. “Se tomarmos, por exemplo, a questão das mudanças climáticas, aqueles que estão provocando os desequilíbrios não são os mesmos que estão sofrendo as consequências. Então, é preciso identificar e envolver os responsáveis”, completou.
    Perguntada sobre como, então, é possível envolver as pessoas, que muitas vezes esperam uma solução por parte dos governos ou agências internacionais, a vice-presidente da ONU Água respondeu que os comunicadores e meios de comunicação tem um papel fundamental nesse processo. “As pessoas que criam esses bons projetos de gestão da água têm um enfoque técnico. Os políticos, muitas vezes, não têm credibilidade. Então, muito do trabalho da rede será focado na comunicação das boas práticas.”
    Cultivando Água Boa
    Anfitriã do evento, a Itaipu Binacional integra a rede com o programa Cultivando Água Boa, executado com parceiros em 29 municípios da Bacia do Rio Paraná Parte 3, um território de aproximadamente um milhão de habitantes e 800 mil hectares de área. O CAB recebeu o prêmio Water for Life em 2015.
    Para o diretor-geral brasileiro da empresa, Jorge Samek, a união dessas iniciativas premiadas deverá fortalecê-las e fomentar novos projetos em todo o mundo. “A sustentabilidade é um caminho sem volta. Cada vez mais, temos que o planeta é um só e não tem back-up. E a água é um tema transversal a quase todos os temas ligados à sustentabilidade, pois é um elemento básico de sustentação da vida e está relacionado ao abastecimento das cidades, à produção de alimentos e à geração de energia”, afirmou.
    *Enviado a convite da Itaipu Binacional
     

  • Postos do SUS no Oeste Paranaense já receitam remédios à base de plantas

    Carlos Matsubara*
    Vinte e cinco postos de saúde do Sistema Único de Saúde (SUS) dos municípios de Foz do Iguaçu, Pato Bragado e Toledo, no oeste do Paraná, já estão receitando e fornecendo medicamentos à base de plantas medicinais.
    As plantas orgânicas são produzidas no viveiro do Refúgio Biológico Bela Vista,  localizado em Foz do Iguaçu, que já forneceu cerca de 30 mil mudas de mais de 90 espécies de plantas medicinais diferentes.  Ali é feita a coleta, limpeza, beneficiamento e controle de qualidade, além da montagem de um kit com 18 tipos de plantas medicinais, que servem para o tratamento das 10 doenças mais comuns da região.

    Plantas Medicinais Ervanario
    Viveiro de plantas Medicinais

    As três cidades do oeste do Paraná são as únicas do estado que elaboraram projetos e receberam recursos do Ministério da Saúde para estimular a produção e distribuição de remédios feitos à base de plantas medicinais.
    Plantas Medicinais Ervanario
    Produtores orgânicos

    Do viveiro as mudas são distribuídas a produtores orgânicos que foram reunidos em cooperativas criadas por meio do programa Cultivando Água Boa, da Usina de Itaipu Binacional e com auxilio da prefeitura e dos Produtores Associados para Desenvolvimento de Tecnologias Sustentáveis (Sustentec).
    A agricultora e produtora de plantas medicinais, Guiomar Maria de Santana Neves aderiu há tempos a ideia. Na casa da família, toda manhã, o dia começa com uma xícara de chá de cidrozinho para todo mundo. “Ele é digestivo, calmante e é bom para dor de cabeça. Foi colhido ali da minha plantação, vem do próprio quintal”, conta ela, que também preside a Cooperativa de Produtores Orgânicos Gran Lago, em Vera Cruz do Oeste.
    “A maior dificuldade, no início, foi que eu não tinha irrigação, e foi na época da seca em que era o sol muito quente. Eu tive que irrigar com o baldinho, irrigava de manhã e de tarde, até pegar”, revela a agricultora.
    O resultado de todo o trabalho da família são 200 kg de planta seca por mês. E a produção já tem destino certo: abastece quatro postos de saúde da região.
    O Brasil e as plantas medicinais
    Conforme o diretor de Coordenação e Meio Ambiente da Itaipu Binacional, Nelton Friedrich, dos medicamentos atualmente produzidos, cerca de 25% têm componentes químicos oriundos de plantas. “Nossa flora tem cerca de 120 mil espécies vegetais, de aplicações terapêuticas e  o alto custo dos medicamentos fabricados pela indústria farmacêutica, dentre outros motivos, têm aumentado o interesse das pessoas nesse tipo de terapia”, explica.
    Plantas Medicinais Ervanario
    Cerca de 25% dos medicamentos …

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    …têm componentes químicos oriundos de plantas

    A Organização Mundial da Saúde (OMS) estima que mais de 3 bilhões de pessoas em todo o mundo confiam nas “medicinas tradicionais”, onde as ervas têm grande emprego. Nesse sentido, de acordo com Friedrich, o Brasil, por sua vez, através de suas políticas públicas tem reconhecido cada vez mais a utilização de plantas medicinais na atenção à saúde, tornando a fitoterapia uma opção terapêutica oficial no SUS.
    Saiba mais sobre as espécies utilizadas e sobre o programa Cultivando Água Boa
    *Enviado a convite da Itaipu Binacional