A edição de domingo do jornal argentino Pagina/12 distribuiu, em sua edição de domingo (21), o livro Golpe en Brasil (Golpe no Brasil – Genealogia de uma Farsa).
A publicação de 184 páginas traz textos do escritor Frei Betto, do jornalista uruguaio Raúl Zibechi, e do jornalista norte-americano Glenn Greenwald, entre outros, além de uma entrevista com a presidente Dilma Rousseff.
Dilma foi afastada do cargo no dia 12 de maio, após o Senado admitir o processo de impeachment, encaminhado pela Câmara dos Deputados sob o comando de Eduardo Cunha. Os artigos do livro foram escritos entre abril e junho.
A publicação contou com produção e organização do Conselho Latino-Americano de Ciências Sociais (Clacso), Octubre Editorial e Universidade Metropolitana para a Educação e Trabalho (Umet), e já possui uma versão digital.
“Brasil, o país de todos, convertido agora em um laboratório de experimentos para um novo tipo de golpe institucional que pode se estender por todo o continente”, afirma Pablo Gentili, secretário-executivo da Clacso, no prefácio da obra.

“Golpe no Brasil é, e não poderia ser de outra maneira, um livro de luta. Um livro em que o conhecimento, a análise crítica e as reflexões pretendem contribuir com os movimentos sociais, as forças políticas que resistem, se articulam e lutam contra algo que é muito mais grave do que abuso de poder e uma farsa na democracia por parte das oligarquias locais, dos meios de comunicação dominantes e de setores do poder Judiciário. Este livro quer contribuir e entender o que aconteceu no Brasil para garantir o legítimo retorno de Dilma”, completa o prefácio.
Quando se completaram cem dias do afastamento da presidente Dilma Rousseff, dia 19, já se contavam diversos livros sobre o processo de ruptura democrática no Brasil, além de registros de resistência na sociedade. Desde então, a velocidade dos retrocessos legais surpreendeu a maioria da população.
Democracia, direitos humanos e mídia

De autoria do jornalista e deputado federal Paulo Pimenta (PT-RS), o livro reúne artigos publicados em jornais, revistas, blogs e sites sobre ataques à democracia e aos direitos conquistados durante os governos de Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff. A obra ainda conta com análises sobre as coberturas e o papel da mídia no golpe.
A radiografia do golpe: entenda como e por que você foi enganado
Neste título, o sociólogo Jessé Souza apresenta uma análise acadêmica contundente do processo de impeachment que levou ao afastamento da presidenta Dilma Rousseff. Jessé aponta como os ataques jurídicos, políticos e midiáticos reverteram o processo de hegemonia no governo brasileiro, colocando o país nas mãos dos interesses financeiros e políticos de uma pequena elite. Editora Leya, R$ 34,90.
A resistência ao golpe de 2016
O livro reúne textos de advogados, professores e operadores do direito, cientistas políticos, jornalistas, filósofos, economistas, políticos, escritores, todos comprometidos com a resistência ao golpe, ainda que não necessariamente alinhados política ou partidariamente. Editora Canal 6, R$ 55.
A Classe Trabalhadora e a Resistência ao Golpe de 2016
Obra reúne 69 artigos de 87 autores de diferentes áreas de atuação. “São artigos curtos, de até cinco páginas, portanto, convidativos à leitura, mas que se propõem a fazer análises, seja política, seja econômica, seja jurídica ou seja análise social e política”, explica um dos coorganizadores da obra, o advogado Gustavo Ramos. A obra é o segundo livro de uma trilogia sobre o golpe em curso no Brasil. O primeiro livro é A Resistência ao Golpe de 2016.
A resistência internacional ao golpe de 2016
No terceiro livro que dá sequência ao A resistência ao golpe de 2016, acadêmicos, juristas, advogados, juízes, personalidades do mundo do direito, além de alguns nomes conhecidos da política internacional, dos mais diversos países, contribuíram com artigos, opiniões e entrevistas para criticar o processo de violência contra a democracia brasileira.
Por que gritamos golpe?
Com subtítulo Para entender o impeachment e a crise política no Brasil, a obra apresenta textos de mais de 30 autores, entre eles: Luíza Erundina e Boaventura se Souza Santos, com charges da cartunista Laerte Coutinho. Editora Boitempo Editorial, R$ 15.
O Brasil que queremos
Organizado pelo sociólogo Emir Sader, o livro conta com prefácio de Luiz Inácio Lula da Silva e textos de autores como o teólogo Leonardo Boff, o economista Marcio Pochmann, o médico Alexandre Padilha e a filósofa Márcia Tiburi. A obra define caminhos e utopias para um Brasil melhor, pensando em políticas progressistas em diferentes campos. Editora LPP UERJ.


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