Categoria: X.Categorias velhas

  • Clientes da ‘Lanchera’ emocionam na despedida do garçom Ildo

    Matheus Chaparini
    Pra que serve um garçom? O que é preciso para ser um bom garçom? Quando comecei a trabalhar no ramo um colega me encorajou: “fica tranquilo, qualquer um pode ser garçom”. De fato, com alguma facilidade de comunicação e um mínimo de coordenação motora, da pra quebrar um galho. Mas a tarefa de servir vai muito além de tirar o pedido e trazer a comida, principalmente se o sujeito se propõe a trabalhar em um lugar como a Lancheria.
    “Aqui, tem que ser mais que simples garçom.. Tem que trabalhar com amor, dedicação, mas acima de tudo educação”, afirma Ildo Berte, entre abraços e fotos, enquanto as pessoas vão formando uma fila na calçada e canteiro da Osvaldo Aranha para se despedirem dele.

    Ildo se emocionou com homenagens
    Ildo se emocionou com homenagens

    Aos 47 anos, trabalhando desde os 12, ele sentiu a necessidade de tirar um tempo para ficar com a esposa e o filho de 13 anos. Mas garante que não está abandonando o bairro. “Não posso largar o Bom Fim de mão, aqui é minha família também. Eu tenho que aparecer de vez em quando pra ver se essa gurizada está dando conta do recado.”
    O próximo objetivo é fazer um curso de gerenciamento de empresas, mas ele ainda não sabe se vai abrir um empreendimento próprio. “Eu tenho que pensar com calma e me preparar para, se eu for colocar algum negócio, colocar certo.”
    Cenário dos anos 90
    Alguém presente no evento comentou que parecia uma tarde domingo do Bom Fim dos anos 90.
    DSCN2579
    Cenário lembrou Anos 90

    A mobilização começou ainda na sexta-feira, quando Thiago Jucá recebeu a notícia de uma amiga e criou um evento no facebook. “Convidei só alguns amigos mais chegados. Dali a pouco eram 200 confirmados, quando eu fui dormir já tinha passado de mil. O Ildo trata todo mundo bem, é muito carismático, merece a homenagem.”
    Jucá recorda que a primeira vez em que foi atendido pelo garçom, há mais de dez anos, estava vestindo uma camiseta tricolor. “Desde então ele nunca esqueceu que sou gremista, eu chego aqui, e ele já vem falar do Grêmio”, diz.
    DSCN2540
    Thiago Jucá e Ricardo

    A ideia do churrasco foi de Ricardo de Castro Ribeiro. “Eu já conhecia o Jucá, quando eu vi o evento convidei para fazer um troço espetaculoso, uma quermesse!”. O tonel foi emprestado pelo vizinho Zé do Passaporte e as contribuições espontâneas abasteceram a churrasqueira. O assador Ricardinho, 40 anos, é frequentador da Lancheria desde os 13. É um dos clientes que ainda tem o privilégio de ter conta no caderninho e afirma que já pegou até empréstimo na Lancheria.
    Maria Luisa Belan ficou sabendo pela rede social e trouxe o filho Otto, de quatro anos, para dar um abraço e tirar uma foto. “O Ildo viu o Otto na barriga”, justificou.
    DSCN2563
    Shalom Hain emocionada na despedida

    Shalom Hain conhece o garçom desde 1998, quando ele começou a trabalhar na Lancheria. Ela se despediu chorando e com um presente: quatro cd’s do Raul Seixas que ele queria há tempo para ouvir no carro. “Ele sempre foi meu amigo, gentil, educado, bom ouvinte, melhor papo, nunca falou mal de ninguém, nunca fez fofoca. Não vai ser a mesma coisa sem o Ildo.”

  • Manifestação dos artistas toma as ruas do centro da Capital

    Palhaços, gaiteiros e malabares, ao som dos tambores, agogô, tarol e trompetes, tomaram as ruas do centro de Porto Alegre nesta sexta-feira à noite para protestar contra a intenção da Prefeitura de restringir as atividades dos artistas de rua.
    O movimento que começou no Largo Glênio Peres passou pelas ruas centrais e foi até a Loureiro da Silva, no Largo Zumbi dos Palmares, onde teve seu desfecho.
    Desde que o gabinete do vice-prefeito Sebastião Melo propôs uma série de itens para regulamentar as atividades dos artistas de rua, a classe artística se mobilizou e tem organizado atividades contra a proposta. A Prefeitura anunciou a retirada da minuta do projeto, mas as reivindicações não terminaram.
    O manifesto realizado hoje teve a participação dos movimentos Bloco da Laje, Turucutá, Áfricanamente, Levanta Favela, Maracatú Truvão.
    “Nunca um ato foi tão empolgante”
    Dos 32 anos alegrando as pessoas nas ruas de todo o Brasil, Feliciano Falcão, conhecido como “O homem do gato”, há 25 faz seu show nas ruas de Porto Alegre e no Interior. Para ele, a classe artística de rua nunca esteve tão unida e tão engajada.

    Homem do Gato
    Homem do Gato

    Insatisfeito com os atos do governo ele decidiu participar dos protestos. “ Está iniciando um novo momento da arte nas ruas, vamos fazer uma linha de frente e mostrar que somos iguais ao bolo da mamãe, que divide em partes iguais para todos, sem distinção”,  ressaltou o humorista.
    O vice-prefeito Sebastião Mello reconheceu o equívoco da minuta.: “A lei é boa, mas precisa ser aperfeiçoada. A minuta foi distribuída sem a minha anuência. Desconsiderem o texto, ele está em discussão para efeito de ponto de partida. O governo quer encontrar um consenso”, admitiu.

  • Serviços públicos parados em todo Estado a partir de segunda-feira (31)

    As entidades representativas dos servidores públicos decidiram parar mais uma vez as atividades em todos o Estado, por quatro dias, a partir de segunda-feira, dia 31. A greve unificada foi aprovada independente do parcelamento dos salários do funcionalismo.
    O principal motivo do descontentamento, segundo os dirigentes sindicais, é o Projeto de Lei Complementar 206, protocolado pelo Executivo na Assembleia Legislativa em regime de urgência. O projeto de Responsabilidade Fiscal prevê o congelamento dos salários dos servidores até que o orçamento do Estado não apresente déficit.
    Os funcionários públicos encaram o PLC 206 como uma afronta. Por isso, a presidente do CPERS, Helenir Schürer, reiterou mais de uma vez nesta semana que os servidores entrariam em greve se o Governo não retirasse o Projeto no Legislativo até esta sexta-feira, mesmo que os salários fossem pagos de forma integral.
    Diretores do Sindicato dos Servidores Públicos do Rio Grande do Sul ifnromaram que a próxima greve ganhará a adesão de mais sindicatos, principalmente ligados à área da saúde.
    Além da paralisação de quatro dias, as categorias do funcionalismo pretendem realizar uma série de ações e atos de rua até o 3 de setembro. Neste último dia, a ideia do movimento é organizar uma grande mobilização para participar da audiência pública convocada para debater o PLC 206.

    Cerca de 40 mil servidores compareceram ao Largo Glênio Peres
    Cerca de 40 mil servidores compareceram ao Largo Glênio Peres

    DSCN1978
    Dirigentes preveem greve maior, com adesão dos servidores da saúde

    No dia 4, o movimento pretende pressionar principalmente os deputados dos partidos que compõem a base do governo, para que votem contra o pacote de Sartori. Também será acompanhado na AL a votação dos projetos de ajuste fiscal encaminhados por Sartori. Os servidores prometem estar nas ruas em protesto enquanto os projetos estiverem em votação.
    “Nós queremos a clareza dos deputados sobre o que eles pretendem. Um Estado que ofereça sustentação para aquela população que mais necessita, com a presença da política pública, ou se eles querem um Estado reduzido, que é o que o governador Sartori quer, e aqueles que tiverem problemas de educação, saúde e segurança e não tiverem dinheiro terão quase zero de oferta. Esse é o debate”, disse a presidente do CPERS.

  • A Revolução Eólica (54) – Energia supera hidrelétrica e térmica na estação de ventos fortes no Nordeste

    Site 247
    Nesta época do ano, em situação normal dos reservatórios, a região Nordeste estaria gerando cerca de 6.000 MW, aproveitando cerca de 55% da capacidade total instalada na Região.
    Devido ao baixo nível dos reservatórios, entretanto, a produção tem girado em torno de 2.800 MW, o que levaria o Nordeste a uma grave crise de energia, com larga utilização de usinas térmicas e grande “importação” de energia do Norte e Sudeste, que também passa por forte seca.
    A região não está e colapso energético graças à geração de energia eólica principalmente no Rio Grande do Norte, Ceará e Bahia.  Ainda este ano haverá um forte crescimento no Piauí e Pernambuco.
    Segundo levantamento do site Energia Mapeada, feito a partir de dados da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) e Operador Nacional do Sistema (ONS), mostra que, com a temporada anual de ventos fortes que inicia neste mês e vai até janeiro, a geração de energia eólica já está superando tanto a geração das térmicas como também das hidrelétricas:
    Segundo o engenheiro Alarico Neves, que mantém o site, não será surpresa alguma se ainda este ano o Nordeste se tornar um exportador frequente de energia para o Sudeste. No mínimo a região se tornará autossuficiente pelo menos durante os próximos meses quando os ventos aumentam ainda mais e novas usinas eólicas entram em operação.
    A partir de 2016, a situação favorável se consolida com ainda mais usinas sendo ativadas e, até 2018, o Nordeste terá mais de 15.000 MW de capacidade eólica instalada. O total da Região deverá ultrapassar os 27.000 MW apenas de energia limpa – eólica, hidrelétrica e solar – apenas atrás da Região Norte.
    cms-image-000451957

  • CPI do HSBC deve ser prorrogada para ouvir autor das denúncias do swissleaks

    A CPI do HSBC no Senado pode ser prorrogada diante da confirmação do especialista em informática Hervé Falciani em colaborar com a comissão. Falciani revelou dados do escândalo conhecido como swissleaks.
    “A prorrogação é fundamental porque até o dia 19 de setembro – prazo final da CPI – nós não vamos ter condições de materializar o que definimos e ajustamos aqui hoje com o senhor Falciani. Vamos ter que assinar um termo, um acordo com ele”, disse o relator da comissão, senador Ricardo Ferraço (PMDB-ES), que quer a prorrogação por pelo menos 90 dias.
    O modo como vai ser feito a cooperação será definido nos próximos dias com os advogados do ex-funcionário do banco. Com a lista dos correntistas do banco, ele pretende descobrir com o Banco Central e a Receita se os valores foram declarados no Brasil.
    Falciani denunciou fraudes fiscais envolvendo a filial do Banco HSBC na Suíça. A quantia chegaria a US$ 100 bilhões. Deste total, cerca de US$ 7 bilhões teriam sido movimentados por brasileiros. O presidente da CPI, senador Paulo Rocha (PT-PA), tomou a iniciativa de convidar Falciani a colaborar com a comissão.
    ” Precisamos ter acesso à fonte de dados para que possamos aprofundar as investigações. Manter dinheiro em contas no exterior não é crime pela legislação brasileira, a menos que a quantia não seja declarada”, afirmou Rocha.
    Para o senador Randolfe Rodrigues a colaboração de Falciani é importante para as investigações:  O depoimento dele dá novo fôlego à CPI. O senhor Falciani deixará rubro de vergonha o Brasil se nós não dermos sequência a isso. Só não se investiga se não quiser ou se alguns acharem que têm algo a esconder”, disparou Randolfe.
    O pedido de realização da audiência à distância foi aprovado em julho, após o governo da França recusar formalmente o pedido da CPI para ter acesso aos dados do swissleaks. As informações foram enviadas pelo governo francês ao Ministério da Justiça e à Procuradoria-Geral da República, mas o acervo não pode ser compartilhado com a comissão sem a concordância das autoridades daquele país.O requerimento de prorrogação deve ser votado em reunião marcada para quarta-feira (2) da próxima semana.

  • Governo retira pedido de urgência para projeto de extinção da FZB

    O governo do Estado divulgou ao cair da tarde desta quinta-feira, 27, que retirou o pedido de urgência no Legislativo gaúcho em relação ao projeto de lei (PL) 300/2015, que prevê a extinção da Fundação Zoobotânica do Rio Grande do Sul.
    Para a secretária do Ambiente e Desenvolvimento Sustentável, Ana Pellini, a possibilidade de ampliar a avaliação do PL oportunizará uma revisão mais profunda do sistema, incluindo outras estruturas vinculadas ao meio ambiente que hoje carecem de recursos humanos, tecnologia e agilidade nos serviços.
    O chefe da Casa Civil, Márcio Biolchi, explicou que o esforço do governo tem sido para tornar a gestão mais moderna e eficiente, sem deixar, no entanto, de transigir em assuntos que suscitem dúvidas ou que possam receber novas contribuições.
    “Atendemos ao pedido dos deputados para que o tema possa ser aperfeiçoado pelas áreas ambiental, técnica e política do governo, sempre buscando alternativas que contribuam para o desenvolvimento do meio ambiente e de todo o Estado”, disse.
    Com informações de Angela Bortolotto, da Assessoria de Comunicação da Casa Civil

  • Zelotes: Suspeitos de favorecer RBS silenciam na CPI do CARF

    Com informações da Agência Brasil
    Dois dos quatro convocados para depor hoje pela manhã na Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI), que investiga denúncias de irregularidades no Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf), apresentaram justificativas e não compareceram à comissão. Os outros dois optaram por não responder às perguntas dos membros da CPI.
    Entre eles, estão o ex-presidente do CARF, Edson Pereira Rodrigues, e o ex- conselheiro, José Ricardo da Silva, que conforme processo do Ministério Público Federal seriam os principais intermediários para favorecer o Grupo Rede Brasil Sul de Comunicações (RBS). Os outros dois são Jorge Vitor Rodrigues, ex-conselheiro do CARF, e Alexandre Paes dos Santos, sócio da empresa Davos.
    A Operação Zelotes aponta que o ex-presidente Edson Rodrigues era um dos consultores nos processos e nos esquemas de facilitações da empresas. Zé Ricardo é advogado, sócio da SGR Consultoria Empresarial e do escritório de advocacia JR Advogados, e teria sido contratado da própria RBS.
    A ação de Zé Ricardo como consultor /advogado era essencial para livrar empresas de autuações multimilionárias, segundo a Operação Zelotes. O Ministério Público Federal e a Polícia Federal investigam a filial da Rede Globo em um esquema que envolveria mais de R$ 600 milhões.
    A convocação do presidente da empresa de comunicação, Eduardo Sirotsky Melzer, já foi apreciada no dia 23 de julho pelos membros da comissão, mas ainda não está definido quando ele será chamado a depor.
    O presidente da CPI, senador Ataídes Oliveira (PSDB-TO) criticou o silêncio. “Lamentavelmente, essa seção de hoje é a caracterizada pelo silêncio dos culpados”. Os quatro convocados são ex-conselheiros do órgão e estavam amparados por habeas corpus concedidos pelo Supremo Tribunal Federal (STF).
    Ex-presidente e conselheiro do CARF por dez anos, Edson Pereira Rodrigues, apresentou à CPI um atestado médico e não depôs ao colegiado. Já Alexandre Paes dos Santos, ex-conselheiro do Carf e sócio da empresa Davos Energia Ltda, investigada pela Operação Zelotes da Polícia Federal, informou ao colegiado que está fora do país.
    Convocado pela segunda vez pela CPI, Jorge Victor Rodrigues, ex-conselheiro, criticou os trabalhos da comissão e da Polícia Federal na Zelotes. “Fiquei muito surpreso com a minha reconvocação. Não vi nenhum fato novo que justificasse. Estão sendo imputados a mim crimes dos quais não fui nem denunciado ainda”, disse Rodrigues. Ele propôs que a CPI enviasse as perguntas para que ele tomasse conhecimento e, depois disso, poderia falar à CPI em sessão reservada. A proposta não foi aceita pelo colegiado.
    O economista, advogado tributarista e ex-conselheiro do Carf, José Ricardo da Silva, também fez críticas à comissão, dizendo que não teve acesso às informações do processo. Ele se dispôs a colaborar com a CPI depois que seus advogados tiverem acesso a todas as informações do inquérito decorrente da Operação Zelotes e da CPI.
    Após fazer várias perguntas e não obter respostas do ex-conselheiro, a relatora da CPI, senadora Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM), criticou a postura do depoente. “O senhor está querendo fazer dessa CPI palco para sua defesa, mas não quer responder nada”, disse.
    A dificuldade para obter respostas das pessoas convocadas provocou um debate entre o presidente da CPI, Ataídes Oliveira, e o líder do PSDB e suplente da comissão, Cássio Cunha Lima (PB). O senador paraibano criticou a forma como Oliveira pressionou um dos convocados. Já o presidente da CPI rebateu, dizendo que apesar dos habeas corpus do STF os membros do colegiado têm direito de inquirir os convocados.
    Tem sido frequente na CPI os convocados comparecerem à comissão e ficarem calados. Na semana passada, por exemplo, os quatro depoentes, amparados por habeas corpus do STF, não responderam às perguntas dos senadores.
    Esquema
    O Carf, órgão do Ministério da Fazenda, é a última instância administrativa de recursos relativos a processos abertos pela Receita Federal. O conselho tem competência até mesmo para anular multas tributárias aplicadas a empresas.
    Desde março, a Polícia Federal, por meio da Operação Zelotes, apura esquema criminoso em que conselheiros e ex-conselheiros do Carf passavam informações privilegiadas para escritórios de consultoria. Esses escritórios, muitos dos quais tinham os próprios conselheiros como acionistas, procuravam empresas multadas pela Receita Federal e, mediante pagamento de propina, prometiam manipular o andamento de processos e controlar o resultado dos julgamentos de recursos.
    Com isso, as empresas deixavam de pagar impostos e multas tributárias. A investigação já comprovou prejuízos de R$ 6 bilhões aos cofres públicos, mas auditores envolvidos na operação acreditam que a fraude pode ultrapassar R$ 19 bilhões.

  • Artistas de rua pressionam Prefeitura por liberdade de atuação

    Matheus Chaparini 
    “Sebastião Melo, fica na tua, não vem querer melar a lei do artista de rua”, dizia o refrão puxado por integrantes da Cambada de Teatro Levanta Favela e cantado pelas cerca de 300 pessoas que lotaram o Teatro Renascença ontem à noite na audiência pública sobre a Lei dos Artistas de Rua, de Porto Alegre.
    A ausência do vice-prefeito da Capital foi muito criticada pelos artistas, afinal partiu de seu gabinete a minuta de Decreto de Lei que gerou a mobilização.
    A audiência, conduzida pelo secretário-adjunto de Cultura Vinicius Cauro durou quase quatro horas. Os artistas encaminharam propostas e ao final, ficou decidido que um grupo formado pelas entidades representativas dos artistas, além da Prefeitura, Sindilojas, Federasul e associações de moradores, vai definir um calendário de atividades para que em 30 dias se tenha uma proposição em relação à Lei do Artista de Rua.
    Uma possibilidade é criar um grupo maior com representantes de cada segmento da arte para discutir um modelo de regulamentação. Mas alguns presentes defenderam até mesmo que a lei basta e não há a necessidade de regulamentá-la
    DSCN2256
    Novo debate  
    A posição da Prefeitura é que a minuta de decreto seja desconsiderada. “A minuta não existe, foi defenestrada. Vamos começar do marco zero”, afirmou o secretário-adjunto.
    O coordenador geral da Associação dos Músicos da Cidade Baixa (AssoMCB), Ricardo Bordin ponderou: “A minuta está descartada, o que não está descartado é o modelo de cidade desta gestão atual.”
    Os pontos mais contestados da minuta foram com relação ao uso de instrumentos percussivos e amplificação e à necessidade de autorização para as apresentações. O presidente do Sindicato dos Artistas e Técnicos em Espetáculos e Diversões (SATED/RS) Fábio Cunha defendeu a importância de ampliar o debate para criar uma lei estadual dos artistas de rua.
    A vereadora Fernanda Melchiona recordou o contexto em que foi criada a Lei do Artista. “Nós tivemos artistas presos em Porto Alegre. O Oigalê foi reprimido no Parque Germania; o Levanta Favela, na Esquina Democrática. Foram vários casos de repressão que levaram à criação desta lei, para garantir o direito do artista.”
    Em relação à lei atual foi sugerida uma alteração sobre a possibilidade de comercialização dos materiais, o texto fala em “contribuição espontânea”, impedindo que o artista coloque preço em um produto. “Nós temos um custo pra produzir um cd e pagamos imposto sobre isso”, afirmou Cida Pimentel, produtora do Conjunto Bluegrass Portoalegrense.
    DSCN2312
    Mobilização histórica dos artistas
    Ao fim do encontro, Feliciano Falcão, mais conhecido como Homem do Gato comemorou a mobilização: “Eu tenho 25 anos de rua em Porto Alegre e nós estamos vivendo aqui uma noite histórica.”
    A vice-coordenadora da AssoMCB considerou que a união de todos os segmentos de artistas da cidade foi o melhor resultado da audiência. “De uma coisa que era pra ser ruim, acabou saindo um caldo bom que foi a união e o fortalecimento da classe”
    O contramestre Guto, da escola de capoeira Africanamente, definiu que o momento é de estar ‘crente e vigilante’. “Ao mesmo tempo em que essa minuta caiu por terra, esse espírito de querer privatizar a cidade e cercear cada vez mais a liberdade de expressão se mantém. Precisamos nos manter unidos.”
    Na próxima sexta-feira, acontece uma manifestação na esquina democrática. A concentração começa às 16h30 e às 18h30 parte um cortejo até o Largo Zumbi dos Palmares.

  • Ambientalistas manifestam preocupação à Procuradoria da República

    Representantes da APEDEMA/RS – Assembleia Permanente de Entidades em Defesa do Meio Ambiente do RS, do Movimento Gaúcho em Defesa  do  Meio  Ambiente – Mogdema, do Instituto Gaúcho de Estudos Ambientais, InGá, da Associação Gaúcha de Proteção ao Ambiente Natural, Agapan, e o Núcleo de Ecojornalistas do RS, reuniram-se ontem (25) na sede do MPF em Porto Alegre, com a procuradora do Núcleo Criminal Especializado, procuradora da República Patrícia Núñez Weber.
    O grupo manifestou à procuradora as preocupações devido à fragilização dos órgãos de proteção ambiental do Estado. Em resposta, a procuradora vai solicitar uma reunião conjunta com o coordenador do Núcleo Ambiental da Procuradoria, Dr. Nilo Camargo. No documento entregue, os ambientalistas relatam que “técnicos concursados na área ambiental estão sendo alijados dos processos de decisão técnica protetiva”, referentes ao licenciamento, em favor da participação de outros agentes políticos ou econômicos na gestão ambiental.
    Os ambientalistas também buscavam informações sobre o andamento das duas ações penais (5088545-61.2014.4.04.7100 e 5090946-33.2014.4.04.7100) decorrentes do inquérito da Polícia Federal referente a Operação Concutare. Segundo a Dra. Patrícia, após as duas denúncias feitas à 7ª Vara Federal da Subseção Judiciária de Porto Alegre ao final de 2014, cujo resultado foi o afastamento dos cargos e a demissão dos acusados bem como o bloqueio dos seus bens e patrimônio, a fase atual do processo é de inquirição das testemunhas. Uma terceira denúncia deve ser feita, mas os detalhes não foram divulgados.
    Acompanhar as ações penais por aqui.
    Ler também:
    http://pr-rs.jusbrasil.com.br/noticias/154575653/mpf-rs-oferece-a-primeira-denuncia-da-operacao-concutare
    http://pr-rs.jusbrasil.com.br/noticias/156726294/mpf-rs-denuncia-mais-nove-pessoas-e-quatro-empresas-na-operacao-concutare
    Fonte: Jornalista Eliege Fante/EcoAgência de Notícias – Texto: Imprensa Agapan com colaboração da EcoAgência

  • Projeto que restabelece Zona Rural em Porto Alegre apresenta falhas, segundo relator

    Uma comissão especial de vereadores apresentou ontem na Câmara Municipal o relatório que avaliou a possibilidade de restabelecimento da zona rural de Porto Alegre. A proposta é do Executivo municipal.
    Uma nova lei permitirá que produtores rurais, já existentes na cidade, tenham acesso mais fácil ao crédito para agricultor e que produtores de granjas e chiqueiros obtenham a licença ambiental. O relatório é fruto de 90 dias de trabalho, desde que a comissão foi instaurada.
    Segundo o relator, o vereador Engenheiro Comassetto (PT) há muitas falhas no projeto:  “Não podemos assumir as responsabilidades do Executivo. Depois dessa pesquisa verificamos que existem muitas leis que não são cumpridas. O desafio é dar o alicerce com bom senso, legalidade e acordo político para que possamos construir emendas e acordo com o governo”, declarou.
    O relatório aponta que muitas propriedades produtivas foram cortadas ao meio pelo zoneamento proposto e que a comissão entende que deveriam estar incluídas integralmente.
    “De acordo com o Plano Diretor de Desenvolvimento Urbano Ambiental (PDDUA), existe produção primária em todo o município; no zoneamento proposto como Zona Rural estão menos de 50% do total de produtores do município; portanto o conceito do Plano Diretor de área de produção primária continua existindo. Outro item é que o projeto não apresenta o relatório do impacto financeiro que a transferência tributária acarreta, nem as medidas de compensação tributária conforme a Lei de Responsabilidade Fiscal”, disse o relator.
    Comasseto apresentou uma série de itens para que o projeto vá à plenário, entre os quais destacou : 1) excluir do zoneamento rural proposto e todos os núcleos urbanos existentes, prioritariamente Chapéu do Sol, Francisca, Lami, Solaris, Lageado , Boa Vista, Muro Branco, Jesuíno , Beco Seco ,Parada 21, Araçá Extrema, Jardim Floresta, Sapolândia, Taquara, e Parque São Paulo. (aproximadamente 35 a 50 mil pessoas vivem ali segundo apresentação do relator.); 2) definir uma faixa ao longo das vias estruturadoras para manter as indústrias existentes, possibilitar a regularização de outras e propiciar a instalação de novas indústrias na região; 3) retirar do gravame da zona rural as áreas de interesse institucional existentes – estações de tratamento Belém e Lami e área da Fase, entre outras; 4) retirar do gravame da zona rural todos os outros projetos de lei já aprovados para a região: Boa Vista, Lageado, Jardim Floresta, Extrema e ocupação da Fase no Chapéu do Sol; 5) dado que vários projetos com finalidade urbanística estão tramitando na prefeitura, esta deve decidir se tais projetos terão continuidade ou não – no caso de terem continuidade, as áreas correspondentes deverão ser excluídas da zona rural proposta; 6) estão em tramitação na Câmara Municipal dois projetos de zoneamento distintos, o PLCE 007/2014 (da zona rural) e o PLCL 005/2015 (do Arado) – qual dos dois vale?; 7) incluir no zoneamento todas propriedades produtivas.
    O parlamentar argumenta que somente com essas correções, feitas pelo Executivo, é possível que o projeto seja votado e estuda uma emenda caso isso não aconteça. “É melhor corrigirmos isso antes de aprovarmos do que aprovar e depois termos que corrigir isso” afirmou.
    Órgãos dos poderes executivos municipal e estadual, associações e entidades de produtores rurais, moradores e vereadores que compõem a comissão, presentes na reunião, manifestaram-se a favor das conclusões apresentadas. Para o vereador e presidente da Comissão, Cassio Trogildo (PTB), o relatório não será empecilho para ser votado em plenário: “O projeto precisa ser aprovado mesmo sem essas correções”, defende.
    Uma reunião interna ainda será feita para encaminhar o relatório final.  A comissão pode mandar uma emenda que estabeleça que o próprio Executivo refaça essas alterações dentro de um prazo ainda não estipulado.