A imprensa teve que sair a pedido dos depoentes, mesmo assim eles não responderam nenhuma da perguntas dos membros da Comissão Nacional da Verdade.
Seriam ouvidos o general reformado Nilton de Albuquerque Cerqueira e os capitães Jacy e Jurandyr Ochsendorf, todos defendidos pelo advogado Rodrigo Roca, que orientou seus clientes a ficarem em silêncio.
“A questão não é colaborar, nem se defender. É evitar que erros históricos se repitam e acabem virando uma verdade”, disse o advogado, afirmando que a comissão foi induzida a um “erro histórico” ao divulgar uma foto do acidente em que morreu a estilista Zuzu Angel, na qual aparece o coronel Freddie Perdigão.
A imagem foi entregue à CNV pelo ex-delegado do Departamento de Ordem Política e Social (Dops) Claudio Guerra. “Com esse engano, causou-se um transtorno muito grande, acredito eu, para os parentes e para os companheiros de farda [do coronel Perdigão]. Quem declarou isso a Vossa Excelência, ou se enganou, ou te enganou, que é pior ainda”, disse o advogado ao coordenador da CNV, Pedro Dallari.
Dallari classificou a justificativa de incoerente: “Se há erro, o erro só pode ser corrigido com depoimentos, com elementos e com documentos. Não com silêncio. A declaração de que [o convocado ou convidado] não vai se manifestar sobre um assunto não ajuda na investigação”, disse Dallari. Ele ressaltou que a foto do acidente foi recebida de uma testemunha de grande credibilidade, que participou ativamente dos eventos. “Não podemos aceitar que haja contestação das informações por quem se nega a prestar depoimento, porque aí seria uma inversão da própria lógica do processo de investigação.”
Apesar de lamentar, o coordenador da comissão, no entanto, minimizou: “É claro que, para a CNV, seria muito importante que houvesse mais colaboração, mas eu diria que já temos elementos suficientes. A fala deles era importante do ponto de vista do direito de defesa, de eles poderem apresentar a sua versão dos fatos. Para mim, essa estratégia pode fazer sentido juridicamente, embora, do ponto de vista da imagem, seja péssima, porque quem fala que não tem nada a declarar em geral é quem é culpado. Se eles fossem inocentes, apresentariam a sua versão dos fatos.”
O general Nilton Cerqueira comandava a Polícia Militar do Rio de Janeiro na época do atentado do Riocentro, em 1981, e há um ofício em seu nome que pede a retirada do policiamento no dia doshow em que ocorreria o atentado. Em outra audiência pública sobre o caso, a CNV apontou essa estratégia como uma das formas de contribuir com o clima de terror no episódio, em que a bomba acabou explodindo no carro com os militares dentro. A participação de Nilton também é apontada no Araguaia e na Operação Pajuçara, em que foi morto o líder militante Carlos Lamarca, na Bahia. “Ele esteve relacionado diretamente a esses eventos. É protagonista de eventos dramáticos da história do Brasil”.
Mais de dez perguntas foram feitas a Nilton, e nenhuma foi respondida. De acordo com a advogada Rosa Cardoso, integrante da CNV, ele disse apenas que pediu para os jornalista deixarem o salão porque “a imprensa distorce tudo” e afirmou “que era um absurdo a comissão investigar o fato 30 anos depois”.

Os irmãos Jacy e Jurandyr são apontados como participantes da farsa montada para sustentar a versão de que o deputado Rubens Paiva foi resgatado por guerrilheiros e fugiu, encobrindo o fato de ter sido torturado e morto.
“Estavam vinculados ao DOI-Codi e participaram diretamente da operação de simulação da fuga de Rubens Paiva. Depois, a comissão apurou que Rubens Paiva não fugiu, foi executado no DOI-Codi, e o que se fez foi forjar a fuga do parlamentar. Os capitães Jacy e Jurandyr tiveram participação direta no evento, como foi relatado por um colega deles.”
Antes do depoimento de Jurandyr, membros da CNV chegaram a insistir que ele falasse, e, se não fosse falar, que a imprensa pudesse acompanhar as perguntas. Em resposta, o militar respondeu apenas que “permaneceria calado” e que “preferia a ausência da imprensa”.
O jurista João Paulo Cavalcanti Filho, que pediu a permanência da imprensa, classificou a posição de uma “deselegância”, já que os jornalistas tiveram que sair do salão no início de cada depoimento. Cinegrafistas e fotógrafos foram impedidos pela segurança pela Polícia Federal de fazer imagens do embarque dos dois últimos depoentes, Jacy e Jurandyr, em carros no pátio interno do Arquivo Nacional.
Vinícius Lisboa – Repórter da Agência Brasil Edição: Nádia Franco
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Comissão da Verdade: militares alegam "erro histórico" para não falar
Jurandyr Ochsendorf |Tânia Rêgo/Agência Brasil) -
Energia solar: 400 projetos disputam leilão em outubro
Projetos de parques eólicos (energia dos ventos) predominam entre os cadastrados para participar do Leilão de Energia de Reserva, que o Governo Federal fará em 31 de outubro deste ano. No leilão será vendida energia para ser entregue a partir de 2017.
Segundo a Empresa de Pesquisa Energética (EPE), foram cadastrados 1.034 empreendimentos interessados em participar do leilão, com uma oferta total de 26.297 megawatts (MW) de capacidade instalada.
São 626 projetos de energia eólica com um potencial de oferta de energia elétrica da ordem de 15.356 MW.
A grande novidade desta leilao, porém, são os projetos de energia solar (fotovoltaica). Cerca de 400 usinas, com capacidade instalada de 10.790 MW, que pela primeira vez, segundo a EPE, irão disputar o leilão com outras fontes.
Ao avaliar a resultado do cadastramento, o presidente da EPE, Maurício Tolmasquim, disse que a grande surpresa foi o número relevante de projetos de energia solar.
“O número de projetos fotovoltaicos (400) totalizam mais de 10 mil megawatts de capacidade instalada, ou seja, praticamente uma (Usina Hidrelétrica) de Belo Monte”.
Entre os projetos inscritos estão, ainda, oito usinas termelétricas a biogás e Resíduos Sólidos Urbanos, totalizando 151 MW de capacidade instalada.
Caracterizado por bons ventos e ótima insolação, o estado da Bahia foi o que mais apresentou projetos, tanto para energia eólica (236) como para fotovoltaica (161), totalizando mais de 10 mil megawatts de capacidade instalada.
Além da Bahia, o Leilão de Energia de Reserva 2014 traz, como destaque, o Ceará, com 95 empreendimentos eólicos (2.397 MW) e 15 fotovoltaicas (324 MW); Rio Grande do Norte com 104 empreendimentos eólicos (2.556 MW) e 42 solares (1.155 MW); e o Rio Grande do Sul, com 113 usinas eólicas (2.534 MW). -
Radamés Gnatalli abre o Unimúsica 2014 com arranjos inéditos
“A cidade e a música” é o título da série de sete concertos em homenagem a Porto Alegre no Unimúsica 2014, que comemora também os 80 anos da Universidade Federal do Rio Grande do Sul.
Radamés Gnatalli abre o ciclo, no dia 7 de agosto, às 20h, no Salão de Atos da UFRGS.
Em formação inédita, OLINDA ALLESSANDRINI ( piano), ZECA ASSUMPÇÃO (contrabaixo), TONINHO FERRAGUTTI (acordeon), OSCAR BOLÃO (percussão) e PAULINHO FAGUNDES (guitarra) – executam um repertório selecionado por Arthur de Faria, que inclui “Pé de Moleque”, “Meu amigo Tom Jobim”, “Remexendo” e “Uma Rosa pro Pixinguinha”, entre outros.
Segundo Arthur, alguns dos arranjos que serão apresentados – todos escritos por Radamés – nunca foram escutados.
Portoalegrense, nascido no bairro Bom Fim, Radamés Gnattali formou-se com grau máximo em piano em 1924, no Conservatório de Música (atual Instituto de Artes da UFRGS).
Em seguida transferiu-se para o Rio de Janeiro, onde se tornar um dos mais importantes arranjadores do país.
Fez história na Rádio Nacional, onde atuou também como maestro, pianista e compositor – lá ele criou arranjos emblemáticos, como a famosa orquestração para “Aquarela do Brasil”, de Ary Barroso.
Sua obra influenciou muitos compositores populares, entre eles Tom Jobim. -
Ariano Suassuna e os intérpretes do Brasil
Por Enio Squeff
É possível que não exista um país com tantos intérpretes quanto o Brasil. Talvez o tamanho do país justifique tantos esforços genéticos.
Euclides da Cunha do mais fundo da sua veia crítica, admitia que “estamos condenados ao progresso”.
O nunca assaz louvado Ariano Suassuna, falecido na semana passada, partia do mesmo pressuposto. Apesar de seu viés também crítico, ou, quem sabe, justamente por isso, não se cansava de louvar o Brasil. E de uma forma que talvez escandalizasse Euclides.
Ariano contava causos, fazia críticas que muitos consideravam xenófobas, mas era impagável em suas famosas “aulas- espetáculos.”
Euclides da Cunha não gostava de ouvir anedotas. Para o genial autor de “Sertões”, o mundo e, particularmente, o Brasil suscitavam, certamente, um sentido de tragédia, que a sua imorredoura memória do massacre de Canudos não suportava.
Suassuna, pelo contrário, considerava tudo uma pândega. Gostava de provocar a plateia, em suas famosas aulas-espetáculo, com frases de efeito – um pouco como seus personagens Chicó e João Grilo, de sua peça mais famosa, “O Auto da Compadecida”.
Tudo lhe parecia motivo para o riso, inclusive a morte. Chamava-a de “Caetana” e dizia que, se dependesse dele, a tal de Caetana não o surpreenderia jamais. Do alto de seus 87 anos dizia e repetia que ela, a morte, a malfadada Caetana não era dada a pegar gente de muito riso e pouco siso.
Seus principais personagens, justamente, João Grilo e Chicó, ressuscitam por obra e graça de seu humor, do qual nem mesmo a Nossa Senhora da peça ficou indiferente.

Na própria encenação, a Virgem anuncia que quem não gosta de rir é o Demo. Ariano acreditava que enquanto risse – e fizesse rir -, ela não o surpreenderia. No caso, ou o demônio ou a morte.
Nisso tudo, a começar pelo título da peça, que evocava os “autos” medievais, Suassuna foi, sobretudo e paradoxalmente, um homem de alta erudição.
Em meio aos causos e piadas, principalmente com a americanização do Brasil – odiava anglicismos, motivos de suas chacotas mais ferinas – reivindicava seu direito à crítica por alentar tanto a sabedoria da cultura popular, quanto o acervo da alta cultura representada, ora pela tradição portuguesa, ora pela alta cultura do Brasil.
Ao criticar a mais “importante música” de um grupo de rock – de cuja letra, no seu rudimentarismo, ele se lembrava para gozar e provocar gargalhadas na plateia, ele se referia a um crítico da “Folha” que achava o compositor do grupo “um gênio” (sic).
Depois de brincar com a indigência da letra e da música do rock, ele perguntava: se o autor, como dizia o crítico da “Folha”, era realmente genial, que expressão usaria, então, para definir Beethoven?
Nisso tudo, Suassuna não era bem visto por certos jornalistas, normalmente mais representativos da “Caetana”, com seu mau-humor, sempre mais para a morte do que para a vida.
Por isso, ele jamais constava dos lembretes oficialescos dos jornais hegemônicos. Não podia ser bem visto pelo mundo neoliberal – aquele que dizia serem irrelevantes quaisquer laivos nacionalistas, já que o “consenso de Washington” estribava-se inclusive no fim da história.
Povos, línguas e cultura, identidades, enfim, todas se fariam tábula rasa diante do mundo globalizado sob a égide da língua inglesa.
Em sua cruzada anti-globalista Ariano Suassuna provocava preferencialmente o mundo acadêmico, que ele julgava alienado e ao qual contrapunha, aí sim, a sua imensa erudição.
Era capaz de recitar, de cor, tanto a longa trova de um cantador nordestino, quanto páginas e páginas de um sermão do padre Vieira, ao qual, não raro, acrescentava poemas de Camões, ou as mais intrigantes e engraçadas cenas do “Dom Quixote” de Cervantes. Tudo literalmente.
No fundo, foi um quixotesco na expressão da palavra: não o constrangia que o chamassem de “velho palhaço” que efetivamente ele era – mas só que um palhaço clássico, talvez mais que tudo um “Clown” ,aquele personagem do circo tradicional, que fingia não ter habilidade alguma, mas que conseguia se equilibrar magnificamente numa corda bamba, disfarçando sua uma capacidade, maior que todos os acrobatas do picadeiro. Ou que, muitas vezes, levava os espectadores às lágrimas, ao começar a tartamudear um instrumento qualquer para, de repente, tocá-lo como um virtuose, que se escondia no mau jeito.
Talvez seja essa a definição mais condigna de Ariana Suassuna. Foi um clown da Cultura brasileira.
Ao contrário de seu conterrâneo Gilberto Freyre, que também descreveu as origens do Brasil pelo lado positivo, ou de outros que buscaram a gênese do país naquilo que ele tinha de mais profundo – como Sérgio Buarque de Holanda, Darcy Ribeiro e o próprio Euclides da Cunha – Ariano Suassuna encarnou o homem do interior brasileiro – mas que fingia ser um bronco, para se mostrar logo em seguida, um dos homens mais cultos do Brasil. Fala-se da alta cultura – aquela representada também pelos entreguistas, que ele invectivou nas suas críticas. E que naturalmente, nunca o perdoarão.

Gilberto Freyre
Mais um santo da cultura brasileira de todos os tempos, sem, porém, o sentido do trágico; ou talvez com este senso, mas transmudado em humor, um dos mais finos e excelsos, algo que o faz um legítimo herdeiro também de Cervantes, que ele conheceu como poucos no Brasil. -
Faixa de Gaza: uma síntese do que foi a trégua
O fotógrafo Marco Langari, da France Presse, sintetizou o que foram as 12 horas de trégua na Faixa de Gaza, quando mais de 100 corpos foram retirados dos escombros, depois dos ultimos bombardeios. Ele mostra um grupo de palestinos retirando um corpo enrolado num cobertor A expressão do garoto em primeiro plano diz tudo.
Israel concordou em estender a trégua por mais quatro horas , mas minutos depois da do prazo das 12 horas, as agências voltaram a informar que milicianos palestinos lançaram quatro bombas contra cidades israelenses ao redor da Faixa de Gaza neste sábado (26).
Em seguida, o Hamas informou que não concordou com o prolongamento do cessar-fogo por mais 4 horas e voltou aos ataques.
Na última contagem, depois da trégua, os socorristas concluiram que mais de mil palestinos, em sua maioria civis, morreram desde o início da ofensiva israelense na região. Israel perdeu 37 soldados e dois civis.
A pausa no conflito foi negociada pelo secretário de estado americano, John Kerry, na sexta-feira (25). O objetivo era permitir aos palestinos buscarem água e comida e que os hospitais fossem reabastecidos com medicamentos. -
Jornalistas de Imagem realizam mostra em Bagé até 31 de agosto
Bagé será a primeira cidade gaúcha a receber a 1ª Mostra do Núcleo dos Jornalistas de Imagem do Rio Grande do Sul. As fotografias e ilustrações, que fizeram parte da inauguração do Centro Artístico Conexion Arte Melo (Melo, Uruguai), estarão expostas no Museu Dom Diogo de Souza (Av. Emilio Guilayn, 759). A abertura da Mostra acontecerá em evento no dia 28 de julho, às 19h, e a visitação do público poderá ser feita entre os dias 29 de julho e 31 de agosto.
Durante o período de exposição da Mostra, o Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Rio Grande do Sul (SINDJORS) e a Universidade da Região da Campanha (Urcamp) realizarão o encontro Jornalismo em Debate. A atividade será no dia 6 de agosto, a partir das 19h, no Auditório do Museu Dom Diogo de Souza, com a participação do presidente do Sindicato, Milton Simas; do professor de fotojornalismo da PUCRS Elson Sempé Pedroso, também diretor da entidade; e do coordenador do Núcleo Luiz Ávila.

Daniel de Andrade Simões
A parceria foi fechada em reunião entre representantes do Sindicato e da Universidade no dia 7 de julho. Conforme explica o repórter fotográfico Luiz Ávila, um dos coordenadores do Núcleo, a ideia é levar o trabalho destes profissionais por todo o estado. “Depois, vamos rumar para outros municípios que tenham Universidades com o curso de Jornalismo”, informa.
A realização da Mostra conta com o apoio cultural da Prefeitura de Porto Alegre, Go Image, Cena Um, Instituto Latinoamérica, daMAya Espaço Cultural, Verdeperto Comunicação, Associação Riograndense de Imprensa, ANS Gráfica e Museu Dom Diogo de Souza.

Wesley Santos
Participam da mostra: Léo Guerreiro; Sandra Genro; Daniel de Andrade Simões; Fernando Kluwe Dias; Vasco Ribeiro; Roberto Vinícius; Otávio Teixeira; Marco Couto; Jorge Leão; Eneida Serrano; Luiz E. Achutti; Alfonso Abraham; Claudia Cândido; Leonardo Accurso; Ricardo Stricher; Elson Sempé Pedroso; Robinson Estrásulas; Fernanda Bigio Davoglio; Marcelo G Ribeiro; Luiz Avila; Tadeu Vilani; Vinícius Roratto; Julio Pimentel; Pedro Revillion; Gilberto Perin; Bebeto Alves; Wladymir Ungaretti; Ronny Blas; Andrea Pires; Antonio Pacheco; Wesley Santos; Elder Filho; Ireno Jardim; Gabriela Di Bella; Luiz Abreu; Amaro Abreu; Cristiano Sant´Anna; Camila Domingues; Fernando Gomes; Eduardo Tavares; Ana Paula Aprato; Eduardo Seidl; Marcelo Bertani; Manuella Brandolff; Arfio Mazzei; Bruno Alencastro; Flavio Dutra; Nilton Santolin; Mauro Schaefer; Vera Rotta; Santiago; Carlos Carvalho; Sérgio Saraiva; Valdir Friolin; Henrique Valle; Emílio Pedroso; Ricardo Rímoli; Adolfo Gerchmann; Mirele Pacheco; e Rogério Amaral Ribeiro. -
Onde estão as imagens do governo Yeda?
Essa foi a pergunta que o jornal Metro, baseado na informação publicada aqui neste site, fez à ex-governadora Yeda Cruius: “As fotos não estão comigo, estão na internet, dentro do governo, na Procergs”, foi a resposta, contradizendo sua ex-assessora de imprensa Ana Jung. Ana disse ao JÁ que as imagens deveriam estar com Yeda, num HD.
Se as imagens não estão com Yeda, então o acervo fotográfico dos quatros anos do governo tucano (2007/2010) sumiu. Como são arquivos digitais, podem ter sido deletados, propositalmente. Se isso ocorreu, é de se especular: o que não podia ficar arquivado no Museu de Comunicação Social Hipólito José da Costa ao alcance de pesquisadores e população em geral?
A coordenadora do departamento de fotografia do Hipólito, Denise Stumvoll – hoje licenciada – foi quem deu falta das fotos, ainda em 2011, no primeiro ano da nova administração de Tarso Genro. Ela comunicou o então diretor do museu, Augusto Bier, sobre a ausência das imagens do arquivo do governo.
Bier lembra que o assunto foi levado à então secretária de Comunicação, Vera Spolidoro, que enviou uma pessoa para participar de uma reunião no museu, onde se decidiria o que fazer. “Preparamos um oficio, mas o museu não iria enviá-lo diretamente para a ex-governadora, então pedimos encaminhamento para a Secom”, explica Bier.
A jornalista Vera Spolidoro, hoje coordenadora do setor de Inclusão Digital, ligado ao Gabinete do Governador, diz que tal documento não passou pela Secom. “Verificamos em nossos registros de documentos e não havia nada a respeito do assunto”, completou.
Se não passou pela Secom, o ofício que foi ou deveria ter sido enviado à ex-governadora, pode estar arquivado na Secretaria de Estado da Cultura, a quem o Hipólito está subordinado.
É o que prometem verificar a assessora de imprensa da Sedac, Emilia Portella, e o atual diretor do museu, Luiz Antonio Inda.
A responsabilidade por esse acervo, que conta parte da história política, econômica e social do Rio Grande do Sul é do governo do Estado. (Por Cleber Dioni Tentardini) -
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Pesquisa: favela quer é prosperar
Qual a maior preocupação dos comerciantes de uma favela? Segurança? Não, ao menos na favela da Maré, uma das maiores do Rio. Lá, uma pesquisa com quase dois mil empreendedores revelou que a principal demanda deles é agências bancárias. A segurança vem bem depois, com menos de 10% das indicações.
São 16 favelas, com 130 mil habitantes, que formam o chamado “Complexo da Maré”, em Bonsucesso, subúrbio do Rio de Janeiro.
O “censo econômico” da região feito pela Redes da Maré em parceria com o Observatório das Favelas e foi divulgado esta semana.
O resultado mostra demandas muito diferentes daquelas que aparecem na imprensa.
A pesquisa analisou os dados colhidos em 2.953 estabelecimentos locais.
Dois terços dos empreendimentos são voltados para o comércio, 33% para serviços. Apenas 1% entra na classificação industrial.
Bares e salões de beleza são as principais atividades comerciais, que empregam nove mil pessoas dentro da própria comunidade.
Entre os quase dois mil estabelecimentos comerciais, 660 (22,4%) são bares, 307 (10,4%) são salões de beleza, 216 (7,3%) estão voltadas para o comércio de roupas, 138 (4,7%) são mercados e 131 (4,4%) são lanchonetes.
A pesquisa também mostra que 87,6% desses empreendimentos têm um único dono, sendo 60% gerenciados por homens e 75,6% são informais.
A maioria dos pedidos dos comerciantes é que existam bancos (23,2%) na comunidade. Eles também desejam mais segurança (8,7%), saneamento (4,6%), cursos de qualificação (3,4%) e urbanização (3%).
A diretora da Rede de Desenvolvimento da Maré Eliana Souza Silva diz que a pesquisa traz um conjunto significativo dos desejos e necessidades da comunidade. Também ajuda a entender o perfil dos empreendedores da região de maneira profunda.
“A pesquisa ajuda a entender que existe um desejo desses empreendedores de ser organizar, buscando se qualificar e melhorar seu negócio do ponto de vista da gestão”, disse a diretora.
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A Revolução Eólica (45) – Energia dos ventos supera a nuclear até 2020
A expansão da energia eólica em escala mundial avança a passos largos. A eletricidade a partir dos ventos já equivale à produzida por 280 reatores. A cada ano, o número de aerogeradores cresce 20%. A Associação Mundial de Energia Eólica (WWEA, na sigla em inglês) estima que até 2020 o volume energético gerado pelo vento irá quadruplicar, chegando a mais de mil gigawatts.
Na Espanha e na Dinamarca, o vento é a fonte de 20% da eletricidade. Na Alemanha, essa percentagem é de 10% e, segundo os prognósticos, até 2020, será de 20% a 25%.
Mas é a China o país que mais promove esse avanço. A parcela da energia eólica no abastecimento nacional gira em torno de apenas 3% – a maior parte (75%) é proveniente das térmicas a carvão -, no entanto é de lá que vem quase a metade de todas as turbinas produzidas.
No entanto, em termos de volume absoluto, a geração de energia eólica na China ultrapassa o total da produção em toda a União Europeia. Em 2013, a eólica superou a nuclear e tornou-se a terceira matriz energética do país, atrás das termelétricas a carvão e das hidrelétricas.
O país asiático projeta para os próximos seis anos duplicar o número de turbinas eólicas no país ao longo dos próximos seis anos elevando sua capacidade instalada de energia eólica dos atuais 75GW para 200GW até 2020.
Novos parques estão a ser criados em ritmo acelerado na China. O Governo chinês tem lançado uma série de subsídios, preocupado com a elevada poluição do ar em muitas cidades do país. Uma fabricante chinesa já consegue produzir duas turbinas por dia. Esse ‘boom’ do setor, com novos modelos de turbinas, reflete na indústria mundial, ocasionando uma quebra de preços nos mercados da Ásia, América Latina e África.
