Quem passa pela Redenção, próximo ao viaduto da João Pessoa, percebe a falta de um monumento. A estátua batizada de Menino da Cornucópia, localizada no Chafariz do Roseiral, está passando por restauração.
Segundo a administração do parque, a peça foi encontrada boiando na fonte há dua semanas, após ser derrubada por vândalos. A administração recolheu e encaminhou para a Secretaria Municipal de Cultura.

Em 2002, o monumento já havia sido recolhido para ser restaurado e só foi devolvido ao parque dez anos depois.
A peça de ferro fundido representa Tritão, deus grego mensageiro das profundezas marinhas, ainda menino. Produzida provavelmente na França, no século XIX, a obra ocupou primeiramente a Praça Parobé. No começo do século XX foi transferida para o Parque Farroupilha.
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Monumento na Redenção volta a ser restaurado
Peça foi retirada para reformas / Matheus Chaparini -
Sindicato orienta professores grevistas a assinarem livro ponto
Horas depois de emitir uma orientação ao núcleos regionais para que os professores grevistas assinassem um livro ponto paralelo e não permanecessem nas escolas, a direção geral do Sindicato dos Professores do Estado – CPERS – encontrou uma resolução do Supremo Tribunal Federal (STF), de 2012, que proíbe o corte do ponto de servidores públicos que aderirem a paralisações.
“Baseado nessa resolução do STF, estamos publicando agora uma nova orientação aos professores, para que assinem o livro ponto oficial, pois o desconto de salário é ilegal e, caso o governo insista, vamos recorrer à Justiça”, afirmou nesta tarde a presidente da entidade, Helenir Schürer. -
Artistas criticam restrição a manifestações de rua em Porto Alegre
A Associação dos Músicos da Cidade Baixa (AssoMCB) lançou nota de repúdio contra a proposta da Prefeitura que regulamenta as manifestações culturais de artistas em locais públicos. “A Prefeitura está agindo de forma arbitrária, retirando direitos garantidos na lei maior…” diz parte da nota.
Uma minuta do Decreto Municipal lei 11.586, de 5 de março de 2014, restringe as atividades dos artistas de rua em Porto Alegre. O texto proíbe os artistas de venderem seus materiais livremente, o que só poderia ser feito através de um alvará de comércio ambulante. Além disso, fica vedado o uso de instrumentos de percussão e amplificadores no Centro Histórico e nos parques e praças da cidade.
O texto foi enviado à Câmara Municipal pelo vice-prefeito Sebastião Melo, e discutido em reunião aberta da Comissão de Educação, Cultura, Esporte e Juventude da Câmara Municipal (CECE) na terça-feira.
A vice-coordenadora da AssoMCB, Patrícia Mello, advertiu para a contradição entre o artigo 14º, que diz que a manifestações independem de autorização prévia, e o 4º, que exige que o artista comunique previamente o Executivo e tenha em mãos a resposta dessa comunicação. “A prefeitura diz que não, mas é sim uma autorização mascarada. É uma licença prévia que está ferindo direitos constitucionais. O artista tem que andar com a resposta deles, como se fosse uma carta de alforria.”
Para Hamilton Leite, artista da Cooperativa de Artistas Teatrais Oigalê, o decreto representa um retrocesso em relação à lei vigente. “Nós ficamos dois anos discutindo uma lei entre artistas, vereadores e prefeitura. Agora o Executivo faz um decreto escondido e tenta impor. Nós queremos dialogar”, defende.
A vereadora Fernanda Melchiona (PSOL) oficializou o pedido de criação de um Grupo de Trabalho. “Um decreto não pode ferir o princípio de uma lei, isso é inconstitucional. Nós queremos que essa regulamentação seja discutida com a sociedade.” -
O escandaloso abafamento da Operação Zelotes
Henrique FontanA
Deputado Federal (PT) *
Ao contrário da Lava Jato, Judiciário evita prisões e até escutas, na “investigação” sobre grande caso de sonegação que envolve a nata da aristocracia financeira
A corregedora nacional de Justiça, Nancy Andrighi, determinou que o juiz Ricardo Augusto Soares Leite, titular da 10ª Vara Federal de Brasília, preste esclarecimentos até 18 de agosto sobre sua conduta no processo da Operação Zelotes, dedicada à apuração de um dos maiores esquemas de sonegação fiscal da história do Brasil. Leite também foi afastado do caso e substituído pela juíza Marianne Borré.
A ministra acolheu uma representação do deputado Paulo Pimenta, do PT, relator de uma subcomissão da Câmara destinada a acompanhar as investigações.
Criticado pelo Ministério Público Federal por prejudicar a apuração dos fatos, Leite negou os pedidos de prisão temporária de 26 investigados e indeferiu a prorrogação do monitoramento dos e-mails e das escutas telefônicas. Além disso, o magistrado determinou o sigilo das investigações para evitar, segundo ele, a “desnecessária exposição da intimidade” dos acusados.
De acordo com a Polícia Federal, uma quadrilha atuava no Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf), órgão ligado ao Ministério da Fazenda, para reverter ou anular multas de forma ilícita.
Segundos as investigações da PF e do MPF, as empresas compravam votos de conselheiros do Carf. O prejuízo é estimado em 6 bilhões de reais, mas são investigados 74 processos no valor de 19 bilhões de reais em dívidas. Entre as empresas investigadas estão a RBS, maior afiliada da Rede Globo, Ford, Mitsubishi, BR Foods, Camargo Corrêa, Gerdau, TIM, Bradesco, Santander, Safra, entre diversos outras.
Como a revista Carta Capital mostrou em abril, foi uma ação envolvendo o Bradesco que acendeu o alerta vermelho, em 2014, dentro da Polícia Federal, sobre a existência do esquema. Os investigadores comprovaram uma série de suspeitas sobre a quadrilha de venda de decisões, mas não conseguiram todas as provas que vislumbravam contra o Bradesco pois o juiz Ricardo Leite mandou cessar interceptações telefônicas que citavam, entre outros, o próprio presidente do banco, Luiz Carlos Trabuco.
* Publicado na revista Carta Capital
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São José inaugura primeiro Jardim Botânico na Grande Florianópolis
A prefeitura de São José inaugurou esta semana o primeiro Jardim Botânico da Grande Florianópolis, espaço de 160 mil m² de mata atlântica preservada, no bairro Potecas.
Reconhecido pelo Ministério do Meio Ambiente e integrante do Sistema Nacional de Jardins Botânicos (SNJB), o equipamento é um importante instrumento de estudo e preservação de espécies nativas da flora brasileira.
O Jardim Botânico tem uma área central onde abriga sede administrativa, anfiteatro para eventos de educação ambiental, trilhas ecológicas, estufa com vegetação nativa e um herbário, uma coleção científica composta por amostra de plantas secas, semelhante a um museu de espécies.
Agora, São José está entre as 25 cidades brasileiras que podem utilizar este equipamento oficial para pesquisar, recuperar e proteger o patrimônio florestal. O Jardim Botânico Municipal de São José (JBMSJ) fica na Rua Acelino Pereira, Quadra 22 – Potecas. -
Anos 80 voltam ao Ocidente
Documentário que resgata o Bom Fim daquela época terá pré-estreia com festa
Amanhã, 20 de agosto, entra em cartaz no Santander Cultural o documentário que o diretor Boca Migotto, “Filme sobre um Bom Fim”.
A pré-estréia, hoje, no bar Ocidente, está com ingressos esgotados. Após, festa com ingressos a R$ 25,00, conforme a lotação. O “Filme sobre um Bom Fim” aborda as agitações dos anos da contracultura e as mudanças ocorridas no bairro até os dias atuais.
A festa será com discotecagem de Natalia Guasso, produtora e pesquisadora das músicas que compõem a trilha sonora do filme, do montador Drégus de Oliveira, da diretora musical Paola Oliveira, do DJ Rafa Ferreti, entre outros.
DJjs convidados que vão trazer um pouco dos anos 1980 de volta à pista do Ocidente.
As vendas no dia estão sujeitas à lotação do espaço, com ingressos custando R$ 25,00.
“Filme Sobre um Bom Fim” foi um dos competidores deste ano do Festival “É Tudo Verdade”, e será exibido no Festival de Gramado, dentro da Mostra Gaúcha de Longas-metragens.
O documentário retrata o movimento jovem ocorrido em Porto Alegre nos anos 1980, mais especificamente no tradicional bairro Bom Fim, então epicentro de uma transformação cultural, revivendo os momentos áureos dessa transição que deu voz e vez a uma juventude inflamada de conceitos e opiniões, com muita vontade de dizer a que veio.

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Eletrosul e Telebras levam internet banda larga ao Extremo Sul gaúcho
Inaugurada em Santa Vitória do Palmar (RS) a estrutura de transmissão de dados por meio de fibra óptica para fornecimento de internet banda larga à região. Com conexão à rede realizada pela Telebras, o link que a Eletrosul forneceu ao município tem capacidade de 200 megabits por segundo (Mbps), o que irá modernizar a gestão administrativa e ampliar o acesso aos serviços públicos.
O fornecimento de banda larga ao município ocorre a partir da implantação do Complexo Eólico Campos Neutrais, localizado nos municípios de Santa Vitória do Palmar e Chuí – o que exigiu a instalação de rede de telecomunicações para atendimento operacional às unidades. Os empreendimentos de transmissão, construídos pela Transmissora Sul Litorânea Energia (TSLE) e pela Transmissora Sul Brasileira de Energia (TSBE), contemplam mais de 500 quilômetros de linhas, por onde trafega o sistema de comunicação óptica de alta capacidade (DWDM) da Eletrosul, com 80 gigabits por segundo (Gbps).

Mapa ilustra a estrutura de fibra óptica na região
A capacidade excedente desse sistema de telecomunicação, implantado com apoio das empresas Eólicas do Sul e Eólicas Hermenegildo, foi o que possibilitou o atendimento à demanda do município por uma internet de alta velocidade, disponível em prédios administrativos e praças públicas, para que os moradores possam usufruir. “Essa integração irá impulsionar o desenvolvimento socioeconômico da região e, consequentemente, a qualidade de vida da população”, acredita o diretor de Operação da Eletrosul, Antonio Waldir Vittori. Para o presidente da Telebras, Jorge Bittar, a internet banda larga poderá ser utilizada como “um instrumento para promoção social, revolucionando a educação e o atendimento à comunidade”.
A rede da Eletrosul permitirá, ainda, o transporte de dados até o município de Gravataí, na Região Metropolitana de Porto Alegre, onde a Telebras vai fornecer conexão por banda larga à prefeitura da cidade. -
Magistério já soma um ano e meio em greve
Com a decisão dos professores estaduais agora de manhã, reunidos em Assembleia Geral no Gigantinho, de paralisar as atividades por três dias, até sexta-feira, as greves dos Cpers já somam um ano e meio.
Desde 1973, quando foi criado o Centro dos Professores do Estado do Rio Grande do Sul, unificando os educadores primários com os do ensino médio, o sindicato realizou 15 greves que totalizaram 521 dias paralisados.
Só nos quatro anos do governo de Pedro Simon, de 1987 a 1990, os professores pararam por 205 dias, quase sete meses sem aulas. A maior greve ocorreu em 1987, quando os colégios estaduais ficaram 96 dias sem presença de alunos.

Greve dos professores em 1987: a maior da história

Simon enfrentou 205 dias de paralisações
HISTÓRICO DAS GREVES DO CPERS/SINDICATO
1979 Tempo de Greve: 13 dias
Conquistas: nomeação de 20 mil concursados e 70% de aumento salarial, parcelados.
1980 Tempo de Greve: 21 dias
Conquistas: percentuais de reajustes salariais; abono de regência estendido à categoria; 2,5 salários mínimos, a partir de janeiro de 1982; 25% do orçamento do Estado para a educação; e participação no Conselho Estadual de Educação.
1982 Tempo de Greve: 3 dias Conquistas: categoria resiste e não permite intervenção do então governador Amaral de Souza no CPERS e cumprimento do acordo feito em 1980.
1985 Tempo de Greve: 60 dias
Conquistas: 2,5 salários mínimos escalonados; 13º salário; 35% da receita dos impostos para a educação, com pelo menos 10% para o plano trimestral de conservação e construção de escolas; e eleição de diretores de escola.
1987 Tempo de Greve: 96 dias
Conquistas: garantia do plano de carreira; não discriminação dos aposentados; e garantia de emprego aos contratados até a promulgação da Constituição Federal que prevê a estabilidade a estes professores.
1988 Tempo de Greve: 9 dias
Conquistas: unidocência; 95% de reajuste, sendo 70% em outubro e 26% em dezembro; aceleração da regularização do pagamento do difícil acesso; cronograma de regularização das promoções; e redução do período de reajustes da trimestralidade para bimestralidade.
1989 Tempo de Greve: 42 dias
Conquistas: 54% de reajuste, sendo 25% em maio, 15% em julho e 10% em outubro, não cumulativos; publicação e pagamento das alterações de níveis; nomeação de três mil professores; e agilização do pagamento da unidocência.
1990 Tempo de Greve: 58 dias
Conquistas: 105,42% de aumento salarial; garantia da reposição da inflação de maio, junho e julho; e revisão salarial em agosto.
1991 Tempo de Greve: 74 dias
Conquistas: 191,61% de aumento salarial; retirada da proposta de abono; ano letivo não começou conforme o calendário do governo; e intensificação da mobilização da comunidade em defesa do ensino.
1997 Tempo de Greve: 14 dias
Conquistas: retomada das greves do magistério com ampla participação da categoria e com o apoio da comunidade.
2000 Tempo de Greve: 32 dias
Conquistas: 14,9% de reajuste parcelado; reajuste de 20% no vale-refeição; fim da sobreposição de níveis; criação de comissão para discutir a inclusão dos funcionários de escola no quadro da Secretaria da Educação e elaboração de um plano de carreira para os funcionários de escola; retomada dos debates acerca do plano de carreira; e governo compromete-se a não aumentar a contribuição para o IPE e à aposentadoria.
2004 Tempo de Greve: 29 dias
Conquistas: garantia do IPE público; garantia da condição de dependência para cônjuges ou companheiros.
2006 Tempo de Greve: 37 dias
Conquistas: reajuste de 8,57%, parcelado em cinco vezes; promoção de professores referentes a 2001 e compromisso de garantir a promoção de funcionários de escola de 1999; atualização dos repasses para as escolas; e suspensão dos contratos de gestão e do processo de municipalização da educação.
2008 Tempo de Greve: 15 dias
Conquistas: retirada do regime de urgência de projeto que criava um rebaixado piso salarial estadual do magistério; e o compromisso da Assembleia Legislativa de não votar durante o recesso escolar nenhum projeto que retirasse direitos da categoria.
2009 Tempo de Greve: 6 dias
Conquistas: manutenção dos planos de carreira da categoria e de outras importantes e históricas conquistas dos educadores da rede estadual de ensino.
2011 Tempo de Greve: 15 dias
Conquistas: A categoria aprovou uma campanha permanente de denúncia do governo Tarso, que descumpre a lei do piso, tenta implementar políticas que atacam a educação pública e os direitos dos educadores e não cumpre o compromisso de criar, com uma lei estadual, o piso para os funcionários de escola.
