Uma divergência na interpretação de uma apólice de seguro pode levar à Justiça uma ação que envolve 200 milhões de dólares. De um lado está a Celulose Riograndense, a segurada. De outro a Mapfre, seguradora.
A possibilidade do litígio foi confirmada em entrevista coletiva nesta segunda-feira, em Porto Alegre, pelo presidente do grupo CMPC, controlador da Celulose Riograndense, Renan Rodriguez Wilson.
Ele fez uma apresentação dos projetos do grupo que é um dos maiores do Chile e, em celulose e papel, um dos maiores do Mundo. Perguntado sobre a questão do seguro, disse que recebeu uma carta negando cobertura e que o recurso à Justiça para se ressarcir dos prejuízos pelo contrato com a seguradora já foi decido.
Tudo começa com um imprevisto numa fábrica que custou cinco bilhões de dólares para ser construída. Uma peça chave, a caldeira de 60 milhões de dólares, apresentou defeito seis meses depois da partida. Foram 154 dias para trocar a caldeira e retomar a produção. Seiscentas mil toneladas de celulose já vendidas deixaram de ser produzidas. Fora os lucros que a empresa deixou de auferir, há uma perda estimada em 200 milhões de dólares.
A empresa manteve todos os seus compromissos, aproveitou os dias parados para dar treinamento aos funcionários, não dispensou ninguém, pagou em dia seus fornecedores, baseada na certeza de que as perdas pelos dias parados estavam cobertas pelo seguro. Agora terá que travar uma batalha judicial para manter seu orçamento.
Pela primeira vez desde que assumiu a produção de celulose em Guaíba, em 2009, o grupo chileno CMPC apresentou seus números e seus planos globais numa coletiva de imprensa. Foi no Sheraton Hotel, com a presença do diretor presidente (CEO) Renan Rodriguez Wilson. Um dos maiores grupos econômicos do Chile, no ramo da celulose e papel, a CMPC é um dos maiores do mundo, com ativos de 15,4 bilhões de dólares e receitas de mais de 5 bilhões de dólares ao ano.
Celulose terá que buscar na Justiça indenização por dias parados
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