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  • Protestos contra extinção da FZB tem piquenique, debates e audiência pública

    Hoje tem o Piquenique Contra a Extinção da Fundação Zoobotânica do RS, que será realizado no Jardim Botânico, das 13h às 17h. Durante o evento, a associada mirim da Agapan, Giordanna Bastos da Motta, de 9 anos, vai tocar teclado.
    Na segunda-feira (17), às 9h, está programado Ato pela retirada do PL 300/2015, que extingue a FZB, em frente à Secretaria Estadual de Meio Ambiente (Borges de Medeiros, 260). Nesse mesmo dia, o Agapan Debate Especial acontece às 18h30, no Semapi (Rua Lima e Silva, 280). Participam o engenheiro agrônomo e presidente da Agapan, Leonardo Melgarejo, o biólogo e professor Paulo Brack (Ufrgs), a bióloga Andréia Carneiro (FZB) e o agrônomo Alexandre Krob (Instituto Curicaca).
    Na quinta-feira (20), às 9h, na Assembleia Legislativa, tem Audiência Pública sobre a extinção da FZB. “O objetivo é promover um amplo debate público com a sociedade sobre a importância da FZB para a gestão ambiental e proteção da biodiversidade do Estado”, destaca o deputado Altemir Tortelli, proponente da audiência e integrante da Frente Parlamentar em Defesa dos Parques Públicos e Estaduais e do Zoológico, além da Comissão de Agricultura.
    Dois abaixo-assinados de apoio à manutenção e ao fortalecimento da FZB podem ser assinados através da Petição Pública e do Avaaz.

  • Conferência na Câmara debate políticas públicas para mulheres

    Segundo dia de debates hoje na Câmara Municipal de Porto Alegre  da VI Conferência Municipal das Políticas Públicas para as Mulheres. A temática “Mais Direitos, Participação e Poder para as Mulheres,” visa buscar e traçar estratégias para que as políticas públicas de igualdade para as mulheres sejam efetivas na Capital.
    Quatro eixos centrais de debates temáticos abordam a contribuição dos conselhos e dos movimentos das mulheres feministas; os avanços e desafios das estruturas institucionais no âmbito municipal; o sistema político com participação das mulheres visando ao poder e à igualdade e a proposição do sistema nacional de políticas para as mulheres (fundo financeiro).
    A presidente da Procuradoria da Mulher na Câmara, Sofia Cavedon (PT) ressalta a importância do evento: “Vamos através da conferencia dar espaço para que as novas forma de violência contra a mulher, que hoje são de certa forma invisíveis, como a leis trabalhistas para terceirizadas, seja exposto.”
    A vereadora destaca que a mudança de cultura que hoje é categorizada pelo machismo precisa ser pautada e através do uso das politicas públicas seja mudado esse quadro. “é preciso através de educação e disponibilização de saúde, todos os recursos possíveis ter essa conscientização” afirma.
     

  • Carrefour recebe multa de R$ 5 milhões por irregularidades

    A Justiça do Rio Grande do Sul condenou a rede Carrefour ao pagamento de R$ 5 milhões de indenização por danos morais coletivos pela precariedade na higiene e conservação de produtos alimentícios. A denúncia foi feita por uma cidadã da Capital e desencadeou vistorias da Equipe de Vigilância de Alimentos da Coordenadoria Geral de Vigilância em Saúde nas unidades do hipermercado dos bairros Partenon e Passo D’Areia. As ações de fiscalização foram iniciadas em 2013.
    Além da multa, o juiz que decretou a sentença também determinou a proibição do supermercado expor para venda, manter em depósito ou comercializar produtos impróprios ao consumo, em especial com prazos de validade vencidos ou sem data de fabricação e/ou validade, em todas as suas lojas. Também devem ser obedecidas normas de vigilância sanitária impostas pelos órgãos competentes e suas legislações pertinentes, em especial no que se refere à higiene e estruturas dos seus estabelecimentos. A empresa poderá recorrer à decisão judicial.
    Conforme o juiz, as provas produzidas são robustas e demonstram que o supermercado foi autuado, reiteradas vezes, devido às más condições de higiene e comercialização de produtos vencidos no estabelecimento. No total, foram feitas 21 vistorias descrevendo as irregularidades. Foi constatado que o supermercado revalida prazo de validade dos produtos e armazena alimentos de forma irregular em depósito. Foram observadas, por exemplo, caixas de leite pegando sol, além de falhas estruturais como problemas de infiltração, presença de pragas, mofo e bolores no local onde ficam os alimentos.
    Também foi constatada a presença de cristais de gelo em produtos congelados, inclusive no setor de pescados, o que significa que foram descongelados e congelados novamente. Outra irregularidade grave apontada pelos técnicos foram os alimentos contendo maionese em temperaturas acima do permitido, como pizzas, queijos e lanches. Conforme os laudos técnicos, esses produtos deveriam estar armazenados a uma temperatura de cinco graus, mas estavam resfriados a 15 graus.
    A sentença condena o hipermercado ao pagamento de indenização por danos morais coletivos no valor de R$ 5 milhões, corrigidos pelo IGP-M e acrescidos de juros de 1% ao mês, a contar dessa decisão, datada de 5 de agosto. O valor será revertido ao Fundo de Reconstituição de Bens Lesados.

  • Fórum consolida relação do RS com Coreia do Sul em Tecnologia da Informação

    Sergio Lagranha
    O 5º Fórum Brasil Coreia em Ciência, Tecnologia e Inovação, realizado pela Universidade do Vale do Sinos(Unisinos), chegou ao seu final nesta sexta-feira, 14, alcançando seus objetivos, conforme o coordenador e professor do programa de pós-graduação em Computação Aplicada da Unisinos, Rodrigo Righi. “O Fórum Brasil Coreia faz parte da estratégia da Unisinos em tornar-se uma instituição global de pesquisa que observa padrões internacionais de excelência visando à promoção do desenvolvimento regional.”
    Segundo o coordenador do Programa de Pós-Graduação em Computação Aplicada (Pipca) da Unisinos, Cristiano André da Costa, o Fórum é de extrema importância para cada vez mais aproximar o Brasil, que busca desenvolver semicondutores, da Coreia do Sul, que possui grandes empresas na área de Tecnologia da informação (TI). “É uma forma de conciliar especialidades complementares”, acrescenta.
    O foco na saúde do 5º Fórum foi ainda mais significativo, conforme Costa, porque a TI passou a transformar a forma como o paciente é tratado ao aperfeiçoar e antecipar os diagnósticos dos médicos, proporcionando um atendimento mais rápido nas emergências, reduzindo custos.
    O Fórum é um evento institucional da Escola Politécnica Unisinos, que foi lançada em outubro de 2012, durante o 2º Fórum Brasil-Coreia, com objetivo de reunir cursos e projetos de várias áreas, integrar ensino, pesquisa aplicada e extensão.  O decano da Escola Politécnica Unisinos, Carlos Moraes, explica que, desde o início do Fórum, em 2011, a ideia era unir a cadeia de semicondutores com a área de TI.
    Importância da chegada da HT Micron
    O Fórum Brasil Coreia chegou a sua quinta edição com a relação entre o Rio Grande do Sul e Coreia do Sul já consolidada. O CEO do Parque Tecnológico São Leopoldo (Tecnosinos), Luiz Maldaner, ressalta que a fábrica de encapsulamento de semicondutores HT Micron (joint-venture formada pela gaúcha Parit Participações, que controla a Altus e a Teikon, e pela coreana HanaMicron), a maior sala limpa da América do Sul, está a pleno, operando em larga escala, contribuindo para a pesquisa da Unisinos. “Além disso, também o Instituto de pesquisa em Semicondutores da Unisinos e o mestrado nessa área são uma realidade.”
    Ele salienta, ainda, que o Tecnosinos sedimentou uma parceria com parques tecnológicos coreanos, em especial com o DedeokInnopolis, em Daejeon, com o qual mantém um programa anual de intercâmbio de informações e de treinamento de pessoas.
    Para atrair investidores o governo federal criou o incentivo fiscal Padis – Programa de Apoio ao Desenvolvimento Tecnológico da Indústria de Semicondutores, que estimulou a instalação no Tecnosinos da HT Micron. A chegada da HT Micron foi um dos fatores que impulsionou a discussão voltada para a temática dentro da universidade. A cadeia de semicondutores tem se mostrado estratégica para o desenvolvimento do Brasil e o fato da Coreia do Sul ser referência na área estimulou a parceria entre as universidades coreanas e a Unisinos.
    Em outubro de 2013 foi realizada a entrega, pela Unisinos à HT Micron, do prédio da fábrica de semicondutores, construído junto à universidade. Em março de 2014 aconteceu a abertura comercial. Outras empresas estão em fase de definição para entrar no Tecnosinos também nessa área de semicondutores. Em razão disso, a Unisinos sentiu a necessidade de formar massa crítica. Para intensificar a atuação nessa área foi criado o mestrado em Engenharia Elétrica, onde uma das linhas de pesquisa é em manufatura eletrônica e encapsulamento, além da criação de cursos de graduação como as Engenharias Eletrônica, de Materiais e Química. E para complementar as parcerias com universidades estrangeiras, como as coreanas Hongik, SKKU, Kaist e a empresa Hana Micron e também nos Estados Unidos, com um dos mais importantes institutos de tecnologia, Georgia Tech.
    Para alinhar esse conceito com pesquisa, inovação e tecnologia, a universidade criou os Institutos Tecnológicos, preparados para prestar serviços técnicos e dar suporte para empresas e organizações em suas atividades de pesquisa. Os itts dividem-se em cinco: ittFuse, itt Chip, ittFossil, ittNutrifor e itt Performance.
    Estruturados com equipamentos de alta tecnologia, os institutos tecnológicos são amparados pelo NITT Unisinos – Núcleo de Inovação e Transferência de Tecnologia – e atuam como parceiros de empresas e organizações, contribuindo para a competitividade e sustentabilidade do estado e do país.
    Internet do futuro
    A abordagem da NovaGênesis para uma Internet do futuro, explorando os benefícios na área da saúde, foi o tema da palestra do professor adjunto do Instituto Nacional de Telecomunicações (Inatel), um centro de excelência em ensino e pesquisa na área de Engenharia, de Minas Gerais, Antonio Alberti, mestre e PhD pela Unicamp e por um ano pesquisador visitante no ETRI, na Coreia do Sul. Hoje, Alberti é arquiteto chefe do projeto de Tecnologias de Comunicação e Informação (ICT) Convergente NovaGenesis.

    Antônio Alberti
    Antônio Alberti

    Em sua palestra realizada durante o Fórum Brasil Coreia explicou que a Internet do Futuro envolve projetos que procuram repensar a arquitetura da Internet, como seria se fosse feita nos dias atuais. Toda essa tecnologia já está influenciando fortemente a área da saúde. A ciência médica e a engenharia tecnológica estão cada vez mais integradas. Alberti ressalta que existirão mais processos automáticos, sem tanta interferência das pessoas e cada vez mais inteligência artificial.
    Segundo ele, no futuro a convergência homem-máquina será ainda mais estreita, quando o paciente terá redes de dispositivos no próprio corpo, trabalhando de forma coordenada para monitorar a saúde ou mesmo combater uma doença. Com a telemetria, que permite a medição e comunicação de informações, o médico saberá online se o paciente precisa de complexo B, por exemplo. Tudo isso, envolverá cuidados com a segurança da informação.
    Tem novidades, conforme Alberti, que são para cinco anos e outras de mais longo prazo. Alguns cenários para 2030, 2040 mostram a maior convergência homem-máquina, um organismo cibernético, ciborgue. “Neste ponto nos aproximamos da ficção científica, mas muito dela está se tornando realidade. Parte da biologia combinada com tecnologias computacionais como, por exemplo, implantes com órgãos artificiais que terão nós de computação que irão monitorar a interação com a biologia. Máquinas muito pequenas conectadas em rede que poderão monitorar ou manter funcionando um órgão com problema. Enfim, toda a relação entre computação e biologia.”
    No futuro será possível fazer uma terapia genética, que visa suplementar com elos funcionais aqueles com problemas, e monitorar o resultado. Para esses casos serão utilizados nós de computação micrométricos. No longo prazo, Alberti acredita que vamos misturar as novas tecnologias no próprio corpo.
    Entre os exemplos, exoesqueleto robótico que permite os movimentos de uma pessoa lesionada, órgãos artificiais, softwares biológicos, máquinas andando na corrente sanguínea.  A pessoa passará a ser parte máquina, com a tecnologia no interior do corpo. O paciente poderá ter um agente inteligente que irá acompanhar todo o funcionamento do sistema artificial, que estará monitorando o real. Ele vai cruzar as informações como se fosse tivesse um big data próprio (conjunto de softwares que fazem análises complexas a partir de grandes bases eletrônicas de dados) que avisará a necessidade da marcação de uma consulta médica.
    A NovaGenesis é uma nova arquitetura de Internet a partir do zero. A sua denominação foi escolhida porque essa Internet será tão diferente da atual que pode ser visto como um novo começo digital. O projeto tem vários parceiros, e a Unisinos é um deles. Tem um grupo de pessoas no mundo trabalhando nesta nova arquitetura de informações que integra ingredientes de Internet do Futuro como Internet das Coisas, redes cognitivas e inteligência artificial. A proposta é encontrar uma tecnologia mais flexível e segura, que resolva os problemas e responda aos desafios da web contemporânea.
    Monitoramento global de saúde
    Outro palestrante do Fórum Brasil Coreia, o indiano Dhananjay Singh, presidente da Divisão Global de Tecnologia da Informação e professor assistente no Departamento de Engenharia Eletrônica da Universidade Hankuk de Estudos Estrangeiros, de Seul. Sua palestra foi sobre “Monitoramento Global de Saúde”.
    Dhananjay Singh
    Dhananjay Singh

    Para ele, existem diversos cenários práticos, como os sinais vitais das pessoas, quando utilizam computação vestível – onde gadgets estão diretamente conectados com usuário -, acompanhando seus dados em tempo real. Existem também hospitais inteligentes, onde é possível integrar com a Internet das Coisas e também carros inteligentes que podem ser equipados. Em caso de acidentes o hospital está conectado com câmaras possibilitando a telemedicina. “Tudo isso precisa de uma infraestrutura forte de monitoramento, foco da minha palestra”, explicou.
    Ele citou outro tipo de monitoramento de pessoas idosas. Essas pessoas podem morar em casas inteligentes com diversos sensores que acompanham qualquer problema, como um tombo, batimentos cardíacos. Todos esses dão serão enviados em tempo real para o médico ou determinado hospital que automaticamente poderá enviar uma ambulância atender o idoso. “ A ideia é de integração e monitoramento”, disse Singh.
    Para isso, as pessoas deverão usar sensores biomédicos, como pulseiras, que enviarão uma quantidade de dados, entre eles os sinais vitais e temperatura. A questão é como passar esses dados via Internet. Singh afirma que existe uma tecnologia da Internet das Coisas chamada 6 LoWPAN que é utilizada na casa do paciente para pegar os dados dos sensores e envia-los através de um modem, tanto para uma Internet tradicional, como para uma mais moderna, chamada versão 6. De posse desses dados, o médico pode decidir pela internação imediata do paciente, ou agendar uma consulta.
    No aspecto global, Singh olha os cenários de integração de escritórios, escolas, casas e hospitais inteligentes. Tudo isso será conectado através de uma tecnologia chamada Content-Centric Networking (CCN), ou redes centradas no conteúdo. “Deveremos retirar a Internet que conhecemos hoje baseada em TCP e IP, protocolos de comunicação em rede, e pensar numa nova arquitetura de rede através do CCN e da computação em nuvem, que conseguirá monitorar todos esses ambientes em tempo real.
    Singh acredita que o Monitoramento Global de Saúde é muito importante principalmente em países pobres em relação a desastres. Ele cita o exemplo do Nepal, onde este ano um terremoto matou mais de 3,7 mil pessoas e deixou dezenas de milhares sem comida, água ou abrigo. “Várias pessoas poderiam ser notificadas de suas localizações, ou seja, um monitoramento global para acha-las. Para isso, o Monitoramente Global precisa ser utilizado por governos.”

  • Extinção da Fepps traz prejuízos a serviços e pesquisas em saúde

    Matheus Chaparini 
    Cerca de 100 funcionários da Fundação Estadual de Produção e Pesquisa em Saúde (Feeps) fizeram uma manifestação em frente à sede da entidade, na Ipiranga, ao meio dia desta sexta-feira. Com cartazes, apitos e buzinas, eles protestavam contra a proposta de extinção da fundação apresentada na semana passada pelo Governo do Estado, e o argumento de que o Estado irá economizar com a extinção da instituição.
    O quadro da Fepps é formado por 541 servidores, sendo 316 de carreira, cedidos pela Secretaria de Saúde. Os demais são cargos de confiança e contratos emergenciais. Em 20 anos de funcionamento, nunca havia sido realizado um concurso específico para a Fepps. No ano passado, foi chamado um concurso, as provas objetivas foram realizadas, mas o processo parou na fase de julgamento de títulos.

    Anelise Schaurich, do CDCT
    Anelise Schaurich, do CDCT

    “Tem muita gente aqui que ficou em primeiro ou segundo lugar nas provas e o concurso está embargado”, lamenta Anelise Schaurich, funcionária de carreira no Centro de Desenvolvimento Cientifico e Tecnológico (CDCT).
    O projeto do governo estadual propõe a extinção de 1.114 cargos, que constam no planos de cargos e salários da entidade, porém ela afirma que estes cargos nunca foram ocupados. “Isso não existe. As pessoas que trabalham aqui são concursadas pela secretaria. Estes cargos só existem no papel. Com a extinção, a economia de fato seria de em torno de R$ 180 mil por mês, dos CC’s e contratos emergenciais”, afirma Anelise.
    A diretora-técnica da Fepps, Silvia Spalding, ressalta que a saúde pública não é para dar lucro. “Nós temos questões que são de Estado. Nós damos garantia ao sangue que a população precisa, isso é segurança nacional. Também supervisionamos a qualidade dos medicamentos que são consumidos.”
    A diretora critica o caráter emergencial do projeto, que impede um estudo mais aprofundado. “Eu não sou contra nem a favor, eu sou contra situações postas sem embasamento.” Silvia defende que seja feita uma reestruturação da fundação, para torná-la mais enxuta.
    O orçamento da Fepps para 2015 é de R$ 51,7 milhões, dos quais R$ 17 milhões são recursos obtidos pela própria fundação. Uma das formas de captação de recursos são os testes de paternidade e maternidade. São realizados 400 exames mensalmente, de forma gratuita para a população.  Os custos são cobertos por valores repassados pelo Tribunal de Justiça do RS ou pelo Ministério Público do RS. O valor de cada exame é bem abaixo  do valor cobrado por instituições privada.
    Também presta serviços em saúde pública como o Hemocentro, diagnóstico de tuberculose, HIV e hepatites, orientação 24h para acidentes tóxicos, controle da qualidade da água e dos alimentos. Recentemente, colaborou na identificação das adulterações do episódio que ficou conhecido como “Fraude do Leite”.
    Área de pesquisas deve ser a mais afetada
    Juliana Ferraz é funcionária em contrato emergencial e trabalha no Laboratório Central (Lacen). Ela estima que o setor mais prejudicado seja o CDCT, onde está concentrada a maior parte dos contratados em regime emergencial. “São eles que levam adiante os testes de paternidade e a pesquisa científica. A população não pode esquecer que se hoje existe vacina e medicamentos é porque houve muito tempo de pesquisa”, explica Juliana.
    O Centro desenvolve parcerias com diversas universidades e instituições de pesquisa do Brasil e do exterior, como a Fundação Oswaldo Cruz, Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Universidade de São Paulo (USP), Universidade da Califórnia (EUA), Universidade de Zaragoza (ESP), entre outras. Além disso, o CDCT está desenvolvendo, através de parcerias, três kits de diagnóstico rápido em tuberculose, tuberculose resistente e hepatite. Os kits já estão com patente requerida.
    Bióloga Rúbia Medeiros, pesquisadora na Fepps
    Bióloga Rúbia Medeiros, pesquisadora na Fepps

    São cerca de 60 estudantes que dependem da estrutura da Fepps para desenvolver seus trabalhos. São pesquisadores sem vínculo direto com a fundação mas que também terão prejuízos se ela for extinta. É o caso da doutoranda em Biologia Rubia Medeiros, que estuda há dez anos na Fepps. “Fui bolsista de iniciação científica, fiz meu mestrado e agora estou concluindo meu doutorado aqui.” Ela integra um grupo que desenvolve pesquisas sobre Aids e HIV.
    A FePps
    Sede na Ipiranga
    Sede da Fundação fica na Ipiranga

    A Fepps foi criada em dezembro de 1994, através da Lei 10.349, pelo então governador Alceu Collares.
    A fundação conta com cinco departamentos técnicos:
    Laboratório Central do Estado (IPB-Lacen), criado em 1902, realiza 5 mil exames de tuberculose por ano.
    Laboratório Farmacêutico do RS (LAFERGS), está fora de operação, porém há um projeto desde o início do ano na Assembleia para transformá-lo em empresa pública.
    Hemocentro do Estado do RS (HEMORGS), coleta, processa, qualifica e distribui sangue, hemocomponentes e hemoderivados (através de sua Clínica de Hematologia) para cerca de 40 hospitais conveniados e pacientes hemofílicos, em todo o estado.
    Centro de Informação Toxicológica (CIT/RS), presta assessoria e orientação frente a acidentes tóxicos, em caráter de emergência e em regime de plantão permanente (24 horas/dia)
    Centro de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CDCT), atua em linhas de pesquisa no campo das ciências biológicas e de saúde. São pesquisas em biotecnologia, com ênfase para novos métodos de diagnósticos de doenças infecciosas como tuberculose, hepatites, meningites e AIDS.

  • Faltam só R$ 5 mil para cobrir custos de reconstrução do Odomodê

    O valor arrecadado para o ponto de cultura Afro Sul Odomodê já soma R$13.219. Faltam R$ 5 mil para cobrir todos os custos da obra. As doações podem ser feitas até o dia 18, pelo site do projeto Catarse. Também são aceitas doações de materiais e equipamentos.
    A reconstrução do ponto de cultura está sendo viabilizada pelo projeto de financiamento coletivo.
    O local sofreu danos no temporal do dia 19 de julho. Quase todo telhado teve de ser trocado, além do piso e das instalações elétricas.
    O músico Paulo Romeu, da coordenação do espaço, conta que o momento de reforma está sendo aproveitado para a realização de algumas melhorias que o espaço já necessitava.
    “Como nós tivemos que mexer na estrutura, aproveitamos para mexer no salão. Estamos ampliando o palco, a cabine de som também vai ser mudada de local e a gente planeja em breve construir uma nova sala para guardar os instrumentos. Tem um pessoal vindo ajudar, estamos fazendo mutirões aos sábados.”

  • Exposição "Porto Alegre Invisível" abre nesta sexta no Café Fon Fon

    O fotógrafo Ricardo Stricher apresenta a partir desta sexta-feira, 14,  no Café Fon Fon, a exposição “Porto Alegre Invisível”.
    Durante a abertura, a música fica por conta de Betty Krieger (Piano) e Luizinho Santos (Sax e flauta).
    A Exposição, que reúne 16 fotografias de livro homônimo, fica no Café Fon Fon (R. Vieira de Castro, 22 – Farroupilha) até o dia 14 de outubro.

    Viaduto da Borges
    Viaduto da Borges

    Apoio: Café Fon Fon e Sindicato dos Bancários de Porto Alegre e Região (SindBancários Porto Alegre)
    Montagem: Zeze Carneiro

  • Projeto Rio Limpo quer ampliar ações de preservação do Rio Gravataí

    O presidente da Associação de Preservação da Natureza do Vale do Gravataí (APN-VG), geólogo Sérgio Cardoso, divulgou hoje (13) a tarde na Câmara Municipal de Porto Alegre as ações do Projeto Rio Limpo, que trabalha na conscientização e educação de estudantes da rede pública municipal e estadual para preservação da Bacia Hidrográfica do Rio Gravataí.
    A ideia da ONG é ampliar o número de alunos até o fim do ano e duplicar o alcance no ano que vem. “ Queremos educar pelo menos mais 5 mil alunos esse ano e mais 15 mil em 2016, de todas as escolas municipais e estaduais dos municípios que compõe a a bacia hidrográfica do Gravataí”, explicou.
    O projeto conta com incentivo da Petrobras e, desde que iniciou, no ano passado, as ações já atingiram 10 mil alunos. Peças teatrais, musicais e palestras, além de uma maquete que reforçam a importância de uma política de recursos hídricos e de saneamento adequada para o meio ambiente.
    “Não temos condições de levar a comunidade e as entidades até nosso espaço, por isso vamos ao encontro deles”, disse Sérgio. “Estamos construindo um barco, que, no segundo semestre deste ano, estará concluído. Assim, os visitantes estarão o mais próximo possível do nosso rio.” A equipe que realiza o projeto é formada por 6 pessoas.
    A bacia do Gravataí passa por 8 municípios: Santo Antonio da Patrulha, Glorinha, Gravataí, Cachoeirinha, Canoas, Porto Alegre, Alvorada e Viamão.

  • Legislativo gaúcho cria órgão para combater discriminação das mulheres

    A deputada estadual Stela Farias (PT) assumiu ontem à noite a Procuradoria Especial da Mulher, da Assembleia Legislativa do RS. O objetivo do órgão é integrar a casa aos demais organismos que trabalham para a redução da desigualdade de gênero.
    A Procuradoria recebe e encaminha denúncias de violência e discriminação e acompanha a execução de programas municipais, estaduais e federais. Os trabalhos foram iniciados em 24 de junho com a participação de sete das nove deputadas estaduais.
    Para a parlamentar, a iniciativa coloca o Legislativo gaúcho como protagonista institucional nas questões de gênero na sociedade. “Nós vamos trabalhar para restabelecer os Centros de Referências da Mulher, que foram desativados, e o Telefone Lilás, que já atendeu 8 mil mulheres e hoje não funciona mais”, afirmou a procuradora.
    Ela citou também alguns dados que demonstram a desigualdade de gênero. No Rio Grande do Sul, as mulheres são a maioria da população, ainda assim, das 55 vagas da Assembleia, apenas 9 são ocupadas por deputadas mulheres.
    O Rio Grande do Sul é o quarto estado a implantar um órgão desse tipo. As Assembleias Legislativas de São Paulo, Ceará e Pará já contam com Procuradorias da Mulher. Em Santa Catarina e Tocantins tramitam projetos neste sentido.