O médico veterinário José Reck, coordenador do PPG em Saúde Animal, do Instituto de Pesquisas Veterinárias Desidério Finamor (IPVDF), acompanhado de colegas agrônomos, veterinários e técnicos da FEPAGRO entregaram hoje aos deputados da Comissão de Agricultura, da Assembleia Legislativa RS, uma Carta Aberta à sociedade gaúcha sobre a EXTINÇÃO DA FZB: O IMPACTO PARA A AGROPECUÁRIA GAÚCHA:
Eis a íntegra da Carta:
Os pesquisadores da Fundação Estadual de Pesquisa Agropecuária (FEPAGRO), órgão de referência no apoio ao desenvolvimento da produção agropecuária gaúcha vem a público manifestar sua discordância com a proposta de fechamento da Fundação Zoobotânica (FZB).
Não se pretende abordar aqui o evidente prejuízo à área de conservação do meio-ambiente do RS, pois acreditamos que a compreensão de tal prejuízo é deveras óbvia a qualquer cidadão gaúcho. Queremos aqui ressaltar algo que tem passado despercebido à maioria nos últimos dias: o IMPACTO DA EXTINÇÃO DA FZB PARA A AGROPECUÁRIA GAÚCHA, visto o papel multidisciplinar e aplicado das inúmeras pesquisas conduzidas na FZB, particularmente do Museu de Ciências Naturais (MCN) em parceria com diversas instituições do mundo inteiro. Somente com a FEPAGRO, são dezenas de projetos que visam atender e integrar áreas estratégicas e necessárias ao desenvolvimento do Estado: desenvolvimento sustentável, produção agropecuária e saúde.
Para citar alguns exemplos de projetos (sem utilizar o orçamento do Governo do RS) do MCN-FZB com parceiros na área agropecuária, como a FEPAGRO, são investigados o uso de pastagens nativas, o controle de capim Anoni, impacto e controle de javalis, controle de parasitos comuns a animais de produção e silvestres, monitoramento de introdução de pragas e espécies invasoras (vegetais e parasitos), vigilância de populações de morcegos, manejo e identificação de animais peçonhentos, identificação dos riscos de transmissão de doenças entre animais e a população rural. Somente nos últimos três anos foram milhares de reais/dólares captados em agências nacionais e internacionais por instituições como o MCN-FZB, e que foram aplicados no desenvolvimento do Estado, incluindo o setor rural.
Apenas no ano passado, equipes da FZB e FEPAGRO visitaram dezenas de propriedades rurais e resultados de pesquisa desta parceria foram apresentados a centenas de agricultores de diversos municípios. Além disso, a vigilância de doenças comuns ao homem e animais domésticos e silvestres, conduzidas conjuntamente entre a FZB e a FEPAGRO, serve de base para os serviços de informação em saúde do Estado e do Brasil.
Desse modo, ressaltamos a importância estratégica da FZB não só para a preservação ambiental como também para a produção agropecuária e saúde pública do RS e temos certeza que autoridades e profissionais atuantes nestas áreas não podem ser favoráveis à extinção desta instituição.
Esperamos que o Governo do Estado reconsidere seu posicionamento e não haja na contramão de todas as tendências mundiais. O fechamento da FZB é um tapa na cara da ciência brasileira e uma demonstração de falta de visão estratégica.
Atenciosamente,
Pesquisadores da Fundação Estadual de Pesquisa Agropecuária (FEPAGRO), vinculada a Secretaria da Agricultura e Pecuária do Rio Grande do Sul.
José Reck, veterinário, PhD – FEPAGRO Saúde Animal, Eldorado do Sul, RS
Guilherme Klafke, veterinário, PhD – FEPAGRO Saúde Animal, Eldorado do Sul, RS
João Ricardo Martins, veterinário, PhD – FEPAGRO Saúde Animal, Eldorado do Sul, RS
Angélica Bertagnolli, veterinária, PhD – FEPAGRO Saúde Animal, Eldorado do Sul, RS
Rogério Rodrigues, veterinário, PhD – FEPAGRO Saúde Animal, Eldorado do Sul, RS
Laura Lopes de Almeida, veterinária, PhD – FEPAGRO Saúde Animal, Eldorado do Sul,
RS Fabiana Mayer, biomédica, PhD – FEPAGRO Saúde Animal, Eldorado do Sul, RS
Kelly Tagliari de Brito, bióloga, PhD – FEPAGRO Saúde Animal, Eldorado do Sul, RS
Maurício Gauterio Dasso, veterinário – FEPAGRO Saúde Animal, Eldorado do Sul, RS
Alexander Cenci, veterinário – FEPAGRO Saúde Animal, Eldorado do Sul, RS
Luciano Kayser, agrônomo, PhD – FEPAGRO Sede, Porto Alegre, RS
Anelise Beneduzi, bióloga, PhD – FEPAGRO Sede, Porto Alegre, RS
Andreia Rotta de Oliveira, bióloga, PhD – FEPAGRO Sede, Porto Alegre, RS
Gilson Schlindwein, biólogo, PhD – FEPAGRO Sede, Porto Alegre, RS
Larissa Bueno Ambrosini, veterinária, PhD – FEPAGRO Sede, Porto Alegre, RS
André Dabdab Abichequer, agrônomo, PhD – FEPAGRO Sede, Porto Alegre,RS
Lia Rosane Rodrigues, agrônoma, PhD – FEPAGRO Sede, Porto Alegre, RS
Maria Helena Fermino, agrônoma, PhD – FEPAGRO Sede, Porto Alegre, RS
Loana Cardoso, agrônoma, PhD – FEPAGRO Sede, Porto Alegre, RS
Bruno Brito Lisboa, agrônomo – FEPAGRO Sede, Porto Alegre, RS
Jane Maria Guaranha, agrônoma – FEPAGRO Sede, Porto Alegre, RS
Sonia Maria Lobato, agrônoma – FEPAGRO Sede, Porto Alegre, RS
João Rodolfo Guimarães Nunes, agrônomo – FEPAGRO Sede, Porto Alegre, RS
Samuel Mazzinghy Alvarenga, biólogo, PhD – FEPAGRO Sede, Porto Alegre, RS
Júlio Kuhn Da Trindade, agrônomo, PhD – FEPAGRO Forrageiras, São Gabriel, RS
Ionara Fátima Conterato, bióloga, PhD – FEPAGRO Forrageiras, São Gabriel, RS
Diego Bittencourt de David, zootecnista, PhD – FEPAGRO Forrageiras, São Gabriel, RS
Jorge Dubal Martins, zootecnista – FEPAGRO Forrageiras, São Gabriel, RS
Cleber Saldanha, engenheiro florestal, PhD – FEPAGRO Florestas, Santa Maria, RS
Rosana Matos de Morais, bióloga, PhD – FEPAGRO Florestas, Santa Maria, RS
Joseila Maldaner, bióloga, PhD – FEPAGRO Florestas, Santa Maria, RS
Gerusa Kist Steffen, agrônoma, PhD – FEPAGRO Florestas, Santa Maria, RS
Andréa da Rocha, bióloga, PhD – FEPAGRO Aquicultura e Pesca, Terra de Areia, RS
Marcia Stech, zootecnista, PhD – FEPAGRO Aquicultura e Pesca, Terra de Areia, RS
Juliano Garcia Bertoldo, biólogo, PhD – FEPAGRO Litoral Norte, Maquiné, RS
Rodrigo Favreto, agrônomo, PhD – FEPAGRO Litoral Norte, Maquiné, RS
Adilson Tonietto, agrônomo, PhD – FEPAGRO Vale do Taquari, Taquari, RS
Sidia Witter Freitas, bióloga, PhD – FEPAGRO Vale do Taquari, Taquari, RS
Amanda Junges, agrônoma, PhD – FEPAGRO Serra, Veranópolis, RS
Rafael Anzanello, agrônomo, PhD – FEPAGRO Serra, Veranópolis, RS
Daiane Lattuada, agrônoma, PhD – FEPAGRO Serra do Nordeste, Caxias do Sul, RS
Glaucia do Amaral, zootecnista, PhD – FEPAGRO Campanha, Hulha Negra, RS
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Pesquisadores da Fepagro divulgam Carta Aberta contra extinção da FZB
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MTG orienta municípios a manterem desfiles farroupilhas
Surpreendido ontem com o anúncio de uma série de coordenadorias tradicionalistas municipais sobre o cancelamento dos desfiles de cavalarianos, o presidente do Movimento Tradicionalista Gaúcho (MTG), Manoelito Savaris, disse que tem orientado os diretores de entidades a manterem a programação do 20 de Setembro.
“Não há necessidade de cancelar desfile a cavalo. Basta que as pessoas que pretendam desfilar façam o exame de mormo para anexar junto com os demais à GTA – Guia de Trânsito Animal – e apresentem aos fiscais da Secretaria. Agora, quem não fizer o exame, que fique em casa”, declara Savaris.
Sobre o custo, o presidente do MTG diz que tem laboratório em Porto Alegre que cobra 50 reais por animal. “Se as pessoas reunirem 10, 15 animais, o serviço de coleta de sangue feito por um veterinário sai mais barato. No final, vai custar uns 100 reais por animal. E o prazo de validade é de dois meses. Ou seja, já pode ser feito agora”, recomenda.
Manoelito está hoje no Chuí, fronteira com o município uruguaio de Chuy. No sábado, 15, haverá a distribuição da Chama Crioula, ato que dá início às comemorações farroupilhas. No local, estarão representadas as 30 regiões tradicionalistas do RS, que irão recepcionar a cavalgada com a chama, proveniente da Colônia de Sacramento, no Uruguai. -
5º Fórum Brasil Coreia discute a tecnologia da informação aplicada na saúde
Sergio Lagranha
A cerimônia de abertura do 5º Fórum Brasil Coreia, na noite de quarta-feira (12/8) na Unisinos, teve inovação – seu mote principal em relação à tecnologia – até no discurso. Pela primeira vez, segundo disse, o embaixador da Coreia dota Sul no Brasil, Jeong-gwan Lee, pronunciou-se em português. E o fez tão bem, ao ler suas palavras, que ao final arrancou sonoros e demorados aplausos da plateia que lotou o Anfiteatro Padre Werner, no campus da Unisinos, em São Leopoldo.
No país há cerca de três meses, Lee disse que há inúmeras áreas a serem exploradas por Brasil e Coreia, cujas capacidades são distintas e complementares. O reitor da Unisinos, padre Marcelo Fernandes de Aquino, que falou a seguir, brincou: “O embaixador fala muito melhor português do que nós falamos coreano”. O reitor defendeu a reafirmação de valores republicanos e democráticos pelo Brasil como a “grande oportunidade do momento”. Pregou o compromisso com a transparência, repulsa à corrupção e a inclusão das pessoas à vida digna.
O presidente da Korea Foundation for Advanced Studies (KFAS), Inkook Park, ressaltou a importância do avanço tecnológico na superação de problemas enfrentados pelas nações. Conforme ele, o Brasil conseguirá desenvolver-se cada vez mais de forma sustentável e terá crescente influência global.
O coordenador do 5º Fórum Brasil Coreia, professor doutor Rodrigo da Rosa Righi, destacou a presença de visitantes estrangeiros, além dos coreanos. Entre eles, representantes dos Estados Unidos, Índia e Alemanha e dos estados de Santa Catarina, Paraná, São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Espírito Santo e Roraima.
Este ano, o foco do Fórum será na cadeia de semicondutores (chips) e tecnologias da informação e da comunicação aplicadas à saúde. O campo da saúde é vasto e só no Rio Grande do Sul há uma demanda de insumos e equipamentos médicos, num montante aproximado de R$ 4 bilhões anuais, informa o CEO do Parque Tecnológico São Leopoldo (Tecnosinos), Luiz Maldaner. “Mais de 80% dessa demanda é satisfeita com produtos importados de outros estados brasileiros e do exterior. Assim, há um vasto campo para pesquisa e desenvolvimento nessa área que pode ser perfeitamente desenvolvida aqui na região. Essa é uma área nova que pode desempenhar um importante papel no sentido de tornar-se um novo polo de desenvolvimento para o Estado.” O Tecnosinos está junto ao Campus, em São Leopoldo, e sua governança se estabelece entre a Unisinos, empresas e iniciativa pública.
Painéis abordam Medical Valley e Internet do futuro
Durante o Painel 1 da primeira noite do Fórum Brasil Coreia, sobre Tecnologias Avançadas para a Saúde, o representante do Central Institute of Healthcare Engineering (ZiMT), Tobias Zobel, discorreu a respeito do Medical Valley, de Erlangen (Alemanha). Trata-se de um cluster de tecnologia para a saúde, que envolve dezenas de hospitais e cerca de 500 companhias em um raio de 15 quilômetros, empregando 45 mil profissionais.
Zobel disse ver condições reais de criar um cluster semelhante no Brasil, mais especificamente no Rio Grande do Sul, a partir da parceria com a Unisinos. O processo de internacionalização do Medical Valley também contempla Estados Unidos (Boston) e China. Entre os benefícios da iniciativa de avanço tecnológico estão a elevação da qualidade dos tratamentos médicos e a redução de custos.
A médica gaúcha radicada em São Paulo Walesca Santos apresentou a Feira Hospitalar, que lidera há 23 edições e só está atrás da Medica, de Düsseldorf, na Alemanha, em negócios com produtos, equipamentos, serviços, tecnologia para hospitais, laboratórios, farmácias etc. Na edição deste ano abrigou 1.250 expositores, 33 países e 96 mil visitantes.
O professor convidado do Programa de Pós-graduação em Saúde Coletiva da Unisinos e presidente da Comissão Científica do CISS/Hospitalar, Fabio Leite Gastal, observou que o Brasil vem fazendo a transição da economia industrial para a economia do conhecimento e que o Rio Grande do Sul, por ter alguns dos melhores hospitais do país, coloca-se em posição privilegiada quando a saúde é vista como estratégia econômica.
No Painel 2, sobre a Internet do Futuro e o Impacto nos Hospitais, Dhananjay Singh, da Hankuk University, disse que há pesquisadores trabalhando para uma nova arquitetura da rede em diferentes continentes. Prevê-se que em 2020 haverá 75 bilhões de dispositivos conectados.
Antonio Alberti, da Inatel, observou que uma corrente de pesquisadores quer avançar em cima do que se tem hoje e outra é mais afeita ao conceito de clean slate, começar de novo, com uma nova abordagem, ao qual se filia o projeto NovaGenesis, da Inatel.
Nesta quinta-feira, 13, continuam durante a tarde e à noite as palestras e painéis do 5º Fórum Brasil Coreia, no Anfiteatro Padre Werner. O Fórum é um evento institucional da Escola Politécnica Unisinos.
Integração global da Internet das coisas
Entre os palestrantes do 5º Fórum Brasil Coreia nomes como do professor Daeyoung Kim, do renomado Instituto Avançado de Ciência e Tecnologia (Kaist), a porta de entrada para tecnologia e inovação na Coreia do Sul nas últimas quatro décadas. Em sua palestra que aconteceu ontem no Anfiteatro Padre Werner, no campus da Unisinos, Kim explicou que todos os padrões da Internet das Coisas – revolução tecnológica que tem como objetivo conectar os itens usados do dia a dia à rede mundial de computadores – vão coexistir ao mesmo tempo.
Kim faz parte do braço coreano das Auto-ID Labs, as principais rede global de pesquisa de laboratórios acadêmicos no campo da Internet das Coisas. Os laboratórios compreendem sete universidades de pesquisa mais renomados do mundo localizadas em quatro continentes diferentes. A ideia é criar um EPC global como um grande padrão que vai integrar a Internet das Coisas e oferecer através de uma interface comum. Desenvolver como será a Internet das Coisas em termos de padronização de modo a expandi-la.
É uma iniciativa do GS1, uma organização neutra, sem fins lucrativos, que facilita a colaboração entre parceiros de negócio, organizações e prestadores de serviços tecnológicos, de forma a resolver desafios de negócio que alavanquem normas e garantam a visibilidade ao longo de toda a cadeia de valor. Existem braços da GS1 em mais de 70 países, inclusive no Brasil.
Um exemplo de ação do GS1 é o código de barra utilizado no varejo. Em determinado momento todo o processo foi padronizado pelo GS1. A sede do GS1 fica em Bruxelas e periodicamente os membros reúnem-se para melhorar e padronizar o que já existe.
Atualmente, o grupo de Kim trabalha na implementação do código livre chamada Oliot (Open linguage for Internet of things). O GS1 tem um padrão global e o Auto-ID Lab está implementando e oferecendo uma biblioteca para ser baixada de uma forma livre por todos prestadores ao redor do mundo. Se um grupo resolve desenvolver um aplicativo para se comunicar com a Internet das Coisas poderá baixar essa biblioteca, o Oliot, que é livre, de código aberto. Kim está implementando na Coreia do Sul o EPC global através do Auto-ID Lab. Dentro do projeto do Oliot ele trabalha para a implementação do GS1, como disponibilizar isso numa biblioteca. Integram o projeto Oliot também empresas de Tecnologia da Informação.
Fórum aproxima academia e indústria
O objetivo do Fórum Brasil Coreia de aproximar a academia da indústria tem tudo a ver com o Instituto Tecnológico de Semicondutores (itt Chip), criado em julho de 2012 pela Unisinos, mas ainda em fase de implantação com a construção de um prédio de dois pavimentos composto por área de apoio, administração, área de pesquisa (Sala Limpa) e laboratórios.
O professor do mestrado em Engenharia Elétrica da Unisinos, Willyan Hasenkamp, afirma que não tem como construir o elo entre a comunidade acadêmica e indústria sem mostrar o que existe no mundo nessa área. “Isso o Fórum proporciona e motiva as empresas interessadas.”
Ele cita como exemplo a palestra do professor da Escola de Engenharia Elétrica e da Computação, do Georgia Institute of Technology, Muhannad Bakir. A Universidade da Georgia é uma das mais importantes instituições dos Estados Unidos e 0 Instituto de Tecnologias, referência mundial na área de encapsulamento e teste de semicondutores, foco da atuação da Unisinos nesse setor. “Por isso, o Fórum Brasil Coreia provoca um círculo virtuoso”, ressalta Hasenkamp.
O objetivo do Instituto é criar um centro de referência em encapsulamento e teste de semicondutores, com formação de recursos humanos altamente qualificados e suporte tecnológico empresarial, por meio da prestação de serviços. O itt Chip tem sinergia e complementaridade ao Centro Nacional de Tecnologia Eletrônica Avançada do RS (Ceitec), criando uma cadeia estruturada da indústria de semicondutores no Rio Grande do Sul.
Segundo Hasenkanp, o leigo não tem ideia do que se pode fazer com o encapsulamento de semicondutores. “Hoje as pessoas carregam junto ao corpo cerca de 12 chips em celulares, notebooks e tablets. Além disso, eles estão presentes também nos novos produtos que possuem dispositivos eletrônicos como cafeteiras e lâmpadas LED. Com a Internet das coisas a transmissão de dados deixará tudo conectado. E o Brasil não pode ficar fora desse novo mundo.”
Quando o itt Chip funcionar plenamente, a Unisinos estará apta para prestação de serviços, desenvolvimento de pesquisa e inovação para toda a cadeia eletrônica do Estado e do País, aproximando ainda mais empresas da academia. -
Piratini, capital Farroupilha, cancela desfile de cavalarianos por doença equina
Do Mundo Piratini
Em 2015, Piratini não realizará seu tradicional desfile de cavalarianos no dia 20 de setembro. A decisão foi tomada ontem à noite, quando representantes de entidades tradicionalistas do município debateram os perigos oferecidos pelo mormo, uma doença que é altamente contagiosa para animais, principalmente cavalos, e pode atingir humanos.
Para simbolizar o desfile de cavalarianos, o vereador Sérgio Castro (PDT) propôs que fosse feito um desfile temático para que a data máxima do Estado não passasse em branco. “Estamos estudando mecanismos de não cancelar todas as atividades. Com muito diálogo e troca de ideias, encontraremos o método de fazer uma celebração a data”, discorreu Castro.
Segundo o patrão do CTG 20 de Setembro, Gilson Gomes, todas as 10 entidades presentes na audiência concordaram com a não realização do desfile. “Entramos em comum acordo, devido aos riscos do mormo. Além disso, existem penalizações muito severas caso todos os equinos não tenham a documentação e vacinas exigidas”, disse Gomes.
Significado do Desfile de Cavalarianos
Na madrugada do dia 20 de setembro de 1835, os revolucionários insatisfeitos com os tratamentos do Império rumaram de Pedras Brancas (atual município de Guaíba), em direção a Porto Alegre. Eles tomaram a capital e a partir daquele momento, eclodia a Revolução Farroupilha. -
Porto Alegre fica sem restaurante popular até outubro
A abertura do novo Restaurante Popular de Porto Alegre, com almoço a R$ 1, foi adiada para outubro.deste ano. Em janeiro, a prefeitura prometeu começar a servir almoços em julho, mas a empresa responsável pelas reformas ainda não foi definida e será contratada pelo Demhab ainda neste mês. O local na rua Santo Antônio, bairro Floresta, terá que passar por obras a partir de setembro .
O secretário dos Direitos Humanos do Município, Luciano Marcantonio, fala da dificuldade em estipular prazos: “Às vezes somente uma autorização atrasada pode travar todo andamento”.
Segundo, ele o processo foi feito muito rapidamente devido à série de exigências que o projeto, que teve seu convênio assinado em dezembro do ano passado, previa. “Fizemos a licitação para quem iria fornecer a comida e também para os equipamentos além da formulação do projeto de reforma, agora está no final, só falta a obra” afirmou.
A Mix Alimentações será a responsável por fornecer os almoços para aproximadamente 600 pessoas/dia,
O espaço será um Centro de Referencia em Segurança Alimentar e Nutricional para pessoas adultas em situação de rua, e não somente Restaurante Popular, com área de convivência, local para qualificação Profissional além de funcionar o Conselho Municipal de Segurança Alimentar.
O lugar foi aprovado pelos três membros do Comitê do Pop Rua. O custo total do projeto custará em torno de R$ 1,7 milhões, por ano, sendo R$ 900 mil para o Estado e o restante ao município, com contrato inicial por 5 anos.
Prefeitura e Estado definirão em reunião do Comitê de Politicas Públicas para pessoas de rua que serão servidas 600 almoços no Albergue da Fasc, até que as obras do Restaurante Popular sejam concluídas. -
Ações de preservação do Rio Gravataí são apresentadas nesta tarde na Câmara
Patrocinado pela Petrobras através do Programa Petrobras Socioambiental e realizado pela Associação de Preservação da Natureza Vale do Gravataí (APN-VG), o projeto de educação ambiental Rio Limpo será apresentado na Câmara Municipal de Porto Alegre nesta quinta-feira (13), a partir das 14h. O coordenador do projeto e presidente da APN-VG, geólogo Sérgio Cardoso, ocupará o espaço da Tribuna Popular para explicar os objetivos e as metas do projeto.

Geólogo Sérgio Cardoso / Foto Lucidio Gontan
As ações realizadas pelo Projeto Rio Limpo atingiram, até o momento, um total de 9.669 pessoas. Entre elas, 7.897 crianças e jovens, 735 professores, 18 integrantes de comitês de bacia, 13 lideranças comunitárias, 10 gestores ambientais e 996 pessoas da comunidade da região.
Este público foi alcançado por meio de cinco cursos de capacitação de professores, 13 palestras, 34 seminários e atividades culturais em artes visuais (11 musicais e quatro esquetes de teatro). O projeto também realizou a distribuição de materiais de educação ambiental, a exposição da maquete da bacia e de fotos, e a distribuição e o plantio de mudas de árvores frutíferas para a recomposição da mata ciliar.
“O Projeto Rio Limpo tem como missão conscientizar a população dos municípios que integram a bacia do Rio Gravataí sobre a correta destinação dos resíduos sólidos, do esgotamento sanitário e do uso racional da água.”, frisa Sérgio Cardoso. -
Sobrados da Barros Cassal darão lugar a edifício
Dois imóveis situados na rua Barros Cassal próximo à Osvaldo Aranha estão sendo demolidos. Os terrenos foram adquiridos pela Pirâmide Empreendimentos Imobiliários, que pretende construir um edifício de apartamentos no local. O projeto está tramitando na prefeitura, pois uma das casas tem a fachada tombada como patrimônio histórico.
A casa vermelha de número 784 já foi sede do Inter Vencedor, movimento político de conselheiros do Sport Club Internacional. Na casa ao lado, já funcionou um estacionamento e um frigorífico. Os dois imóveis estavam desocupados. Recentemente, a construtora Pirâmide lançou o edifício Sharm, de 11 andares, na Barros Cassal próximo à Irmão José Otão. -
Restaurante Suisse dá lugar a estacionamento no Bom Fim
Mais um imóvel demolido para dar lugar aos carros. O restaurante Suisse, na esquina da rua Santo Antonio com a Irmão José Otão está sendo demolido. Segundo os funcionários do estacionamento ao lado, o terreno foi comprado para ampliar o estabelecimento. A casa de filés funcionava desde 1998 no local.
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Dopinha recebe placa como antigo centro de tortura de Porto Alegre
Foi descerrada a placa que identifica a antiga sede do Dopinha como aparelho repressivo da ditadura militar. A cerimônia ocorreu na tarde desta quarta-feira, coordenada pelo presidente do Movimento de Justiça e Direitos Humanos, Jair Krischke. O secretário municipal de Direitos Humanos, Luciano Marcantonio, o suplente de senador Cristopher Goulart, neto do ex-presidente da República, João Goulart, e alguns ex-militares, prestigiaram o ato.
Na casa de número 600 da rua Santo Antonio funcionou o primeiro centro clandestino de tortura do cone sul. A iniciativa é parte do projeto Marcas da Memória, parceria entre o MJDH e a Prefeitura Municipal de Porto Alegre e marca o Dia Nacional dos Direitos Humanos.

Placa identifica local de tortura
O objetivo é resgatar a memória dos locais que serviram como aparelhos da repressão. Jair Krischke explica que a ideia é inspirada em um projeto semelhante, aplicado em Buenos Aires. “Tu andas por Buenos Aires ou Montevidéu e está tudo assinalado. Então nós começamos aqui também, para que as novas gerações saibam o que aconteceu neste local e para que nunca mais aconteça.”
O Dopinha funcionou de 1964 até setembro de 1966. Krischke explica que o centro era tocado por militares, policiais civis e alguns jovens civis, que trabalhavam infiltrados na Universidade. A existência do centro veio à tona, com o episódio que ficou conhecido como Caso das Mãos Amarradas. O sargento Manoel Raymundo Soares, líder contestador do golpe, foi assassinato e seu corpo foi encontrado no rio Jacuí, com as mãos atadas em agosto de 1966.
Este é o quarto local identificado pelo projeto. O antigo Quartel da Polícia do Exército, na Duque de Caxias, o colégio Paulo Gama, no Partenon, e a sede do Dops, no Palácio da Polícia.
