Categoria: X.Categorias velhas

  • Negócios criativos dão nova vida à Bento Figueiredo

    Tem algo acontecendo naquela calçada da Bento Figueiredo. Pequenos e criativos negócios, inaugurados em sequência, estão dando vida nova à rua, de apenas um quarteirão, entre a Ramiro e a Felipe Camarão.
    Lucas Bueno, gerente do Lagon Brewery & Pub sente a diferença através dos comentários dos clientes. “Tem gente dizendo que agora da pra passar o dia inteiro na Bento Figueiredo.”
    A rua hoje conta com três opções de almoço, sorveteria, casa de churros, duas lojas, duas casas de cervejas especiais e espetáculos burlescos à noite.
    Inaugurado em 2010, o Lagon trabalha com o conceito de brewery, um local que vende as cervejas que fabrica. Até não muito tempo atrás, o pub estava solitário, próximo à esquina com a Ramiro.

    Lucas Bueno, gerente do Lagom, abre às 18h
    Lucas Bueno, gerente do Lagom / Fotos Patricia Marini

    No início deste ano, ganhou a companhia da loja de cervejas Bárbaros.
    Em maio, mais um vizinho: a Vulp Bici Café, mudou-se da Miguel Tostes, para um espaço maior, ao lado do Lagon. “A gente sentiu necessidade de ter um espaço voltado para o ciclista urbano em Porto Alegre, uma espécie de um ponto de encontro”, explica Silvia Pont, sócia do bicicafé.
    A Vulp também oferece almoço vegano e disponibiliza uma oficina comunitária para quem quiser dar manutenção na sua bicicleta mediante uma contribuição espontânea.
    No Vulp, almoço vegano e manutenção de bicicletas / Fotos Patricia Marini
    No Vulp, almoço vegano e manutenção de bicicletas

    No outro extremo da quadra, próximo à Felipe Camarão, abriu em outubro do ano passado El Churrero, uma casa inspirada na tradição dos churros argentinos e uruguaios. O proprietário, Lucas Menegassi, conta que costumava comer churros em uma churreria de Punta Del Este e sentia falta de um local semelhante em Porto Alegre, onde os churros geralmente são vendidos nas carrocinhas de rua. A partir daí, Lucas, que é publicitário de formação, viajou para Argentina e Espanha, se aprimorando e criando sua própria receita de massa.
    Ao lado do El Churrero, no número 32, inaugurou na metade de julho a Von Teese. “A ideia é um lugar que pareça um cabaré dos anos 20 à la Paris, mas que também tenha um mix de outros lugares, como o chá das cinco, por exemplo”, explica Carolina Disegna, sócia.
    A Von Teese abre às 15h, como uma casa de chá. Quando a noite cai, vira um bar de coquetéis com espetáculos burlescos e diversas atrações, desde um mágico até noites de poquer.
    Também chama a atenção de quem passa uma casinha cheia de antiguidades e cacarecos cenográficos e com uma cadeira pendurada na fachada. “A placa não ficou pronta para a inauguração, então eu acabei pendurando essa cadeira, porque ela representa muito a loja”, explica Pierre Rosa, dono da Gama, “um espaço de usados e reciclados”. Pierre é produtor de cenários. “Há 20 anos faço produção de objetos pra cinema e publicidade. Agora tava na hora de ter um cenário meu, pra brincar todo dia, pra mexer, pra comprar, pra vender.”
    Objetos guardados da infância, trazidos de viagem ou adquiridos ao longo da vida, tudo ali está para negócio. A loja trabalha com compra, venda, troca e locação. Pierre conta que reformou a casa, construída em 1925, para deixá-la mais parecida com o visual original. A reforma toda foi feita em oito dias, em mais quatro a loja foi montada e no dia 20 de junho já estava aberta ao público.
    Vermelho 23 trocou a noite pelo dia
    Vermelho 23 trocou a noite pelo dia

    Houve um tempo em que o Vermelho 23, à noite, era a única atração da rua. Hoje o estabelecimento funciona apena de dia, servindo almoço. Mas com a nova movimentação noturna, os vizinhos recém- chegados já especulam que a casa volte à boemia. Jair Lussani, proprietário do Vermelho, nega.
    À tarde, as cadeiras na calçada convidam a sentar e ir ficando por ali. À noite são a música, as luzes e o movimento crescente de pessoas… Realmente, tem algo acontecendo naquele cantinho antes quieto do Bom Fim.

  • A República de Santa Cruz

    Matheus Chaparini
    A Casa do Estudante Santacruzense foi fundada em 29 de março de 1953, no número 278 da Tomaz Flores. Desde então, três gerações de jovens de Santa Cruz que iveram estudar em Porto Alegre já passaram por ali.
    Antes disso, a casa funcionava como pensionato, e já abrigava jovens que vinham do interior em busca de uma formação na capital. Um grupo de estudantes decidiu se unir e compra-la, através de um financiamento de 300 mil cruzeiros na Caixa Econômica Federal. A casa foi quitada através de diversas doações de políticos locais e órgãos públicos e para administrá-la foi fundada a União dos Estudantes Santacruzenses.
    Atualmente a casa pertence à Uesc, mas funciona de forma autônoma, apenas com recursos próprios. As tarefas são divididas e todo morador tem de assumir algum cargo administrativo, como presidência, tesouraria ou secretarias: de manutenção, comunicação, compras, limpeza. A capacidade total é para 21 pessoas, divididas em 10 quartos. Hoje são dez moradores fixos, mais três visitantes e três intercambistas – duas argentinas e uma venezuelana.
    Todo começo de semestre é aberto o processo seletivo para novos moradores, neste mês serão 10 vagas. O critério é ser estudante universitário e ser de Santa Cruz. Não precisa necessariamente ter nascido na cidade, basta comprovar que morou e estudou lá por pelo menos um ano.
    Nos últimos anos, tem sido difícil completar todas vagas com santacruzenses, então abre-se exceções para moradores de outras cidades do interior e intercambistas. “Eu acho que muita gente está ficando lá. Pelo Prouni, pelas bolsas que estão saindo na Unisc, já tem mais gente conseguindo ficar e estudar sem ter que vir pra capital”, explica Bruno Félix Segatto.
    Bruno é mestrando em História na UFRGS, vive na Cesc desde 2009 e não é natural de Santa Cruz. Nascido em Venâncio Aires, morou na cidade de 97 a 99 e de 2006 a 2009. Mais antiga na casa que ele, somente a gata Tchanga. “Quando eu me mudei pra cá ela estava morando aqui há duas semanas”, conta Bruno.
    Para ele o principal motivo pelo qual os jovens escolhem a Cesc é o contato com gente da cidade. “Como todo mundo é de Santa Cruz, muita gente já se conhece. Alguns já frequentavam a casa, outros tinham familiares que moraram aqui. Porque a casa é bem conhecida em Santa Cruz. Então ela já é uma referência pra quem vem pra cá e não sabe onde vai morar.”
    Outro fator é a boa localização, próximo aos campi Centro e Saúde da UFRGS e acessível de ônibus para o Vale e a PUC. A questão financeira também pesa na escolha. Como a casa é propriedade da União dos Estudantes de Santa Cruz, não é necessário pagar aluguel. A mensalidade de R$130 cobre as contas da casa e eventuais custos de manutenção. Fica bem mais barato que dividir o aluguel de um apartamento. Inclusive um dos critérios utilizados na seleção é a baixa renda.

    Bruno e a gata Tchanga, os moradores mais antigos da Cesc
    Bruno e a gata Tchanga, os moradores mais antigos da Cesc

    As camas penduradas no teto para aproveitar espaço
    As camas penduradas no teto para aproveitar espaço

    Fichas conservam memória
    Os arquivos ainda bem conservados guardam boa parte da história da casa. No quarto que funciona como sala de estudos há um gaveteiro de metal que guarda fichas de papel amareladas, com fotos 3×4 bem produzidas, telefones de 4 dígitos, assinaturas caligrafadas e dezenas de sobrenomes alemães. Ali encontramos diversos ex-moradores da Cesc, como um dos fundadores, o radialista e político Lauro Haggeman, falecido em maio deste ano e o ex-prefeito de Santa Cruz e secretário da casa civil do governo Yeda, José Alberto Wenzel.
    Pesquisando nos arquivos, encontramos a ficha de uma moça, raridade nos tempos antigos. “Era pouco comum gurias saírem do interior e virem estudar na capital. Não sei se chegava a ser proibido ter guria aqui na casa, a questão é que nenhuma guria ia vir morar aqui. Imagina como a família ficaria mal afamada naquela época em Santa Cruz: uma menina, morando numa casa de estudante, com um monte guri em Porto Alegre.” explica Bruno. Gisela Thecla Becker se mudou para a casa em 1955 quando veio prestar vestibular.
    Ficha de Gisela, primeira mulher na casa
    Ficha de Gisela Becker, primeira mulher na casa

    No começo de cada semestre, acontece uma festa de integração, para dar as boas vindas aos novos moradores. Johannes Kolberg, que vive na casa desde 2012, comenta que as festas já foram mais frequentes na Cesc. “Deu uma acalmada, porque teve uma vizinha que reclamou e foi estabelecido um horário de silêncio.
    A gente procura manter essa boa relação. Mas a casa já foi mais ativa em relação a festas, afinal é uma casa de estudantes, né? Hoje em dia tá todo mundo responsável, mudou o perfil do estudante.” A maioria dos moradores da casa estuda e trabalha, então acaba sobrando pouco tempo para as confraternizações. Inclusive o dono do mercadinho tem observado que o pessoal de Santa Cruz já consumiu mais cerveja em outros tempos.
    O registro mais antigo encontrado nos arquivos da Cesc é um documento de compra e venda, datado em 1919. Ao longo do tempo a casa passou por algumas mudanças, mas a estrutura é basicamente a mesma. No ano passado, um ex-morador apareceu para visitar e, percebendo a necessidade da uma reforma na rede elétrica – que era da década de 80 e já não dava conta das três geladeiras e diversos notebooks – fez uma doação. “Ele veio aqui, participou de algumas jantas conosco e doou uma quantia para ajudar na reforma”, conta Johannes.
    Causos de amor e repressão
    A Cesc também proporciona belos causos de amor, como a Shakespeariana história de Jonas Monteiro. O antigo colega de quarto de Johannes conheceu sua namorada na casa, ou melhor, em cima da casa. Na parede dos fundos tem uma escada de ferro que leva até o telhado. Jonas costumava subir e lá em cima conheceu uma moça, moradora de um dos prédios vizinhos que tem as janelas viradas para a casa. Ali em cima conheceram, apaixonaram-se e o relacionamento começou com visitas pela janela, à la Romeu e Julieta. Hoje Jonas está formado em Engenharia Mecânica e não mora mais na casa – quem se forma tem direito a morar apenas mais um semestre na Cesc. O relacionamento continua.
    Mas as paredes verdes do casarão da Tomas Flores não guardam apenas histórias de amor. Sendo uma casa de estudantes e tendo atravessado o período da ditadura militar, a Cesc já teve alguns problemas com a repressão. Um senhor que diz ter morado na casa na década de 70 reapareceu há alguns meses e compartilhou com os atuais moradores um destes episódios. Johannes conta que chegava em casa e o homem estava parado na calçada, olhando admirado.
    Ao colocar a chave no portão, foi abordado pelo saudoso visitante “Tu sabe que aqui já foi uma casa de estudante? Sabia que eu já morei nessa casa?” Convidado a entrar, o visitante proporcionou uma tarde de memórias. Conta ele que um dia voltava da aula à tarde e ao entrar pela porta notou que não havia ninguém em casa, algo incomum em um lar com tantos viventes. Foi um vizinho que deu a notícia: os milicos estiveram aí e levaram todo mundo. Tivesse chego um pouco mais cedo, quem sabe tivesse a mesma falta de sorte dos outros.

  • Entidades formam Frente Pró-Fundergs

    Matheus Chaparini
    Diversas entidades ligadas ao esporte ocuparam as galerias do Plenário da Assembleia Legislativa para pressionar os deputados a votarem contra a proposta do governo estadual que prevê a extinção da Fundação do Esporte e Lazer do RS (Fundergs). O pacote de medidas foi enviado à Assembleia em regime de urgência, devendo ser votado no prazo de 30 dias.
    Foi criada uma frente em defesa da fundação, formada por representantes da Federação Gaúcha de Judô, Federação Gaúcha de Ginástica, o Conselho Regional de Educação Física e a Associação das Federações Esportivas do Rio Grande do Sul. Alguns deputados já manifestaram apoio à frente. E uma petição pública on line foi lançada para arrecadar assinaturas da população.
    O diretor técnico da Federação Gaúcha de Judô, Luiz Bayard, ressaltou a importância da Fundergs não somente em relação ao esporte, mas também para a saúde, educação e inclusão social. “A fundação viabiliza diversos convênios promovendo o esporte dentro do estado. A gente acredita que a secretaria não vai conseguir absorver toda essa demanda que a Fundergs possui hoje. Nossa manifestação é a favor do esporte.”
    No plenário, o deputado Juliano Roso (PC do B) conclamou os gaúchos para defender a Fundergs de qualquer ato que resulte em seu desmonte. Enaltecendo a importância da fundação para o desenvolvimento do esporte gaúcho, Juliano Roso convocou os apoiadores da causa para um grande ato em defesa da Fundergs.
    A ação está marcada para as 17h do dia 17 de agosto, próxima segunda-feira, junto ao Centro Estadual de Treinamento Esportivo (CETE). O ato deve conter com a presença de servidores, atletas, ex-atletas, políticos e sociedade em geral. Apoiam a iniciativa diversas entidades esportivas gaúchas, como Grêmio Náutico União, Sogipa, Federação Gaúcha de Judô e Federação Gaúcha de Ginástica.
    Maior parte do orçamento não vem do Governo do Estado
    O ex-presidente da Fundergs, o professor Claudio Augusto Gutierrez, diz não entender o motivo para acabar com a fundação. “O Brasil está vivendo um ciclo olímpico e os estados estão aproveitando este momento para desenvolver políticas públicas de esporte. Os governos que mais investem no esporte – Minas, São Paulo, Rio de Janeiro e o Rio Grande do Sul era um deles – têm fundação. Uma fundação capta recursos de forma mais ágil do que uma secretaria de estado.”

    DSCN1702
    Professor Claudio Gutierrez

    O orçamento da Fundergs para este ano é de 20 milhões. Deste valor, apenas 3,5 milhões vem do governo do Estado. O restante é obtido através de convênios com federações esportivas, universidade, município e Governo Federal. A Fundergs realiza eventos esportivos para idosos, comunidades indígenas, crianças e jogos para-desportivos.
    A Fundergs foi criada em 2001, no governo Olívio Dutra. Para Gutierrez, acabar com a fundação é jogar fora 14 anos de trabalho.
    Movimento teme a privatização do Cete
    Um dos temores do movimento é que a extinção da Fundergs abra caminho para que o governo privatize o Centro Estadual de Treinamento Esportivo (Cete). Segundo Gutierrez, “se a Fundação desaparece, a chance de terceirizar o Cete é grande. No final do governo Yeda, havia um projeto de terceirização do Cete. Por esse contrato, o governo teria que repassar R$ 200 mil por mês para o gestor. Em dezembro de 2014, quando encerrei minha gestão, o Cete custava ao todo 100 mil reais por mês.”
    O Centro Estadual de Treinamento esportivo é referência em preparação esportiva e é um dos locais escolhidos para o treinamento para os jogos Olímpicos e Paraolímpicos do ano que vem. O Cete conta com cinco centros de treinamento em parceria com federações: vôlei, atletismo, judô, badminton e ginástica. Este ano foi fechado o centro de futebol 7.
    DSCN1707
    A estrutura do centro, aberta à população, atende cerca de 4 mil pessoas por dia e conta com pista de atletismo oficial, ginásio poliesportivo, ginásio de ginástica, ginásio de lutas, quadras de futebol, vôlei de areia e beach tênis.
    “Fora o orçamento da Fundergs, só pro Cete, nós captamos 17 milhões no governo Tarso. Já foram investidos 12 milhões de reais, em uma pista de atletismo e um ginásio de lutas reformado, tem 3 milhões de reais em caixa pra reformar o outro ginásio e tem mais 4 milhões de reais do Governo Federal pra construir um novo ginásio”, afirma Claudio Gutierrez.

  • Quatro consórcios disputam revitalização da Orla do Guaíba

    Foram divulgados na manhã desta terça-feira os quatro consórcios habilitados para a revitalização da orla do Guaíba, em um trecho de 1.320 metros, entre a Usina do Gasômetro e a Rótula das Cuias.
    O consórcio Orla Mais Alegre apresentou a proposta de menor valor: R$ 60.682.477,52. A proposta do consórcio Alberto Couto Alves foi a segunda mais baixa, no valor de R$ 61.391.541,37. Home/ Portonovo ofertou R$ 66.823.803,19. E o Pelotense/ Cidade apresentou valor de R$ 67.134.69,96. O teto estabelecido pela prefeitura era R$ 67,8 milhões.
    A empresa vencedora do certame deve ser conhecida na sexta-feira, 14. O resultado final deverá ser apontado após análise da Comissão de Licitação para Projetos Estruturantes da Prefeitura de Porto Alegre. Após o anúncio, ainda haverá prazo recursal de cinco dias.
    A comissão irá analisar detalhadamente as planilhas para ver se não há irregularidades com o edital. O coordenador do Gabinete de Desenvolvimento e Assuntos Especiais (Gades), Edemar Tutikian, revelou a importância  do resultado da sessão pública. “É fruto de um trabalho organizado, bem preparado tecnicamente e juridicamente”, afirmou.
    Assim que preenchidos todos os requisitos será conhecida a empresa vitoriosa. Tendo cinco consórcios interessado inicialmente apenas quatro foram habilitados.
    O prefeito José Fortunati  expressou sua satisfação pelo projeto desenvolvido pelo arquiteto Jaime Lerner e do significado da obra para a cidade. “Sabemos a importância desse projeto para recuperar a relação da cidade com o Guaíba. Estamos muito próximos de devolver esse belíssimo espaço para a população. A qualificação da orla irá mudar a cara da cidade”.  A revitalização da orla prevê a construção de ciclovias, caminhos iluminados, bares, quadras esportivas, arquibancadas e um terminal turístico para barcos. A obra deve ser realizada em prazo entre 12 e 18 meses.
    O projeto passou por avaliação do Tribunal de Contas do Estado e pela Promotoria de Justiça e Habitação e Defesa da Ordem Urbanística do Ministério Público do Rio Grande do Sul.
     
     
     

  • Presas na Madre Pelletier serão documentadas em ação inédita

    O projeto “Identidade Cidadã no Sistema Prisional” atenderá a Penitenciária Feminina Madre Pelletier, em Porto Alegre, entre os dias 12 e 13 de agosto.  Uma equipe do Sindicato dos Cartórios de Registro Civil de Minas Gerais (Recivil), irá documentar as presas, e segue para outros estados da federação.
    A ação tem como modelo o projeto mineiro “Resgatando a Cidadania”, elaborado pelo Recivil, e que em dois anos, só em Minas Gerais, já documentou mais de 25 mil detentos.
    O projeto mineiro chamou a atenção do Departamento Penitenciário Nacional (DEPEN) que firmou um Acordo de Cooperação Técnica para a expansão da iniciativa em todo o país. O objetivo do projeto é documentar os presos de todos os estados da federação. Um levantamento recente do DEPEN demonstrou que apenas 6% das pessoas privadas de liberdade no país possuem documentação física, o que dificulta a identificação dos presos e a inclusão dessas pessoas no processo de ressocialização e nas políticas para os egressos.
    De acordo com a coordenadora dos projetos sociais do Recivil, Andréa Paixão, que foi a mentora do projeto mineiro e é coautora do projeto nacional, a iniciativa não visa apenas o benefício das pessoas privadas de liberdade, mas de toda a sociedade.
    “Infelizmente no nosso país o índice de reincidência ao crime é grande e a ligação deste índice com o processo de ressocialização dos presos é direta. Auxiliar na inclusão social destas pessoas é uma forma de garantir a cidadania delas e também de melhorar a segurança da sociedade”, explicou Andréa.
    O projeto na Penitenciária Feminina Madre Pelletier terá a duração de quatro dias e pretende atender as mais de 200 internas da unidade. A emissão dos documentos será realizada pelos registradores civis do Porto Alegre que, através do Sindicato dos Registradores do Estado do RS (Sindiregis), abraçaram o projeto.

  • Abraço para salvar a Fundação Zoobotânica

    Mesmo com chuva, funcionários da Fundação Zoobotânica receberam um significativo reforço para o abraço simbólico ao Jardim Botânico, em protesto contra a proposta de extinção da FZB.
    DSC05344
    DSC05335 DSC05318 DSC05301 DSC05339
    À tarde, representantes dos funcionários estarão de vigília na Assembleia Legislativa, atentos caso a proposta de extinção da FZB entre na pauta de votação, já que a medida, foi protocolada pelo Governo do Estado em regime de urgência.
    Para o domingo (16), estão programados uma caminhada de conscientização sobre o tema no Parque Farroupilha (Redenção), das 11h às 13h, e um piquenique de resistência no Jardim Botânico, das 13h às 17h.
    O objetivo dessas atividades é dialogar com a população em geral sobre a gravidade do projeto do Piratini e a importância do trabalho da Fundação Zoobotânica para o Rio Grande do Sul.
    Ao longo da semana, também serão realizadas ações de comunicação e conscientização junto ao público e às bancadas e gabinetes parlamentares da Assembleia Legislativa.
    Integrantes da Frente Parlamentar e Social em Defesa dos Parques Públicos Estaduais, da Assembleia, farão nova reunião segunda-feira (17), às 10h.
    O grupo ainda pretende organizar duas audiências públicas sobre as consequências da extinção da Fundação Zoobotânica para o Estado, na Assembleia Legislativa, e sobre os riscos da privatização do Parque Zoológico, em Sapucaia do Sul. Uma visita da Frente ao Zoológico de Sapucaia está agendada para o dia 23 de agosto, às 10h.
    Proposta pelos deputados Altemir Tortelli (PT) e Manuela D’Ávila (PCdoB), a Frente Parlamentar e Social em Defesa dos Parques Públicos Estaduais foi formada em julho deste ano, diante da sinalização do Governo do Estado de conceder à iniciativa privada o Parque Zoológico de Sapucaia do Sul. Composta por deputados, representantes de ONGs, entidades de representação dos trabalhadores e movimentos sociais, a Frente acompanha a situação do conjunto de unidades de conservação ambiental do RS e articula estratégias para a manutenção de seu caráter público.
    “Aquilo que já prevíamos está se concretizando. Não vamos aceitar o desmonte de uma estrutura de conservação ambiental, fundamental para a pesquisa científica e a conservação da biodiversidade no Rio Grande do Sul”, considera o deputado Tortelli.

  • Ccs, estagiários e terceirizados podem ter cota para negros em Porto Alegre

    A Câmara Municipal de Porto Alegre começou a discutir o projeto de lei complementar 5/15, que amplia a reserva de 20% das vagas para candidatos negros, a partir de 1º de janeiro de 2017, para cargos comissionados, empregos públicos e estágios profissionais em órgãos da Administração Direta e nas entidades da Administração Indireta do Município, bem como para ocupação de postos de trabalho oferecidos por pessoas jurídicas de direito público ou privado que lhes prestem serviços.
    A proposta do vereador Marcelo Sgarbossa (PT) modifica diversos trechos da Lei Complementar nº 746, de 3 de novembro de 2014, alterando a expressão “candidatos negros” para “população negra”; e revoga a Lei Complementar nº 494, de 10 de setembro de 2003.Como justificativa, Sgarbossa menciona o Estatuto da Igualdade Racial, que estabelece que o Poder Público deve promover ações positivas, no sentido de assegurar a igualdade de oportunidades na esfera da Administração Pública para a população negra. “Buscamos complementar o conteúdo normativo estendendo a reserva de cotas raciais para cargos comissionados, estágios profissionais e pessoal terceirizado”, salienta.
    “Vale resgatar que o Brasil relegou à população negra uma realidade de discriminação racial e exclusão social. Ao longo de três séculos de escravidão, cerca de 5 milhões de africanos foram trazidos como mercadoria para o nosso território, fato que explica sermos o segundo país do mundo com o maior contingente populacional afrodescendente. A esses descendentes negros nenhuma condição de igualdade foi garantida no período pós-abolição, sendo poucos os mecanismos de inclusão social adotados pelo Poder Público”, lembra o parlamentar.

  • Prefeitura analisa propostas para revitalizar orla do Guaíba

    A Prefeitura de Porto Alegre anuncia nesta terça-feira, 11, a proposta de preços das empresas habilitadas na licitação para revitalizar a orla do Guaíba. O ato será às 10h na sala de reuniões da Comissão de Licitação para Projetos Estruturantes (rua Siqueira Campos, 1163, 8º andar).
    A partir da abertura dos envelopes, a comissão analisará as propostas de preços, verificando se preenchem os requisitos do edital. Após a análise, será publicado o resultado da licitação. A expectativa é que no prazo de cinco dias seja conhecida a empresa vencedora.
    No dia 16 de julho, dos cinco nomes – quatro consórcios e uma empresa –, três já constavam aptos para a nova fase e dois não atenderam a exigências do edital.
    De acordo com a presidente da comissão, Elisabete Caetano da Rosa, as inabilitações deram-se, no caso da EPC, pela falta de comprovação de experiência em obras no modelo apresentado no projeto e, no caso do Consórcio Alberto Couto Alves, por ter apresentado negativas trabalhistas vencidas.
    As empresas tiveram o mesmo prazo para apresentar recurso e recorrer da habilitação das concorrentes.
    Revitalização – As propostas para a fase 1 do projeto – cujos envelopes permanecem lacrados até o resultado final dos recursos – e as habilitações dos interessados foram apresentadas em 13 de julho à comissão de licitação.
    Os documentos dizem respeito aos primeiros 1.320 metros, trecho compreendido entre a Usina do Gasômetro e a Rótula das Cuias. De autoria do arquiteto Jaime Lerner, o projeto de revitalização da orla está dividido em cinco fases. A fase 1 tem duração prevista em 18 meses a partir da ordem de início, com investimento de R$ 67,8 milhões. Os recursos são provenientes do Banco de Desenvolvimento da América Latina – a CAF (Corporação Andina de Fomento).
    Haverá uma intervenção correspondente a dez hectares, com a construção de novos passeios, ciclovia, um ancoradouro para barcos de passeio, um restaurante e seis bares, quatro decks, duas quadras de vôlei, duas de futebol e duas academias ao ar livre, vestiário, playground, além de duas passarelas metálicas com jardim aquático.
  • Professor da FCE-UFRGS lança amanhã livro sobre capitalismo no RS

    O economista Ronaldo Herrlein Jr. autografa  na quarta-feira, 12, às 19h, Rio Grande do Sul, 1889-1930: um outro capitalismo no Brasil meridional?, publicação da editora Armazém Digital. O lançamento ocorre na Casa de Cultura Mario Quintana, Auditório Luis Cosme, 4ª Andar, Ala Oeste (Rua dos Andradas, 736 – Centro Histórico).
    Trata-se de um estudo da história econômica do Rio Grande do Sul, que caracteriza o desenvolvimento capitalista nessa região durante a Primeira República (1889-1930), enquanto um caso especialmente singular e distinto em relação às demais regiões brasileiras. Tendo em vista a trajetória histórica dessa região, o livro identifica a estrutura e o movimento da economia regional, analisa sua composição setorial, suas relações com o mercado interno e os mercados externos (demais regiões brasileiras e exterior) e caracteriza a expansão agrícola, comercial e industrial, a evolução demográfica e a integração do mercado regional ocorridas durante o período em foco.
    Descreve e interpreta as ações econômicas do Estado (administração pública estadual) que contribuíram decisivamente para a definição do processo de desenvolvimento capitalista na região, fomentando uma reforma econômica e social de amplo alcance histórico. Investiga as características de formação e expansão da indústria, o principal setor capitalista na economia regional, bem como o processo de constituição do mercado de trabalho nessa região, estabelecendo as características do padrão regional de desenvolvimento industrial.
    A interpretação desses diversos aspectos da história econômica regional permite concluir que, no período em análise, processou-se a gestação e a operação de um determinado “modelo” de desenvolvimento econômico, correspondente a uma trajetória regionalmente específica de transição para as relações capitalistas de produção e de generalização da produção de mercadorias.
    Na apresentação do livro, o historiador Luiz Roberto Pecoits Targa afirma que o autor de Rio Grande do Sul, 1889-1930: um outro capitalismo no Brasil meridional? “aponta na sua tese uma pista de suma importância para a originalidade da formação industrial meridional: ela não se fez por substituição de importações, como alhures pelo Brasil afora, mas pela expansão do mercado interno estadual.”
    Para o economista Cláudio Francisco Accurso, que assina o prefácio da publicação, o trabalho de Ronaldo Herrelein Jr. é um “demorado e paciente encontro com fontes da melhor qualidade, das quais é retirada a adesão para o entendimento dos fatos selecionados pelo roteiro do estudo.” E Accurso destaca: “Ao pôr em relevo as relações de produção na trama histórica, não deixa que o preconceito ou a preferência assoberbem as deduções, ao contrário, consegue o autor manter-se ao longo do trabalho com certa frieza cirúrgica nem sequer quebrada pelas revelações não poucas vezes surpreendentes.”
     
    SOBRE O AUTOR
    Ronaldo Herrlein Jr.
    Bacharel em Ciências Econômicas pela UFRGS (1990) e Doutor em Economia pela UNICAMP (2000). Atuou como pesquisador da Fundação de Economia e Estatística Siegfried Emanuel Heuser (1991 a 2002), onde coordenou o Núcleo de Estudos de História Econômica, Social e Política, período em que publicou diversos artigos sobre mercado de trabalho e história econômica do Rio Grande do Sul, sendo co-autor de capítulos nos livros “Gaúchos & paulistas: dez escritos de história regional comparada” (1996) e “Breve inventário de temas do Sul” (1998). É Professor da FCE-UFRGS, onde atua junto ao Departamento de Economia e Relações Internacionais e ao Programa de Pós-Graduação em Economia. Atualmente dedica-se a estudos históricos e teóricos sobre desenvolvimento econômico, tendo colaborado como autor de capítulo nos livros “Capacidades estatais e democracia” e “Cátedras para o desenvolvimento – patronos do Brasil”, ambos editados pelo IPEA em 2014.

  • Casa do Artesão realiza oficinas gratuitas a partir de terça

    De 11 a 13 de agosto, a Casa do Artesão de Porto Alegre (Av. Júlio de Castilhos, 144) realizará três oficinas gratuitas de sucata de tecido, que utilizam as técnicas de patchwork, confecção de moletons e tecelagem. Interessados em se inscrever nas capacitações, que ocorrem sempre das 9h às 11h e das 14h às 16h, devem comparecer pessoalmente à Casa.
    Confira, a seguir, a programação:
    11 de agosto (terça-feira) – Sucata de tecido: patchwork
    12 de agosto (quarta-feira) – Sucata de tecido: confecção de moletos
    13 de agosto (quinta-feira) – Sucata de tecido: tecelagem
    De acordo com a coordenadora do Programa Gaúcho do Artesanato (PGA), Marlene Leal, as oficinas foram disponibilizadas gratuitamente ao público com o objetivo de proporcionar o aperfeiçoamento de técnicas e divulgar o artesanato gaúcho.
    O Programa é responsável pela emissão da Carteira de Artesão, que viabiliza a isenção de ICMS para a circulação de produtos, a emissão de notas fiscais e a exportação de produtos como pessoa física, além da participação de exposições e feiras para comercialização dos produtos.
    Desenvolvido pela Fundação Gaúcha do Trabalho e Ação Social (FGTAS), órgão vinculado à Secretaria Estadual do Trabalho e do Desenvolvimento Social (STDS), o Programa Gaúcho do Artesanato (PGA) incentiva a profissionalização e fomenta a atividade artesanal com políticas de formação, qualificação e apoio à comercialização, por meio das Casas do Artesão.