Categoria: X.Categorias velhas

  • CPERS sugere aulas com meio turno até dia 17 deste mês

    Após as manifestações ontem contra o parcelamento de salários, e a reunião com o chefe da Casa Civil, Márcio Biolchi, o Sindicato dos Professores – CPERS decidiu orientar a comunidade escolar para realizar períodos reduzidos diariamente a partir desta terça-feira, até o dia 17 .
    Nesses períodos, devem ser realizadas aulas de cidadania, a fim de explicar aos alunos os motivos das mobilizações.
    Na manhã do dia 18, na Casa do Gaúcho, em Porto Alegre, o CPERS realizará sua Assembleia para deliberar sobre a decisão de uma possível greve. À tarde desse dia, os servidores públicos estaduais realizarão a Assembleia Unificada, no Largo Glênio Peres para definir sobre a greve do funcionalismo.
    Atividades paralisadas
    Os educadores gaúchos cruzaram os braços ontem em protesto ao parcelamento de seus salários. Foram atingidos pela medida do governo estadual 62 mil professores.
    A adesão às mobilizações chegou a 98% das escolas. Em várias cidades, principalmente no Interior, foram realizadas plenárias e debates sobre a situação enfrentada pelos servidores da educação.
    Em Porto Alegre, os educadores uniram-se aos demais servidores públicos estaduais e realizaram um protesto que reuniu cerca de 4 mil pessoas em frente ao Centro Administrativo Fernando Ferrari – CAFF. Do local, os manifestantes seguiram em caminhada até o Palácio Piratini, onde uma comissão dos servidores foi recebida pelo chefe da Casa Civil, Márcio Biolchi.
    Na reunião, a presidente do CPERS, Helenir Aguiar Schürer, disse que em 32 anos de magistério, nunca tinha presenciado tamanha falta de respeito com os servidores. “A toda hora chegam relatos de colegas nossos sobre a humilhação de passar por situações como deixar mantimentos no caixa do supermercado por não ter saldo suficiente para pagar”, destacou.
    Também foi questionada a omissão do governador e repudiadas as afirmações do governo, que colocam o funcionalismo público do Estado como um dos responsáveis pelo déficit financeiro dos cofres públicos. “Já faz tempo que sugerimos alguns caminhos para enfrentar a crise como o combate à sonegação e a isenção fiscal e a renegociação da dívida do Estado com a União. Mas não vemos nenhuma ação do governo, a não ser a de penalizar os servidores. Nós exigimos que seja cumprido o que prevê a Constituição, o pagamento integral de nossos salários”, observou Helenir.
    Biolchi classificou como justa e compreensível a manifestação dos servidores. “Não tem como deslegitimar a mobilização de vocês. Isso evidencia o efeito do Estado não conseguir pagar os salários. Vou levar suas considerações ao governador e tentar agendar para os próximos dias uma reunião entre vocês. Além disso, tentarei conversar com o Banrisul e ver o que é possível fazer”, afirmou.
    Até o final desta semana, o governo deve enviar à Assembleia Legislativa o “ajuste fiscal fase 3”, que deve propor aumento de impostos e reestruturação de carreiras públicas.

  • "No tempo dos alquimistas" estreia amanhã no MARGS

    Estreia na terça-feira, no Museu de Arte do Rio Grande do Sul, em Porto Alegre, a exposição “No tempo dos alquimistas: primeiras receitas da fotografia analógica”. A mostra inaugura com coquetel às 19h e ficará instalada nas Salas Negras até o dia 30 de agosto, com visitação de terças a domingos, das 10h às 19h.
    Com curadoria do fotógrafo Luiz Eduardo Robinson Achutti, a exposição reúne o trabalho de 34 jovens artistas, estudantes de Artes Visuais da UFRGS e alunos da disciplina Laboratório de Processos Fotográficos nos anos de 2014 e 2015. Dentre as obras, serão expostas fotografias nas técnicas Cianotipia, Marrom de Van Dyke, Papel Salgado e Goma bicromatada.
    Esta exposição é uma convergência de métodos tradicionais de impressão fotográfica contextualizados na contemporaneidade. A coletiva conta com 34 artistas, estudantes de Artes Visuais da UFRGS, alunos de Achutti, um dos poucos profissionais do cenário gaúcho que ainda utiliza de tais procedimentos.

    Patricia Guterres / Cianoid / 2015 / Cianotipia
    Patricia Guterres / Cianoid / 2015 / Cianotipia

     
    Ananda Aliardi / Sem título / Marrom de Van Dyke
    Ananda Aliardi / Sem título / Marrom de Van Dyke

     
    Os estudantes de Artes Visuais
    Alissa Gottfried, Ananda Aliardi, Augusto dos Santos, Bruno Silveira Pires, Cacau Weimer, Carolina de Góes, Carolina Viana da Silva, Christian Remião Caetano, Clarisse Irala, Fernanda Feldens, Fernanda Puricelli, Flávia Campos de Quadros, Geovani Da Silva, Gilberto Menegaz, Giordana Winckler, Gisele Reichert, Jéssica Camejo, Karenn Liège Borges, Krishna Daudt, Letícia Verardi, Mariana Duarte, Monique Maccari, Nede Losina, Patricia Guterres, Patrizia Pacheco, Rainer Steiner Campos, Renata Ferreira da Costa, Rose Lütz, Samantha Alixandrino, Stephanny Lotus, Souza Vilela, Valentina Malavoglia, Vitória Tadiello, Willian Ansolin.
     
    Luiz Eduardo Robinson Achutti
    “Há praticamente dez anos recebo os alunos nas tardes e noites de quartas-feiras para ensaiarmos uma volta no tempo. De certa maneira, trata-se de uma volta híbrida. Levamos ao passado todos os recursos modernos disponíveis para obtenção de imagens, tratamentos e confecção de negativos para copiá-los sobre papel de aquarela, com as técnicas que constam nos receituários do século XIX – primórdios da fotografia.
    Usamos aventais, balanças, receitas, potes, vidros, pincéis… Misturamos, compomos, reinventamos, brincamos, aquecemos, enfeitamos – acertamos e erramos com a mesma determinação e fé. Os erros são bem- vindos de lá trazidos para este pseudo-perfeito mundo atual. Uma verdadeira reunião, uma espécie de prática culinária afetiva para saciar almas. Nossos “pratos” são servidos ao estilo Marrom de Van Dyke, Cianotipia, Papel Salgado e Goma Bicromatada.
    Também escutamos músicas, falamos do mundo de hoje, discutimos arte e fotografia, bebemos café, debatemos comportamentos, modas, manhas e artimanhas, convivemos aprendendo entre nós: alunos, monitores e professor – sempre em nome da fotografia e seus mistérios.
    Tudo começou lá no dia 7 de julho de 2006, minha primeira turma da graduação do Departamento de Artes Visuais da UFRGS a trabalhar com técnicas alternativas foi acolhida aqui mesmo no MARGS, na sala Oscar Boeira, para uma tímida exposição de fotos em goma bicromatada. Só agora percebo como aquele evento foi importante.
    Hoje, nesta segunda oportunidade, agora nas Salas Negras, os alunos das turmas de 2014 e 2015|1 vêm com um trabalho mais consistente, certamente também um fruto do empenho dos demais alunos desses dez anos decorridos. A presente exposição, por isso, se reveste de uma certa importância simbólica , neste espaço tão nobre, há muitos anos dedicado à Fotografia, pelo qual, em nome de todos, agradeço o apoio do artista Paulo Amaral, atual diretor do MARGS.
    Nunca, em Porto Alegre e, provavelmente no Brasil, existiu uma exposição com essa qualidade e quantidade de trabalhos utilizando as técnicas da fotografia na sua era pré-industrial.
    Como costumo repetir: – A fotografia é uma forma de habitar o mundo. Nos veremos em outras viagens.”

  • Cavalos do desfile Farroupilha devem usar tornozeleiras

    Cleber Dioni Tentardini
    Para evitar a disseminação de uma bactéria que atinge os cavalos, a Secretaria da Agricultura sugeriu a adoção de uma tornozeleira com lacre para identificar os animais que fizeram o teste e estão isentos da doença.
    Há menos de dois meses foi registrado o primeiro caso de “mormo” no Rio Grande do Sul. Um cavalo apresentou sintomas da doença no município de Rolante.
    Desde então, fiscais da Secretaria da Agricultura têm realizado reuniões frequentes com criadores e promotores de eventos para alertar sobre os riscos da disseminação dessa doença infectocontagiosa.
    A bactéria Burkholderia mallei conhecida como mormo, acomete normalmente os equinos, que têm de ser sacrificados. É uma zoonose transmitida por secreção nasal, saliva, urina e fezes. Atinge a corrente sanguínea e dissemina para outros órgãos. Pode ser contraída por outros animais como cães, gatos, alguns ruminantes e até pelo ser humano, podendo levar à morte. Tratadores, veterinários e trabalhadores de laboratórios estão mais sujeitos à contaminação. Não existe um tratamento eficaz. Um animal tratado pode tornar-se portador assintomático, e continuar disseminando a doença sem apresentar sinais clínicos. Por isso, é recomendado sacrificar e cremar o animal.
    A Secretaria está preocupada com a proximidade de eventos como Expointer, neste mês, e Semana Farroupilha, em setembro, onde há uma aglomeração muito grande de animais por todos os municípios gaúchos.
    O órgão estadual mudou a regra para transporte de cavalos. Agora,
    é exigido o teste de mormo na GTA – Guia de Trânsito Animal – para toda e qualquer finalidade de deslocamento dentro do Estado. Antes, era necessário que constasse o exame na guia apenas para trânsito interestadual.
    A guia é importante porque contém o exame de sangue, que detecta as doenças. Em caso de identificação do mormo, por exemplo, é possível rastrear a movimentação de todos os equinos envolvidos e assim controlar a disseminação da bactéria.
    A médica veterinária Rita Domingues, fiscal da Secretaria da Agricultura, diz que não foram confirmados novos focos de mormo, mas que há casos de animais que reagiram positivos ao teste de triagem, sendo necessário o laudo confirmatório. Seria uma contraprova para afirmar se os outros animais daquela propriedade são portadores da doença.

    Cavalos acometidos pela doença
    Cavalos acometidos pela doença / Fotos Divulgação

    Sem tratamento, têm de ser sacrificados
    Sem tratamento, têm de ser sacrificados

    A veterinária explica que a fiscalização é feita no momento da emissão da GTA na Inspetoria Veterinária, quando o proprietário do animal deverá apresentar os exames obrigatórios para receber a guia, ou ainda em barreiras de trânsito ou entrada de eventos, como é feita na Expointer.
    “Um exemplo que tem sido realizado com sucesso é o modelo utilizado pelos promotores da Cavalgada do Mar, onde os equinos inscritos e devidamente fiscalizados recebem uma pulseira-lacre, que facilita a visualização dos fiscais e dos demais participantes. Os que ingressam na cavalgada durante o percurso, estando sem a pulseira, são identificados, fiscalizados, e então recebem sua pulseira estando autorizados a seguir com a cavalgada”, destaca Rita.
    Ela acredita que esse modelo de fiscalização dos participantes da Cavalgada do Mar deverá ser copiado em eventos da Semana Farroupilha, como os desfiles e durante as provas campeiras.
    “A diferença é que a Expointer é realizada em um recinto fechado onde somente ingressam animais que apresentem os requisitos obrigatórios documentais, sendo que todos os animais são inspecionados na entrada. Diferente de um evento aberto, onde os participantes podem ingressar a qualquer momento durante o percurso. Por esta razão, a Seapa está em contato com os organizadores dos eventos relacionados à Semana Farroupilha, para elaborar em conjunto uma estratégia de fiscalização que seja efetiva e possível de ser realizada, frente ao grande número de participantes que estes eventos agregam”, afirma.
    Rita reforça a ideia de que a fiscalização de eventos “não tem o intuito de impedir ou dificultar a realização dos mesmos, mas sim, o de oferecer segurança a todos os participantes e aos seus animais”, completa a veterinária.
    Para o veterinário André Dalto, professor da Uniritter, o maior perigo está nos pequenos deslocamentos dos animais, que dificilmente passarão por inspeções. Ele acha também que o preço do exame pode ser um empecilho para um controle rigoroso. Custa em média R$ 200 por animal.
    “Os eventos grandes podem ser fiscalizados com mais facilidade, em acordo com os organizadores, porque obviamente todos têm interesse em manter afastada esse doença; agora, um rodeio em que as pessoas vão a cavalo é mais difícil”, diz Dalto.
    Para complicar, o Rio Grande do Sul não possui laboratório credenciado para realizar exame que detecta o mormo. O veterinário cadastrado na Inspetoria vai até o local, coleta o sangue e envia para um laboratório de Porto Alegre que, por sua vez, envia para um fora do Estado.

  • Nei Lisboa embala audiência pública popular sobre Cais Mauá

    Enquanto aguardam que o empreendedor responsável pela revitalização do Cais Mauá de Porto Alegre convoque a audiência pública – obrigatória por lei – para análise do Estudo de Impacto Ambiental e Relatório de Impacto Ambiental (EIA-Rima), movimentos contrários ao projeto proposto para a área (que terá shopping, espigões comerciais e estacionamento) realizaram, no sábado (1º), mais uma discussão sobre a intervenção.
    A audiência pública popular sobre o Cais Mauá foi embalada pelo músico Nei Lisboa, que, pela segunda vez neste ano, se apresentou gratuitamente em apoio ao movimento. Outra atração musical foi o grupo Cumbia Livre.
    Dessa vez, o local escolhido foi a praça Brigadeiro Sampaio – na frente da Usina do Gasômetro – onde 15 árvores serão derrubadas para a construção de uma passarela de pedestres que dará acesso ao shopping center.
    “Também quisemos fazer aqui para dialogar com um público diferente daquele que nos apoia tradicionalmente, de moradores do bairro”, justificou uma das coordenadoras do coletivo Cais Mauá de Todos, Jaqueline Custódio.
    Público diversificado

    Morador do Centro Histórico, Mário foi com a família e assinou pedido de debate | Naira Hofmeister/JÁ
    Morador do Centro Histórico, Mário foi com a família e assinou pedido de ampliação do debate | Naira Hofmeister/JÁ

    De fato, o quiosque onde um abaixo-assinado – já subscrito por mais de 5 mil porto-alegrenses – foi colocado, e as banquinhas da feira de economia solidária realizada concomitantemente pelo movimento, atraíram famílias com crianças e idosos que travaram contato com o debate pela primeira vez.
    Era o caso do programador mineiro Mário de Araujo Júnior, 34 anos, que trouxe a filha Amani, 3 anos, para brincar na praça e aproveitou para se informar sobre o projeto. “Viemos sabendo do evento e queremos participar da discussão”, explicou, ao lado da esposa Jana.
    Moradora da região, a família demonstrou preocupação com uma intervenção “com um viés excessivamente comercial” em detrimento de uma revitalização que priorize o convívio comunitário. Por isso deixaram seus dados no abaixo-assinado que pede a ampliação do debate sobre a obra.
    “Gostamos do Centro Histórico porque aqui tem áreas verdes, praças, podemos caminhar ao ar livre”, completou o mineiro, que mora há 10 anos na Capital.
    Outra dupla que fez fila debaixo do toldo onde estavam papéis e canetas para assinatura foi a de aposentadas Maria Luisa e Cris Vigiano, de 68 anos. “Acompanhamos esse debate há anos”, garantiu Cris, que acha “um absurdo” o que está proposto no projeto.
    Maria Luisa e Cris acompanham debate há tempo e acham projeto "absurdo" | Naira Hofmeister/JÁ
    Maria Luisa e Cris acompanham debate há tempo e acham projeto “absurdo” | Naira Hofmeister/JÁ

    “É só para dar dinheiro para mais uma empresa que vai privatizar uma área da nossa orla”, condena, comparando a situação, por exemplo, com a recente discussão sobre o Pontal do Estaleiro e um debate nos anos 80 sobre um projeto nunca executado chamado Praia do Guaíba, que pretendia erguer edifícios à beira do Guaíba.

  • Artesãos e brechós ocupam o beco dos lanceiros negros

    Começou a funcionar a feira de artesanato & diversos da Passagem dos Lanceiros Negros, que facilita a pedestres e ciclistas a ligação entre os bairros Auxiliadora e Moinhos de Vento, em Porto Alegre.
    A ocupação do espaço, no sábado (1), teve inicio às oito horas da manhã e terminou ao anoitecer.
    Foram armadas cerca de vinte bancas e tendas, predominando as vendeiras de roupas e calçados antigos. Preços convidativos. Por exemplo, botas femininas pouco usadas
    por R$ 30.
    Pela amostra inicial, a feira tende a lotar a passagem inaugurada em abril passado.

  • Santana do Livramento está sem policiamento

    Correspondente O RepÓrter
    O efetivo noturno da Brigada Militar em Santana do Livramento (RS), que assumiria o serviço neste sábado, está mobilizado na área militar do 2º Regimento de Polícia Montada e se recusa ir pra rua
    Segundo ios presidentes das entidades representativas dos servidores – ABAMF E SSTBM -, as viaturas policiais estão todas com documentação vencida e não oferecem condições de trafegabilidade.
    Apenas a viatura do comandante do regimento estaria com a documentação em dia.
    Praticamente 100% do policiamento ostensivo da cidade parou nesta noite de sábado. “Os servidores receberam uma ordem do capitão Laerte -que responde pelo 1º Esquadrão de Policiamento – , mas esta ordem não tem validade, pois não pode se sobrepor a uma uma lei federal”, explicou Jansen Nogueira, presidente da ABAMF.
     

  • Segunda-feira sem policiamento em todo RS

    Em nota oficial divulgada na tarde desta sexta-feira, 31, nove entidades ligadas à Brigada Militar e ao Corpo de Bombeiros recomendam à população que não saia de casa na próxima segunda feira, pois não haverá policiamento nas ruas em todo o Estado.
    Os policiais militares ficarão nos quartéis em protesto pela decisão do governo do Estado de parcelar o pagamento dos servidores. Abaixo o comunicado na íntegra:
    “Frente ao descaso do Governo SARTORI, que DESCUMPRE a LEI e as DETERMINAÇÕES JUDICIAIS, não pagando integralmente os servidores da Brigada Militar e do Corpo de Bombeiros Militares se encontram psicologicamente atingidos e desestruturados juntamente com suas famílias e, assim, não tem condições de efetuarem o serviço de policiamento ostensivo e atividade de prevenção de incêndio, desta forma, na 2ª feira os servidores ficarão aquartelados, mas em respeito à sociedade as viaturas sairão para o atendimento exclusivo de urgências/emergências, retornando logo após o atendimento aos quartéis.
    Orientamos a população do Rio Grande do Sul, que vê a criminalidade se alastrar diariamente, que não saiam de suas residências na 2ª feira (03 de agosto)
    Outras medidas serão definidas nas plenárias do dia 05 de agosto, preparatórias para a Assembleia unificada do dia 18 de agosto.
    Não podemos receber ordens de quem não cumpre a lei e comete crime de desobediência.”

  • Fome Zero lançado na África

    Geraldo Hasse
    Nos próximos 15 anos será necessário investir US$ 267 bilhões por ano para erradicar a fome no mundo. Isso significa US$ 160 anuais por pessoa faminta.É o que diz o relatório da FAO apresentado à III Conferência das Nações Unidas sobre Financiamento do Desenvolvimento, em Addis Abeba (Etiópia), lá onde andou, dias atrás, cercado de holofotes, de agentes de segurança e de jornalistas, o presidente americano Obama.
    É tanto dinheiro necessário a um ideal de justiça social que a mídia convencional nem se preocupou em entrar em detalhes. Para a maioria dos jornalistas, o assunto dominante era a raiz africana de Obama, o presidente da nação mais poderosa do mundo.
    Por vício da cobertura jornalística focada nas firulas da estrela mais brilhante da América, as lantejoulas do poder ofuscaram completamente as carências das massas desnutridas da mãe África e dos outros continentes.
    Ora, cochicham os ricos, quem tem paciência e tempo para os pobres? Só o Papa Francisco e olhe lá. Quanto a dispor de dinheiro, bem, vai-se levando o assunto com a barriga. A barriga cheia, claro.
    É bastante claro pelo comportamento da mídia que os países ricos e os medianamente abonados não estão nem aí para as necessidades dos famintos do mundo, estimados em quase dois bilhões de indivíduos. Os US$ 160 anuais por faminto representam, na realidade, pouco menos de meio dólar por dia. É uma esmolinha, uma merreca. O problema é que são quase dois bilhões de pessoas.
    Pior, junto com a fome moram a desnutrição, doenças, a falta de higiene e de saneamento básico, de habitação adequada e de meios para ir à escola e ao trabalho. É o maior problema do mundo, junto com o desmanche da Natureza, o que já se reflete nas mudanças climáticas.
    Resta o consolo de que o relatório da FAO segue as linhas básicas do modelo brasileiro de combate à fome implantado e aperfeiçoado nos últimos 20 anos. Não é por acaso que a diretoria geral da FAO é ocupada pelo agrônomo brasileiro José Graziano da Silva, o idealizador do programa Fome Zero, institucionalizado no Bolsa-Família. Antes de apresentá-lo ao mundo, Graziano mimoseou o “relatório da fome” à presidenta Dilma Rousseff em sua última viagem à Itália, sede da FAO.
    Ao buscar dar a mínima proteção às populações mais pobres e vulneráveis, esse tipo de política social deve ser encarado não como despesa, mas como investimento: ao prover algum poder aquisitivo aos mais pobres, vinculando a ajuda financeira à presença das crianças na escola, induz as pessoas a pensar que a única forma de resgate da miséria passa pela educação. Em sã consciência, não existe outra saída.
    Além de manter o programa Bolsa-Família, o Brasil vem dando outro exemplo de política social ao proteger a agricultura familiar. Com amplos programas de compras para a merenda escolar e incentivos creditícios à produção de alimentos em pequenas propriedades geridas por famílias, garante-se a sustentabilidade da população residente no campo e boa parte do abastecimento dos habitantes das cidades.
    Apesar de aparentemente bem amparada por uma política de juros subsidiados, a agricultura familiar opera num ambiente de extrema carência. Segundo recente relatório da FAO, a pobreza na zona rural brasileira é, proporcionalmente, mais do que o dobro da pobreza nas áreas urbanas, onde se encontram 85% da população.
    O fenômeno da pobreza rural é menos visível porque está espalhado em vastas áreas só frequentadas pelos profissionais vinculados às atividades agrícolas. De vez em quando, a carência rural aflora em manifestações do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra e outras entidades comprometidas com o resgate dos flagelados da desigualdade.
    A agricultura familiar é o elo mais primitivo da história da luta pela sobrevivência humana e tende a ser um foco de resistência à destruição do equilíbrio ecológico.
    LEMBRETE DE OCASIÃO 
    “O colonialismo promoveu pelo mundo uma certa forma de progresso, mas sempre a serviço dos seus lucros exclusivos, ou quando muito associado a um pequeno número de nacionais privilegiados que se desinteressavam pelo futuro da nacionalidade…” Josué de Castro em Geografia da Fome, livro de 1946
  • Felippe Sica e Arika Messa juntos na “Música na Chapa – Qual é o som da sua comida?”

    Boa música, cerveja de alta qualidade e hambúrgueres especiais produzidos por dois chefs gaúchos renomados. Esta é a proposta da segunda edição do “Música na Chapa – Qual é o som da sua comida?”, que será realizado no dia 2 de agosto, a partir das 11 horas, na Viver Bem Alimentos (Rua Armando Barbedo, 269 – Porto Alegre).
    Contaremos, além da chef Arika Messa, professora de gastronomia do Senac Porto Alegre e participante do programa The Taste Brasil, do canal GNT, com o chef Felippe Sica, que tem mais de 14 anos de estrada e no histórico profissional passagens por importantes restaurantes da Capital, como Koh Pee Pee, Chez Philippe e Constantino.
    Os dois aceitaram o desafio e estarão preparando receitas pra lá de especiais em barracas, oferecendo hambúrgueres com ingredientes inusitados e preços acessíveis. Arika voltará com o PorcoBurger, sucesso da primeira edição, feito com carne suína, bacon, maionese de aipim, cebola roxa, saladinha e catchup de goiaba defumada.  Já Sica apresentará o Ribs Burger, feito com costela bovina, pão de malte, maionese de chimichurri e queijo parrillero.
    Guloseimas
    Além dos hambúrgueres – principal iguaria do evento – estaremos comercializando outros quitutes, como o mix de batatas rústicas servidas com aioli de autoria da chef Carla Souza. Sucesso na última edição, o Brownie da Maria Bolachinha voltará com tudo no próximo dia 2 de agosto, assim como o Dj Dick Jay, responsável pela animação do evento. A bebida ficará por conta da cervejaria artesanal Horts & Birmann, localizada na Zona Sul da Capital.