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  • Semana da amamentação

    A primeira grande campanha pró-amamentação no Brasil foi lançada pela artista Bibi Voguel ainda no final da década de 1970. A indústria de leites artificiais, protagonizada pela Nestlé, inicialmente com o famoso leite ninho, passou por cima da diva de toda e qualquer campanha ou pesquisa.
    De lá para cá lançou inúmeras marcas de leites artificiais, especializando-se inclusive no marketing apelativo de “semelhante ao leite materno”, que continua inimitável, já que hormônios humanos e toda a singularidade da composição do leite das mulheres, que muda conforme o crescimento do bebê, demanda e funções relacionais, formam uma diversidade tal que nem mesmo uma mimetização seria possível.
    Ainda assim pelo menos duas gerações da massa de mulheres brasileiras retirou o suco de mães das crianças e o leite artificial acabou fazendo muito sucesso. Os índices de amamentação caíram drasticamente no país, assim como elevaram-se os de desmame precoce até meados da década de 1990, quando nova leva de mulheres voltou a questionar as funções e a importância da amamentação.
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    Até que chegamos ao famoso maio de 2011, quando começaram os mamaços pelo país desmascarando os preconceitos em relação ao ato de amamentar e como isso vem afetando o desempenho das mães como nutrizes. Muitas mulheres não sabem conscientemente ainda, mas desmamam por sofrerem pressão social, psicológica e econômica. Muitas nem conseguem enfrentar a intimidade dos primeiros meses de amamentação, sentindo-se excessivamente expostas e amedrontadas diante dessa capacidade fisiológica nata do corpo feminino.
    O próprio feminismo deixou de lado a amamentação como forma de poder, confundindo o tempo necessário à função como um tempo não investido em coisas mais importantes, como cumprir regras de trabalho idênticas as dos homens, sem direitos ao direito de ter corpo de mulher, mas a nova geração de balzaquianas não está deixando barato.
    Querem trabalhar e amamentar, não admitem perseguição ao prazer de amamentar. Foi assim que em maio de 2011, cerca de 80 nutrizes estiveram presentes numa manifestação batizada como “mamaço” em uma galeria de exposição do Itaú Cultural, em São Paulo.
    O evento, um protesto pacífico, ocorreu poucos meses depois de uma mãe ter sido impedida de amamentar ali mesmo. Casualmente ela colocou a queixa numa rede de relacionamentos que vinha retirando fotos de mulheres amamentando em nome da moral e dos bons costumes.
    Foi o estopim para surgir um evento organizado com apoio do próprio Itaú Cultural. As belas fotos de mulheres amamentando estamparam as capas dos sites de jornais da capital e como era de se esperar, a cobertura ficou no básico sobre o evento; número de presentes, que cada site calculou de um jeito, uma ou outra palavra de manifestantes e só.
    Uma pena que nenhum repórter de plantão se perguntou: mas como é mesmo esse negócio de preconceito contra os peitos das mulheres que amamentam? Eu tenho isso? O colega ao lado tem? De onde nasceu isso? Nham nham, teria aqui na redação umas boas fontes para responderem essas questões?
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    Não deu tempo nem para pensar, zarparam os repórteres para cobrir o óbvio. Os colunistas saíram correndo atrás comendo poeira da notícia mal coberta. Alguns, politicamente corretos, defendem o movimento, embora insistam em separar peito com leite de sexualidade.
    Outros literalmente talharam o leite das colunas, como João Pereira Coutinho, da Folha de São Paulo, ao comparar direito de amamentar com direito de se masturbar, tomar banho ou fazer sexo em público. Coitado do rapaz, ficou assustado com as belas madonas, entrou fundo no buraco do que não teve e eureka: peito e sexo, algo a ver! Mas o quê exatamente? Fez uma salada russa do seu quase insight.
    As militantes enraiveceram-se, a coluna do moço nunca foi tão visitada na vida, mas algumas delas, inconformadas com as comparações bizarras na coluna do João, enfiaram os pés pelos peitos e insistiram na premissa de que peito amamentando não tem nada a ver com sexualidade.
    Uma pena, enquanto não enfiamos o dedo na ferida, ela não cura e a militância deveria saber que peito amamentando não perde sua função sexualizada, que o olhar dos homens para um par de peitos femininos, com ou sem bebê mamando, é um olhar sexualizado e pode ser confuso, mas tão confuso para um homem — embora não seja para todos – ver um peito feminino exposto, sendo sugado, que ele desate a pensar, sentir, falar ou escrever besteirol infantilizado, mesmo quando tem uma boa formação, uma boa educação, como parece ser o caso do jovem colunista.
    Peitos de mulher sempre tirarão homens do sério levando-os para sonhos oníricos de tempos inconscientes. Mais do que isso, e quando entramos nas sombras, um par de peitos amamentando pode causar problemas na vida de muitos casais, impedindo o breve retorno da vida sexual ou literalmente levando o sujeito a permanecer sexualmente descomprometido com a -santa- mãe dos seus filhos.
    Aconteceu com Elvis Presley, por exemplo, e acontece todos os dias, tudo porque peito é sexualidade, peito mexe com a sexualidade de homens e mulheres e peito é, para a sorte desses bebês que mamam, a primeira grande lição de sexualidade feliz, plenamente satisfatória.
    A militância pode e deve promover mamaços, mas que seja de cabeça feita, sem falsos moralismos de que esse nobre gesto é assexuado como uma pintura bem comportada. Amamentar tem cheiro, cor, prazer de ambos os lados, muita satisfação em esvaziar e ser esvaziada, parece muito com um ato sexual sim, é sexualidade primária, fundamental, de base e quem não viveu ou não processou esse grounding da sexualidade humana de algum jeito, sofre, se confunde, não consegue ver, ouvir ou conviver com a amamentação de forma espontânea. Nas mulheres um dos sintomas, triste sintoma, é não conseguir amamentar.
    Muitas fobias e transtornos relacionados à amamentação, ao desmame e até mesmo um eventual prolongamento da licença-maternidade, que no Brasil é escandalosamente curta justamente porque não leva em conta as necessidades de aleitamento do bebê, podem ser resolvidos com um melhor entendimento da sexualidade via amamentação.
    O conhecimento sobre o gesto ancestral que possibilitou a sobrevivência da espécie humana não se encerra no fisiológico. Somos seres culturais, padecemos e temos prazeres intensos via cultura e nosso caldo psíquico, ainda que rico e esclarecedor, continua sentado no cantinho do castigo moral. É preciso alongar o olhar sobre os bastidores internos do tema, afinal entre a visão equivocada de que amamentar é apenas candura assexuada e o nojinho sarcástico de quem não desfrutou das bases da sexualidade humana, tem chão a ser percorrido.
    O rapaz que escreveu a coluna na Folha não mamou prazerosamente por meses a fio na própria mãe, sequer deleitou-se no corpo nu da mãe; posso afirmar isso sem conhecê-lo, sem que ele tenha mencionado e me arrisco a afirmar porque um homem que mamou prolongadamente em sua mãe ou que teve livre acesso ao corpo nu da mãe, ainda que não tenha mamado, não fica tão confuso diante da sexualidade emanada da amamentação.
    O homem que pôde desfrutar de um pele-a-pele com a mãe conhece bem o corpo de uma mulher, sabe que aquele mesmo par de peitos tem múltiplas funções e vê com naturalidade a função básica, a mais fisiológica dos seios femininos, sem que isso o cinda, sem separar o peito que amamenta do peito que dá prazer sexual. Sem nóias, sem perversões.
    Desde esse maio de 2011, mamaços em comemoração ao direito de amamentar tornaram-se comuns a cada tentativa de repressão ao ato. Na semana mundial de amamentação comemora-se o direito de amamentar, redes de mulheres divulgam os benefícios do leite humano, desconstroem mitos sobre leite fraco, pouco leite, demonstram como mães adotivas podem aleitar pelo método da translactação e reúnem-se em praças e parques com suas crianças de peito.
    Em Porto Alegre, a comemoração esse ano é no Parque Moinhos de Vento a partir das 10h da manhã.

  • A Revolução Eólica (44) – Cerro Chato produz mais 30MW

    Mais três parques eólicos estão produzindo eletricidade em Santana do Livramento, totalizando 30MW. São eles: Cerro Chato IV, Cerro Chato V e Cerro dos Trindades. A nova energia se soma aos 90MW em operação desde 2012 na Usina Eólica Cerro Chato.
    Dessa primeira fase do Complexo Eólico Livramento, ainda estão sendo instalados 12 aerogeradores do Cerro Chato VI e outros 12, do Ibirapuitã I.
    Esses cinco parques representam o Entorno I, com 78 MW, e ocupam uma área de 4.776 hectares e terão capacidade para abastecer 180.117 residências com 574.573 habitantes.
    O gerenciamento é da Eletrosul Centrais Elétricas, que detém 49% do investimento, em parceria com a Fundação Eletrosul de Previdência e Assistência Social – Elos, com 10%, e o Fundo de Investimento Privado (FIP) Rio Bravo , com 41% das ações. A estatal e as entidades constituíram a Livramento Holding S.A para gerenciar as usinas.
    Três empresas formam o consórcio construtor: a fabricante argentina de aerogeradores IMPSA; o grupo português Efacec, especializado em equipamentos eletromecânicos; e a Iccila, empreiteira local da construção civil, que está executando os trabalhos de infraestrutura da área – abertura das vias de acesso aos locais onde serão instalados o canteiro de obras e as turbinas.
    Os empreendimentos foram viabilizados no último Leilão de Energia Nova (A-3), da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), realizado em agosto de 2011. Nesse certame, saíram vencedores 21 empreendimentos que somam 492 MW de potência. Entre eles, novas usinas no Litoral Sul do Rio Grande do Sul, batizados de Geribatu (258 MW), em Santa Vitória do Palmar, e Chuí (144 MW), no município de Chuí.

  • Onde estão as fotos do governo Yeda?

    O acervo fotográfico do Palácio Piratini produzido durante o governo de Yeda Crusius (2007/2010) continua sumido.
    Pela lei, deveria estar à disposição do público no Museu de Comunicação Social Hipólito José da Costa. Não estão.
    A jornalista Ana Jung, ex-assessora de imprensa no Piratini, diz que as fotos estão armazenadas em um HD de posse da própria Yeda Crusius. A ex-governadora mantém silêncio sobre o assunto.
    O presidente do Sindicato dos Jornalistas RS, Milton Simas, lamenta a posição de Yeda Crusius: “Essas fotos são documentos públicos, de conteúdo histórico, e os profissionais da fotografia que trabalharam na gestão da ex-governadora estavam a serviço do Estado, utilizaram verba pública, portanto esse acervo já deveria estar à disposição da população no Museu de Comunicação”, diz Simas.
    O presidente da Arfoc/RS – Associação dos Repórteres Fotográficos e Cinematográficos do Rio Grande do Sul, Itamar Aguiar, que trabalhou na gestão tucana, não sabe o que aconteceu com os arquivos: “Essas fotos são instrumento do Poder Público, têm que estar lá no Museu. As do governo Rigotto, eu e o Paulo Dias levamos pessoalmente para o Hipólito, mas as do período Yeda ficaram sob a responsabilidade do pessoal da retaguarda lá do setor no Piratini.
    O jornalista e professor, Mario Rocha, considera que a produção em imagem (fotos e filmes), bem como em áudio (programas de rádio), inclusive com disponibilização através pela internet, evidencia o desempenho de gestão (municipal, estadual ou federal) e constitui patrimônio da sociedade e fonte de referência para pesquisadores. “Independente de eventual exigência legal, parece-me evidente que todos os governantes tenham especial interesse na preservação de tal legado”, afirma.
    O Museu é subordinado à Secretaria de Estado da Cultura. Foi criado através de decreto em 10 de setembro de 1974 com a finalidade de guardar, preservar e difundir a memória dos meios de comunicação no Rio Grande do Sul.
    Seu Setor de Fotografia preserva o acervo oficial, como os da assessoria de imprensa do Palácio Piratini, além de trabalhos de colecionadores particulares, como dos gaúchos Miguel Castro (1924) e Salomão Scliar (1925-1991), e retratos de estúdios famosos da cidade, como Otto Shönwald, Irmãos Ferrari e Vírgilio Calegari.
    As imagens sobre Porto Alegre e o Rio Grande do Sul abrangem o período desde 1880 até os dias atuais.

  • Ponte interditada prejudica 60 municípios

    A ponte sobre o rio Uruguai na BR 158, divisa Rio Grande do Sul e Santa Catarina, com 1003 metros de extensão, está parcialmente interditada há oito meses – afetando uma vasta região produtiva do sul do País, com pesados prejuízos econômicos.
    O presidente da Organização das Cooperativas de Santa Catarina (Ocesc), Marcos Antônio Zordan, considerou a situação um “descalabro nacional”.
    O problema se arrasta desde novembro do ano passado, quando motoristas e pedestres alertaram as autoridades sobre balanços e movimentações excessivas das estruturas da ponte localizada entre os municípios de Irai (RS) e Palmitos (SC), nas microrregiões do noroeste sul-rio-grandense e oeste catarinense.
    Além de situar-se no traçado da BR 158, a ponte marca o quilômetro zero da BR-386.
    Técnicos do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) inspecionaram, na época, a ponte e decretaram situação de emergência.
    Após diversas vistorias na estrutura, engenheiros e projetistas da autarquia constataram falhas em um dos vãos. As placas da ponte se movem em condições acima do considerado normal. Com o movimento intenso, as proteções laterais, em concreto, também foram danificadas.
    infiltrações e emendas
    Embaixo, é possível perceber que há infiltração nas emendas. O DNIT acredita que a movimentação da ponte decorra do desgaste das borrachas que calçam a estrutura.
    O documento elaborado pelo DNIT foi encaminhado ao Ministério dos Transportes, em Brasília, e a obra emergencial na ponte, com dispensa de licitação, já deveria estar concluída, mas nunca foi contratada.
    “Essa situação absurda causa enormes prejuízos para toda a região”, resume Zordan.
    Desde novembro do ano passado o tráfego ocupa apenas meia pista. Com as cheias de junho deste ano, a situação agravou-se. Desde o dia 11 deste mês de julho, além de meia pista, só podem transitar automóveis e caminhões com no máximo 16 toneladas.
    Ou seja: o transporte pesado não pode mais utilizar uma das principais ligações entre os dois Estados do extremo sul do Brasil.
    Deixam de passar pela região mais de 1.000 carretas por dia. Agora, esses veículos pesados fazem desvios de mais de 200 quilômetros mais ao oeste (via Tenente Portela, Itapiranga) ou mais ao leste (via Chapecó, Nonoaí).
    “Essa situação dificulta e encarece a circulação de máquinas, equipamentos, grãos, aves e suínos, prejudicando as empresas, as cooperativas, os consumidores e os municípios “, assinala o presidente da Ocesc.
    Além dos prejuízos para as empresas que dependem do transporte de matérias-primas, produtos e mercadorias, com o fim do transporte pesado, o comércio regional está sofrendo: caiu em 70% o movimento dos postos de combustíveis, mecânicas, restaurantes, borracharias e hotéis do entorno da ponte.
    O DNIT está sinalizando os trechos próximos à ponte para que os motoristas possam pegar rotas alternativas.
    ATO
    Lideranças empresariais, profissionais e políticas dos dois Estados manterão encontro com o superintendente do DNIT do Rio Grande do Sul na terça-feira (29), às 14 horas, na Câmara de Vereadores de Irai (RS).
    Logo em seguida, farão ato público na ponte. Um dos organizadores é o empresário Ivan Dallagnol, proprietário do Posto Kakareko.
    O evento reunirá representantes de 60 municípios prejudicados pelo atual status da ponte.
     

  • A Revolução Eólica (43) – A primeira usina eólica do Pampa em livro

    O livro Usina Eólica Cerro Chato traz a história dos primeiros parques do pampa rio-grandense a produzir energia a partir dos ventos. A usina de 90MW, controlada pela Eletrosul Centrais Elétricas, subsidiária da Eletrobras, e que teve como sócia durante a instalação a fabricante de aerogeradores Wobben/Enercon, foi construída em Santana do Livramento, na Fronteira-Oeste.
    A obra de 50 páginas, fartamente ilustrada, foi produzida pela Sfera Editora de Artes, sendo responsável pelos textos e edição o jornalista Cleber Dioni Tentardini e a edição gráfica de Antônio Henriqson. A produção ficou a cargo de Sérgio Paiva, Nereo Mendes e Vera Reis.
    A publicação teve uma tiragem de 5 mil exemplares para distribuição dirigida. Parte dos livros foi destinada à Prefeitura de Santana do Livramento, para distribuir nas escolas e bibliotecas do município. Por se tratar de um projeto de cunho institucional e cultural, o livro não é comercializado. Os empregados da Eletrosul também foram presenteados com a publicação.
    Histórias da usina e da estatal, que voltou a investir em geração de energia após ter todo seu parque gerador privatizado, os primeiros estudos iniciados em 1999, pela secretária de Energia do governo gaúcho, Dilma Rousseff, o envolvimento da comunidade e dos profissionais que trabalharam durante a instalação do empreendimento, colaboração fundamental para que os textos fossem ilustrados com muitas fotos, poesias e letras de músicas, e as vantagens ambientais, sociais e econômicas que essa e mais uma dúzia de usinas trarão ao município e região.
    O projeto da UECC foi um dos vencedores do Leilão de Energia de Reserva do governo federal, em dezembro de 2009. A usina começou a ser construída em junho de 2010 e a operar em 2011, um ano antes do prazo estipulado pela ANEEL. O investimento foi de R$ 450 milhões.

    A ex-senadora Emilia Fernandes entrega um exemplar para o governador Tarso Genro
    A ex-senadora Emilia Fernandes entrega um exemplar para o governador Tarso Genro

    A usina é formada por três parques eólicos, cada um com 15 aerogeradores e capacidade para gerar 30 MW, totalizando 90 MW, o suficiente para abastecer cerca de 490 mil habitantes. Compreende, ainda, uma subestação coletora, que concentra a energia produzida pelas três usinas e converte a tensão de 34 quilovolts (kV) para 230 kV. A energia chega até a subestação coletora por uma rede de média tensão subterrânea de 69 quilômetros.
    Dessa unidade, a energia é transportada por uma linha de transmissão de 24,7 quilômetros de extensão, para outra subestação, a Livramento 2, que pertence à Companhia Estadual de Energia Elétrica do Rio Grande do Sul (CEEE). De lá, a energia é distribuída para o Sistema Interligado Nacional. A Subestação Livramento 2 foi ampliada para receber a energia gerada no Cerro Chato.
    No entorno, estão em construção mais cinco parques eólicos, com 78 MW, e que irão constar em uma segunda edição do livro sobre o complexo eólico de Livramento.

  • Manual

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  • A Revolução Eólica (42) – Embalados pelos ventos

    Sem contar os cataventos que no século passado puxavam água de poço ou acendiam lâmpadas e aparelhos de rádio em fazendas na campanha gaúcha, a energia eólica chegou ao Rio Grande do Sul em meados de 2006, quando o parque de Osório começou a enviar eletricidade para uma subestação da CEEE.
    Em seis anos,13 parques eólicos operam no Estado, com capacidade para gerar 414 megawatts, 22% do total instalado no país.
    No ano passado, os 600 aerogeradores espetados em diversos pontos do Estado mandaram para a rede elétrica 150 megawatts, energia suficiente para abastecer uma cidade como Santa Maria.
    Mesmo com a desvantagem de ser inconstante, o vento fornece uma energia complementar limpa, que permite economizar nas hidrelétricas e nas térmicas.
    NORDESTÃO QUEM DIRIA…
    O vento Nordeste, que sempre irritou os moradores do litoral Sul, hoje é motivo de orgulho em Osório. É ele que move o primeiro parque eólico do Rio Grande do Sul.
    Construído pela espanhola Elecnor em parceria com os alemães da Wobben Windpower. Começou a operar em abril de 2006, com 75 aerogeradores somando 150 MW de capacidade instalada.
    Por ser o primeiro do Rio Grande, gozou de condições privilegiadas oferecidas pelo Programa de Incentivo a Fontes Alternativas (Proinfa), do Ministério das Minas e Energia.
    A maior vantagem foi o preço do megawatt/hora: R$ 240, três vezes mais caro do que a energia de origem hídrica na época e quase o dobro da cotação da energia eólica no leilão de agosto do ano passado promovido pela Agência Nacional de Energia Elétrica.
    Nesse último leilão, a cotação do megawatt hora caiu para R$ 130,86, bem mais baixo que o valor ofertado pelas usinas movidas a queima de bagaço de cana (R$144,20) e pelas pequenas centrais hidrelétricas (R$141,93).
    O sucesso do empreendimento de Osório virou um marco no litoral norte, onde o vento dominante (o nordestão) garante um aproveitamento (da potência instalada) acima da média mundial (33%).
    Se o rendimento é de 34%, 36% ou 40% nunca se soube, mas o fato é que os aerogeradores de Osório só param para manutenção.
    Acossada por um enxame de concorrentes – a argentina Impsa, a norte-americana General Electric, a espanhola Gamesa, a indiana Suzlon, a dinamarquesa Vestas, a francesa Alstom, a alemã Siemens –, a pioneira Elecnor não se acomodou e conseguiu licença para implantar novos geradores em Osório e na vizinha Palmares do Sul.
    Somados, os dois parques terão sua capacidade total ampliada para 500 MW.
    Dona da rede de transmissão, a CEEE se tornou sócia (10%) do grupo espanhol operador dos cataventos de Osório e Palmares do Sul.
    Em 2011, o grupo colocou em operação o Parque Cidreira I (70 MW), também no litoral norte.
    CATAVENTOS NA COXILHA
    Mais de uma década depois de ter seu parque de geração totalmente privatizado, a Eletrosul tornou-se, em julho de 2011, a primeira empresa do Sistema Eletrobras a produzir energia a partir dos ventos – no Cerro Chato, em Santana do Livramento, um dos lugares mais pobres do Rio Grande do Sul, área de grandes propriedades dominadas pela pecuária extensiva, na fronteira do Brasil com o Uruguai, no extremo sul.
    A reviravolta da Eletrosul começou em 2004, quando o presidente Lula enviou ao Congresso uma medida provisória elaborada pela então ministra de Minas e Energia, Dilma Rousseff, que reorganizava o setor elétrico e retirava as estatais, incluíndo a Eletrosul, no Plano Nacional de Privatizações.
    A partir dali, os valores investidos somente em geração saltaram de R$ 189,9 milhões, em 2008, para R$ 723,4 milhões em 2012. E seguem crescendo.
    VENTOS NA FRONTEIRA
    São dois ventos dominantes na fronteira oeste do Rio Grande do Sul – o Aragano, no verão, e o minuano, no inverno. Sopram o ano inteiro, chegam a 80 quilômetros por hora.
    Para colher a energia deles, a Eletrosul ergueu 45 cataventos a 98 metros de altura distribuídos em 25 áreas de propriedade particular. Cada torre rende ao proprietário do terreno R$ 2.500 por mês de aluguel. Uma centena de pessoas trabalha na administração e manutenção do parque eólico. O ICMS do município cresceu 10% em 2012.
    Em termos energéticos, Cerro Chato está aquém das expectativas. Ao longo do último ano, ele não conseguiu alcançar 30% da sua capacidade.
    Mas o negócio é bom, tanto que a Eletrosul está construindo mais três complexos eólicos – em Santana do Livramento, Santa Vitória do Palmar e Chuí – que irão acrescentar 480 MW ao sistema elétrico a partir de 2014.
    O maior deles é o Geribatu (em Santa vitória), com 129 aerogeradores e potência instalada de 258 MW.
    Nesses projetos serão investidos mais de R$ 1,5 bilhão, abrindo a possibilidade de incrementar a interligação energética com o Uruguai.
    O Grupo CEEE estuda parceria com a Eletrosul para implantar o Parque Eólico Serra dos Antunes, em Osório, com 98 MW.
    ENERGIA QUE MAIS CRESCE
    Há 20 anos, a energia eólica era uma utopia improvável. Hoje o vento já contribui com 4,2% da energia consumida no mundo e é uma das fontes que mais crescem.
    Há dois anos cresce acima de 20% ao ano.Já está presente em 80 países.
    A capacidade total das usinas eólicas supera os 200 mil MW, segundo o Conselho Global de Energia Eólica.
    Na América Latina, o Brasil apresenta as maiores taxas de crescimento. Mais de 1.800 MW já podem ser gerados nos parques eólicos brasileiros. E o crescimento é exponencial.
    Pesquisas estimam que o potencial eólico no país chegue a 143 mil MW, mais de dez vezes o que é gerado pela Usina Hidrelétrica de Itaipu, cuja potência é de 14 mil MW.
    Embora o Brasil tenha o maior parque eólico da América Latina, os ventos ainda correspondem a menos de 1% da energia produzida no território brasileiro. No ranking dos países produto res, os Estados Unidos lideram com 35 mil MW de capacidade instalada. Na sequência vêm a China, com 26 mil MW e a Alemanha, com 25,8 mil MW, segundo a Associação Mundial de Energia Eólica (WWEA, na sigla em inglês).
    O presidente da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), Maurício Tolmasquim, prevê que em três anos o parque eólico do país chegará aos 8 mil MW, figurando entre os dez maiores produtores.
    “O setor continuará crescendo, inclusive a indústria de aerogeradores, facilitada pelo governo que estabeleceu  pelo menos 60% de conteúdo nacional  nos equipamentos”, observa.
    UM PARQUE EM VIAMÃO
    Há outros empreendimentos, com estudos ambientais aprovados, que aguardam a abertura de novos leilões de energia.
    Algumas empresas mantêm sigilo sobre seus projetos, enquanto outras divulgam seus investimentos e anunciam a intenção de disputar contratos de venda de energia.
    Em Viamão, a Oleoplan constrói um parque eólico com potência de 25,6 MW. O investimento de R$ 100 milhões deve estar concluído em 2014. Segundo seu presidente Irineu Boff, que apostou na produção de biodiesel de soja, o grupo Oleoplan não vai ficar num único investimento eólico.
    TODA PRODUÇÃO É COMPRADA
    Uma grande vantagem das eólicas brasileiras é dispor de passagem livre nas redes de transmissão. As concessionárias como a CEEE não podem recusar a corrente oriunda dos aerogeradores.
    Ou seja, com vento forte ou brisa leve, um catavento girando é sinal de que o parque eólico está faturando. Se estiver sobrando energia na rede, devem parar as hidrelétricas para poupar água nas represas e as térmicas para economizar combustível. Os cataventos não descansam.
    ONZE USINAS EM 2013
    Hoje, 13 parques geram 414 MW no Estado, o que representa 22% da produção nacional. As regiões sul, nordeste, centro-norte, litoral norte e fronteira oeste oferecem as melhores condições para a instalação de parques eólicos no Estado, não só pelo maior constância de ventos mas, também, pela boa infraestrutura do sistema elétrico de transmissão.
    A energia contratada em sete leilões realizados pelo governo brasileiro entre dezembro de 2009 e dezembro de 2012, para ser entregue até 2017, foi de 7 mil MW, sendo mais de 1 mil MW em solo gaúcho, com previsão de investimentos de R$ 4,9 bilhões. Em apenas dois leilões de 2011, foram vendidos 506,4 MW em três complexos eólicos no litoral sul, onde a velocidade média dos ventos chega a 9,0 m/s, ou 32,4 km/h.
    Neste ano, estão previstos entrar em operação 11 usinas, com 725,8 MW. Até 2016, a previsão é que o Rio Grande do Sul tenha instaladas 49 usinas eólicas.
    Tentando turbinar o setor, o governo gaúcho isentou 17 produtos entre máquinas e equipamentos eólicos do pagamento de ICMS até 31 de dezembro de 2015. Além disso, garantiu financiamentos dos bancos públicos em que tem mando ou influência.
    DILMA DEU O SOPRO INICIAL
    A exploração econômica do vento no Rio Grande do Sul começou em 1999, quando Dilma Rousseff, secretária de Energia do governo Olívio Dutra (1999 2002), mandou medir a velocidade desse fenômeno meteorológico tradicionalmente associado ao folclore regional.
    Sem dados concretos sobre o potencial eólico, não seria possível atrair investidores dispostos a montar usinas de produção de eletricidade.
    Os primeiros contatos para elaborar o Atlas Eólico gaúcho foram feitos no segundo semestre de 1999, quando se realizou o primeiro seminário sobre a energia eólica no RS. Nesse evento apareceram pela primeira vez os espanhóis da Elecnor que mais tarde fundariam a Ventos do Sul Energia, com sede em Porto Alegre e base operacional no litoral norte. Antes disso, apenas a CEEE, dirigida por Telmo Magadan no governo de Antonio Britto (1995-1998), havia feito alguns movimentos para iniciar a exploração dos ventos no Rio Grande do Sul.
    Coordenado pelo engenheiro elétrico Ronaldo Custódio dos Santos, funcionário da Secretaria de Energia que na época fazia mestrado em energia eólica, o primeiro protocolo para medição dos ventos no RS envolveu a CEEE e a empresa alemã Wobben Windpower, que possuía uma fábrica de componentes eólicos em Sorocaba e montaria uma parceria com a Elecnor.
    Para fazer o trabalho de campo, foi contratada a empresa Intercâmbio Eletro Mecânico, do imigrante Hans Dieter Rahn, que desde a década de 1950 mora em Porto Alegre, onde representa uma fábrica alemã de anemômetros (medidores da velocidade do vento).
    Em 2001, havia 21 torres recolhendo dados no litoral e no interior gaúcho.
    Em 2002, esse número chegou a 34 torres, as primeiras medindo a velocidade do vento a 50 metros de altura, outras a 75 metros e as mais novas com 100 metros. Armazenados na Secretaria por Anderson Barcelos, jovem funcionário que se tornaria assessor direto de Dilma quando ela ascendeu ao ministério do presidente Lula e depois chegou à Presidência, os números deram origem ao Atlas Eólico do Rio Grande do Sul.
    Publicado em 2002, esse documento-gigante identificou um potencial para gerar 15 840 MW em solo firme com aproveitamento mínimo de 30% da potência dos aerogeradores, considerando-se úteis os ventos acima de 7 metros por segundo a 50 metros de altura. Esse potencial de geração representava quatro vezes a demanda média do Estado na época. Entretanto, nas medições que se seguiram, concluiu-se que, quanto mais alto fosse instalado um aerogerador, melhor seria o seu rendimento, pois é longe do chão que os ventos sopram mais fortemente. Por isso o pioneiro projeto da ventos do Sul Energia em Osório, que inicialmente previa torres de 75 metros e aerogeradores com capacidade de 1,5 MW, foi alterado para operar a 100 metros com geradores de 2 MW.
    Com o sucesso do parque eólico de Osório, que opera desde fins de 2006, outros investidores encomendaram medições dos ventos à IEM do velho Rahn e a outras empresas como a Camargo Schubert, de Curitiba, responsável pelo Atlas do Potencial Eólico do Território Brasileiro (Eletrobrás, 2001).
    Os levantamentos confirmaram o que se sabia desde a chegada dos primeiros colonizadores portugueses – em fevereiro de 1727, o “mau tempo” (chuvas e ventos) impediu por dez dias a entrada a frota do brigadeiro José da Silva Paes, fundador de Rio Grande, no canal de ligação da Lagoa dos Patos com o Atlântico.
    Os ventos gaúchos são mais intensos na segunda metade do ano. No litoral são mais fortes no período da tarde; no interior, sopram mais à noite. Predominam os ventos do leste e do nordeste com velocidades médias anuais de 5,5 a 6,5 metros por segundo. Ventos de mais de 7 m/s sopram de Imbé para o sul e também na Campanha, onde predominam o aragano ou pampeiro (em 60% do ano) e o minuano (40%, mais no inverno). Não por acaso, foi nas coxilhas de Sant’Anna do Livramento que a Eletrosul, sob a direção do engenheiro Custódio dos Santos, se tornou a primeira estatal a produzir energia eólica, desde meados de 2011.
    EÓLICAS TAMBÉM INCOMODAM
    Os estudos ambientais realizados em Santana do Livramento começaram em 2008. Foram necessárias várias licenças dos órgãos de fiscalização, como Fepam, DEMA e ICMBio. Embora o complexo eólico não esteja na Área de Proteção Ambiental (APA) do Ibirapuitã, um trecho da linha de transmissão atravessa porção da APA, o que provocou mudanças no traçado original.
    Segundo a geóloga Bibiane Michaelsen, contratada para realizar a supervisão ambiental da UECC, antes do início das obras foi feito o monitoramento da fauna durante um ano para identificar locais de reprodução, nidificação e alimentação de espécies, obedecendo ainda uma distancia mínima de 600 metros desses locais e 400 metros das residências, devido ao ruído e à sombra provocada pelos aerogeradores.
    A disposição desalinhada das torres obedece critérios técnicos mas, sobretudo, segue orientações dos estudos ambientais.
    A recuperação de áreas alteradas durante as obras e o monitoramento mensal das aves e morcegos se estenderá até 2015.
    No livro sobre a Usina Cerro Chato (reprodução abaixo) podem ser vistos alguns animais comuns da Campanha, como as cobras, tatus, lebres, ratões do banhado, lagartos, além de milhares de espécies de aves e os animais de criação como gado, ovelhas e emas.
    Antes, durante a construção do Parque Eólico de Osório, os órgãos ambientais (Fepam e Ibama) exigiam apenas estudos para evitar interferência na vida das aves migratórias.
    Depois se viu que a operação dos cataventos interferia na vida dos morcegos e dos sapos. E também se concluiu que os estudos prévios deviam levar em consideração os humanos que habitam os arredores.
    No Ceará, pioneiro na exploração dos ventos para geração de eletricidade, o Ministério Público Federal denunciou diversos problemas socioambientais como devastação de dunas, aterramento de lagoas, interferência em aquíferos.
    Em outros países o aumento dos conflitos sociais gerados pelos grandes parques eólicos intensificou os estudos sobre os impactos dessa modalidade de negócio.
    Na Alemanha, aerogeradores foram obrigados a parar de funcionar em horários matutinos em que as pás produziam um giro de sombras no interior das residências vizinhas. Para evitar reclamações, os investidores passaram a construir geradores em torres dentro do mar.

  • Reação à votação da nova Lei das Antenas

    Depois que foi aprovado por 21 votos a 4 o projeto de lei do governo Fortunati que altera a ‘lei das antenas’, a Agapan (Associação Gaúcha de Proteção ao Ambiente Natural) vai pedir ao Ministério Público que questione a condução dos trâmites legislativos. O pedido de urgência levou a matéria direto ao Plenário, sem passar pela discussão nas comissões da Câmara.
    O barulho recomeça nesta manhã de sábado, 19/6/14. A Fundação Gaia convida para divulgar “o voto do seu vereador” na tradicional FAE (Feira dos Agricultores Ecológicos), das 7h30 às 13hs, no primeiro quarteirão da rua José Bonifácio, no  bairro Bom Fim, em Porto Alegre.
    Estas e outras entidades ambientalistas, além das universidades, não veem justificativas à tramitação do projeto em regime de urgência. Entendem que a votação apressada, às vésperas do recesso legislativo, serviu simplesmente para rasgar o princípio da precaução, recomendado pela Organização Mundial da Saúde e adotado pela legislação municipal desde 2002.
    Os prejuízos à saúde pela exposição involuntária a campos eletromagnéticos já não são mais apenas suspeitas. Pesquisas que monitoraram as radiações por períodos de oito a dez anos comprovaram a relação com vários tipos de câncer – na Alemanha, em Israel e Minas Gerais, no Brasil.
    Uma semana antes da votação, 16 vereadores fechavam com o prefeito. Na hora H, foram 21 a favor, com 11 ausências. Tempos de campanha.

  • JÁ retoma série sobre energia eólica

    O jornal JÁ retoma em seu site a série de matérias sobre a expansão da energia eólica no Rio Grande do Sul. A cobertura reinicia com a reportagem Embalados pelos Ventos, publicada na Revista JÁ, que traz uma visão ampla dos parques que estão em funcionamento e dos projetos eólicos em solo gaúcho. A matéria foi ganhadora de Menção Honrosa na categoria reportagem econômica do Premo Ari de Jornalismo, um dos mais antigos e conceituados da imprensa brasileira.

  • Fotos do período Yeda Crusius sumiram dos arquivos do governo

    Cerca  de 50 mil fotos, feitas por três fotógrafos oficiais do Palácio Piratini durante o governo de Yeda Crusius (2007/2010), estão sumidas. Pela lei, deveriam estar, à disposição do público,  no Arquivo Público ou no Museu de Comunicação Hipólito José da Costa. Não estão. A jornalista Ana Jung, ex-assessora de imprensa na gestão tucana, diz que as fotos estão armazenadas em um HD de posse da própria Yeda Crusius. A ex-governadora não foi localizada para confirmar a informação.
    Qual o interesse da ex-governadora ao não disponibilizar as imagens? Há fotos que registraram fatos curiosos como a vez que Yeda foi carregada no colo por um oficial da Brigada Militar depois de levar um susto em um palanque improvisado num município gaúcho (que está na internet). Ou a série de fotografias que mostram Yeda e demais autoridades levando um susto com o fogaréu alto que acendeu a chama crioula na abertura da Semana Farroupilha.
    O mistério é antigo. Em 2011, consultada por pesquisadores, a coordenadora do setor de fotografia do museu, Denise Stumvoll – hoje licenciada – informou que a direção do Hipólito estava à procura das fotos junto a antigos assessores de Yeda. O ex-diretor do Museu de Comunicação, Augusto Bier, redigiu um ofício para que a então secretária de Comunicação do governo Tarso, Vera Spolidoro, formalizasse o pedido de devolução das fotos junto a Yeda Crusius.
    O fotógrafo Jefferson Bernardes, que acompanhava a ex-governadora, não sabe o que houve. Disse que deixou o cargo na metade de 2010. Outro fotógrafo que trabalhou para o governo de Yeda foi Antônio Paz, mas ele não foi localizado para comentar o assunto. O experiente fotógrafo Paulo Dias, que já trabalhou para várias administrações, se disse surpreso com o fato das fotografias não terem sido enviadas para o museu. “Isso é  automático, é de lei, tem que estar lá”, disse. Desde o governo Rigotto, todas as fotos do governo são digitalizadas.