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  • Itaipu promove 13ª edição do programa Cultivando Água Boa

    Itaipu promove 13ª edição do programa Cultivando Água Boa
    A Itaipu Binacional e parceiros de 29 municípios que fazem parte do programa socioambiental Cultivando Água Boa (CAB) promovem dias 17 e 18 de março a 13ª edição do Encontro CAB – Celebrando o Prêmio ONU – Água.
    O evento foi precedido de três encontros preparatórios realizados em novembro de 2015: Itaipulândia (17/11), Marechal Cândido Rondon (18/11) e Toledo (23/11). Os encontros CAB constituem um ponto importante da metodologia do programa, pois reúnem todos os parceiros, lideranças e comunidades para discutir e planejar ações, e avaliar resultados.
    Haverá mesas redondas, palestras, assinaturas de convênios, premiações e diversas atrações culturais. As oficinas temáticas irão abordar Educação Ambiental, Gestão por Bacias Hidrográficas, Desenvolvimento Rural Sustentável, Coleta Solidária, Plantas Medicinais, Sustentabilidade de Comunidades Indígenas, Juventude e Meio Ambiente, Biodiversidade, Produção de Peixes e Valorização do Patrimônio Institucional e Regional. Também será realizado um encontro preparatório para o Fórum Mundial das Águas de 2018, promovido pela Agência Nacional das Águas – ANA.
    Entre as presenças confirmadas estão o subsecretário-geral de Meio Ambiente, Energia e Ciência e Tecnologia no Ministério das Relações Exteriores do Brasil, José Marcondes de Carvalho, o teólogo Leonardo Boff, representantes da FAO, Hivy Ortiz; da ONU, Josefina Maestu; do Programa Hidrológico Internacional da Unesco para América Latina e Caribe, Miguel Borba; da Embrapa, engenheiro Eduardo Assad.

  • Atrações culturais prestam homenagem a Simões Lopes Neto

    “João Simões Lopes Neto: ontem, hoje e sempre – Biênio Simoniano 2015/2016”. Este é o título da série de atividades da Secretaria de Estado da Cultura (Sedac), por meio do Memorial do Rio Grande do Sul e do Instituto Estadual do Livro (IEL), que marca os 150 anos de nascimento (9 de março de 1865) e os 100 anos de morte (14 de junho de 1916) de Simões Lopes Neto.
    A abertura oficial ocorreu dia 9 de março, com apresentação musical do espetáculo Zaoris, baseado em lendas e contos de Simões, e a abertura da exposição “Tempos e lugares de João Simões Lopes Neto”. A mostra reune peças do acervo do Arquivo Histórico do Rio Grande do Sul, Museu de Arte do Rio Grande do Sul, Instituto Simões Lopes Neto, grupo Aflecha e da artista Laura Castilhos.
    Nesta quarta-feira, 16, às 18h30, no Santander Cultural, acontece sessão comentada do curta-metragem “Jogo do Osso”, do diretor Henrique Freitas Lima, com os professores Regina Silveira (UNIRITTER) e Guto Leite (UFRGS).
    Nascido em Pelotas, Simões Lopes Neto é considerado por estudiosos e críticos como o maior autor regionalista do Rio Grande do Sul. Ele buscou, em sua produção literária, valorizar a história do gaúcho e suas tradições. Pela importância dessas datas, a Secretaria de Estado da Cultura, em parceria com a Prefeitura de Pelotas e o Instituto Simões Lopes Neto, criou o projeto que deu origem ao decreto do Biênio Comemorativo, assinado em 2 março de 2015 pelo governador José Ivo Sartori.
    O evento é coordenado por Débora Mutter e a exposição tem curadoria de Rejane Penna, servidoras do Memorial RS e do AHRGS, respectivamente. “Simões Lopes Neto é muito mais conhecido do que lido e debatido em nosso meio cultural. Instituições voltadas à história e à memória cultural têm a missão de resguardar e revitalizar a memória de personalidades consagradas como marcos nos diversos ambientes da cultura”, explica Débora.
    As atividades  em homenagem ao Biênio Simoniano  são abertas ao público gratuitamente e não é necessária inscrição prévia. Será fornecido certificado de 30h mediante 75% de presença  nas atividades oferecidas àqueles que se inscreverem no  link  http://goo.gl/forms/ jTbNFGfYY8
    O evento tem o apoio do Instituto João Simões Lopes Neto, da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS), Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), Universidade Luterana do Brasil (Ulbra), Universidade de Caxias do Sul (UCS), Unisinos, Uniritter e Unilasalle, Santander Cultural, Transe Filmes e ​Cinematográfica Pampeana​. O material de divulgação foi produzido pela designer gráfico Beatriz Motta.
    Escolas poderão agendar visitas guiadas à exposição e ida à peça teatral Historietas (esta última no dia 14 de junho) pelos telefones 32247159 ou 32270882.
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    Programação:
    16 de março
    18h 30min: Sessão comentada do curta-metragem “Jogo do Osso”, do diretor Henrique Freitas Lima, com os professores Regina Silveira (UNIRITTER) e Guto Leite (UFRGS)
    Local: Santander Cultural
    30 de março
    18h 30min: Sessão comentada de curta-metragem “No manantial”, do diretor Henrique Freitas Lima, com a escritora Simone Sauressig e a professora Heloísa Neto (UFRGS)
    Local: Santander Cultural
    13 de abril
    18h: Sessão comentada do documentário “Blau Nunes, o vaqueano”, com o diretor André Costantin, a diretora do Instituto Estadual do Livro, Patrícia Langlois e o fotógrafo Gilberto Perin
    Local: Santander Cultural
    11 de maio
    18h 30min: Sessão comentada do curta-metragem “O Contrabandista”, do diretor Henrique Freitas Lima, com as professoras Eliana Pristch (UNISINOS) e Renata Gomes (UNILASALLE)
    Local: Santander Cultural
    25 de maio
    18h 30min: Sessão comentada do curta-metragem “Os cabelos da china”, do diretor Henrique Freitas Lima, com o escritor Cícero Galeno Lopes e a professora Maria Alice da Silva Braga (ULBRA)
    Local: Santander Cultural
    7 de junho
    18h 30min: Palestra “Ilustrando as Lendas do Sul: visualidades poéticas a partir dos textos de Simões Lopes Neto”, com artista plástica, escritora e ilustradora Paula Mastroberti
    Local: Auditório do Memorial RS
    10 de junho
    18h30min: Mesa-redonda “Identidade e atualidade em Simões Lopes Neto”, com a professora Maria Eunice Moreira (PUCRS) e os escritores Luiz Antônio de Assis Brasil (PUCRS) e Luís Augusto Fischer (UFRGS)
    Local: Auditório do Memorial RS
    14 de junho
    10h e 14h30min: Apresentação da peça teatral infanto-juvenil “Historietas”. A montagem, livremente inspirada na obrado escritor João Simões Lopes Neto, propõe um mergulho no universo fantástico e pampeano através de uma encenação na qual o jogo teatral assume seu estado mais puro.
    O narrador é um velho capataz de Estância. Tal qual um Blau Nunes, um Romualdo – personagens da obra de Simões – ele conta ao público lembranças de Mayo e Janaina: dois irmãos adolescentes que, em férias, vão visitar a Estância da sua família, localizada no interior do Estado.
    Endereços:
    Memorial RS: Rua Sete de Setembro, 1020 – Centro Histórico – Porto Alegre
    Santander Cultural: Rua Sete de Setembro, 1028 – Centro Histórico – Porto Alegre

  • Programa com plantas medicinais leva renda à agricultura familiar

    A região da Tríplice Fronteira, com sua enorme diversidade natural e cultural (em especial pela forte presença indígena), tem um rico patrimônio em plantas medicinais que vinha se perdendo, por conta da devastação ambiental e pela fragmentação do conhecimento tradicional, decorrente dos processos de urbanização.
    Para resgatar esse patrimônio, difundir o emprego de fitoterápicos e os conhecimentos sobre seu uso, e ainda oferecer uma alternativa de renda para agricultores orgânicos, foi criado o programa Plantas Medicinais.
    O primeiro passo, assim como em outras iniciativas do Cultivando Água Boa, foi buscar parcerias com instituições que já trabalhavam com o tema na BP3, como universidades, laboratórios, associações, ONGs e órgãos do governo.
    A partir de então, foi realizada uma pesquisa na região, sobre quais as doenças mais comuns e quais os fitoterápicos que precisavam ser trabalhados para tratar essas enfermidades, desde que fossem espécies abordadas em estudos científicos e com eficácia comprovada.
    Em 2005, a Itaipu criou um ervanário, com uma estrutura completa para secagem e produção de fitoterápicos, anexa ao horto de 1,5 hectare.
    Ali é feita a coleta, limpeza,beneficiamento e controle de qualidade, além da montagem de um kit com 18 tipos de plantas medicinais, que servem para o tratamento das 10 doenças mais comuns da região. Os kits são enviados a postos do Sistema Único de Saúde (SUS).
    Uma das conclusões da pesquisa é que, apesar de a maioria das pessoas conhecer e utilizar plantas medicinais (82%), uma parte considerável (16%) as usava de maneira incorreta e ainda desconsiderava a ocorrência de efeitos colaterais.
    Outro problema identificado é que os profissionais de saúde não estavam capacitados para trabalhar com fitoterápicos e, para atuar nessa área, é necessário gostar do tema e estar convencido da eficiência dessas plantas.
    Assim, durante três anos o projeto deu ênfase à capacitação e sensibilização, buscando vencer antigos preconceitos e mostrando resultados clínicos comprovados. O Instituto Brasileiro de Plantas Medicinais, do Rio de Janeiro, que já oferece cursos de pós-graduação na área, foi contratado para realizar os cursos de capacitação.
    O primeiro deles foi realizado em 2007 e contou com a participação de diversos profissionais de saúde, entre eles médicos, enfermeiros, farmacêuticos e dentistas.
    Em 2009, ocorreu o segundo curso, específico para prescritores (profissionais que legalmente podem prescrever medicamentos), como médicos, dentistas e nutricionistas. Além disso, a Associação Centro Integrado de Educação Natureza e Saúde (Aciens) promove cursos básicos sobre educação alimentar, higiene, saneamento e como usar e preparar plantas medicinais (chás, infusões e condimentos) para comunidades carentes, trabalhadores sem-terra e indígenas.
    Juntos, os cursos básicos e para profissionais já capacitaram mais de 7 mil pessoas.
    A implantação de um projeto dessa natureza, muitas vezes, esbarra na dificuldade de aceitação por conta das Secretarias de Saúde, acostumadas a trabalhar com os medicamentos halopáticos.
    Mas, uma vez que fica comprovada a eficiência dos fitoterápicos, as vantagens clínicas e a economia para o município, essa barreira é vencida.
    Além do fornecimento dos kits, a Itaipu patrocina os cursos. A contrapartida das prefeituras é ceder os profissionais de saúde para o treinamento e fornecer a infraestrutura.
    Outra estratégia do programa está em estabelecer uma cadeia de produção junto à agricultura familiar, como alternativa de renda, e de uma rede de distribuição na BP3 junto às secretarias de saúde municipais. Em 1,5 hectare de área é possível produzir fitoterápicos suficientes para atender a 10 postos de saúde.
    A produção de fitoterápicos precisa ser obrigatoriamente orgânica. Em parceria com a Oscip Sustentec (que também participa do programa Desenvolvimento Rural Sustentável), é oferecida capacitação aos agricultores, desde o plantio à embalagem. Uma das vantagens do cultivo de plantas medicinais é que espécies nativas como Espinheira Santa, Pata de Vaca e Embaúba podem ser cultivadas na Área de Proteção Permanente.
    O programa orienta que o agricultor primeiro consulte a lista de fitoterápicos do Sistema Único de Saúde (SUS), o que é um indicativo do mercado que ele poderá explorar.
    ​O Brasil e as plantas medicinais
    Conforme o diretor de Coordenação e Meio Ambiente da Itaipu Binacional, Nelton Friedrich, dos medicamentos atualmente produzidos, cerca de 25% têm componentes químicos oriundos de plantas. “Nossa flora tem cerca de 120 mil espécies vegetais, de aplicações terapêuticas e  o alto custo dos medicamentos fabricados pela indústria farmacêutica, dentre outros motivos, têm aumentado o interesse das pessoas nesse tipo de terapia”, explica.
    A Organização Mundial da Saúde (OMS) estima que mais de 3 bilhões de pessoas em todo o mundo confiam nas “medicinas tradicionais”, onde as ervas têm grande emprego. Nesse sentido, de acordo com Friedrich, o Brasil, por sua vez, através de suas políticas públicas tem reconhecido cada vez mais a utilização de plantas medicinais na atenção à saúde, tornando a fitoterapia uma opção terapêutica oficial no SUS.​
    Saiba mais sobre as espécies utilizadas e sobre o programa Cultivando Água Boa

  • Se depender das ruas, governo Dilma está por um fio

    P.C.de Lester
    O Datafolha estimou em 450 mil o número de pessoas na manifestação pró-impeachment ontem na avenida Paulista.
    O Estadão extrapolou para 1,4 milhão. Para ambos, foi a maior mobilização popular no pais superando a campanha poelas diretas JÁ, em 1984.
    O Globo estimou em três milhões os que  foram para a rua em todo o pais pedindo “fora Dilma” neste domingo.
    Qualquer que seja o número, o recado é claro: se depender das ruas o governo Dilma está por um fio.
    Nos poucos lugares, como Porto Alegre, onde os defensores da presidente se manifestaram a  mobilização e o entusiasmo foram incomparavelmente menor.
    É compreensível: os defensores do impeachment preparavam há quase seis meses o seu ato. Os partidários da presidente só se mobilizaram depois  das denúncias que atingiram o ex-presidente Lula, na semana passada.
    Essas denúncias, mais a “condução coercitiva” para depor e  o pedido de prisão preventiva de Lula, seguidos de uma série de notícias muitas delas falsas, mas todas  replicadas para desgastar o ex-presidente, turbinaram as manifestações pro-impeachment.
    Mas, por maiores que tenham sido, elas não são suficientes para tirar Dilma do poder. Para mudar o governo, é preciso uma base legal que justifique o impedimento da presidente, legalmente eleita.
    Há um processo no congresso e outro no superior tribunal eleitoral. Mas o quadro institucional é tão confuso, que ninguém pode prever o que acontecerá se Dilma Rousseff for apeada da presidência.
    O que se percebe é que as forças políticas que a elegeram não vão aceitar passivamente sua deposição.
    Qualquer tentativa de impor uma solução que desrespeite o resultado das urnas, sem uma base legal consistente, vai encontrar resistência e desencadear uma instabilidade de consequências inimagináveis.
    O mais seguro mesmo é aguarda 2018 e fazer a mudança pelo voto. Talvez o tom pacífico das manifestações desse domingo queira dizer isso mesmo: mudança sem conflito. Ou seja, pelo voto.´
     
     

  • Manifestação na Redenção repudia o golpe contra Dilma

    O ato convocado pela Frente Brasil Popular em defesa da democracia e contra o golpe reuniu em torno de três mil pessoas no Parque da Redenção neste domingo.
    O ato iniciou por volta do meio dia com um coxinhaço organizado pelo Bloco da Diversidade.
    Uma longa fila se formou para degustar as coxas de frango assadas em diversas churrasqueiras em frente aos arcos.
    Às 13h, a voz do carro de som anunciava que as coxinhas estavam acabando, mas logo chegou um novo carregamento e a fila aumentou.
    No entorno, os militantes se abrigavam na sombra e quatro baterias faziam o aquecimento. No carro de som, alguns trovadores se revezavam, improvisando versos acompanhados pela gaita.

    Uma longa fila se formou diante das churrasqueiras / Matheus Chaparini
    Uma longa fila se formou diante das churrasqueiras / Matheus Chaparini

    As falas começaram em torno das 14h30 e a manifestação atingiu o pico de público depois das 15h.
    O mote dos discursos era a defesa da democracia e da continuidade do mandato de Dilma Rousseff, mas o apoio ao ex-presidente Lula também foi tema constante.
    As bandeiras do PT predominavam na paisagem do ato, mas CUT, UNE, UJS e CTB também tinham as suas. A CTB estendeu uma enorme faixa com os dizeres “Pela democracia. Contra o golpe.”
    O ato foi composto fortemente pela militância do partido e de movimentos sociais, de Porto Alegre e de todo o interior do estado. Além destes, poucos cidadãos independentes se engajaram.
    Quando os ônibus do interior começaram a partir, o público diminuiu rapidamente.
    “Hoje não tem outro lugar para se estar. Ou se fica aqui com os trabalhadores ou se vai lá para o Parcão, com os traidores, os coxinhas”, defendia umas das condutoras do ato no caminhão de som.
    E prosseguiu: “Se engana quem pensa que o ato do Parcão é uma luta contra a corrupção. Quem é contra a corrupção não atende chamado de Aécio Neves.”
    Diversas vezes, ao microfone, era anunciado um público de três mil pessoas no ato do outro parque, celebrando uma vitória.
    Mas o ato do Parcão certamente reuniu um número muito maior de participantes. Um integrante do Bloco da Diversidade ironizou as estimativas de público. “Segundo estimativas dos participantes, tem 300 mil pessoas aqui hoje, segundo a RBS são mil, e pela Brigada tem 25 pessoas.”
    Olívio diz que partido baixou a guarda
    13 de março ato do pt
    “Por não termos ido mais longe estamos passando por este momento” / Foto Stela Pastore

    Olívio Dutra foi a liderança mais festejada do ato. Subiu no caminhão com a militância gritando seu nome, seu discurso foi o que mais envolveu o público. Mas mesmo assim não teve uma resposta efusiva da massa, cuja animação deixou os mais antigo saudosos dos grandes comícios do partido nas décadas de 80 e 90.
    O ex-governador avaliou que este é um momento de reflexão sobre o que faltou fazer ao longo do período em que o partido vem governando o país.
    “Não fizemos a reforma agrária, a reforma tributária, com impostos progressivos para os mais ricos, não fizemos a reforma política e eles estão nos empurrando uma reforma que é um retrocesso.”
    E concluiu: “Nós baixamos a guarda. Nós devíamos ter ido mais longe. Por não termos ido, estamos passando por esse momento, que tem que ser encarado e superado com muita participação.”
    Olívio defendeu o mandato de Dilma Roussef e afirmou que “é um governo eleito por mais 54 milhões de votos e isso não pode ser desrespeitado.” Porém, não deixou de fazer críticas a alguns posicionamento da presidente.
    “O governo tem que mudar de curso a política para estar mais próximo de nós do que dos banqueiros. Temos que cobrar da Dilma o programa que foi eleito em 2014.”
    Para o ex-governador, o momento é de consolidação da democracia e da participação popular e  defendeu inclusive que alguns setores do judiciário sejam eleitos pela população.
    Olívio encerrou sua fala convocando a militância à luta pela democracia, em defesa do mandato de Dilma e pelo funcionamento das instituições democráticas conforme previsto na constituição.
    “Esta não é uma luta de armas, uma luta de tapetão, é uma luta de esclarecimento, uma luta cultural, que tem que ser travada no cotidiano.”
    PT convoca novo ato para sexta-feira
    Ao fim do ato, ficou definido com a militância manterá vigília nos proximos dias. Na sexta-feira, 18, um  novo ato acontece na Redenção.
    Outra manifestação está agendada para o dia 31, quando deve acontecer uma marcha a Brasília. Os manifestantes afirmaram também que em caso de tentativa de prisão de Lula, acampamentios serão montadosm na Praça da Matriz e nas Câmaras de Vereadores dos municípios.
    Às 17h20 foi encerrado ato e o público se dispersou enquanto os auto falantes cantavam “caminhando e cantando e seguindo a canção.”
     
    Nota: Até as 15h30 desta segunda-feira, creditamos equivocadamente a primeira foto desta matéria. A autoria da foto é de Guilherme Santos, repórter fotográfico do Sul 21 e o crédito já foi corrigido.
     
    Veja mais fotos (crédito Jornal JÁ):
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  • "Baile do Pixuleco" abre manifestação contra Dilma no Parcão

    Um grupo de vinte pessoas de diversos movimentos (Vem Pra Rua, Movimento Brasil Livre, Brasil Melhor e outros) formam o comitê organizador da manifestação pelo impeachment de Dilma Roussef, em Porto Alegre, neste domingo.
    “Graças as trapalhadas do Lula nos últimos dias, vamos fazer a maior mobilização da história”, diz o empresário Antonio Gornatti, coordenador do grupo.
    Ele brinca: “Agradecemos especialmente à Jandira Feghalli (a deputada que num selfie flagrou Lula reagindo com um palavrão). Vamos colocar um caminhão de som à disposição para ela discursar”.
    Dois caminhões de som formarão o palanque principal na lateral do Parcão junto à avenida Goethe. Outros dois caminhões ficarão em outros pontos do parque.
    A concentração está sendo chamada para as 14 horas.
    Ás 15 horas será a abertura com a apresentação da Banda Loca Liberal que vai lançar nova música, um funk, chamado “Baile do Pixuleco”, de autoria do músico Tiago Menna, autor de várias paródias com letras que satirizam os petistas.
    Entusiasmado, Gornatti acha que vai reunir 100 mil pessoas no Parcão, superando a manifestação de março do ano passado, a maior das seis que ele ajudou a organizar desde 2013.
    Não está previsto deslocamento. Provavelmente uma marcha no entorno do parque. “Vamos seguir o que a Brigada Militar e a EPTC determinarem “, diz o coordenador.
    Ele lembra que nas cinco manifestações anteriores não houve qualquer incidente. “Inclusive passamos grupos provocadores e mantivemos a tranquilidade”.
    Um grupo de voluntários desarmados se encarregará da segurança, “mais como olheiros”, ele explica. Eles ficam atentos para identificar “comportamentos suspeitos”.
    Na passeata anterior, foram eles que identificaram um grupo de rapazes com rosto coberto e mochila. “Eles avisaram  avisamos a brigada que descobriu que tinham foguetes na mochila… Foram retirados pela BM”.
    A manifestação não tem hora para terminar, apenas uma orientação dos coordenadores: “Tem que encerrar à luz do dia”.
     

  • PT pede a dirigentes que mantenham "vigília permanente"

    Contrariando as especulações de que o PT estaria desistindo da manifestação convocada para domingo, 13, o presidente do partido no Rio Grande do Sul, Ary Vanazzi, lançou uma nota convocando militantes a dirigentes do partido para o ato da Redenção.
    Defende também que os dirigentes do partido mantenham permanente vigília e mobilização.
    No texto, Vanazzi defende que é hora de “dobrar as apostas” na manifestação.
    “Cada militante e dirigente de nosso partido tem a obrigação política, em nome dos que deram a vida pela democracia em nosso país, de mobilizar e comparecer neste grande ato contra os golpistas”, afirma a nota.
    O pedido de prisão preventiva do ex-presidente Lula pelo Ministério Público de São Paulo é criticado por Vanazzi. “O golpe de Estado em curso no Brasil dá mais um perigoso passo contra a constituição e a ordem democrática.”
    A concentração para a manifestação está marcada para as 14h nos arcos da Redenção. O Bloco da Diversidade marcou um “coxinhaço” para o meio dia no mesmo local. Os militantes levarão churrasqueiras e asssarão coxas de frango, ironizando os opositores da direita, chamados de “coxinhas”.
    Confira a íntegra da nota: 
    URGENTE: NOTA DO PTRS A TODOS OS DIRIGENTES E MILITANTES
    O Ministério Público do Estado de São Paulo solicitou a prisão preventiva do ex-presidente Lula.
    O golpe de Estado em curso no Brasil dá mais um perigoso passo contra a constituição e a ordem democrática. A história golpista da classe dominante de nosso país, associada a setores do Ministério Público e do Judiciário, e da grande mídia, novamente ameaça a democracia e os direitos conquistados da classe trabalhadora.
    O PT acertou em ir para as ruas contra o seqüestro ilegal do presidente Lula por agentes de estado na última sexta-feira. A reação imediata dos trabalhadores e democratas deste país impediu que esta ação culminasse na condução para Curitiba, tudo isso com o intuito de inflar as manifestações previstas pela direita para o dia 13, tentando assim constituir um falso “apoio popular” para justificar o golpe.
    A Operação Lava Jato deixa cada vez mais evidente, em razão da seletividade das investigações, que sua real intenção não é combater a corrupção no país e sim depor o governo e, principalmente, destruir o PT, Lula, seu legado e com isso a nossa história.
    Somente nossa mobilização política e social poderá contrapor-se aos golpistas e seus poderosos interesses.
    É hora de dobrar a aposta na mobilização ao ato “Em defesa da democracia e contra o Golpe”, em Porto Alegre, domingo, 13 de março a partir das 14h na Redenção. Cada militante e dirigente de nosso partido tem a obrigação política, em nome dos que deram a vida pela democracia em nosso país, de mobilizar e comparecer neste grande ato contra os golpistas.
    Todos os nossos dirigentes devem estar em permanente vigília e mobilização a partir deste momento, com concentrações diurnas e plantões permanentes em nossas sedes municipais e demais organizações da Frente Brasil Popular.
    Ary Vanazzi
    Presidente do Partido dos Trabalhadores do Rio Grande do Sul

  • Árvores caídas: dez mil toneladas foram recolhidas depois do temporal

    Quase dez mil toneladas de galhos e árvores foram recolhidos em Porto Alegre, desde o temporal que atingiu a cidade no dia 29 de janeiro.
    Este é o número fornecido pelo secretário da SMAM, Mauro Moura, dando por concluído o recolhimento emergencial.
    Ainda restam árvores caídas na Redenção e em outros locais, mas o secretário garante que não oferecem risco à população e serão recolhidas na medida do possível.
    Agora, o trabalho da prefeitura vai focar na análise dos cerca de 1.500 vegetais danificados.
    Técnicos vão avaliar, um por um, para saber quais podem ser recuperados e quais precisarão ser substituídos. Moura estima que a análise esteja concluída em 3 ou 4 meses.
    De qualquer forma, as mudas só podem ser plantadas a partir de maio.
    “Sempre que houver ventos acima de 100km/h vão cair árvores. Não existe ação preventiva para isso, a Smam faz a manutenção”, afirma o secretário.
    Questionado sobre o manifesto dos técnicos da Smam que denunciou, entre outros pontos, a falta de pessoal, o secretário afirmou que o trabalho de rua não será mais realizado pela secretaria.
    Para o serviço serão contratadas empresas terceirizadas – outra crítica dos técnicos. Segundo Moura, a secretaria está há um ano tentando fazer licitação. “Mas as empresas estão arrepiando do edital, não estão atendendo às condições”
    Árvores continuam caindo

    Na semana passada, árvore caiu na rua Fernandes Vieira, deixando moradores sem luz / Foto Ana Júlia Possamai
    Na semana passada, árvore caiu na rua Fernandes Vieira, deixando moradores sem luz / Foto Ana Júlia Possamai

    Fomos alertados pela leitora Ana Julia Possamai de que na madrugada de 3 de março uma árvore caiu na rua Fernandes Vieira, entre a Vasco da Gama e a Castro Alves.
    Os moradores foram acordados com o barulho da árvore caindo, dos fios estourando e muita faísca no disjuntor da rua. Durante algumas horas, a rua ficou sem luz.
    Na noite anterior, um galho de outra árvore da mesma quadra já havia caído. “Por enquanto só limparam os galhos e cortaram as árvores caídas no último temporal. Imagino que outras várias ainda venham a cair, pois não fizeram uma avaliação”
    Ana Julia explica que há uma preocupação por parte dos moradores e a intenção de cuidar das árvores, mas sem o auxílio da prefeitura, fica difícil.
    “É uma tristeza muito grande, pois gostaríamos de cuidá-las, mas como cuidar com esse tamanho enorme? Como manter os galhos altos, que estão tomados de praga? Como saber que as raízes estavam podres?”, lamenta a leitora.

  • Beira lança projeto fotográfico de financiamento coletivo

    A Beira – movida editorial está com o Fotodobras # 2 em fase de captação por mais 18 dias no site catarse.me.
    O projeto reúne trabalhos de cinco fotógrafos convidados para compor o segundo volume da coletânea de pequenos livros/cartazes /dobraduras.
    Em 2016, a palavra-chave é deslocamento.
    No Fotodobras #2, Federico Estol penetra no mundo dos engraxates de La Paz; Fernando Schmitt revisita as memórias que habitam as imagens de família; Hélia Scheppa desvenda o universo onírico do nordeste brasileiro em sobreposições de imagens; Letícia Lampert constrói a cidade-colagem que já não sabemos se é real ou inventada, desconstruída pela memória ou construída pela imaginação; e Nicolas Janowski regressa ao seu país de origem e questiona as suas relações afetivas com o espaço que habitou.
    O Fotodobras é viabilizado por financiamento coletivo via catarse.me.
    No site, o público contribui com o projeto através de boleto bancário ou cartão de crédito. Se a meta para realização for atingida, o apoiador recebe em casa a recompensa escolhida, por correio, sem custos adicionais. Caso contrário, todos recebem seu dinheiro de volta, em qualquer das formas de pagamento.
    A Beira é um novo coletivo editorial que aposta na circulação da fotografia, na pesquisa de novas formas de financiamento e na realização de edições independentes em pequenas tiragens.
    Acesse www.beira.me e confira nosso catálogo
    Visite http://www.catarse.me/ fotodobras2 e financie o Fotodobras

  • Festival feminista terá eventos gratuitos e a presença de Maria da Penha

    O Coletivo Feminino Plural,​ em parceria com outras entidades e artistas,​ promove o primeiro Festival #ArtivismoFeminista​ no contexto do Dia Internacional da Mulher.​
    O evento ​será ​realizado entre os dias 10 e 13 de março, na Casa de Cultura Mario Quintana e no Parque da Redenção.
    O projeto é apoiado pela Secretaria de Cultura/Sedac e pelo Ministério da Cultura/MINC, pelas entidades Rede Feminista de Saúde, Cirandar, Grupo Inclusivas, Ilê Mulher e conta com a parceria da Casa de Cultura Mário Quintana.
    O I Festival #ArtivismoFeminista terá intensa programação de oficinas, rodas de conversa, aula aberta, ações de ativismo​, e um sarau acessível denominado “Corpos DiVERSOS” sob a responsabilidade do Grupo Inclusivass de mulheres com deficiência no dia 11 de março às 18 horas.
    Esta atividade complementa a recepção à farmacêutica Maria da Penha, que estará na cidade para Seminário sobre a aplicação da Lei que leva seu nome.
    Todas ações do festival são​ gratuitas,​ abertas ao público ​em geral​, mas especialmente voltado a mulheres de todas as idades. À exceção do dia 13 à tarde, onde as atividades acontecem no Parque da Redenção, todas as outras se realizam na Casa de Cultura Mario Quintana​ (Rua dos Andradas, 736). A ideia é reunir ​mulheres de diferentes regiões de Porto Alegre, etnias,  idades, identidades sexuais​ e de gênero, para conversar sobre Feminismos, Saúde e Direitos Reprodutivos, Políticas Públicas para as Mulheres e para a Cultura.
    ​O Manifesto que convoca a atividade afirma que “juntas, iremos proclamar que este seja um tempo de liberdade e de expressão, um tempo de viver a experiência do corpo, de vozes não silenciadas, momento de sonhar com um mundo melhor, mais justo e sincero​”. Segundo a artista visual Luísa Gabriela, coordenadora do Ponto de Cultura Feminista Corpo Arte e Expressão, “apesar da violência, discriminação e preconceitos presentes no cotidian​o, nós mulheres​ ​resistimos e existimos plenas de potencial criador e certas de que nossa arte extravasa qualquer referencial androcêntrico​”, referindo-se ao machismo e à elevada violência de gênero ainda presente na sociedade.
    Um fervo abre a programação
    O ciclo de atividades começa com um Fervo Feminista – Expressões Diversas de Mulheres Artistas no dia 10 de março, às ​18h. ​Esta ação de #ArtivismoFeminista abre espaço na Travessa dos Cataventos às diversas expressões artísticas em uma proclamação para que ​”​este seja um tempo de liberdade e de expressão, de viver a experiência do corpo, de vozes não silenciadas, que possamos sonhar com um mundo melhor, mais justo e sincero​”​.
    Na sexta feira, dia  11  de março ​ à tarde ​começam as oficinas de artes cênicas, em que as artistas Andressa Cantergiani e Carol Pommer irão​ trabalhar com performance e teatro​. Este curso segue nos dias 19 e 26 de março e aos sábados de abril na sala Cecy Frank da Casa de Cultura Mario Quintana. Após​ esta atividade​, às 18 horas ocorre o Sarau Inclusivass Corpos DiVERSOS, concomitante com a mostra Diálogos Mulheres que Escrevem, com a presença de mulheres e suas publicações, venda de livros e troca de ideias no Hall da Ala Leste da CCMQ.
    No sábado (12) à tarde, além de oficina de artes cênicas, ​o Festival promove o diálogo sobre ​a articulação dos temas racismo e gênero com mulheres que atuam em pontos de cultura​, denominado​ Mulheres Negras e Cultura: Ativando e Fazendo Nós. ​E a partir das 19h é a vez da mostra de filmes Curta Circuita, com obras de curta metragem produzidas por ​cineastas ​mulheres e sobre mulheres. Será valorizada a produção audiovisual gaúcha e brasileira, destacando diretoras que se dedicam a temas femininos e feministas.
    No último dia, domingo (13), o ponto de encontro das mulheres ​ se transfere para os Arcos da Re​denção​ (Parque Farroupilha)​, a partir das 16h.​ Ali ocorrerá uma roda de conversa ao ar livre​ sobre direitos sexuais e reprodutivos na perspectiva da diversidade sexual. O encerramento fica por conta da Intervenção Artivista resultado da Oficina de Artes Cênicas: Teatro, performance e ativismo feminista​ (Andressa Cantergiani e Carolina Pommer).​
    A programação conta com a parceria das entidades que compõem o Ponto de Cultura, como  Ilê Mulher, ONG Cirandar, Grupo Inclusivass,  artistas Andressa Cantergiani, Carolina Pommer, Mirela Kruel, a Rede Feminista de Saúde e mais o Acervo Feminista Enid Backes, Fundação Luterana de Diaconia, Escola Lilás de Direitos Humanos, Núcleo de Gênero e Religião da EST, Rumo Norte, Movimento SuperAção, Biblioteca Pública de São Leopoldo, Rede Lilás – GT Prevenção, educação e cultura, Rede dos Pontos de Cultura RS, Casa de Cultura Mario Quintana, Secretaria de Estado da Cultura RS, Ministério da Cultura/MINC.
    Programação do Festival
    Dia 10 de março de 2016 (quinta)
    18h30 – Abertura do Festival – Aula aberta sobre Feminismos com Télia Negrão (Rede Feminista) e Maria Luisa Pereira de Oliveira (plataforma Dhesca Brasil) – Local: Travessa dos Cataventos (CCMQ)
    20h – Fervo Feminista – Expressões diversas de mulheres artistas – Local: Travessa dos Cataventos (CCMQ)
    Dia 11 de março de 2016 (sexta)
    *14h –  Abertura da oficina de artes cênicas: Teatro, performance e artivismo feminista com Andressa Cantergiani e Carol Pommer. As oficinas seguem nos dias – 19 e 26 de março e 02, 09, 16, 23 e 30 de abril (sábados) – das 14h às 18h – Local: Sala Cecy Frank (CCMQ)
    18h – Sarau Inclusivass: Corpos DiVERSOS com Interprete de Libras e Audiodescrição + Diálogos Mulheres que escrevem com a presença de mulheres e suas publicações, venda de livros e troca de ideias. Local: Hall da Ala Leste (CCMQ)
    Dia 12 de março de 2016 (sábado)
    *14h – 2º dia de oficina de artes cênicas: Teatro, performance e artivismo feminista com Andressa Cantergiani e Carolina Pommer Local: Sala Cecy Frank (CCMQ)
    17h – Mulheres Negras e Cultura: ativando e fazendo nós – Diálogos sobre raça e mulheres desde os pontos de cultura. Local: Auditório Luis Cosme (CCMQ)
    19h – Curta Circuita – Mostra de filmes de curta metragem produzidos por mulheres e sobre mulheres. Local: Auditório Luis Cosme (CCMQ)
    Dia 13 de março de 2016 (domingo)
    16h – Essas Mulheres e seus direitos sexuais e reprodutivos. Roda de conversa sobre direitos sexuais e reprodutivos na perspectiva da diversidade sexual. Local: Parque da Redenção – Concentração nos Arcos.
    18h30 – Intervenção Artivista da oficina de artes cênicas: Teatro, performance e ativismo feminista. Parque da Redenção.
    (*) Atividades destinadas às meninas e mulheres a partir de 14 anos. Inscrições através do email  pontodeculturafeminista@gmail.com
    Mais informações em  http://goo.gl/3GEAzw   ou pelo mail comunicapontodecultura@gmail.com