Luiz Cláudio Cunha | Especial para o Jornal JÁ
A RBS — o maior grupo de mídia do sul do país, a 27ª empresa gaúcha no ranking dos Top 100, com oito jornais, oito emissoras de rádio e 18 de televisão espalhados pelo Rio Grande do Sul e Santa Catarina — suspendeu a rodada de demissões programada para o início de dezembro.
Até quem acredita em Papai Noel deve saber que o adiamento não é mero produto do espírito natalino que caracteriza a época. A lista de execuções que a RBS definiu a partir do duro plano de ‘reestruturação’ do consultor Cláudio Galeazzi, conhecido no mercado como Galeazzi Mãos de Tesoura, previa a execução em dezembro de aproximadamente 200 postos de trabalho, na versão mais otimista da lista cifrada que circula pelo sexto andar do edifício-sede da RBS, em Porto Alegre (a versão mais pessimista degolava até 600 empregos em uma só tesourada). Mas, não foi apenas o tradicional saco de bondades do Bom Velhinho que travou, agora, a lista inoportuna do malvado Galeazzi.
O vazamento do corte iminente, revelado aqui no site do JÁ ( LEIA ‘Nova tesourada na RBS já tem data”) duas semanas antes do previsto, em uma sexta-feira, 21 de novembro, fez a RBS sustar a sangria planejada para a primeira sexta-feira de dezembro, dia 5.
Outras avaliações, além da inconfidência do JÁ, sustaram no ar a lâmina afiada da RBS. Além da repercussão negativa da degola iminente vazada na internet, a RBS se assustou com a reação inevitável na área legal.
Na quinta-feira 4, véspera da demissão em massa, o Sindicato dos Jornalistas protocolou em Porto Alegre denúncia contra a RBS na Superintendência Regional do Trabalho e Emprego, vinculada ao Ministério do Trabalho.
O presidente do sindicato, Milton Simas, explicou no ofício a razão da denúncia: “As situações de demissões imotivadas e terceirização do trabalho de jornalistas, que são coagidos a pedir desligamento da sua função e passam a prestar serviço como Pessoa Jurídica, prejudicando as relações trabalhistas”.
Simas esclareceu no site do sindicato: “O grupo tem promovido uma série de demissões em seus quadros desde o início do ano. Alguns colegas foram convencidos a se tornarem Pessoa Jurídica (PJ), mas seguem cumprindo jornada como se ainda fossem empregados. O sindicato não é contrário ao trabalho como pessoa jurídica, mas é contra o artifício utilizado pelas empresas para burlar os direitos trabalhistas e precarizar o trabalho do jornalista”.

‘Fraudes trabalhistas’
Desde agosto passado, quando uma tesourada em massa decapitou 130 funcionários na RBS, o sindicato se movimenta junto ao braço legal que mais inquieta a família Sirotsky: o ativo Ministério Público do Trabalho.
Os advogados da empresa sabem que tiro fatal virá da Área Temática 3 da legislação que trata, sem rodeios, de ‘Fraudes Trabalhistas’. A lei cita ali, no grupo temático 3.1, as ‘fraudes para descaracterizar a relação de emprego’.
No subtema 3.1.6, sob o título ‘Desvirtuamento de Pessoa Jurídica’, a legislação praticamente repete as palavras do presidente do sindicato, ao definir em Nota Explicativa um dos problemas centrais da RBS pela ótica legal: “O desvirtuamento de Pessoa Jurídica é a conduta baseada na exigência de que os trabalhadores constituam uma pessoa jurídica (empresa) como condição para serem contratados”.
O presidente-executivo da RBS, Eduardo Sirotsky Melzer, 42 anos, mais conhecido como Duda, decidiu estancar o clima de pânico que ameaçava corroer a empresa, desta vez escolado pela desastrada ação de agosto passado, quando falou aos funcionários em videoconferência que misturava as estações e confundia mais do que explicava. Agora, para acalmar seu público interno, Duda voltou ao ar na terça-feira, 2 de dezembro, apenas três dias antes do temido massacre de sexta 5.
Durante quase uma hora, um Duda mais austero, menos brincalhão, mais formal, falou em uma videoconferência que teve um elevado Ibope nos monitores espalhados pelas 53 unidades que compõem a RBS — nas 34 da mídia tradicional, englobando jornais, rádios e TVs, nas 10 do braço digital plugado na e.Bricks e nas 9 do setor definido como ‘Outros Negócios’, onde se vende de tudo, desde classificados de empregos, carros e imóveis até a entrega de mercadorias, passando por gráfica de impressos e folhetos, cursos de educação executiva e promoção de eventos.
Duda começou pelo essencial, para pacificar os espíritos assombrados pela notícia do JÁ: “Não haverá demissão coletiva. A RBS fará contratações e alguns ajustes pontuais”. E, pela primeira vez, falou no nome do demônio: “Tivemos um ano muito difícil e, por isso, chamamos o consultor Cláudio Galeazzi”.
Procurou justificar as dificuldades do grupo pela crise do setor: “Tivemos o mau desempenho que tiveram todas as empresas de comunicação. Fomos bem na Copa do Mundo e nas eleições de 2014, mas não tão bem no caixa”. E, com o cuidado de não falar em vinho ou cerveja, tentou vender otimismo: “Precisamos nos adequar. Estamos muito animados”.
A superação de 1%
Quem não está muito animado são os funcionários da RBS. As boas ideias de estímulo e recompensa profissional criadas pela empresa, e que funcionavam nos bons tempos, não são nada estimulantes em tempos difíceis, como os confessados por Duda.
O esperado PPR, Plano de Participação nos Resultados, chegava a agregar até três salários no final do ano — um pelo Grupo, outro pela Unidade e um terceiro pela Equipe.
Existem versões conflitantes sobre o que vai acontecer com o plano de participação. Os cálculos financeiros mais otimistas, segundo alguns, previam um único PPR, este referente ao Grupo, e ainda assim sem completar um salário fechado.
O índice estimado era de 43% de um salário apenas, para ser fechado em dezembro e pago em janeiro de 2015. Outros informam que os três salários de PPR usualmente pagos por Zero Hora e Diário Gaúcho vão cair pela metade, cerca de 1,5 salário. Dizem uns que o pagamento será em fevereiro, outros garantem que mudou para março. Na crise, nada é certo.
A RBS adotou, a partir de abril de 2012, um processo de avaliação individual de desempenho, o SuperAção 2.0, que segundo a empresa busca “um método claro e justo de avaliação para consolidar a cultura de alto desempenho e meritocracia”. No seu primeiro ano, 50,7% dos funcionários do grupo foram avaliados trimestralmente pelo método.
As notas de superação vão de zero a cinco, mas os resultados atuais não deixam os funcionários entusiasmados. Em uma empresa onde mais da metade dos 6,5 mil empregados ganha menos de três salários mínimos, hoje valendo R$ 2.172, uma boa nota do SuperAção 2.0 pode representar um aumento de 1,1% no rendimento mensal — uma magra bolada de R$ 23,89.
Em 12 de dezembro passado, uma sexta-feira, Duda Sirotsky produziu um artigo para a Folha de S.Paulo, intitulado “O futuro a nós pertence” e encharcado de otimismo:
“Na era do ‘eu, mídia’, não há mais zona de conforto para a mídia”, escreveu o comandante da RBS, compartilhando a inquietude global onde jornal, revista, rádio e TV vivem, segundo ele, “transformações radicais, abruptas, disruptivas, desafiadoras”.
Revelação de Duda Sirotsky:
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“Na RBS, também estamos inquietos e explorando as novas oportunidades. Depois de investigação global, que levou um ano para ser concluída e na qual foram entrevistadas mais de 150 personalidades, como Shane Smith, do site Vice News, Vint Cerf, um dos ‘pais’ da internet, e Ethan Zuckerman, do Centro de Mídia do MIT (Instituto de Tecnologia de Massachusetts, nos EUA), construímos premissas para nos guiar rumo à comunicação total.
Elas são baseadas em princípios e demandas do nosso tempo, como autenticidade, credibilidade, transparência, legitimidade, curadoria, relevância, interação, abertura, disponibilidade, compromisso, propósito, intuição e conveniência”.
Contrariando o sentido da fala infeliz de agosto passado, quando manteve um eloquente silêncio em relação a termos como ‘jornalismo’ e ‘jornalistas’, Duda agora caprichou na forma e na ênfase de sua conversão no artigo para a Folha: “Na nossa visão, não há futuro sem jornalismo e não há jornalismo sem jornalistas, fundamentais na era da informação”.
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O amarelão da RBS
Os números do Sindicato dos Jornalistas do Rio Grande do Sul mostram que, no futuro imediato da RBS, o jornalismo da casa tem menos jornalistas, apesar de “fundamentais na era da informação”.
A impressão dominante de que a RBS trocou as demissões em massa por demissões a conta-gotas é confirmada pelo quadro consolidado das rescisões de contrato firmadas, por obrigação legal, junto à representação sindical da categoria.
Uma planilha Excel cedida pelo Sindicato ao JÁ mostra que, entre janeiro e novembro de 2014, foram consumadas 233 rescisões de jornalistas em Porto Alegre — 91 delas executadas apenas no âmbito da RBS.
Apesar da crença de Duda Sirotsky de que não há futuro sem jornalismo e não há jornalismo sem jornalistas, o grupo que ele dirige é responsável por 39% das demissões, quatro em cada 10 profissionais no Rio Grande do Sul só em 2014.
A tesourada mais forte atingiu a Zero Hora, onde 53 pessoas perderam o emprego, quase 60% das 91 demissões do grupo. A segunda maior vítima foi a área de TV, onde 34 funcionários (mais de 37%) foram decapitados. A primeira execução do ano na RBS veio de lá, da TV Gaúcha POA, em 2 de janeiro, quando Hector Guevara Werlang saiu, tendo como causa de afastamento um ‘pedido de demissão’. Ainda segundo a tabela já defasada do sindicato, a última execução data de 14 de novembro e atingiu o festejado diretor de arte da Zero Hora, Luiz Adolfo Lino de Souza, identificado como ‘despedido sem justa causa’.
A grande maioria dos nomes afastados não tem justa causa, mas mesmo os pedidos de demissão, segundo o Sindicato, não indicam uma opção voluntária, mas uma imposição negociada para transformar antigos funcionários, de salários mais altos, em pessoas jurídicas, os PJs — que sugere “o artifício utilizado para burlar os direitos trabalhistas e precarizar o trabalho do jornalista”, conforme a denúncia feita ao Ministério Público do Trabalho.
A hegemonia da RBS no quadro de demissões de jornalistas no Rio Grande do Sul pode ser percebida visualmente pela marcação, em amarelo, dos nomes tesourados na empresa em 2014, segundo a planilha do sindicato fornecida ao JÁ.
Os nomes sem cor representam empresas menores e casos mais isolados, como Caldas Júnior, rádio e TV Guaíba, Grupo Pampa, Jornal do Comércio, Grupo Sinos, Fundação Cultural Piratini (TVE), sindicatos ou pequenas empresas de mídia empresarial. O amarelão da RBS se vê abaixo:

À beira de um ataque
Os problemas que azucrinam a vida da RBS no Rio Grande do Sul cruzaram o rio Pelotas e contaminam também a RBS de Santa Catarina, onde a empresa possui 15 empresas de mídia tradicional. São cinco jornais (Diário Catarinense, Hora de Santa Catarina, A Notícia, Jornal de Santa Catarina e O Sol Diário), oito rádios (CBN, Itapema FM em Florianópolis e Joinville, Atlântida FM em Criciúma, Chapecó, Blumenau, Joinville e Florianópolis) e duas TVs (RBS e TVCOM).
Só em Florianópolis, entre a tesourada de agosto e o final de novembro, o Sindicato dos Jornalistas de Santa Catarina contabiliza 18 demissões na RBS. No período, outras nove demissões ocorreram no interior, entre Joinville, Blumenau e Lages. No início de dezembro, o time inteiro da sucursal de Lages do Diário Catarinense ganhou cartão vermelho: 11 funcionários, incluindo a faxineira, o motorista, a telefonista e quatro jornalistas. Um diretor sindical lembrou ao JÁ: “Ontem [quarta-feira, 3 de dezembro], homologamos a demissão traumática de uma funcionária da RBS com oito anos e meio de casa. Ela chegou ao sindicato à beira de um ataque de nervos. O marido, também funcionário da RBS, fora demitido semanas antes. A família está desamparada…”
O departamento jurídico do sindicato catarinense, como faz sua contraparte gaúcha, está entrando com reclamatórias trabalhistas na Delegacia Regional do Trabalho e junto ao Ministério do Trabalho, exigindo que a RBS pague aos demitidos a participação nos lucros proporcional aos meses em que trabalharam lá ajudando a empresa a lucrar. O relato do Sindicato de SC ao JÁ é assustador:
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“Vários casos de homologação rescisória beiram o estelionato e estamos recomendando aos nossos sindicalizados o caminho da justiça. A RBS usa critérios diferentes para situações iguais, premiando seus escolhidos com vantagens que negam a outros. Alguns jornalistas demitidos podem ficar sem o seguro médico, enquanto outros o recebem. A empresa submete os jornalistas demitidos a negociações individuais, pagando uns de um jeito e outros de outro. Parece coisa sem importância, mas é bem pensada: divide os coleguinhas entre os que nada têm a reclamar e os que ficam falando sozinhos, carimbados como loucos, reclamões, os que pra quem nada serve.
O truque mais velho da RBS é o de não pagar o INPC na data-base de 1º de maio, assim ganhando dinheiro simplesmente com o atraso dos pagamentos devidos. A jogada é simples: a RBS leva 10 meses para pagar, alegando que é o sindicato que complica as negociações. Dizem ser ‘extorsiva’ a cláusula em que pedimos, por exemplo, o aumento do vale-refeição de R$ 10 para R$ 12.
Com base nisso, ficam meses sem voltar à mesa de negociação, querendo forçar o sindicato a implorar de joelhos a retomada desse estranho ‘diálogo’. Se voltamos à mesa, temos que nos sujeitar apenas à oferta de R$ 2 de aumento ‘extorsivo’. Se não voltamos, ficamos mal vistos pela categoria.
Aí, mansamente, no final do ano, antes que a briga pelo aumento vá aos tribunais, a RBS abre o cofre e paga o devido. Nesse longo tempo de impasse, a empresa fica com o dinheiro rendendo. É possível estimar o que eles ganharam, em 2014, a partir dos 200 empregados que possuem em Santa Catarina.
Pelo INPC e aumento real, cada funcionário teria direito a R$ 150 por mês de aumento cada um, multiplicado por 10 meses, que é o tempo básico de espera. Multiplicado pelo número de empresas e empregados que a RBS tem aqui, isso passa de R$ 1 milhão. Depois de esperarmos desde maio, a RBS anunciou em novembro que pagaria o aumento devido na folha de dezembro”.
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Outra esperteza identificada pelo sindicato catarinense é a invenção de um cargo nas redações da RBS chamado de ‘assistente de conteúdo’.
É uma espécie de limbo, desconhecido na lei trabalhista, que flutua entre o inferno do ‘estagiário’ e o purgatório da ‘Pessoa Jurídica’. O sindicato está ouvindo sigilosamente o depoimento de alguns deles, que carregam todas as obrigações e nenhum direito de um funcionário legalizado. São estudantes de jornalismo, ainda não formados, que adentram o paraíso da redação assumindo de forma consciente os riscos da clandestinidade legal:
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“A gente trabalha oito horas ou mais na redação, faz todo o serviço de um repórter, apura e escreve, sem o direito de assinar a matéria. Fazemos tudo o que nos exigem, sem poder exigir nada em troca. Basta o ‘privilégio’ de estar lá dentro da redação, na condição de um subempregado, ganhando menos de R$ 1 mil. Mas, quem vai reclamar? Todo mundo espera uma chance melhor no futuro, mesmo sendo na RBS…”, contou ao JÁ um dos assustados ‘assistentes de conteúdo’ de Santa Catarina.
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ombudsman sob vigilância
Por incrível que pareça, existe uma maneira de frequentar de forma bem-humorada o circo de horrores da RBS. Basta acessar, como fazem reservadamente todo dia os funcionários da casa, o Blog do Prévidi, que o jornalista José Luiz Prévidi, 60 anos, sustenta há 12 anos sob um lema inspirador: “jornalismo de opinião com bom humor”. Carioca de Copacabana, trocou em 1966 a praia do Rio em definitivo pela rua da Praia de Porto Alegre, passando pelas principais redações da capital: Diário de Notícias, Correio do Povo e Zero Hora, onde atuou por três anos na editoria de Política. Sempre bem humorado e ferino (“Sou torcedor do Botafogo, no Rio, e do Internacional, aqui. Mas sem fanatismos”), Prévidi tornou-se uma espécie de ombudsman virtual da RBS, registrando com um prazer incontido as derrapadas e mazelas deste annus horribilis do grupo dos Sirotsky, recortado pela figura de Galeazzi Mãos de Tesoura.
Que ninguém despreze o poder corrosivo de Prévidi e suas notas ácidas. No ano passado, o seu blog registrou uma média de 800 mil acessos mensais, totalizando quase 9 milhões de visitas, a partir de 38 países. Um número que deve ser creditado, em boa parte, ao alvo central de suas notas, a própria RBS, que ele mesmo ironizou em um registro de 2 de dezembro passado:
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“Os comedores de sucrilhos orgânico com nescauzinho, os tais ‘executivos’ do Grupo RBS, tomaram uma decisão do mais alto nível!
Brilhantes como sempre, mandaram monitorar pela TI (Tecnologia de Informação) todos os funcionários que acessam o Blog do Prévidi. Como diz a minha ‘informante’, a medida é para ficarem com medo e não acessarem. Genial! Terão que proibir que os funcionários trabalhem com celular.
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Foi no blog do Prévidi que se soube, na quinta, 4 de dezembro, que seriam extintos todos os planos de saúde, incluindo Golden Cross e Unimed, que a RBS concedia como benefício aos seus funcionários. “Todos serão atendidos agora pelo CAF, que é um SUS melhorado.
E os ‘colaboradores’ ainda vão colaborar com descontos em folha de uma parte do valor da consulta”, complementou Prévidi, nomeando o diretor que deu a notícia: Deli Matsuo, o vice-presidente de Gestão e Pessoas do Grupo RBS, apesar de sua formação em engenharia elétrica e tecnologia de informação.
Na terça, 9 de dezembro, Prévidi deu outra triste notícia sobre a Zero Hora, que os leitores da Zero Hora nunca podem ler no jornal: a demissão de Bete Duarte, funcionária da RBS nos últimos 35 anos e editora há 15 anos do caderno de Gastronomia de ZH.

ironia sem graça
A fase da RBS, de fato, não é boa. No início do mês, 48 horas antes do massacre previsto para o dia 5, o grupo lançou uma massiva campanha de incentivo, com filmes nas suas emissoras de TV, spots nas rádios e páginas nos jornais.
Os filmetes, produzidos pela agência Dez Propaganda, mostram momentos decisivos na vida dos personagens, quando estão prestes a fazer escolhas importantes, como comprar um imóvel, pedir a namorada em casamento ou saltar de paraquedas.
Tudo isso ao som de ‘Vida’, a música composta em 1985 por Ricardo Garay e Carlos Ludwig atendendo a um pedido de Maurício Sirotsky Sobrinho, o fundador do grupo, e que se tornou o hino oficial das festas de fim de ano da RBS.
A diretora de Marketing e Comunicação do grupo, Anik Suzuki, definiu a ideia que estava por trás da campanha: “Queríamos uma mensagem de recomeço, de nova chance, algo que fizesse bem às pessoas. Que provocasse nelas entusiasmo, otimismo, senso de urgência e coragem para realizar seus projetos, planos e sonhos”.
São belas intenções, mas mortamente comprometidas pelo título infeliz escolhido para definir a campanha: “Vá em Frente”. Com direito ao hashtag #2015VáEmFrente.
Para uma empresa traumatizada pelo fantasma da crise, o conceito do “Vá em Frente” soa como uma cruel ironia fora de hora ou uma piada sem graça. Nada provoca mais entusiasmo, otimismo, senso de urgência e coragem para realizar projetos e sonhos do que preservar empregos e salários — valores em crise profunda para os minguantes 6.500 funcionários da RBS.
Uma das peças da campanha mostra uma criança saltando nas águas serenas de 2015. Outra peça conclama: “Não importa qual o seu objetivo, seu sonho, seus planos: vá em frente. Faça acontecer. Você quer estimular alguém a tomar uma decisão importante? Quer dar aquele empurrãozinho que falta?”.
Para realçar a ideia, sob a trilha sonora de ‘Vida’, aparece alguém saltando de um avião, ainda sem o paraquedas aberto. Nada define melhor, hoje, o sentimento dos aflitos empregados da RBS, que temem o ‘empurrãozinho que falta’ e o mergulho sem paraquedas no espaço vazio do desemprego, em um território inóspito como o desanimador mercado de trabalho para jornalistas no Rio Grande do Sul e em Santa Catarina.

Vendendo jornal velho
A crise existencial da RBS não é percebida pelo autismo do grupo, que vende de forma obsessiva sua falsa modernidade, mas pode ser entendida pela reflexão de quem avalia o cenário com precisão longe das páginas de Zero Hora. O jornalista Tiago Lobo, formado pela PUC gaúcha, é editor da revista digital Pensamento, acaba de publicar um artigo no Observatório da Imprensa — O jornal e a utopia metropolitana — sobre o jornal dos Sirotsky, onde diz:
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“Zero Hora dá aula de como cavar a própria vala. Suja, rasa, sem lápide, para ser enterrada como indigente. E só eles, enquanto negociam vinhos, pirulitos e “negócios digitais”, não se dão conta do que perdem. Independente dos motivos, grandes nomes que faziam valer a leitura daquelas páginas mal acabadas foram seguindo seu rumo. Altair Nobre, Alexandre Bach, Chico Amorim, Carlos Wagner, Luiz Adolfo e tantos outros jornalistas competentes que foram saindo ou sofreram a degola das tesouras da RBS, para falar só dos jornais impressos do grupo.
Agora resolveu que o jovem vai salvar o seu negócio. No entanto, sua reforma (apressada, atrapalhada e que causou confusões dentro do departamento de diagramação) é um tiro no pé feito dentro de uma sala escura, já que muda a forma de o jornal se relacionar com o seu leitor de uma hora para a outra, indo do clássico ao desarranjo contemporâneo e caótico sem avisar. […]
Jornais de verdade levam, em média, 10 anos para implantar uma mudança gráfica e de linha editorial radical. Isso é feito de conta-gotas. O motivo? Simples: respeitar a experiência de leitura do público e ir aperfeiçoando detalhes despercebidos durante o processo. Mas Zero Hora trabalha com o conceito mais estúpido do mundo, em se tratando de papel: tudo é beta e para ontem. Tudo pode mudar, até amanhã. Se não der certo, não tem problema: era beta, mesmo. E deixam isso claro com seu slogan “papel, digital, o que vier”. Mas se esquecem de que sequer estarão de pé para encarar “o que vier” se continuarem a desconstruir o jornalismo que alegam fazer”.
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O implacável Blog do Prévidi garimpou outra preciosidade, que demonstra o surto de ideias infelizes que atropela o bom senso na RBS. Um pequeno anúncio, que serve como calhau, anuncia aos leitores de Zero Hora que “você pode resgatar o que já foi notícia”. E avisa que jornais antigos estão à venda no arquivo de ZH, de segunda a sexta-feira, no bairro São João. É bizarro que, diante da crise global para vender jornais do dia, a RBS faça um esforço para vender jornal velho, imprestável até para embrulhar peixe. Em um mundo conectado pela urgência da mídia digital, que tudo informa em bytes e pixels medidos em segundos, é válido perguntar quem poderia se interessar por jornais velhos, antigos, de edições remotas, amareladas pelo tempo, desbotadas na memória.

Líder perde a liderança em casa
Mais do que vender jornal velho, Zero Hora deveria se preocupar em vender jornal novo, a cada dia. Não é o que está acontecendo. O IVC (Instituto Verificador de Circulação) mostra que, entre janeiro e setembro, a ZH perdeu 6,34% de sua circulação diária, caindo de 181.772 para 170.243 exemplares. A queda só não foi maior do que a de seu concorrente, Correio do Povo, que despencou 12,67% no período, caindo de 134.998 para 117.891 exemplares diários.
O vexame maior é que ZH perdeu o título de maior jornal do Estado para um imprevisto concorrente da própria casa, cedendo a liderança para seu primo pobre, o Diário Gaúcho, que cresceu 23,19% nos nove primeiros meses de 2014. Vendia 150.214 exemplares diários em janeiro e, em setembro, subiu para 185.055 exemplares. É o jornal popular da RBS, dedicado às classes C, D e E, com uma linha editorial vulgar que privilegia notas policiais, futebol, fofocas da TV e fotos na capa de mulheres com pouca roupa e muitas curvas. O jornal, além dos vales que publica para serem trocados por panelas, copos, talheres, assadeira de bolo, livros de culinária e outras bugigangas domésticas, tem como atração o preço baixo de capa: 75 centavos, três vezes menos do que os R$ 2,50 de Zero Hora.

A vertiginosa ascensão do Diário Gaúcho, apesar da tesourada que reduziu sua redação de 20 para 12 jornalistas, lança dúvidas tenebrosas sobre a saúde dos empregos em Zero Hora. Afinal, a dura política de cortes de Galeazzi no jornal popular da empresa fez subir sua rentabilidade, com maior tiragem e menores custos, ao contrário do que acontece no jornal-líder do grupo, menos rentável, com menor circulação e custos elevados.
As demissões em massa foram transformadas em degolas pontuais, que persistem e não cessam, embora chamem menos atenção. Com a perspectiva do tempo, como se vê no amarelão da planilha do sindicato, é possível constatar que a estratégia de cortes de Galeazzi continua firme e forte. A navalhada massiva de dezembro foi substituída pela tesourada gradual, que deve se prolongar pelo primeiro semestre de 2015, conforme confidências vazadas por executivos da RBS.
A lista de meta de demissões na gaveta da diretoria continua oscilando entre 200 e 600 funcionários, nos termos do rígido plano de ‘reestruturação’ estabelecido pelo Mãos de Tesoura e não revogado por Duda Sirotsky.
É bom lembrar que, em julho de 2015, vence o prazo de dois anos que Cláudio Galeazzi se impôs para trabalhar no recorte de gastos da RBS. Ele sai, em meados do ano, mas fica na empresa sua doutrina de implacável austeridade. A sensação permanente de perigo está eternizada no selfie da crise, o auto-retrato da redação de Zero Hora, onde muitos sorriem, outros tantos não, todos apreensivos com o que veio no Ano Velho e com o que virá no Novo Ano.
Afinal, Cláudio Galeazzi sai da RBS e vai em frente. E a tesoura que fica, também.
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A tesoura da RBS vai em frente
O selfie de Zero Hora: sorrisos, alguns amarelos, e o ar preocupado de todos com a campanha ‘Vá em Frente’ O amarelão da tesoura em 2014 e o futuro sem jornalistas: 4 em cada 10 demitidos no Rio Grande eram da RBS | Fonte/ Sindicato dos Jornalistas RGS O ombudsman da RBS: é preciso ler o Prévidi para saber que Zero Hora demitiu sua editora Bete Duarte | Fotos: Blog do Ucha / Reprodução O empurrãozinho que falta e o salto no escuro: o lema infeliz da campanha da RBS que sangra com a tesoura A Zero Hora, com papel ou digital: vendendo jornal velho e ainda agasalhando novas mídias. O que vier… Zero Hora e Diário Gaúcho: o maior jornal do RS perde a liderança para o primo pobre -
Campanha subliminar pela privatização da Petrobras
GERALDO HASSE
Em artigo na Carta Capital, o economista Delfim Netto anotou os problemas enfrentados pela Petrobras, que atravessa um período complicado. Para o ex-ministro do milagre econômico da ditadura militar, são estes os problemas da Petrobras:
1 – Corrupção administrativa de altos funcionários, especialmente no superfaturamento de encomendas em conluio com grandes empreiteiras
2 – Problemas com investidores norte-americanos que se consideram lesados por “propaganda enganosa” no lançamento de ações da BR na Bolsa de Nova York
3 – Queda de 30% nas cotações internacionais do petróleo (de US$ 100 para US$ 70), o que a obrigará a frear investimentos no pré-sal
4 –Dívida equivalente à sua receita anual (cerca de R$ 300 bilhões)
5 – Lucratividade reduzida por ter sido obrigada pelo governo a manter baixos os preços dos derivados do petróleo em nome do controle da inflação
6 – Obrigada pelo governo a priorizar encomendas (barcos e plataformas de prospecção de petróleo) à indústria nacional
7 – Imagem pública destruída
Depois de mostrar as sete pragas da nossa estatal do petróleo, Delfim elogia a Petrobras por já estar produzindo 500 mil barris diários de petróleo do pré-sal (jazida descoberta em 2006) e ter ampliado sua capacidade de refino, o que significa aumento das receitas e redução das importações.
Ou, seja, tirando a roubalheira praticada por funcionários mancomunados com empreiteiras e políticos, a Petrobras continua admirável, inclusive por ter reabilitado a indústria naval brasileira, o que só configura problema para quem vive da importação de equipamentos e de operações financeiras com o exterior.
O problema associado a essas pragas/conquistas é que o custo operacional e financeiro de tudo pode ter passado dos limites do razoável, mas é bom lembrar que a Petrobras não pode ser encarada como uma empresa qualquer. Ela tem uma missão constitucional – zelar pelo cumprimento do monopólio estatal do petróleo. Desde sua fundação em 1953 tem sido usada como instrumento de gestão da economia. Felizes os brasileiros por possuírem uma empresa tão poderosa.
É aí que os liberais como Delfim Netto torcem os bigodes. Estão contrariados. Perderam a eleição presidencial e querem a revanche. Se a Vale do Rio Doce foi privatizada, por que não a Petrobras? É o que pensam, deixando o traseiro à mostra.
Em muitos casos, privatização e prevaricação são a mesma coisa.
LEMBRETE DE OCASIÃO
A Refinaria Abreu Lima, mais conhecida como Refinaria do Nordeste, que foi projetada para ser uma “joint venture” entre a Petrobras e a PDVSA, está começando a operar — sem a participação da Venezuela — e seu custo final ficou em R$ 18 bilhões, 80% acima do maior valor admitido pela Petrobras no momento da aprovação do orçamento da obra em 2009. Os números são da própria estatal, que não deu qualquer explicação para tamanha discrepância orçamentária. Aí tem -
Liberdade afetiva, o melhor presente de Natal
Cláudia Rodrigues
Os que dizem gostar, os que dizem desgostar, queiram ou não, o Natal é um feriado mundial, globalizado. Até o Japão consome o Natal. Nos países em que o Natal não é uma data expressiva, fala-se do Natal, afinal a mídia mundial é uma só. O feriado, separado por apenas uma semana do Ano Novo, costuma ser usado para reunir as famílias, repletas de pessoas que gostam e que não gostam do Natal. A figura do parente ranzinza com o Natal é lugar-comum, talvez mais do que o tiozinho do pavê.
A economia mundial tem sua golseima, os setores produtivos voltados obsessivamente para metas, entram em depressão. Ascidades ficam vazias, as estradas cheias. Come-se muito, consome-se variedades de comida, produzem-se sobras para o reino do assistencialismo. Época de alívio de culpas, encontros amorosos com familiares, surpresas, alegrias sociais e afetivas, brigas, mágoas, tristezas, cobranças. Entre o Natal e o Ano Novo costumam aumentar os índices de acidentes de trânsito, ocorrências policiais e violência doméstica.
Crianças que conhecem os festejos chegam a preferi-los no lugar do próprio aniversário. Há exceções: crianças que sofreram discriminação, bullying de primos e tios ou diferenças de tratamento dos pais em relação aos irmãos, podem, obviamente, se ressentir da festa, assim como aquelas que passam a vida assistindo brigas de família. Natural que na idade adulta essa não seja uma festa esperada com alegria, mas com tensão ativada pelas memórias de uma data tão sublinhada em nossas vidas.
Conheço pessoas da minha idade que sempre passaram o Natal no mesmo lugar a vida toda, sempre com a família. Porque Natal é em família e lamenta-se a ausência de qualquer parente e se por acaso o vivente for um embarcado, um sujeito que está de plantão em algum dos tantos ofícios que necessitam plantão, então ele é um azarado, vai perder o Natal, a grande festa da família.
Se a pessoa solteira entre 25 e 35 anos ligar na noite de 24 de dezembro dizendo que não vai na casa da mãe ou da sogra, será execrada, não tem direito à liberdade afetiva. O final de ano vem sendo liberado para a juventude pelas famílias brasileiras. Passando o Natal, podem ir, carta de liberdade afetiva em mãos. Existequalquer coisa de cativeiro afetivo no Natal. Há exceções, mas de maneira geral, principalmente após o nascimento dos filhos, os homens vão para as famílias das esposas e as filhas mulheres ficam com seus pais.
A configuração de personagens vai mudando ano a ano por meio de falecimentos, nascimentos, separações, novos companheiros. Há fundadores de família que fazem verdadeiras guerrilhas de poder para obter a exclusividade da festa, incluindo parentes de parentes de parentes. Há matronas mandonas; exigem presença de filha, filho, genro, nora e netos. Pode rolar chantagem emocional e até barganhas nessa data religiosa. Alcovas do Natal, toda a família muito unida tem a sua. As famílias consideradas mais desagregadas são também as mais libertárias. Em família aceitam muito, menos hipocrisia. Aqui e acolá surgem os desapegados.
O Natal para os desapegados pode ser uma data de viagem solo, a dois, na pequena família de 3, na pequena família recém-fundada, pode ser uma aventura numa tribo com os Guarani, pode ser em casa, num pátio, na praia, na beira do rio. Pode ser vegetariano, com amigos, em retiros e claro, pode ser sem família, sem culpa, sem saudade melodromática, sem skype, sem tristezas. Pode ser bem profano também.
Dá para ser anormal no Natal pelo menos uma vez na vida, ou algumas, muy de buenas, mas não se pode negar que há uma espécie de osmose que leva à normopatia nessa data. Massas de pessoas repetem ano a ano um ritual rígido, que mistura prazer e obrigação. Com o tempo a parte obrigação tende a virar uma maçaroca, que jamais se desenreda.
No final das contas, o Natal, pelo menos para quem já colocou filhos no mundo, acaba sendo uma data com a qual devemos nos ocupar e preocupar porque a festa herdará as memórias registradas por nossos filhos e netos. O grande espírito do Natal, da compaixão, da união, da recepção do outro dentro de nós, da solidariedade, reside na simplicidade que só o pequeno núcleo é capaz de nutrir. Coincidência ou não, o Natal é simbolizado pela criança recém-nascida, que precisa de muita atenção e muita delicadeza.
Aos que passam o Natal com a família inteira reunida, que matam gostosas saudades de um ano sem esses abraços; aos que passam o Natal com sua família próxima, que vê todo dia e nesse dia faz a festa; aos que viajam sozinhos, acompanhados de amigos; aos que curtem uma vida a dois, aos que estão passando o seu primeiro Natal de fundação da família, só pai, mãe e filhos pequenos, aos que já estão na estrada mãe, pai e filhos grandes e claro, aos que libertam e vivem em liberdade afetiva de Natal a Natal sem exceção; a todos vocês desejo paz e calor gostoso no peito. -
Os sete tipos de consumidores de Natal
Uma pesquisa realizada pelo SAS nos Estados Unidos, empresa de análise avançada de dados, com 2.007 pessoas, encontrou sete estilos de comprar predominantes nesta temporada de Natal.
– Guerreiros da Black Friday: grupo que corresponde a 21% dos consumidores, com gasto médio de US$ 1.422. São pessoas que passam horas nas filas esperando a abertura das lojas para aproveitar os descontos.
– Estouradores de orçamento: correspondem a 11% dos consumidores e gastam, em média, US$ 1.132. Compram grande variedade de produtos, pagam por conveniência, gastam mais que o planejado e consideram giftcards (no Brasil chamados de vales-presente) muito impessoais.
– Compradores práticos: são 21% do público, com gasto médio estimado de US$ 1.108. Fazem todas as compras de Natal de uma só vez, usando uma lista e controlando o orçamento. Compram principalmente itens de vestuário.
– Presenteadores perfeitos: são 19% dos clientes e gastarão US$ 1.056. Adoram comprar e se inspiram em muitos lugares. Para eles, dar presentes exclusivos é importante e eles tendem a mimar as pessoas. Normalmente, são os primeiros a finalizar as compras.
– Cyber shoppers: são 19%, gastarão US$ 955 e consideram as compras de Natal um estorvo. Evitam as multidões nas lojas, preferindo comprar de casa, online. Normalmente não sabem o que comprar e só decidem enquanto pesquisam nos sites.
– Esperançosos de última hora: são os 5% de clientes (gasto médio de US$ 955) que correm para o shopping na véspera do Natal. Acreditam que esperar até o fim é uma forma de economizar dinheiro, e normalmente fazem todas as compras de uma vez só. São os que mais compram giftcards, pela praticidade.
– Rabugentos: os 5% que são completamente opostos aos Guerreiros da Black Friday. Acham que a decoração de Natal sempre é colocada cedo demais, detestam as multidões de consumidores, não mimam seus familiares e não pagam por conveniência. Deixam para comprar na última hora e, se puderem, evitam comprar no Natal. -
Dilma mantém Graça Forster em defesa do Pré-sal
Elmar Bones
A firmeza com que Dilma Rousseff defendeu mais uma vez a presidente da Petrobras é sinal de que ela está consciente do verdadeiro alvo da campanha para envolver Graça Forster nas petrofalcatruas.
São dois alvos na verdade:
– O modelo de partilha do pré-sal, que preserva o controle estatal na exploração das reservas.
– O programa de conteúdo nacional nas obras da Petrobras, que prioriza e incentiva a participação das empresas brasileiras nos projetos da Estatal.
A saída de Graça Forster abriria caminho para soluções privativistas, principalmente porque o próximo presidente do Conselho de Administração da Petrobrás será, pela regra, o ministro Joaquim Levy.
Seria uma solução muito bem vista pela “comunidade internacional , encampada pela mídia, apoiada pelos grandes investidores e entusiasticamente aplaudida pela oposição.
O círculo de ferro se fecharia com o comprometimento das maiores empreiteiras do pais com a corrupção, que pode atingir o andamento das grandes obras de infraestrutura em andamento no PAC, que são vitais para segurar o crescimento.
Então é isso. Já que a hipótese do impeachment está afastada, por enquanto, trata-se de conduzir os fatos para manter o governo na defensiva e obter o maior desgaste possível da presidente.
Atingindo-se os fundamentos de sua estratégia, vai-se imobilizando o governo e esvaziando-o de seus conteúdos, deixando-o reduzido às manobras e recuos para se manter de pé.
Nestas circunstâncias,o impeachment torna-se desnecessário. -
Javali virou praga ambiental no RS
Abigeato? Bruzone? Carrapato? Estiagem? Ferrugem da soja? Gafanhoto? Granizo? Graxaim? Mosca do chifre? Puma? Nada disso: atualmente, a maior ameaça a lavouras e criações do Rio Grande do Sul são os javalis, nativos da Europa e introduzidos no Uruguai há quase um século como curiosidade da fauna.
Depois de escapar dos cativeiros, esses porcos alçados devastam lavouras, obrigando os peões a andar armados e protegidos por cães. Mas nem assim se controlam essas feras de presas afiadas. Em Alegrete um peão atirou num javali do tamanho de um bezerro. Mesmo ferido, o animal o atacou a dentadas, cortando a bota e lanhando sua perna.
Há histórias de pessoas que tiveram de trepar em árvore para escapar do ataque desses bichos que se juntam em manadas e percorrem longas distâncias em busca de alimento.
Por circular mais à noite, os javalis driblam a vigilância dos peões e fazendeiros, que se surpreendem com os vestígios de sua passagem pelos lugares. Fazem estragos inacreditáveis. Vorazes, comem raízes, matam animais e devoram até carniças. Não há fazenda que não tenha perdido bezerro ou cordeiro para os javalis.
A proliferação dos javalis no interior gaúcho virou motivo de troça. Recentemente, num evento na Farsul, diante de quase uma centena de fazendeiros e jornalistas, o vice-presidente Francisco Schardong brincou ao microfone ao saudar a presença do veterano criador Camilo Costa, de Tupanciretã: “Nosso eterno diretor Camilo Costa está cevando lá em Tupan javali à base de cordeiro mamão…”
Em algumas fazendas, peões capturam filhotinhos de javalis que são criados “guachos” em chiqueiros para abate aos quatro/seis meses, como se fossem leitões.
O cruzamento com o porco doméstico amansa os javaporcos, à semelhança do que aconteceu há meio século, quando as abelhas européias se miscigenaram com as africanas em território sulamericano.
Durante anos, o Ibama só permitiu a captura de javalis por meio de armadilhas. Em 2013 finalmente autorizou o abate por qualquer meio. Se antes era raridade, a carne do javali já aparece com mais frequência no cardápio de restaurantes gaúchos.
Na Serra, indústrias de embutidos misturam a carne do javali à de bovinos e suínos, obtendo uma linguiça diferenciada vendida a R$ 20 por peça de 500 gramas na última Expointer. -
Jornalismo também precisa de um Conselho
Redação Portal IMPRENSA | 08/12/2014
O Coletivo Jornalistas Pró-Conselho vai promover um debate sobre a importância da criação de um organização independente da profissão. A ideia do grupo é relançar a discussão sobre o tema em novas bases, de forma ampla e autônoma. O encontro em São Paulo na noite desta segunda, 15/12, deve reunir os profissionais de imprensa favoráveis à medida.
Há dois anos, um levantamento realizado pela Universidade Federal de Santa Catarina em convênio com a Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj) mostra que 72% dos jornalistas entendem que é importante ter um conselho profissional para a área. No dia 15 de dezembro, os mais de 140 mil comunicadores brasileiros poderão discutir projetos e formas de mobilização para viabilizar a ideia.
Sem nenhum vínculo partidário ou sindical, o coletivo já lançou um manifesto em abril deste ano para reunir quem apoia a iniciativa. Na ocasião, conseguiu recolher cerca de 500 assinaturas. Para o próximo ano, pretende organizar as bases programáticas da criação de um movimento nacional que tenha como norte a criação de um conselho profissional de jornalistas.
Os alicerces do projeto devem ser apreciados e avaliados na reunião. Nela, os participantes ajudaram a definir os temas que serão colocados em debate público – pela internet e num futuro encontro – para assim viabilizar uma direção provisória, na forma de um colegiado.
Serviço: “Encontro do Coletivo Jornalistas Pró-Conselho”.
Data e horário: 15 de dezembro de 2014, a partir das 19h30.
Local da reunião: Rua Japurá, 43 – Centro de São Paulo. -
Quatro séculos do vinho gaúcho
Foram 30 anos recolhendo documentos de fatos relacionados ao universo vitivinícola, ocorridos entre os anos de 1620 e 2010, para a organização do livro Memórias do Vinho Gaúcho, de autoria de Rinaldo Dal Pizzol e Sérgio Inglez de Sousa.
O lançamento acontecerá em dois momentos: no dia 15 de dezembro, no Ecomuseu da Cultura do Vinho, em Bento Gonçalves, e no dia 17 de dezembro, na Farsul, em Porto Alegre.
O levantamento das memórias começa pelos primórdios da vitivinicultura gaúcha, entre 1600 e 1875, em que trata, por exemplo, dos jesuítas como os primeiros viticultores gaúchos, e se encerra com as grandes transformações do vinho brasileiro entre 1990 e 2000.
Entre os documentos, destacam-se fotos históricas, como o registro, em 1923, de comandantes da Revolução Federalista, entre eles Oswaldo Aranha, Gomercindo Saraiva e Flores da Cunha, embaixo de uma pérgola de videira em Dom Pedrito; e um anúncio da fazenda Quinta do Seival, de propriedade João Marimon e seus filhos, em Bagé, considerado o maior estabelecimento vitivinícola do Estado naquela época. Além disso, a obra traça um perfil do imigrante ítalo-vêneto e resgata informações como a quantidade de vinho que as colônias Dona Isabel e Conde d´Eu, respectivamente hoje Bento Gonçalves e Garibaldi, produziam em 1883. Como fatos mais recentes, o livro trata da criação do Instituto Brasileiro do Vinho (Ibravin), em 1998, e a primeira Avaliação de Vinhos da Associação Brasileira de Enologia (ABE), em 1993.
O livro Memórias do Vinho Gaúcho, ultrapassa o papel de simples suporte de memórias do segmento e lança elementos para a compreensão da verdadeira essência da atividade vitivinícola gaúcha, qualquer que seja o ponto de vista: técnico, social, político e cultural. A intenção foi trazer a público o vinho gaúcho enquanto um produto do esforço humano em suas comunidades e vinculado a seus modos de vida, que sempre é carregada de produções simbólicas e de sentidos.
Para Rinaldo Dal Pizzol, o livro pretende chamar a atenção das lideranças que conduzem a economia e a cultura estadual e nacional produzindo análises e reflexões, além de incentivar a comunidade vinícola gaúcha a vasculhar as evidências de seu passado para contribuir com essa história e estimular para que a obra possa ser ampliada, aprofundada e modificada, se for preciso. “Espero que a extensa busca realizada sobre o vinho gaúcho e sua cultura também possam estimular outros setores para que contem suas histórias, pois esse registro é uma forma de difundi-las”, ressalta.
Distribuído em três volumes, que totaliza 752 páginas, a obra é financiada pelo Ministério da Cultura, por meio da Lei Rouanet, PRONAC 128357. Tem apresentação do escritor Luis Fernando Veríssimo, conta com prefácio ex-ministro da Agricultura Francisco Turra e prólogo do empresário Raul Randon.
O livro Memórias do Vinho Gaúcho foi editado pela AGE Editora. São patrocinadores: Banco Bradesco, Randon, Fras-le, Carraro, Salton, Verallia, Telasul, Meber, Concresul, Toniollo Busnello, SCA e tem como apoiadores a Farsul, Senar e Sebrae.
Autores
Rinaldo Dal Pizzol é natural de Bento Gonçalves (RS) e formado em Ciências Econômicas. Desde 1960 foi diretor de empresas do setor vinícola. Presidiu a União Brasileira de Vitivinicultura (Uvibra) e foi vice-presidente da Festa Nacional do Vinho, em Bento Gonçalves, e da Festa Nacional do Champanhe, em Garibadi. Atualmente preside o Instituto R. Dal Pizzol, atua como consultor de empresas vinícolas no Brasil e do exterior, é diretor da Dal Pizzol Vinhos Finos.
O Instituto é responsável pela recente constituição do Ecomuseu da Cultura do Vinho que abriga entre outros atrativos culturais uma bem organizada coleção ampelográfica privada (de videiras), em campo, com cerca de 400 variedades, exposição a céu aberto e sala de exposição de longa duração que estão à disposição dos visitantes.
Sérgio Inglez de Sousa é natural de Piracicaba (SP) e engenheiro mecânico por formação. Dedicou-se ao estudo do vinho viajando por praticamente todos os países produtores das Américas, Europa, África do Sul e Oceania.
Tem mais de uma centena de artigos sobre a matéria, publicados nas principais revistas especializadas brasileiras. Ministrou cursos no Senac, foi Presidente da Sociedade Brasileira dos Amigos do Vinho e, dentre seus livros sobre a cultura do vinho, destacou-se Vinho – Aprenda a degustar e a trilogia Vinho Tinto, Vinho Branco, Espumante – o prazer é todo seu.
Sérgio é filho e sucessor de uma personalidade ligada à cultura da uva e do vinho, o professor, pesquisador e escritor Julio Seabra Inglez de Sousa; autor do famoso e apreciado livro Uvas para o Brasil, editado pela Cia Melhoramentos, de São Paulo, em 1969. -
Cinema da Fronteira no Santander Cultural
De 11 até 17, programação com entrada franca oferece 18 sessões com 50 curtas e dez longas-metragens.
Iniciativa é realizada desde 2009 na cidade de Bagé, para estimular a produção audiovisual local e a integração da zona da fronteira sul do estado.
Em 2014, a sexta edição exibe filmes em parceria com as mostras Made in Paraguai e Animação Portuguesa. My Name is Now, Elza Soares, de Elizabete Martins Campos, tem sua primeira exibição no Sul.
Direto de Bagé para Porto Alegre, o Festival Internacional de Cinema da Fronteira acontece no Cine Santander Cultural a partir da próxima quinta-feira, dia 11. Tratam-se de longas e curtas-metragens que estiveram em competição durante a 6ª edição do Festival.
As estreias são de “Branco sai, preto fica” de Adirley Queirós (quinta 11/12 às 19h), “Terra Vermelha” de Ramiro Gómez (sexta dia 12/12 às 19h seguida de sessão com o diretor), “My Name Is Now, Elza Soares” de Elizabete Martins Campos (sábado 13 às 19h), e a “A história da eternidade” de Camilo Cavalcante (terça 16 às 19h).
Todas as sessões são com entrada franca e as senhas devem ser retiradas 30 minutos antes de cada filme na bilheteria do Santander Cultural. Mais informações estão em www.festivaldafronteira.com
6º FESTIVAL DE CINEMA DA FRONTEIRA
11 de dez – qui
15h – Mostra Curtas Internacional Programa 1 Diversos Diretores
17h – Mostra Made in Paraguai – Sessão Curtas Diversos Diretores
19h – Meio Fio Denise Vieira + Branco Sai, Preto Fica Adirley Queirós
12 de dez – sex
15h – Mostra Curtas Internacional Programa 2 Diversos Diretores
17h – Mostra Made in Paraguai – Curtas Diversos Diretores
19h – Mostra Made in Paraguai – Terra Vermelha Ramiro Gómez
Sessão comentada pelo diretor Ramiro Gómez
13 de dez – sáb
15h – Mostra Curtas Internacional Programa 3 Diversos Diretores
17h – Mostra Curtas de Animação Portuguesa Diversos Diretores
19h – My Name is Now, Elza Soares Elizabete Martins Campos
14 de dez – dom
15h Mostra Curtas Internacional Programa 4 Diversos Diretores
17h – Mostra Made in Paraguai – Circo Pe Miguel Agüero
19h – Dromedário do Asfalto Gilson Vargas
16 de dez – ter
15h – Mostra Made in Paraguai – Universo Servilleta Luis Aguirre
17h – Mostra Made in Paraguai – Trem Paraguai Mauricio Rial Banti
19h – A Namorada Martín Crespo
17 de dez – qua
15h – Mostra Made in Paraguai – Liberdade Gustavo Delgado
17h – Seleção Ganhadores Prêmio Memória e Patrimôno 2013 Diversos Diretores
19h – A História da Eternidade Camilo Cavalcante
SINOPESES
6º FESTIVAL INTERNACIONAL DE CINEMA DA FRONTEIRA
BRANCO SAI. PRETO FICA
Brasil, 2014, cor, 93 min
Tendo como pano de fundo um caso de agressão policial ocorrido na cidade de Ceilândia, no Distrito Federal, o filme mistura documentário e ficção científica para apresentar um futuro fascista em que as desigualdades sociais mostram-se cada vez mais cruéis. A exibição será precedida do curta metragem Meio-Fio, de Denise Vieira (2014, 20’).
D: Adirley Queirós, G: Documentário. CI: 12 anos. Festival de Brasília 2014: Melhor Filme, Ator e Direção de Arte.
CIRCO PE
Circo Pe, Paraguai, 2004, cor, 54 min
Criado pelo palhaço Bovito ao lado de sua família, o Circo Pe é a estrela desse documentário, que acompanha a chegada da trupe a uma pequena cidade. Mostra desde a montagem da tenda e a divulgação do espetáculo no povoado até os ensaios e a noite de estreia, que pode ser comprometida por uma tempestade.
D: Miguel Agüero, G: Documentário, CI: Livre.
DROMEDÁRIO DO ASFALTO
Brasil/Uruguai, 2014, cor, 83 min
Depois de perder a mãe, Pedro se sente devastado e determinado a conhecer a identidade de seu pai. A única informação que ele tem é que o homem partiu para o Uruguai para viver recluso. Assim, resolve ele mesmo partir em uma jornada de autoconhecimento até cruzar a fronteira do país vizinho, em busca da pessoa que lhe deu os traços marcantes de uma mente reflexiva e emotiva.
D: Gilson Vargas, G: Drama. CI: 14 anos.
A HISTÓRIA DA ETERNIDADE
Brasil, 2014, cor, 121 min
Em um pequeno vilarejo no Sertão, três histórias de amor e desejo revolucionam a paisagem afetiva de seus moradores: Alfonsina tem 15 anos e sonha conhecer o mar; Querência está na faixa dos 40, e Das Dores, já no fim da vida, recebe o neto após um passado turbulento.
D: Camilo Cavalcante G: Drama. CI: 14 anos.
LIBERDADE – A LUTA PELA INDEPENDÊNCIA
Libertad, Paraguai, 2012, cor, 110 min
Paraguai, 1811. Pouco antes da independência do país, o menino Francisco, de 13 anos, perde seu pai na Batalha de Tacuary. Pelos olhos do garoto, vemos como o confronto foi decisivo para que os paraguaios derrubassem a Coroa Espanhola e declarassem a independência do país.
D, R: Gustavo Delgado. G: Drama. CI: 12 anos.
MY NAME IS NOW, ELZA SOARES
Brasil, 2014, cor/P&B, 71 min
A cantora Elza Soares não precisa de maiores apresentações: diva da música e com uma grande carreira, ela conquistou não só os palcos brasileiros, mas o mundo inteiro. A partir da trajetória da cantora, este documentário nos mostra um Brasil com um povo criativo, que luta para vencer seus obstáculos.
D: Elizabete Martins Campos. G: Documentário. CI: Livre.
A NAMORADA
La Enamorada, Paraguai, 2012, cor, 60 min
Victoria é uma jovem rude que anda pelos bosques coletando ervas medicinais. Certo dia, chega ao povoado Juan Baptista, um jovem médico que se prepara para uma especialização em neurocirurgia. Victoria se apaixona por ele e resolve pedir ajuda à sua amiga Malena para ficar mais bonita e
G: Drama. CI: 12 anos.
TERRA VERMELHA
Tierra Roja, Paraguai, 2006, cor, 73 min
Neste documentário, o diretor Ramiro Gómez registra a vida de quatro famílias do interior do Paraguai, imersas em sua rotina que não é invadida em momento algum pelo cineasta ou pela câmera. Dessa forma, ele consegue contar histórias cheias de silêncio, de ausências, de sonhos, de vida e de morte.
D: Ramiro Gómez, G: Documentário CI: Livre.
Sessão comentada – 12 de dezembro – 19h
Ramiro Gómez – Nasceu em Assunção em 1977. Ingressou no Instituto Superior de Arte de la Habana, em Cuba, em 1996, e lá se especializou em Direção, em 2001. De volta ao seu país de origem, deu início à produção de Tierra Roja, documentário que percorreu diferentes festivais.
TREM PARAGUAI
Tren Paraguay, Paraguai, 2011, cor, 64 min
O documentário proporciona uma viagem no tempo que se inicia em uma estação ferroviária desativada, com um olhar orgulhoso sobre o que foi aquele lugar. A partir de então, a câmera nos leva pelos velhos trilhos, mostrando locais abandonados, mas também revelando que a ferrovia segue viva em seus objetos, espaços e pessoas.
D: Mauricio Rial Banti, R: Mauricio Rial Banti, F: Luis Reggiardo, MU: Leandro D´loredo, M:Anita Remon, G: Documentário. CI: Livre
UNIVERSO SERVILLETA
Universo Servilleta, Paraguai, 2010, cor, 110 min
Félix é um jovem de vinte e poucos anos em busca de respostas às grandes incógnitas da entrada na vida adulta. Quando ele perde o trabalho e a namorada quase que simultaneamente, decide aproveitar o que resta da juventude ao lado dos amigos Sancho e Eme. Esta última captura a intimidade do trio com sua câmera.
D, R: Luis Aguirre. G: Drama. CI: 12 anos.
MOSTRA CURTAS INTERNACIONAL – PROGRAMA 1
Curitiba, A Maior e Melhor Cidade do Mundo (D: William Bagiollim, 11′)
João Heleno dos Brito (D: Neco Tabosa, 20’)
Procurando Rita (D: Evandro Freitas, 7’)
Batchan (D: Gabriel Carneiro, 15’)
Valsinha (D: Miguel Carranca, 13’)
Coice no Peito (D: Renan Rovida, 15’)
Sem Título #1: Dance of Leitfossil (D: Carlos Adriano, 6’)
MOSTRA CURTAS INTERNACIONAL – PROGRAMA 2
Na Escama do Dragão (D: Ivo M. Ferreira, 23’)
Tubarão (D: Leo Tabosa, 13′)
O Vulto (D: Wladymir Lima, 15′)
Espelho (D: Juliana Milherio, 15)
Geru (D: Fabio Baldo, 23′)
Eva Maria (D: Rafael Todeschini, 12′)
Visão 2013 para Roberto Piva (D: Priscyla Bettin, 3′).
MOSTRA CURTAS INTERNACIONAL – PROGRAMA 3
Loja de Répteis (D: Pedro Severien, 17′)
Rua Julieta Palmares (D: Renato Coelho, 3′)
Nua por Dentro do Couro (D: Lucas Sá, 21′)
O Coveiro (D: André Gil Mata, 14′)
Tomou Café e Esperou (D: Emiliano Cunha, 12′)
La Llamada (D: Gustavo Vinagre, 19′)
A Queima (D: Diego Benevides, 13).
MOSTRA CURTAS INTERNACIONAL – PROGRAMA 4
Jewels (D: Sandro Aguiar, 17′)
Memórias em Sal de Prata (D: Boca Migotto, 20′)
Doble Chapa (D: Leo Cabelli, Diego Vidart, 20′)
Coisas Nossas (D: Daniel Caetano, 10′)
Domingo de Marta (D: Gabriela Bervian, 23′)
O Clube (D: Allan Ribeiro, 17′)
MOSTRA MADE IN PARAGUAI – CURTAS
A Lenda Urutau (D: Hugo Cataldo, 4’)
Oigo Tu Grito (D: Pablo Lamar, 11’)
Sebastian’s Voodoo (D: Joaquín Baldwin, 4’)
Karai Norte (D: Marcelo Martinessi, 19’)
Trinid (D: Andrea Gandolfo, Sergio Colmán Meixner, 19’)
Asaje Pyte (D: Juan Antonio Lezcano, 14’)
Leona (D: Hebe Duarte, 13’)
Vida Reciclada (D: Daniela Candia, 12’)
Y al Tercer Dia (D: Osvaldo Ortiz Faiman, 11’)
O Mano, Ha Ro Mano Ha Vei (D: Carlos Caceres Ferreira, 5’)
MOSTRA CURTAS DE ANIMAÇÃO PORTUGUESA
Viagem a Cabo Verde (D: José Miguel Ribeiro, 17’)
Independência de Espírito (D: Marta Monteiro, 10’)
O Sapateiro (D: David Doutel e Vasco Sá, 12’)
3×3 (D: Nuno Rocha, 6’)
Mi Vida en Tus Manos (D: Nuno Beato, 8’)
Kali, O Pequeno Vampiro (D: Regina Pessoa, 9’)
Os Olhos do Farol (D: Pedro Serrazina, 15’)
Festival Internacional de Cinema da Fronteira
Entrada franca | retirada de senhas 30 minutos antes de cada sessão
Programação sujeita a alteração
85 lugares – Dolby Digital
Ar-condicionadoAcesso para portadores de necessidades especiais
Santander Cultural
Rua Sete de Setembro, 1028 | Centro Histórico
Porto Alegre RS Brasil 90010-191
Telefone: 51 3287.5500
scultura@santander.com.br
www.santandercultural.com.br -
Domingo Vegano na rua Liberdade
Uma Feira Vegana de Porto Alegre Especial de Natal acontece domingo, dia 7, das 11h às 21h, na Casa Liberdade (Rua Liberdade, 553 – bairro Rio Branco. Serão 17 expositores de produtos exclusivamente veganos – alimentos, cosméticos, produtos de higiene e limpeza.
Os grupos Bichos do Sarandi e Gatos da Redenção, que cuidam de animais carentes na capital, promoverão um brechó beneficente. O Patas Dadas organizam um evento de adoção de animais abandonados.
O coletivo Vanguarda Abolicionista vai distribuir material educativo sobre direitos dos animais e esclarecer dúvidas acerca do veganismo.
A Delivery Veg vai sortear uma cesta de Natal de produtos veganos.
Veja a programação:
11h – oficina de suco verde, por de dez reais, sem necessidade de inscrição antecipada.
14h – palestra “Alimentação Veg, o remédio Divino”, com o terapeuta ayurvédico Radhanti Maharaj.
16h – “O mito da proteína animal, da bioquímica às ciências sociais”, com a psicóloga e ativista Eliane Carmanim Lima.
Link do evento: clique aqui
